A popularidade do presidente socialista François Hollande bateu hoje novo recorde negativo na França. Em pesquisa do instituto YouGov France, do jornal digital Le Huffington Post e da televisão digital i-Télé, Hollande teve a aprovação de apenas 12% dos franceses, a menor de um presidente da 5ª República, fundada em 1958 pelo general Charles de Gaulle.
O presidente perdeu mais pontos junto aos aliados de sua coalizão, que reúne socialistas e os verdes, caindo de 43% para 32%. Cerca de 83% dos franceses têm uma visão negativa de Hollande, informa o jornal esquerdista Libération.
A aprovação ao primeiro-ministro Manuel Valls, da ala mais à direita do Partido Socialista, baixou de 24% para 22%.
Entre as políticas mais criticadas, os eleitores franceses apontam a luta contra o desemprego (76%), a reforma educacional (66%) e a intervenção militar no Mali (47%). Os maiores sucessos do governo seriam a criação de uma autoridade superior para a transparência na vida pública (60%), o restabelecimento parcial dos 60 anos como idade para aposentadoria (51%) e a Lei Duflot para aumentar a oferta de imóveis residenciais (50%).
Para os dois anos e meio que restam da presidência de Hollande, os eleitores franceses indicam como prioridades cortes de impostos (82%), redução do déficit orçamentário (68%) e a dissolução da Assembleia Nacional (46%), com a realização de novas eleições. Dada a impopularidade do governo, não existe a menor chance de Hollande antecipar as eleições, que seriam arrasadoras para o PS.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Milícias chavistas se negam a entregar as armas
Cerca de 260 milícias criadas por orientação do falecido presidente Hugo Chávez para defender a Revolução Bolivarista na Venezuela se negaram a aceitar uma ordem do presidente Nicolás Maduro para se desarmar, declarou um porta-voz dos chamados "coletivos", reportou a agência de notícias France Presse (AFP).
Na definição de Chávez, os coletivos são "o braço armado da Revolução Bolivarista", algo como os Comitê de Defesa da Revolução de Cuba, só que com fuzis de assalto, granadas de mão e submetralhadoras. São a tropa de choque do regime chavista. Foram reforçados depois do golpe contra Chávez, em 2002.
Com um índice oficial de 53,7 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2012 (extraoficialmente seriam 79), a Venezuela é o segundo país mais violento do mundo fora de zonas de guerras, atrás apenas de Honduras, com 90,4. O índice civilizado é de no máximo 10. O Brasil registrou naquele ano 25,2 assassinatos para cada 100 mil habitantes.
Diante desse horror que atormenta a vida cotidiana de todos os venezuelanos, do assassinato de uma ex-Miss Venezuela e de um jovem deputado do partido do governo, sob pressão das Forças Armadas, o inacreditável Maduro resolveu desarmar os coletivas.
As milícias alegaram que são grupos pacíficos de defesa da revolução e desafiaram o governo a desarmar as gangues do crimes organizado, ignorando a autoridade de Maduro, que enfrenta uma grave crise econômica com inflação de 70% ao ano e desabastecimento, agravada por uma queda nos preços do petróleo, principal riqueza da Venezuela.
Na definição de Chávez, os coletivos são "o braço armado da Revolução Bolivarista", algo como os Comitê de Defesa da Revolução de Cuba, só que com fuzis de assalto, granadas de mão e submetralhadoras. São a tropa de choque do regime chavista. Foram reforçados depois do golpe contra Chávez, em 2002.
Com um índice oficial de 53,7 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2012 (extraoficialmente seriam 79), a Venezuela é o segundo país mais violento do mundo fora de zonas de guerras, atrás apenas de Honduras, com 90,4. O índice civilizado é de no máximo 10. O Brasil registrou naquele ano 25,2 assassinatos para cada 100 mil habitantes.
Diante desse horror que atormenta a vida cotidiana de todos os venezuelanos, do assassinato de uma ex-Miss Venezuela e de um jovem deputado do partido do governo, sob pressão das Forças Armadas, o inacreditável Maduro resolveu desarmar os coletivas.
As milícias alegaram que são grupos pacíficos de defesa da revolução e desafiaram o governo a desarmar as gangues do crimes organizado, ignorando a autoridade de Maduro, que enfrenta uma grave crise econômica com inflação de 70% ao ano e desabastecimento, agravada por uma queda nos preços do petróleo, principal riqueza da Venezuela.
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Drones dos EUA matam comandantes da Al Caeda no Iêmen
Um bombardeio com aeronaves não tripuladas (drones) dos Estados Unidos matou Nabil al-Dahab, um dos comandantes do grupo Ansar al-Charia, ligado à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, noticiou o jornal libanês The Daily Star.
Outro líder terrorista, Khawlan al-Sanaani, também conhecido pelo nome de guerra de Abu Maissara al-Hanki, foi morto por drones junto com outros 20 terroristas do grupo na cidade de Rada. Era um dos líderes mais procurados d'al Caeda na Península Arábica.
O Iêmen vive em guerra civil, com bombardeios de drones americanos contra milícias extremistas muçulmanas e uma guerrilha do grupo xiita huti, sustentada pelo Irã, contra o frágil governo do Iêmen, apoiado por Washington e pela rede Al Caeda.
Depois de resistir a duas semanas de ofensiva dos jihadistas da Caeda, os rebeldes hutis, que controlam a capital, Saná, tomaram Adin, que esteve sob o controle dos extremistas sunitas durante esse período. Os rebeldes teriam o apoio do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, deposto pela Primavera Árabe em 2012 depois de ficar quase 34 anos no poder. Ele está sob pressão dos EUA para deixar o Iêmen.
Outro líder terrorista, Khawlan al-Sanaani, também conhecido pelo nome de guerra de Abu Maissara al-Hanki, foi morto por drones junto com outros 20 terroristas do grupo na cidade de Rada. Era um dos líderes mais procurados d'al Caeda na Península Arábica.
O Iêmen vive em guerra civil, com bombardeios de drones americanos contra milícias extremistas muçulmanas e uma guerrilha do grupo xiita huti, sustentada pelo Irã, contra o frágil governo do Iêmen, apoiado por Washington e pela rede Al Caeda.
Depois de resistir a duas semanas de ofensiva dos jihadistas da Caeda, os rebeldes hutis, que controlam a capital, Saná, tomaram Adin, que esteve sob o controle dos extremistas sunitas durante esse período. Os rebeldes teriam o apoio do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, deposto pela Primavera Árabe em 2012 depois de ficar quase 34 anos no poder. Ele está sob pressão dos EUA para deixar o Iêmen.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Dois estados americanos rejeitam propostas contra o aborto
Apesar da vitória do conservadorismo e do Partido Republicano nas eleições de 4 de novembro de 2014 nos Estados Unidos, dois estados rejeitaram em referendos duas propostas que reconheceriam os fetos como seres vivos para criminalizar o aborto.
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
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Brancos evangélicos deram vitória aos republicanos nos EUA
O eleitorado branco evangélico foi responsável pela vitória do Partido Republicano nas eleições de ontem para renovar a Câmara dos Representantes, eleger um terço do Senado dos Estados Unidos e 36 governadores estaduais, concluiu o jornal digital The Huffington Post. A oposição domina agora as duas casas do Congresso e vai complicar os dois últimos anos de governo do presidente Barack Obama.
De acordo as pesquisas de boca de urna, mais da metade do eleitorado que votou em 4 de novembro de 2014 era de cristãos não católicos. Destes, 60% votaram em candidatos republicanos. Entre os eleitores que se identificaram como brancos e evangélicos, cerca de 26% do total, 78% votaram na oposição conservadora.
Em estados do Sul decisivos para mudar a composição do Senado, como Arkansas, Carolina do Norte, Geórgia e Kentucky, a participação dos evangélicos foi muito superior à do eleitorado como um todo. Em Arkansas, 52% dos eleitores eram cristãos não católicos. Cerca de 73% votaram no republicano Tom Cotton, que venceu Mark Pryor, senador há 12 anos.
A direita religiosa foi o maior segmento do eleitorado nessas eleições, superando os eleitorados negro e de origem latino-americana juntos. Cerca de 71% dos protestantes brancos e 59% dos católicos brancos votaram no Partido Republicano. Quem vai à missa e frequenta a igreja costuma votar na direita.
Por outro lado, 69% dos judeus preferiram o Partido Democrata. Os judeus continuam sendo uma das bases do partido.
Em seis estados com grandes populações muçulmanas - Califórnia, Flórida, Illinois, Nova York, Texas e Virgínia -, mais de 70% dos muçulmanos votaram em candidatos democratas.
De acordo as pesquisas de boca de urna, mais da metade do eleitorado que votou em 4 de novembro de 2014 era de cristãos não católicos. Destes, 60% votaram em candidatos republicanos. Entre os eleitores que se identificaram como brancos e evangélicos, cerca de 26% do total, 78% votaram na oposição conservadora.
Em estados do Sul decisivos para mudar a composição do Senado, como Arkansas, Carolina do Norte, Geórgia e Kentucky, a participação dos evangélicos foi muito superior à do eleitorado como um todo. Em Arkansas, 52% dos eleitores eram cristãos não católicos. Cerca de 73% votaram no republicano Tom Cotton, que venceu Mark Pryor, senador há 12 anos.
A direita religiosa foi o maior segmento do eleitorado nessas eleições, superando os eleitorados negro e de origem latino-americana juntos. Cerca de 71% dos protestantes brancos e 59% dos católicos brancos votaram no Partido Republicano. Quem vai à missa e frequenta a igreja costuma votar na direita.
Por outro lado, 69% dos judeus preferiram o Partido Democrata. Os judeus continuam sendo uma das bases do partido.
Em seis estados com grandes populações muçulmanas - Califórnia, Flórida, Illinois, Nova York, Texas e Virgínia -, mais de 70% dos muçulmanos votaram em candidatos democratas.
Setor privado teve saldo de 230 mil vagas em outubro nos EUA
As companhias privadas dos Estados Unidos criaram 230 mil empregos a mais do que fecharam em outubro de 2014, estimou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. Foi o melhor desempenho em mais de sete anos, registrou a agência de notícias Reuters.
O resultado superou a média das expectativas dos economistas, que era de um saldo de 220 mil postos de trabalho. O total de setembro foi revisado para cima, de 213 para 225 mil vagas.
Nos últimos sete meses, o setor privado da maior economia do mundo gerou mais de 200 mil postos de trabalho por mês mais do que destruiu. O emprego privado cresce há quatro anos e oito meses numa média mensal superior a 186 mil vagas a mais por mês.
"O mercado de trabalho está pegando ritmo consistentemente", observou o economia Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, que participou da pesquisa. "Neste ritmo, o desemprego e o subemprego vão declinar rapidamente. Em breve, o mercado de trabalho vai estar suficientemente apertado para acelerar os aumentos salariais."
A má notícia foi uma desaceleração pelo segundo segundo mês seguido no setor de serviços, responsável por dois terços da economia americana. Isso indica que o ritmo de crescimento no terceiro trimestre de 2014, de 3,5% ao ano, não deve ser mantido.
O resultado superou a média das expectativas dos economistas, que era de um saldo de 220 mil postos de trabalho. O total de setembro foi revisado para cima, de 213 para 225 mil vagas.
Nos últimos sete meses, o setor privado da maior economia do mundo gerou mais de 200 mil postos de trabalho por mês mais do que destruiu. O emprego privado cresce há quatro anos e oito meses numa média mensal superior a 186 mil vagas a mais por mês.
"O mercado de trabalho está pegando ritmo consistentemente", observou o economia Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, que participou da pesquisa. "Neste ritmo, o desemprego e o subemprego vão declinar rapidamente. Em breve, o mercado de trabalho vai estar suficientemente apertado para acelerar os aumentos salariais."
A má notícia foi uma desaceleração pelo segundo segundo mês seguido no setor de serviços, responsável por dois terços da economia americana. Isso indica que o ritmo de crescimento no terceiro trimestre de 2014, de 3,5% ao ano, não deve ser mantido.
Outro motorista árabe joga veículo contra multidão em Jerusalém
Um motorista árabe jogou hoje uma caminhonete contra um grupo de pessoas perto de uma estação de um trem de superfície, um veículo leve sobre trilhos, em Jerusalém. Um guarda da fronteira entre Israel e a Cisjordânia morreu e outras dez pessoas saíram feridas.
A polícia matou o terrorista, que morava no setor oriental de Jerusalém e pertencia ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), informa o jornal conservador The Times of Israel. O Hamas assumiu a responsabilidade pelo ataque.
Ibrahim al-Akary, de 48 anos, bateu em vários carros até parar. Saiu da caminhonete com uma barra de ferro e atacou pedestres e policiais até ser baleado e morto.
O irmão dele Mussa Muhamad al-Akary passou 19 anos preso em Israel pelo sequestro e assassinato do soldado Nissim Toleado, em 1992. Saiu em 2011, entre os prisioneiros trocados pelo soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado pelo Hamas em 2006.
A tensão em Jerusalém aumentou em protesto contra a ampliação das colônias judaicas no setor oriental (árabe) da cidade. Na semana passada, o governo linha-dura israelense chegou a fechar o acesso à Esplanada das Mesquitas, um lugar sagrado para os muçulmanos.
É parte da estratégia do Hamas, que controla a Faixa de Gaza há sete anos, aumentar o número de atentados terroristas na Cisjordânia para pressionar Israel.
Mais tarde, um homem jogou seu veículo contra três soldados israelenses. Todos saíram feridos. Um está em estado grave.
Em 22 de outubro de 2014, Abdel Rahman al-Shaludi, morador no setor árabe de Jerusalém, cada vez mais ocupado por israelenses, tinha jogado seu carro contra a multidão em outra estação do veículo leve sobre trilhos, matando duas pessoas, iniciando um bebê de três meses.
Em 4 de agosto, outro terrorista atacara um ônibus com uma retroescavadeira, matando um homem.
A polícia matou o terrorista, que morava no setor oriental de Jerusalém e pertencia ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), informa o jornal conservador The Times of Israel. O Hamas assumiu a responsabilidade pelo ataque.
Ibrahim al-Akary, de 48 anos, bateu em vários carros até parar. Saiu da caminhonete com uma barra de ferro e atacou pedestres e policiais até ser baleado e morto.
O irmão dele Mussa Muhamad al-Akary passou 19 anos preso em Israel pelo sequestro e assassinato do soldado Nissim Toleado, em 1992. Saiu em 2011, entre os prisioneiros trocados pelo soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado pelo Hamas em 2006.
A tensão em Jerusalém aumentou em protesto contra a ampliação das colônias judaicas no setor oriental (árabe) da cidade. Na semana passada, o governo linha-dura israelense chegou a fechar o acesso à Esplanada das Mesquitas, um lugar sagrado para os muçulmanos.
É parte da estratégia do Hamas, que controla a Faixa de Gaza há sete anos, aumentar o número de atentados terroristas na Cisjordânia para pressionar Israel.
Mais tarde, um homem jogou seu veículo contra três soldados israelenses. Todos saíram feridos. Um está em estado grave.
Em 22 de outubro de 2014, Abdel Rahman al-Shaludi, morador no setor árabe de Jerusalém, cada vez mais ocupado por israelenses, tinha jogado seu carro contra a multidão em outra estação do veículo leve sobre trilhos, matando duas pessoas, iniciando um bebê de três meses.
Em 4 de agosto, outro terrorista atacara um ônibus com uma retroescavadeira, matando um homem.
Republicanos serão maioria no Senado dos EUA
Com 52 senadores, o Partido Republicano conquistou nas eleições de 4 de novembro de 2014 a maioria nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos. Já tinha e manteve a maioria na Câmara dos Representantes.
Agora, a oposição terá ainda mais força para infernizar a vida do presidente Barack Obama nos dois anos de governo que lhe restam. Vai tentar, por exemplo, acabar ou pelo menos tirar recursos da lei aprovada para dar cobertura de saúde para todos, protegendo os 45 milhões que não tinham seguro-saúde.
Ao mesmo tempo, a oposição republicana terá de apresentar uma agenda mais propositiva. Se ficar apenas bloqueando os projetos do presidente, como fez nos últimos quatro anos, desde que retomou a maioria na Câmara, poderá perder a Casa Branca de novo em 2016, na eleição que realmente interessa.
Apesar da recuperação da economia, com os EUA crescendo mais do que os outros países ricos, e da queda do desemprego de 10% para 5,9%, o Partido Democrata sofre uma grande derrota. Mas a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton desponta como favorita em 2016.
Os estados do Oregon e do Alasca, e o Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, Washington, aprovaram a legalização da maconha para uso recreativo. Na Flórida, um referendo sobre o uso medicinal da droga precisava de 60% de aprovação; obteve 58%.
Agora, a oposição terá ainda mais força para infernizar a vida do presidente Barack Obama nos dois anos de governo que lhe restam. Vai tentar, por exemplo, acabar ou pelo menos tirar recursos da lei aprovada para dar cobertura de saúde para todos, protegendo os 45 milhões que não tinham seguro-saúde.
Ao mesmo tempo, a oposição republicana terá de apresentar uma agenda mais propositiva. Se ficar apenas bloqueando os projetos do presidente, como fez nos últimos quatro anos, desde que retomou a maioria na Câmara, poderá perder a Casa Branca de novo em 2016, na eleição que realmente interessa.
Apesar da recuperação da economia, com os EUA crescendo mais do que os outros países ricos, e da queda do desemprego de 10% para 5,9%, o Partido Democrata sofre uma grande derrota. Mas a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton desponta como favorita em 2016.
Os estados do Oregon e do Alasca, e o Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, Washington, aprovaram a legalização da maconha para uso recreativo. Na Flórida, um referendo sobre o uso medicinal da droga precisava de 60% de aprovação; obteve 58%.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Iraniana é condenada a um ano de prisão por ir a jogo de vôlei
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| Ghoncheh Ghavami |
Ghoncheh Ghavami foi acusada de fazer propaganda contra o regime fundamentalista iraniano por participar de uma manifestação diante do ginásio onde o Irã enfrentava a Itália pelo direito de mulheres assistirem a espetáculos esportivos masculinos.
As mulheres já eram proibidas de ir a jogos de futebol na República Islâmica do Irã. Desde 2012, o vôlei masculino foi incluído na lista negra.
Ghavami, formada em direito pela Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, tem dupla nacionalidade, é britânico-iraniana, mas o regime dos aiatolás não reconhece a cidadania britânica. Ela foi ao Irã visitar a família.
Em protesto por ter sido colocada em isolamento, Ghavami fez duas semanas de greve de fome a partir de 1º de outubro. A família anunciou ontem que ela voltou a fazer greve de fome contra a "prisão ilegal".
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional a considera uma presa política. Mais de 700 mil pessoas já assinaram uma petição online pela sua libertação.
Seu caso se insere na queda de braço entre conservadores e moderados sobre o futuro do Irã e de sua revolução islâmica. O país se ocidentalizou durante a ditadura do xá Reza Pahlevi (1953-79). A revolução foi uma reação.
Depois da queda do xá, em 11 de fevereiro de 1979, houve uma luta pelo poder dentro da revolução. O clero conservador, única instituição não governamental organizada no país, afastou os grupos liberais e socialistas em batalhas campais épicas.
Os Estados Unidos, que apoiaram o golpe de 1953 contra o primeiro-ministro nacionalista Mossadegh, foram demonizados pelos aiatolás e vistos como fontes de todo o mal. Em 4 de novembro de 1979, militantes revolucionários tomaram a Embaixada dos EUA em Teerã e mantiveram 52 pessoas como reféns durante 444 dias. Os dois países jamais reataram relações diplomáticas.
Sob suspeita de estar desenvolvendo armas atômicas em seu programa nuclear, o Irã está sob a ameaça de um bombardeio israelense que depende do aval e do apoio dos EUA. É alvo de sanções internacionais lideradas pelos EUA e a União Europeia. Desde 2011, o Banco Central do Irã não pode nem fazer a compensação de operações em dólar.
Com a economia em crise, em junho de 2013, foi eleito presidente o aiatolá moderado Hassan Rouhani com a proposta de se reaproximar dos EUA e negociar a questão nuclear em troca do fim das sanções. Depois de um discurso conciliatório na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro do ano passado, as negociações começaram.
Há um prazo-limite, 24 de novembro de 2014, para concluir as negociações. As grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) e a Alemanha exigem que o Irã pare de enriquecer urânio e abra suas instalações a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O regime teocrático iraniano nega estar fazendo a bomba e insiste no direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.
É improvável um acordo no fim deste mês, mas EUA e Irã parecem decididos a não desperdiçar a oportunidade para se reaproximar. A linha dura do regime dos aiatolás é contra. Considera a bomba atômica essencial para garantir a sobrevivência da revolução islâmica. E o fim das sanções reabriria o país, tirando-o do isolamento que afasta as influências estrangeiras.
Neste contexto, a condenação de Ghavami pode ser interpretada como parte da reação conservadora à reaproximação com o Ocidente. A polícia religiosa a prendeu porque ela representa a mulher livre, cosmopolita e ocidentalizada que luta pelos seus direitos contra uma sociedade machista e conservadora onde as mulheres ainda são responsabilizadas por seus próprios estupros.
Apesar da censura, da discriminação e do uso obrigatório do véu islâmico, as mulheres árabes que visitam Teerã se sentem muito mais livres no Irã do que nos seus países de origem. Na Arábia Saudita, não podem nem dirigir. No Afeganistão dos Talebã, que seguem a mesma corrente religiosa do Estado Islâmico, as mulheres não podiam trabalhar fora nem sair de casa desacompanhadas de um homem da família. Num país em guerra, muitas passaram fome.
O Irã é assim um misto de modernidade e conservadorismo religioso com uma classe média vibrante e ocidentalizada, que acredita na educação como meio de subir na vida. Se na Arábia Saudita, a maioria dos jovens se volta para o islamismo radical como solução para os problemas do mundo contemporâneo, no Irã, a juventude se inspira no Ocidente e admira seu desenvolvimento científico e tecnológico.
A maior esperança de melhoria da condição feminina no Irã está num acordo nuclear com as potências ocidentais, na reaproximação com a Europa e os EUA, e em reformas graduais promovidas pelos interessados em normalizar o país.
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Comissão Europeia reduz previsão de crescimento para a Zona do Euro
A economia dos 18 países que usam o euro como moeda deve avançar apenas 0,8% em 2014, em vez do 1,2% previstos seis meses atrás, anunciou hoje a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia. A expectativa para 2015 baixou de 1,7% para 1,1%. Em 2016, o crescimento deve chegar a 1,7%, em vez dos 2,2% da sondagem anterior.
Para o próximo ano, a perspectiva de crescimento da Alemanha caiu de 2% para 1,1% e da França de 1,5% para 0,7%. A CE também considerou irrealistas as previsões de redução do déficit orçamentário francês, que deve ficar em 4,5% do produto interno bruto acima do limite de 3% do PIB previsto no pacto de estabilidade para sustentar o euro.
O maior crescimento deve ser na ex-república soviética da Letônia (4,1%), seguida pela ex-república soviética da Lituânia (3,7%), da Irlanda (3,6%), de Luxemburgo (3,1%), da Estônia (3%) e da Grécia (2,9%), que se recupera depois de uma depressão arrasadora.
A inflação deve ficar abaixo da meta do Banco Central Europeu, de 2% ao ano, até 2016.
O Reino Unido, que não faz parte da Eurozona, deve crescer 2,7% em 2015.
Para o próximo ano, a perspectiva de crescimento da Alemanha caiu de 2% para 1,1% e da França de 1,5% para 0,7%. A CE também considerou irrealistas as previsões de redução do déficit orçamentário francês, que deve ficar em 4,5% do produto interno bruto acima do limite de 3% do PIB previsto no pacto de estabilidade para sustentar o euro.
O maior crescimento deve ser na ex-república soviética da Letônia (4,1%), seguida pela ex-república soviética da Lituânia (3,7%), da Irlanda (3,6%), de Luxemburgo (3,1%), da Estônia (3%) e da Grécia (2,9%), que se recupera depois de uma depressão arrasadora.
A inflação deve ficar abaixo da meta do Banco Central Europeu, de 2% ao ano, até 2016.
O Reino Unido, que não faz parte da Eurozona, deve crescer 2,7% em 2015.
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Frelimo e Renamo não acertam reintegração de rebeldes em Moçambique
Uma reunião do governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e da oposicionista Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) não chegou a um acordo ontem para integrar os rebeldes nas forças de segurança do país.
A Renamo insiste em negociar um modelo de integração. Numa reunião anterior, o governo admitiu integrar 300 rebeldes. Um novo encontro está previsto para amanhã.
Outro tema na pauta é a despartidarização do governo, dominado pela Frelimo desde a independência de Portugal, em 1975.
Quatro equipes de observadores internacionais já se instalaram nas províncias de Inhambane, Sofala, Tete e Nampula para fiscalizar a trégua entre Frelimo e Renamo acertada em 5 de setembro pelo presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
A guerra civil moçambicana terminou oficialmente em 1992. Desde então, houve confrontos esporádicos, na maioria dos casos, no interior do país.
A Renamo insiste em negociar um modelo de integração. Numa reunião anterior, o governo admitiu integrar 300 rebeldes. Um novo encontro está previsto para amanhã.
Outro tema na pauta é a despartidarização do governo, dominado pela Frelimo desde a independência de Portugal, em 1975.
Quatro equipes de observadores internacionais já se instalaram nas províncias de Inhambane, Sofala, Tete e Nampula para fiscalizar a trégua entre Frelimo e Renamo acertada em 5 de setembro pelo presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
A guerra civil moçambicana terminou oficialmente em 1992. Desde então, houve confrontos esporádicos, na maioria dos casos, no interior do país.
Mais de 40% das terras aráveis estão degradadas na China
Mais de 40% das terras cultiváveis na China estão degradadas, causando preocupações quanto à capacidade de produzir alimentos para sua população de 1,36 bilhão de habitantes, observou a agência oficial de notícias Nova China.
De acordo com o relatório baseado em estatísticas do Ministério da Agricultura, o solo nas regiões conhecidas como celeiros da China está com a camada fértil reduzida e no Sul aumenta a acidificação da terra.
Com 9,6 milhões de quilômetros quadrados, a China é o terceiro maior país do mundo, depois da Rússia e do Canadá, mas grande parte de sua superfície é formada por montanhas e desertos. As terras aráveis são apenas 13%. Soma-se a isso a deterioração dos rios por causa da poluição industrial, reduzindo a capacidade de produção da agricultura.
As limitações do país para produzir alimentos e a renda gerada pelas exportações de produtos industriais fazem da importação a saída para garantir a segurança alimentar dos chineses, criando oportunidades para grandes exportadores agrícolas como o Brasil e a Argentina.
De acordo com o relatório baseado em estatísticas do Ministério da Agricultura, o solo nas regiões conhecidas como celeiros da China está com a camada fértil reduzida e no Sul aumenta a acidificação da terra.
Com 9,6 milhões de quilômetros quadrados, a China é o terceiro maior país do mundo, depois da Rússia e do Canadá, mas grande parte de sua superfície é formada por montanhas e desertos. As terras aráveis são apenas 13%. Soma-se a isso a deterioração dos rios por causa da poluição industrial, reduzindo a capacidade de produção da agricultura.
As limitações do país para produzir alimentos e a renda gerada pelas exportações de produtos industriais fazem da importação a saída para garantir a segurança alimentar dos chineses, criando oportunidades para grandes exportadores agrícolas como o Brasil e a Argentina.
Ex-prefeito é preso no México por desaparecimento de estudantes
O ex-prefeito de Iguala José Luis Abarca e sua mulher, conhecidos como o casal real, foram presos ontem de manhã na Cidade do México depois de fugir desde setembro, informou hoje a agência de notícias Associated Press citando como fontes funcionários dos serviços de segurança mexicanos.
Eles são acusados pela morte de seis estudantes e o desaparecimento de outros 43 da Escola Normal de Ayotzinapa, em Iguala, no estado de Guerrero. Outras 56 pessoas, inclusive policiais e guardas de segurança, foram detidos no caso. O ex-chefe de polícia de Iguala também está sendo procurado.
Os estudantes eram normalistas. Faziam o curso para se tornarem professores num tipo de escola radical de tendência esquerdista e marxista criado na Revolução Mexicana (1910-20). Acredita-se que tenham sido sequestrados e provavelmente mortos numa aliança de traficantes de drogas com policiais e políticos corruptos.
A tragédia atingiu em cheio o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que preferiu se concentrar em reformas econômicas e abandonar a Guerra contra as Drogas deflagrada por seu antecessor, Felipe Calderón, ignorando a impunidade dos responsáveis por 70 mil mortes.
Eles são acusados pela morte de seis estudantes e o desaparecimento de outros 43 da Escola Normal de Ayotzinapa, em Iguala, no estado de Guerrero. Outras 56 pessoas, inclusive policiais e guardas de segurança, foram detidos no caso. O ex-chefe de polícia de Iguala também está sendo procurado.
Os estudantes eram normalistas. Faziam o curso para se tornarem professores num tipo de escola radical de tendência esquerdista e marxista criado na Revolução Mexicana (1910-20). Acredita-se que tenham sido sequestrados e provavelmente mortos numa aliança de traficantes de drogas com policiais e políticos corruptos.
A tragédia atingiu em cheio o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que preferiu se concentrar em reformas econômicas e abandonar a Guerra contra as Drogas deflagrada por seu antecessor, Felipe Calderón, ignorando a impunidade dos responsáveis por 70 mil mortes.
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Arábia Saudita prende suspeitos de ataque terrorista
A polícia da Arábia Saudita prendeu hoje seis suspeitos de uma ação terrorista na Província Oriental em que mascarados mataram cinco pessoas e feriram outras nove ontem num bairro da cidade de Al-Dalwa de maioria xiita, informaram as agências de notícias Gulf News e Reuters.
O ataque aconteceu no momento em que a comunidade xiita celebrava o Festival da Achura, que lembra o martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, no ano 680 da era cristã, uma das datas-chaves do cisma entre sunitas e xiitas, observa a televisão pública britânica BBC.
Como o wahabismo, uma corrente sunita, é considerado pelo governo saudita como a interpretação correta do Corão, os xiitas, cerca de 15% dos 20 milhões de sauditas, são vistos como suspeitos e discriminados, embora as autoridades neguem. Isso explica atos terroristas como o de ontem. De acordo com relatos publicados nas redes sociais, três homens armados com revólveres e metralhadoras dispara contra a multidão que deixava um local de oração.
A tensão aumentou na Província Oriental depois da condenação à morte por sedição do clérigo e ativista xiita xeque Nimr al-Nimr, em 15 de outubro de 2014, sob protestos de sua família, que alega que ele sempre usou "métodos pacíficos e não violentos" em sua pregação, noticia o jornal inglês The Guardian.
No Oriente Médio, há hoje um amplo conflito entre sunitas e xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano capaz de conflagrar toda a região.
O ataque aconteceu no momento em que a comunidade xiita celebrava o Festival da Achura, que lembra o martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, no ano 680 da era cristã, uma das datas-chaves do cisma entre sunitas e xiitas, observa a televisão pública britânica BBC.
Como o wahabismo, uma corrente sunita, é considerado pelo governo saudita como a interpretação correta do Corão, os xiitas, cerca de 15% dos 20 milhões de sauditas, são vistos como suspeitos e discriminados, embora as autoridades neguem. Isso explica atos terroristas como o de ontem. De acordo com relatos publicados nas redes sociais, três homens armados com revólveres e metralhadoras dispara contra a multidão que deixava um local de oração.
A tensão aumentou na Província Oriental depois da condenação à morte por sedição do clérigo e ativista xiita xeque Nimr al-Nimr, em 15 de outubro de 2014, sob protestos de sua família, que alega que ele sempre usou "métodos pacíficos e não violentos" em sua pregação, noticia o jornal inglês The Guardian.
No Oriente Médio, há hoje um amplo conflito entre sunitas e xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano capaz de conflagrar toda a região.
Republicanos podem tomar controle do Senado dos EUA
Os Estados Unidos realizam hoje eleições intermediárias para toda a Câmara dos Representantes, de 435 cadeiras, 33 das 100 cadeiras no Senado, governadores de 38 estados e territórios, e 46 assembleias legislativas estaduais. A oposição republicana deve ampliar a maioria na Câmara e é favorita para tomar do Partido Democrata o controle sobre o Senado.
Nas últimas pesquisas, 46% manifestaram a intenção de votar nos republicanos e 45% nos democratas, que chegaram a esconder o presidente Barack Obama durante a campanha dada sua impopularidade. Hoje, há 53 senadores democratas, 45 republicanos e dois independentes.
Para obter a maioria, os republicanos precisam sair desta eleição com seis senadores a mais do que têm hoje. Se tiver 50 senadores, o Partido Democrata fica em maioria porque, em caso de empate, o vice-presidente vota, na condição de presidente do Senado.
Sob Obama, os EUA venceram sua pior crise desde a Grande Depressão (1929-39). Têm hoje o ritmo de crescimento mais forte entre os países ricos, de 3,5% ao ano no terceiro trimestre de 2014. O desemprego caiu de 10% para 5,9%. Mas aparentemente o eleitorado não credita a recuperação da economia ao presidente.
Como em dois estados pode haver segundo turno para o Senado, talvez a futura composição e a divisão de poder no Congresso dos EUA só sejam conhecidas em janeiro de 2015.
Cerca de 69% esperam uma vitória do Partido Republicano. Isso pode ser o fim na prática do governo Obama. Se a divisão no Congresso e o radicalismo da direita conservadora bloquearam a agenda legislativa nos últimos quatro anos, se a oposição tiver maioria na Câmara e no Senado, Obama será o chamado pato manco, um político em fim de mandato, impopular e que não vai mais disputar eleições.
Também vai haver eleições para prefeito em algumas cidades e uma série de referendos, pelo menos cinco sobre a legalização ou descriminalização do uso recreativo da maconha, nos estados do Alasca, do Maine, do Oregon e da Califórnia, e no Distrito de Colúmbia, e dois sobre o uso medicinal da droga, no estado da Flórida e no território de Guam. Dois estados americanos, Colorado e Washington, já legalizaram o consumo de maconha.
Nas últimas pesquisas, 46% manifestaram a intenção de votar nos republicanos e 45% nos democratas, que chegaram a esconder o presidente Barack Obama durante a campanha dada sua impopularidade. Hoje, há 53 senadores democratas, 45 republicanos e dois independentes.
Para obter a maioria, os republicanos precisam sair desta eleição com seis senadores a mais do que têm hoje. Se tiver 50 senadores, o Partido Democrata fica em maioria porque, em caso de empate, o vice-presidente vota, na condição de presidente do Senado.
Sob Obama, os EUA venceram sua pior crise desde a Grande Depressão (1929-39). Têm hoje o ritmo de crescimento mais forte entre os países ricos, de 3,5% ao ano no terceiro trimestre de 2014. O desemprego caiu de 10% para 5,9%. Mas aparentemente o eleitorado não credita a recuperação da economia ao presidente.
Como em dois estados pode haver segundo turno para o Senado, talvez a futura composição e a divisão de poder no Congresso dos EUA só sejam conhecidas em janeiro de 2015.
Cerca de 69% esperam uma vitória do Partido Republicano. Isso pode ser o fim na prática do governo Obama. Se a divisão no Congresso e o radicalismo da direita conservadora bloquearam a agenda legislativa nos últimos quatro anos, se a oposição tiver maioria na Câmara e no Senado, Obama será o chamado pato manco, um político em fim de mandato, impopular e que não vai mais disputar eleições.
Também vai haver eleições para prefeito em algumas cidades e uma série de referendos, pelo menos cinco sobre a legalização ou descriminalização do uso recreativo da maconha, nos estados do Alasca, do Maine, do Oregon e da Califórnia, e no Distrito de Colúmbia, e dois sobre o uso medicinal da droga, no estado da Flórida e no território de Guam. Dois estados americanos, Colorado e Washington, já legalizaram o consumo de maconha.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
China invade território da Índia
O Exército Popular de Libertação da China atravessou recentemente a fronteira com a Índia em Ladakh, no estado de Jamu e Caxemira, na Cordilheira do Himalaia. Os soldados chineses entraram cinco quilômetros no território indiano no Lago Pagong, noticiaram no domingo jornais e televisões da Índia.
Ao perceber a invasão chinesa, a Polícia da Fronteira Indo-Tibetana interceptou-a na "linha de controle", como é chamada a fronteira não delimitada entre os dois países desde uma guerra entre ambos, em 1962.
O Lago Pagong é divido, com 90 km do lado chinês e 45 km do lado indiano. As tensões entre os dois países levam a escaramuças ocasionais ao long da fronteira não demarcada.
Ao perceber a invasão chinesa, a Polícia da Fronteira Indo-Tibetana interceptou-a na "linha de controle", como é chamada a fronteira não delimitada entre os dois países desde uma guerra entre ambos, em 1962.
O Lago Pagong é divido, com 90 km do lado chinês e 45 km do lado indiano. As tensões entre os dois países levam a escaramuças ocasionais ao long da fronteira não demarcada.
Militares prometem governo de transição em Burkina Fasso
Sob pressão das Nações, da União Africana da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), os militares que tomaram o poder em Burkina Fasso em 30 de outubro de 2014 prometeram instalar dentro de duas semanas um governo transitório para organizar eleições.
No domingo, uma multidão se concentrou diante da sede da rádio e da televisão estatais, onde militares haviam feito um pronunciamento. O Exército deu tiros para dispersar a manifestação. Pelo menos uma pessoa foi morta.
À noite, os comandantes militares receberam líderes da oposição e concordaram com a formação de um governo de união nacional para preparar a devolução do poder aos civis. O ditador deposto, Blaise Compaoré, estava no poder desde 1987.
No domingo, uma multidão se concentrou diante da sede da rádio e da televisão estatais, onde militares haviam feito um pronunciamento. O Exército deu tiros para dispersar a manifestação. Pelo menos uma pessoa foi morta.
À noite, os comandantes militares receberam líderes da oposição e concordaram com a formação de um governo de união nacional para preparar a devolução do poder aos civis. O ditador deposto, Blaise Compaoré, estava no poder desde 1987.
Itália deve ter recessão de 0,3% em 2014
A economia da Itália, a quarta maior da Europa, vai recuar 0,3% em 2014 e terá crescimento menor do que esperado nos próximos anos, previu hoje o instituto oficial de estatísticas do país, Istat.
Em sua análise conjuntural intitulada Perspectiva Econômica da Itália, o Istat observa que, "depois de uma contração temporária no primeiro trimestre, a economia dos Estados Unidos se recuperou, enquanto o crescimento na Zona do Euro ainda é fraco". Isso deve levar a uma desvalorização da moeda comum europeia diante do dólar em 2015 e 2016 acelerada pelo aumento nas taxas de juros nos EUA, previsto para começar no primeiro semestre do próximo ano.
Para 2014, em vez do avanço de 0,6% estimado seis meses atrás, deve haver uma contração de 0,3% na Itália por causa das quedas no consumo interno e na demanda externa (exportações). A expectativa para 2015 caiu de crescimento de 1% para apenas 0,5% e para 2016 de 1,4% para 1%. O principal motor dessa expansão modesta será o consumo dos italianos.
O instituto de estatísticas italiano prevê um crescimento do comércio internacional de 3% neste ano, de 4,4% em 2015 e de 4,8% em 2016.
Burocrática e indisciplinada, a economia italiana já foi vista pelo Brasil como uma indicação de que um certo caos não impede o crescimento econômico. Com inflação elevada, moeda fraca e endividamento público elevado, a Itália democrática do pós-guerra usou a desvalorização da lira como forma de acertar as contas e manter a competitividade.
Desde que aderiu em ao euro, em 1999, o crescimento estagnou. O país enfrenta o desafio de fazer reformas estruturais profundas, inclusive num mercado de trabalho dominado por sindicatos fortes. Sob o primeiro-ministro Matteo Renzi, que chegou ao poder numa manobra interna da esquerda sem ter sido eleito para si em eleições gerais, a Itália se aliou à França para combater o austeridade fiscal imposta pela Alemanha para enfrentar a crise dos países da periferia da Eurozona.
O desafio dos governos esquerdistas da França e da Itália é promover reformas estruturais que implicarão perda de direitos para os trabalhadores em troca de maior flexibilidade do mercado de trabalho para absorver os desempregados, hoje 12,5% mão de obra italiana e 10,2% da francesa. Fazer isto em meio à crise pode ser suicídio político.
Na França, o presidente socialista François Hollande tem a aprovação de apenas 13%, a menor da 5ª República, fundada em 1958. Na Itália, o Movimento Cinco Estrelas, do humorista Beppe Grillo, é o maior partido no Congresso.
Por isso, França e Itália cobram da Alemanha, a maior economia do continente, mais investimento e consumo. Apesar da desaceleração da economia doméstica, a primeira-ministra Angela Merkel prefere equilibrar o orçamento.
Em sua análise conjuntural intitulada Perspectiva Econômica da Itália, o Istat observa que, "depois de uma contração temporária no primeiro trimestre, a economia dos Estados Unidos se recuperou, enquanto o crescimento na Zona do Euro ainda é fraco". Isso deve levar a uma desvalorização da moeda comum europeia diante do dólar em 2015 e 2016 acelerada pelo aumento nas taxas de juros nos EUA, previsto para começar no primeiro semestre do próximo ano.
Para 2014, em vez do avanço de 0,6% estimado seis meses atrás, deve haver uma contração de 0,3% na Itália por causa das quedas no consumo interno e na demanda externa (exportações). A expectativa para 2015 caiu de crescimento de 1% para apenas 0,5% e para 2016 de 1,4% para 1%. O principal motor dessa expansão modesta será o consumo dos italianos.
O instituto de estatísticas italiano prevê um crescimento do comércio internacional de 3% neste ano, de 4,4% em 2015 e de 4,8% em 2016.
Burocrática e indisciplinada, a economia italiana já foi vista pelo Brasil como uma indicação de que um certo caos não impede o crescimento econômico. Com inflação elevada, moeda fraca e endividamento público elevado, a Itália democrática do pós-guerra usou a desvalorização da lira como forma de acertar as contas e manter a competitividade.
Desde que aderiu em ao euro, em 1999, o crescimento estagnou. O país enfrenta o desafio de fazer reformas estruturais profundas, inclusive num mercado de trabalho dominado por sindicatos fortes. Sob o primeiro-ministro Matteo Renzi, que chegou ao poder numa manobra interna da esquerda sem ter sido eleito para si em eleições gerais, a Itália se aliou à França para combater o austeridade fiscal imposta pela Alemanha para enfrentar a crise dos países da periferia da Eurozona.
O desafio dos governos esquerdistas da França e da Itália é promover reformas estruturais que implicarão perda de direitos para os trabalhadores em troca de maior flexibilidade do mercado de trabalho para absorver os desempregados, hoje 12,5% mão de obra italiana e 10,2% da francesa. Fazer isto em meio à crise pode ser suicídio político.
Na França, o presidente socialista François Hollande tem a aprovação de apenas 13%, a menor da 5ª República, fundada em 1958. Na Itália, o Movimento Cinco Estrelas, do humorista Beppe Grillo, é o maior partido no Congresso.
Por isso, França e Itália cobram da Alemanha, a maior economia do continente, mais investimento e consumo. Apesar da desaceleração da economia doméstica, a primeira-ministra Angela Merkel prefere equilibrar o orçamento.
UE protesta na OMC contra incentivos fiscais do Brasil
A União Europeia apresentou queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 31 de outubro de 2014 contra os incentivos fiscas e impostos de importação do Brasil que considera discriminatórios, dando vantagens injustas aos produtores brasileiros.
Ao fazer isso, a UE acionou o mecanismo de solução de conflitos da OMC. Pediu à instituição a abertura de um painel de investigação sobre a denúncia para "eliminar os casos de discriminação e os incentivos fiscais ilegais, sem pôr em causa a política fiscal do Brasil enquanto tal ou suas políticas de desenvolvimento". Essa ressalva justifica a exclusão da Zona Franca de Manaus, defendida pelo governo Dilma Rousseff como importante para a "segurança nacional" e o "desenvolvimento regional".
A Europa reclama dos elevados impostos de importação cobrados de vários setores, como na indústria automobilística e nas tecnologias da informação, enquanto produtos brasileiros se beneficiam de isenções fiscais. No caso dos carros importados, somando direitos aduaneiros e outros encargos, o total pode chegar a 80% do valor da importação.
Com as exigências de conteúdo nacional, os fabricantes estrangeiros são pressionados a se instalar no país, oferecendo empregos, mas, ao mesmo tempo, a produção brasileira fica pouco competitiva internacionalmente e vai ficando para trás na corrida tecnológica, por dificuldade de importar componentes e tecnologia de última geração.
Por isso, um telefone celular inteligente custa no Brasil 50% a mais do que na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores considera difícil a defesa do programa Inovar-Auto, mas acredita num desfecho favorável para o Brasil, informa hoje o jornal Valor. Até 2017, o programa oferece desconto no imposto sobre produtos industrializados (IPI) a fábricas de automóveis com planos de investimento no país.
A expectativa no Itamaraty é que a OMC não tome nenhuma medida punitiva antes de 2017. Depois das conclusões do painel de investigação, o Brasil ainda terá direito a recurso.
Ao fazer isso, a UE acionou o mecanismo de solução de conflitos da OMC. Pediu à instituição a abertura de um painel de investigação sobre a denúncia para "eliminar os casos de discriminação e os incentivos fiscais ilegais, sem pôr em causa a política fiscal do Brasil enquanto tal ou suas políticas de desenvolvimento". Essa ressalva justifica a exclusão da Zona Franca de Manaus, defendida pelo governo Dilma Rousseff como importante para a "segurança nacional" e o "desenvolvimento regional".
A Europa reclama dos elevados impostos de importação cobrados de vários setores, como na indústria automobilística e nas tecnologias da informação, enquanto produtos brasileiros se beneficiam de isenções fiscais. No caso dos carros importados, somando direitos aduaneiros e outros encargos, o total pode chegar a 80% do valor da importação.
Com as exigências de conteúdo nacional, os fabricantes estrangeiros são pressionados a se instalar no país, oferecendo empregos, mas, ao mesmo tempo, a produção brasileira fica pouco competitiva internacionalmente e vai ficando para trás na corrida tecnológica, por dificuldade de importar componentes e tecnologia de última geração.
Por isso, um telefone celular inteligente custa no Brasil 50% a mais do que na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores considera difícil a defesa do programa Inovar-Auto, mas acredita num desfecho favorável para o Brasil, informa hoje o jornal Valor. Até 2017, o programa oferece desconto no imposto sobre produtos industrializados (IPI) a fábricas de automóveis com planos de investimento no país.
A expectativa no Itamaraty é que a OMC não tome nenhuma medida punitiva antes de 2017. Depois das conclusões do painel de investigação, o Brasil ainda terá direito a recurso.
domingo, 2 de novembro de 2014
Atentado suicida mata 50 no Paquistão perto da fronteira da Índia
Pelo menos 50 pessoas foram mortas e outras 100 saíram feridas de um atentado terrorista suicida atribuído a aliados da milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) em Wagah, perto de Lahore, no Paquistão, a cerca de 500 metros do principal ponto de passagem para a Índia, noticiou a televisão árabe Al Jazira.
O homem-bomba detonou os explosivos durante uma cerimônia de retirada da bandeira nacional paquistanesa do posto de controle próximo à fronteira. Dois guardas morreram por bloquear sua entrada na área central da cerimônia. O impacto da explosão foi sentido a 200 metros de distância.
Três milícias jihadistas reivindicaram a autoria do atentado, inclusive o grupo Jamaat-ur-Ahrar, uma dissidência da Milícia dos Talebã do Paquistão. Em nota no Twitter, ameaçou "continuar realizando ataques como esse no futuro" e acusou os outros grupos que se responsabilizaram pelo ataque de "não terem base para fazer tais alegações".
O homem-bomba detonou os explosivos durante uma cerimônia de retirada da bandeira nacional paquistanesa do posto de controle próximo à fronteira. Dois guardas morreram por bloquear sua entrada na área central da cerimônia. O impacto da explosão foi sentido a 200 metros de distância.
Três milícias jihadistas reivindicaram a autoria do atentado, inclusive o grupo Jamaat-ur-Ahrar, uma dissidência da Milícia dos Talebã do Paquistão. Em nota no Twitter, ameaçou "continuar realizando ataques como esse no futuro" e acusou os outros grupos que se responsabilizaram pelo ataque de "não terem base para fazer tais alegações".
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