terça-feira, 16 de junho de 2020

China amplia estado de emergência na capital para combater surto da covid-19

A China amplia o estado de emergência na capital. As autoridades acreditam que têm apenas três dias para controlar o novo surto que surgiu no mercado atacadista de Xinfadi, o maior de Beijim. 

Pelo menos 137 pessoas foram infectadas e algumas saíram da cidade. Uma mulher infectada em Beijim e foi para Chengdu, capital da província de Sichuã. Todos os mercados públicos da capital chinesa estão sendo examinados, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

Todos os bairros situados em distritos considerados de médio e alto riscos foram submetidos a um confinamento rigoroso. Os moradores são obrigados a ficar em casa e a fazer exames para ver se estão contaminados. 

Todas as escolas primárias e secundárias passam para educação à distância. As universidades e os locais de entretenimento serão fechados. Os táxis e carros de aluguel foram proibidos de deixar Beijim. 

As atividades produtivas não foram suspensas, mas o governo está incentivando o trabalho em casa. Oito casos importados do exterior foram identificados nas províncias de Xangai, Cantão, Liaoning e na Mongólia Interior. Xangai, a maior cidade chinesa, entrou em estado de alerta. Os 87 mercados públicos da cidade foram examinados.

No mundo inteiro, o total de casos passou de 8 milhões 264 mil, com mais de 446 mil mortes e 4 milhões 321 mil pacientes curados. Mais de 54 mil pessoas, 2 por cento dos casos em tratamento, estão em situação crítica. 

Os Estados Unidos têm mais casos confirmados, 2 milhões 208 mil e 400 e 119 mil mortes, 40 por cento em lares para idosos. O vice-presidente Mike Pence atribui o aumento do número de casos novos ao maior número de testes, mas o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, alerta que a situação pode sair de controle.

Com mais de 37 mil novos casos, o Brasil passou de 900 mil casos confirmados. Houve mais Mil 338 mortes, elevando o total para 45 mil 456 mortes. Oito mil 318 pessoas estão em estado crítico e 477 mil pacientes foram curados.

Na Alemanha, um dos primeiros países europeus a reativar a economia, o índice de infecção passou de 1. Cada 10 pessoas contaminadas transmitiram o vírus para 12, acelerando a propagação da doença. As vendas do comércio no Brasil tiveram a maior queda da história em abril.

As vendas do varejo nos Estados Unidos subiram 17,7 por cento em maio, a maior alta desde que a pesquisa mensal começou, em 1992, depois de uma queda de 14,7 por cento em abril, mas ficaram 6,1 por cento abaixo das vendas de maio do ano passado.

O comércio desabou no Brasil em abril, com queda em todos os setores, com vendas 16,8 por cento menores. No Brasil, só 5 por cento do comércio é via Internet. Mais um milhão de brasileiros perderam o emprego em maio. 

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas prevê que só a Venezuela terá um resultado pior do que o Brasil na América do Sul no biênio 2020-2021. Meu comentário: 

Dexametasona é primeiro medicamento eficaz no combate à covid-19

Em pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, o corticoide dexametasona tornou-se o primeiro medicamento de sucesso comprovado no combate à pandemia do novo coronavírus, anunciou hoje a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), declarando que é "um dia histórico no tratamento da covid-19".

Os resultados preliminares recém-divulgados do estudo Recuperação, realizado com 6 mil pacientes hospitalizados no Reino Unido, indicam que uma dose diária de 6 miligramas de dexametasona aplicada por via oral ou endovenosa durante 10 dias demonstrou: 
  1. uma redução de mortalidade em 28 dias de um terço (33,3%) nos pacientes com covid-19 em ventilação mecânica;
  2. redução de mortalidade em 28 dias de um quinto (20%) nos pacientes necessitando de oxigênio que não estão em ventilação mecânica;
  3. não houve diferença nos pacientes que não necessitam de oxigênio.
A conclusão prática, afirma a SBI, é que "todo paciente com covid-19 em ventilação mecânica e os que necessitam de oxigênio fora da UTI devem receber dexametasona por via oral ou endovenosa 6mg 1x/dia durante 10 dias. Medicação barata e de acesso universal."

Os médicos advertem que o medicamento não deve ser usado preventivamente nem por pacientes que não estejam em tratamento hospitalar precisando de oxigênio. A pesquisa comparou o efeito da dexametasona com pacientes de um grupo de controle que não tomaram o remédio.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

China enfrenta novo surto da pandemia do coronavírus

A China enfrenta novos surtos da covid-19 e está testando centenas de milhares de pessoas na capital para evitar uma segunda onda de contaminação. A metade dos distritos de Beijim registrou novos casos. Também houve casos em duas províncias. Os últimos dados sobre a economia do país onde surgiu o novo coronavírus revelam as dificuldades da recuperação.

Vinte estados americanos tiveram aumento do número de casos por retomar as atividades econômicas antes da hora, quando a curva da infecção estava subindo. A Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) desautoriza o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina. 

Pela primeira vez na história, a Arábia Saudita vai suspender a peregrinação anual dos muçulmanos à cidade sagrada de Meca.

A Europa reabre a maioria das fronteiras internas, mas permanece fechada para turistas de fora do continente. A abertura para visitantes de fora está marcada para 1º de julho. O Reino Unido reabre o comércio e os consumidores fazem fila desrespeitando a distância mínima de dois metros.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados da pandemia chegou a 8,107 milhões, com 438.580 mortes e 4,187 milhões de pacientes curados. Dois por cento dos cerca de 3,5 milhões de pacientes em tratamento estão em estado greve. Dos casos encerrados, 9 % terminaram em morte. Isto é um ponto percentual a menos do que no fim da semana passada. 

Os EUA têm mais casos confirmados, 2.182.548, e mais mortos, mais de 118 mil.

O Brasil é o segundo em número de casos confirmados e de mortes. Registrou mais 769 mortes em 24 horas, elevando o total de óbitos para 44.118. Com mais 23.674 casos novos num dia, o total de casos confirmados chegou a 891 mil 556. Mais de 453 mil pessoas foram curadas.

Apesar do risco de uma segunda onda de contaminação, a Bolsa de Nova York fechou com alta de 0,83 por cento no índice amplo S&P 500, por causa da promessa do banco central americano de comprar mais títulos públicos. A Bolsa de São Paulo caiu 0,45 por cento e o dólar teve uma pequena alta para 5 reais e 14 centavos.

Outro impacto da pandemia é a redução das remessas que cerca de 200 milhões de imigrantes mandam para seus países de origem, que somaram no ano passado 554 bilhões de dólares, cerca de 2 trilhões 850 bilhões de reais, e neste ano devem cair 20 por cento. Meu comentário:

domingo, 14 de junho de 2020

Total de casos da pandemia no mundo se aproxima de 8 milhões

Com quase 122 mil casos novos em 24 horas, a pandemia do novo coronavírus contaminou pelo menos 7.982.495 pessoas no mundo inteiro e matou 435.166, enquanto enquanto 4.103.890 pacientes foram curados. Dos casos encerrados, 10% terminaram em morte.

Com mais 598 mortes registradas neste domingo, o total de óbitos soma 43.389. Com mais 17.086 casos novos, o total de casos confirmados chegou a 867.882, informou um consórcio nacional de empresas jornalísticas, com base em dados do Conselho Nacional das Secretarias da Saúde.

Só os Estados Unidos tiveram mais casos novos (19.503), casos confirmados (2.161.727) e mortes (117.853).

Na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou a plena normalização da maioria das atividades a partir de 22 de junho em toda a França, menos na Guiana Francesa e em Mayotte, um arquipélago do Oceano Índico entre Madagascar e Moçambique. Toda a França metropolitana é agora uma zona verde. 

Todos os estudantes devem voltar às aulas no dia 22. A frequência será obrigatória. As creches também serão reabertas, assim como os bares e restaurantes. Amanhã, começa a campanha para o segundo turno das eleições municipais, marcadas para 28 de junho. 

Macron deixou claro que é uma "primeira vitória contra o vírus". O presidente pediu aos franceses que "evitem ao máximo as aglomerações" porque "são a principal ocasião de propagação do vírus", que não desapareceu. "Não podemos baixar totalmente a guarda. Teremos, por um longo tempo ainda, de respeitar as medidas de distância física."

Neste domingo, foram registradas nove mortes morte na França. Em comparação, houve 44 mortes na Itália, três na Alemanha e nenhuma na Espanha. Ao todo, houve 29.407 mortes na França durante a pandemia.

sábado, 13 de junho de 2020

Brasil chega a 850 mil casos e 42.791 mortes por covid-19

Com mais 890 mortes em 24 horas, o total de óbitos pela pandemia do novo coronavírus chegou a 42.791 nesta sábado. Houve 20.894 novos casos, elevando o total de casos confirmados a 850.796. O país é o segundo do mundo tanto em casos quanto em mortes.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados está em 7.855.028, com 431.726 mortes e pouco mais de 4 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos têm mais casos confirmados, 2.141.287, e mais mortes, 849.839.

Onde as medidas de isolamento físico foram relaxadas, tanto no Brasil quanto nos EUA, houve abusos e aglomerações, muita gente sem máscara desrespeitando a distância mínima de dois metros. Assim, a contaminação deve aumentar, o que só vai aparecer dentro de duas semanas.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que já luta contra o câncer, foi diagnosticado com a doença do coronavírus de 2019.

Brasil pode passar EUA em mortes pela pandemia no fim de julho

Pelas projeções da Universidade de Washington em Seatlle, o Brasil pode superar os Estados Unidos em 29 de julho e se tornar o país com o maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus, chegando a 165 mil óbitos em 5 de agosto. 

Com mais 841 mortes, o Brasil superou ontem o Reino Unido. É agora o segundo país em número de mortes, de acordo com dados do Conselho Nacional das Secretarias da Saúde.

O Brasil já era o segundo em casos confirmados. Com mais 24.255 casos em 24 horas, chegou hoje a 829. 902. O total de óbitos está em 41.901, enquanto no Reino Unido houve 41.481 mortes.

No mundo inteiro, são 7,742 milhões  casos confirmados, mais de 428 mil mortes e quase 4 milhões de pacientes curados. Os EUA têm 2,117 milhões de casos confirmados e 116.813 mortes. 

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) prevê que o país terá entre 124 e 140 mil mortes até 4 de julho, Dia da Independência americana. A Califórnia, o Texas e a Flórida registram recordes de novos casos e a contaminação avança em outros 16 estados, num sinal de que a reabertura da economia foi prematura.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças fez um apelo aos americanos para que usem máscaras e evitem a aglomeração.

Na Itália, a pedido de moradores da cidade de Bérgamo, uma das mais atingidas pela pandemia, os promotores interrogaram o primeiro-ministro Giuseppe Conte durante horas para avaliar sua responsabilidade.

Se o Brasil é o novo foco da pandemia, ela também preocupa no resto da América Latina, na África, no Oriente Médio e no Sul da Ásia, no subcontinente indiano. 

A Organização Mundial da Saúde deu um alerta de que o número de casos na África dobrou em 18 dias. Hoje há 227.882 casos confirmados e mais de 6 mil mortes no continente.

A Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina, a Cepal, teme que 326 mil crianças tenham de trabalhar. Na Argentina, que está há dois anos em recessão, com a pandemia, a pobreza absoluta aumentou de 40,6% 45% por cento da população.

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, a economia do Reino Unido, a sexta maior do mundo e a segunda da Europa, sofreu uma queda recorde de 20,4% em abril em relação a março, anunciou ontem o Escritório Nacional de Estatísticas. Meu comentário:

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Brasil ultrapassa Reino Unido em número de mortes pela covid-19

Com mais 841 mortes, o Brasil superou hoje o Reino Unido e se tornou o segundo país com o maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus, de acordo com dados do Conselho Nacional das Secretarias da Saúde.

Os Estados Unidos têm 2,116 mil casos confirmados e 116.813 mortes. O Brasil já era o segundo em casos confirmados. Com mais 24.255 casos em 24 horas, chegou hoje a 829.902. O total de óbitos está em 41.901, enquanto no Reino Unido houve 41.481 mortes.

Economia do Reino Unido sofre queda recorde de 20,4%

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, a economia do Reino Unido, a sexta maior do mundo e a segunda da Europa, sofreu uma queda recorde de 20,4% em abril em relação a março, anunciou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas.

Foi uma queda 10 vezes maior do que as registradas antes da doença do coronavírus de 2019. A contração de março, de 5,8%, era a maior desde o início da pesquisa, em 1997. Isto significa uma queda acumulada de 25% desde fevereiro, o que caracteriza uma depressão.

Os economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam um recuo de 18,4%. Durante a Grande Recessão de 2008-9, a maior queda da economia britânica foi de 1% em março de 2009. Ao todo, em um ano e meio de crise, a baixa foi de 6%.

A queda recorde reflete a paralisação da maioria das empresas e a decisão dos consumidores de ficar em casa para evitar a contaminação. No primeiro trimestre, a contração fora de 10,4%, a maior baixa trimestral desde o início desta pesquisa, em 1955.

Agora, o produto interno bruto do Reino Unido recuou ao nível de 2002. Diante dos números, o ministro das Finanças, Rishi Sunak, declarou que "a ajuda direita, os cortes de impostos e os empréstimos protegeram milhares de empresa e milhões de empregos, dando-nos a melhor chance de recuperação quando a economia reabrir."

O setor de serviços, responsável por 80% da economia britânica, caiu 19% e a produção industrial 20,3%, recorde desde o início da pesquisa, em 1968. A produção da automóveis foi 28,3% menor. A construção civil desabou em 40,1%, recorde desde o início da pesquisa, em 2010. Só o setor farmacêutico cresceu, 15,4%.

Na Alemanha, a produção industrial caiu 17,9% em abril e, na França, 20%.

Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tinha previsto que o Reino Unido sofreria a maior contração entre os países ricos.

O primeiro-ministro Boris Johnson está sob pressão do empresariado e do Partido Conservador para acabar com a exigência de um distanciamento social de pelo menos dois metros para acelerar a recuperação da economia, mas os dados sobre aumento da contaminação nos Estados Unidos sugeram que a medida pode agravar a crise de saúde pública.

Com 41.278 mortes, o Reino Unido é o segundo país em número de mortes pela covid-19, atrás apenas dos EUA, mas deve ser ultrapassado hoje pelo Brasil.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Nova onda de contaminação nos EUA derruba bolsas de valores

O número de novos casos da doença do coronavírus de 2019 dobrou nas últimas duas semanas nos Estados Unidos indicando que há uma nova onda de contaminação ou uma nova aceleração da primeira onda. As bolsas de valores caíram no mundo inteiro e a Bolsa de Nova York teve o pior dia desde março. 

O Brasil passa de 800 mil casos confirmados e 41 mil mortes. É mais do que as mortes no trânsito em 2019 e mais do que as mortes por homicídio no ano passado. Em mais um gesto insano, o presidente Jair Bolsonaro incitou seus seguidores a invadir hospitais para ver se os leitos estão mesmo ocupados. 

O governador de São Paulo, João Dória, anunciou uma parceria com um laboratório chinês para testar vacinas e, se derem certo, passar a produzir vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), até junho do ano que vem.

Com mais 1.261 mortes registradas em 24 horas, o Brasil chega a 41.049 mortos pela covid-19. Com mais 30.412 casos novos num dia, o total de casos confirmados sobe para quase 803 mil. 

No mundo inteiro, há 7,598 milhões de casos confirmados, quase 423 mil mortes e mais de 3,842 milhões de pacientes curados, com mortalidade de 10% dos casos encerrados.

Os EUA têm mais casos confirmados, quase 2,09 milhões, e mais mortes, mais de 116 mil mortes. O Reino Unido vem em segundo lugar em número de mortes, oficialmente mais de 41 mil, cerca de 50 mil estimando os casos de subnotificação. 

Nesta sexta-feira, o Brasil vai ultrapassar o Reino Unido em número de mortos. Meu comentário:

Brasil passa de 800 mil casos e 40 mil mortes pela pandemia do coronavírus

O Brasil passa de 800 mil casos confirmados e 40 mil mortes. Nos Estados Unidos, o número de novos casos da doença do coronavírus de 2019 dobrou em duas semanas, indicando que há uma nova onda de contaminação, e derruba as bolsas de valores.

Com mais 1.239 mortes registradas em 24 horas, o Brasil chega a 40.919 mortos pela covid-19. Com mais 30.412 casos novos num dia, o total de casos confirmados sobe para quase 803 mil. 

No mundo inteiro, há 7,597 milhão casos confirmados, quase 423 mil mortes e mais de 3,832 milhão de pacientes curados, com mortalidade de 10 por cento dos casos encerrados. 

Os Estados Unidos têm mais casos confirmados, 2,088 milhões, e mais mortes, mais de 116 mil. O Reino Unido está em segundo lugar em mortes, com 41.279. Deve ser ultrapassado pelo Brasil nesta sexta-feira.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Pandemia não será o fim da globalização

Sob o impacto da pandemia, uma tragédia de escala mundial, deve haver uma depressão, um aumento do nacionalismo econômico e do Estado Nacional, elemento central no combate à doença do novo coronavírus. Mas as previsões apocalípticas sobre o fim da globalização são prematuras.

A cooperação e o comércio internacional serão importantes para superar uma nova depressão. Os governos terão de investir pesadamente para evitar uma destruição maior do aparelho produtivo e do emprego. 

A carga fiscal terá de aumentar. Os ricos terão de pagar mais impostos. O coronavírus acelerou revolução tecnológica. Uma garantia de renda mínima pode ser uma solução permanente para a destruição de empregos que seria inevitável com o aumento da automação e da inteligência artificial.

O coronavírus não vai matar a globalização, que é fruto do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e de transportes, e de uma busca por maior eficiência econômica. Isso não vai desaparecer.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), um clube de países ricos e em desenvolvimento, previu nesta quarta-feira uma queda de 6% no produto mundial bruto. Pode ser de 7,6% se houver nova onda de contaminação. 

No Brasil, a perda será de 7,4% a 9,1%. Para 2021, a previsão é de um crescimento 2,4% a 4,1%. O desemprego deve chegar a 15,4%. A Argentina pode recuar 10% e o México, 8%. 

Na Europa: a contração será de 9,1% a 10,1% por cento. No próximo ano, crescimento de 6,5%, se pandemia for controlada. A recessão na França será de 11% a 14%. 

A Índia, a grande economia que mais cresceu nos últimos anos, encolhe 7% em 2020, mas deve crescer 5,1% em 2021.

As previsões mais otimistas dependem um controle da pandemia, que já contaminou 7 milhões 453 mil pessoas e matou 419 mil pessoas. 

No Brasil, com mais de 1.300 mortes registradas em 24 horas, o total de óbitos chegou perto de 40 mil. Houve mais 33.100 casos novos, elevando o total de casos confirmados para mais de 775 mil. Meu comentário:

terça-feira, 9 de junho de 2020

Que mundo sairá da pandemia: mais extremista ou mais solidário?

Como será o mundo pós-pandemia? Será marcado pela volta do ultranacionalismo, do autoritarismo e do extremismo, pela ascensão do neofascismo, que já mostrou sua cara depois da Grande Depressão de 2008, com forte rejeição à globalização da economia? 

Ou a sociedade internacional será mais solidária, mais confiando na ciência que foi decisiva para combater a peste, mais disposta a enfrentar as desigualdades que afloraram com a doença do coronavírus de 2019 e outros problemas como o aquecimento global? 

A aceleração da revolução tecnológica, com mais comércio eletrônico e mais trabalho em casa vai aumentar o poder do individuo ou fortalecer estados totalitários que hoje coletam até informações sobre a saúde dos cidadãos? A verdade é que não sabemos, como tanta coisa que envolve este vírus novo e desconhecido.

No último balanço mundial, o vírus infectou 3 milhões 324 mil pessoas e matou pelo menos 413 mil 733; 3 milhões 604 mil e 500 pessoas foram curadas. Dez por cento dos casos encerrados terminaram em morte. 

Os Estados Unidos têm o maior número de casos, mais de 2 milhões 45 mil e 500 e o maior número de mortos, mais de 114 mil. 

O Brasil registrou mais Mil 185 mortes em 24 horas. O total de óbitos está em 38 mil 497. Com mais de 31 mil 197 casos novos num dia, os casos confirmados no Brasil agora são 742 mil e 84. Mais de 325 mil pessoas foram curadas. Meu comentário:

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Novos casos da pandemia chegam a recorde de 136 mil num dia

Enquanto declina na Europa e dá sinais de estabilização nos países ricos da América do Norte, a pandemia do novo coronavírus se acelera em países mais pobres da América Latina, da África, do Oriente Médio e da Ásia. No domingo, o número de casos novos bateu novo recorde, chegando a 136 mil. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que o relaxamento prematuro das medidas de confinamento pode levar a uma onda de contaminação e pede transparência ao governo brasileiro. Sem nenhum caso ativo, a Nova Zelândia suspende o isolamento social. 

 Os Estados Unidos entraram oficialmente em recessão em fevereiro. O Banco Mundial que as economias emergentes podem recuar pela primeira vez em 60 anos, o que pode jogar milhões de pessoas na miséria.

De acordo com um consórcio de empresas jornalísticas, com base em dados das secretarias estaduais da Saúde, houve 19.631 casos novos em 24 horas, elevando o total para quase 711 mil casos confirmados. Com mais 849 mortes, o total de óbitos estaria em 37.312, enquanto 325.602 pacientes foram curados no Brasil.

No mundo inteiro, o total de casos passa de 7,2 milhões, com quase 409 mil mortes e mais de 3,536 milhão de pacientes curados. 

Os EUA têm o maior número de casos confirmados, 2.025.596, e de mortes, mais de 113 mil. Cerca de 400 mil pessoas voltaram ao trabalho nesta segunda-feira em Nova York. Ao menos 17.127 pessoas morreram na cidade.

De acordo com pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley, as medidas de confinamento evitaram 60 milhões de casos da covid-19 nos EUA e 285 milhões na China.

Outro estudo, do Imperial College, de Londres, estimou que o isolamento físico e social salvou 3,1 milhão vidas em 11 países europeus, inclusive 500 mil no Reino Unido.

Com o impacto econômico da pandemia, o Banco Mundial prevê uma queda de 5,2% na economia mundial neste ano e de 2,5% no produto interno bruto dos países emergentes e em desenvolvimento, onde a renda média deve cair 3,6%. A economia brasileira deve recuar 8%.

Os EUA entraram em recessão no mês de fevereiro, anunciou hoje o Birô Nacional de Pesquisas Econômicas, encarregado de datar os ciclos econômicos. Foi o fim do mais longo período de crescimento da história americana, de 12 anos e 8 meses. A maior economia do mundo caiu no primeiro trimestre num ritmo de 5% ao ano.
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A produção industrial da Alemanha, quarta maior economia do mundo e a maior da Europa, caiu 17,9% em abril, mais do que a expectativa do mercado, que era de 16 por cento.

As exportações da China caíram 3,3% em maio na comparação anual, depois de uma alta de 3,5% em abril. As importações foram 16,7% menores, mais do que os 14,2% de abril. O índice oficial de desemprego subiu de 5,3% em janeiro para 6%. Meu comentário:

Trump ignora apelos antirracistas e convoca reunião sobre segurança

Em mais de 350 cidades dos Estados Unidos, houve manifestações contra o racismo e a violência policial ontem e hoje. Indiferente diante da voz das ruas , o presidente Donald Trump desapareceu no fim de semana e ainda fez ironia com o candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. 

O ex-vice-presidente Joe Biden, se ajoelhou em homenagem ao segurança negro George Floyd, assassinado há uma semana em Mineápolis por um policial branco que pisou no seu pescoço com o joelho por quase nove minutos.

"Os covardes se ajoelham", escreveu o presidente no Twitter.

Nesta segunda-feira, duas semanas depois da morte de Floyd, Trump vai se reunir com ministros para discutir a manutenção da ordem. A onda de protestos provocou mais violência policial. A Casa Branca examina a possibilidade de Trump fazer um pronunciamento público sobre a situação.

O Partido Republicano se opõe a um projeto da oposição democrata para criar um registro nacional dos policiais que cometerem abusos. Derek Chauvin, o policial que pisou no pescoço de Floyd com o joelho, tinha 19 reclamações contra ele.

A punição de policiais é difícil por causa do corporativismo e da força dos sindicatos da categoria, noticiou o jornal The New York Times. Enquanto a participação de trabalhadores em sindicatos caiu pela metade para 10% desde os anos 1980s, em serviços de segurança é de 33,8%. Só um sindicato de Nova York gastou US$ 1 milhão em campanhas desde 2014.

Entre as reivindicações dos manifestantes, está a redução do orçamento das polícias e o uso do dinheiro para financiar projetos sociais para a comunidade negra. A Câmara Municipal de Mineápolis pode dissolver a polícia e recriar o departamento em novas bases.

Trump tenta se apresentar como o presidente da "segurança pública", repetindo o lema de Richard Nixon, que se elegeu no tumultuado ano de 1968, quando foram assassinados o líder do movimento pelos direitos civis dos negros, Martin Luther King Jr., e o favorito para candidato do Partido Democrata na eleição presidencial daquele ano, Robert Kennedy.

Durante o governo de Barack Obama, o primeiro e único presidente negro da história do país, pelo menos 20 departamentos de polícia iniciaram programas de retreinamento dos agentes para combater o racismo institucionalizado. O governo Trump acabou com o programa.

Por ameaçar convocar o Exército para acabar com os protestos, Trump foi duramente criticado por autoridades militares por esta declaração de guerra ao povo americano. Seu próprio secretário da Defesa, Mark Esper, se opôs ao uso de tropas federais nas ruas dos EUA.

O ex-secretário da Defesa James Cachorro Louco Mattis, um general do Corpo de Fuzileiros Navais condecorado por bravura nas guerras do Afeganistão e do Iraque, foi mais duro. Acusou o Trump de ser "o primeiro presidente na minha vida que não uniu nem fingiu tentar unir o povo americano, tenta nos dividir" e comentou que o país "testemunha as consequências de três anos sem uma liderança madura".

Depois que Trump usou a Guarda Nacional para acabar com uma manifestação pacífica diante da Casa Branca para ir até uma igreja posar para fotos com uma Bíblia na mão, Mattis criticou "aqueles que, no poder, fizeram zombaria da nossa Constituição" e declarou estar "irritado e horrorizado" como que viu.

A Emenda nº 1 à Constituição dos EUA garante, entre outras liberdades fundamentais, o direito de livre associação para fins pacíficos.

Outro general, John Kelly, ex-chefe da Casa Civil e ex-secretário da Segurança Interna, concordou com Mattis e acrescentou que "precisamos olhar com mais cuidado com quem elegemos".

O ex-secretário de Estado (ministro do Exterior) e ex-comandante do Estado-Maior da Forças Armadas Colin Powell, que é negro, chamou Trump de "mentiroso e desonesto. Ele anunciou voto no candidato da oposição, o ex-vice-presidente Joe Biden, na eleição presidencial de 3 de novembro.

Em entrevista à rede de televisão americana CNN, Powell afirmou ter concluído que Trump é racista quando o atual presidente questionou se o ex-presidente Barack Obama nasceu mesmo nos EUA. Também o considerou um perigo por insultar aliados dos EUA, colocando em risco a política externa americana.

Sob pressão dos militares, Trump ordenou a retirar da Guarda Nacional do Distrito de Colúmbia.

Na sexta-feira, o Corpo de Fuzileiros Navais, uma das armas das Forças Armadas dos EUA, anunciou que vai retirar todas as apresentações públicas da bandeira dos Estados Confederados do Sul, que lutaram contra o Norte durante a Guerra Civil Americana (1861-65) para manter a escravidão.

domingo, 7 de junho de 2020

Protesto contra racismo e violência policial se espalha pelo mundo

A onda de protestos deflagrada pela morte do segurança negro George Floyd, sufocado durante 8 minutos e 46 segundos pelo joelho de um policial branco em Mineápolis, nos Estados Unidos, em 25 de maio se propagou pelo resto do mundo neste fim de semana.

Na Alemanha, na França, no Reino Unido, na Espanha, no México, na Austrália, no Japão, na Turquia, na Nigéria, no Quênia e no Zimbábue, entre outros países, multidões tomaram as ruas, apesar do risco de contaminação pela pandemia do novo coronavírus. 

Aos gritos de "Vidas negras importam", "Sem justiça, não há paz" e "Eu não consigo respirar", as últimas palavras de Floyd. pediam justiça e denunciavam o racismo e a brutalidade policial contra as minorias em seus países.

Aqui no Brasil, onde os descendentes de africanos são maioria, houve manifestações em pelo menos 20 cidades no domingo contra o governo Jair Bolsonaro, o racismo e os abusos da polícia.

Houve grande preocupação de evitar a violência e o vandalismo vistos nos primeiros dias de protestos nos EUA para não justificar reações mais duras e dar munição à extrema direita, que acusou os manifestantes de arruaceiros, marginais e terroristas.

Em Londres, cerca de 15 mil pessoas se reuniram no Hyde Park, em Whitehall, uma avenida com vários prédios governamentais, perto do Palácio de Westminster, sede do Parlamento Britânico, e diante da nova Embaixada dos EUA. Perto da Downing Street, onde fica a residência oficial do primeiro-ministro, um pequeno grupo de ativistas atirou garrafas e outros objetos na polícia.

Pelo menos 13 policiais saíram feridos e 14 manifestantes foram presos. Entre os nomes nos cartazes das vítimas da polícia britânica, estava o do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto em 22 de julho de 2005, confundido com um terrorista três semanas depois de um atentado terrorista que matou 52 pessoas no sistema de transportes de Londres.

"O número de ataques contra os agentes foi escandaloso e totalmente inaceitável. Sei que muitos dos que saíram as ruas para fazer ouvir suas vozes estarão tão escandalizados quanto eu ao contemplar estas cenas, Não há lugar para violência nestas cenas", declarou a chefe da Polícia Metropolitana da Grande Londres, Cressida Dick. Comandante da operação que matou Jean Charles, ela nunca foi processada.

Também houve protestos em Manchester, Glasgow, Edimburgo e Bristol, onde a estátua de Edward Colston, um traficante de escravos do século 17, foi derrubada. 

O jornal The Guardian entende que, mais do que "apenas um sentimento isolado de raiva diante da morte brutal de George Floyd, há a expressão profunda de uma necessidade de mudança."

A Comunidade Negra, Africana e Afrodescendente na Espanha realizou manifestações em pelo menos 10 cidades. Os maiores protestos foram em Madri e Barcelona.

Mais de 10 mil pessoas se reuniram hoje diante do Palácio da Justiça, em Bruxelas, a capital da Bélgica. Também houve manifestações nas cidades belgas de Antuérpia, Gante, Liège e Ostende.

Cerca de 10 mil pessoas se concentraram na Alexanderplatz, em Berlim, a maioria mascarada e vestida de preto. "O silêncio dos brancos é violência", gritavam os manifestantes. Vários disseram estar ali por causa do racismo na Alemanha, que aumentou com a onda de refugiados e o surgimento do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha.

Em Paris, 5,5 mil pessoas protestaram contra a violência policial lembrando o caso de Adama Traoré, morto em em 19 de julho de 2016 em Persan pouco depois de ser preso pela polícia em Beaumont-sur-Oise. O presidente Emmanuel Macron pediu ao primeiro-ministro Edouard Philippe propostas para atender às reivindicações dos manifestantes.

Na Austrália, um dos primeiros países onde houve protestos fora dos EUA, dezenas de milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Sídnei, a maior cidade do país, denunciando a violência e a discriminação histórica contra os aborígentes, os antigos habitantes da ilha antes da chegada da colonização europeia.

"A horrível morte de Floyd choca os australianos, mas os aborígenes não estão tão surpresos", comentou em editorial o jornal Sunday Morning Herald. "Alguns entre eles observam que, se vamos ficar horrorizados com a brutalidade policial ou a super-representação dos negros nas prisões, não há necessidade de olhar tão longe quanto os EUA."

Total de casos da pandemia passa de 7 milhões com mais de 400 mil mortes

Neste domingo, o total de casos da pandemia do novo coronavírus chegou a 7.085.700. As mortes são pelo menos 405.269, enquanto 3.459.829 pacientes foram curados. Cerca de 10% dos casos encerrados terminaram em morte, um ponto percentual a menos do que ontem. Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, mais de 2 milhões, e 112.469 mortos.

Com mais 1.382 mortes num dia, o Brasil chegou a um total de 37.312 óbitos pela doença do coronavírus de 2019 (covid-19), revelou hoje à noite o Ministério da Saúde. Houve 12.581 casos novos notificados em 24 horas. O total de casos confirmados está agora em 685.427.

Apesar da gravidade da situação, muitos estados e municípios estão aliviando as medidas de confinamento sob crítica de epidemiologistas, que temem um aumento da contaminação. A projeção da Universidade de Washington em Seattle, nos EUA, prevê um total de 165,9 mil mortes no Brasil até 4 de agosto.

Em 12 de maio, a expectativa era de 88 mil mortes. Subiu para 125,8 mil em 25 de maio. Ontem, passou para 165,9 mil. As projeções da Casa Branca indicam que o Brasil pode ter 5 mil mortes por dia em agosto.

Diante da decisão do governo Jair Bolsonaro de dificultar a divulgação dos dados sobre a pandemia, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde lançou neste domingo uma página na Internet para fazer sua própria comunicação.

Depois de uma onda de críticas por ter acusado governadores e prefeitos de inflar os números da pandemia para pedir dinheiro ao governo federal, o empresário Carlos Wizard desistiu de ocupar a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

sábado, 6 de junho de 2020

Brasil muda divulgação de casos e mortes pela pandemia

Em mais uma manobra para encobrir a gravidade da epidemia do novo coronavírus no Brasil, o governo Jair Bolsonaro parou de totalizar os números de casos confirmados e de mortes. Com mais 904 mortes registradas neste sábado, o total chegou a 35.930. Outros 87 óbitos foram registrados após a divulgação dos dados oficiais do Ministério da Saúde, o total chegou a 36.044.

Neste sábado, houve mais 27.075 casos novos, elevando o total de infectados pela doença do coronavírus de 2019 para 672.846 pelos dados do governo federal. Este total já subiu para 676.494, de acordo com o sítio Worldometer.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou a medida como "uma tragédia" para maquiar ou manipular os dados. Depois de demitir Mandetta, Bolsonaro nomeou outro médico, Nelson Teich, que não aceitou a decisão de usar a cloroquina e a hidroxicloroquina nas fases iniciais da doença e pediu demissão

Hoje, o Ministério da Saúde está entregue ao general Eduardo Pazuello e a militares que, na opinião de Mandetta, tem uma "lealdade burra e genocida".

Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "a manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários.

No mundo inteiro, o total de casos registrados para de 6,967 milhões, com 402.170 mortes e mais de 3,411 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, 1.988.544, e mais mortes, 112.096. Os maiores números de mortes por habitantes são em São Marinho, Bélgica, Andorra, Reino Unido e Espanha.

O Brasil é o 20º nesta lista e o 130º em número de testes por habitante, caiu uma posição desde ontem. Pode haver uma grande subnotificação por aqui. O número real de casos e de mortes deve ser muito maior.

França mata líder da Al Caeda no Magreb Islâmico

O Exército da França matou na última quarta-feira no Mali o comandante da rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico, Abdelmalek Droukbel, anunciou ontem à noite no Twitter a ministra dos Exércitos, Florence Party. 
Desde o início do século, ele estava escondido nas florestas impenetráveis de Akfadu, na Cabília, uma região montanhosa do Norte da Argélia, e nos montes de Tebassa, na fronteira com a Tunísia.

A partir de 2013, o Norte do Mali passou a ser o principal teatro de operações das forças militares francesas no combate ao terrorismo na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara. Droukbel foi localizado depois de uma troca de informações entre os serviços secretos da França e dos Estados Unidos.

Com satélites e aviões-espiões, os EUA fazem uma vigilância aérea na região, que virou o principal foco do terrorismo no mundo depois da derrota do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. 

Abdelmalek Droukbar estava com um pequeno grupo quando foi atacado por um comando de operações especiais da França. O corpo foi "identificado formalmente", declarou o porta-voz do Estado-Maior francês, Frédéric Barbry.

A ação foi realizada ao norte do Adrar de Ifogahs, um maciço montanhoso da região de Kidal, no Norte do Mali, a 80 quilômetros a leste da vila de Tessalit, com helicópteros e forças terrestres.

Droukbel nasceu em 20 de abril de 1970 na vila de Zayane, situada a cerca de 50 km de Argel, a capital da Argélia. Estudava engenharia quando começou a guerra civil argelina, em 26 de dezembro de 1991, depois que o governo cancelou o segundo turno das eleições parlamentares diante da iminente vitória da Frente Islâmica de Salvação), um grupo fundamentalismo muçulmano.

Como era simpatizante da FIS, Droukbel foi para a clandestinidade, aderiu ao Grupo Islâmico Armado (GIA) e subiu dentro do movimento islamista até se tornar membro do Conselho de Comando do Grupo Salafista pela Pregação e o Combate (GSPC), que nasceu em 1998 das cinzas do GIA. Por esta posição, foi condenado à morte cinco vezes.

No verão de 2004, Droubkar se tornou comandante. Sem condições de se estabelecer no Norte da Argélia, a região mais povoada do país, perto do Mar Mediterrâneo, a GPSC passou a atuar mais no Sul. Durante a verão de 2015, atacou quartéis do Exército da Mauritânia.

Seis meses depois, Droukbar aderiu à rede Al Caeda e adotou o nome de guerra de Abu Mussab al-Wadud, em homenagem ao então líder da Caeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarkawi, morto em 7 de junho de 2006 por forças americanas. Sua missão era aglutinar grupos terroristas do Sahel a Al Caeda.

"Não fazia muito tempo que Droukbar estava no Mali", contou uma fonte oficial da França ao jornal Le Monde. "Sem saber que se tratava de um movimento sob pressão dos acontecimentos na Argélia o se deliberadamente dentro da sua lógica de desenvolvimento, tínhamos informações há um mês que o estado-maior da Caeda havia descido para o Norte do Mali. Isto expôs Drokbel."

Com as eleições legislativas de abril, a crise política e a pandemia da covid-19, a emergência de saúde pública tirou o foco do governo malinês do controle de segurança no Norte do país, facilitando as ações de grupos terroristas.

Há dez anos, o governo central de Bamako perdeu o controle sobre o Norte, o que levou à intervenção militar da França com o apoio das Nações Unidas a partir do início de 2013.

O conflito pela supremacia no movimento jihadista se repete no Sahel, com a aparição do Estado Islâmico do Grande Saara. Nas últimas semanas, os grupos ligados a Al Caeda estariam levando vantagem.

O principal foco do terrorismo no Sahel é a tríplice fronteira entre o Mali, Burkina Fasso e o Níger, três dos países mais pobres do mundo, sem recursos para enfrentar os jihadistas sem a ajuda das grandes potências.

A violência dos extremistas muçulmanos se propagou para outros países da região, Costa do Marfim, Gana, Togo e Benin. Na Nigéria, o grupo terrorista Boko Haram trava uma guerra civil desde 2009, com ramificações por Camarões, Chade e Níger.

Desde 2015, uma dissidência do Boko Haram aderiu ao Estado Islâmico e se apresenta como o Estado Islâmico da África Ocidental, mas Al Caeda está mais enraizada nas miseráveis populações locais.

No Mali, os dois jihadistas mais procurados são Iyad Ag Ghali, um ex-líder do povo tuaregue, hoje comandante do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM, do francês), e seu aliado Amadou Koufa.

Mesmo sem reivindicar, eles são os principais suspeitos do sequestro do líder da oposição no Mali, Soumaila Cissé, ex-ministro das Finanças, três vezes candidato à Presidência, quando fazia campanha para as eleições parlamentares de abril.

Apesar de ter sido um dos chefes da Caeda de maior longevidade, o impacto da morte de Drokbar é mais simbólico. A história das organizações jihadistas indica que elas sobrevivem à morte de seus líderes. Como acontece com os cartéis do tráfico de drogas na América Latina, o corte de cabeças não muda a realidade que os gerou.

Ele foi o último argelino a comandar Al Caeda no Magreb Islâmico, o que implica uma reorganização do grupo. Para o coronel Barbry, "este tipo de operação é apenas uma etapa da solução do problema, que passa pelo desenvolvimento da região e da diplomacia. Temos de festejar este sucesso, mas continuar a pressionar o Estado Islâmico no Grande Saara."

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Xi Jinping promete criar grande sistema de saúde na China para evitar epidemias

Em discurso na terça-feira, o ditador Xi Jinping prometeu construir um grande sistema de saúde pública na China para evitar crises como a pandemia da doença do coronavírus de 2019, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

A ideia é criar uma grande rede incluindo governos municipais e provinciais, agências de controle e prevenção de doenças, laboratórios, hospitais, clínicas comunitárias e escolas de saúde pública para identificar e coordenar respostas a surtos de novas doenças infecciosas. 

“A segurança da população é a pedra fundamental da segurança nacional... O sistema de prevenção de doenças é uma garantia importante para garantir a estabilidade econômica e social”, declarou Xi, citado pela imprensa oficial.

Em janeiro e fevereiro, a epidemia do coronavírus representou um grande desafio à ditadura de partido único e à liderança de Xi Jinping, observou Steve Tseng, diretor da Escola de Estudos Africanos e Orientais da Universidade de Londres (SOAS). O que reabilitou a ditadura de Xi diante do povo chinês foi a grande mortandade na Europa e nos EUA.

Nesta semana, uma reportagem investigativa da agência de notícias Associated Press confirmou que o regime comunista chinês tentou esconder informações sobre a epidemia em seu estágio inicial retardando um combate mais efetivo ao que se tornou uma pandemia que já matou mais de 398 mil pessoas no mundo inteiro.

Hoje o total de casos no mundo passou de 6,852 milhões, com mais de 3,352 milhões de pacientes curados. Os EUA têm o maior número de casos confirmados, mais de 1,965 milhão, e mais de 111 mil mortes. 

Nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump citou o Brasil como mau exemplo no combate à pandemia do novo coronavírus. Disse que, se os Estados Unidos tivessem seguido o exemplo do Brasil, poderiam ter mais de 2 milhões mortos.

O Brasil registrou mais 1.005 mortes em 24 horas, elevando o total 35.037 óbitos. Com 30.830 casos novos num dia, o total de casos confirmados subiu para mais de 646 mil.

O novo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, quer recalcular o número de casos numa clara manobra para manipular a maquiar os números, excluindo casos em que os mortos tinham outras doenças.

Na realidade, a maioria dos cientistas acredita que haja uma subnotificação. O Brasil faz muitos poucos testes. É o vigésimo país em número de mortes por milhão de habitantes, mas o centésimo vigésimo nono do mundo em número de testes. 

Assim, haveria muitos mais casos e mortes do que aparecem nas estatísticas oficiais.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Um novo estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, com dados da mais de 11 mil pacientes internados em 175 hospitais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido concluiu que “não houve efeito benéfico da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados com covid-19”.

A boa notícia da sexta-feira foi o relatório mensal de emprego dos EUA, que revelou um saldo positivo de 2,5 milhões de novas contratações a mais do que demissões, quando o mercado esperava a perda de até 7,5 milhões.

O índice de desemprego caiu de 14,7% para 13,3%, mas não leva em conta as pessoas que não estão procurando emprego. Meu comentário:

Mercado de trabalho surpreende nos EUA com saldo de 2,5 milhões de vagas

Contra todas as expectativas, com a retomada das atividades no setor de serviços, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em maio um ganho de 2,5 milhões vagas, informou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego caiu de 14,7%, a maior desde 1948, para 13,3%. As bolsas de valores e o petróleo registraram altas expressivas.

Os dados semanais sobre novos pedidos de seguro-desemprego registraram mais 1,9 milhão de demissões na semana passada, totalizando 42,6 milhões desde março. Não captaram as recontratações.

Os setores de hospitalidade e lazer, inclusive restaurantes, reabriram 1,2 milhão de postos de trabalho depois de demitir 8 milhões de trabalhadores desde o início da crise, enquanto os varejo, que havia demitido 2,3 milhões de empregados, contratou 377 mil.

As novas vagas ainda são uma fração do total de demissões e a taxa de desemprego de 13,3% ainda está acima dos 10% registrados no auge da Grande Recessão de 2008-9, mas indica que a maior economia do mundo terá forte recuperação se a pandemia for controlada e a reabertura não causar uma segunda onda de contaminação.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Com a boa notícia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 829% e fechou em alta de 3,15%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo avançou 0,86%. O dólar comercial caiu mais 2,66% para R$ 4,99.

O preço do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, aumentou 5,45% para US$ 39,35 e o do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, cresceu 5,05% para US$ 42,01.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Brasil tem uma morte por minuto e supera Itália em número de mortes

O Brasil ultrapassa a Itália a se torna o terceiro país em número total de mortos pela pandemia do novo coronavírus. Com mais 1.473 mortes em 24 horas, novo recorde, o Brasil tem uma morte por minuto. Já são hoje 34.339 mortes aqui e 33.689 na Itália. 

Houve 30.925 casos novos num dia, elevando o total de casos confirmados para quase 615 mil. Mais de 266 mil pessoas foram curadas. Todos os estados brasileiros têm taxas de transmissão acima de um, ou seja, cada infectado transmite o vírus para mais de uma pessoa.

Os Estados Unidos têm o maior número de mortes, mais de 110 mil, e de casos confirmados, mais de 1,923 milhão. 

No mundo inteiro, são mais de 6,688 milhões de casos registrados, 392 mil mortes e 3,228 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Com mais de 100 mil novos casos registrados por dia, 130 mil em 30 de maio, a pandemia cresce em países em desenvolvimento, com sistemas de saúde muito mais precários do que os países ricos atingidos inicialmente, na América Latina, na África, na Ásia e no Oriente Médio.

O Banco Central Europeu ampliou seu programa de compra de títulos da dívida pública para 1,35 trilhão de euros, cerca de R$ 7,843 trilhões. É uma maneira de colocar mais dinheiro em circulação para estimular a economia. 

A chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel lançou um programa de recuperação da economia da Alemanha de 130 bilhões de euros, equivalentes a R$ 755 bilhões, com ênfase no desenvolvimento ambiental, com carros elétricos e aviões que emitem menos gases de efeito estufa.

Mais 1,9 milhão trabalhadores pediram o seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Desde o início da pandemia, mais de 42,6 milhões foram demitidos.

Enquanto isso, o patrimônio dos super-ricos aumentou em US$ 565 bilhões, com destaque para Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, dono da Amazon, que ganhou muito dinheiro com o comércio eletrônico durante a quarentena, Mark Zuckerberg, dono do Facebook, e Elon Musk, da Tesla, que lançou o primeiro voo espacial tripulado privado da história.

O laboratório britânico AstraZeneca, que desenvolve uma vacina junto com a Universidade de Oxford, espera ter a vacina, chamada de AZD1222, pronta em setembro. 

A meta é fabricar dois bilhões de doses, sendo 400 milhões para os Estados Unidos e o Reino Unido, e 1 bilhão para distribuir em países de renda média e baixa, que receberiam 400 milhões ainda neste ano. Meu comentário:

quarta-feira, 3 de junho de 2020

China escondeu covid-19 da OMS enquanto era elogiada pelo diretor-geral

Durante o mês de janeiro, a China escondeu informações da Organização Mundial da Saúde sobre a epidemia do novo coronavírus, negando até a ocorrência de casos novos, que na época ainda não era considerada uma pandemia. 

Mesmo assim, o diretor-geral da agência das Nações Unidas, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiava a ação do regime comunista chinês no combate à covid-19, revelou a agência de notícias Associated Press. 

A China demorou mais de uma semana para entregar o mapa genético, o genoma do vírus, depois dele ter sido totalmente decodificado por três laboratórios chineses.

O primeiro caso da covid-19 foi detectado na cidade de Wuhan em 17 de novembro, mas isso só foi descoberto depois. O problema ficou evidente em dezembro e tanto as autoridades locais quanto a cúpula do regime chinês tentaram encobrir a notícia.

A China só avisou à Organização Mundial da Saúde da existência de numa nova doença que causa pneumonia aguda e morte em 31 de dezembro. 

Um dia antes, o doutor Li Wenliang enviou mensagem a colegas advertindo para uma nova síndrome respiratória aguda grave. Ele havia visto sete casos. 

Li foi preso e interrogado em 3 de janeiro, sob a acusação fazer comentários falsos e espalhar boatos. Uma semana depois, o médico começou a apresentar sintomas da doença e morreu em 7 de fevereiro.

Um mês antes, em 7 de janeiro, o governo chinês confirmara oficialmente que a nova síndrome respiratória aguda grave era causada por um novo coronavírus.

O regime comunista chinês só entregou o mapa genético do vírus depois que um virologista a publicou na Internet em 11 de janeiro. Levou pelo menos duas semanas para apresentar um relatório detalhado sobre os pacientes e o número de casos. 

Só em 20 de janeiro, quando foi registrado o primeiro caso nos Estados Unidos, a China admitiu que o vírus é transmitido de pessoa para pessoa. O tempo perdido que permitiria iniciar o combate decisivo à covid-19 muito antes e salvar milhares de vidas. 

Funcionários da Organização Mundial da Saúde manifestaram contrariedade em comunicações internas.

Em 30 de janeiro, havia 9 mil 976 casos registrados em 21 países. No dia seguinte, 31 de janeiro, a OMS declarou emergência de saúde pública internacional. Naquele dia, foram registrados os dois primeiros casos na Itália em dois turistas chineses que visitavam Roma.

Menos de duas semanas depois, o número de casos confirmados fora da China crescera 13 vezes para 118 mil em 114 países, com 4 mil 291 em 11 de março. Só aí a OMS declarou oficialmente que a doença do novo coronavírus havia se transformado numa epidemia em escala global, uma pandemia. 

Hoje, já são mais de 6 milhões 567 mil casos confirmados no mundo inteiro, quase 388 mil mortes e 3 milhões 146 mil pacientes foram curados. Dos casos encerrados, 11 por cento terminaram em morte.

O Brasil registrou nesta quarta-feira um novo recorde de mortes num dia, mil 349, elevando o total de óbitos para 32 mil 568. Houve 28 mil 633 casos novos em 24 horas. O Brasil tem agora mais de 584 mil e 500 casos confirmados. Meu comentário:

terça-feira, 2 de junho de 2020

Brasil tem novo recorde de mortes e OPAS adverte para risco de reabrir

Com mil 262 mortes em 24 horas, o Brasil bateu um novo recorde e chegou a um total de 31.309 e mais de 558 mil casos confirmados da pandemia do novo coronavírus no momento em que, sob a pressão da crise econômica, as grandes cidades do país começam a retomar suas atividades. 

Mas os epidemiologistas advertem que aliviar as medidas de isolamento físico enquanto as curvas de infecção e do número de mortes estão subindo vai causar mais contaminação, dor e sofrimento. Houve 28,9 mil casos novos em 24 horas. Talvez seja cedo demais para abrir.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez um apelo a governadores e prefeitos não só para que mantenham as medidas de confinamento, mas para que se perguntem: o que podemos fazer melhor? As próximas semanas serão cruciais no Brasil. 

A OPAS alertou para a ameaça que representam as aglomerações do fim de semana em manifestações contra e a favor do governo Jair Bolsonaro.


No mundo inteiro, o total de casos se aproxima de 6 milhões e meio, com mais de 382 mil mortes e 3,01 milhão de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% terminaram em morte, uma redução de um ponto percentual. 

Os Estados Unidos têm 1,881 milhão de casos confirmados e mais de 108 mil mortes. Todos os estados americanos relaxaram as medidas de isolamento social. 

A onda de protestos contra o racismo e a violência social deflagrados pela morte de um homem negro, George Floyd, por um policial branco há oito dias, tomou conta de 75 cidades americanas. Pode causar uma nova onda de contaminação. Pelo menos dez pessoas foram mortas durante os protestos.

O presidente Donald Trump foi muito criticado por mandar a polícia dispersar uma manifestação pacífica diante da Casa Branca para ir a uma igreja tirar uma foto com uma Bíblia na mão. 

Em pesquisa do instituto Ipsos para a agência Reuters, 64 por cento dos entrevistados aprovaram as manifestações antirracistas e 55 por cento reprovaram a reação de Trump. O ex-presidente George Walker Bush declarou que quem se opõe aos manifestantes não entende o que são os EUA.

O Escritório de Orçamento do Congresso, um órgão bipartidário, prevê que serão necessários dez anos para a plena recuperação da economia americana.

Pela primeira vez desde março, a Espanha não teve mortes pelo coronavírus no domingo.
Na França, Paris reabriu cafés, bares e restaurantes. Como a cidade está na zona laranja, onde ainda há problemas, todo o atendimento é na área externa.

De acordo como jornal inglês Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, o Brasil sofre uma grande fuga de capital. Meu comentário:

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Trump ameaça convocar Exército para conter protestos

O presidente Donald Trump declara guerra aos manifestantes que protestam há dias nas ruas de 75 cidades americanas contra o assassinato do segurança negro George Floyd há uma semana na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.

Durante 8 minutos e 46 segundos, o policial branco Derek Chauvin pisou com o joelho no pescoço de Floyd, acusado de ter usado uma nota falsa de 2º dólares para comprar cigarros. Suas últimas palavras, repetidas várias vezes, foram: “Por favor, eu não consigo respirar.” 

A tortura e morte foram filmadas por pessoas que estavam na rua. Os quatro policiais presidentes foram demitidos no dia seguinte. 

Três dias depois, a Procuradoria-Geral do estado de Minnesota denunciou Chuavin por homicídio em terceiro grau, sem a intenção de matar. Foi pouco e tarde. As multidões já estavam na rua. 

Na noite anterior, haviam incendiado a delegacia de polícia onde os policiais estavam lotados. O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, acusado por Trump de ser esquerdista e fraco, retirara a polícia das ruas para evitar mortes. Frey declarou que um prédio de tijolos e argamassa pode ser reconstruído. Houve saques e violência. Carros e prédios foram incendiados. 

Até agora, os governadores de 15 estados pediram apoio da Guarda Nacional para tentar reassumir o controle das ruas. As manifestações se espalharam por pelo menos 75 cidades americanas: Nova York, Los Angeles, Chicago, Miami, Atlanta, Boston, São Francisco, Denver, Houston, Detroit, Saint Paul...

Primeiro, o presidente Trump sugeriu que a polícia atirasse nos manifestantes, citando uma frase de um delegado racista de Miami nos anos 60: “Quando os saques começam, os tiros começam.” 

Hoje, em conversas telefônicas com governadores de estado acusou-os de fraqueza no combate aos protestos violentos e fracassos. Reclamou que os Estados Unidos viraram motivo de piada no resto do mundo e pediu uma ação mais forte para conter as manifestações. 

Mais tarde, em pronunciamento no jardim da Casa Branca, oi além. Ameaçou convocar o Exército para ocupar as ruas e atacar os manifestantes. O governador de Illinois já rejeitou qualquer possibilidade de permitir que isto aconteça. Meu comentário: