segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Kadafi: "O povo líbio me ama"

Em uma entrevista patética à jornalista Christiane Ammanpour, da rede de televisão americana ABC, e a Jeremy Bowen, editor de Oriente Médio da BBC, o coronel Muamar Kadafi declarou que o povo da Líbia o ama e está preparado para morrer por ele.

Quando a repórter quis saber por que a rebelião está nas ruas, afirmou que são desorientados manipulados por estrangeiros. O inimigo externo é mais uma ficção do ditador. Seu discurso é totalmente divorciado da realidade.

Kadafi acusou os Estados Unidos e a Europa de romper uma aliança no combate ao terrorismo: "No momento em que estamos combatendo o terrorismo, nos abandonam", declarou o ditador, acusando a rede terrorista Al Caeda pela revolta.

EUA congelam US$ 30 bilhões da Líbia

O Departamento do Tesouro congelou hoje bens da Líbia e da família Kadafi nos Estados Unidos no valor de U$ 30 bilhões, cerca de R$ 50 bilhões.

É a maior quantia já congelada pelos EUA.

Rebeldes ameaçam Trípoli e Kadafi contra-ataca

Depois de consolidar no fim de semana o domínio sobre Záuia, a apenas 50 quilômetros da capital, os rebeldes ameçam Trípoli, onde houve protestos anti-Kadafi. Mas os líderes do governo provisório articulado em Bengázi consideram suas forças insuficientes para tomar a capital.

O regime contra-ataca: Záuia está cercada por 2 mil homens das forças leais a Kadafi. O governo distribui dinheiro para conter a revolta. Seif al-Islam Kadafi, filho do ditador, discursou em manifestação a favor.

Missurata foi contra-atacada, inclusive por aviões e helicópteros. Um avião de caça foi abatido pelos rebeldes e os tripulantes foram presos

O ex-comandante das Forças Especiais Abdul Fatah Younis, que aderiu à revolta na semana passada, admite pedir apoio de Força de Aérea de países árabes, europeus ou dos EUA, nesta ordem (Al Jazira).

Um porta-voz de Kadafi acusa os EUA e a Europa de estarem de olho no petróleo líbio.

Os EUA oferecem “todo tipo de ajuda” aos rebeldes.

O comissário de energia da UE, Günther Öttinger, disse que Kadafi não controla mais os campos de petróleo e gás.

Em Trípoli, o líder oposicionista Abdulrahman Swaihey foi sequestrado em casa em Trípoli.

A produção de petróleo da Líbia caiu pela metade.

Hillary afirma que Kadafi deve sair já

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, exigiu hoje a saída imediata de Kadafi e não descartou nenhuma possibilidade, uma maneira de dizer que é possível usar a força.

Hillary pediu ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que afaste a Líbia, alegando que um país que atira no seu próprio povo não pode fazer parte do órgão.

Os ministros do Exterior do Reino Unido, da UE, da Alemanha e da Rússia participaram da reunião, em Genebra, assim como a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Em Berlim, a embaixada líbia na Alemanha foi invadida por exilados.

UE aprova sanções contra Kadafi

A União Europeia aprovou hoje sanções unilaterais contra a Líbia, inclusive um embargo à venda de armas, congelamento dos bens de Kadafi e família e a proibição de viajar aos países do bloco para 25 pessoas.

O ministro do Exterior da Itália, Franco Frattini, considera inevitável a queda de Kadafi.

Irã prende líderes da oposição

Os dois candidatos derrotados pelo presidente Ahmadinejad na eleição de 2009, o ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi e o ex-presidente do parlamento Mehdi Karroubi, foram presos, denunciou um sítio de Internet da oposição.

A república islâmica negou a prisão, dizendo que eles estão apenas sendo submetidos a "restrições". Ambos já estavam em prisão domiciliar.

Iraque pode antecipar eleições provinciais

Para conter os protestos que terminaram com 15 mortes na sexta-feira no Iraque, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki propôs hoje a antecipação das eleições provinciais.

Ditadores argentinos voltam ao banco dos réus

No Tribunal Federal de Buenos Aires, começou hoje o julgamento dos ex-ditadores argentinos Jorge Videla e Reynaldo Bignone pelo sequestro de 34 filhos de desaparecidos políticos.

Cerca de 500 crianças foram sequestradas pela ditadura militar argentina. As Avós da Praça de Maio conseguiram identificar e recuperar 102 já jovens.

Agora, pela primeira vez, o sequestro dos bebês nascidos nos porões da ditadura chega aos tribunais. Nos próximos meses, 370 testemunhas vão contar a história de 34 crianças desaparecidas depois do assassinato de seus pais.

"Conseguimos processar os repressores por sequestro, tortura, estupro, assassinato e roubo", comentou Rosa Roisinblit, vice-presidente das Avós da Praça de Maio. "Tínhamos essa dívida com as nossas crianças. Decidimos processá-los mais uma vez, pelo sequestro sistemático de crianças.

A deputada Victoria Donda era uma dessas crianças. Só em 2003 ela descobriu quem eram seus verdadeiros pais.

"É uma demonstração de que a justiça pode ser feita mesmo depois de muito tempo e que a verdade e  justiça são as únicas maneiras de curar uma sociedade", disse a deputada. "É um exemplo para outros países onde crianças foram sequestradas, como a Alemanha e a Espanha."

O general Videla foi condenado no governo Raúl Alfonsín (1983-89), a primeiro após a ditadura. Recebeu indulto do presidente Menem (1989-99). No governo Néstor Kirchner, o indulto foi anulado e os processos foram reabertos.

No ano passado, Videla foi condenado à prisão perpétua por 31 assassinatos. Ao todo, cerca de 30 mil foram mortas na guerra suja argentina.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ditador do Iêmen promete luta até última gota de sangue


Cerca de 3 mil manifestantes protestaram hoje, pelo 17º dia seguido, pedindo a renúncia imediata do presidente Ali Abdulla Saleh, que promete lutar até a última gota de sangue.

Primeiro-ministro da Tunísia pede demissão

Sob pressão das ruas, o primeiro-ministro da Tunísia, Mohamed Ghannouchi, no poder desde 1999, pediu demissão hoje. 

Era um aliado próximo do ex-ditador Zine Ben Ali, que fugiu do país em 14 de janeiro de 2011, depois de governar o país durante 23 anos.

Ministra do Exterior da França cai

A ministra do Exterior da França, Michelle Alliot-Marie, pediu demissão hoje, sob intense pressão, por ter tirado férias na Tunísia a convite de um empresário ligado ao ex-ditador Ben Ali em dezembro. Foi substituída pelo primeiro-ministro Alain Juppé.

Rebeldes da Líbia formam Exécito contra Kadafi

Os rebeldes da Líbia estão organizando um exército para tentar tomar Trípoli, onde partidários de Kadafi fazem suas manifestações. Um vídeo amador mostra rebeldes destruindo um cartaz de Kadafi. Em Beida, uma casa do ditador foi saqueda.

Um governo provisório de união nacional está sendo articulado em Bengázi, revelou o ex-ministro da Justiça. A meta é realizar eleições em três meses.

O governo autorizou jornalistas estrangeiros a irem a Záuia, mas eles viram manifestantes gritando slogans contra Kadafi.

Em Bengázi, a segunda maior cidade do país, onde os rebeldes estão organizando um governo provisório, as lojas permanecem fechadas. Voluntários distribuem comida.

Em Missurata, a terceira maior cidade líbia, centenas acompanharam funerais de manifestantes mortos.

O jornal The Washington Post atribui a reação moderada dos EUA à revolta líbia foi para evitar retaliações contra americanos que viviam no país.

Ontem à noite, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o congelamento de bens de seis membros da família Kadafi e a proibição de viajar ao exterior de 15 parentes dele e altos dirigentes do regime líbio, além de uma investigação sobre crimes de guerra a ser realizada pelo Tribunal Penal Internacional. O embaixador líbio na ONU disse que a votação fortalece moralmente a rebelião.

Depois dos presidentes dos EUA, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, o ministro do Exterior britânico, William Hague, diz que Kadafi deve sair já. O Reino Unido revogou a imunidade diplomática de Kadafi.

Um navio de guerra britânico voltou a Bengázi hoje para retirar gente da Líbia. Mais europeus chegam à Grécia.

A maior fuga é por terra, através da fronteira com a Tunísia, por onde já teriam escapado 38 mil pessoas.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Brasileiros devem chegar à Grécia de madrugada

Um navio com 148 brasileiros que trabalhavam na Líbia para a construtora Queiroz Galvão saiu hoje do porto de Bengázi com destino à Grécia, onde deve chegar às 2h da madrugada de domingo, pelo horário de Brasília. É o último grupo de brasileiros que estavam no país do Norte da África em guerra civil.

De lá, eles devem receber assistência consular e voltar de avião para o Brasil, com chegada prevista para segunda-feira.

Mais de 50 mil pessoas fugiram da Líbia nesta semana. A situação no aeroporto de Trípoli é de caos total, com pessoas acampadas do lado de fora à espera de um voo para sair do país em guerra civil.

Muita gente está fugindo por terra. Um acampamento de refugiados foi armado na Tunísia, junto à fronteira com a Líbia.

Pelo mar, mais 2 mil chineses chegaram hoje à ilha de Malta. Outra embarcação chegou à ilha de Creta, na Grécia, com mais de 3 mil refugiados.

ONU aprova sanções contra regime de Kadafi

Por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou agora há pouco uma resolução que proíbe a venda de armas à Líbia, congela os bens de seis pessoas da família do ditador Muamar Kadafi, e proíbe 16 membros da família e altos dirigentes da Líbia de viajar ao exterior.

Obama e Clinton querem Kadafi fora já

Tanto quanto o presidente Barack Obama quanto a secretária de Estado, Hillary Clinton, elevaram o tom contra o ditador da Líbia, insistindo que ele deve deixar o poder imediatamente.

Obama argumentou que Kadafi perdeu toda a legitimidade ao massacrar seu próprio povo.

Kadafi deposita US$ 4,8 bilhões em Londres

O ditador líbio, coronel Muamar Kadafi, transferiu 3 bilhões de libras, cerca de US$ 4,8 bilhões, para um banco em Londres, revelou o jornal inglês The Times.

Tanto os Estados Unidos quanto a França advertiram os bancos a monitorar transferências de autoridades líbias que possam estar roubando dinheiro público para fugir do país.

Ex-ministro anuncia governo provisório na Líbia

O ex-ministro da Justiça da Líbia, Mustafá Abdel Jalil, anunciou hoje a formação de um governo provisório em Bengázi, a segunda maior cidade do país, um diálogo pela união nacional de civis e militares, e a realização de eleições livres dentro de três meses.

Um dos filhos do ditador, Seif al-Islam Kadafi, que era considerado um provável sucessor, afirmou hoje que o país está à beira de uma guerra civil, com risco de intervenção estrangeira.

Egito apresenta projeto de Constituição

A comissão de juristas nomeada pelas Forças Armadas para mudar a Constituição do Egito apresentou hoje um projeto que limita o exercício da presidência a dois mandatos de quatro anos cada e coloca as eleições sob o controle do Judiciário.

O presidente da comissão, Tarik al-Bichiri, revelou que o presidente só poderá ser reeleito uma vez. Os candidatos e seus pais terão de ser cidadãos egípcios sem outra nacionalidade, e só poderá ser casados com egípcios.

Depois de eleito, o presidente terá 60 semanas para indicar um vice-presidente, que terá de cumprir as mesmas exigências, já que será o substituto do presidente.

A reforma constitucional deve ser submetida a plebiscito. Os militares prometem realizar eleições legislativas e presidenciais até agosto.

Em pronunciamento à nação, a junta militar pediu desculpas pela repressão a manifestação que estavam na Praça da Libertação na madrugada de hoje. Ontem, houve mais uma grande manifestação do movimento pela democracia para manter os militares sob pressão.

Depois da meia-noite, quando entrou em vigor o toque de recolher, a polícia usou a força para retirar alguns jovens que ainda estavam na praça.

O porta-voz militar negou que tenha sido um ato contra a revolução. Disse que eram pessoas que desrespeitaram a lei. Algumas teriam armas e drogas.

Pelo menos 27 pessoas foram presas. Dois jovens detidos disseram ter sido maltratados e negaram ter violado a lei, a não ser a que impõe um estado de emergência há 30 anos e que os militares prometem revogar.

Jovens morrem em conflito com polícia na Tunísia

Pelo menos três jovens morreram hoje na Tunísia em choques com a polícia. Os manifestantes, que conseguiram derrubar o ditador Zine Ben Ali em 14 de janeiro de 2011, reclamavam contra a violenta repressão ao protesto de ontem.

Para garantir a vitória da revolução, os jovens tunisianos exigem a demissão do primeiro-ministro Mohamed Ganouchi, um antigo aliado de Ben Ali que está no poder desde 1999.

Mais de cem pessoas foram presas hoje e pelo menos 88 ontem.

Líder da oposição volta ao Bahrein

 O líder da oposição xiita no Bahrein, Hassan Muchaimá, voltou do exílio hoje para aumentar a pressão sobre o rei Hamad al-Khalifa para ceder parte de seus poderes e implantar no país uma monarquia constitucional.

Na Rótula da Pérola, os manifestantes mantêm a pressão sobre o governo e prometem só levantar acampamento quando o primeiro-ministro for demitido.

Revolta no Iêmen tem mais quatro mortes

Mais quatro manifestantes foram mortos hoje no Iêmen, elevando para 16 o total de mortos em 15 dias de protestos para exigir a renúncia imediata do presidente Ali Abdulla Saleh, no poder há 32 anos.


AIEA acusa Irã de fazer mísseis nucleares


O Irã está explorando maneiras de colocar armas nucleares em mísseis de longo alcance, denuncia um novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU.

Parte de Christchurch será destruída

Um terço das construções do centro de Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia, pode ser demolido.

Os prédios foram abalados por um terremoto de 6,3 graus na escala Richter que atingiu a região na última terça-feira. Pelo menos 113 pessoas morreram e mais de 200 estão desaparecidas.

Maior refinaria do Iraque é atacada e para

Um ataque com tiros e bombas parou hoje a refinaria de petróleo de Beiji, a maior do Iraque, que processa 150 mil barris por dia. Pelo menos quatro pessoas morreram.

As suspeitas recaem sobre o braço da rede terrorista Al Caeda na Mesopotâmia, que já controlou a refinaria.

EUA anunciam sanções contra família Kadafi

presidente Barack Obama congelou ontem os bens da família Kadafi e de outros altos dirigentes líbios nos Estados Unidos. 

Neste momento, o Conselho de Segurança da ONU está reunido pelo segundo dia seguido e pode aprovar sanções contra a líbia.

O anteprojeto apresentado pela França e o Reino Unido prevê sanções econômicas e militares, e uma investigação da violência pelo Tribunal Penal Internacional. Mas o primeiro-ministro turco alega que sanções vão atingir o povo e não o regime líbio, e há resistência dentro do Conselho de Segurança em relação ao TPI.

Subcomandante das forças especiais de Kadafi deserta

O subcomandante das Forças Especiais do regime do coronel Muamar Kadafi desertou hoje e aderiu à revolta para derrubar o ditador. O ex-ministro do Interior e ex-chefe da polícia confirmou que Kadafi só controla a capital do país.


Kadafi mantém o controle da capital atirando até em ambulâncias, mas não acaba com a ação dos rebeldes. A capital mostra os sinais da batalha, com barricadas nas ruas, vidros quebrados e manchas de sangue. 

Gravações feitas com celular mostram soldados aderindo à revolta em Záuia, que as forças leais a Kadafi não conseguiram retomar.


Até o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, maior aliado europeu do coronel, admite que Kadafi já não controla a situação na Líbia.


Em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, liberada pelos rebeldes, os bancos reabriram hoje, mas as lojas permanecem fechadas. Manifestantes anti-Kadafi acamparam diante do tribunal da cidade, que funciona como sede do governo provisório.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Irlanda faz eleições pós-crise

O partido Fine Gael, de centro-direita, é o favorito nas primeiras eleições parlamentares desde que a Irlanda recebeu uma ajuda de emergência de 67,5 bilhões de euros do FMI e da UE para enfrentar o endividamento e um déficit de 32% do PIB.

O mais provável é uma coalizão com o Partido Trabalhista, excluindo o Fianna Fail, de centro-esquerda, que governou o país durante 61 dos seus 79 anos de independência.

Kadafi aparece de novo e promete vitória


O ditador da Líbia, coronel Muamar Kadafi, apareceu agora há pouco numa manifestação de governistas em Trípoli dizendo que "este é o povo líbio. Vamos derrotar qualquer tentativa de agressão, todos os ataques americanos. Este é um poder imbatível, o poder do povo. Vcs têm orgulho de seu país, da revolução e da bandeira verde. Jovens, tomem as praças, cantem, dancem, vivam a vida de espírito elevado, cantem e dancem, festejem."

Em Trípoli, as forças de Kadafi armaram barricadas e postos de controle onde revistam carros. Há relatos de tiros e combates em quatro bairros da capital líbia, onde os rebeldes resistem. Pelo menos cinco pessoas morreram. 

Para comprar a lealdade da população, o governo prometeu US$ 400 para cada família e aumento de 150% para algumas categorias do funcionalismo púbico.

Mercenários africanos contratados por Kadafi convergem para a capital, onde será travada a batalha decisiva. Milicianos patrulham a cidade em trajes civis e a população tem medo de sair à rua para participar da manifestação convocada para hoje. Mesmo assim, houve manifestação.

Os governistas lutam para retomar Missurata, a terceira maior cidade líbia, um porto e terminal petrolífero importante. A CNN disse agora que continua em poder dos rebeldes.


Bengázi festeja a libertação com uma grande manifestação de massa. Há um acampamento da liberdade, de onde as pessoas prometem só sair quando Kadafi cair. Os hospitais da cidade recebem centenas de feridos e queimados . Milhares de pessoas participaram de funerais .

A maior tribo do país, walfalá, que são 1 milhão numa população total de 6 milhões de líbios, aderiu à revolta, revela El País.

Saif Kadafi, filho do ditador, disse à CNN em turco que os planos A, B e C são “viver e morrer na Líbia”.

Japão não sai da deflação

O Japão registrou em janeiro uma deflação anual de 0,2%.

Reino Unido teve contração maior

A economia do Reino Unido encolheu 0,6% no último trimestre do ano passado, mais do que 0,5% da previsão anterior, levantando dúvidas sobre a recuperação do país.

EUA cresceram menos do que estimado

crescimento dos EUA no último trimestre de 2010 foi rebaixado de 3,2% para 2,8%.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Boeing ganha concorrência do Pentágono

A empresa americana Boeing derrotou a EADS (Companhia Europeia de Aeronáutica, Defesa e Espaço), fabricante do Airbus, numa concorrência de US$ 30 bilhões do Departamento da Defesa dos Estados Unidos para produzir aviões-tanques para reabastecer caças e bombardeiros em pleno ar.

Reino Unido decide extraditar Assange

A Justiça do Reino Unido aceitou hoje o pedido de extradição da Suécia contra Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, sítio de Internet que está divulgando mais de 250 mil documentos sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos.

Os advogados dele têm uma semana para recorrer. Devem ir até a Corte Europeia de Direitos Humanos.

Assange é acusado de estuprar uma mulher e molestar sexualmente outra. Ele teme ser extraditado para os EUA, onde poderia ser condenado à morte por espionagem. 

Argélia suspende estado de emergência

O governo da Argélia suspendeu hoje o estado de emergência em vigor desde fevereiro de 1992, quando as eleições parlamentares vencidas pela Frente Islâmica de Salvação foram anuladas para evitar que os fundamentalistas muçulmanos chegam ao poder.

Petróleo chega perto de US$ 120

barril de petróleo chegou a US$ 119,79 hoje de manhã na Bolsa Mercantil de Londres.

A Arábia Saudita se movimenta para aumentar a produção e suprir a queda na oferta.

Kadafi fala de novo e acusa Ben Laden

Em um telefonema de cerca de meia hora a uma televisão estatal, o ditador Muamar Kadafi acaba de defender sua decisão de massacrar seu próprio povo. Ele atribuiu a revolta popular a jovens drogados, alcoolizados e enganados por Ossama ben Laden, líder da rede terrorista Al Caeda: " O que está estamos vendo aqui não é o poder popular, é o terrorismo internacional".

Kadafi começou fazendo um apelo a pais e mães para que "levem seus filhos de volta para casa. Eles estão sendo drogados, alcoolizados e motivados a atacar, destruir e sabotar. Os responsáveis devem ser julgados", afirmou, numa mudança em relação ao discurso anterior, quando falou simplesmente que a punição deve ser a morte.

"Não estamos no Egito e na Tunísia", alegou o ditador, no poder há 41 anos. "Aqui, o poder está nas mãos de vocês. Vocês podem ir aos comitês de defesa da revolução para apresentar suas propostas e denunciar o que acreditem que esteja errado".

Errático e incoerente como de costume, o coronel tentou mais uma vez se apresentar com um líder que está do lado certo da História: "Nós somos os pais, os intelectuais, os advogados e engenheiros, e não eles", acrescentou, numa crítica aos profissionais que aderiram ao movimento pela democracia.

"Essa gente não tem reivindicações", acusou. "As reivindicações são de Ben Laden. Seus filhos estão sendo engandos por Ben Laden. Os responsáveis devem ser purgados e purificados. Vocês os encontram nas mesquitas. Eles devem ser processados. Este é o seu país, não o deles."

Sempre tratando a revolta como rebeldia juvenil, o ditador prosseguiu em tom indignado: "Como podemos aceitar que crianças façam essas coisas? As lojas e os bancos estão fechados. As pessoas estão com medo. Vocês não devem ouvir Ben Laden. Seus filhos devem entender a magnitude do que estão fazendo. Toda família deve ir atrás de seus filhos".

Com a tática dos ditadores de negar a realidade e atribuir a outros o que fazem, Kadafi afirmou que "homens de verdade não atacam inocentes. Pessoas que têm negócios não devem participar desta farsa. Isto é uma farsa que tem de parar. Alguns são menores de idade impulsionados por drogas. Quando param de tomar drogas, caem na realidade e ficam com remorso".

Mais uma vez, o ditador insistiu que seu país é governado pelo povo: "Este é o seu país. Vocês não devem deixar seus filhos fazer isto. Isto é terrorismo internacional. Todo o resto do mundo está conosco. Eles são procurados pelos Estados Unidos. Os responsáveis devem ser presos e punidos".

Cada vez mais sitiado e enfraquecido, Kadafi se dirigiu de novo a pais e mães: "Saiam de suas casas, levem seus filhos de volta para casa. Eles estão atacando delegacias de polícia. Vocês precisam ouvir a voz da razão".

A voz da razão não está com Kadafi. Ele tentou estabelecer uma diferença entre os fundamentalistas da Irmandade Muçulmana e os jihadistas da rede Al Caeda, que pregam uma guerra santa sem fim contra quem não concorda com eles: "A Irmandade Muçulmana e Al Caeda não se olham de olho no olho. A Irmandade quer reformas políticas".

Parece uma tentativa de dividir os islamitas, como se realmente fossem o núcleo da oposição ao regime: "Milhões podem mudar de posição e atacar a turma de Ben Laden. As pessoas de bem não vão para o trabalho armadas", argumentou.

"Se a situação piorar, o petróleo vai parar de jorrar", ameaçou. "Se vocês perderem o petróleo, o que vai acontecer?" É a maior riqueza líbia, responsável por 28% do produto interno bruto e 95% da economia internacional do país.

Patético, Kadafi teve a desfaçatez de falar que "um novo pensamento deve prevalecer, baseado na ética e no nacionalismo. Vocês têm a prerrogativa de resolver seus próprios problemas. É preciso tirar seus filhos das mãos dos que os estão enviando para a morte. Eles os estão ensinando a destruir o país".

Outro argumento bizarro: o ditador está há menos tempo no poder do que a rainha da Inglaterra. Em entrevista ao Financial Times, um dos filhos de Kadafi disse que ele gostaria de se tornar uma figura paternal e transferir a administração do país para a nova geração.

Talvez expressando um sonho no meio do furacão, o coronel arguiu que "há gente no poder há mais tempo do que eu, como Elizabeth II. Aqui,  poder está nas mãos de vocês. O que está estamos vendo não é poder popular, é o terrorismo internacional".

Para justificar a violência, lembrou que "os EUA não têm compaixão em relação a Al Caeda. Os EUA destruíram o Iraque. Vejam o que estão fazendo no Afeganistão, no Paquistão, no Iraque. Eles estão atrás d'al Caeda. Se Al Caeda tomar o poder aqui, os EUA vão invadir".

À beira de uma guerra civil, "alguns estão felizes com a destruição. Eles estão destruindo sua história. Eu entreguei o poder a vocês em 1977. Vocês são responsáveis pelo país", raciocinou, eximindo-se de culpa pela situação

"Os bancos, as lojas e as escolas estão fechadas", prosseguiu. "Eles roubam armas? É isso o que vocês querem. É sua escolha", vociferou, sugerindo estar desligando das decisões cotidianas do governo. 

"Estou apelando mais uma vez: levem seus filhos de volta para casa. Prendam e desarmem os rebeldes, e os entreguem às autoridades. Clérigos e intelectuais devem assumir suas responsabilidades e falar com os jovens", recomendou Kadafi.

A alternativa é ditadura ou caos, alertou: "De outra sorte, o povo líbio vai sofrer. O país será destruído. A paz esteja convosco."

(OBS.: Este texto foi baseado na tradução feita ao vivo pela TV britânica BBC.)

Médico fala em 2 mil mortes no Leste da Líbia

Em entrevista à revista Le Point, um médico francês que trabalha em Bengázi estimou em mais de 2 mil o total de mortos só no Leste da Líbia durante a revolta contra a ditadura do coronel Kadafi.

"De Tobruk a Darna, eles promoveram um verdadeiro massacre... Ao todo, acredito que foram mais de duas mil mortes", declarou o anestesista de 60 anos, que mora em Bengázi, a segunda maior cidade líbia.

"No primeiro dia, as ambulâncias recolheram 75 corpos. No segundo dia, foram 200. No terceiro, mais de 500. No terceiro dia, acabaram a morfina e os outros medicamentos", acrescentou. Ele disse que as forças que atacam os manifestantes incluem, além de polícia e do Exército, mercenários do Chade e do Níger.

Estrangeiros fogem em massa da Líbia

Há uma fuga em massa de estrangeiros da Líbia por terra, mar e ar. Governos do mundo inteiro tentam retirar seus cidadãos de um país em revolta.

É uma das maiores operações desse tipo neste século. Com os portos fechados e os voos comerciais cancelados, voos fretados, navios, ônibus, e até navios pesqueiros estão sendo usados.

As autoridades da Líbia deram permissão de pouso para cinco aviões fretados por empresas brasileiras retirarem seu pessoal do, informou agora à noite o Ministério das Relações Exteriores.

O Itamaraty estima que houvesse 500 a 600 brasileiros vivendo na Líbia. Cerca de 150 devem ser resgatados hoje de navio do porto de Bengázi, a segunda maior cidade do país, há pelo menos dois dias em poder dos rebeldes que exigem o fim da ditadura do coronel Muamar Kadafi, no poder há 41 anos.

A União Europeia está repatriando mais de 10 mil cidadãos europeus. Na França, Itália, Turquia, Sérvia, Croácia e Alemanha, chegaram voos hoje com cidadãos desses países que viviam na Líbia.

Malta nega pouso a filha de Kadafi

O governo da ilha de Malta, um pequeno país da União Europeia situado no Mar Mediterrâneo, negou autorização de pouso para um avião da Libyan Arab Airlines que levaria para o exterior Aysha Kadafi, filha do ditador Muamar Kadafi.

O turbo-hélice ATR42 viajou para Malta sem avisar, na terça-feira. Quando teve permissão negada, o piloto ainda andou em círculos durante cerca de 20 minutos, informaram os controladores de voo do aeroporto, numa úlima tentativa de obter autorização.

Grécia tem primeira greve geral do ano

primeira greve geral do ano paralisou ontem o setor público, escolas e aeroportos da Grécia.

Cerca de cem mil pessoas marcharam até o parlamento, em Atenas num protesto contra os cortes de salários, aposentadorias e gastos do governo e aumentos de impostos para receber uma ajuda de emergência de 110 bilhões de euros, cerca de R$ 250 bilhões, para equilibrar as contas públicas.

Os sindicalistas gritavam: "Não vamos pagar a conta." 

Houve choques entre a polícia e jovens anarquistas, que atacaram com bombas incendiárias. Vários policiais e manifestantes saíram feridos.

"Só queremos liberdade. Por favor, ajudem"

Em depoimento dramático na cidade de Tobruk, tomada pelos rebeldes, o jovem Matuk Hussien resumiu assim o apelo do povo líbio:

"Estas pessoas só querem liberdade. Estas pessoas só querem levar uma vida normal. Só queremos água. Só queremos eletricidade. Só queremos uma vida normal. Queremos ir à escola. Queremos levar uma vida normal como no resto do mundo. Meus irmãos e minhas irmãs estão sendo mortos em outras cidades. Está havendo massacres. As pessoas estão sendo mortas. Por favor, nos ajudem."

Rebeldes controlam Leste da Líbia

Em uma semana, a revolta para derrubar a ditadura do coronel Muamar Kadafi assumiu o controle das princiais Leste da Líbia, Bengazi, Beida e Tobruk. Ontem tomou Missurata, no Oeste do país. A onda rebelde segue em direção à capital, Trípoli, onde será travada a batalha decisiva.

Cerca de 30 mil mercenários africanos e milicianos aliados do ditador estariam indo para a capital Líbia para defender Kadafi. No pronunciamento de ontem na televisão, ele deixou claro que não vai hesitar em atirar no seu próprio povo, com tanques e aviões de caça se for necessário.

Dois oficiais da Força Aérea saltaram de paraquedas e deixaram seu avião de guerra cair para não bombardear Bengázi, a segunda maior cidade do país e a primeira a cair nas mãos do poder popular.

Em Missurata, todos os símbolos do regime foram destruído, dos monumentos com os pensamentos do Livro Verde do coronel Kadafi a cartazes gigantescos do ditador. Soldados da guarnição local divulgaram nota na Internet aderindo à revolução.

No porto de Tobruk, tomado pelos rebeldes há dois dias, a multidão tomou as ruas para festejar e pedir liberdade para a Líbia.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Oposição quer monarquia constitucional no Bahrein

O líder do principal partido da oposição xiita, xeque Ali Salman, exigiu hoje o estabelecimento de uma monarquia constitucional no reino do Bahrein, o menor de todos os países árabes, um pequeno arquipélago no Golfo Pérsico que é base da 5º Frota dos Estados Unidos.

Com 18 deputados, seu partido Wefak é o maior da oposição. Abandonou o parlamento depois da primeira das sete mortes nas manifestações de protesto da maioria xiita, que se considera discriminada pela família real sunita, especialmente na distribuição de empregos públicos num país rico em petróleo.

"Temos duas opções: um diálogo sério e um trabalho duro para fazer uma nova Constituição que leve à reconciliação nacional", declarou Salman. "A alternativa é o caos, o que ninguém quer para este país. Faremos tudo possível para que a primeira opção funcione".

Sua exigência básica é a criação de uma monarquia constitucional em que o rei ceda poderes ao parlamento: "A continuação do esquema anterior, em que a família Al-Khalifa controlava tudo é passado. A história mostra que levou aos atuais problemas".

Rei saudita volta prometendo bilhões aos jovens

Ao voltar ao reino depois de três meses afastado para tratamento de saúde, o sultão Abdullah Abdul-Aziz al Saud voltou hoje à Arábia Saudita prometendo investimentos sociais de US$ 35 bilhões, quase R$ 60 bilhões, para jovens e desempregados.

Um dos regimes mais fechados e ditatoriais do mundo, verdadeiramente medieval, lança mão dos dólares gerados pelas maiores reservas mundiais de petróleo (262 bilhões de barris) para tentar acalmar os ânimos.

Depois de um prolongado beija-mão de seus cortesões mais fiéis, o rei Abdullah se reuniu com o príncipe herdeiro e o rei Hamad al Khalifa, do Bahrein, para discutir uma resposta conjunta das monarquias petroleiras à revolta árabe.

ONU ameaça processar Kadafi

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, pediu hoje o julgamento dos responsáveis pela violência na Líbia. A alta comissária para direitos humanos da ONU, Navi Pillay, pediu uma investigação internacional sobre a violência na Líbia, o que deve ser discutido no Conselho de Direitos Humanos.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu “a suspensão das relações financeiras, econômicas e comerciais da União Europeia com a Líbia”.

No Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad criticou o uso da força contra os manifestantes e previu revoltas populares na Europa e nos EUA.

Na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, há poucos dias falava no "amigo Kadafi", que teria lhe ensinado a ter um harém. Agora saúda o “vento da democracia” que varre o Norte da África e o Oriente Médio.

Na Ásia, houve protestos diante das embaixadas líbias na Malásia, na Coreia do Sul e no Japão (3028).

Na Polônia, exilados líbios criticam a passividade da UE diante da ameaça de Kadafi.

O Peru suspendeu relações diplomáticas com a Líbia.

Em Nova York, o embaixador adjunto da Líbia na ONU lamentou como insuficiente a resposta do Conselho de Segurança. Sob pressão da Rússia e da China, que consideram a revolta um problema interno da Líbia, o Conselho de Segurança da ONU fez uma declaração, mas não aprovou uma resolução condenando o regime do coronel Kadafi.

A União Africana condenou o uso de força excessiva.

Venezuela é único país sul-americano em recessão

O produto interno bruto da Venezuela caiu 1,4% em 2010. Foi o único país latino-americano em recessão no ano passado.

Brasil é o oposto da China na África

Ao contratar africanos e respeitar seus direitos, o Brasil está se tornando uma espécie de anti-China na África, observa matéria de texto da agência Reuters sobre uma obra da Odebrecht na Libéria.


A China investe pesadamente na África, mas muitas vezes as empresas chinesas encarregadas de fazer obras de infraestrutura financiadas por Beijim levam seus próprios funcionários, apesar da abundância de mão-de-obra barata no continente.


O Brasil, por outro lado, assumiu um compromisso com o desenvolvimento da África. É, em parte, o resgate de uma dívida histórica por causa da escravidão. Este país foi construído com mão-de-obra africana.

Venda de casas usadas sobe nos EUA

As vendas de imóveis residenciais usados cresceram pelo terceiro mês seguido nos EUA em janeiro, desta vez a uma taxa de 2,7%, projetando vendas anuais de 5,36 milhões.


Como a crise mundial começou no setor habitacional do mercado imobiliário americano, os economistas esperam sua recuperação como um indicador do fim da crise.

Mortos na Líbia chegam a mil, diz Itália

O total de mortos na revolta popular na Líbia já estaria em mil, afirmou o ministro do Exterior da Itália, Franco Frattini. Ele disse que a região de Cirenaica, no Leste da Líbia, onde fica Bengázi, a segunda maior cidade do país, está sob controle rebelde.

As forças leais a Kadafi abriram fogo contra os manifestantes na capital. Os rebeldes teriam tomado Misurata. Cerca de 30 mil mercenários africanos reforçam as tropas regulares.


Em Tobruk, os manifestantes festejam e destroem símbolos do regime. Monumentos e cartazes de Kadafi são destruídos.

Dois militares teriam saltado de paraquedas e deixado seu avião cair para não bombardear Bengázi.

• O ex-ministro da Justiça, que pediu demissão, acusou Kadafi de ter ordenado o atentado de Lockerbie.

• O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan revelou que um turco foi morto nos protestos.

• O diretor executivo da Fundação Kadafi, Yussef Sauani, pediu demissão em protesto contra o uso da força. Era um importante assessor de Saif al-Islam Kadafi, considerado o filho mais liberal do ditador, defensor de uma reforma econômica e da aproximação com o Ocidente.

• Pelo menos metade da produção de petróleo da Líbia, décimo-segundo exportador mundial, está paralisada.

• A Itália fez uma reunião de emergência para tentar suprir a falta de gás causada pelo fechamento do gasoduto com a Líbia.

Barril de petróleo passa de US$ 110 em Londres

O preço do barril de petróleo passou hoje de US$ 110 na Bolsa Mercantil de Londres.

Analistas da corretora japonesa Nomura preveem que pode chegar a US$ 220, bem acima do recorde de US$ 147,50, de julho de 2008.

Ministro do Interior também abandona Kadafi

O ministro do Interior e chefe da polícia da Líbia, Abdul Fattah Yunis al-Abidi, pediu demissão e passou a apoiar a revolta popular depois que o ditador Muamar Kadafi foi à televisão pedir que os manifestantes sejam esmagados.

Horas depois, o governo anunciou que ele foi sequestrado.

Cem mil protestam no Bahrein

Mais de 100 mil pessoas protestaram ontem no reino do Bahrein, um pequeno país do Golfo Pérsico rico em petróleo, exingindo a queda da monarquia.


Quando os protestos começaram, na semana passada, a maioria xiita lutava por mais poderes para o parlamento, mais liberdades públicas e mais empregos para os xiitas.


Com as mortes de três manifestantes durante um ataque da polícia na madrugada de sexta-feira, os rebeldes exigem também o fim da monarquia.


Ontem o funeral de mais um manifestante morto transformou-se em protesto contra o regime.

Ex-ministro de Obama é eleito prefeito de Chicago

O ex-chefe da Casa Civil do governo Barack Obama, Rahm Emanuel, foi eleito hoje prefeito de Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, no primeiro turno, com mais de 50% dos votos, derrotando cinco candidatos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Iêmen tem mais duas mortes

Pelo décimo-primeiro dia seguido, oposicionistas e partidários do ditador Ali Abdullah Saleh se enfrentaram nas ruas de Saná, a capital do Iêmen, um dos países árabes mais pobres. Mais dois manifestantes morreram quando aliados do presidente atiraram contra a multidão.

Egito nomeia onze novos ministros

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Iraque, que tomou o poder com a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, nomeou hoje 11 novos ministros.

Argélia promete de novo suspender emergência

O governo da Argélia voltou a prometer a suspensão do estado de emergência em vigor há 20 anos. Agora, seria "iminente".

A medida já teria sido aprovada pelo ministério. Falta apenas a publicação no Diário Oficial, que ainda não tem data.

Parece que a ditadura argeliana se move por impulsos. Quando o ditador Hosni Mubarak caiu no Egito e começaram as manifestações na Argélia, prometeu suspender o estado de emergência.

Com os líbios pedindo a cabeça do coronel Muamar Kadafi nas grandes cidades de seu país, o presidente Abdelaziz Bouteflika dá mais um passo.

Navios de guerra do Irã cruzam Canal de Suez

Dois navios de guerra do Irã cruzaram hoje no Canal de Suez rumo à Síria, onde vão participar de manobras militares conjuntas. É a primeira vez que isso acontece desde a revolução islâmica no Irã, em 1979.

Israel, que considera as manobras uma provocação, entrou em estado de alerta.

Para o professor Uzi Rabi, especialista em Irã da Universidade de Telavive, em Israel, o Irã está testando a nova realidade geopolítica do Oriente Médio: "Os Estados Unidos estão mais fracos, e o regime militar do Egito que fez o acordo de paz com Israel está em crise. O Irã se aproveita disso para se afirmar como potência regional no Oriente Médio".

Kadafi declara guerra à revolta na Líbia

Em um discurso inflamado, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, acaba de convocar a população a sair às ruas e atacar os manifestantes que protestam há cinco dias, exigindo sua renúncia imediata.

Kadafi declarou que não vai renunciar porque não é presidente, mas um líder revolucionário. Ele acusou os rebeldes de serem drogados e fundamentalistas, e de quererem transformar o país num novo Afeganistão.

O ditador pediu a libertação de Bengázi, a segunda maior cidade do país, sob controle dos rebeldes desde ontem.

Agora, Kadafi lê seu Livro Verde e promete pena de morte para quem incitar à guerra civil ou "pegar em armas contra os líbios".

Em sua defesa, o ditador lembrou que o presidente da Rússia, Boris Yeltsin, bombardeou o Parlamento em 1993, indicando que está preparado para esmagar a rebelião. Também citou o ataque dos Estados Unidos contra a cidade de Faluja, no Iraque, em 2004, quando cerca de 600 pessoas foram mortas em vingança pela morte de quatro americanos.

"Quando Israel ataca os palestinos, ninguém os defende", alegou. "O mesmo grupo que destruiu o Iraque e a Somália agora quer tomar o poder na Líbia", acrescentou, referindo-se aos extremistas muçulmanos e à rede terrorista Al Caeda.

Todos os grupos devem organizar sua própria defesa, recomendou o ditador: "Precisamos tomar as ruas e fazer uma revolução popular. O poder popular e seus comitês de defesa da revolução devem organizar a juventude para defender a dignidade do país".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Iraquianos também protestam contra desgoverno

Uma emissora de TV foi incendiada em Suleimânia, uma capital regional do Iraque, em protesto contra má qualidade dos serviços públicos.


Os iraquianos também protestam contra o total colapso da máquina estatal, que não se recuperou desde a invasão americana de 2003.


A democracia imposta à força pelos Estados Unidos nunca funcionou, e a polícia treinada pelos americanos saiu atirando nos manifestantes.

Economia verde exige US$ 1,3 trilhão por ano

O mundo só precisa gastar 2% do produto mundial bruto, cerca de US$ 1,3 trilhão, para fazer uma transição para uma economia menos predadora dos recursos naturais. A conclusão é de um relatório divulgado hoje pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas.

Terremoto de 6,3 graus atinge Nova Zelândia

Um terremoto de 6,3 graus na escala Richter atingiu a cidade de Christchurch, a segunda maior da Nova Zelândia ao meio-dia pela hora local, fim da noite de segunda-feira pelo horário de Brasília.

O primeiro-ministro John Key informou que pelo menos 65 pessoas morreram e centenas estão desaparecidas.

GP do Bahrein é suspenso

Por causa da revolta popular, o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, que abriria a temporada de 2011, foi suspenso.

Em Manama, os manifestantes reocuparam a Rótula da Pérola, que o Exército desocupou no fim de semana. Depois de oito mortes, agoram eles exigem também o fim da monarquia. 

O movimento Juventude de 14 de Fevereiro, que organizou os protestos, pedia a queda do primeiro-ministro, a eleição democrática de um novo governo e o julgamento pelos responsáveis pelas mortes. 

Hoje, houve um casamento na rótula.

Militares e diplomatas líbios desertam

Dois coronéis da Força Aérea da Líbia chegaram hoje à Iha de Malta em aviões de caça, alegando que não queria obedecer ordens de atirar contra seu próprio povo.

Os embaixadores da Líbia nas Nações Unidas, na China, na Índia e na Liga Árabe se desligaram do governo, manifestando a intenção de servir o povo líbio mas não mais a Kadafi

Kadafi: "Estou aqui, e não na Venezuela"

Em pronunciamento de 20 segundos na televisão em que ignorou a revolta para derrubá-lo e as centenas de mortes, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, desmentiu agora há noite que tenha fugido do país: "Estou aqui, e não na Venezuela", declarou.

É o maior desafio ao coronel Kadafi desde que ele tomou o poder, em 1º de setembro de 1969.

Mais cedo, o ministro do Exterior britânico, William Hague, disse ter recebido informações de que Kadafi poderia pedir asilo a Hugo Chávez e estar a caminho da Venezuela.

Barril de petróleo passa de US$ 105

preço do barril de petróleo passou de US$ 105 hoje na Bolsa Mercantil de Londres por causa da revolta na Líbia. É a maior cotação em dois anos e meio.

Depois do fechamento do mercado, a cotação subiu para US$ 108,70.

Força Aérea líbia bombardeia rebeldes

Força Aérea da Líbia bombardeou hoje manifestantes que se dirigiam a uma base militar, na onda de protestos para derrubar o ditador Muamar Kadafi, no poder há 41 anos. O total de mortos só hoje em Trípoli pode chegar a 250, informa a televisão árabe Al Jazira.


Os protestos chegaram ontem à noite à capital, onde o prédio do parlamento, a sede do governo e o Ministério da Justiça foram incendiados. Bengázi, a segunda maior cidade do país, estaria sob controle rebelde.


Altos funcionários, embaixadores e até o ministro da Justiça teriam renunciado. O total de mortos estimado pela ONG Human Rights Watch chega a 233.


Ontem à noite, Saif el-Islam Kadafi, filho do ditador, advertiu que os protestos podem levar o país a uma guerra civil e prometeu lutar até o fim, mas o governo parece estar perdendo o controle da situação. Ele admitiu que o governo está usando mercenários africanos. 


Kadafi teria saído da capital, onde o governo organizou mais uma manifestação a favor da ditadura. O ministro do Exterior britânico, William Hague, afirmou que ele estaria em fuga para a Venezuela. 






• A União Europeia e o Reino Unido condenaram o uso da força.

• Um grupo de estrangeiros em fuga chega a Roma num voo saído de Trípoli.

• Houve protesto diante das embaixada líbias no Cairo e em Berlim. O ministro do Exterior da Alemanha pediu aos alemães que deixem a Líbia.

• O Egito congelou os bens de Mubarak, da mulher dele e do filho mais velho.

• O presidente do Sudão, Omar Bachir, no poder desde 1989, anunciou que não será candidato à reeleição.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Milhares protestam no Marrocos

Milhares de pessoas protestaram hoje no Marrocos para pedir mais democracia, fechando um arco que vai do Norte da África ao Irã, passando pela Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Jordânia, Iêmen, Bahrein e Irã.

Os marroquinos se manifestaram pacificamente. Não querem derrubar a monarquia, mas um regime mais democrático, com mais poderes para o parlamento e menos para o rei.

Mortos na Líbia já são 173

As forças de segurança do coronel Muamar Kadafi voltaram a atirar contra um funeral de um dos mortos nos protestos para exigir a queda do ditador, no poder há 41 anos.

O total de mortos já chegaria a 173, estima a organização não governamental Human Rights Watch, a Vigília dos Direitos Humanos. Alguns teriam sido alvejados por metralhadoras.

Hoje, a onda de protestos chegou à capital, Trípoli. Um dos filhos do ditador, Saif el-Islam Kadafi, prometeu amplas reformas e pediu o fim dos protestos para evitar uma "guerra civil".

Povo reocupa rótulo no Bahrein

Num sinal de que está aberta a negociar, a monarquia do Bahrein retirou os tanques da Rótula da Pérola, o principal centro de manifestações de protesto contra o regime, que foi reocupado pelos oposicionistas.

Mortos na Líbia já são quase cem

As forças de segurança da Líbia atiraram ontem contra uma multidão que participava de um funeral em Bengázi, a segunda maior cidade do país, matando mais 15 pessoas.

Sobe assume para pelo menos 99 o total de mortos em quatro dais de protestos para derrubar a ditadura do coronel Muamar Kadafi, no poder há 41 anos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

G-20 adota indicadores para economia mundial

Apesar da resistência dos grandes emergentes, como o Brasil e a China, uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) decidiu adotar indicadores para monitorar a economia mundial.

Esses indicadores devem incluir a dívida e os déficits do setor público, a taxa de poupança, saldo comercial e fluxos de investimento, explicou a ministra da Economia e das Finanças da França, Christine Lagarde. Mas não serão adotadas medidas impositivas, como limitações a saldos comerciais e reservas cambiais.

As negociações foram "tensas, às vezes duras", admitiu Lagarde, que presidiu a reunião, já que seu país lidera o Grupo dos Oito e o G-20 neste ano.

O G-20 prometeu ajudar o Egito e a Tunísia, dois países árabes que acabam de passar por revoluções, mas não chegou a elogiar sua possível democratização por influência da Arábia Saudita e da China.

Líbia já matou 84 e bloqueia Internet

Em uma violenta reação contra a onda de manifestações que exige a queda do ditador Muamar Kadafi, as forças de segurança da Líbia já mataram 84, denunciou hoje a organização não governamental Human Rights Watch (Vigília dos Direitos Humanos). O governo cortou o acesso à Internet.

É a maior rebelião em 41 anos de ditadura do coronel Kadafi.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Japão desiste de caçar baleias por um tempo

Sob pressão dos ecologistas, o país suspende a temporada anual de caça à baleia na Antártida.

A Sociedade Preservacionista Pastores do Mar, que vinha pressionando a frota pesqueira japonesa, festejou como uma vitória.

Apesar da proibição internacional, alguns países, como Japão, Islândia e Noruega, mantêm a tradição de caçar baleias. O Japão usa como desculpa que está fazendo pesquisa científica.

Oficialmente, a frota baleeira japonesa pertence ao Instituto de Pesquisas sobre Cetáceos. A carne de baleia acaba indo para supermercados e restaurantes.

Embora os jovens japoneses não cultivem mais o hábito de comer carne de baleia, a maioria considera a proibição total uma interferência internacional indevida na cultura tradicional japonesa.

Revolta na Líbia matou pelo menos 24 pessoas

A organização Human Rights Watch denuncia 24 mortes nos protestos para derrubar o ditador da Líbia, coronel Muamar Kadafi, no poder desde 1 de setembro de 1969. A oposição fala em 50 mortes.

Hoje milhares de pessoas exigiram sua renúncia em Bengázi, a segunda maior cidade líbia. Kadafi participou ontem de uma carreata na capital. 

Um médico disse que só ontem houve pelo menos sete mortes em Bengázi. O jornal de um filho do ditador disse que o chefe de polícia de Al Beida foi demitido.

Protesto na Jordânia termina com dez feridos

Mais de 2 mil pessoas protestaram hoje contra a inflação, o desemprego e a repressão política na Jordânia.

Houve conflito com a polícia. Pelo menos dez pessoas saíram feridas.

Helicóptero atira em manifestantes no Bahrein.

O rei do Bahrein. Hamad al-Khalifah, convocou hoje um diálogo nacional, mas helicópteros atiraram contra manifestantes que tentavam reocupar a Rótula da Pérola. Pelo menos duas pessoas morreram e 66 saíram feridas, elevando para pelo menos dez o total de mortos em quatro dias de protestos

O funeral dos quatro mortos no ataque de ontem da polícia ao acampamento rebelde virou uma grande manifestação. Dezenas de milhares pediram a queda do regime.

Na oração da sexta-feira, o principal líder religioso xiita descreveu a ação do governo ontem como um massacre. Houve uma manifestação paralela de apoio à monarquia, que decretou estado de emergência e mandou o Exército ocupar a capital.

O país sedia a 5ª Frota e o comando militar dos EUA no Golfo Pérsico, a curta distância do Irã.

Egito festeja uma semana sem Mubarak

Centenas de milhares de egípcios festejaram hoje, na Praça da Libertação, no centro do Cairo, uma semana da queda do ditador Hosni Mubarak. O Dia da Vitória pressiona os militares que tomaram o poder a formar um governo tecnocrático para administrar a transição para a democracia.


Três ex-ministros de Mubarak foram presos, mas houve uma vigília em apoio ao ex-ditador num subúrbio de classe alta da capital.

Apesar das promessas de democracia, grupos de defesa dos direitos humanos denunciam sequestros e tortura.

Centenas de trabalhadores do Canal de Suez entraram em greve. Há paralisações nos setores têxtil, farmacêutico, químico, bancário e de transportes.

Vendas de carros na China sobem 16,2%

As vendas de carros cresceram 16,2% em janeiro na China, na comparação anual, chegando a 1,53 milhão. O país aumentou o depósito compulsório dos bancos para conter a inflação.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Explosão mata pelo menos 20 na Tanzânia

Uma explosão num depósito de munição matou hoje pelo menos 20 pessoas em Dar-es-Salam, a capital da Tanzânia, no Leste da África.

Egito veta passagem de navios do Irã por Suez

O Egito proibiu a passagem de navios de guerra do Irã pelo Canal de Suez, informou a TV Al Arabiya, mas a TV estatal iraniana reafirmou que os navios serão enviados, apesar das reclamações de Israel.

À noite, o governo militar egípcio confirmou ter recebido um pedido do Irã, mas disse que a decisão ainda não tinha sido tomada.

Judiciário acusa opositores de traição ao Irã

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça do Irã, aiatolá Sadegh Larijani, acusou hoje os líderes da oposição de traição.

Protesto na Líbia teria 20 mortes

Pelo menos 20 pessoas teriam sido mortas hoje na Líbia, num Dia da Ira contra o ditador Muamar Kadafi, no poder há 41 anos. Esse número de mortes, citado pela oposição, não foi confirmado por fontes independentes.

Depois que os protestos começaram, há três dias, em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, ontem à noite e hoje houve manifestações e conflitos com a polícia em Al Beida, onde teria ocorrido o pior confronto.

Na capital, houve mais uma manifestação de apoio ao coronel Kadafi.

Relatório previu distúrbios no Iêmen e no Bahrein

Um relatório secreto pedido por Obama em agosto identificou o Bahrein e o Iêmen como países onde poderia haver revoltas populares, revelou hoje o NY Times.

Espanha vende bônus com juros menores

A Espanha vendeu hoje bônus de sua dívida pública com prazos de 10 e 30 anos no valor de 3,46 bilhões de euros pagando juros de 5,2% ao ano nos papéis de 10 anos, menos do que num leilão anterior, realizado em 16 de dezembro.

Núcleo da inflação cresce nos EUA

inflação no varejo foi de 0,4% ao ano nos EUA em janeiro. O núcleo do índice, excluídos os preços de alimentos e energia, ficou em 0,2%, o maior avanço desde outubro de 2009.

Bahrein ataca manifestantes e mata cinco

Com granadas de efeito moral e gás lacrimogênio, milhares de policiais e soldados do Bahrein atacaram agora há pouco um acampamento de manifestantes na Rótula da Pérola. Pelo menos cinco pessoas morreram. Outras 300 saíram feridas.

Os manifestantes afirmaram que não esperavam a ação da polícia porque até agora os protestos haviam sido pacíficos.

Há dois dias, o sultão Hamad al-Khalifa pediu desculpas pelas duas mortes. Prometeu investigar os dois casos e pedir ao parlamento que faça as reformas necessárias para atender aos anseios da maioria xiita, que se sente discriminada por um regime dominado por sunitas.

A maioria xiita quer mais liberdades, mais empregos, inclusive públicos, e mais poderes para um parlamento eleito democraticamente.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

EUA podem crescer 3,9% em 2011

A economia dos Estados Unidos pode crescer 3,9% em 2011, afirmou agora há pouco o jornal The New York Times, citando com fonte a Reserva Federal (Fed), o banco central americano.

O Fed elevou sua previsão de expansão da economia dos EUA de 3% a 3,6% para 3,4% a 3,9%.

Berlusconi afirma não estar preocupado

Em uma entrevista em que listou os suposts avanços econômicos de seu governo, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou hoje não estar preocupado com o julgamento por prostituição de menores e abuso de poder.

Ontem, a Justiça aceitou uma denúncia da procuradoria de Milão. A juíza Cristina di Censo ordenou a abertura de um processo criminal contra Berlusconi. Ele será julgado por três juízas. A primeira audiência está marcada para 6 de abril de 2011.

Uma magistrada italiana comentou que é inédito que um primeiro-ministro seja processado por prostituição.

Berlusconi já enfrentou várias denúncias de corrupção e sonegação de impostos. Como sempre, nega tudo. Diz que nunca pagou por sexo. Desta vez, não vai escapar do banco dos réus.

Kim Jong Un é número dois na Coreia do Norte

O filho mais moço e sucessor indicado do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, teria sido promovido a número 2 do regime stalinista de Pionguiangue.

A Coreia do Norte festejou hoje o aniversário do ditador Kim Jong Il. Para celebrar a data, a televisão estatal apresentou um novo documentário sobre o nascimento do Querido Líder, que não se sabe se faz 69 ou 70 anos. 

Essa versão do nascimento numa região onde o país teria surgido seria fabricada. Na verdade, o Querido Líder teria nascido na União Soviética.

Pouco se sabia sobre os filhos de Kim Jong Il até Kim Jong Un ser preparado para a sucessão. Ele teria 27 ou 28 anos e foi educado na Suíça.

O segundo filho, Kim Jong Chol, de 29 anos, foi fotografo e filmado assistindo a um concerto de rock do guitarrista Eric Clapton em Cingapura.

Dez mil exigem queda do governo no Bahrein

Mais de 10 mil pessoas protestaram no enterro da segunda vítima dos protestos contra o governo, que entraram hoje no terceiro dia.

A maioria xiita pede a queda do primeiro-ministro, mais poderes para o parlamento, a libertação de todos os presos políticos e fim da discriminação aos xiitas. Os manifestantes apedrejaram a polícia.

Ontem, o rei Hamad al-Khalifah foi à televisão pedindo desculpas e prometendo investigar as mortes. Foi insuficiente para acalmar as massas deste pequeno reino do Golfo Pérsico, rico em petróleo, onde os Estados Unidos têm uma base militar.

Líbia tem segundo dia de protestos

Houve novos protestos e conflitos hoje em Bengazi, na Líbia, pedindo a queda do ditador Muamar Kadafi, no poder desde 1969.

Um vídeo colocado no YouTube mostrou a primeira manifestação contra Kadafi, realizada ontem, depois da prisão de um defensor dos direitos humanos. Pelo menos 40 pessoas saíram feridas. 

A União Europeia pede a Kadafi que autorize os protestos. Ele respondeu soltando cem presos de um grupo fundamentalista, na esperança de que isso esvazie o movimento oposicionista.

O governo organizou suas próprias manifestações em defesa da ditadura.

Kadafi liderou uma revolução anti-imperialista. durante a Guerra Fria e se tornou um arqui-inimigo do Ocidente. Impôs uma ditadura de partido único e está lá até hoje.

Em 14 de abril de 1986, depois de um atentado contra uma boate frequentada por soldados dos Estados Unidos na Alemanha, o então presidente americano Ronald Reagan ordenou um bombardeio aos palácio do dirigente líbio em Trípoli.

Com o declínio do nacionalismo pan-árabe e a ascensão do fundamentalismo islâmico, ele se reaproximou dos EUA e da Europa. Entregou dois agentes líbios para serem julgados pelo atentado contra o Jumbo da companhia aérea americana PanAm que matou 270 pessoas em 21 de dezembro de 1988, em Lockerbie, na Escócia.

Além do combate ao jihadismo, as potências ocidentais estavam de olho no petróleo da Líbia, um país rico, de apenas 6 milhões de habitantes. Mas a economia está estagnada, a corrupção é crônica e a juventude não tem esperança. Como Hosni Mubarak no Egito, Kadafi quer ser sucedido por um de seus filhos.

São os ingredientes que levaram às revoluções na Tunísia e no Egito. Na Líbia, assim como no Irã, a repressão deve ser violenta.

Ditadura do Irã convoca Dia do Ódio

O regime fundamentalista do Irã convocou um Dia do Ódio para a sexta-feira, em resposta às novas manifestações do Movimento Verde, que repudiou a reeleição fradulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

Depois dos deputados governistas, hoje o procurador-geral da república islâmica acusou os líderes da oposição de atos criminosos e ilegais por apoiarem manifestação contra o governo. Prometeu punição rigorosa. 

Houve novos choques entre oposicionistas e milicianos ligados ao regime no enterro de um dos mortos durante o protesto de segunda-feira.

Operários mantêm greve no Egito

Cerca de 24 mil trabalhadores da maior indústria têxtil do Egito mantêm a greve, apesar do apelo dos militares que tomaram o poder há cinco dias para que a vida volte ao normal.

Um líder religioso nomeado pelo então ditador Hosni Mubarak para comandar a principal mesquita do Cairo apoia a revolução e pede leis que proíbam tortura e prisões arbitrárias.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, elogiou o “alvorecer da democracia” no Egito.

Alguns objetos roubados do Museu do Egito são recuperados. O furto prejudica a posição do país em pedidos de repatriação do patrimônio histórico saqueado pelo colonialismo.

Inflação no atacado é maior em dois anos nos EUA

Em mais um sinal de recuperação da maior economia do mundo, o índice de preços no atacado subiu 0,8% em janeiro nos Estados Unidos, a maior taxa desde outubro de 2008, suscitando ao mesmo tempo o temor de volta da inflação.

A venda de casas novas avançou 15% nos EUA, mas a produção industrial caiu em janeiro.

Índia e Japão fazem acordo de livre comércio

Japão e a Índia fecharam um acordo de livre comércio que vai eliminar as tarifas de importações de 94% dos produtos negociados entre os dois países dentro de dez anos.


Como o comércio bilateral entre os dois países soma cerca de US$ 10 bilhões por ano, deve crescer muito. A Índia espera investimentos japoneses de mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos.


Diante da irresistível ascensão da China, a segunda e a terceira maiores economias da Ásia se aliam. É uma aliança estratégica a mais que se forma para contrabalançar o poderio chinês. Vai muito além do comércio.

Equador condena Chevron a pagar US$ 9,5 bi

A Justiça do Equador condenou ontem a empresa americana Chevron a pagar uma indenização de US$ 9,5 bilhões por danos ambientais causados na exploração de petróleo na região amazônica do país.


Se a Chevron não pedir desculpas dentro de duas semanas, a multa dobra. A empresa alega que a sentença é "ilegítima" porque não teria se baseado nas provas científicas coletadas durante a investigação.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cuba declara guerra digital a ciberdissidentes

Com a chegada de um cabo de fibra ótica da Venezuela que vai aumentar em 3 mil vezes a velocidade da Internet em Cuba, o regime comunista lançou uma guerra cibernética contra os blogueiros rebeldes para evitar uma onda de protestos como a que foi da Tunísia ao Egito e ao Irã.

Num vídeo colocado há pouco tempo na Internet, um agente secreto cubano adverte o Ministério do Interior de que os blogueiros representam uma ameaça maior à ditadura dos irmãos Castro do que a oposição tradicional.

"Eles não querem que as redes sociais se espalhem porque sabem do perigo para um governo totalitário que esconde a verdade do povo", declarou Claudia Cadelo, uma professora de francês de 27 anos. "As redes sociais se tornaram a nova arma da sociedade civil".

Depois de bloquear alguns sítios de Internet críticos, o governo cubano mudou de estratégia e lançou um contra-ataque com cerca mil blogueiros aliados.

O quartel-general desta guerra é a companhia telefônia estata Etecsa. Seu comandante é o jornalista Manuel Henríquez, criador do blog Mudanças em Cuba.

"É uma guerra antiga, esta é apenas sua última expressão", declarou Henríquez. "O que estes blogueiros querem é demonizar o país, criando uma imagem de uma repressão que não existe para justificar bloqueios".

A mais famosa ciberdissidente cubana, Yoani Sánchez, criadora do blog Geração Y, escreveu hoje no Twitter que "estas 140 linhas são o únido advogado de defesa de que dispomos neste momento".

Enquanto na Tunísia, onde começaram as revoluções no mundo árabe, 19% da população está no Facebook, em Cuba, 1,6 milhão de pessoas, cerca de 14,5% dos 11 milhões de habitantes, têm acesso à rede. Mas a imensa maioria usa computadores de escolas e órgãos públicos que não dão acesso a redes sociais como o Facebook e o Twitter.

Para Henríquez, os Estados Unidos estão querendo exportar o modelo de rebelião cibernética que derrubou os ditadores da Tunísia e do Egito, e no momento rearticula a oposição no Irã. Ele afirma que "não vai funcionar".

Já Claudia Cadelo acredita que é apenas uma questão de tempo: "A Internet vai chegar ao povo. Eles não vão conseguir evitar. Uma guerra contra a Internet é uma guerra perdida. O exército da Internet é muito maior".

Inflação de alimentos joga milhões na miséria

Cerca 44 milhões de pessoas caíram na miséria desde junho do ano passado por causa da inflação nos preços dos alimentos, alerta o Banco Mundial. Desde outubro de 2010, a alta foi de 15%.

O aumento da demanda dos países em desenvolvimento e o aquecimento global configuram uma mudança estrutural no mercado mundial de alimentos. A tendência é alta por longo tempo.

Vendas crescem pelo sétimo mês nos EUA

As vendas do varejo nos EUA subiram 0,3% em janeiro. Foi o sétimo mês consecutivo de alta.

Europa teve crescimento medíocre em 2010

O produto interno bruto da União Europeia cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2010 e o da Eurozona, 0,2%. 


A economia da Alemanha foi afetada pelo frio. Portugal e Grécia encolheram. 


No ano passado inteiro, a Eurozona avançou 1,7%, depois de cair 4,1% em 2009 por causa da recessão mundial.

Inflação na China é de 4,9% ao ano

inflação para o consumidor na China chegou a 4,9% ao ano em janeiro (2028), com alta de 10,3% nos preços dos alimentos e de 6,6% nos preços no atacado. 


A expectativa é de novo aumento nas taxas básicas de juros, que subiram três vezes desde outubro. 

Governistas pedem morte de ex-candidatos no Irã

Parlamentares governistas pediram pena de morte para o ex-primeiro-ministro  do Irã Mir Hussein Mussavi e o ex-presidente do Parlamento Mehdi Karroubi, acusados de organizar o protesto de ontem contra o regime fundamentalista iraniano, em que pelo menos duas pessoas foram mortas. 


O chefe de polícia admitiu na TV que houve uma morte. Com a censura, a oposição colocou na internet as imagens das manifestações de ontem, convocadas para festejar a vitória das revoluções no Egito e na Tunísia.

Junta promete dar poder a civis em agosto no Egito


O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que tomou o poder há quatro dias, com a renúncia do ditador Hosni Mubarak, nomeou hoje uma comissão para reformar a Constituição e prometeu entregar o poder aos civis em agosto.

Em caravana, motoqueiros prestaram homenagem aos mortos na revolução e os manifestantes liberam a praça da Libertação, no centro do Cairo. 

No balneário de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, os poucos turistas dizem que não há perigo.
 

Berlusconi será julgado por escândalo sexual

A juíza Cristina di Censo aceitou a denúncia contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi por prostituição de menores e abuso de poder. O processo começa em 6 de abril. Ele será julgado por três juízas.

O advogado de defesa questionou a credibilidade da juíza Di Censo. Berlusconi é acusado de pagar para manter relações sexuais com uma prostituta marroquina conhecida como Ruby e de ter pressionado a polícia para liberá-la depois que ela foi presa por roubo.

Berlusconi teria dito ao delegado que a menina seria parente do então ditador do Egito, Hosni Mubarak, e alegou que queria evitar uma crise internacional. É cafajeste e cara de pau.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Argélia promete suspender estado de emergência

Sob intensa pressão das ruas desde a queda de Zine Ben Ali na vizinha Tunísia, a ditadura militar da Argélia prometeu hoje suspender o estado de emergência.

A medida está em vigor há 19 anos para combater uma insurreição de fundamentalistas muçulmanos que venceriam eleições parlamentares anuladas pelo governo.

O ministro do Exterior argeliano, Murad Medelci, não quis marcar prazo, apesar das perguntas dos repórteres se seria em 15, 20 dias, um mês... Mas garantiu que o estado de emergência será suspenso "sem prejudicar o combate ao terrorismo.

Pelo menos 150 mil pessoas morreram na guerra do Estado argeliano contra os extremistas muçulmanos desde dezembro de 1991.

Manifestações atingem Bahrein e Iêmen

 Manifestantes contrários e partidários do presidente Ali Abdullah Saleh se enfrentaram hoje em Saná, a capital do Iêmen, no quarto dia seguido de protestos. A onda democrática se propaga.

Também houve protestos no Bahrein, um pequeno país-arquipélago no Golfo Pérsico.

Protesto contra governo do Irã tem uma morte

O Irã colocou os ex-candidatos a presidente Mir Hussein Mussavi e Mehdi Karroubi em prisão domiciliar para tentar impedir um protesto de massa nesta segunda-feira e usou gás lacrimongênio para reprimi-lo. Pelo menos uma pessoa foi morta.


Milhares de manifestantes desafiaram hoje a ditadura teocrática do Irã e enfrentaram a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária do Irã, em Teerã, Isfahã e outras cidades do país.

A oposição iraniana aproveitou a onda democrática que varreu os ditadores da Tunísia e do Egito, no Norte da África, e que já atinge países do Oriente Médio, como o Iêmen, a Jordânia e agora também o Bahrein.

Saldo comercial da China cai

O saldo comercial da China caiu para US$ 6,48 bilhões em janeiro, com forte aumento de 51% nas importações, enquanto as exportações subiram 37%.