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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Líder da oposição volta ao Bahrein

 O líder da oposição xiita no Bahrein, Hassan Muchaimá, voltou do exílio hoje para aumentar a pressão sobre o rei Hamad al-Khalifa para ceder parte de seus poderes e implantar no país uma monarquia constitucional.

Na Rótula da Pérola, os manifestantes mantêm a pressão sobre o governo e prometem só levantar acampamento quando o primeiro-ministro for demitido.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Oposição quer monarquia constitucional no Bahrein

O líder do principal partido da oposição xiita, xeque Ali Salman, exigiu hoje o estabelecimento de uma monarquia constitucional no reino do Bahrein, o menor de todos os países árabes, um pequeno arquipélago no Golfo Pérsico que é base da 5º Frota dos Estados Unidos.

Com 18 deputados, seu partido Wefak é o maior da oposição. Abandonou o parlamento depois da primeira das sete mortes nas manifestações de protesto da maioria xiita, que se considera discriminada pela família real sunita, especialmente na distribuição de empregos públicos num país rico em petróleo.

"Temos duas opções: um diálogo sério e um trabalho duro para fazer uma nova Constituição que leve à reconciliação nacional", declarou Salman. "A alternativa é o caos, o que ninguém quer para este país. Faremos tudo possível para que a primeira opção funcione".

Sua exigência básica é a criação de uma monarquia constitucional em que o rei ceda poderes ao parlamento: "A continuação do esquema anterior, em que a família Al-Khalifa controlava tudo é passado. A história mostra que levou aos atuais problemas".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bahrein ataca manifestantes e mata cinco

Com granadas de efeito moral e gás lacrimogênio, milhares de policiais e soldados do Bahrein atacaram agora há pouco um acampamento de manifestantes na Rótula da Pérola. Pelo menos cinco pessoas morreram. Outras 300 saíram feridas.

Os manifestantes afirmaram que não esperavam a ação da polícia porque até agora os protestos haviam sido pacíficos.

Há dois dias, o sultão Hamad al-Khalifa pediu desculpas pelas duas mortes. Prometeu investigar os dois casos e pedir ao parlamento que faça as reformas necessárias para atender aos anseios da maioria xiita, que se sente discriminada por um regime dominado por sunitas.

A maioria xiita quer mais liberdades, mais empregos, inclusive públicos, e mais poderes para um parlamento eleito democraticamente.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dez mil exigem queda do governo no Bahrein

Mais de 10 mil pessoas protestaram no enterro da segunda vítima dos protestos contra o governo, que entraram hoje no terceiro dia.

A maioria xiita pede a queda do primeiro-ministro, mais poderes para o parlamento, a libertação de todos os presos políticos e fim da discriminação aos xiitas. Os manifestantes apedrejaram a polícia.

Ontem, o rei Hamad al-Khalifah foi à televisão pedindo desculpas e prometendo investigar as mortes. Foi insuficiente para acalmar as massas deste pequeno reino do Golfo Pérsico, rico em petróleo, onde os Estados Unidos têm uma base militar.