terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cuba declara guerra digital a ciberdissidentes

Com a chegada de um cabo de fibra ótica da Venezuela que vai aumentar em 3 mil vezes a velocidade da Internet em Cuba, o regime comunista lançou uma guerra cibernética contra os blogueiros rebeldes para evitar uma onda de protestos como a que foi da Tunísia ao Egito e ao Irã.

Num vídeo colocado há pouco tempo na Internet, um agente secreto cubano adverte o Ministério do Interior de que os blogueiros representam uma ameaça maior à ditadura dos irmãos Castro do que a oposição tradicional.

"Eles não querem que as redes sociais se espalhem porque sabem do perigo para um governo totalitário que esconde a verdade do povo", declarou Claudia Cadelo, uma professora de francês de 27 anos. "As redes sociais se tornaram a nova arma da sociedade civil".

Depois de bloquear alguns sítios de Internet críticos, o governo cubano mudou de estratégia e lançou um contra-ataque com cerca mil blogueiros aliados.

O quartel-general desta guerra é a companhia telefônia estata Etecsa. Seu comandante é o jornalista Manuel Henríquez, criador do blog Mudanças em Cuba.

"É uma guerra antiga, esta é apenas sua última expressão", declarou Henríquez. "O que estes blogueiros querem é demonizar o país, criando uma imagem de uma repressão que não existe para justificar bloqueios".

A mais famosa ciberdissidente cubana, Yoani Sánchez, criadora do blog Geração Y, escreveu hoje no Twitter que "estas 140 linhas são o únido advogado de defesa de que dispomos neste momento".

Enquanto na Tunísia, onde começaram as revoluções no mundo árabe, 19% da população está no Facebook, em Cuba, 1,6 milhão de pessoas, cerca de 14,5% dos 11 milhões de habitantes, têm acesso à rede. Mas a imensa maioria usa computadores de escolas e órgãos públicos que não dão acesso a redes sociais como o Facebook e o Twitter.

Para Henríquez, os Estados Unidos estão querendo exportar o modelo de rebelião cibernética que derrubou os ditadores da Tunísia e do Egito, e no momento rearticula a oposição no Irã. Ele afirma que "não vai funcionar".

Já Claudia Cadelo acredita que é apenas uma questão de tempo: "A Internet vai chegar ao povo. Eles não vão conseguir evitar. Uma guerra contra a Internet é uma guerra perdida. O exército da Internet é muito maior".

Inflação de alimentos joga milhões na miséria

Cerca 44 milhões de pessoas caíram na miséria desde junho do ano passado por causa da inflação nos preços dos alimentos, alerta o Banco Mundial. Desde outubro de 2010, a alta foi de 15%.

O aumento da demanda dos países em desenvolvimento e o aquecimento global configuram uma mudança estrutural no mercado mundial de alimentos. A tendência é alta por longo tempo.

Vendas crescem pelo sétimo mês nos EUA

As vendas do varejo nos EUA subiram 0,3% em janeiro. Foi o sétimo mês consecutivo de alta.

Europa teve crescimento medíocre em 2010

O produto interno bruto da União Europeia cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2010 e o da Eurozona, 0,2%. 


A economia da Alemanha foi afetada pelo frio. Portugal e Grécia encolheram. 


No ano passado inteiro, a Eurozona avançou 1,7%, depois de cair 4,1% em 2009 por causa da recessão mundial.

Inflação na China é de 4,9% ao ano

A inflação para o consumidor na China chegou a 4,9% ao ano em janeiro (2028), com alta de 10,3% nos preços dos alimentos e de 6,6% nos preços no atacado. 


A expectativa é de novo aumento nas taxas básicas de juros, que subiram três vezes desde outubro. 

Governistas pedem morte de ex-candidatos no Irã

Parlamentares governistas pediram pena de morte para o ex-primeiro-ministro  do Irã Mir Hussein Mussavi e o ex-presidente do Parlamento Mehdi Karroubi, acusados de organizar o protesto de ontem contra o regime fundamentalista iraniano, em que pelo menos duas pessoas foram mortas. 


O chefe de polícia admitiu na TV que houve uma morte. Com a censura, a oposição colocou na internet as imagens das manifestações de ontem, convocadas para festejar a vitória das revoluções no Egito e na Tunísia.

Junta promete dar poder a civis em agosto no Egito


O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que tomou o poder há quatro dias, com a renúncia do ditador Hosni Mubarak, nomeou hoje uma comissão para reformar a Constituição e prometeu entregar o poder aos civis em agosto.

Em caravana, motoqueiros prestaram homenagem aos mortos na revolução e os manifestantes liberam a praça da Libertação, no centro do Cairo. 

No balneário de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, os poucos turistas dizem que não há perigo.
 

Berlusconi será julgado por escândalo sexual

A juíza Cristina di Censo aceitou a denúncia contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi por prostituição de menores e abuso de poder. O processo começa em 6 de abril. Ele será julgado por três juízas.

O advogado de defesa questionou a credibilidade da juíza Di Censo. Berlusconi é acusado de pagar para manter relações sexuais com uma prostituta marroquina conhecida como Ruby e de ter pressionado a polícia para liberá-la depois que ela foi presa por roubo.

Berlusconi teria dito ao delegado que a menina seria parente do então ditador do Egito, Hosni Mubarak, e alegou que queria evitar uma crise internacional. É cafajeste e cara de pau.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Argélia promete suspender estado de emergência

Sob intensa pressão das ruas desde a queda de Zine Ben Ali na vizinha Tunísia, a ditadura militar da Argélia prometeu hoje suspender o estado de emergência.

A medida está em vigor há 19 anos para combater uma insurreição de fundamentalistas muçulmanos que venceriam eleições parlamentares anuladas pelo governo.

O ministro do Exterior argeliano, Murad Medelci, não quis marcar prazo, apesar das perguntas dos repórteres se seria em 15, 20 dias, um mês... Mas garantiu que o estado de emergência será suspenso "sem prejudicar o combate ao terrorismo.

Pelo menos 150 mil pessoas morreram na guerra do Estado argeliano contra os extremistas muçulmanos desde dezembro de 1991.

Manifestações atingem Bahrein e Iêmen

 Manifestantes contrários e partidários do presidente Ali Abdullah Saleh se enfrentaram hoje em Saná, a capital do Iêmen, no quarto dia seguido de protestos. A onda democrática se propaga.

Também houve protestos no Bahrein, um pequeno país-arquipélago no Golfo Pérsico.

Protesto contra governo do Irã tem uma morte

O Irã colocou os ex-candidatos a presidente Mir Hussein Mussavi e Mehdi Karroubi em prisão domiciliar para tentar impedir um protesto de massa nesta segunda-feira e usou gás lacrimongênio para reprimi-lo. Pelo menos uma pessoa foi morta.


Milhares de manifestantes desafiaram hoje a ditadura teocrática do Irã e enfrentaram a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária do Irã, em Teerã, Isfahã e outras cidades do país.

A oposição iraniana aproveitou a onda democrática que varreu os ditadores da Tunísia e do Egito, no Norte da África, e que já atinge países do Oriente Médio, como o Iêmen, a Jordânia e agora também o Bahrein.

Saldo comercial da China cai

O saldo comercial da China caiu para US$ 6,48 bilhões em janeiro, com forte aumento de 51% nas importações, enquanto as exportações subiram 37%.

Exército do Egito promete referendo em dois meses

Depois de falar com os militares que tomaram o poder no Egito, Wael Ghonim, o diretor de marketing do Google que se tornou um dos líderes da revolução jovem, disse que eles prometeram apresentar um projeto de Constituição em 10 dias e submetê-lo a um referendo dentro de dois meses.

O Conselho Supremo das Forças Armadas deu um ultimato hoje para que os manifestantes deixem a praça e os grevistas voltem ao trabalho para normalizar a situação do país.

Na Praça da Libertação, policiais militares e soldados convenceram os manifestantes remanescentes dos protestos da semana passada. As lojas ao redor da praça foram reabertas.

Uma marcha tardia de policiais chegou até um canto da praça para aderir à revolução. Mas bancos e o setor de transportes estão em greve, enquanto a falta de estrangeiros paralisa o turismo.

A exemplo da Suíça, a Eurozona admite congelar os bens do clã Mubarak e outros membros do antigo regime

• Um dia depois que a Itália ameaçou acionar as Forças Armadas para conter a imigração de tunisianos, a primeira-ministra daAlemanha, Angela Merkel, declara que quem estiver insatisfeito no 

Obama propõe orçamento de US$ 3,7 trilhões

O presidente Barack Obama está propondo um orçamento de US$ 3,7 trilhões para o próximo ano fiscal nos Estados Unidos, que começa em outubro.

Neste ano, o déficit público federal dos EUA deve atingir o recorde de US$ 1,65 trilhão.

China confirma que ultrapassou Japão

Os números do crescimento de 2010 confirmam que a China superou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo, com produto interno bruto de US$ 5,9 trilhões, contra US$ 5,5 trilhões do Japão, que cresceu 3,9% no ano passado, apesar de registrar uma contração de 1,1% no último trimestre, na comparação com o ano passado.

Como a população chinesa é dez vezes maior, renda per capita japonesa, de US$ 40 mil, é quase nove vezes maior do que a chinesa, de US$ 4,5 mil.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cuba liberta dois presos contra sua vontade

O regime comunista de Cuba libertou ontem dois presos políticos que se recusavam a sair da cadeia enquanto seus companheiros continuarem presos.

Héctor Maseda Gutiérrez é marido de Laura Pollán, líder das Damas de Branco, que todos os domingos marcham pelas ruas de Havana depois da missa pedindo a libertação de maridos, filhos e irmãos presos.

Ángel Moyá Acosta também foi solto ontem. Sua mulher, Berta Soler, é outra líder das Damas de Branco.

Ambos fazem parte de um grupo de 52 dissidentes presos desde a chamada Primavera Negra de 2003 que o presidente Raúl Castro decidiu soltar em julho do ano passado, depois de negociar com a Igreja Católica com o apoio da Espanha.

Mulheres pedem saída de Berlusconi

Dezenas de milhares de mulheres protestaram hoje em mais de 230 cidade italianas e mais 28 no resto do mundo, de Paris a Tóquio, contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, denunciado criminalmente na semana passada por prostituição de menores e abuso de poder.

Os cartazes diziam "Basta!" e "A Itália não é um bordel".

Iemenitas marcham para pressionar governo

Centenas de pessoas marcharam hoje nas ruas de Saná para pedir a renúncia imediata do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos. Foi o segundo dia seguido de protestos.

Sob pressão popular desde a revolta que derrubou a ditadura de Zine Ben Ali na Tunísia, há um mês, Saleh anunciou que não será candidato à reeleição, em 2013, nem indicará o filho como sucessor. Mas a oposição exige que saída já.

Militares dissolvem parlamento do Egito

O Conselho Superior das Forças Armadas do Egito, que tomou o poder na sexta-feita, afastando o ditador Hosni Mubarak, dissolveu hoje o parlamento e suspendeu a vigência da Constituição, No mesmo comunicado, prometeu entregar o poder aos civis em seis meses ou até a realização de eleições legislativas e presidencial livres.

As massas que derrubaram o governo em 18 dias de protesto, numa rara vitória do poder popular no Egito, estão deixando a Praça da Libertação, no centro do Cairo, onde a situação ainda é tensa por receio de algum tipo de retaliação dos setores mais duros da ditadura militar.

É tão grande a presença do Exército na republica egípcia que os militares têm amplos interesses econômicos, e não só no setor de defesa. Esta oligarquia militar e empresarial tende a resistir, assim como o aparelho repressivo do Ministério do Interior.

Os jovens que ainda ocupam a praça exigem a revogação do estado de emergência em vigor há 30 anos como garantia de que não serão punidos por sua rebeldia.

Para o primeiro-ministro Ahmed Chafik, a prioridade agora é "restabelecer a segurança". É desse discurso que os jovens têm medo, especialmente vindo de um ex-comandante da Força Aérea.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Manifestantes enfrentam polícia na Argélia

A exemplo do Egito e da vizinha Tunísia, cerca de 3 mil pessoas protestaram hoje em Argel contra o regime político da Argélia, a inflação, a corrupção e o desemprego e entraram em conflito com uma tropa de choque de mais de 30 mil policiais. Pelo menos cem pessoas foram presas.

O presidente da Liga Argeliana pelos Direitos Humanos, Mustafá Boushashi, acusou a polícia de iniciar o confronto.

Ex-ministros são proibidos de deixar o Egito

Três ex-ministros do ditador deposto Hosni Mubarak foram proibidos de deixar o Egito, inclusive o da Informação, Anas el-Fiki.

Governo militar do Egito reafirma compromisso com paz

O regime militar do Egito, desde ontem sob controle direto do Conselho Supremo das Forças Armadas, pediu hoje à população apoio ao governo provisório e reafirmou o compromisso com o acordo de paz assinado com Israel em 1979.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu, comentando que o acordo é a base da estabilidade política do Oriente Médio.

ANP anuncia eleições palestinas até setembro

A Autoridade Nacional Palestina vai realizar eleições legislativas até setembro, revelou hoje Yasser Abed Raddo, conselheiro do presidente Mahmoud Abbas.

Não está claro se vai haver eleições na Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Mubarak foi presidente acidental

Mohamed Hosni Mubarak foi o comandante que reconstruiu a Força Aérea do Egito, destruída por israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Isso o levou à vice-presidência de Anuar Sadat, que rompeu com a União Soviética, se aproximou dos Estados Unidos e negociou a paz com Israel para receber de volta a Península do Sinai, tomada por Israel em 1967.

A paz com Israel lhe custou a vida. Em 6 de outubro de 1981, durante um desfile militar, Sadat foi metralhado por militantes do grupo Jihad Islâmica, uma dissidência da Irmandade Muçulmana.

Mubarak sobreviveu, virou presidente e restabeleceu o estado de emergência em vigor até hoje. Manteve o acordo de paz com Israel e se tornou o principal mediador árabe nas negociações entre israelenses e palestinos.

Os extremistas muçulmanos lançaram uma onda de ataques terroristas contra lugares turísticos para boicotar a economia do país. De 1992 a 1997, mais de 1,2 mil foram mortos pelas forças de segurança.

Em 2005, pela primeira vez, Mubarak que a oposição apresentasse candidatos à eleição presidencial. Ganhou com 87%, numa votação suspeita.

A fraude generalizada nas eleições parlamentares de 28 de novembro de 2010, que levou islamitas e liberais a abandonar o segundo turno, enterrou de vez a esperança de mudança com Mubarak no poder.

Mercado reage positivamente

A maioria das bolsas da Ásia fechou em queda hoje, antes da renúncia do ditador do Egito, Hosni Mubarak. Mas as bolsas da Europa e dos Estados Unidos se beneficiaram com a notícia, que retira um fator de instabilidade no Oriente Médio.

O preço do barril de petróleo caiu cerca de um dólar e meio na Bolsa Mercantil de Nova York, um pouco acima dos US$ 85.

Merkel pede respeito a paz e segurança de Israel

Ao oferecer o apoio da Alemanha à transição do Egito para a democracia, a primeira-ministra Angela Merkel pediu respeito aos acordos de paz do Oriente Médio e à segurança de Israel.

Poder real vira poder popular no Egito

Foram os jovens da era da informação que conspiraram silenciosamente via Internet contra um ditador que se aferrava ao poder há 30 e queria fazer do filho o sucessor.

Dia após dia, desde 25 de janeiro de 2011, eles se reuniram numa praça chamada Libertação.

No primeiro dia, eram apenas 20 mil. O governo reagiu com jatos d'água, gás lacrimogênio e mais de 500 prisões. Quando bloqueou a Internet, os manifestantes tocaram fogo na sede do Partido Nacional Democrático (PND).

Mubarak nomeou um vice-presidente. O Egito não tinha vice desde que ele tinha passado de vice a presidente depois do assassinato de Anuar Sadat, em 1981. Mas escolheu Omar Suleiman, um general reformado, ex-chefe do serviço secreto, uma figura política odiada no país.

No fim de janeiro, já havia cem mortos. Em 1º de fevereiro, um milhão saíram à rua. Mubarak prometeu na televisão estatal que não seria candidato à reeleição, em setembro. Era tarde.

O dia seguinte foi o mais violento. A tropa de choque do governo invadiu a praça com cavalos e camelos. Mas a multidão ficou firme. Mubarak tinha perdido as rédeas do poder.

Sua queda é um alerta para todos os ditadores: seus inimigos conspiram, no Facebook e no Twitter, pela vitória da liberdade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Obama promete apoio total à transição no Egito

Em discurso na Casa Branca hoje à tarde, o presidente Barack Obama prometeu apoio total à transição no Egito.

Obama saudou o "momento histórico", dizendo que "o povo do Egito falou, suas vozes foram ouvidas e o Egito nunca mais será o mesmo". Ele comparou a renúncia de Mubarak à queda do muro de Berlim.

EUA tiveram déficit de meio trilhão de dólares

Os EUA tiveram um déficit comercial de US$ 498 bilhões em 2010, sendo US$ 273 bilhões só com a China.

O aumento de 32,8% no déficit foi o maior em dez anos.

Nokia anuncia parceria com a Microsoft

A Nokia fez um acordo com a Microsoft. 


As duas empresas, líderes nos seus setores, perderam espaço com a ascensão da Apple e novidades tecnológicas como os telefones inteligentes e os leitores eletrônicos.

Álcool mata mais do que aids e violência

O consumo de bebidas com álcool mata 2,5 milhões por ano, mais do que a aids, a tuberculose e a violência, adverte a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mubarak finalmente renuncia à presidência do Egito

No 18º dia de revolta popular, depois de mais de 300 mortes, o ditador Hosni Mubarak decidiu renunciar e transferir a administração do Egito ao Conselho Supremo das Forças Armadas, informou agora há pouco o vice-presidente Omar Suleiman.

Mubarak caiu, anunciou o vice-presidente Omar Suleiman, com poucas palavras, na TV estatal. O agora ex-ditador e a família teriam deixado o Cairo, informou a agência de notícias France Presse, citando fontes próximas ao governo. Ele teria ido para sua casa em Charm al-Cheikh. Constitucionalmente, ele deve ser substituído pelo presidente do parlamento.

Antes, no Comunicado nº 2, o Conselho Supremo das Forças Armadas prometeu:
• suspender o estado de emergência assim que a situação do país voltar ao normal;
• promover reformas constitucionais e legais, e submeter as reformas a um referendo;
• realizar eleições livres e justas;
• transferir o poder pacificamente para o presidente eleito; e
• não perseguir os manifestantes.

 Como os mlitares fizeram promessas à nação que indicaram que Mubarak renunciaria ontem e o ditador não citou o Exército no seu pronunciamento, isso foi visto como uma divisão interna no regime.

Diante da resistência do ditador, as Forças Armadas decidiram assumir diretamente o poder, afastando também o vice-presidente Omar Suleiman.

O ministro da Defesa, marechal Mohamed Hussein Tantawi, presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas é o novo líder do país. Ex-chefe de segurança da família Mubarak, ele virou ministro por sua lealdade ao presidente e não é considerado um pensador estratégico.

Só hoje os militares se pronunciaram endossaram o discurso de ontem, depois de afastarem Mubarak definitivamente.

Centenas de milhares de manifestantes festejaram na Praça da Libertação, onde o Exército tinha reforçado sua presença.

Hoje, além da praça e do Parlamento, os manifestantes cercaram o palácio presidencial. Alguns chegaram a romper a barreira de arame farpado, mas recuaram para não criar atrito com os soldados do Exército.

Os soldados cercam a TV estatal.

Também houve protestos em Ismaília e Alexandria. Em Porto Said, um prédio público foi incendiado. Pelo menos mais quatro pessoas foram mortas, elevando para mais de 350 o total de mortos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Embaixador declara que ditador perdeu poder

Em entrevista à televisão americana CNN, o embaixador do Egito nos Estados Unidos, Sameh Shoukry, afirmou agora há pouco que o ditador Hosni Mubarak transfereu todos os poderes para o vice-presidente Omar Suleiman, menos os que exigem a assinatura de um presidente eleito.

Mubarak mantém as prerrogativas de emendar a Constituição, dissolver o Parlamento e demitir ministros.

Pela leitura dos EUA, enquanto for oficialmente presidente, Mubarak pode voltar ao poder. Em nota, o presidente Barack Obama afirmou que o povo egípcio esperava muito mais.

O anúncio da transferência de poderes não definidos deixou uma impressão de que há um perigoso vácuo de poder no Egito. Quem manda: o vice-presidente, o Conselho Supremo das Forças Armadas, que se declarou em reunião de caráter permanente, o comandante do Exército?...

Mubarak transfere parte dos poderes e não sai

Em pronunciamento agora há pouco na televisão, o ditador do Egito, Hosni Mubarak, anunciou uma transferência parcial de seus poderes para o vice-presidente Omar Suleiman e reafirmou a intenção de só deixar o poder no fim de seu mandato, em setembro.

Pouco depois, Suleiman pediu à população que deixe as ruas e volte ao trabalho, revoltando ainda mais os manifestantes. O ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel 2005, advertiu que "o Egito está prestes a explodir".

"Estou me dirigindo à juventude na Praça da Libertação e no resto do Egito", começou o ditador. "Tenho orgulho de vocês, a nova geração de egípcios que está construindo o futuro."

Sem pedir desculpas, Mubarak afirmou que "o sangue dos mártires não foi em vão". No primeiro sinal evidente de que não iria renunciar, prometeu punir os responsáveis pela violência que matou pelo menos 349 pessoas desde 25 de janeiro de 2011.

Com o clássico discurso dos ditadores, Mubarak disse que "suas demandas são legítimas. Qualquer sistema político pode cometer erros", desculpou-se.

"Não tenho vergonha de escutar a juventude, mas não vou aceitar um ditado do exterior", numa alfinetada no aliado americano, que está ajudando a puxar o tapete do faraó.

Ao reafirmar sua intenção de não ser candidato à reeleição na eleição presidencial de setembro, o presidente insistiu que vai permanecer no cargo até lá. Era o que faltava.

Na Praça da Libertação, a multidão enfurecida mostrava o sapato para Mubarak, que tentava inutilmente fazer uma ponte com a massa: "Vou manter esta promessa até que juntos levemos o Egito para um lugar seguro, fazendo as reformas necessárias para isso".

Um dos argumentos do regime para minar o movimento pela democracia é o risco de desestabilização do país.

"Já criei um cronograma para a transferência pacífica do poder", acrescentou, como se estivesse no controle da situação. "Espero o apoio de todos os interessados numa mudança real. Começamos agora o processo de transição".

Para isso, foram criadas três comissões, o que o vice-presidente Suleiman tinha anunciado dois dias antes, uma para examinar propostas de reforma constitucional e outra para acompanhar a implementação das reformas aprovadas.

"Recebi ontem uma lista de prioridades para as reformas constitucionais. Estou pedindo a mudança de cinco artigos da Constituição e a anulação de um sexto para facilitar uma eleição presidencial livre e transparente", disse o ditador egípcio, alegando que não pode suspender o estado de emergência em vigor há 30 anos "enquanto a estabilidade não for reconquistada".

Apesar de encurralado por 17 dias de manifestações de massa nas ruas, Mubarak e seu regime não dão sinal de ceder. São vagos. A transferência de poderes não definidos do presidente para o vice deixa a impressão de que há um vácuo de poder.

"A prioridade agora é recuperar a confiança dos egípcios e a economia. Não há retorno aos velhos tempos", prometeu o ditador, sem que o povo na praça acreditasse.

Em mais um apelo emocional, Mubarak lembrou: "Já fui jovem. Era jovem quando entrei para as Forças Armadas. Passei a minha vida defendendo o Egito. Não vou aceitar pressões estrangeiras. A maioria dos egípcios save quem é Hosni Mubarak".

O ditador usou a frase do diretor de marketing do Google para o Egito e Oriente Médio, Wael Ghonim: "É preciso colocar o Egito acima de nós".

Neste momento de suposto desprendimento e generosidade, ainda que a frase se pareça com o lema nazista, Mubarak anunciou a transferência de poderes para o vice-presidente.

A seguir, retomou o discurso nacionalista: "Não tomo instruções dos outros. O Egito tem 7 mil anos. (...) O Egito vai prevalecer, e eu não vou deixá-lo até morrer em seu solo".

Ex-porta-voz do WikiLeaks ataca Assange

Um ex-porta-voz da organização não governamental que está revelando segredos da diplomacia dos Estados Unidos lançou hoje o livro Inside WikiLeaks (Dentro do WikiLeaks) e critica Julian Assange, acusando-o de não consultar ninguém antes de divulgar documentos e de desrespeitar decisões coletivas. Ele está preparando o lançamento de um sítio rival, OpenLeaks.

Menino-bomba mata 31 no Paquistão

Um atentado terrorista suicida cometido por um garoto de 10 a 12 anos contra um centro de recrutamento do Exército do Paquistão na cidade de Mardã, no Noroeste do país, matou pelo menos 31 e deixa outras 40 pessoas feridas.

A BBC noticiou que correspondentes estrangeiros receberam informações de que extremistas muçulmanos da Milícia dos Talebã estão treinando meninos de 10 a 12 anos para se suicidarem em atentados terroristas.

O menino entrou no quartel durante o treinamento da manhã. De uniforme escolar, não parecia uma ameaça

Em mensagem à agência de notícias France Presse, os talebã assumiram a autoria do atentado, dizendo que foi uma retaliação contra as operações militares do Exército do Paquistão e os bombardeios de aviões não tripulados dos Estados Unidos na região.

O primeiro-ministro paquistanês, Yussuf Raza Gilani, declarou que ataques covardes não vão abalar o moral das forças de segurança nem a decisão de erradicar o terrorismo.

Mubarak pode renunciar hoje à noite

O ditador Hosni Mubarak deve fazer novo pronunciamento à nação, anunciando sua renúncia ou uma grande transferência de poderes para o vice-presidente Omar Suleiman, e o Exército deve tomar o poder no Egito.

Em entrevista à BBC, o primeiro-ministro Ahmed Shafik antecipou que Mubarak deve transferir poderes para o vice-presidente, sem esclarecer se o ditador vai renunciar formalmente. O novo secretário-geral do Partido Nacional Democrático, o liberal Hossan Badrawi, disse que ele deve sair, mas o ministro da Informação, que está com a cabeça a prêmio por causa do noticiário da TV estatal, nega.

O diretor da Agência Central da Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, Leon Panetta, disse em audiência no Congresso que Mubarak deve renunciar hoje à noite.

No Comunicado nº 1, o Conselho Supremo das Forças Armadas declarou que está examinando a situação com o objetivo de tomar as medidas necessárias para proteger o povo e atender a todas as suas demandas, o que inclui a queda de Mubarak e a dissolução do parlamento. Para o NY Times, é sinal de que os militares preparam-se para tomar o poder.

Para amanhã, está convocada uma grande manifestação que inclui o cerco à TV estatal e aos ministérios. A  onda de greves se alastrou hoje, com a adesão dos médicos. Os manifestantes também mantêm o cerco ao parlamento. Um grupo de advogados marchou até a Praça da Libertação para aderir ao movimento.

Ahmed Zewail, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1999, pede a renúncia de Mubarak e dez grupos de oposição formam um novo partido, a Frente Egípcia por Estabilidade e Mudança.

O atual regime militar domina o país desde a queda da monarquia, em 1952.

• A China apoia o regime militar do Egito e está censurando o noticiário sobre a revolta.

Era da Informação leva a difusão do poder

Além do declínio relativo dos Estados Unidos e da Europa, e da ascensão da China e de outros países emergentes, a revolução nas comunicações está difundido o poder no mundo, argumenta o professor Joseph Nye jr., da Universidade de Harvard, ex-secretário da Defesa adjunto para política de defesa e criador do conceito de poder suave, o poder da comunicação e da persuasão.

Com o Twitter, o Facebook e a TV Al Jazira, os jovens ligados estão promovendo uma revolução democrática e liberal no mundo árabe, que tinha fica para trás nas revoluções democráticas que varreram a América Latina e a Europa Oriental nos anos 80 e de parte de África nos anos 90.

Em artigo publicado no jornal Korea Herald, o professor Nye fala da força real do poder virtual.

Oposição do Egito apresenta exigências

A comissão de notáveis formada por empresários, embaixadores e intelectuais para negociar com o governo do Egito e cinco movimentos jovens que iniciaram as manifestações de massa no país em 25 de janeiro fizeram uma lista de exigências de cumprimento imediato, revelou ontem o jornal egípcio Al-Ahram.

Esses grupos de oposição gostariam que o governo oferecesse um pacote amplo com medidas como: a dissolução do parlamento, uma reforma constitucional para viabilizar eleições democráticas, a redução permanente dos poderes do presidente e a delegação dos poderes de Mubarak, que prometeu sair em setembro, para o vice-presidente Omar Suleiman.

Para apressar o diálogo e a transição para a democracia, o comitê de negociações propôs uma série de medidas que "poderia ser aplicadas numa tarde", como comentou um de seus membros:

1. O fim imediato do estado de emergência em vigor desde 1981.

2. A libertação imediata de todos os prisioneiros políticos e presos de consciência.

3. A prisão imediata e o julgamento de altos funcionários do partido e do governo, policiais e agentes envolvidos nos ataques criminosos contra os manifestantes.

4. Parar imediatamente com todas as formas de intimidação aos manifestantes por agentes públicos e pelos meios de comunicação do governo.

5. Demitir o ministro da Informação, Anas el-Fiki, e colocar a TV estatal sob controle de um conselho independente.

A comissão de notáveis reúne 30 egípcios sem filiação partidária, entre eles Nabil al-Araby, ex-juiz do Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas e membro do conselho do Instituto de Pesquisas sobre a Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI); Kamal Abul Magd, ex-presidente do Conselho de Direitos Humanos do Egito; o professor de direito Yehia al-Gamal; o ex-embaixador nos EUA Nabil Fahmy, atual diretor da Faculdade de Administração Pública da Universidade Americana do Cairo; Naguib Sawiris, um grande empresário da minoria cristã copta do dono de duas TVs por assinatura; e Ibrahim el-Moalem, um dos barões da imprensa egípcia.

Cinco grupos de jovens autorizaram a comissão a negociar em nome dos manifestantes: o Movimento 6 de Abril, a Campanha em Apoio a Baradei e à Democracia, a Campanha Batenso na Porta, a Juventude da Irmandade Muçulmana e o Movimento do Partido Frente Democrática.

Em nome do movimento, Gamal e Sawiris estiveram negociando com o vice-presidente Omar Suleiman.

Greves aperto cerco sobre regime militar do Egito

Cerca de 6 mil trabalhadores de cinco empresas do Canal de Suez pararam de trabalhar na terça-feira à noite. Mais de 2 mil operários da indústria têxtil também pararam. São sinais de adesão dos sindicatos ao movimento pela democracia.

Esses dois setores são, ao lado do turismo, que está paralisado pela crise política, os mais importantes da economia egípcia.

O trânsito no Canal de Suez não foi afetado, mas aumenta a pressão sobre o regime militar do Egito.

Conflitos matam mais quatro no Egito

Pelo menos quatro pessoas morreram quando a polícia atirou contra cerca de 3 mil manifestantes que exigiam a queda do presidente Hosni Mubarak na cidade de Kharga, na província do Vale Novo, que fica a 500 quilômetros ao sul do Cairo, no Oeste do Egito.

Em Porto Said, na orla do Mar Mediterrâno, uma multidão tocou fogo na sede do governo provincial.

No Cairo, além de manter a ocupação da Praça da Libertação, os manifestantes marcharam até o parlamento pelo segundo dia seguido para exigir a dissolução da Assembleia Nacional e o julgamento político do ditador.

O movimento pela democracia tenta manter o foco em questões para manter a mobilização pelo tempo que for necessário, enquanto o regime militar manobra claramente para esvaziar as manifestações e reduzir as concessões ao mínimo.

Chorando, em vídeo publicado na Internet, o ator e cantor popular Tamer Hosny pediu desculpas por ter pedido para o povo abandonar a praça e por não ter participado das manifestações desde o primeiro dia, 25 de janeiro. Ele disse que tinha sido convencido pelo governo de que assim salvaria vidas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Camboja acusa Tailândia de iniciar guerra

Em telefonema ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, o primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, acusou ontem a Tailândia de iniciar uma guerra na região de fronteira próxima ao templo de Preah Vihear e pediu a ajuda do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Pelo menos oito cambojanos e três tailandeses morreram em três dias de combate.

A região é objeto de uma disputa histórica entre os dois países do Sudeste Asiático. Em 1962, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, deu ganho de causa ao Camboja, que ficou com o território.

Em Bangkok, a capital da Tailândia, os camisas amarelas da Aliança Popular pela Democracia acusaram o governo de atirar na oposição e de propor negociações com quem acusa de invadir o território tailandês.

Em Phnon Penh, a capital do Camboja, o primeiro-ministro Hun Sen apelou para a ONU, pedindo a interposição de uma força de paz na região do conflito. Mas a Tailândia, que é mais forte, rejeita a interferência internacional e pretende resolver o problema em negociações bilaterais.

Atentados matam 10 em Kirkuk

Uma onda de atentados atingiu hoje a cidade de Kirkuk, na região curda do Norte do Iraque, matando pelo menos dez pessoas e ferindo outras 75.

O alvo, aparentemente, foi uma milícia curda. Há dois dias, o grupo Ansar al-Islã, aliado da rede terrorista Al Caeda, acusou a milícia de prender uma mulher árabe.

A região foi infiltrada por árabes sunitas durante a ditadura de Saddam Hussein e agora é palco de conflitos étnicos entre curdos e árabes.

Aliados dos EUA pedem menos pressão sobre Egito

Os Estados Unidos estão sob pressão de Israel, da Arábia Saudita, da Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos para pegar leve com o Egito a fim de evitar a desestabilização do regime militar, revela hoje o jornal NY Times.

Em telefonema ao vice-presidente Omar Suleiman, o vice-presidente americano Joe Biden pediu ontem o fim do estado de emergência; o fim das prisões arbitrárias de ativistas e jornalistas; um convite à oposição para formar um grupo de trabalho para preparar em conjunto com o governo um cronograma de transição; e ampla liberdade de expressão e de associação para fins pacíficos.

No 16º dia seguido de protestos para exigir a renúncia do presidente Hosni Mubarak, os manifestantes decidiram focar os protestos para não desmobilizar o movimento pela democracia. Pelo segundo dia seguido, foram até o parlamento exigir sua dissolução.

Na Praça da Libertação, a atração do dia na praça foi o popstar Tamer Hosny, que chegou a fazer um apelo contra as manifestações a pedido do governo. Ele chorou e pediu desculpas por não ter aderido ao movimento pela democracia no primeiro momento.

Também houve protestos em Alexandria.

Alguns sindicatos estão aderindo ao movimento e fazendo greves que podem atingir o Canal de Suez. Um manifestante foi morto em choque com a polícia a 500 km ao sul do Cairo.

• Um enviado especial da Rússia se encontrou com o presidente Mubarak e declarou apoio às aspirações do povo egípcio.

Exportações alemãs cresceram 18,5% em 2010

As exportações da Alemanha cresceram 18,5% em 2010, dando ao país um saldo comercial de 154,3 bilhões de euros, revelou hoje o escritório oficial de estatísticas do país.

Coreia do Norte abandona diálogo com Sul

As conversas entre os militares das duas Coreias terminaram sem acordo hoje, o que complica a retomada das negociações para desarmar o programa nuclear norte-coreano.

A Coreia do Sul acusa a do Norte de “se retirar abruptamente da sala”.

Berlusconi é denunciado por prostituir menor

A procuradoria de Milão denunciou o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, por manter relações sexuais com menores e abuso de poder - e julgamento já, sem esperar que ele deixe a chefia do governo.

Além de pagar para que a jovem Ruby, uma prostituta marroquina que na época tinha 17 anos, participasse de suas festinhas de embalo, o primeiro-ministro teria pressionado a polícia a libertá-la depois de um furto.

Berlusconi acusou os procuradores de “subversão”.

A imprensa italiana também divulgou hoje uma série de mensagens de telefone celular de uma modelo que teve um caso com Ronaldinho Gaúcho e frequentava as farras de Berlusconi. Ela chegou a ameaçar o primeiro-ministro de acabar com sua carreira política se o jogador fosse vendido para o Brasil.

Assange insiste na ilegalidade do processo

A defesa do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, no processo sobre o pedido de extradição feito pela Suécia ao Reino Unido insistiu ontem que o pedido deve ser rejeitado.


O advogado Geoffrey Robertson alegou que não há necessidade de extradição. Seu cliente estaria sujeito a um julgamento injusto, já que os processos sobre crimes sexuais são submetidos a sigilo na Suécia para proteger as vítimas. 


Robertson argumentou ainda os delitos que ele cometeu não são crimes no Reino Unido e que ele poderia ser interrogado por videolink.


Assange é acusado de abuso sexual por duas mulheres, com quem teria mantido relações sexuais sem camisinha e usado a força para submetê-las. 


Várias celebridades se mobilizaram para a defesa do criador do sítio de Internet usado para divulgar mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado dos EUA.


A próxima audiência será na sexta-feira.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

EUA querem fim do estado de exceção no Egito

Em conversa com o vice-presidente Omar Suleiman, que coordena o diálogo com a oposição do Egito, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu o fim imediato do estado de emergência em vigor desde o assassinato do presidente Anuar Sadat, em 1981.

As exigências dos EUA, que dão US$ 1,5 bilhão por ano de ajuda ao Egito, são:

• o fim do estado de emergência;

• a ampliação do diálogo nacional;

• o fim das prisões, abusos e espancamento de ativistas e jornalistas cometidos pela polícia política do Ministério do Interior;

• um convite do governo à oposição para formação de um grupo de trabalho conjunto para elaborar um cronograma de transição para a democracia;

• ampla liberdade de expressão e de associação para fins pacíficos.

Oposição do Irã pede licença para apoiar egípcios

A oposição do Irã pediu autorização oficial para realizar uma manifestação de apoio às revoluções na Tunísia e no Egito.

O regime fundamentalista iraniano compara a revolta árabe a uma revolução islâmica como a que derrubou o Xá em 1979, mas a oposição a identifica com seu próprio movimento de protesto contra a reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho de 2009.

Egito faz maior manifestação contra Mubarak

Cerca de 250 mil egípcios pediram hoje a saída do presidente Hosni Mubarak na Praça da Libertação, no centro do Cairo, no 15º dia de protestos contra o regime militar que governa o Egito há 49 anos.

Mubarak criou uma comissão especial para reformar a Constituição do Egito e outra para conduzir a transição para a democracia, vista com suspeita pelos manifestantes, que exigem sua renúncia imediata.

O vice-presidente Omar Suleiman afirmou que o governo tem um cronograma para a transferência de poder e negou que vá haver retaliações aos manifestantes que tomaram a praça central do Cairo. Mas os manifestantes rejeitam as promessas como insuficientes.

Desde cedo, a praça estava cheia e foi chegando mais gente. Meninas no ombro dos pais gritavam: "Gamal Mubarak, diga a seu pai que o Egito o odeia". O ditador foi chamado de "lacaio dos EUA", enquanto outro cartaz pedia aos bancos suíços que devolvam o dinheiro roubado do povo egípcio.

Em Alexandria, a segunda maior cidade do país, Mubarak apareceu pintado com o bigodinho do ditador alemão Adolf Hitler.

No Cairo, a estrela foi o diretor de marketing do Google, Wael Ghonim. Um dos organizadores do movimento na Internet, ele foi preso e passou 12 dias vendado. Saiu da prisão ontem e deu uma emocionante entrevista à televisão para dizer que não é um traidor e acredita estar tomando a atitude correta para o futuro do Egito.

Ghonim disse que o movimento é liberal e que "a Irmandade Muçulmana não tem nada a ver com isso". Ao pedir desculpas aos pais pelas mortes de pelo menos 297 pessoas, deixando claro que a culpa é do regime e não dos manifestantes, o executivo de marketing se emocionou, chorou e abandonou a entrevista.

Sua mensagem e talvez acima de tudo sua sinceridade tocaram o povo egípcio, que respondeu enchendo a praça no momento em que o governo trabalha ativamente para esvaziar o movimento e retomar a iniciativa política perdida.

França deve crescer 0,8% no primeiro trimestre

Pela primeira estimativa do Banco da França, a França deve crescer 0,8% no primeiro trimestre do ano, a maior taxa desde que o país saiu da recessão, em 2009. 


O governo francês espera que os números finais sobre o ano passado indiquem um crescimento de 1,5%. Para 2011, a expectativa é de expansão de 2%.

Coreias reiniciam diálogo militar

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul retomaram o diálogo militar de alto nível, dois meses depois que os dois países estiveram à beira de uma guerra porque o Norte bombardeou uma ilha disputada com o Sul, matando quatro sul-coreanos.


Uma nova reunião foi marcada para continuar as conversações.

Piratas da Somália tomam petroleiro italiano

Um grupo de piratas sequestrou um petroleiro italiano que está sendo levado para a Somália.

Rebelde checheno reivindica ataque a aeroporto

O líder rebelde checheno Doku Umarov reivindicou a autoria do atentado que matou 36 pessoas no mês passado no principal aeroporto de Moscou e da Rússia.

Em vídeo colocado no sítio de Internet dos rebeldes muçulmanos do Norte do Cáucaso, Umarov afirma ter ordenado pessoalmente o ataque. Uma foto do homem-bomba foi apresentada como prova de sua responsabilidade.

Umarov também assumiu a autoria dos ataques que mataram 40 pessoas no metrô de Moscou em 29 de março de 2010.

Procuradoria quer processar Berlusconi já

A procuradoria de Milão quer processar o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, imediatamente pelo escândalo envolvendo sexo com uma menor de idade.

Berlusconi é acusado de promover orgias de teria participada uma prostituta marroquinha conhecida como Ruby quando ainda tinha 17 anos.

Sudão do Sul nasce em cinco meses

O presidente do Sudão, Omar Bachir, reconheceu ontem que a divisão do maior país da África foi aprovada num referendo realizado no mês passado. Um novo país, o Sudão do Sul, deve nascer em 9 de julho.

Pela contagem da comissão eleitoral do Sul, 98,83% dos eleitores votaram pela independência.

China aumenta juros para conter inflação

O Banco Popular da China, banco central do país, aumentou hoje suas taxas básicas de juros. A taxa para empréstimos subiu de 5,81% para 6,06%.


Em dezembro, a inflação anual estava em 4,6%, uma queda em relação aos 5,1% ao de novembro, mas ainda acima da meta inflacionária chinesa, de 3% ao ano.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tailândia e Camboja trocam tiros na fronteira

Os exércitos da Tailândia e do Camboja trocaram tiros nos últimos quatro dias, num conflito sobre a fronteira que matou pelo menos cinco pessoas, dois tailandeses, sendo um soldado, e três cambojanos, dois deles militares.

Mais fraco, o Camboja apelou às Nações Unidas para que envie uma força de paz, mas a Tailândia insiste que o problema deve ser resolvido numa negociação bilateral.

A Tailândia e o Camboja disputam a região onde fica o tempo histórico de Preah Vihear, cedida pelo governo tailandês ao país vizinho em 1962.

Argeliano se ateia fogo em protesto contra governo

Durante um protesto diante do Ministério do Trabalho contra o desemprego, a inflação e a miséria, um homem tentou atear fogo a suas próprias roupas, numa tentativa de suicídio como a que deflagrou a Revolução de Jasmim na vizinha Tunísia.

O Comitê de Defesa dos Direitos dos Desempregados exigia um emprego para cada argeliano e seguro-desemprego de meio salário mínimo para quem procura emprego e não encontra.

Pelas estatísticas oficiais, a taxa de desemprego na Argélia é de 10%, mas entre os jovens chega a 60%. Como o país é rico em petróleo e gás, os analistas acreditam que o presidente Abdelaziz Bouteflika tenha condições de enfrentar a onda de protestos que varre o mundo árabe.

Na semana passada, Bouteflika, no poder há 12 anos, prometeu reformas democráticas e estímulos à geração de empregos.

O jovem que tentou se matar foi identificado como Boutouiha Said. Ele disse que tem uma filha e não consegue viver com o salário de cerca de R$ 116 mensais. Foi salvo por um jornalista que impediu a autoimolação.

Haitianos exigem na rua saída de Préval

Centenas de pessoas saíram às ruas de Porto Príncipe hoje para protestar contra a prorrogação por três meses do mandato do presidente René Préval, que terminava nesta segunda-feira. A polícia deu tiros de advertência e usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar a manifestação.

Como o segundo turno da eleição presidencial foi adiado por causa de uma fraude para favorecer o candidato governista, não havia presidente eleito para suceder Préval.

Seu governo foi marcado pelo violento terremoto que matou pelo menos 200 mil pessoas em 12 de janeiro de 2010, por denúncias de fraude eleitoral e de corrupção generalizada.

Um ano depois da tragédia, o palácio presidencial e o país continuam em ruínas. O Haiti ainda foi atingido por uma epidemia de cólera que matou mais de 1,5 mil pessoas.

Tunísia suspende atividades de partido da ditadura

Sob intensa pressão das ruas, o governo provisório da Tunísia suspendeu hoje as atividades da Reunião Constitucional Democrática (RCD), o partido do ex-ditador Zine al-Zinedine Ben Ali, que fugiu do país em 14 de janeiro de 2011, supostamente levando 1,5 tonelada de ouro do Tesouro Nacional.

Nas ruas de Túnis, os militantes pela democracia festejaram. Primeiro, eles exigiram o afastamento de membros do regime anterior dos ministérios mais importantes, mas não conseguiram derrubar o primeiro-ministro Mohamed Ghannouchi, um antigo aliado de Ben Ali.

Agora, conseguiram fechar a RCD. Um manifestante comentou que o partido é pior do que Ben Ali porque o ditador foi um produto da RCD: "Nós nos livramos dele, mas ficamos com o vírus".

O desafio tunisiano é construir uma democracia multipartidária.

Japão e Rússia se acusam sobre ilhas Kurilas

O Japão e a Rússia voltaram a trocar acusações hoje sobre as ilhas Kurilas, ocupadas pela URSS no fim da Segunda Guerra Mundial.

Rússia e Japão nunca assinaram um acordo de paz por causa das ilhas. O Japão exige a devolução das ilhas, que os japoneses chamam de Territórios do Norte. O ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, lamentou a declaração.

Assange volta ao tribunal em Londres

O australiano Julian Assange, fundador do sítio de internet WikiLeaks, que está divulgando mais de 250 mil documentos sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos, voltou hoje, em Londres, ao tribunal que examina o pedido de extradição da Suécia, onde ele é acusado de dois casos de abuso sexual.

Seu advogado insistiu que ele corre risco de ser condenado à morte se for extraditado de lá para os EUA, onde seria acusado de espionagem ou do roubo dos documentos.

Oposição do Egito considera promessas insuficientes

No 14º dia de manifestações no Cairo e em Alexandria, a oposição do Egito insiste na saída do ditador Hosni Mubarak e considera poucas as concessões do governo até agora - o fim do estado de exceção em vigor há 30 anos, uma reforma constitucional limitada, liberdade de expressão e fim da interferência nas comunicações.

Numa saída honrosa negociada pelo regime militar egípcio com os Estados Unidos, Mubarak pode ir fazer tratamento médico numa clínica em Baden Baden, na Alemanha, afirmou a revista alemã Der Spiegel.

Ao apoiar a negociação conduzida pelo vice-presidente Omar Suleiman, ex-chefe do serviço secreto egípcio, os EUA correm o risco de alienar o movimento pela democracia, comenta o jornal The New York Times, observando que o regime militar resiste há anos a fazer qualquer reforma democratizante.

A Irmandade Muçulmana, o maior grupo de oposição, que é ileral, declarou que só volta a negociar se as reivindicações populares de renúncia de Mubarak e dissolução do parlamento estiverem na mesa.

Ontem à noite, houve tiros na Praça da Libertação, disparados por soldados do Exército que gostariam de dispersar a multidão. Não adiantaram.

Quando raiou o dia, o acampamento rebelde estava lá, sendo engrossado por mais militantes com malas e barracas para resistir enquanto for preciso.

Em uma reunião ministerial presidida por Mubarak, o governo anunciou um reajuste de 15% nos salários e pensões do setor público.

Apesar do diálogo, o governo prendeu nos útimos dias ativistas dos direitos humanos, organizadores dos protestos e jornalistas sem ordem judicial, mostrando que o regime trata ao mesmo tempo de esvaziar os protestos, fazer promessas vagas e manter a repressão.

Os bancos voltaram a funcionar, mas a Bolsa do Cairo fica fechada mais uma semana. As autoridades temem um colapso do mercado, com fuga em massa de capital. O país estaria perdendo US$ 300 milhões por dia com a crise.

Outras reportagens sugerem que a família Mubarak teria um patrimônio de US$ 40 bilhões a 70 bilhões. Não é impossível, mas ele seria mais rico do que Bill Gates, o fundador da Microsoft. Parece-me um exagero.

Indústria da Alemanha tem menos encomendas

As encomendas de bens duráveis à indústria da Alemanha caíram 3,4% em dezembro, quase neutralizando a alta de 5,2% em novembro.

AoL compra Huffington Post

A America on Line (AoL), que chegou a ser uma das maiores empresas de informática do mundo mas fez uma fusão ruinosa com o grupo Time Warner, comprou o Huffington Post por US$ 315 milhões.

O jornal virtual criado por Arianna Huffington mistura notícias de política com fofocas sobre celebridades. É  um dos modelos de sucesso da Internet nos Estados Unidos.

Quinto BRIC cresceu 6,1% no ano passado

A Indonésia, que muitos consideram o quinto BRIC, cresceu 6,1% em 2010.

A sigla BRIC, do inglês brick, que significa tijolo, foi usada pelo economista britânico Jim O'Neill, do banco americano Goldman Sachs, num relatório onde previa que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China seriam os líderes do crescimento da economia mundial até 2050.

Quando o Brasil e a China convidaram a África do Sul para integrar o grupo, O'Neill observou que a maior economia da África não reúne as mesmas qualidades das quatro grandes economias emergentes. 

O padrinho do grupo comentou que o quinto grande emergente é a Indonésia, um país de 260 milhões de habitantes. Duramente abalada pela crise asiática de 1997-98, a Indonésia virou uma democracia e voltou a crescer vigorosamente nos últimos anos.

Índia cresce 8,6% num ano

A Índia deve terminar o ano fiscal que acaba em março com crescimento de 8,6% e ficar entre as dez maiores economias do mundo.

A expansão agrícola foi de 5,4% e a industrial, de 6,2%.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Toledo lidera pesquisas para presidência do Peru

O ex-presidente Alejandro Toledo ficou em primeiro lugar numa pesquisa da Universidade Católica do Peru sobre a eleição presidencial de abril, com 28,6% das preferências.

Toledo superou a deputada Keiko Fujimori, que ficou em segundo com 21,6% das intenções de votos, e o prefeito de Lima, Luis Castañeda, que caiu de 25% para 17,5%.

Governo e oposição do Egito anunciam acordo

O vice-presidente Omar Suleiman e representantes da oposição do Egito chegaram a um acordo para revogar a Lei de Emergência, em vigor desde 1981, e reformar a Constituição nos artigos sobre a eleição presidencial, anunciou hoje a TV estatal do país.

Um oposicionista disse que Suleiman rejeitou as pressões pelo afastamento imediatado do presidente Hosni Mubarak, que o transformaria em presidente provisório durante o período de transição.

Alguns especialistas defendem a manutenção de Mubarak, sob a alegação de que só um presidente eleito tem poderes para dissolver o parlamento.

Como a atual Assembleia Nacional foi eleita em meio a denúncias de fraude, em 28 de novembro de 2010, não tem legitimidade para fazer as reformas necessárias. Assim, Mubarak seria necessário para a transição democrática.

O governo está investigando uma explosão num gasoduto que leva gás para Israel e a Jordânia como sabotatem.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cúpula do partido se demite no Egito

Toda a direção do Partido Nacional Democrático, que governa o Egito, pediu demissão hoje, inclusive Gamal Mubarak, filho do ditador Hosni Mubarak e apontado como provável sucessor do pai, e o próprio ditador.

O novo secretário-geral, Hossan Badrawi, é da ala liberal do partido.

Na Praça da Libertação, no centro do Cairo, hoje foi o 12º dia de manifestações exigindo a renúncia de Mubarak, no poder desde 1981.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Comitê de Proteção a Jornalistas acusa Egito

Mais de cem ataques a jornalistas foram registrados nos 11 dias de manifestações de protesto contra o ditador do Egito, Hosni Mubarak, revelou hoje o Comitê de Proteção a Jornalistas.

Hoje, a TV árabe especializada em jornalismo Al Jazira denunciou que seu escritório no Cairo foi destruído. Um jornalista egípcio baleado na cabeça quando fazia imagens de uma sacada morreu hoje.

Obama insiste em transição imediata no Egito

Depois de elogiar o regime militar do Egito por ter permitido a grande manifestação de protesto desta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu hoje que a transição para a democracia no país deve começar sem demora.

Irã vê "derrota irreparável" dos EUA

O supremo líder do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou hoje que o Egito está fazendo sua revolução islâmica, seguindo o exemplo de 1979, e que os EUA sofrerão mais uma “derrota irreparável” no Oriente Médio.

A oposição compara a revolta com os protestos contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, em 2009. Em Teerã, anifestantes queimaram fotos do ditador Hosni Mubarak, que o regime compara ao Xá.

Na Turquia, milhares participam de ato contra Mubarak. Também houve protestos diante das Embaixadas do Egito na Tailândia e na Tunísia.

• Na França, os Repórteres sem Fronteira organizam protesto contra os ataques a jornalistas.

Dia da Partida tem protestos sem violência no Egito


No Dia da Partida, em que centenas de milhares manifestantes pretendem dar o empurrão final no ditador Hosni Mubarak, o Exército do Egito protege o protesto na Praça da Libertação. 

Cerca de 2 mil partidários de Mubarak teriam tentado entrar na praça. Há dança e poesia no protesto. À noite, houve mais confrontos.

Em entrevista à TV americana ABC, o vice-presidente Omar Suleiman prometeu não forçar os manifestantes a voltar para casa. O ministro da Defesa foi à praça pedir diálogo.

O secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Ibrahim Kamel, acusou os EUA e o Ocidente de traíram Mubarak e o Egito.

O jornal  NY Times revelou que os EUA estão negociando a renúncia de Mubarak com o regime militar do Egito. Ele seria substituído pelo vice, Omar Suleiman.

A operadora de telefonia celular Vodafone denunciou que o o governo egípcio a obrigou a enviar mensagens com propaganda governista a seus 31 milhões de usuários.

Espanha encolheu 0,1% em 2010

A Espanha sofreu uma contração de apenas 0,1% no ano passado graças ao crescimento no último trimestre, estima o Banco da Espanha.

EUA geraram 36 mil empregos em janeiro

A economia dos Estados Unidos criou 36 mil vagas de empregos a mais do que fechou no mês de janeiro, muito abaixo da expectativa do mercado, revelou hoje o Departamento do Trabalho.

Uma das explicações para a fraqueza do mercado de trabalho foi o clima inclemente do mês passado, marcado por fortes tempestades de neve.

Cerca de 50 mil empregos foram gerados no setor privado, mas 13,86 milhões de americanos procuram trabalho. O índice de desemprego caiu de 9,4% para 9%.

Superciclone perde força na Austrália

As principais cidades do estado da Queenslândia, no Nordeste da Austrália, foram poupadas de um dos tufões mais fortes da história. Não há informações sobre mortes.

O ciclone Yasi perdeu força ao chegar à ilha com ventos de até 300 quilômetros por hora, o que o transformava num tufão de categoria 5. Caiu para a categoria 2, que vai até 177 km/h.

Os australianos avaliam os prejuízos. Só na agricultura, onde 90% das plantações de banana foram arrasadas, as perdas são estimadas em R$ 1,7 bilhão.

Preços dos alimentos batem novo recorde

O índice de preços dos alimentos calculado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) bateu novo recorde em janeiro, quando registrou uma inflação de 3,4%.

Mubarak afirma que "sou eu ou o caos"

Em entrevista à jornalista Christiane Ammanpour, da rede de televisão americana ABC, o ditador Hosni Mubarak, declarou que está cansado e estaria pronto para deixar o poder, mas, se fizer isso agora, vai levar o Egito ao caos e a Irmandade Muçulmana ao poder.

A Irmandade Muçulmana é o maior grupo organizado de oposição. Proibida de funcionar como partido político, se transformou numa rede de assistência social de grande capilaridade que lhe dá uma ampla base popular.

Quem saiu às ruas do Cairo, de Alexandria e de Suez é uma classe média urbana liberal. Os analistas políticos afirmam que a Irmandade teria no máximo 25%-30% dos votos e das cadeiras na Assembleia Nacional. Mas Mubarak e os outros líderes do mundo árabe, como o ex-ditador tunisiano Ben Ali, jogam com o fantasma do fundamentalismo muçulmano e da ameaça terrorista.

O fundamentalismo é uma forma de populismo político que seduz sobretudo as massas ignorantes, especialmente em ditaduras, onde não há espaço político para fazer oposição. Há outras alternativas políticas no Egito e, no caso de uma transição, a democracia seria tutelada pelas Forças Armadas por um longo período, como na Turquia.

Agora há pouco, o jornal The New York Times revelou que o governo dos EUA está negociando o afastamento de Mubarak com o regime militar do Egito. Durante um período de transição, ele seria substituído pelo vice-presidente Omar Suleiman.

Ex-chefe do serviço secreto, Suleiman tem ótimas relações com os EUA e Israel, mas é visto como um homem do regime, co-responsável por seus crimes.

Europa pede transição rápida no Egito

A exemplo dos Estados Unidos e das Nações Unidas, os cinco maiores países da União Europeia - Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha - divulgaram comunicado conjunto condenando "quem organiza e encoraja a violência" no Egito e declarando que "a transição deve começar agora".

Durante visita a Madri, a primeira-ministra alemã Angela Merkel afirmou que o governo egípcio deve garantir o direito de manifestação pacífica e a liberdade de informação. Ela advertiu que "a violência contra oposicionistas e jornalistas tem de parar imediatamente".

A seu lado, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, aconselhou o regime militar do Egito a formar um governo de "união nacional" e pediu que "a transição para a democracia comece assim que possível".

Nos EUA, o presidente Barack Obama disse hoje que está rezando por uma solução pacífica para a crise no Egito. Desde que falou que "a transição no Egito deve começar logo", para não alienar o movimento pela democracia, Obama está sendo atacado pela direita republicana por abandonar um fiel aliado do país.

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que disputou a candidatura à Casa Branca pelo Partido Republicano em 2008, chegou a dizer que "Mubarak não é um ditador, é uma espécie de rei". Desde a revolução dos coronéis, liderada por Gamal Abdel Nasser, o Egito é uma república, na verdade uma ditadura militar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Governo do Egito promete investigar violência

O primeiro-ministro Ahmed Shafik ordenou uma investigação sobre a violência política no Egito, que seguiu pela noite e pelo dia de hoje, com tiroteio, pedradas e bombas incendiárias, prometendo que não se repetirá. Desde ontem, pelo menos 13 pessoas morreram e mais de 1,5 mil foram feridas.

A Irmandade Muçulmana, principal grupo de oposição, e o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica Mohamed ElBaradei rejeitaram um convite do vice-presidente Omar Suleiman para participar de um diálogo nacional. Só aceitam conversar depois que o ditador Hosni Mubarak deixar o poder;

Na Praça da Libertação, o Exército montou barreiras para separar os dois grupos. Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro disse que o presidente tem apoio popular e negou responsabilidade pela violência.

“Algumas pessoas tocaram fogo em partes da praça", afirmou Shafik, ex-comandante da Força Aérea. "A situação ficou fora de controle por alguns momentos. Alguns manifestantes tinham armas e o sangue foi derramado. Essa situação feriu corações egípcios, que sangram e choram. Alguns feridos se negaram a ser levados para hospitais.

Em seguida, o novo chefe de governo prometeu apurar as responsabilidades: "Precisamos saber quem deixou as pessoas invadirem a praça e cometerem aqueles atos. Não foi planejado nem intencional. A catástrofe aconteceu. Começamos um diálogo pelo entendimento. Espero que esses incidentes não se repitam. Ainda não sabemos que os grupos que atacaram foram organizados ou apenas oportunistas. Fiquei surpreso de ver camelos…”
Uma jornalista entrevistada pela BBC diz que policiais faziam parte dos grupos pró-Mubarak, pediu identidade aos manifestantes e às vezes apreendiam documentos. Diversos jornalistas estrangeiros e os escritórios da organizações de defesa dos direitos humanos como Anistia Internacional e Human Rights Watch foram atacados.

A propaganda oficial culpa os estrangeiros pelos protestos e atribui a eles o agravamento da situação econômica para jogar a população contra os manifestantes e os jornalistas estrangeiros.
Pela estimativa do vice-presidente, só o setor de turismo perdeu US$ 1 bilhão. O bloqueio da Internet custou US$ 90 milhões ao país.

Haiti decide quem vai disputar segundo turno

Sob pressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Eleitoral anuncia que a ex-primeira-dama Mirlande Manigat e o cantor pop Michel Martelly vão disputar o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 20 de março.

Pelos resultados divulgados anteriormente, Manigat teve 36% dos votos no primeiro turno, em 28 de novembro de 2010. Martelly teria sido o terceiro, com 21% dos votos, 7 mil a menos do que o candidato do governo, Jude Célestin.

Diante das denúncias de fraude e da pressão internacional, o Conselho Eleitoral decidiu retirar Célestin e dar a segunda vaga a Martelly.

Sony anuncia redução no lucro

O lucro da Sony no quarto trimestre de 2010 caiu 8,6% na comparação anual.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Senado rejeita revogação da reforma da saúde nos EUA

Por 51 a 47, o Senado dos Estados Unidos rejeitou hoje a proposta da Câmara que revogava a reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama.

Acabar com a reforma da saúde nos EUA era uma das bandeiras do movimento radical de direita Festa do Chá na campanha para as eleições de novembro de 2010, quando o Partido Republicano retomou a maioria na Câmara dos Representantes.

Como o Partido Democrata manteve a maioria no Senado, o projeto foi derrotado.

Presidente do Iêmen também anuncia saída

A exemplo do ditador do Egito, Hosni Mubarak, o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, também promete não concorrer à reeleição, em 2013.

Em discurso no parlamento, Saleh prometeu acabar com a campanha por uma reforma constitucional para torná-lo presidente com mandato perpétuo nem fazer do filho sucessor.

Como no Egito, partidários do governo fizeram manifestação a favor de Saleh, acusando as oposições de terrorismo.

Remuneração em Wall Street é recorde

Os pagamentos de salários e bônus na Wall St., o centro financeiro de Nova York, chegaram em 2010 a um recorde de US$ 135 bilhões, mostrando que o mercado financeiro voltou ao que era antes, ignorando sua responsabilidade pela crise mundial.

Alemanha e França perto de acordo sobre Eurozona

A Alemanha e a França estariam perto de um acordo para criar uma espécie de conselho de governo econômico da Eurozona, revelou hoje o jornal inglês Financial Times.

Setor privado gera 187 mil empregos nos EUA

O setor privado criou 187 mil empregos nos Estados Unidos em janeiro, com destaque para pequenas empresas, estima a empresa ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país, menos do que os 247 mil de dezembro.

É um sinal de uma lenta recuperação do mercado de trabalho na maior economia do mundo.

Egito rejeita pressões por transição imediata

O Ministério das Relações Exteriores do Egito divulgou comunicado hoje rejeitando as pressões internacionais por uma transição imediata para a democracia.

Pouco depois do discurso do ditador do Egito, Hosni Mubarak, anunciando que deixa o cargo em setembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para ele e fez um pronunciamento pela televisão.

Publicamente, Obama repudiou o uso da força contra os manifestantes, declarou que os EUA defendem direitos universais e pediu que a transição para a democracia começasse imediatamente. É claro que isso não está nos planos da ditadura militar egípcia.

Pelo menos três pessoas morreram e 600 saíram feridas dos confrontos entre partidários de Mubarak e os manifestantes. A violência seguiu durante a noite.

Vários jornalistas foram atacados, inclusive enviados especiais da imprensa brasileira, que tiveram seus quartos invadidos e foram intimidados para não gravar imagens do conflito das janelas.

Partidários de Mubarak atacam multidão no Egito

Milhares de partidários do presidente Hosni Mubarak, provavelmente gente contratada pelo partido do governo ou recrutada na polícia, entraram na praça central da capital do Egito e atacaram os manifestantes que pedem a queda do ditador, com paus, pedras e bombas incendiárias, cavalos e até camelos.

O toque de recolher noturno foi suspenso e a Internet voltou a funcionar precariamente.

Mais cedo, o Exército mandou evacuar a praça, dizendo para o povo voltar à vida normal, mas a maioria dos oposicionistas não sabe. Há menos soldados e blindados nas ruas e eles não intervieram, deixando o pau quebrar. É uma provocação para sugerir que os manifestantes não representam o povo, mas são uma minoria.

Depois, bombas incendiárias foram jogadas na multidão. O Exército tentou apagar o fogo, mas deixou a tropa de choque do regime atacar. Alguns partidários de Mubarak foram presos pelos soldados. A violência seguiu pela noite.

Em depoimento à BBC, um oposicionista acusa os partidários de Mubarak de levar armas para a praça com a conivência do Exército.

Ontem à noite, depois do pronunciamento de Mubarak prometendo deixar o poder em setembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a transição deve começar já. Hoje, o Ministério do Exterior rejeitou as “pressões internacionais” por uma transição imediata.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon considerou inaceitável qualquer ataque contra manifestantes pacíficos.

A Rússia, o Reino Unido e a Turquia pedem uma transição pacífica.

O poder de fato já teria sido transferido para o vice-presidente. Há dois dias, Mubarak mandou o primeiro-ministro iniciar um diálogo com todos os partidos, mas quem apareceu na TV foi o vice, Omar Suleiman. Ex-chefe do serviço secreto, é uma figura odiada publicamente, além de ser acusado de ser favorável a Israel porque os serviços secretos dos dois países trocam informações, sobretudo a respeito das atividades dos fundamentalistas do Hamas e da Irmandade Muçulmana, que é a mãe do Hamas.

Israel e a ANP torcem pelo regime militar egípcio, temendo a influência da Irmandade Muçulmana num Egito democratizado.

No Financial Times, a especialista em Oriente Médio Roula Khalaf analisa as hipóteses sobre o futuro do país líder do mundo árabe.

O economista Nouriel Roubini adverte que uma alta nos preços do petróleo por causa da crise no Egito ameaça a frágil recuperação mundial.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Operários e camponeses protestam no México

Cerca de 20 mil pessoas participaram ontem na Cidade do México de um marcha convocada pelo Movimento Nacional pela Soberania Alimentar, os Direitos dos Trabalhadores e as Liberdades Democráticas.

Com bandeiras com a imagem de Emiliano Zapata, o grande herói da Revolução Mexicana de 1910, elas foram de uma cidade-satélite até o Zócalo, a praça central da capital mexicana. A polícia ficou só observando.

A passeata pediu proteção aos direitos trabalhistas e o fim dos aumentos nos preços dos combustíveis e dos alimentos.

Obama pede transição imediata no Egito

Pouco depois do pronunciamento do ditador Hosni Mubarak anunciando que não será candidato à reeleição em setembro, o presidente Barack Obama declarou que os Estados Unidos apoiam as reivindicações de juventude do Egito e querem que a transição para a democracia naquele país comece imediatamente.

Como o Egito é, ao lado da Arábia Saudita, o maior aliado dos EUA no mundo árabe, Obama relutou em pressionar Mubarak, que sempre alegou que a alternativa a ele seria a Irmandade Muçulmana, um grupo fundamentalista.

Depois de Israel, o Egito é o país que mais recebe ajuda dos EUA, cerca de US$ 1,5 bilhão por ano.

Mubarak diz que sai mas não agora

Em um breve discurso pela televisão hoje à noite, o ditador do Egito, Hosni Mubarak, prometeu não concorrer à reeleição em setembro, mas declarou que vai continuar no poder durante um período de transição.

Antes, ele recebeu o embaixador Frank Visner, enviado especial do presidente Barack Obama, com a mensagem dos Estados Unidos de que deveria anunciar que vai sair.

Os manifestantes concentrados na Praça da Libertação, no centro do Cairo, repudiaram o pronunciamento. Continuam exigindo a renúncia imediata de Mubarak, de 82 anos, no poder desde 1981.

Mubarak afirmou que "um movimento legítimo, com reivindicações justas, foi explorado por interessados em criar um clima de caos e destruir a Constituição do Egito".

Pela lógica do ditador, isso teria levado a uma confrontação organizada por interessados em jogar combustível no fogo e criar uma situação de anarquia, saques e destruição em que propriedades públicas e privadas são atacadas.

"É um momento difícil", acrescentou o ditador, "com dias de medo e ansiedade que obrigam a optar entre o caos e a estabilidade. São novas circunstâncias com que o povo e o Exército têm de lidar para proteger o país e suas crianças."

Por este motivo, o presidente egípcio nomeou "um novo governo com novas prioridades, para atender às exigências dos jovens num diálogo com todos os partidos que deve discutir todas as questões. Mas há forças políticas que rejeitam esse diálogo", o que não é verdade.

Depois de ficar 30 anos na presidência, o ditador teve a cara de pau de dizer que "nunca quis poder nem prestígio", lembrando que chegou à presidência por acaso, quando o presidente Anuar Sadat foi assassinado, em 1981, por ter feito um acordo de paz com Israel.

Sob a alegação de que não é de sua natureza fugir da responsabilidade, Mubarak se apresentou como o homem ideal para a transição. Neste momento, confirmou que não será candidato na eleição presidencial. Ele acredita que sua missão agora é "garantir uma transição pacífica do poder para quem quer que o povo eleja".

Certamente não será seu filho, Gamal Mubarak, como se especulava antes da revolta popular.

A Constituição do Egito terá de ser alterada para permitir a participação de todos os partidos, prosseguiu, mas "a Assembleia Nacional também terá de trabalhar duramente para atender aos anseios da população por mais empregos, menos pobreza e mais justiça social".

Ao mesmo tempo, o ditador avisou que a polícia vai investigar, "respeitando a dignidade, os saques e os atos de vandalismo".

Esta frase levantou suspeitas na multidão reunida na Praça da Libertação, no centro do Cairo, de que Mubarak persiga e afaste do jogo político os responsáveis pelas manifestações de massa dos últimos oito dias.

"O Egito vai sair da crise mais forte, mais confiante, mais unido e mais estável", previu o ditador. Depois de dizer que teve orgulho de servir o país por tanto tempo - foram 30 anos só na presidência -, ele concluiu: "lutei por este país e vou morrer aqui", afastando a possibilidade de fugir para o exílio.

BP tem prejuízo por causa do acidente no Golfo

A companhia de petróleo BP anunciou hoje um prejuízo de US$ 4,9 bilhões no ano passado por causa do acidente no Golfo do México.

Foi o resultado negativo da antiga British Petroleum desde 1992.

Cai o desemprego na Alemanha

O desemprego na Alemanha caiu para 7,4% em janeiro.

Mubarak não será candidato à reeleição

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, deve fazer um novo pronunciamento à nação hoje à noite prometendo não ser candidato à reeleição em setembro, mas dizendo que pretende ficar no poder até lá, revelou agora há pouco a TV Al Arabiya, da Arábia Saudita.

Marcha do milhão pressiona Mubarak

Uma multidão ocupa a Praça da Libertação, no centro do Cairo, para exigir a queda do ditador Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

As manobras do governo para bloquear a Internet e suspender o serviço de trens não deram certo. A TV estatal faz apelos pela “reconstrução do país”. Há risco de um golpe de jovens oficiais das Forças Armadas. O total de mortos é estimado pelas Nações Unidas em 300, com cerca de 4 mil feridos.

Centenas de milhares de pessoas reunidas no centro do Cairo rezaram pela queda do ditador. Os egípcios condenaram o regime num julgamento simbólico. As mulheres também participam da onda de protestos.

O ex-diretor-geral da AIEA Mohamed ElBaradei, que se apresenta como porta-voz da oposição insiste que Mubarak deve sair. As oposições se negam a negociar enquanto o ditador não deixar o poder, mas não surgiu um nome capaz de unificar os diferentes grupos. A população doa sangue para os feridos.

Diante do Ministério do Exterior, partidários do governo fizeram uma manifestação pró-Mubarak.

Um porta-voz do Exército pediu cooperação da massa para proteger propriedades públicas e privadas, e proibiu o uso de uniformes militares por civis.

Israel e os EUA temem a ascensão da Irmandade Muçulmana, em caso de democratização do Egito.

O senador americano John Kerry, ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores, sugeriu que Mubarak declare que não é candidato à reeleição, mas talvez seja tarde demais.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan pede a Mubarak que ouça a voz do povo.

Um avião Hércules C-130 de transporte de carga da Força Aérea Portuguesa retirou cerca de 70 portugueses do Egito.

• Diante de protestos contra o desemprego e a inflação, o rei da Jordânia mudou o primeiro-ministro e pediu que forme um novo governo. A oposição rejeitou a mudança como cosmética.

Vice abre diálogo com todos partidos no Egito

O novo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, convocou ontem à noite todos os partidos políticos para discutir uma ampla reforma constitucional, uma das exigências da revolta popular que tomou conta das principais cidades do país há uma semana.

Para daqui a seis horas, está convocada uma grande marcha que pretende reunir 1 milhão de pessoas contra a ditadura de Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

Hoje também começa uma greve geral de tempo indeterminado destinada a derrubar o regime.