A Força Aérea da Turquia fez novos bombardeios contra guerrilheiros ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Norte do Iraque, anunciou em nota o comando das Forças Armadas turcas.
O alvo foram posições do grupo na região de Assavin-Bassyan.
Desde o atentado com carro-bomba que matou mais de 30 pessoas na capital turca, Ancara, em 13 de março, o governo turco intensificou os ataques aos curdos. Os Falcões da Liberdade do Curdistão, uma dissidência do PKK, reivindicaram a autoria do atentado.
A maioria dos curdos, a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, vive no Sudeste da Turquia. Por isso, o governo turco tenta impedir a união da região semiautônoma dos Curdistão iraquiana com áreas da Síria tomadas por guerrilheiros curdos.
Um Curdistão independente certamente vai reivindicar a soberania sobre parte da Turquia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 25 de março de 2016
EUA revisam para cima crescimento no fim de 2015
A economia dos Estados Unidos se desacelerou no fim do ano passado, mas num ritmo menor do que estimado anteriormente. Em vez de 1% ao ano, a maior economia do mundo cresceu num ritmo de 1,4% ao ano, anunciou hoje o Departamento do Comércio, em sua terceira estimativa, noticiou a agência Reuters.
Os EUA cresceram 2,4% ano passado. No terceiro trimestre de 2015, a expansão foi num ritmo de 2% ao ano. A primeira estimativa sobre o quarto trimestre indicou 0,7% ao ano, revisado para 1% na segunda e agora 1,4%.
Essa nova mudança se deve ao consumo pessoal, responsável por mais de dois terços do produto interno bruto dos EUA. Em vez de 2%, o crescimento foi de 2,4%. O aumento se deve ao maior consumo de serviços.
A alta nos salários à medida que a taxa de desemprego cai e o baixo preço da gasolina, hoje em US$ 0,53 (R$ 1,95) na média, impulsionaram o maior consumo.
Os estoques também foram revisados para baixo, mas ainda são considerados altos em relação à demanda interna. As empresas mantêm em estoque mercadorias no valor de US$ 78,3 bilhões. No mês passado, esse valor foi calculado em US$ 81,7 bilhões.
O lucro líquido das empresas registrou uma queda anualizada de 8,4%, depois de baixar 1,7% no terceiro trimestre, a maior queda desde o início de 2014. Em todo o ano de 2015, a redução foi de 5,1%, muito acima do 0,6% de 2014.
A valorização do dólar em 10,5% em relação às moedas dos maiores parceiros comerciais dos EUA pesou sobre as exportações.
"Esse desempenho ruim reflete a luta das empresas de energia com os baixos preços do petróleo e da indústria com o dólar forte", resumiu o economista Jesse Edgerton, analisa do banco J P Morgan Chase em Nova York. "Mas também reflete provavelmente a diminuição das margens de lucro numa economia com mercado de trabalho aquecido, salários em alta e fraco aumento da produtividade."
Para o primeiro trimestre de 2016, os economistas preveem em média uma expansão em ritmo de 1,5% ao ano. Daqui a uma semana, sai o relatório sobre emprego em março. A expectativa é que o ritmo de contratações não seja tão forte a ponto de causar preocupação com aumento nas taxas de juros nem tão fraco que alimente o medo de recessão.
Os EUA cresceram 2,4% ano passado. No terceiro trimestre de 2015, a expansão foi num ritmo de 2% ao ano. A primeira estimativa sobre o quarto trimestre indicou 0,7% ao ano, revisado para 1% na segunda e agora 1,4%.
Essa nova mudança se deve ao consumo pessoal, responsável por mais de dois terços do produto interno bruto dos EUA. Em vez de 2%, o crescimento foi de 2,4%. O aumento se deve ao maior consumo de serviços.
A alta nos salários à medida que a taxa de desemprego cai e o baixo preço da gasolina, hoje em US$ 0,53 (R$ 1,95) na média, impulsionaram o maior consumo.
Os estoques também foram revisados para baixo, mas ainda são considerados altos em relação à demanda interna. As empresas mantêm em estoque mercadorias no valor de US$ 78,3 bilhões. No mês passado, esse valor foi calculado em US$ 81,7 bilhões.
O lucro líquido das empresas registrou uma queda anualizada de 8,4%, depois de baixar 1,7% no terceiro trimestre, a maior queda desde o início de 2014. Em todo o ano de 2015, a redução foi de 5,1%, muito acima do 0,6% de 2014.
A valorização do dólar em 10,5% em relação às moedas dos maiores parceiros comerciais dos EUA pesou sobre as exportações.
"Esse desempenho ruim reflete a luta das empresas de energia com os baixos preços do petróleo e da indústria com o dólar forte", resumiu o economista Jesse Edgerton, analisa do banco J P Morgan Chase em Nova York. "Mas também reflete provavelmente a diminuição das margens de lucro numa economia com mercado de trabalho aquecido, salários em alta e fraco aumento da produtividade."
Para o primeiro trimestre de 2016, os economistas preveem em média uma expansão em ritmo de 1,5% ao ano. Daqui a uma semana, sai o relatório sobre emprego em março. A expectativa é que o ritmo de contratações não seja tão forte a ponto de causar preocupação com aumento nas taxas de juros nem tão fraco que alimente o medo de recessão.
Governo paralelo declara estado de emergência na Líbia
O primeiro-ministro do governo da Líbia não reconhecimento internacionalmente, Khalifa Ghwell, declarou estado de emergência à zero hora de hoje em reação a notícias não confirmadas de que quatro membros de um proposto governo de união nacional teriam chegado à Trípoli, informou hoje o jornal Libya Herald.
Os quatro membros do Conselho Presidencial do Governo do Acordo Nacional estariam num conjunto residencial para preparar a chegada à capital líbia do primeiro-ministro designado, Faiez Serraj, nos próximos dias. A reação de Ghwell indica que o CNG não vai ceder o poder facilmente.
Em seu anúncio à meia-noite, o primeiro-ministro do governo paralelo dominado por milícias jihadistas pediu às "brigadas revolucionárias" a instalação de postos de controle em toda a cidade e a proteção de prédios importantes.
Ghwell representa o Congresso Nacional Geral, o primeiro parlamento formado depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011, eleito pelo voto popular em 7 de julho de 2012.
A missão do CNG era aprovar uma nova Constituição em um ano e meio. Sem concluir a tarefa dentro do prazo previsto, o CNG foi obrigado a convocar eleições para uma Câmara de Deputados, empossada em 4 de agosto de 2014.
Três semanas depois, uma parte do CNG rejeitou o resultado das urnas e, com o apoio de milícias extremistas muçulmanas, formou um governo paralelo com sede na capital, Trípoli, enquanto o novo parlamento reconhecido internacionalmente funciona em Tobruk. O chamado acordo nacional é uma tentativa de pacificar o país e unificar o governo.
Em 19 de março, houve violência nas ruas da capital líbia entre partidários e adversários do governo de união nacional. Nos últimos meses, membros das milícias jihadistas da cidade de Missurata, tradicionalmente aliadas ao governo paralelo, se aproximaram do Ocidente e passaram a apoiar o acordo nacional.
Diante do fracasso das negociações de paz e da instalação na Líbia da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, aumenta a possibilidade de uma nova intervenção militar ocidental no país. Ela depende da existência de um único governo.
Os quatro membros do Conselho Presidencial do Governo do Acordo Nacional estariam num conjunto residencial para preparar a chegada à capital líbia do primeiro-ministro designado, Faiez Serraj, nos próximos dias. A reação de Ghwell indica que o CNG não vai ceder o poder facilmente.
Em seu anúncio à meia-noite, o primeiro-ministro do governo paralelo dominado por milícias jihadistas pediu às "brigadas revolucionárias" a instalação de postos de controle em toda a cidade e a proteção de prédios importantes.
Ghwell representa o Congresso Nacional Geral, o primeiro parlamento formado depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011, eleito pelo voto popular em 7 de julho de 2012.
A missão do CNG era aprovar uma nova Constituição em um ano e meio. Sem concluir a tarefa dentro do prazo previsto, o CNG foi obrigado a convocar eleições para uma Câmara de Deputados, empossada em 4 de agosto de 2014.
Três semanas depois, uma parte do CNG rejeitou o resultado das urnas e, com o apoio de milícias extremistas muçulmanas, formou um governo paralelo com sede na capital, Trípoli, enquanto o novo parlamento reconhecido internacionalmente funciona em Tobruk. O chamado acordo nacional é uma tentativa de pacificar o país e unificar o governo.
Em 19 de março, houve violência nas ruas da capital líbia entre partidários e adversários do governo de união nacional. Nos últimos meses, membros das milícias jihadistas da cidade de Missurata, tradicionalmente aliadas ao governo paralelo, se aproximaram do Ocidente e passaram a apoiar o acordo nacional.
Diante do fracasso das negociações de paz e da instalação na Líbia da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, aumenta a possibilidade de uma nova intervenção militar ocidental no país. Ela depende da existência de um único governo.
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EUA anunciam morte do número 2 do Estado Islâmico
O segundo homem na hierarquia da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abdel Rahmane al-Kaduli, considerado o ministro das Finanças do califado, foi morto num bombardeio aéreo na Síria, afirmou hoje o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.
Havia uma recompensa de US$ 7 milhões por informações que levassem à captura ou morte de Kaduli. É o segundo membro da alta cúpula do Estado Islâmico morto neste mês.
"Os EUA mataram vários terroristas nesta semana, inclusive um líder do EI", declarou em Washington o secretário Carter.
Em 4 de março, os EUA atacaram um comboio onde estaria o georgiano Tarjan Tayumurazovich Batirachvili, mais conhecido como Omar al-Chichani, Omar o Checheno. Dez dias depois, o Pentágono confirmou sua morte.
Havia uma recompensa de US$ 7 milhões por informações que levassem à captura ou morte de Kaduli. É o segundo membro da alta cúpula do Estado Islâmico morto neste mês.
"Os EUA mataram vários terroristas nesta semana, inclusive um líder do EI", declarou em Washington o secretário Carter.
Em 4 de março, os EUA atacaram um comboio onde estaria o georgiano Tarjan Tayumurazovich Batirachvili, mais conhecido como Omar al-Chichani, Omar o Checheno. Dez dias depois, o Pentágono confirmou sua morte.
Déficit público cai mas desemprego aumenta na França
A França terminou 2015 com um déficit orçamentário de 3,5% do produto interno bruto, em vez dos 3,8%, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos). A dívida pública ficou em 95,7% do PIB, bem acima dos 60% recomendados pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Mas o número de desempregados chegou em fevereiro ao recorde 3,591 milhões, com alta de 1,1% no mês, revelou o Ministério do Trabalho.
Mais de 38,4 mil pessoas perderam o emprego na França no mês passado. Foi mais um golpe no governo socialista, depois de uma leve queda no desemprego em janeiro.
Em 2015, o déficit público foi de 77,4 bilhões de euros ou 3,5% do PIB, depois de registrar 4,8% em 2012 e 4% em 2013 e 2014.
Quando foi eleito, em 2012, o presidente François Hollande prometeu reduzir o desemprego a partir do fim de 2013. Recentemente, disse que não disputaria um segundo mandato, em 2017, se não invertesse a tendência de alta no desemprego.
O partido Os Republicanos, o maior da oposição, acusou o governo de ser "um desastre em matéria de emprego" e "um fracasso contínuo".
No início do ano, Hollande declarou "estado de emergência" contra o desemprego, usando a mesma expressão do combate ao terrorismo.
Uma das propostas do governo é a reforma da legislação trabalhista para facilitar contratações e demissões. Enfrenta resistências no próprio Partido Socialista e entre sindicalistas. Ontem houve mais um protesto de rua para exigir a retirada do projeto. As centrais sindicais convocaram novas manifestações de massa para 31 de março.
Mais de 38,4 mil pessoas perderam o emprego na França no mês passado. Foi mais um golpe no governo socialista, depois de uma leve queda no desemprego em janeiro.
Em 2015, o déficit público foi de 77,4 bilhões de euros ou 3,5% do PIB, depois de registrar 4,8% em 2012 e 4% em 2013 e 2014.
Quando foi eleito, em 2012, o presidente François Hollande prometeu reduzir o desemprego a partir do fim de 2013. Recentemente, disse que não disputaria um segundo mandato, em 2017, se não invertesse a tendência de alta no desemprego.
O partido Os Republicanos, o maior da oposição, acusou o governo de ser "um desastre em matéria de emprego" e "um fracasso contínuo".
No início do ano, Hollande declarou "estado de emergência" contra o desemprego, usando a mesma expressão do combate ao terrorismo.
Uma das propostas do governo é a reforma da legislação trabalhista para facilitar contratações e demissões. Enfrenta resistências no próprio Partido Socialista e entre sindicalistas. Ontem houve mais um protesto de rua para exigir a retirada do projeto. As centrais sindicais convocaram novas manifestações de massa para 31 de março.
Venda de casas novas aumentou 2% nos EUA em fevereiro
A venda de unidades residenciais novas subiu 2% em fevereiro de 2016 nos Estados Unidos, projetando um total de 512 mil novas casas e apartamentos num ano, ligeiramente acima da expectativa dos analistas, anunciou na quarta-feira o Departamento de Comércio.
Em janeiro, o ritmo de vendas projetava a construção de 502 mil casas por ano. Os economistas previam 510 mil em fevereiro.
Apesar do ganho mensal, na comparação anual, a venda de casas novas ficou 6% abaixo do nível de fevereiro de 2015. Os imóveis novos representam 7% do setor habitacional do mercado imobiliário americano.
O preço médio de uma casa nova subiu 6,2% para US$ 301 mil. O estoque de imóveis residenciais novos a venda em fevereiro aumentou 1,7% para 240 mil unidades. É o maior desde outubro de 2009, em plena crise.
Como a Grande Recessão (2008-9) começou no setor habitacional do mercado imobiliário, ele tem sido observado de perto como indicador da recuperação econômica dos EUA.
Em janeiro, o ritmo de vendas projetava a construção de 502 mil casas por ano. Os economistas previam 510 mil em fevereiro.
Apesar do ganho mensal, na comparação anual, a venda de casas novas ficou 6% abaixo do nível de fevereiro de 2015. Os imóveis novos representam 7% do setor habitacional do mercado imobiliário americano.
O preço médio de uma casa nova subiu 6,2% para US$ 301 mil. O estoque de imóveis residenciais novos a venda em fevereiro aumentou 1,7% para 240 mil unidades. É o maior desde outubro de 2009, em plena crise.
Como a Grande Recessão (2008-9) começou no setor habitacional do mercado imobiliário, ele tem sido observado de perto como indicador da recuperação econômica dos EUA.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Operação para retomar Mossul está em marcha
Com cobertura aérea dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram hoje uma ofensiva na província de Nínive com o objetivo de retomar Mossul, a segunda maior cidade do país, capturada em 10 de junho de 2014 pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Enquanto na Síria, o regime de Bachar Assad e milícias aliadas estão prestes a retomar Palmira, a última cidade importante a caminho de Rakka, a capital do Estado Islâmico, o Iraque prepara a reconquistar Mossul.
A operação há muito esperada está em marcha. Deve ser longa e difícil. Hoje o comando militar iraquiano anunciou a retomada de várias vilas na periferia de Makhmur, uma cidade a leste de Mossul.
Dois mil homens lutam na ofensiva contra Makhmur, muitíssimo menos do que a força necessária para reconquistar Mossul. O plano de combate preparado pelos EUA pede que as forças de segurança do Iraque mobilizem de 20 a 25 mil homens, que seriam apoiados por milicianos curdos. A Turquia, por sua vez, daria ajuda a milícias sunitas aliadas.
Pelos cálculos da empresa de consultoria e estudos estratégicos americana Stratfor, serão necessários 40 mil soldados.
Nos últimos meses, as forças do Iraque conseguiram vitórias importantes contra o Estado Islâmico na cidade de Samarra e na província de Ambar. Para retomar Mossul, terá de cercar a cidade e cortar as linhas de suprimento dos jihadistas.
O general Sean MacFarland, comandante da campanha militar dos EUA contra o Estado Islâmico, disse que os generais iraquianos não acreditam que terão condições de reconquistar Mossul antes do fim deste ano ou do início de 2017.
Apesar da perda de 20% do total de territórios que já dominou no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico ainda é uma poderosa força de combate. Não vai entregar Mossul sem luta. A cidade é hoje a grande bastiã do sunismo, um centro de logística e de finanças do Estado Islâmico, e uma fonte de mão de obra e de voluntários do martírio.
Se perder Rakka e Mossul, o Estado Islâmico deixará de ser o protoestado que é hoje. Será reduzido mais uma vez a grupo terrorista. Terá de fazer ataques espetaculares como os de 13 de novembro de 2015 em Paris e 22 de março de 2016 em Bruxelas para manter a liderança do movimento jihadista internacional. Isso o torna ainda mais perigoso para o resto do mundo, inclusive para o Brasil, que não é alvo mas pode ser palco de atentados terroristas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.
Enquanto na Síria, o regime de Bachar Assad e milícias aliadas estão prestes a retomar Palmira, a última cidade importante a caminho de Rakka, a capital do Estado Islâmico, o Iraque prepara a reconquistar Mossul.
A operação há muito esperada está em marcha. Deve ser longa e difícil. Hoje o comando militar iraquiano anunciou a retomada de várias vilas na periferia de Makhmur, uma cidade a leste de Mossul.
Dois mil homens lutam na ofensiva contra Makhmur, muitíssimo menos do que a força necessária para reconquistar Mossul. O plano de combate preparado pelos EUA pede que as forças de segurança do Iraque mobilizem de 20 a 25 mil homens, que seriam apoiados por milicianos curdos. A Turquia, por sua vez, daria ajuda a milícias sunitas aliadas.
Pelos cálculos da empresa de consultoria e estudos estratégicos americana Stratfor, serão necessários 40 mil soldados.
Nos últimos meses, as forças do Iraque conseguiram vitórias importantes contra o Estado Islâmico na cidade de Samarra e na província de Ambar. Para retomar Mossul, terá de cercar a cidade e cortar as linhas de suprimento dos jihadistas.
O general Sean MacFarland, comandante da campanha militar dos EUA contra o Estado Islâmico, disse que os generais iraquianos não acreditam que terão condições de reconquistar Mossul antes do fim deste ano ou do início de 2017.
Apesar da perda de 20% do total de territórios que já dominou no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico ainda é uma poderosa força de combate. Não vai entregar Mossul sem luta. A cidade é hoje a grande bastiã do sunismo, um centro de logística e de finanças do Estado Islâmico, e uma fonte de mão de obra e de voluntários do martírio.
Se perder Rakka e Mossul, o Estado Islâmico deixará de ser o protoestado que é hoje. Será reduzido mais uma vez a grupo terrorista. Terá de fazer ataques espetaculares como os de 13 de novembro de 2015 em Paris e 22 de março de 2016 em Bruxelas para manter a liderança do movimento jihadista internacional. Isso o torna ainda mais perigoso para o resto do mundo, inclusive para o Brasil, que não é alvo mas pode ser palco de atentados terroristas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.
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Líder rebelde do Mali admite crime contra patrimônio histórico
O comandante rebelde Ahmad al-Faki al-Mahdi declarou aos juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) que está pronto para confessar culpa por crimes de guerra, declarou hoje o procurador-geral do tribunal, Fatou Bensouda, citado pela agência Reuters.
Al-Mahdi é a primeira pessoa denunciada pelo TPI pelo crime de danificar o patrimônio histórico e cultural da humanidade. É acusado de liderar extremistas muçulmanos que destruíram mesquitas e mausoléus da cidade de Timbuktu.
O TPI começou a investigar crimes de guerra no Mali, um país pobre da África Ocidental, em 2012, quando grupos jihadistas ocuparam o Norte do país em aliança com milícias tuaregues.
Al-Mahdi é a primeira pessoa denunciada pelo TPI pelo crime de danificar o patrimônio histórico e cultural da humanidade. É acusado de liderar extremistas muçulmanos que destruíram mesquitas e mausoléus da cidade de Timbuktu.
O TPI começou a investigar crimes de guerra no Mali, um país pobre da África Ocidental, em 2012, quando grupos jihadistas ocuparam o Norte do país em aliança com milícias tuaregues.
Líder do Boko Haram reaparece em vídeo
Um ano depois da divulgação de sua última mensagem, divulgada em áudio, o líder da milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram, Abubakar Shekau, apareceu num vídeo recente, informou a revista americana Newsweek.
Schekau empunha um rifle diante de uma bandeira do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a quem jurou lealdade na gravação de áudio divulgada em março de 2015. O comandante terrorista fala numa mistura de árabe e hauçá, uma linguagem usada no Norte da Nigéria, de maioria muçulmana, e zomba das afirmações do governo de que teria sido morto.
O Exército de Camarões anunciou que está usando drones para localizar milicianos do Boko Haram, que agora se apresenta como a província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Schekau empunha um rifle diante de uma bandeira do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a quem jurou lealdade na gravação de áudio divulgada em março de 2015. O comandante terrorista fala numa mistura de árabe e hauçá, uma linguagem usada no Norte da Nigéria, de maioria muçulmana, e zomba das afirmações do governo de que teria sido morto.
O Exército de Camarões anunciou que está usando drones para localizar milicianos do Boko Haram, que agora se apresenta como a província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Carniceiro da Bósnia é condenado a 40 anos de prisão por genocídio
Por genocídio e crimes de guerra e contra a humanidade, o Tribunal Especial das Nações Unidas para Crimes de Guerra na Antiga Iugoslávia sentenciou hoje a 40 anos de prisão o líder da autoproclamada República Sérvia da Bósnia-Herzegóvina durante as guerras que destruíram a Iugoslávia, o psiquiatra Radovan Karadzic.
Mais de 100 mil pessoas foram mortas de 1992 a 1995 na guerra da Bósnia, o pior conflito na Europa depois da Segunda Guerra Mundial, que trouxe de volta os campos de concentração e execuções em massa.
Karadzic foi considerado culpado de 10 das 11 acusações, inclusive, massacres, perseguição, extermínio, assassinato, deportação e transferência forçada de pessoas em operações de limpeza étnica para expulsar bósnios muçulmanos e croatas. Ele foi preso em 2008, depois de 10 anos em fuga.
Na maior atrocidade, de 11 a 25 de julho de 1995, pelo menos 8.373 bósnios foram mortos no Massacre de Srebrenica. Toda a população masculina da cidade foi exterminada sob o comando de Karadzic e seu comandante militar, Ratko Mladic, conhecidos como os carniceiros da Bósnia.
Além do Massacre de Srebrenica, a sentença cita entre seus maiores crimes o cerco de Sarajevo de 2 de abril de 1992 a 29 de fevereiro de 1996, quando 12 mil pessoas foram mortas e outras 50 mil feridas, sendo 85% civis.
Mais de 100 mil pessoas foram mortas de 1992 a 1995 na guerra da Bósnia, o pior conflito na Europa depois da Segunda Guerra Mundial, que trouxe de volta os campos de concentração e execuções em massa.
Karadzic foi considerado culpado de 10 das 11 acusações, inclusive, massacres, perseguição, extermínio, assassinato, deportação e transferência forçada de pessoas em operações de limpeza étnica para expulsar bósnios muçulmanos e croatas. Ele foi preso em 2008, depois de 10 anos em fuga.
Na maior atrocidade, de 11 a 25 de julho de 1995, pelo menos 8.373 bósnios foram mortos no Massacre de Srebrenica. Toda a população masculina da cidade foi exterminada sob o comando de Karadzic e seu comandante militar, Ratko Mladic, conhecidos como os carniceiros da Bósnia.
Além do Massacre de Srebrenica, a sentença cita entre seus maiores crimes o cerco de Sarajevo de 2 de abril de 1992 a 29 de fevereiro de 1996, quando 12 mil pessoas foram mortas e outras 50 mil feridas, sendo 85% civis.
Ditador do Congo é reeleito no primeiro turno
Como esperado, o ditador Denis Sassou Nguesso foi reeleito no domingo passado em primeiro turno para a Presidência da República do Congo, o antigo Congo Francês. O resultado oficial, divulgado hoje, deu-lhe 60% dos votos, informou o jornal francês Le Monde.
Nguesso, de 72 anos, está no poder desde 1979, com uma interrupção de cinco anos de 1992 a 1997, quando liderou um golpe militar. Ele precisou mudar a Constituição para concorrer a mais um mandato.
Durante visita ao país em outubro de 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a República do Congro "está construindo uma democracia cada vez mais forte", registra a BBC Brasil.
Em 27 de março de 2015, Nguesso anunciou um referendo para reformar a Constituição de 2002, autorizando-o a concorrer a um novo mandato. A consulta popular foi realizada em outubro. O resultado oficial apontou a aprovação de 92%, com 72% de comparecimento às urnas, números altamente suspeitos. A oposição boicotou o referendo.
Apesar de ser o quarto maior produtor de petróleo do Golfo da Guiné, na África, a renda média de seus 4,7 milhões de habitantes não passa de US$ 2.190.
O petróleo é responsável por 65% do produto interno bruto, projetado em US$ 9,77 bilhões para 2016, 85% da arrecadação do governo e 92% das exportações.
Nguesso, de 72 anos, está no poder desde 1979, com uma interrupção de cinco anos de 1992 a 1997, quando liderou um golpe militar. Ele precisou mudar a Constituição para concorrer a mais um mandato.
Durante visita ao país em outubro de 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a República do Congro "está construindo uma democracia cada vez mais forte", registra a BBC Brasil.
Em 27 de março de 2015, Nguesso anunciou um referendo para reformar a Constituição de 2002, autorizando-o a concorrer a um novo mandato. A consulta popular foi realizada em outubro. O resultado oficial apontou a aprovação de 92%, com 72% de comparecimento às urnas, números altamente suspeitos. A oposição boicotou o referendo.
Apesar de ser o quarto maior produtor de petróleo do Golfo da Guiné, na África, a renda média de seus 4,7 milhões de habitantes não passa de US$ 2.190.
O petróleo é responsável por 65% do produto interno bruto, projetado em US$ 9,77 bilhões para 2016, 85% da arrecadação do governo e 92% das exportações.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Atentados em Bruxelas foram menores do que planejado
Talvez a execução tenha sido acelerada pela prisão de Salah Abdeslam em 18 de março e o risco de que mais terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante fossem presos ou mortos. Os detalhes do ataque de 22 de março de 2016 a Bruxelas ainda estão sendo investigados. Os analistas observam que o planejamento foi ruim, mas as bombas usadas eram bem feitas.
O motorista de táxi que levou os terroristas para o aeroporto é uma testemunha importante. Ele acredita que a intenção deles era explodir muito mais bombas. Em nenhum momento, os terroristas deixaram o motorista tocar nas bagagens.
O taxista ajudou a polícia a encontrar um artefato que não explodiu. Disse ainda que os terroristas queriam levar cinco malas, mas só três couberam no carro.
Duas bombas foram detonadas no Aeroporto de Zaventem. Uma terceira foi descoberta pela polícia e destruída numa explosão controlada. Um fuzil Kalachnikov foi encontrado perto dos restos mortais de um dos homens-bomba. Isso confirma relatos de tiros antes das explosões.
De acordo com a rede de televisão americana CBS, foram encontrados mais dois artefatos com um total de 14 quilos do explosivo triacetona triperóxido (TATP). Provavelmente não couberam no táxi. Se tivessem explodido, o total de vítimas seria muito maior do que os 31 mortos e 270 feridos, dos quais 61 ainda estão em estado grave.
A TATP é extremamente sensível. A reação necessária para sintetizá-la pode provocar fogo, explosão e fumaça intensa. É uma substância que se degrada rapidamente, às vezes com uma explosão. Por isso, é difícil produzi-la em grande escala sem um bom domínio da técnica de fabricar bombas.
Essa célula terrorista, a mesma responsável pelos atentados que mataram 130 pessoas em 13 de novembro de 2015 em Paris, tem grande capacidade de fabricação de bombas. Os investigadores atribuem a Najim Laachraoui o talento para preparar bombas e coletes suicidas. Como ele morreu no aeroporto, esta célula terrorista terá de encontrar um novo armeiro.
Na busca, a polícia belga também encontrou centenas de litros de acetona e de água oxigenada. Diante destas quantidades, os inspetores suspeitam que os terroristas tenham um fornecedor capaz de entregar grandes volumes destes precursores de explosivos, usados para fabricar bombas.
O motorista de táxi que levou os terroristas para o aeroporto é uma testemunha importante. Ele acredita que a intenção deles era explodir muito mais bombas. Em nenhum momento, os terroristas deixaram o motorista tocar nas bagagens.
O taxista ajudou a polícia a encontrar um artefato que não explodiu. Disse ainda que os terroristas queriam levar cinco malas, mas só três couberam no carro.
Duas bombas foram detonadas no Aeroporto de Zaventem. Uma terceira foi descoberta pela polícia e destruída numa explosão controlada. Um fuzil Kalachnikov foi encontrado perto dos restos mortais de um dos homens-bomba. Isso confirma relatos de tiros antes das explosões.
De acordo com a rede de televisão americana CBS, foram encontrados mais dois artefatos com um total de 14 quilos do explosivo triacetona triperóxido (TATP). Provavelmente não couberam no táxi. Se tivessem explodido, o total de vítimas seria muito maior do que os 31 mortos e 270 feridos, dos quais 61 ainda estão em estado grave.
A TATP é extremamente sensível. A reação necessária para sintetizá-la pode provocar fogo, explosão e fumaça intensa. É uma substância que se degrada rapidamente, às vezes com uma explosão. Por isso, é difícil produzi-la em grande escala sem um bom domínio da técnica de fabricar bombas.
Essa célula terrorista, a mesma responsável pelos atentados que mataram 130 pessoas em 13 de novembro de 2015 em Paris, tem grande capacidade de fabricação de bombas. Os investigadores atribuem a Najim Laachraoui o talento para preparar bombas e coletes suicidas. Como ele morreu no aeroporto, esta célula terrorista terá de encontrar um novo armeiro.
Na busca, a polícia belga também encontrou centenas de litros de acetona e de água oxigenada. Diante destas quantidades, os inspetores suspeitam que os terroristas tenham um fornecedor capaz de entregar grandes volumes destes precursores de explosivos, usados para fabricar bombas.
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Ofensiva do regime sírio chega aos arredores de Palmira
Com cobertura aérea da Rússia, o Exército da Síria e milícias aliados chegaram hoje aos arredores da cidade de Palmira, situada em meio ao deserto na província de Homs, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.
Como Palmira fica num oásis, sua queda implicará uma grande redução no território controlado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A cidade fica no meio de uma importante rodovia controlada pelo Estado Islâmico há quase um ano.
Palmira, tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015, é considerada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) patrimônio histórico da humanidade. Tem ruínas que datam do período Neolítico. Muitos monumentos foram destruídos pelo EI como "não islâmicos".
À medida que perde espaço no Oriente Médio e vê seu califado encolher, o Estado Islâmico tende a recorrer cada vez mais ao terrorismo com única saída para continuar sua luta e recrutar novos voluntários para o martírio.
Como Palmira fica num oásis, sua queda implicará uma grande redução no território controlado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A cidade fica no meio de uma importante rodovia controlada pelo Estado Islâmico há quase um ano.
Palmira, tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015, é considerada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) patrimônio histórico da humanidade. Tem ruínas que datam do período Neolítico. Muitos monumentos foram destruídos pelo EI como "não islâmicos".
À medida que perde espaço no Oriente Médio e vê seu califado encolher, o Estado Islâmico tende a recorrer cada vez mais ao terrorismo com única saída para continuar sua luta e recrutar novos voluntários para o martírio.
Serviço secreto da Bélgica recebeu alerta sobre ataque ao aeroporto
Os serviços secretos da Bélgica e de outros países ocidentais foram advertidos de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante preparava ataques contra o aeroporto e possivelmente contra o metrô de Bruxelas, afirmou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.
A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso
Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.
Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.
A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso
Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.
Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.
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Dois irmãos estavam entre os terroristas de Bruxelas
Dois irmãos Khalid e Brahim el-Bakraoui estavam entre os homens-bomba responsáveis pelas explosões que mataram 31 pessoas ontem no aeroporto e no metrô de Bruxelas, na Bélgica, reivindicadas pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a rádio e televisão estatal belga RTBF.
Um terceiro terrorista procurado, inicialmente suspeito de ter descartado seu colete-bomba e fugido, Najim Laachraoui, suspeito de ser o responsável por preparar os coletes com explosivos nos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e de ontem em Bruxelas, seria o segundo homem-bomba do aeroporto.
Laachraoui detonou seus explosivos ao lado de Brahim, enquanto Khalid atacou o metrô.
Em operação de busca e apreensão na cada dos irmãos Brakaoui, a polícia encontrou um fuzil Kalachnikov, grande quantidade de munição e uma bandeira negra do Estado Islâmico. A mídia belga chegou a anunciar hoje de manhã que Laachraoui fora preso, mas depois desmentiu a notícia. A última informação é que se suicidou no aeroporto.
Como o bairro de Molenbeck, na periferia da capital da Bélgica, é considerado o maior antro do jihadismo na Europa, o serviço secreto do país está sendo acusado de negligência. Bruxelas passou por quatro dias de alerta máximo, com transportes públicos e escolas paralisados no ano passado, mas a medida não foi adotada depois da prisão de Salah Abdeslam, o único terrorista do ataque a Paris que ainda estava solto.
Khalid era suspeito de terrorismo. Tinha cumprido pena de nove anos de prisão por atirar na polícia durante um assalto. Brahim foi preso em 2011 por roubo de carro a mão armada.
Laachroaui também usava o nome falso de Soufiane Kayal. Estava sendo procurado como armeiro dos atentados de Paris desde que a polícia encontrou traços genéticos dele (DNA) numa casa onde havia explosivos e coletes-bomba. Ele alugou um dos apartamentos em Auvelais onde os ataques que mataram 130 pessoas na capital francesa foram preparados.
Um terceiro terrorista procurado, inicialmente suspeito de ter descartado seu colete-bomba e fugido, Najim Laachraoui, suspeito de ser o responsável por preparar os coletes com explosivos nos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e de ontem em Bruxelas, seria o segundo homem-bomba do aeroporto.
Laachraoui detonou seus explosivos ao lado de Brahim, enquanto Khalid atacou o metrô.
Em operação de busca e apreensão na cada dos irmãos Brakaoui, a polícia encontrou um fuzil Kalachnikov, grande quantidade de munição e uma bandeira negra do Estado Islâmico. A mídia belga chegou a anunciar hoje de manhã que Laachraoui fora preso, mas depois desmentiu a notícia. A última informação é que se suicidou no aeroporto.
Como o bairro de Molenbeck, na periferia da capital da Bélgica, é considerado o maior antro do jihadismo na Europa, o serviço secreto do país está sendo acusado de negligência. Bruxelas passou por quatro dias de alerta máximo, com transportes públicos e escolas paralisados no ano passado, mas a medida não foi adotada depois da prisão de Salah Abdeslam, o único terrorista do ataque a Paris que ainda estava solto.
Khalid era suspeito de terrorismo. Tinha cumprido pena de nove anos de prisão por atirar na polícia durante um assalto. Brahim foi preso em 2011 por roubo de carro a mão armada.
Laachroaui também usava o nome falso de Soufiane Kayal. Estava sendo procurado como armeiro dos atentados de Paris desde que a polícia encontrou traços genéticos dele (DNA) numa casa onde havia explosivos e coletes-bomba. Ele alugou um dos apartamentos em Auvelais onde os ataques que mataram 130 pessoas na capital francesa foram preparados.
terça-feira, 22 de março de 2016
Exército da Somália anuncia morte de 65 terroristas
As forças de segurança do governo provisório da Somália matou pelo menos 65 membros da milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) na região semiautônoma da Puntlândia, anunciou o comandante regional do Exército, general Muhidin Ahmed Muse, informou o boletim de notícias sul-africano News24.
Outros 31 rebeldes foram capturados, na maioria menores, acrescental o general Musa. Depois de nove anos de intervenção de uma força de paz da União Africana com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Somália ainda enfrenta sérios problemas de segurança.
No fim de semana, os rebeldes mataram mais de 70 soldados depois de tomar um centro de treinamento do Exército.
A Somália, situada na região chamada de Chifre da África, no Nordeste do continente, vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Outros 31 rebeldes foram capturados, na maioria menores, acrescental o general Musa. Depois de nove anos de intervenção de uma força de paz da União Africana com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Somália ainda enfrenta sérios problemas de segurança.
No fim de semana, os rebeldes mataram mais de 70 soldados depois de tomar um centro de treinamento do Exército.
A Somália, situada na região chamada de Chifre da África, no Nordeste do continente, vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Suprema Corte dos EUA rejeita ação contra legalização da maconha
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou ontem uma ação impetrada pelos estados de Nebraska e Oklahoma acusando o vizinho Colorado de violar a lei federal ao legalizar o uso recreativo da maconha em janeiro de 2012, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
Na petição, Nebraska e Oklahoma alegam que "o estado do Colorado autoriza, supervisiona, protege e lucra com uma organização que cultiva, processa e vende maconha no valor de US$ 100 milhões por mês e exportou milhares de quilos de maconha para 36 estados em 2014."
"Se esta organização tive sede ao sul da fronteira, o governo federal a perseguiria como um cartel", acrescenta a ação. Só dois ministros conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, votaram a favor da admissibilidade do caso na Suprema Corte.
Pela Constituição dos EUA, quando os estados acionam uns aos outros, podem ir diretamente ao supremo tribunal federal, sem passar pelas instâncias inferiores.
No mesmo dia das eleições parlamentares e presidencial de novembro de 2012, os estados do Colorado aprovaram em plebiscito a legalização do uso recreativo da maconha. Desde então, os estados do Alaska e do Oregon e o Distrito de Colúmbia autorizaram o uso da droga.
O Uruguai foi o primeiro país a fazer o mesmo, no governo José Mujica, e o novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, defendeu a legalização na campanha.
Atentados terroristas matam 31 pessoas na capital da Bélgica
Quatro dias depois da prisão de Salah Abdeslam, um dos terroristas dos ataques de 13 de novembro em Paris, duas explosões mataram pelo menos 11 pessoas hoje no aeroporto de Bruxelas e outra matou ao menos 20 pessoas no metrô da capital belga. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos atentados.
Outras 270 pessoas saíram feridas. Todos os transportes públicos da capital belga foram paralisados, inclusive o Eurotrem, que liga a Inglaterra ao continente através do Túnel da Mancha. A Bélgica elevou o nível de alerta sobre terrorismo ao nível máximo. Tarde demais. Deveria ter feito isso quando Abdeslam foi preso.
Há dois meses, um agente secreto do Iraque teria ouvido de uma fonte da cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, que o grupo preparava ataques contra aeroportos e estações de trem na Europa.
O primeiro ataque foi no aeroporto, por volta de oito da manhã pela hora local (4h em Brasília). Testemunhas disseram que um homem gritou palavras em árabe antes de detonar explosivos escondidos junto ao corpo. Uma terceira bomba foi desativada no aeroporto, onde também foi encontrado um fuzil Kalachnikov e um colete de explosivos não detonado.
Uma hora depois (5h em Brasília), o alvo foi a estação de metrô de Maelbeek, que fica perto da sede da União Europeia, o que faz de Bruxelas a capital do bloco europeu.
Na França, o presidente François Hollande declarou que esta é uma guerra contra a Europa que deve ser travada em conjunto. Ele pediu a extradição de Abdeslam.
Outras 270 pessoas saíram feridas. Todos os transportes públicos da capital belga foram paralisados, inclusive o Eurotrem, que liga a Inglaterra ao continente através do Túnel da Mancha. A Bélgica elevou o nível de alerta sobre terrorismo ao nível máximo. Tarde demais. Deveria ter feito isso quando Abdeslam foi preso.
Há dois meses, um agente secreto do Iraque teria ouvido de uma fonte da cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, que o grupo preparava ataques contra aeroportos e estações de trem na Europa.
O primeiro ataque foi no aeroporto, por volta de oito da manhã pela hora local (4h em Brasília). Testemunhas disseram que um homem gritou palavras em árabe antes de detonar explosivos escondidos junto ao corpo. Uma terceira bomba foi desativada no aeroporto, onde também foi encontrado um fuzil Kalachnikov e um colete de explosivos não detonado.
Uma hora depois (5h em Brasília), o alvo foi a estação de metrô de Maelbeek, que fica perto da sede da União Europeia, o que faz de Bruxelas a capital do bloco europeu.
Na França, o presidente François Hollande declarou que esta é uma guerra contra a Europa que deve ser travada em conjunto. Ele pediu a extradição de Abdeslam.
Al Chababe mata mais de 70 soldados do Exército da Somália
Depois de tomar temporariamente o campo de treinamento do frágil Exército Nacional da Somália em Laanta Buuro, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) matou ontem mais de 74 soldados, informou o boletim de notícias somaliano Shabelle News.
Os jihadistas da Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, atacaram durante a noite a cidade estratégica de Laanta Buuro, situada a 90 quilômetros a noroeste de Mogadíscio, a capital da Somália, e anunciaram na Internet ter tomado 10 picapes.
Quando o dia amanheceu, o Exército da Somália e a missão de paz da União Africana retomaram o campo, abandonado pelos rebeldes. Durante o tempo em que ocuparam a cidade, tentaram convencer os moradores a não apoiar o governo provisório e a força de paz.
A missão de paz africana está na Somália há nove anos com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Foi aprovada depois de uma intervenção unilateral da Etiópia (2006-9) para conter os grupos terroristas e a anarquia em que o país afundou desde a morte do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
Os jihadistas da Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, atacaram durante a noite a cidade estratégica de Laanta Buuro, situada a 90 quilômetros a noroeste de Mogadíscio, a capital da Somália, e anunciaram na Internet ter tomado 10 picapes.
Quando o dia amanheceu, o Exército da Somália e a missão de paz da União Africana retomaram o campo, abandonado pelos rebeldes. Durante o tempo em que ocuparam a cidade, tentaram convencer os moradores a não apoiar o governo provisório e a força de paz.
A missão de paz africana está na Somália há nove anos com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Foi aprovada depois de uma intervenção unilateral da Etiópia (2006-9) para conter os grupos terroristas e a anarquia em que o país afundou desde a morte do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Raúl Castro nega existência de presos políticos em Cuba
Durante entrevista coletiva hoje em Havana ao lado do presidente Barack Obama, o ditador Raúl Castro negou que existam presos políticos em Cuba: "Dê-me uma lista e eles estarão soltos antes que chegue a noite."
Na conversa reservada dos dois líderes, Raúl afirmou que as relações bilaterais não serão normalizadas até que os Estados Unidos devolvam a Baía de Guantânamo, onde o governo americano mantém uma base militar desde a guerra contra a Espanha, em 1898, que levou à independência de Cuba. Na entrevista, insistiu também na revogação do embargo econômico em vigor desde 1962.
O presidente americano manifestou a certeza de que o novo relacionamento levará ao fim do embargo econômico à ilha. Como depende do Congresso, hoje dominado pela oposição conservadora, não fez previsão de data. E declarou: "O futuro de Cuba será definido pelos cubanos."
Ao ser questionado sobre a situação dos direitos humanos em Cuba, Raúl apontou problemas sociais nos EUA, como a falta de saúde e educação gratuitas para todos, a pobreza e a discriminação racial. A declaração de Raúl negando a existência de presos políticos no país foi reproduzida pelo jornal venezuelano El Nacional.
Obama admitiu que as diferenças de mais de 50 anos entre os dois países não serão resolvidas numa visita e defendeu o reatamento como benéfico para os dois povos: "É um novo dia nas relações entre EUA e Cuba."
Amanhã, ele se reúne com dissidentes, inclusive da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional e do grupo dissidente das Damas de Branco, que teve várias militantes detidas no domingo, e faz um discurso a ser transmitido ao vivo pela televisão estatal cubana.
Depois, Obama viaja para a Argentina, num sinal de apoio dos EUA ao novo presidente, Mauricio Macri.
Na conversa reservada dos dois líderes, Raúl afirmou que as relações bilaterais não serão normalizadas até que os Estados Unidos devolvam a Baía de Guantânamo, onde o governo americano mantém uma base militar desde a guerra contra a Espanha, em 1898, que levou à independência de Cuba. Na entrevista, insistiu também na revogação do embargo econômico em vigor desde 1962.
O presidente americano manifestou a certeza de que o novo relacionamento levará ao fim do embargo econômico à ilha. Como depende do Congresso, hoje dominado pela oposição conservadora, não fez previsão de data. E declarou: "O futuro de Cuba será definido pelos cubanos."
Ao ser questionado sobre a situação dos direitos humanos em Cuba, Raúl apontou problemas sociais nos EUA, como a falta de saúde e educação gratuitas para todos, a pobreza e a discriminação racial. A declaração de Raúl negando a existência de presos políticos no país foi reproduzida pelo jornal venezuelano El Nacional.
Obama admitiu que as diferenças de mais de 50 anos entre os dois países não serão resolvidas numa visita e defendeu o reatamento como benéfico para os dois povos: "É um novo dia nas relações entre EUA e Cuba."
Amanhã, ele se reúne com dissidentes, inclusive da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional e do grupo dissidente das Damas de Branco, que teve várias militantes detidas no domingo, e faz um discurso a ser transmitido ao vivo pela televisão estatal cubana.
Depois, Obama viaja para a Argentina, num sinal de apoio dos EUA ao novo presidente, Mauricio Macri.
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