Vinte e três anos depois da queda do Muro de Berlim, Cuba vai deixar de ser um país-prisão, mas os dissidentes continuarão tendo problemas para sair da ilha.
Em mais uma mudança que aponta para o fim do regime comunista imposto por Fidel Castro, depois de mais de 50 anos, a partir de 14 de janeiro de 2013, os cubanos não vão mais precisar de autorização oficial do governo para sair do país. Vai bastar um passaporte. Também não vão precisar da carta-convite exigida hoje.
Aliás, foi isso que o secretário de Comunicação Social da então Alemanha Oriental, Günter Schabowski, anunciou em 9 de novembro de 1989: "A partir da meia-noite, todos poderão sair do país, bastando apresentar o passaporte num posto de fronteira". Assim foi aberto o Muro de Berlim.
A regulamentação não estava concluída. Schabowski não tinha participado das discussões do Politburo do partido comunista e anunciou uma abertura total do muro. Os alemães-orientais correram em massa para a fronteira, e a situação se tornou irreversível. Mas amigos alemães-ocidentais que pularam para o lado oriental no meio da festa contam que às 3h da manhã, os soldados alemães-orientais tinham tomado posição junto ao muro, num sinal de que a ordem poderia ter sido revogada.
Em Cuba, dissidentes, atletas de alto desempenho e cientistas podem continuar tendo dificuldades para obter passaporte.
Desde 1961, quando a ditadura stalinista tomou conta da ilha, os cubanos precisam pagar US$ 150 para pedir autorização de saída, geralmente negada a pretexto de evitar a evasão de divisas. Sem outra chance, muitos cubanos tentaram fugir clandestinamente pelo ar ou pelo mar, sendo condenados e até mesmo mortos por isso.
É mais uma das reformas de Raúl Castro, que substituiu o irmão em 2006, quando Fidel quase morreu por causa de uma doença intestinal. Raúl já autorizou a criação de microempresas para combater o desemprego, rumo a uma abertura econômica que até agora não tinha evoluído para uma abertura política.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Menina baleada pelos Talebã se trata na Inglaterra
A menina Malala Yussufzai, de 14 anos, baleada na cabeça pela milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) no Noroeste do Paquistão por defender o direito das mulheres à educação, chegou ontem a Birmingham, na Inglaterra, para receber tratamento.
Aos 11 anos, Malala escreveu um texto contando como adorava a escola e os estudos. Como os jihadistas negam o direito das mulheres à educação e atacam escolas femininas, a menina virou da fúria medieval dos extremistas muçulmanos. Um porta-voz dos Talebã ameaça matá-la, se ela sobreviver.
Uma mulher tentou invadir a ala do hospital onde Malala está internada.
Aos 11 anos, Malala escreveu um texto contando como adorava a escola e os estudos. Como os jihadistas negam o direito das mulheres à educação e atacam escolas femininas, a menina virou da fúria medieval dos extremistas muçulmanos. Um porta-voz dos Talebã ameaça matá-la, se ela sobreviver.
Uma mulher tentou invadir a ala do hospital onde Malala está internada.
Modelo econômico do kirchnerismo está esgotado
BUENOS AIRES - A Argentina vive sua pior crise econômica e financeira desde o colapso, em 2001, da dolarização da era Carlos Menem (1989-99). Sob o impacto da Grande Recessão que atingiu a economia mundial em 2008-9, o país reduziu suas exportações, o governo bloqueia importações, a inflação se aproxima de 30% ao ano e algumas empresas estão à beira do calote de suas dívidas em dólares.
A presidente Cristina Kirchner fala em concluir a "pesificação" da economia, acabando com a tendência dos argentinos de poupar em dólares, como se fosse apenas um problema cultura e não uma defesa contra uma política de minidesvalorizações da moeda que alimenta a inflação e mina a credibilidade do peso.
O modelo kirchnerista foi adotado pelo marido de Cristina, Néstor Kirchner, presidente de 2003 a 2007, depois do colapso de 2001-2, que jogara 58% dos argentinos abaixo da linha de pobreza, numa das piores crises da história de qualquer economia moderna, comparada à crise da dívida pública da Grécia.
Kirchner se propôs a reduzir a inclusão social. Para isso, renegociou a dívida caloteada com um desconto que não foi aceita por 25% dos investidores que tinham bônus argentinos. Como o problema não foi solucionado até hoje, há várias tentativas de bloquear bens da Argentina no exterior para saldar os compromissos assumidos. O caso mais recente é o da fragata Libertad, retida há 14 dias num porto de Gana, na África (leia abaixo).
Para combater a inflação e proteger a população fragilizada, Kirchner impôs limites às tarifas cobradas pelas empresas privatizadas por Menem. Como uma retórica populista de defesa dos pobres, adotou políticas antiliberais e antimercado, reduzindo os investimentos, especialmente estrangeiros, na Argentina.
Nos primeiros anos, a economia deprimida avançou numa média de 8% ao ano, mas a crise econômico-financeira internacional de 2008-9 esgotou o modelo kirchnerista antes que a Argentina voltasse a ser um país normal.
"A Argentina tomou medidas excessivamente populistas", criticou o economista turco naturalizado americano Nouriel Roubini, famoso por prever a crise mundial. Em entrevista concedida antes de viajar a Buenos Aires, ele lamentou que o país "não possa tirar todo o proveito de suas vantagens comparativas".
Isolada na Casa Rosada, cerca de áulicos que relutam em lhe dizer a verdade, a presidente age quase como uma autista. Só ouve sua própria voz. Limita-se a repetir o discurso oficial que atribuiu todos os problemas às "elites conservadoras" e aos jornais críticos de seu governo.
Seus partidários se apressam em defender uma emenda constitucional para permitir a terceira eleição de Cristina. A julgar por sua queda de popularidade, será difícil. Há um ano, ela foi reeleita com 54% dos votos no primeiro turno. Hoje, tem o apoio de cerca de 30% dos argentinos.
A presidente Cristina Kirchner fala em concluir a "pesificação" da economia, acabando com a tendência dos argentinos de poupar em dólares, como se fosse apenas um problema cultura e não uma defesa contra uma política de minidesvalorizações da moeda que alimenta a inflação e mina a credibilidade do peso.
O modelo kirchnerista foi adotado pelo marido de Cristina, Néstor Kirchner, presidente de 2003 a 2007, depois do colapso de 2001-2, que jogara 58% dos argentinos abaixo da linha de pobreza, numa das piores crises da história de qualquer economia moderna, comparada à crise da dívida pública da Grécia.
Kirchner se propôs a reduzir a inclusão social. Para isso, renegociou a dívida caloteada com um desconto que não foi aceita por 25% dos investidores que tinham bônus argentinos. Como o problema não foi solucionado até hoje, há várias tentativas de bloquear bens da Argentina no exterior para saldar os compromissos assumidos. O caso mais recente é o da fragata Libertad, retida há 14 dias num porto de Gana, na África (leia abaixo).
Para combater a inflação e proteger a população fragilizada, Kirchner impôs limites às tarifas cobradas pelas empresas privatizadas por Menem. Como uma retórica populista de defesa dos pobres, adotou políticas antiliberais e antimercado, reduzindo os investimentos, especialmente estrangeiros, na Argentina.
Nos primeiros anos, a economia deprimida avançou numa média de 8% ao ano, mas a crise econômico-financeira internacional de 2008-9 esgotou o modelo kirchnerista antes que a Argentina voltasse a ser um país normal.
"A Argentina tomou medidas excessivamente populistas", criticou o economista turco naturalizado americano Nouriel Roubini, famoso por prever a crise mundial. Em entrevista concedida antes de viajar a Buenos Aires, ele lamentou que o país "não possa tirar todo o proveito de suas vantagens comparativas".
Isolada na Casa Rosada, cerca de áulicos que relutam em lhe dizer a verdade, a presidente age quase como uma autista. Só ouve sua própria voz. Limita-se a repetir o discurso oficial que atribuiu todos os problemas às "elites conservadoras" e aos jornais críticos de seu governo.
Seus partidários se apressam em defender uma emenda constitucional para permitir a terceira eleição de Cristina. A julgar por sua queda de popularidade, será difícil. Há um ano, ela foi reeleita com 54% dos votos no primeiro turno. Hoje, tem o apoio de cerca de 30% dos argentinos.
Apreensão de navio derruba chefe da Marinha argentino
BUENOS AIRES - A apreensão de um navio de guerra da Argentina em Gana, na África, a pedido de investidores que tiveram seus bonos da dívida do país caloteados em 2001 e que não aceitaram os termos da negociação proposta pelo governo argentino, levaram à queda do comandante da Marinha, almirante Carlos Alberto Paz.
Há 13 dias, a fragata Libertad, usada para treinamento da Marinha do país vizinho, está atracada no porto de Tema, a 7.366 quilômetros do porto de Buenos Aires, com 289 tripulantes argentinos, 23 marinheiros uruguaios e chilenos, e 13 convidados especiais. O custo para mantê-la nesta situação é de US$ 50 mil por dia para o governo Cristina Fernández de Kirchner, que enfrenta uma crise de falta de divisas.
A apreensão do navio provocou uma discussão dentro do governo. O ministro da Defesa, Arturo Puricelli, argumenta que a decisão foi tomada em comum acordo com o Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto, onde o chanceler Héctor Timerman alega que foi a Defesa que organizou o itinerário.
Internamente, o ministro do Exterior acusaria o secretário de Comércio, Guillermo Moreno, que estaria interessado em promover a visita da presidente a Angola e melhorar as relações com a África. Moreno é o articulador das políticas protecionistas de controle das importações usadas para tentar manter o equilíbrio entre a entrada e a saída de dólares da Argentina, que ainda sofre as consequências do calote de 2001.
O novo comandante da Marinha argentina é o almirante Daniel Alberto Martín, que era o subcomandante de Paz, informa o jornal argentino Clarín.
Há 13 dias, a fragata Libertad, usada para treinamento da Marinha do país vizinho, está atracada no porto de Tema, a 7.366 quilômetros do porto de Buenos Aires, com 289 tripulantes argentinos, 23 marinheiros uruguaios e chilenos, e 13 convidados especiais. O custo para mantê-la nesta situação é de US$ 50 mil por dia para o governo Cristina Fernández de Kirchner, que enfrenta uma crise de falta de divisas.
A apreensão do navio provocou uma discussão dentro do governo. O ministro da Defesa, Arturo Puricelli, argumenta que a decisão foi tomada em comum acordo com o Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto, onde o chanceler Héctor Timerman alega que foi a Defesa que organizou o itinerário.
Internamente, o ministro do Exterior acusaria o secretário de Comércio, Guillermo Moreno, que estaria interessado em promover a visita da presidente a Angola e melhorar as relações com a África. Moreno é o articulador das políticas protecionistas de controle das importações usadas para tentar manter o equilíbrio entre a entrada e a saída de dólares da Argentina, que ainda sofre as consequências do calote de 2001.
O novo comandante da Marinha argentina é o almirante Daniel Alberto Martín, que era o subcomandante de Paz, informa o jornal argentino Clarín.
Missão da SIP vai à Argentina defender grupo Clarín
BUENOS AIRES - A Sociedade Interamericana de Imprensa, reunida em São Paulo, decidiu enviar uma missão à Argentina para defender a maior empresa jornalística do país, o grupo Clarín, que está sendo perseguido pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, cada vez mais autoritária e distante dos problemas argentinos.
A pretexto de combater o monopólio, o governo argentino aprovou há dois anos uma Lei de Meios de Comunicação que obriga o maior grupo de mídia do país a se desfazer de mais de 200 licenças de telerradiodifusão. Isso reduziria sua participação no mercado de 47% para 35%.
Embora a iniciativa tenha sido elogiada por organizações não governamentais que defendem a liberdade de imprensa, como os Repórteres sem Fronteiras. Mas, na prática, está sendo usada para desmantelar a maior empresa jornalística do país.
O Clarín apoiou o governo de Néstor Kirchner (2003-7), marido de Cristina, que morreu do coração há dois anos, quando se preparava para voltar à Presidência da Argentina. Em 2008, no início do primeiro governo de presidenta (sic), como ela gosta de ser chamada (a presidente Dilma Rousseff a imitou), quando a crise financeira internacional começou a se agravar, os produtores rurais fizeram uma greve de mais de cem dias contra o aumento dos impostos sobre exportações, o Clarín ficou com os ruralistas.
Desde então, o kirchnerismo elegeu o Clarín como seu principal inimigo. A Argentina enfrenta uma situação econômica muito difícil, com uma inflação que se aproxima de 30%, embora o governo negue, com preços em alta, escassez de divisas, controle de importações, restrições ao câmbio de moedas e ameaça de que as províncias comecem a dar calote nas suas dívidas em moedas fortes. Mas Cristina prefere atribuir os problemas aos grandes jornais do país.
A pretexto de combater o monopólio, o governo argentino aprovou há dois anos uma Lei de Meios de Comunicação que obriga o maior grupo de mídia do país a se desfazer de mais de 200 licenças de telerradiodifusão. Isso reduziria sua participação no mercado de 47% para 35%.
Embora a iniciativa tenha sido elogiada por organizações não governamentais que defendem a liberdade de imprensa, como os Repórteres sem Fronteiras. Mas, na prática, está sendo usada para desmantelar a maior empresa jornalística do país.
O Clarín apoiou o governo de Néstor Kirchner (2003-7), marido de Cristina, que morreu do coração há dois anos, quando se preparava para voltar à Presidência da Argentina. Em 2008, no início do primeiro governo de presidenta (sic), como ela gosta de ser chamada (a presidente Dilma Rousseff a imitou), quando a crise financeira internacional começou a se agravar, os produtores rurais fizeram uma greve de mais de cem dias contra o aumento dos impostos sobre exportações, o Clarín ficou com os ruralistas.
Desde então, o kirchnerismo elegeu o Clarín como seu principal inimigo. A Argentina enfrenta uma situação econômica muito difícil, com uma inflação que se aproxima de 30%, embora o governo negue, com preços em alta, escassez de divisas, controle de importações, restrições ao câmbio de moedas e ameaça de que as províncias comecem a dar calote nas suas dívidas em moedas fortes. Mas Cristina prefere atribuir os problemas aos grandes jornais do país.
domingo, 14 de outubro de 2012
Israel mata líder de grupo d'al Caeda na Faixa de Gaza
BUENOS AIRES - Um ataque aéreo de Israel matou ontem na Faixa de Gaza Hicham Saedni, também conhecido como Abu al-Walid al-Maqdissi, chefe do grupo salafista jihadista Tawhid e Jihad (Um único deus e guerra santa). Outro militante morreu no ataque. Eles viajavam numa motocicleta alvejada depois do anoitecer.
A morte e a identidade do líder não foram confirmadas pelo grupo terrorista, informa o jornal liberal israelense Haaretz.
A morte e a identidade do líder não foram confirmadas pelo grupo terrorista, informa o jornal liberal israelense Haaretz.
EUA suspeitam de Irã em ataques cibernéticos
BUENOS AIRES - Os Estados Unidos acreditam que o Irã esteja por trás de uma onda de ataques cibernéticos contra a indústria do petróleo da Arábia Saudita e várias instituições financeiras americanas, informa o jornal The New York Times.
Seria uma retaliação contra ataques cibernéticos dos EUA e de Israel contra o programa nuclear iraniano.
Seria uma retaliação contra ataques cibernéticos dos EUA e de Israel contra o programa nuclear iraniano.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
UE ganha Prêmio Nobel da Paz de 2012
No momento mais difícil de sua história, diante da ameaça de dissolução sob o peso da crise das dívidas públicas da Zona do Euro, a União Europeia ganhou hoje o Prêmio Nobel da Paz, um justo reconhecimento de seu papel na promoção da paz, da democracia e dos direitos humanos na Europa depois do continente ter causado duas guerras mundiais.
O comitê norueguês do Nobel, que dá o prêmio da paz, destaca a importância da integração europeia para acabar com o conflito histórico entre a Alemanha e a França, e levar a democracia ao Sul, Centro e Leste do continente.
Esse processo começa com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Ceca), que pretendia controlar essas duas substâncias essenciais para a fabricação de armas e, portanto, para o rearmamento da Alemanha.
Em 1957, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo assinaram o Tratado de Roma fundando a Comunidade Econômica Europeia, instalada em 1958. Nos anos 70, entraram a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido.
Como a UE tem uma cláusula democrática, a Grécia, a Espanha e Portugal foram aceitos nos anos 80, depois de se livrar de suas ditaduras nos anos 70, elevando para 12 o número total de países-membros.
Depois do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a extinção da União Soviética, em 1991, entraram primeiro os países neutros - Áustria, Finlândia e Suécia - e, no século 21, dez países das Europas Central e Oriental - Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, as ex-repúblicas soviética da Estônia, da Letônia e da Lituânia, a Bulgária e a Romênia - e as ilhas de Chipre e Malta. A Croácia, a Sérvia e a Turquia estão negociando a associação.
Em 1991, o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias (UE), com o objetivo de aprofundamentar a integração política e econômica, criando uma moeda e políticas externas e de segurança comuns. Mas o colapso do comunismo na Europa Oriental, a reunificação da Alemanha e a necessidade de se abrir para o Leste mudaram o curso do projeto europeu.
Com as crises das dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, e a resistência da Alemanha e de outros países do Norte a emprestar o dinheiro necessário, a integração europeia vive sua pior crise. O Comitê do Nobel resolveu lembrar o mundo de sua importância.
A UE é um modelo único. É uma entidade supranacional de países que decidiram ceder parte de sua soberania para uma organização interestatal de modo a garantir a paz. Entre suas principais características, estão a economia social de mercado e o fundo estrutural para transferir recursos para o desenvolvimento dos países pobres.
Neste sentido, a UE é um modelo para uma globalização social-democrata.
O comitê norueguês do Nobel, que dá o prêmio da paz, destaca a importância da integração europeia para acabar com o conflito histórico entre a Alemanha e a França, e levar a democracia ao Sul, Centro e Leste do continente.
Esse processo começa com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Ceca), que pretendia controlar essas duas substâncias essenciais para a fabricação de armas e, portanto, para o rearmamento da Alemanha.
Em 1957, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo assinaram o Tratado de Roma fundando a Comunidade Econômica Europeia, instalada em 1958. Nos anos 70, entraram a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido.
Como a UE tem uma cláusula democrática, a Grécia, a Espanha e Portugal foram aceitos nos anos 80, depois de se livrar de suas ditaduras nos anos 70, elevando para 12 o número total de países-membros.
Depois do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a extinção da União Soviética, em 1991, entraram primeiro os países neutros - Áustria, Finlândia e Suécia - e, no século 21, dez países das Europas Central e Oriental - Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, as ex-repúblicas soviética da Estônia, da Letônia e da Lituânia, a Bulgária e a Romênia - e as ilhas de Chipre e Malta. A Croácia, a Sérvia e a Turquia estão negociando a associação.
Em 1991, o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias (UE), com o objetivo de aprofundamentar a integração política e econômica, criando uma moeda e políticas externas e de segurança comuns. Mas o colapso do comunismo na Europa Oriental, a reunificação da Alemanha e a necessidade de se abrir para o Leste mudaram o curso do projeto europeu.
Com as crises das dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, e a resistência da Alemanha e de outros países do Norte a emprestar o dinheiro necessário, a integração europeia vive sua pior crise. O Comitê do Nobel resolveu lembrar o mundo de sua importância.
A UE é um modelo único. É uma entidade supranacional de países que decidiram ceder parte de sua soberania para uma organização interestatal de modo a garantir a paz. Entre suas principais características, estão a economia social de mercado e o fundo estrutural para transferir recursos para o desenvolvimento dos países pobres.
Neste sentido, a UE é um modelo para uma globalização social-democrata.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Turquia intercepta avião russo com armas para Síria
A Turquia interceptou ontem um avião de passageiros da Rússia que seguia para a Síria com uma "carga ilegal" de armas para a ditadura de Bachar Assad, que há um ano e sete meses reprime violentamente uma revolta popular. Tanto a Síria quanto a Rússia negaram as alegações e acusaram o governo turco de "colocar em risco a segurança e a vida dos passageiros".
O avião levaria partes de mísseis. A Síria, que andou trocando tiros com a Turquia através da fronteira nas últimas semanas, acusou o país vizinho de "pirataria aérea".
Em Atenas, durante visita à Grécia, o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu, declarou: "Estamos determinados a controlar a transferência de armas para um regime que massacra brutalmente seu próprio povo. É inaceitável que essa transferência de armas seja feita por nosso espaço aéreo", reportou a agência Reuters.
O avião levaria partes de mísseis. A Síria, que andou trocando tiros com a Turquia através da fronteira nas últimas semanas, acusou o país vizinho de "pirataria aérea".
Em Atenas, durante visita à Grécia, o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu, declarou: "Estamos determinados a controlar a transferência de armas para um regime que massacra brutalmente seu próprio povo. É inaceitável que essa transferência de armas seja feita por nosso espaço aéreo", reportou a agência Reuters.
Chinês Mo Yan ganha Prêmio Nobel de Literatura
O escritor chinês Mo Yan foi agraciado hoje com o Prêmio Nobel de Literatura de 2012 por seu "realismo alucinógeno", que mescla folclore, história e contemporaneidade, dando uma visão intimista da vida dos camponeses na China, anunciou em Estocolmo a Academia da Suécia.
Nas redes sociais da Internet na China, o Nobel foi criticado porque Mo é considerado um defensor do regime comunista. Nenhum de seus livros foi publicado no Brasil.
Nas redes sociais da Internet na China, o Nobel foi criticado porque Mo é considerado um defensor do regime comunista. Nenhum de seus livros foi publicado no Brasil.
Maduro é nomeado vice-presidente da Venezuela
O ministro do Exterior, Nicolás Maduro, foi nomeado ontem vice-presidente da Venezuela, o que o coloca como principal candidato à sucessão do presidente Hugo Chávez na liderança do Partido Socialista Unido da Venezuela e de sua "revolução bolivarista".
Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.
Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.
Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.
Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.
Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.
Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.
Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.
Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Rússia libera uma roqueira da banda Pussy Riots
Uma integrante do banda de punk rock Pussy Riots, Iekaterina Samutsevitch, foi colocada em liberdade condicional hoje pela Justiça da Rússia depois de ser condenada por arruaça, profanação e ódio religioso. Mas confirmou a sentença de dois anos de prisão para as outras duas músicas do grupo, Nadia Tolokonnikova e Maria Alekhina.
Elas gravaram um videoclip na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, pedindo à Virgem Maria: "Livrai-nos de Putin".
A advogada de Iekaterina, Irina Khrunova, alegou que sua cliente ficou apenas 15 segundos na catedral antes de ser detida pela segurança da Igreja Ortodoxa Russa. Portanto não teria tido tempo de pular, dançar irreverentemente e gritar palavras ofensivas.
Ao sair da cadeia, Iekaterina declarou estar feliz mas preocupada com as colegas.
O processo contra a rebeldia juvenil inconsequente das roqueiras provocou críticas no mundo inteiro ao autoritarismo do presidente Vladimir Putin, que reina absoluto no país desde 1999. Ele alega não ter nada com isso.
Elas gravaram um videoclip na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, pedindo à Virgem Maria: "Livrai-nos de Putin".
A advogada de Iekaterina, Irina Khrunova, alegou que sua cliente ficou apenas 15 segundos na catedral antes de ser detida pela segurança da Igreja Ortodoxa Russa. Portanto não teria tido tempo de pular, dançar irreverentemente e gritar palavras ofensivas.
Ao sair da cadeia, Iekaterina declarou estar feliz mas preocupada com as colegas.
O processo contra a rebeldia juvenil inconsequente das roqueiras provocou críticas no mundo inteiro ao autoritarismo do presidente Vladimir Putin, que reina absoluto no país desde 1999. Ele alega não ter nada com isso.
Toyota manda recolher 7,43 milhões de carros
Em mais uma mancha na sua imagem, associada no passado a um rigoroso programa de qualidade total, a fábrica de automóveis japonesa Toyota ordenou a devolução de 7,43 milhões de veículos no inteiro. Eles têm um problema de aquecimento do botão que aciona o vidro elétrico capaz de causar incêndios.
É mais um golpe na empresa. A Toyota desdenhou seu próprio programa de qualidade para bater a General Motors, que durante 77 anos foi o maior fabricante mundial de automóveis. Foi obrigada a recolher e consertar milhões de veículos.
No ano passado, foi duramente atingida pelo terremoto e maremoto no Nordeste do Japão. Agora, enfrenta a revolta contra marcas japonesas na China por causa da disputa entre os dois países pelas ilhas Senkaku ou Diaoyu.
É mais um golpe na empresa. A Toyota desdenhou seu próprio programa de qualidade para bater a General Motors, que durante 77 anos foi o maior fabricante mundial de automóveis. Foi obrigada a recolher e consertar milhões de veículos.
No ano passado, foi duramente atingida pelo terremoto e maremoto no Nordeste do Japão. Agora, enfrenta a revolta contra marcas japonesas na China por causa da disputa entre os dois países pelas ilhas Senkaku ou Diaoyu.
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Talebã atacam menina de 14 anos que queria estudar
Em mais um de seus ataques brutais, a milícia fundamentalista dos Talebã atacou a tiros no Noroeste do Paquistão, a região tribal dominada pelos jihadistas, uma menina de 14 anos que lutava pelo direito das mulheres à educação.
Aos 11 anos, Malala Yussafzai revelou sua paixão pelos estudos. Sonhava em ser médica. Ao desafiar a doutrina medieval dos Talebã, tornou-se um símbolo da luta contra o extremismo muçulmano e quase pagou com a vida.
Nessa terça-feira, pistoleiros mascarados balearam a menina, acusando-a de "ocidentalismo". Um porta-voz da milícia, Ehsanullah Ehsan, confirmou por telefone que Malala virou alvo porque sua cruzada pelo direito à educação é "uma obscenidade", reportou o jornal The New York Times.
"Ela se tornou um símbolo da cultural ocidental. Fazia propaganda abertamente", declarou Ehsan, prometendo matá-la se ela sobreviver. "Que isto seja uma lição", sentenciou o porta-voz da barbárie, do atraso e do subdesenvolvimento em nome de Deus.
Aos 11 anos, Malala Yussafzai revelou sua paixão pelos estudos. Sonhava em ser médica. Ao desafiar a doutrina medieval dos Talebã, tornou-se um símbolo da luta contra o extremismo muçulmano e quase pagou com a vida.
Nessa terça-feira, pistoleiros mascarados balearam a menina, acusando-a de "ocidentalismo". Um porta-voz da milícia, Ehsanullah Ehsan, confirmou por telefone que Malala virou alvo porque sua cruzada pelo direito à educação é "uma obscenidade", reportou o jornal The New York Times.
"Ela se tornou um símbolo da cultural ocidental. Fazia propaganda abertamente", declarou Ehsan, prometendo matá-la se ela sobreviver. "Que isto seja uma lição", sentenciou o porta-voz da barbárie, do atraso e do subdesenvolvimento em nome de Deus.
EUA mandam tropas à Jordânia de olho na Síria
Os Estados Unidos enviaram secretamente à Jordânia uma força-tarefa com mais de 150 planejadores e outros especialistas das Forças Armadas.
Sua missão é ajudar o governo jordaniano a lidar com cerca de 180 mil refugiados sírios e ficar de prontidão. Se a guerra civil da Síria transbordar suas fronteiras ou se houver risco de que as armas químicas da ditadura de Bachar Assad caiam nas mãos de terroristas, os militares americanos estariam prontos para entrar em ação.
Outro objetivo é evitar o contágio da Jordânia pela crise síria, observa o jornal The New York Times. O Líbano, sempre tenso e dividido, está ainda mais radicalizado depois de um ano e sete meses de conflito na vizinha Síria.
Sua missão é ajudar o governo jordaniano a lidar com cerca de 180 mil refugiados sírios e ficar de prontidão. Se a guerra civil da Síria transbordar suas fronteiras ou se houver risco de que as armas químicas da ditadura de Bachar Assad caiam nas mãos de terroristas, os militares americanos estariam prontos para entrar em ação.
Outro objetivo é evitar o contágio da Jordânia pela crise síria, observa o jornal The New York Times. O Líbano, sempre tenso e dividido, está ainda mais radicalizado depois de um ano e sete meses de conflito na vizinha Síria.
Americanos dividem o Prêmio Nobel de Química 2012
Dois pesquisadores dos Estados Unidos, Robert Lefkowitz e Brian Kobilka, ganharam hoje o Prêmio Nobel de Química de 2012 por seus estudos sobre receptores ligados às proteínas G que permitem às células "adaptar-se a novas situações", anunciou em Estocolmo a Academia Real de Ciências da Suécia.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Diário do Che é divulgado na Internet
Uma cópia do diário do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara com suas anotações sobre suas ações na Bolívia, onde ele foi preso e morto em 8 de outubro de 1967, foi divulgada pela primeira vez na Internet, anunciou hoje o jornalista e pesquisador boliviano Carlos Soria Galvarro, responsável pelo portal www.chebolivia.org.
"O objetivo é deixar um documento histórico ao alcance de todos", explicou ele, acrescentando que os textos trazem "notas de esclarecimento para que se possa entender melhor o que aconteceu há 45 anos".
"O objetivo é deixar um documento histórico ao alcance de todos", explicou ele, acrescentando que os textos trazem "notas de esclarecimento para que se possa entender melhor o que aconteceu há 45 anos".
Homens-bomba atacam quartel da Força Aérea síria
Dois atentados suicidas visaram hoje um complexo de inteligência da Força Aérea da Síria em Damasco. Um carro-bomba era uma ambulância carregada de explosivos.
A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria dos ataques. Não há informações sobre centenas de prisioneiros detidos no quartel.
O Exército da Síria continua bombardeando Homs, a terceira maior cidade do país e um dos principais campos de batalha da guerra civil resultante da revolta popular iniciada há um ano e sete meses. A ditadura de Bachar Assad tenta expulsar os rebeldes de seus últimos redutos.
A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria dos ataques. Não há informações sobre centenas de prisioneiros detidos no quartel.
O Exército da Síria continua bombardeando Homs, a terceira maior cidade do país e um dos principais campos de batalha da guerra civil resultante da revolta popular iniciada há um ano e sete meses. A ditadura de Bachar Assad tenta expulsar os rebeldes de seus últimos redutos.
Americano e francês dividem Prêmio Nobel de Física
O americano David Wineland e o francês Serge Haroche ganharam hoje o Prêmio Nobel de Física 2012 "por seus métodos experimentais inovadores que permitiram medir e manipular sistemas quânticos individuais", anunciou em Estocolmo a Academia de Ciências da Suécia. Essas pesquisas ajudaram a fazer relógios de grande precisão e ao desenvolvimento de supercomputadores.
Uma partícula quântica é uma partícula isolada. Nesta condição, um átomo, um elétron ou um próton apresenta propriedades estranhas como estar em dois lugares ao mesmo tempo, comportando-se como uma nuvem. Isto muda quando a partícula interage.
Os dois cientistas trabalharam isoladamente em instrumentos para medir e manipular. Haroche é professor do Colégio da França e da Escola Normal Superior de Paris, enquanto Wineland é um físico do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia da Universidade do Colorado em Bolder, informa o jornal The Washington Post.
Uma partícula quântica é uma partícula isolada. Nesta condição, um átomo, um elétron ou um próton apresenta propriedades estranhas como estar em dois lugares ao mesmo tempo, comportando-se como uma nuvem. Isto muda quando a partícula interage.
Os dois cientistas trabalharam isoladamente em instrumentos para medir e manipular. Haroche é professor do Colégio da França e da Escola Normal Superior de Paris, enquanto Wineland é um físico do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia da Universidade do Colorado em Bolder, informa o jornal The Washington Post.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
FMI reduz previsão de crescimento para 2013
O Fundo Monetário Internacional diminuiu de 3,9% para 3,6% sua expectativa de crescimento para a economia mundial em 2013 e de 3,6% para 3,3% neste ano. Em 2012, o Brasil deve crescer menos da metade da média mundial.
Em sua Perspectiva Econômica Global, lançada hoje em Washington, o FMI criticou a Europa e os Estados Unidos por subestimarem os danos causados pelos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, dando munição aos críticos das políticas de austeridade fiscal.
A nova previsão, que rebaixa a estimativa de julho, presume que o Congresso dos EUA evite o chamado "abismo fiscal".
Em janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9) e, como não houve acordo até agora para reduzir o déficit, entram em vigor reduções obrigatórias previstas em lei nas despesas de governos.
Esse movimento duplo vai tirar mais recursos da economia, ameaçando-a com a volta da recessão que já ronda as economias desenvolvidas.
Na Europa, o FMI espera que os governos aproveitem que o Banco Central Europeu está comprando as dívidas de países em dificuldades para fazer reformas e aprofundar a integração da União Europeia, observa o jornal inglês Financial Times.
Para o Brasil, o Fundo reduziu sua expectativa de crescimento para 2012 de 2,5% para apenas 1,5%; em 2013, espera 4%. A China deve avançar 7,8% neste ano e 8,2% no próximo.
Em sua Perspectiva Econômica Global, lançada hoje em Washington, o FMI criticou a Europa e os Estados Unidos por subestimarem os danos causados pelos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, dando munição aos críticos das políticas de austeridade fiscal.
A nova previsão, que rebaixa a estimativa de julho, presume que o Congresso dos EUA evite o chamado "abismo fiscal".
Em janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9) e, como não houve acordo até agora para reduzir o déficit, entram em vigor reduções obrigatórias previstas em lei nas despesas de governos.
Esse movimento duplo vai tirar mais recursos da economia, ameaçando-a com a volta da recessão que já ronda as economias desenvolvidas.
Na Europa, o FMI espera que os governos aproveitem que o Banco Central Europeu está comprando as dívidas de países em dificuldades para fazer reformas e aprofundar a integração da União Europeia, observa o jornal inglês Financial Times.
Para o Brasil, o Fundo reduziu sua expectativa de crescimento para 2012 de 2,5% para apenas 1,5%; em 2013, espera 4%. A China deve avançar 7,8% neste ano e 8,2% no próximo.
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