Três das quatro maiores associações de produtores rurais da Argentina vão suspender as exportações de grãos de 11 a 13 de março de 2015 em protesto contra políticas do governo Cristina Kirchner, revelaram hoje os jornais argentinos Clarín e La Nación, destacando a desunião do movimento ruralista. A quarta maior, a Federação Agrária, convocou um protesto diante do Ministério da Agricultura para o próximo dia 19.
A Sociedade Rural, a Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro) e as Confederações Rurais acusam as políticas do governo de provocar "uma situação crítica em todos os setores produtivos do país."
"Por causa de uma inflação renitente, de uma pressão fiscal asfixiante e de restrições à comercialização, se degradou por completo a competitividade da produção agropecuária", declararam em nota conjunta. Além de exigir que o governo reverta "de imediato as políticas que provocaram problemas gravíssimos no campo como também para o interior do país e para a economia como um todo, também insistimos na necessidade de que o funcionamento dos mercados seja transparente."
Entre as políticas repudiadas, estão "a implementação de controles e intervenções nos preços, as retenções e os controles do câmbio". Os produtores rurais exigem sua "imediata eliminação".
Enquanto isso, ao receber a Federação Agrária, o ministro da Economia, Axel Kicillof, prometeu ajuda aos pequenos produtores.
Em 2008, no início do primeiro governo Cristina Kirchner, sob o impacto da crise internacional, sem nunca ter voltado plenamento ao mercado internacional para financiar a dívida pública, houve um aumento de impostos sobre as exportações de grãos. Para grandes volumes, a alíquota passava de 35%.
Durante a "greve do campo", uma paralisação de cem dias, os produtores rurais desafiaram o governo argentino, que depende das exportações para conseguir moedas fortes. No fim, a votação do projeto de lei estava empatada no Senado quanto o então vice-presidente Julio Cobos deu o voto de minerva a favor do campo. Jamais será perdoado por Cristina Kirchner.
Naquele conflito, o maior grupo de mídia argentino, liderado pelo jornal Clarín, ficou ao lado dos ruralistas depois de ter apoiado o governo Néstor Kirchner. O grupo virou o maior alvo do governo Cristina Kirchner, que aprovou uma Lei de Meios de Comunicação para desmantelar o grupo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Argentina enfrenta nova greve patronal no campo
Em protesto contra a desapropriação da sede da Sociedade Rural Argentina, os fazendeiros e agricultores do país fizeram hoje uma greve de 24 horas em que pararam de vender carne e grãos. Em meio ao locaute, o governo entregou uma intimação para que a entidade abandone em 30 dias o prédio onde desde 1875 se realiza a Exposição Internacional de Palermo.
A sede foi oficialmente vendida para a SRA em 1991 por US$ 30 milhões dentro das privatizações da era Carlos Menem (1989-99). O atual governo, embora hoje aliado ao menemismo, luta para reestatizar a economia argentina. Já enfrentou um longo locaute de ruralistas em 2008, num protesto contra o aumento para mais de 35% da alíquota máxima do imposto sobre exportações de grãos.
O governo Cristina Kirchner alega que a privatização foi feita a um "preço vil" porque o imóvel valeria pelo menos US$ 42 bilhões. A SRA convocou um protesto para amanhã de manhã, convidando os argentinos e cantar o hino nacional e "repudiar o avanço do Executivo sobre a Justiça".
Hoje só 1.381 reses, um terço do normal, foram leiloadas no Mercado de Liniers, o maior do país para venda de gado, informa o jornal Clarín.
O Movimento Produtivo Argentina, dirigido pelo ex-presidente Eduardo Duhalde, divulgou nota advertindo: "O governo ainda segue sem entender a estreita vinculação do produtivo com o político-institucional. Com seu notável e obsoleto revanchismo, pretende acentuar a desarticulação social que já se manifesta hoje em incontáveis atos de violência".
Outra paralisação, dos bancos, está convocada para amanhã. Apesar da pressão do Ministério do Trabalho, os bancários rejeitaram uma proposta de reajuste salarial de 15% alegando que o lucro dos bancos aumentou 41%.
A sede foi oficialmente vendida para a SRA em 1991 por US$ 30 milhões dentro das privatizações da era Carlos Menem (1989-99). O atual governo, embora hoje aliado ao menemismo, luta para reestatizar a economia argentina. Já enfrentou um longo locaute de ruralistas em 2008, num protesto contra o aumento para mais de 35% da alíquota máxima do imposto sobre exportações de grãos.
O governo Cristina Kirchner alega que a privatização foi feita a um "preço vil" porque o imóvel valeria pelo menos US$ 42 bilhões. A SRA convocou um protesto para amanhã de manhã, convidando os argentinos e cantar o hino nacional e "repudiar o avanço do Executivo sobre a Justiça".
Hoje só 1.381 reses, um terço do normal, foram leiloadas no Mercado de Liniers, o maior do país para venda de gado, informa o jornal Clarín.
O Movimento Produtivo Argentina, dirigido pelo ex-presidente Eduardo Duhalde, divulgou nota advertindo: "O governo ainda segue sem entender a estreita vinculação do produtivo com o político-institucional. Com seu notável e obsoleto revanchismo, pretende acentuar a desarticulação social que já se manifesta hoje em incontáveis atos de violência".
Outra paralisação, dos bancos, está convocada para amanhã. Apesar da pressão do Ministério do Trabalho, os bancários rejeitaram uma proposta de reajuste salarial de 15% alegando que o lucro dos bancos aumentou 41%.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Missão da SIP vai à Argentina defender grupo Clarín
BUENOS AIRES - A Sociedade Interamericana de Imprensa, reunida em São Paulo, decidiu enviar uma missão à Argentina para defender a maior empresa jornalística do país, o grupo Clarín, que está sendo perseguido pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, cada vez mais autoritária e distante dos problemas argentinos.
A pretexto de combater o monopólio, o governo argentino aprovou há dois anos uma Lei de Meios de Comunicação que obriga o maior grupo de mídia do país a se desfazer de mais de 200 licenças de telerradiodifusão. Isso reduziria sua participação no mercado de 47% para 35%.
Embora a iniciativa tenha sido elogiada por organizações não governamentais que defendem a liberdade de imprensa, como os Repórteres sem Fronteiras. Mas, na prática, está sendo usada para desmantelar a maior empresa jornalística do país.
O Clarín apoiou o governo de Néstor Kirchner (2003-7), marido de Cristina, que morreu do coração há dois anos, quando se preparava para voltar à Presidência da Argentina. Em 2008, no início do primeiro governo de presidenta (sic), como ela gosta de ser chamada (a presidente Dilma Rousseff a imitou), quando a crise financeira internacional começou a se agravar, os produtores rurais fizeram uma greve de mais de cem dias contra o aumento dos impostos sobre exportações, o Clarín ficou com os ruralistas.
Desde então, o kirchnerismo elegeu o Clarín como seu principal inimigo. A Argentina enfrenta uma situação econômica muito difícil, com uma inflação que se aproxima de 30%, embora o governo negue, com preços em alta, escassez de divisas, controle de importações, restrições ao câmbio de moedas e ameaça de que as províncias comecem a dar calote nas suas dívidas em moedas fortes. Mas Cristina prefere atribuir os problemas aos grandes jornais do país.
A pretexto de combater o monopólio, o governo argentino aprovou há dois anos uma Lei de Meios de Comunicação que obriga o maior grupo de mídia do país a se desfazer de mais de 200 licenças de telerradiodifusão. Isso reduziria sua participação no mercado de 47% para 35%.
Embora a iniciativa tenha sido elogiada por organizações não governamentais que defendem a liberdade de imprensa, como os Repórteres sem Fronteiras. Mas, na prática, está sendo usada para desmantelar a maior empresa jornalística do país.
O Clarín apoiou o governo de Néstor Kirchner (2003-7), marido de Cristina, que morreu do coração há dois anos, quando se preparava para voltar à Presidência da Argentina. Em 2008, no início do primeiro governo de presidenta (sic), como ela gosta de ser chamada (a presidente Dilma Rousseff a imitou), quando a crise financeira internacional começou a se agravar, os produtores rurais fizeram uma greve de mais de cem dias contra o aumento dos impostos sobre exportações, o Clarín ficou com os ruralistas.
Desde então, o kirchnerismo elegeu o Clarín como seu principal inimigo. A Argentina enfrenta uma situação econômica muito difícil, com uma inflação que se aproxima de 30%, embora o governo negue, com preços em alta, escassez de divisas, controle de importações, restrições ao câmbio de moedas e ameaça de que as províncias comecem a dar calote nas suas dívidas em moedas fortes. Mas Cristina prefere atribuir os problemas aos grandes jornais do país.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Oposições pressionam Congresso argentino
Os produtores rurais e a oposição estão pressionando o Congresso da Argentina a rejeitar o projeto de lei da presidente Cristina Kirchner tornando permanente o aumento em escala móvel do imposto sobre exportações de grãos, causa de uma crise que se arrasta desde 11 de março com sérios prejuízos para a economia argentina.
A Confederação Rural Argentina diz que a crise continua se o Congresso aprovar o projeto sobre o imposto de exportação. A oposição prevê derrota do governo. E o ex-governador peronista da província de Córdoba José de la Sota reconhece que “o campo está cansado” e pede aos deputados que conversem com produtores rurais antes de votar.
A Confederação Rural Argentina diz que a crise continua se o Congresso aprovar o projeto sobre o imposto de exportação. A oposição prevê derrota do governo. E o ex-governador peronista da província de Córdoba José de la Sota reconhece que “o campo está cansado” e pede aos deputados que conversem com produtores rurais antes de votar.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Produtores rurais argentinos retomam protesto
Diante da ruptura das negociações com o governo, as quatro entidades rurais que lideram o protesto do campo na Argentina decidiram retomar o protesto pedindo a seus 290 mil associados que não vendam nenhum grão para exportação nem mandar gado para abate a partir da meia noite desta quarta-feira.
O protesto do campo minou a popularidade da presidente Cristina Kirchner, que caiu 20 pontos, para apenas 26% nas últimas pesquisas.
Em 11 de março, o então ministro da Economia Martín Lousteau, que já caiu, aumentou as alíquotas do imposto sobre exportações de grãos. No caso da soja, a alíquota passou de 35% para 44%.
Isso deflagrou o movimento ruralista, unindo a Federação Agrária Argentina (FAA), a Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), as Confederações Rurais Argentinas (CRAs) e a Sociedade Rural Argentina (SRA).
O protesto do campo minou a popularidade da presidente Cristina Kirchner, que caiu 20 pontos, para apenas 26% nas últimas pesquisas.
Em 11 de março, o então ministro da Economia Martín Lousteau, que já caiu, aumentou as alíquotas do imposto sobre exportações de grãos. No caso da soja, a alíquota passou de 35% para 44%.
Isso deflagrou o movimento ruralista, unindo a Federação Agrária Argentina (FAA), a Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), as Confederações Rurais Argentinas (CRAs) e a Sociedade Rural Argentina (SRA).
sábado, 5 de abril de 2008
Argentina volta a negociar com ruralistas
As negociações entre os produtores rurais e o governo da Argentina devem ser retomadas na próxima semana, depois de breve ruptura.
Como não gostou dos discursos desafiantes dos ruralistas na quarta-feira, 2 de abril, em Gualeguaychú, a presidente Cristina Kircher suspendeu o diálogo. Mas o governo sabe que precisa do apoio do campo para aplicar as medidas compensatórias para os pequenos e médios produtores.
Cristina Kirchner insiste em que "se respeite a vontade popular", ou seja, o mandato que recebeu do povo argentino em 28 de outubro de 2007. Ele advertiu que "as reclamações devem ser feitas dentro das instituições" e assegurou que vai "defender a pátria e o modelo" econômico herdado do governo de seu marido, Néstor Kircher.
Talvez este seja o maior problema de Cristina. Seu governo já nasceu velho, como uma continuação do anterior, uma troca de rostos que não se traduziu nem sequer numa mudança do estilo autoritário de governar característico do governo anterior.
Como não gostou dos discursos desafiantes dos ruralistas na quarta-feira, 2 de abril, em Gualeguaychú, a presidente Cristina Kircher suspendeu o diálogo. Mas o governo sabe que precisa do apoio do campo para aplicar as medidas compensatórias para os pequenos e médios produtores.
Cristina Kirchner insiste em que "se respeite a vontade popular", ou seja, o mandato que recebeu do povo argentino em 28 de outubro de 2007. Ele advertiu que "as reclamações devem ser feitas dentro das instituições" e assegurou que vai "defender a pátria e o modelo" econômico herdado do governo de seu marido, Néstor Kircher.
Talvez este seja o maior problema de Cristina. Seu governo já nasceu velho, como uma continuação do anterior, uma troca de rostos que não se traduziu nem sequer numa mudança do estilo autoritário de governar característico do governo anterior.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Produtores rurais suspendem greve na Argentina
Depois de 21 dias de paralisação, os produtores rurais da Argentina suspenderam hoje sua greve e o bloqueio de estradas. Mas ameaçaram parar o comércio agrícola mais uma vez, se o governo não voltar atrás no aumento do imposto sobre exportações adotado em 11 de março.
Os exportadores de soja, que já achavam que 35% era muito, passaram a pagar uma alíquota de 44%. Sob pressão, com desabastecimento nas grandes cidades e falta de carne nos açougues de Buenos Aires, o ministro da Economia, Martín Lousteau, eliminou o aumento para quem exporta até 500 toneladas, beneficiando os pequenos e médios produtores.
Ontem à noite, a presidente Cristina Kirchner liderou um ato de peronistas e movimentos sociais aliados na Praça de Maio, acusando os fazendeiros e a imprensa de golpismo. É a maior crise de seu governo.
Os exportadores de soja, que já achavam que 35% era muito, passaram a pagar uma alíquota de 44%. Sob pressão, com desabastecimento nas grandes cidades e falta de carne nos açougues de Buenos Aires, o ministro da Economia, Martín Lousteau, eliminou o aumento para quem exporta até 500 toneladas, beneficiando os pequenos e médios produtores.
Ontem à noite, a presidente Cristina Kirchner liderou um ato de peronistas e movimentos sociais aliados na Praça de Maio, acusando os fazendeiros e a imprensa de golpismo. É a maior crise de seu governo.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Argentina reduz imposto para pequenos produtores mas ruralista prometem manter a greve
O governo da Argentina anunciou ontem uma redução no imposto sobre exportações para pequenos produtores rurais. Eles voltaram a pagar 35%, como faziam até 11 de março, antes do governo aumentar a alíquota para 44%.
A medida foi anunciada à tarde pelo ministro da Economia, Martín Lousteau. Em seguida, a presidente Cristina Kirchner fez um pronunciamento à nação e pediu o fim do bloqueio de estradas que, depois de 19 dias de paralisação, já provoca desabastecimento.
Em Buenos Aires, os açougues amanheceram sem carne nesta segunda-feira. Para um país com a tradição agropecuária da Argentina e uma capacidade de produzir alimentos para uma população dez vezes maior do que tem, é um absurdo total e completo.
Mas a manobra kirchnerista não deu certo. A tentativa de dividir os ruralistas, oferecendo um corte de impostos para quem exporta até 500 toneladas, não deu certo.
As quatro entidades que organizaram a greve decidiram manter o movimento até quarta-feira, mas prometem deixar passar uma quantidade limitada de caminhões para evitar o desabastecimento, o que provocaria a revolta da população.
O problema do governo Cristina é que não passa de uma continuação da presidência do marido, Néstor Kirchner.
Ao controlar preços e manipular a taxa de câmbio para tentar conter a inflação, o governo argentino precisa manter o superávit primário e o equilíbrio das contas públicas. Sem investimento externo por causa do calote da dívida e das condições impostas pelo governo Néstor Kirchner aos credores, só restou a Cristina aumentar impostos.
Agora, toda a política econômica está em cheque. Em seu discurso, Cristina acusou a oligarquia rural, inimiga histórica do peronismo, dizendo esperar que os fazendeiros sintam-se como parte e não como proprietários do país. Ela também chamou os grevistas de piqueteiros, comparando-os com a tropa de choque do kirchnerismo nas manifestações de rua, liderada por Luis d'Elia.
Os piqueteiros surgiram durante a crise do colapso da dolarização da era Menem (1989-99), em 2001-02, e foram cooptados pelo governo Kirchner, que os usou para cercar postos de gasolina e outras empresas que aumentaram preços sem o aval da Casa Rosada.
Na semana passada, ocuparam a Praça de Maio, diante da sede do governo, e enfrentaram a classe média que fazia panelaços contra o governo.
A medida foi anunciada à tarde pelo ministro da Economia, Martín Lousteau. Em seguida, a presidente Cristina Kirchner fez um pronunciamento à nação e pediu o fim do bloqueio de estradas que, depois de 19 dias de paralisação, já provoca desabastecimento.
Em Buenos Aires, os açougues amanheceram sem carne nesta segunda-feira. Para um país com a tradição agropecuária da Argentina e uma capacidade de produzir alimentos para uma população dez vezes maior do que tem, é um absurdo total e completo.
Mas a manobra kirchnerista não deu certo. A tentativa de dividir os ruralistas, oferecendo um corte de impostos para quem exporta até 500 toneladas, não deu certo.
As quatro entidades que organizaram a greve decidiram manter o movimento até quarta-feira, mas prometem deixar passar uma quantidade limitada de caminhões para evitar o desabastecimento, o que provocaria a revolta da população.
O problema do governo Cristina é que não passa de uma continuação da presidência do marido, Néstor Kirchner.
Ao controlar preços e manipular a taxa de câmbio para tentar conter a inflação, o governo argentino precisa manter o superávit primário e o equilíbrio das contas públicas. Sem investimento externo por causa do calote da dívida e das condições impostas pelo governo Néstor Kirchner aos credores, só restou a Cristina aumentar impostos.
Agora, toda a política econômica está em cheque. Em seu discurso, Cristina acusou a oligarquia rural, inimiga histórica do peronismo, dizendo esperar que os fazendeiros sintam-se como parte e não como proprietários do país. Ela também chamou os grevistas de piqueteiros, comparando-os com a tropa de choque do kirchnerismo nas manifestações de rua, liderada por Luis d'Elia.
Os piqueteiros surgiram durante a crise do colapso da dolarização da era Menem (1989-99), em 2001-02, e foram cooptados pelo governo Kirchner, que os usou para cercar postos de gasolina e outras empresas que aumentaram preços sem o aval da Casa Rosada.
Na semana passada, ocuparam a Praça de Maio, diante da sede do governo, e enfrentaram a classe média que fazia panelaços contra o governo.
sábado, 29 de março de 2008
Ruralistas retomam greve na Argentina
Diante do fracasso da primeira negociação com o governo Cristina Kirchner, os produtores rurais da Argentina decidiram neste sábado reiniciar a greve e o bloqueio de estradas interrompido ontem depois de 16 dias de protesto.
Os fazendeiros e pequenos agricultores exigem o fim de um aumento no imposto sobre exportações, que, no caso da soja, passou de 27% para 40%, praticamente eliminando o lucro do negócio.
A pausa permitiu o reabastecimento dos grandes centros urbanos, onde já começava a faltar comida.
Os fazendeiros e pequenos agricultores exigem o fim de um aumento no imposto sobre exportações, que, no caso da soja, passou de 27% para 40%, praticamente eliminando o lucro do negócio.
A pausa permitiu o reabastecimento dos grandes centros urbanos, onde já começava a faltar comida.
Produtores saem pessimistas da Casa Rosada
As entidades agrárias da Argentina saíram desapontadas da primeira reunião de negociações com o governo Cristina Kirchner depois do fim ontem de uma greve de 16 dias.
Os produtores rurais paralisaram suas atividades em protesto contra o aumento do imposto sobre exportações. No caso da soja, a taxação passou de 27% para 40%, engolindo quase todo o lucro de fazendeiros e agricultores.
Insatisfeitos, os produtores prometerem rediscutir o reinício das greves e do bloqueio de estradas. O governo marcou nova reunião para segunda-feira.
As perdas totais causadas pela paralisação são estimadas em 2,35 bilhões de pesos argentinos, quase US$ 750 milhões.
Os produtores rurais paralisaram suas atividades em protesto contra o aumento do imposto sobre exportações. No caso da soja, a taxação passou de 27% para 40%, engolindo quase todo o lucro de fazendeiros e agricultores.
Insatisfeitos, os produtores prometerem rediscutir o reinício das greves e do bloqueio de estradas. O governo marcou nova reunião para segunda-feira.
As perdas totais causadas pela paralisação são estimadas em 2,35 bilhões de pesos argentinos, quase US$ 750 milhões.
Produtores rurais suspendem greve na Argentina
Depois de um discurso conciliador da presidente Cristina Kirchner, as quatro entidades de produtores rurais da Argentina decidiram, na sexta-feira, 28 de março de 2008, suspender a greve e o bloqueio de estradas, que duraram 16 dias.
A presidente prometeu diálogo, se a paralisação fosse suspensa. Os ruralistas protestam contra o imposto sobre exportações de grãos, adotado para conter o crescimento nos preços internos dos alimentos, puxada pela inflação mundial nos preços dos produtos primários.
A presidente prometeu diálogo, se a paralisação fosse suspensa. Os ruralistas protestam contra o imposto sobre exportações de grãos, adotado para conter o crescimento nos preços internos dos alimentos, puxada pela inflação mundial nos preços dos produtos primários.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Governo argentino ameaça prender grevistas
Na mais dura ameaça até agora, o chefe da Casa Civil do governo da Argentina, o poderoso Anibal Fernández, que ocupa o cargo desde o governo Néstor Kirchner, deu um ultimato para que os produtores rurais em greve suspendam o bloqueio das estradas: "Quem não liberar as estradas será preso."
No final da tarde de ontem, a presidente Cristina Kirchner adotou um tom mais conciliatório, prometendo abrir diálogo assim que as rodovias sejam reabertas.
A proposta partiu do governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli. O governo recorreu aos governadores para intermediar a crise provocada pela imposição de impostos de exportação sobre as vendas de grãos ao exterior, com o objetivo de controlar os preços internos.
Os ruralistas ficaram de dar uma resposta hoje, quando o movimento completa 15 dias.
No final da tarde de ontem, a presidente Cristina Kirchner adotou um tom mais conciliatório, prometendo abrir diálogo assim que as rodovias sejam reabertas.
A proposta partiu do governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli. O governo recorreu aos governadores para intermediar a crise provocada pela imposição de impostos de exportação sobre as vendas de grãos ao exterior, com o objetivo de controlar os preços internos.
Os ruralistas ficaram de dar uma resposta hoje, quando o movimento completa 15 dias.
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