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sábado, 29 de março de 2008

Produtores saem pessimistas da Casa Rosada

As entidades agrárias da Argentina saíram desapontadas da primeira reunião de negociações com o governo Cristina Kirchner depois do fim ontem de uma greve de 16 dias.

Os produtores rurais paralisaram suas atividades em protesto contra o aumento do imposto sobre exportações. No caso da soja, a taxação passou de 27% para 40%, engolindo quase todo o lucro de fazendeiros e agricultores.

Insatisfeitos, os produtores prometerem rediscutir o reinício das greves e do bloqueio de estradas. O governo marcou nova reunião para segunda-feira.

As perdas totais causadas pela paralisação são estimadas em 2,35 bilhões de pesos argentinos, quase US$ 750 milhões.

Produtores rurais suspendem greve na Argentina

Depois de um discurso conciliador da presidente Cristina Kirchner, as quatro entidades de produtores rurais da Argentina decidiram, na sexta-feira, 28 de março de 2008, suspender a greve e o bloqueio de estradas, que duraram 16 dias.

A presidente prometeu diálogo, se a paralisação fosse suspensa. Os ruralistas protestam contra o imposto sobre exportações de grãos, adotado para conter o crescimento nos preços internos dos alimentos, puxada pela inflação mundial nos preços dos produtos primários.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Governo argentino ameaça prender grevistas

Na mais dura ameaça até agora, o chefe da Casa Civil do governo da Argentina, o poderoso Anibal Fernández, que ocupa o cargo desde o governo Néstor Kirchner, deu um ultimato para que os produtores rurais em greve suspendam o bloqueio das estradas: "Quem não liberar as estradas será preso."

No final da tarde de ontem, a presidente Cristina Kirchner adotou um tom mais conciliatório, prometendo abrir diálogo assim que as rodovias sejam reabertas.

A proposta partiu do governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli. O governo recorreu aos governadores para intermediar a crise provocada pela imposição de impostos de exportação sobre as vendas de grãos ao exterior, com o objetivo de controlar os preços internos.

Os ruralistas ficaram de dar uma resposta hoje, quando o movimento completa 15 dias.