A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria de três atentados suicidas no subúrbio de Sayeda Zeinab, em Damasco, a capital da Síria, noticiou a agência Reuters. Pelo menos 20 pessoas morreram, sendo 13 civis, e 30 saíram feridas, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
As três bombas explodiram perto do santuário xiita de Sayeda Zeinab, informou um clérigo xiita à televisão síria Ikhbariya. O Estado Islâmico revelou que duas bombas foram detonadas por terroristas suicidas. A terceira explosão foi de um carro-bomba.
O Estado Islâmico havia atacado a bomba o mesmo distrito de Damasco pelo menos duas vezes em 2016. Sayeda Zeinab é hoje um reduto de milicianos do Hesbolá (Partido de Deus), a milícia xiita libanesa que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. O último ataque foi em 25 de abril. Em fevereiro, uma onda de ataques deixou 134 mortos.
Como está sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, onde perdeu 40% dos territórios que ocupada no Iraque e 15% na Síria, o Estado Islâmico deve recorrer cada vez mais a ações de guerrilha e atentados terroristas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 11 de junho de 2016
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Rebeldes matam coronel da Guarda Revolucionária do Irã na Síria
Rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na Síria mataram um coronel da Guarda Revolucionária do Irã na Batalha de Alepo, noticiaram hoje vários meios de comunicação iranianos. O grupo responsável não foi identificado.
O hadji Ali Mansori era coronel da 21ª Brigada de Infantaria Blindada da Guarda Revolucionária do Irã. Participou da Guerra Irã-Iraque (1980-88). Foi morto no Sul da cidade de Alepo, que era a capital econômica da Síria antes do início da guerra civil.
Pelo menos 20 guardas revolucionários iranianos foram mortos na semana passada na guerra civil síria desde a semana passada, inclusive o alto comandante Saïd Mohammad Hussein Hussein.
O hadji Ali Mansori era coronel da 21ª Brigada de Infantaria Blindada da Guarda Revolucionária do Irã. Participou da Guerra Irã-Iraque (1980-88). Foi morto no Sul da cidade de Alepo, que era a capital econômica da Síria antes do início da guerra civil.
Pelo menos 20 guardas revolucionários iranianos foram mortos na semana passada na guerra civil síria desde a semana passada, inclusive o alto comandante Saïd Mohammad Hussein Hussein.
Socialistas caem para terceiro lugar em pesquisa na Espanha
A campanha para as eleições parlamentares de 26 de junho de 2016 começou ontem na Espanha com uma pesquisa indicando uma queda do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) para terceiro lugar, depois do conservador Partido Popular (PP) e da aliança Unidos Podemos, a grande novidade destas eleições, formada pelo novo partido esquerdista Podemos e da coalizão Esquerda Unida, que inclui o Partido Comunista.
Pela pesquisa do Centro de Investigações Sociólogicas (CIS), o PP lidera com 29,2%, seguido pela coalizão Unidos Podemos com 25,6%, 21,2% para o PSOE e 14,6% para o novo partido de centro-direita Cidadãos.
A erosão do apoio aos partidos tradicionais que governaram a Espanha desde 1982, o PP e o PSOE, é consequência da crise econômica que elevou o desemprego acima de 25% para os trabalhadores em geral e acima de 55% entre os jovens.
Com a ascensão dos novos partidos, Podemos e Cidadãos, nas eleições de 20 de dezembro, nenhum partido conseguiu articular uma maioria para formar um novo governo. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, que ficou em segundo lugar, rejeitou a proposta de uma grande aliança com o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy e tentou formar governo com os novos partidos. Mas Pablo Iglesias, do Podemos, repudiou uma coligação com os Cidadãos.
No momento, há um declínio da social-democracia e dos partidos de centro-esquerda na União Europeia. Em Portugal, o Partido Socialista está no poder em coligação com grupos mais à esquerda. Na França, o PS corre sério risco de ficar de fora do segundo turno da eleição presidencial de 2017.
No Reino Unido, o Partido Trabalhista foi mais para a esquerda sob a liderança de Jeremy Corbin e tem participação irrelevante no debate sobre o referendo de 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia. Na Alemanha e na Áustria, os sociais-democratas deixaram de ser uma opção de poder.
Como observou o jornal conservador espanhol El Mundo, "o mapa político da esquerda foi reconfigurado" pela emergência de "movimentos de protesto, indignação e revolta". Os partidos tradicionais de esquerda não têm resposta ao surgimento de movimentos como Podemos.
Na opinião do colunista Wolfgang Münchau, do jornal britânico Financial Times, os partidos de centro-esquerda passaram as últimas décadas absorvendo políticas de direita, da liberalização comercial à desregulamentação e à independência dos bancos centrais. Tornaram-se "indistinguíveis" dos partidos de centro-direta. Com a Grande Recessão iniciada em 2008, os eleitores buscaram alternativas à esquerda.
Pela pesquisa do Centro de Investigações Sociólogicas (CIS), o PP lidera com 29,2%, seguido pela coalizão Unidos Podemos com 25,6%, 21,2% para o PSOE e 14,6% para o novo partido de centro-direita Cidadãos.
A erosão do apoio aos partidos tradicionais que governaram a Espanha desde 1982, o PP e o PSOE, é consequência da crise econômica que elevou o desemprego acima de 25% para os trabalhadores em geral e acima de 55% entre os jovens.
Com a ascensão dos novos partidos, Podemos e Cidadãos, nas eleições de 20 de dezembro, nenhum partido conseguiu articular uma maioria para formar um novo governo. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, que ficou em segundo lugar, rejeitou a proposta de uma grande aliança com o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy e tentou formar governo com os novos partidos. Mas Pablo Iglesias, do Podemos, repudiou uma coligação com os Cidadãos.
No momento, há um declínio da social-democracia e dos partidos de centro-esquerda na União Europeia. Em Portugal, o Partido Socialista está no poder em coligação com grupos mais à esquerda. Na França, o PS corre sério risco de ficar de fora do segundo turno da eleição presidencial de 2017.
No Reino Unido, o Partido Trabalhista foi mais para a esquerda sob a liderança de Jeremy Corbin e tem participação irrelevante no debate sobre o referendo de 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia. Na Alemanha e na Áustria, os sociais-democratas deixaram de ser uma opção de poder.
Como observou o jornal conservador espanhol El Mundo, "o mapa político da esquerda foi reconfigurado" pela emergência de "movimentos de protesto, indignação e revolta". Os partidos tradicionais de esquerda não têm resposta ao surgimento de movimentos como Podemos.
Na opinião do colunista Wolfgang Münchau, do jornal britânico Financial Times, os partidos de centro-esquerda passaram as últimas décadas absorvendo políticas de direita, da liberalização comercial à desregulamentação e à independência dos bancos centrais. Tornaram-se "indistinguíveis" dos partidos de centro-direta. Com a Grande Recessão iniciada em 2008, os eleitores buscaram alternativas à esquerda.
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quinta-feira, 9 de junho de 2016
Estado Islâmico mata comandante rebelde na Síria
O coronel Bakour Salim, membro do Alto Comitê de Negociação, o braço diplomático das forças que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na Síria, foi morto hoje num atentado terrorista suicida da milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Salim era o comandante dos Batalhões e Brigadas Ahmad al-Abdo, um grupo afiliado ao Exército da Síria Livre que obteve vitórias recentes contra o Estado Islâmico no deserto a leste de Damasco. Nos últimos dias, seu grupo anunciou a retomada de várias posições que havia perdido para a milícia terrorista.
Hoje o enviado especial das Nações Unidas para a paz na Síria, Staffan de Mistura, declarou que não vai haver uma nova rodada de negociações enquanto as partes não chegaram a um acordo básico sobre uma transição política.
As negociações estão estagnadas porque a ditadura de Assad, fortalecida pela intervenção militar da Rússia desde 30 de setembro de 2015, se recusa a fazer concessões e mais ainda em abandonar o poder, como exigem os rebeldes.
Salim era o comandante dos Batalhões e Brigadas Ahmad al-Abdo, um grupo afiliado ao Exército da Síria Livre que obteve vitórias recentes contra o Estado Islâmico no deserto a leste de Damasco. Nos últimos dias, seu grupo anunciou a retomada de várias posições que havia perdido para a milícia terrorista.
Hoje o enviado especial das Nações Unidas para a paz na Síria, Staffan de Mistura, declarou que não vai haver uma nova rodada de negociações enquanto as partes não chegaram a um acordo básico sobre uma transição política.
As negociações estão estagnadas porque a ditadura de Assad, fortalecida pela intervenção militar da Rússia desde 30 de setembro de 2015, se recusa a fazer concessões e mais ainda em abandonar o poder, como exigem os rebeldes.
Obama apoia oficialmente a candidatura Hillary à Casa Branca
Depois de um encontro com o senador Bernie Sanders, o presidente Barack Obama declarou hoje oficialmente seu apoio à candidatura de Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata na eleição de novembro.
Obama elogiou a campanha de Sanders por colocar em questão a desigualdade e outras questões sociais, e afirmou que Hillary "talvez seja a pessoa mais qualificada e concorrer a este cargo, com "a coragem, a compaixão e a competência" para presidir os EUA.
"Não vejo o momento de me juntar a Hillary na campanha", acrescentou o presidente, que tenta unificar o partido para a luta contra o bilionário Donald Trump, que está dividindo o Partido Republicano.
Obama e Hillary devem participar de um comício juntos no estado de Wisconsin na próxima semana.
Obama elogiou a campanha de Sanders por colocar em questão a desigualdade e outras questões sociais, e afirmou que Hillary "talvez seja a pessoa mais qualificada e concorrer a este cargo, com "a coragem, a compaixão e a competência" para presidir os EUA.
"Não vejo o momento de me juntar a Hillary na campanha", acrescentou o presidente, que tenta unificar o partido para a luta contra o bilionário Donald Trump, que está dividindo o Partido Republicano.
Obama e Hillary devem participar de um comício juntos no estado de Wisconsin na próxima semana.
Disputa na eleição presidencial do Peru se arrasta até os últimos votos
Com 99,561% das urnas escrutinadas, o segundo turno da eleição presidencial no Peru ainda está matematicamente indefinido, embora há 24 horas os analistas deem como certa a vitória do ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuzynski, da aliança Peruanos pela Mudança, sobre a ex-deputada Keiko Fujimori, da Força Popular. Faltando contar cerca de 64 mil votos, ele tem uma vantagem de 39 mil votos.
A diferença percentual permanece estável, depois de Keiko apertar na reta final da apuração, que se arrasta por conta as aldeias remotas da Cordilheira dos Andes, do "Peru profundo" onde ela esperava neutralizar a vantagem do adversário, e dos votos do exterior. Na última parcial, divulgada uma horas e meia atrás, Kuczynski tinha 50,11% dos votos válidos contra 49,89% para Keiko.
Liberal economicamente e conservador em política, PKK, de 77 anos, como é mais conhecido no Peru, será o presidente mais velho da história do país. Ele promete acelerar o crescimento econômico, que nos últimos dois anos caiu pela metade da média de 6% dos três anos anteriores.
Keiko é filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), que ainda tem grande popularidade por ter acabado com a hiperinflação e com o grupo terrorista Sendero Luminoso, um grupo guerrilheiro de orientação maoísta responsável por uma guerra civil que deixou mais de 70 mil mortos.
Alberto Fujimori deu um golpe, fechando o Congresso, intervindo no Judiciário e censurando a mídia, em 1992, e foi condenado a 25 anos de prisão por corrupção e violação dos direitos humanos. Mesmo assim, o fujimorismo ainda é a maior força política do Peru isoladamente. Todas as forças antifujimorismo se reuniram para dar esta vitória estreita a Kuczynski.
NOTA: horas depois, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais anunciou o resultado final: 50,12% para PKK e 49,88% para Keiko, com uma diferença de 41 mil votos.
A diferença percentual permanece estável, depois de Keiko apertar na reta final da apuração, que se arrasta por conta as aldeias remotas da Cordilheira dos Andes, do "Peru profundo" onde ela esperava neutralizar a vantagem do adversário, e dos votos do exterior. Na última parcial, divulgada uma horas e meia atrás, Kuczynski tinha 50,11% dos votos válidos contra 49,89% para Keiko.
Liberal economicamente e conservador em política, PKK, de 77 anos, como é mais conhecido no Peru, será o presidente mais velho da história do país. Ele promete acelerar o crescimento econômico, que nos últimos dois anos caiu pela metade da média de 6% dos três anos anteriores.
Keiko é filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), que ainda tem grande popularidade por ter acabado com a hiperinflação e com o grupo terrorista Sendero Luminoso, um grupo guerrilheiro de orientação maoísta responsável por uma guerra civil que deixou mais de 70 mil mortos.
Alberto Fujimori deu um golpe, fechando o Congresso, intervindo no Judiciário e censurando a mídia, em 1992, e foi condenado a 25 anos de prisão por corrupção e violação dos direitos humanos. Mesmo assim, o fujimorismo ainda é a maior força política do Peru isoladamente. Todas as forças antifujimorismo se reuniram para dar esta vitória estreita a Kuczynski.
NOTA: horas depois, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais anunciou o resultado final: 50,12% para PKK e 49,88% para Keiko, com uma diferença de 41 mil votos.
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quarta-feira, 8 de junho de 2016
Emoção no segundo turno no Peru vai até último voto
Com 99,298% das urnas apuradas, o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kucynski ainda não venceu matematicamente o segundo turno da eleição presidencial no Peru. Tem 50,11% dos votos válidos contra 49,89 para a ex-deputada Keiko Fujimori, uma diferença de apenas 38.195 votos num eleitorado de 23 milhões de peruanos.
Desde o meio-dia de ontem, os analistas peruanos consideram irreversível a vitória de Kuczynski, da aliança Peruanos pela Mudança, que no segundo turno reuniu todas as forças antifujimoristas. Mas esta é uma eleição disputada voto a voto até o final.
Será a segunda derrota consecutiva de Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, preso e condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e violação dos direitos humanos. Como em 2011, ela venceu o primeiro turno mas perdeu no segundo, o que aliás é um padrão nas eleições presidenciais peruanas.
Desde o meio-dia de ontem, os analistas peruanos consideram irreversível a vitória de Kuczynski, da aliança Peruanos pela Mudança, que no segundo turno reuniu todas as forças antifujimoristas. Mas esta é uma eleição disputada voto a voto até o final.
Será a segunda derrota consecutiva de Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, preso e condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e violação dos direitos humanos. Como em 2011, ela venceu o primeiro turno mas perdeu no segundo, o que aliás é um padrão nas eleições presidenciais peruanas.
Banco Mundial reduz previsão de crescimento para 2016
O Banco Mundial reduziu hoje para baixo sua previsão para o crescimento da economia mundial em 2016, de 2,9% para 2,4%, por causa da queda nos preços das matérias-primas, do esfriamento da demanda nos países ricos, da fraqueza do comércio internacional e da diminuição dos fluxos de capital.
"A economia mundial está sujeita a sérios riscos", adverte um relatório semestral Prospectos para a Economia Mundial citando ameaças geopolíticas e a volatilidade financeira. A expectativa para 2017 foi cortada em 0,3 ponto percentual para 2,8%.
Na análise do banco, um problema central é a queda nos preços das matérias-primas, principais fontes de renda dos países em desenvolvimento: "Os mercados emergentes e os países em desenvolvimento exportadores de produtos primários não conseguiram se adaptar à fraqueza nos preços do petróleo e de outros produtos essenciais."
Os países emergentes devem crescer 3,5%, com destaque para a Índia (7,6%) e a China (6,7%). Já o Brasil e a Rússia terão recessões mais profundas do que previsto anteriormente pelo Banco Mundial. A previsão para os Estados Unidos foi reduzida em 0,8 ponto percentual para 1,9%.
Para o Brasil, a expectativa é de -4% (-1,5 em relação à previsão anterior, seis meses atrás) em 2016, -0,2% (-1,6) em 2017 e 0,8% (-0,7) em 2018.
"Em 2015, a América Latina e o Caribe viram sua primeira contração desde a crise financeira. Em 2016, esta recessão deve se aprofundar. O produto interno bruto regional deve declinar 1,3% em 2016 depois de encolher 0,7%. Mas há uma grande heterogeneidade entre suas três sub-regiões", observa o relatório.
"Na América do Sul, grande exportadora de petróleo e metais, que estão em baixa, a incerteza política, a crescente aversão global ao risco e políticas de juros altos contribuíram para a contração da atividade econômica em 2015", acrescenta o Banco Mundial.
"No Brasil, a maior economia da América Latina e do Caribe, o PIB encolheu cerca de 3,8% em 2015 na pior recessão em décadas. A confiança do investidor desabou em parte devido às incertezas cercando as investigações da Lava Jato e o processo de impeachment contra a presidente.
"A depreciação substancial do real em relação ao dólar de mais de 30% em 2015 e a remoção dos subsídios à energia elevaram a inflação para cerca de 10%. Para reancorar as expectativas de inflação, o Banco Central mantém uma política monetária apertada apesar da queda na produção, e a expectativa é que daqui a um a inflação volte para a banda de flutuação da meta.
"A inflação elevada e o aumento do desemprego erodiram a renda real e pesaram sobre o consumo doméstico, enquanto o investimento em capital fixo está em declínio acentuado desde 2014", concluem os analistas do banco.
"A economia mundial está sujeita a sérios riscos", adverte um relatório semestral Prospectos para a Economia Mundial citando ameaças geopolíticas e a volatilidade financeira. A expectativa para 2017 foi cortada em 0,3 ponto percentual para 2,8%.
Na análise do banco, um problema central é a queda nos preços das matérias-primas, principais fontes de renda dos países em desenvolvimento: "Os mercados emergentes e os países em desenvolvimento exportadores de produtos primários não conseguiram se adaptar à fraqueza nos preços do petróleo e de outros produtos essenciais."
Os países emergentes devem crescer 3,5%, com destaque para a Índia (7,6%) e a China (6,7%). Já o Brasil e a Rússia terão recessões mais profundas do que previsto anteriormente pelo Banco Mundial. A previsão para os Estados Unidos foi reduzida em 0,8 ponto percentual para 1,9%.
Para o Brasil, a expectativa é de -4% (-1,5 em relação à previsão anterior, seis meses atrás) em 2016, -0,2% (-1,6) em 2017 e 0,8% (-0,7) em 2018.
"Em 2015, a América Latina e o Caribe viram sua primeira contração desde a crise financeira. Em 2016, esta recessão deve se aprofundar. O produto interno bruto regional deve declinar 1,3% em 2016 depois de encolher 0,7%. Mas há uma grande heterogeneidade entre suas três sub-regiões", observa o relatório.
"Na América do Sul, grande exportadora de petróleo e metais, que estão em baixa, a incerteza política, a crescente aversão global ao risco e políticas de juros altos contribuíram para a contração da atividade econômica em 2015", acrescenta o Banco Mundial.
"No Brasil, a maior economia da América Latina e do Caribe, o PIB encolheu cerca de 3,8% em 2015 na pior recessão em décadas. A confiança do investidor desabou em parte devido às incertezas cercando as investigações da Lava Jato e o processo de impeachment contra a presidente.
"A depreciação substancial do real em relação ao dólar de mais de 30% em 2015 e a remoção dos subsídios à energia elevaram a inflação para cerca de 10%. Para reancorar as expectativas de inflação, o Banco Central mantém uma política monetária apertada apesar da queda na produção, e a expectativa é que daqui a um a inflação volte para a banda de flutuação da meta.
"A inflação elevada e o aumento do desemprego erodiram a renda real e pesaram sobre o consumo doméstico, enquanto o investimento em capital fixo está em declínio acentuado desde 2014", concluem os analistas do banco.
Ex-primeiro-ministro amplia vantagem no segundo turno no Peru
Com 99,115% dos votos apurados no segundo turno da eleição presidencial no Peru, o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski ampliou um pouco sua pequena vantagem sobre a ex-deputada Keiko Fujimori, que passou para 0,34% ou 56.392 votos.
Matematicamente, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori ainda tem chance. Na prática, desde ontem ao meio-dia, analistas políticos peruanos consideram a vantagem de Kuczynski irreversível.
Keiko apostava nos votos de aldeias remotas do interior, especialmente da região dos Andes, do "Peru profundo", onde seu pai ainda é muito popular, que lhe permitiram diminuir a diferença. O pequeno aumento da vantagem de Kuczynski nas duas últimas parciais indicam a chegada dos votos do exterior, onde ele teria vencido.
Matematicamente, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori ainda tem chance. Na prática, desde ontem ao meio-dia, analistas políticos peruanos consideram a vantagem de Kuczynski irreversível.
Keiko apostava nos votos de aldeias remotas do interior, especialmente da região dos Andes, do "Peru profundo", onde seu pai ainda é muito popular, que lhe permitiram diminuir a diferença. O pequeno aumento da vantagem de Kuczynski nas duas últimas parciais indicam a chegada dos votos do exterior, onde ele teria vencido.
Renamo ataca trem da Vale em Moçambique
Rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido de oposição de Moçambique atacaram um trem da mineradora brasileira Vale na região de Lavos, no distrito de Cheringoma, na província de Sofala, no centro desta antiga colônia portuguesa no Oceano Índico.
Os atiradores dispararam contra a locomotiva do trem, que ia descarregado para uma mina de carvão, ferindo um ajudante do condutor, revelou o chefe de polícia de Moçambique, Alfredo Mussa, destacando ter sido o primeiro ataque da Renamo contra um trem neste ano.
A composição estava num corredor ferroviário que liega a vila produtora de carvão de Moatize, na província central de Tete, com o porto da Beira, em Sofala. Depois do ataque, o trem seguiu viagem para seu destino.
Insatisfeita com sucessivas derrotas na eleições nacionais, na prática o país é desde a independência uma ditadura de partido único, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), a Renamo defende autonomia regional para as províncias onde é maioria de modo a ter uma base política.
Nas últimas semanas, há preparações para um encontro do presidente Filipe Nyusi com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
Os atiradores dispararam contra a locomotiva do trem, que ia descarregado para uma mina de carvão, ferindo um ajudante do condutor, revelou o chefe de polícia de Moçambique, Alfredo Mussa, destacando ter sido o primeiro ataque da Renamo contra um trem neste ano.
A composição estava num corredor ferroviário que liega a vila produtora de carvão de Moatize, na província central de Tete, com o porto da Beira, em Sofala. Depois do ataque, o trem seguiu viagem para seu destino.
Insatisfeita com sucessivas derrotas na eleições nacionais, na prática o país é desde a independência uma ditadura de partido único, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), a Renamo defende autonomia regional para as províncias onde é maioria de modo a ter uma base política.
Nas últimas semanas, há preparações para um encontro do presidente Filipe Nyusi com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
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Mais de 10 mil migrantes morreram no Mediterrâneo desde 2014
Desde 2014, mais de 10 mil migrantes morreram em naufrágios no Mar Mediterrâneo quando tentavam chegar à União Europeia, declarou ontem em Genebra, na Suíça, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Foram 3,5 mil mortes em 2014, 3.771 em 2015 e 2.814 desde o início de 2016, revelou o porta-voz da ONU, classificando esses números como "horríveis". Desde sábado, não foi registrado nenhum naufrágio.
Mais de 200 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa neste ano pelo mar, na Grécia, Chipre ou Espanha. A maioria dos refugiados vem das guerras civis na Síria, no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão.
Foram 3,5 mil mortes em 2014, 3.771 em 2015 e 2.814 desde o início de 2016, revelou o porta-voz da ONU, classificando esses números como "horríveis". Desde sábado, não foi registrado nenhum naufrágio.
Mais de 200 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa neste ano pelo mar, na Grécia, Chipre ou Espanha. A maioria dos refugiados vem das guerras civis na Síria, no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Kuczynski está eleito presidente do Peru
Com 99% das urnas apuradas, o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski está praticamente eleito presidente do Peru. Ele tem 50,164% dos votos contra 49,836% da ex-deputada Keiko Fujimori. A diferença aumentou em relação à parcial anterior.
Aos 77 anos, Kuczynski será o presidente mais velho da história peruana. É filho do médico judeu alemão Maxime Kuczynski, que fugiu com a ascensão do nazismo, com a professora de literatura franco-suíca Madeleine Godard, tia do cineasta Jean-Luc Godard. E casado com Nancy Ann Lange, prima da atriz Jessica Lange.
Conservador politicamente e liberal em economia, Kuczynski fez campanha prometendo acelerar o crescimento e defender a democracia contra uma suposta ameaça autoritária representada pela volta do fujimorismo. Teve o apoio do escritor Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, derrotado por Alberto Fujimori, pai de Keiko, em 1990.
A economia do Peru foi a que mais cresceu nos últimos anos na América do Sul. Em 2008, chegou ao pico de 9,1%. Apesar da crise mundial, evitou a recessão em 2009, avançando 1% para se expandir 8,5% em 2010, 6,5% em 2011, 6% em 2012, 5,8% em 2013, 2,4% em 2014 e 3,3% em 2015.
Keiko Fujimori, de 41 anos, perde pela segunda vez. Em 2011, foi derrotada no segundo turno pelo atual presidente Ollanta Humala. É herdeira política do pai, que está preso e condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e crimes contra os direitos humanos, inclusive sequestro, tortura e assassinatos políticos.
Como acabou com a hiperinflação e com o terrorismo do grupo guerrilheiro maoísta Sendero Luminoso, Alberto Fujimori ainda tem popularidade, especialmente nas aldeias indígenas do interior. Keiko confiava no "Peru profundo" para uma virada na reta final da contagem. O aumento da vantagem de Kuczynski indica que entraram os votos do exterior, onde o ex-primeiro-ministro teria ganho.
Aos 77 anos, Kuczynski será o presidente mais velho da história peruana. É filho do médico judeu alemão Maxime Kuczynski, que fugiu com a ascensão do nazismo, com a professora de literatura franco-suíca Madeleine Godard, tia do cineasta Jean-Luc Godard. E casado com Nancy Ann Lange, prima da atriz Jessica Lange.
Conservador politicamente e liberal em economia, Kuczynski fez campanha prometendo acelerar o crescimento e defender a democracia contra uma suposta ameaça autoritária representada pela volta do fujimorismo. Teve o apoio do escritor Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, derrotado por Alberto Fujimori, pai de Keiko, em 1990.
A economia do Peru foi a que mais cresceu nos últimos anos na América do Sul. Em 2008, chegou ao pico de 9,1%. Apesar da crise mundial, evitou a recessão em 2009, avançando 1% para se expandir 8,5% em 2010, 6,5% em 2011, 6% em 2012, 5,8% em 2013, 2,4% em 2014 e 3,3% em 2015.
Keiko Fujimori, de 41 anos, perde pela segunda vez. Em 2011, foi derrotada no segundo turno pelo atual presidente Ollanta Humala. É herdeira política do pai, que está preso e condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e crimes contra os direitos humanos, inclusive sequestro, tortura e assassinatos políticos.
Como acabou com a hiperinflação e com o terrorismo do grupo guerrilheiro maoísta Sendero Luminoso, Alberto Fujimori ainda tem popularidade, especialmente nas aldeias indígenas do interior. Keiko confiava no "Peru profundo" para uma virada na reta final da contagem. O aumento da vantagem de Kuczynski indica que entraram os votos do exterior, onde o ex-primeiro-ministro teria ganho.
OTAN realiza maior treinamento na Polônia desde 1989
Com 31 mil soldados de 18 países-membros e cinco outros aliados, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realiza de hoje até 17 de junho as maiores manobras militares na Polônia desde a queda do regime comunista, em 1989, informou a Rádio Polônia.
A aliança atlântica realiza amanhã e depois de amanhã uma reunião de cúpula em Varsóvia para sinalizar o apoio à Polônia, que se sente ameaçada desde a intervenção militar da Rússia na ex-república soviética da Ucrânia, em 2014.
O treinamento militar vai se concentrar na coordenação entre a OTAN e os chefes militares de cada país-membro em caso de guerra híbrida, uma mistura de revoltas populares com táticas de guerras não convencionais como a Rússia faz na Ucrânia.
A Polônia era sócia fundadora do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, criada em 1955 e dissolvida formalmente em 1991. Em 1999, a Polônia pós-comunista entrou para a OTAN e, em 2004, para a União Europeia.
A crise na Ucrânia começou com a recusa do então presidente Viktor Yanukovich de fechar um acordo de associação com a UE, em novembro de 2013. Uma onda de protestos na Praça Maidan, em Kiev, a capital do país, levou à fuga de Yanukovich em 22 de fevereiro de 2014.
Moscou denunciou um golpe de Estado, anexou a região da Crimeia, onde fica a base da Frota do Mar Negro, compartilhada entre os dois países desde o fim da URSS, e promoveu uma revolta dos russos étnicos no Leste da Ucrânia.
A aliança atlântica realiza amanhã e depois de amanhã uma reunião de cúpula em Varsóvia para sinalizar o apoio à Polônia, que se sente ameaçada desde a intervenção militar da Rússia na ex-república soviética da Ucrânia, em 2014.
O treinamento militar vai se concentrar na coordenação entre a OTAN e os chefes militares de cada país-membro em caso de guerra híbrida, uma mistura de revoltas populares com táticas de guerras não convencionais como a Rússia faz na Ucrânia.
A Polônia era sócia fundadora do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, criada em 1955 e dissolvida formalmente em 1991. Em 1999, a Polônia pós-comunista entrou para a OTAN e, em 2004, para a União Europeia.
A crise na Ucrânia começou com a recusa do então presidente Viktor Yanukovich de fechar um acordo de associação com a UE, em novembro de 2013. Uma onda de protestos na Praça Maidan, em Kiev, a capital do país, levou à fuga de Yanukovich em 22 de fevereiro de 2014.
Moscou denunciou um golpe de Estado, anexou a região da Crimeia, onde fica a base da Frota do Mar Negro, compartilhada entre os dois países desde o fim da URSS, e promoveu uma revolta dos russos étnicos no Leste da Ucrânia.
Reino Unido adverte para risco de terrorismo na Euro 2016
Os estádios e outros locais de concentração de torcedores podem ser alvos de ataques terroristas durante a Euro 2016, a copa europeia de seleções de futebol, que começa na próxima sexta-feira em Saint-Denis, na Grande Paris, e vai até 10 de julho com jogos em várias cidades da França, advertiu hoje o Ministério do Exterior britânico.
A França vai mobilizar 100 mil soldados, policiais e seguranças particulares para patrulhar o evento. Há expectativa de que 2,5 milhões de torcedores assistam aos 51 jogos, a serem realizados em 10 estádios.
A Euro 2016 acontece numa França sob estado de emergência depois dos atentados de 13 de novembro do ano passado, que deixaram 130 mortos, e ainda traumatizada pelo ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015, também em Paris.
Na onda de atentados de novembro, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma barreira ao tentar infiltrar homens-bomba no Estádio da França, onde Alemanha e França disputavam uma partida amistosa com a presença do presidente francês, François Mitterrand.
Antes, grupos terroristas não alvejavam eventos esportivos, embora terroristas palestinos tenham assassinado 11 atletas israelenses na Olimpíada de 1972, em Munique, na Alemanha. Foi um precedente perigoso.
Os Estados Unidos já haviam alertado os americanos para o risco de atentados na Europa, especialmente na França durante a Euro 2016, mas não citaram nenhuma ameaça específica.
A França vai mobilizar 100 mil soldados, policiais e seguranças particulares para patrulhar o evento. Há expectativa de que 2,5 milhões de torcedores assistam aos 51 jogos, a serem realizados em 10 estádios.
A Euro 2016 acontece numa França sob estado de emergência depois dos atentados de 13 de novembro do ano passado, que deixaram 130 mortos, e ainda traumatizada pelo ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015, também em Paris.
Na onda de atentados de novembro, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma barreira ao tentar infiltrar homens-bomba no Estádio da França, onde Alemanha e França disputavam uma partida amistosa com a presença do presidente francês, François Mitterrand.
Antes, grupos terroristas não alvejavam eventos esportivos, embora terroristas palestinos tenham assassinado 11 atletas israelenses na Olimpíada de 1972, em Munique, na Alemanha. Foi um precedente perigoso.
Os Estados Unidos já haviam alertado os americanos para o risco de atentados na Europa, especialmente na França durante a Euro 2016, mas não citaram nenhuma ameaça específica.
Tribunal proíbe prisão de migrantes em fronteiras internas da UE
A Corte Europeia de Justiça decidiu hoje que migrantes sem documentos não podem ser presos por tentar ilegalmente num país da União Europeia dentro da Zona de Schengen ou tentando sair dela, mas podem ser deportados para os países de origem, noticiou a televisão pública britânica BBC.
A decisão foi tomada no caso de um ganês detido pela polícia francesa ao tentar entrar ilegalmente na França com documentos falsos como se fosse belga. Não se aplica ao Reino Unido e à Irlanda.
Esses países não fazem parte do Acordo de Schengen, de 1985, que acabou com o controle das fronteiras internas da UE e de países associados como a Islândia, a Noruega e a Suíça. Também não vale para a Dinamarca, que tem o direito de não adotar as políticas de segurança europeias com que não concorde.
De acordo com a sentença, os migrantes podem ser detidos por razões excepcionais como acusações criminais ou se forem objeto de uma ordem de deportação. A decisão terá forte impacto sobre a crise provocada pela onda de migrantes econômicos e refugiados das guerras da África e do Oriente Médio que invade a Europa.
A decisão foi tomada no caso de um ganês detido pela polícia francesa ao tentar entrar ilegalmente na França com documentos falsos como se fosse belga. Não se aplica ao Reino Unido e à Irlanda.
Esses países não fazem parte do Acordo de Schengen, de 1985, que acabou com o controle das fronteiras internas da UE e de países associados como a Islândia, a Noruega e a Suíça. Também não vale para a Dinamarca, que tem o direito de não adotar as políticas de segurança europeias com que não concorde.
De acordo com a sentença, os migrantes podem ser detidos por razões excepcionais como acusações criminais ou se forem objeto de uma ordem de deportação. A decisão terá forte impacto sobre a crise provocada pela onda de migrantes econômicos e refugiados das guerras da África e do Oriente Médio que invade a Europa.
Analistas consideram irreversível vantagem de Kuczynski no Peru
Com 97,1% das urnas apuradas, o segundo turno da eleição presidencial do Peru permanece indefinido, mas analistas já consideram irreversível a vantagem do ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski sobre a ex-deputada Keiko Fujimori.
Na última contagem parcial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Kuczynski, um economista liberal em economia e conservador politicamente, soma 50,14% dos votos válidos. A ex-deputada e filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra os direitos humanos, tem 49,86%.
A vantagem caiu para apenas 0,28%. Na madrugada, com 95,86% das urnas escrutinadas, a diferença era de 0,36%. Mas analistas citados pelo jornal peruano La República consideram o resultado irreversível, como Jorge Nieto: "Teriam de haver coisas muito incomuns, e não estou falando de manipulação de votos, mas de mesas com 200 votos em que Keiko Fujimori tenha todos, e isso é muito improvável."
Keiko contava com os votos do interior, do "Peru profundo", para reverter a vantagem de Kuczynski. Não devem ser suficientes, raciocinou Nieto: "Faltam chegar os votos do exterior, que são os últimos que chegam e, pelo que se antecipou, a vitória de Kuczynski foi folgada. De modo que não vejo nenhum indício de que seja superado por Fujimori."
Na sua opinião, a esperança dos fujimoristas é "um ato de fé": "No horizonte da razão, a eleição já está definida."
O ex-vice-ministro da Interculturalidade, Iván Lanegra, também não vê possibilidade de mudança da tendência atual. A reação de Keiko seria resultado da entrada das atas eleitorais do Norte do Peru, onde ela ganhou. "Todo o Norte, onde a vantagem é maior, já está praticamente em 100%."
Em regiões onde o ex-primeiro-ministro ganha bem, como na província de Huancavelica, a contagem ainda está em 75%. "Também falta o voto do exterior, em que até onde sabemos Kuczynski tem uma pequena vantagem. Finalmente, Lima e Callao, que têm grandes bolsões de votos [fujimoristas], já estão em 100%", observou o ex-ministro.
Com tão poucos votos a contar, a vitória do líder da aliança Peruanos pela Mudança (PKK, as iniciais do candidato) estaria assegurada.
Na última contagem parcial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Kuczynski, um economista liberal em economia e conservador politicamente, soma 50,14% dos votos válidos. A ex-deputada e filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra os direitos humanos, tem 49,86%.
A vantagem caiu para apenas 0,28%. Na madrugada, com 95,86% das urnas escrutinadas, a diferença era de 0,36%. Mas analistas citados pelo jornal peruano La República consideram o resultado irreversível, como Jorge Nieto: "Teriam de haver coisas muito incomuns, e não estou falando de manipulação de votos, mas de mesas com 200 votos em que Keiko Fujimori tenha todos, e isso é muito improvável."
Keiko contava com os votos do interior, do "Peru profundo", para reverter a vantagem de Kuczynski. Não devem ser suficientes, raciocinou Nieto: "Faltam chegar os votos do exterior, que são os últimos que chegam e, pelo que se antecipou, a vitória de Kuczynski foi folgada. De modo que não vejo nenhum indício de que seja superado por Fujimori."
Na sua opinião, a esperança dos fujimoristas é "um ato de fé": "No horizonte da razão, a eleição já está definida."
O ex-vice-ministro da Interculturalidade, Iván Lanegra, também não vê possibilidade de mudança da tendência atual. A reação de Keiko seria resultado da entrada das atas eleitorais do Norte do Peru, onde ela ganhou. "Todo o Norte, onde a vantagem é maior, já está praticamente em 100%."
Em regiões onde o ex-primeiro-ministro ganha bem, como na província de Huancavelica, a contagem ainda está em 75%. "Também falta o voto do exterior, em que até onde sabemos Kuczynski tem uma pequena vantagem. Finalmente, Lima e Callao, que têm grandes bolsões de votos [fujimoristas], já estão em 100%", observou o ex-ministro.
Com tão poucos votos a contar, a vitória do líder da aliança Peruanos pela Mudança (PKK, as iniciais do candidato) estaria assegurada.
Atentado terrorista mata 11 pessoas em Istambul
Um carro-bomba detonado perto de um ônibus da polícia no bairro histórico de Beyazit deixou 11 mortos e 36 feridos hoje de manhã em Istambul, a maior cidade da Turquia, informou o prefeito da cidade, Vasip Sahin.
Entre os mortos, sete eram policiais e quatro eram civis. O ataque foi no coração do centro historico, perto das principais atrações de Istambul, como a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia.
Dois atentados terroristas contra o centro histórico de Istambul foram atribuídos à milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante neste ano. Em janeiro, um atentado suicida matou 12 turistas alemães. Em 19 de março outro homem-bomba se detonou numa rua de comércio matando três turistas israelenses e um iraniano.
Há cerca de um ano, o presidente Recep Tayyip Erdogan reiniciou a guerra civil com a minoria curda, então os curdos também estão entre os suspeitos.
Entre os mortos, sete eram policiais e quatro eram civis. O ataque foi no coração do centro historico, perto das principais atrações de Istambul, como a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia.
Dois atentados terroristas contra o centro histórico de Istambul foram atribuídos à milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante neste ano. Em janeiro, um atentado suicida matou 12 turistas alemães. Em 19 de março outro homem-bomba se detonou numa rua de comércio matando três turistas israelenses e um iraniano.
Há cerca de um ano, o presidente Recep Tayyip Erdogan reiniciou a guerra civil com a minoria curda, então os curdos também estão entre os suspeitos.
Kuczynski lidera no Peru por apenas 0,36%
Com 95,36% das urnas escrutinadas, a eleição presidencial do Peru ainda está indefinida. O ex-primeiro-ministro conservador Pedro Pablo Kucynski, de 77 anos, lidera com 50,18% dos votos válidos contra 49,82% para a ex-deputada Keiko Fujimori, de 41 anos, filha do ex-ditador Alberto Fujimori.
Filho do médico judeu Maxime Kuckynski, que fugiu da Alemanha, e da professora de literatura franco-suíça Madeleine Godard, tia do cineasta Jean-Luc Godard, o ex-primeiro-ministro tinha cidadania americana. É casado com a americana Nancy Lange, prima da atriz Jessica Lange.
Economista, Kuczynski fez campanha prometendo acelerar o crescimento, que caiu nos últimos anos de uma média de 6% ao ano para 3,3% no ano passado.
Keiko é a herdeira política do pai, Alberto Fujimori (1990-2000), um populista de direita que derrotou a hiperinflação e o grupo terrorista Sendero Luminoso, mas deu um golpe em 1992, fechou o Congresso e interveio no Poder Judiciário. Ainda é popular no interior, onde inaugurou escolas rurais e distribuía sapatos pessoalmente.
Por isso, Keiko conta com os votos do "Peru profundo" para virar o jogo na reta final. Sua campanha teve como tema central a segurança pública. Ela venceu o primeiro turno e liderava as pesquisas até uma semana antes da eleição, quando ficou em empate técnico. Foi prejudicada por um escândalo de corrupção envolvendo o deputado Joaquín Ramírez, ex-secretário-geral do partido Força Popular, de Keiko.
Sua derrota manteria o padrão de que o vencedor do primeiro turno perde no segundo turno nas eleições presidenciais peruanas.
Filho do médico judeu Maxime Kuckynski, que fugiu da Alemanha, e da professora de literatura franco-suíça Madeleine Godard, tia do cineasta Jean-Luc Godard, o ex-primeiro-ministro tinha cidadania americana. É casado com a americana Nancy Lange, prima da atriz Jessica Lange.
Economista, Kuczynski fez campanha prometendo acelerar o crescimento, que caiu nos últimos anos de uma média de 6% ao ano para 3,3% no ano passado.
Keiko é a herdeira política do pai, Alberto Fujimori (1990-2000), um populista de direita que derrotou a hiperinflação e o grupo terrorista Sendero Luminoso, mas deu um golpe em 1992, fechou o Congresso e interveio no Poder Judiciário. Ainda é popular no interior, onde inaugurou escolas rurais e distribuía sapatos pessoalmente.
Por isso, Keiko conta com os votos do "Peru profundo" para virar o jogo na reta final. Sua campanha teve como tema central a segurança pública. Ela venceu o primeiro turno e liderava as pesquisas até uma semana antes da eleição, quando ficou em empate técnico. Foi prejudicada por um escândalo de corrupção envolvendo o deputado Joaquín Ramírez, ex-secretário-geral do partido Força Popular, de Keiko.
Sua derrota manteria o padrão de que o vencedor do primeiro turno perde no segundo turno nas eleições presidenciais peruanas.
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Vantagem de ex-primeiro-ministro do Peru cai para 0,45%
Numa disputa apertadíssima, com 94,86% das urnas apuradas, o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski lidera o segundo turno da eleição presidencial no Peru com 50,22% dos votos válidos contra 49,77% para a ex-deputada Keiko Fujimori. É uma diferença de 74.266 votos.
Hillary é a primeira mulher candidata a presidente dos EUA
Como uma "forte adesão de última hora de superdelegados", pelos cálculos da agência Associated Press a ex-secretária de Estado Hillary Clinton já tem o apoio dos 2.384 delegados, uma mais do que o necessário para garantir sua indicação como candidata do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016 na convenção nacional de 25 a 28 de julho na Filadélfia. Será a primeira mulher a concorrer à Casa Branca.
Seu adversário, o senador socialista Bernie Sanders, está em plena campanha para a eleição primária desta terça-feira na Califórnia na esperança de superar Hillary na contagem de delegados excluindo os superdelegados.
Sanders critica os superdelegados, mas aposta numa "convenção contestada" para tentar convencer os superdelegados a mudar para ele.
"A secretária Clinton não tem e não terá o número requerido de delegados para garantir a nomeação", afirmou Michael Briggs, o porta-voz do senador. "Ele vai depender dos superdelegados, que não votam até 25 de julho e que podem mudar de ideia até lá."
No cômputo geral, Hillary recebeu nas eleições primárias e convenções estaduais do Partido Democrata 3 milhões de votos a mais do que Sanders e conquistou assim 300 delegados a mais.
Como o partido costuma dividir os delegados proporcionalmente à votação e Hillary tem uma vantagem de quatro pontos nas pesquisas, é improvável que os 548 delegados da Califórnia pesem decisivamente a favor de Sanders.
Há semanas, os caciques democratas pressionam Sanders a cessar os ataques, abandonar a campanha e unir o partido em torno da candidatura Hillary. Com o fervor dos jovens e esquerdistas atraídos pelo senador, o risco é que a frustração de uma derrota nas eleições primárias os afaste das eleições de 8 de novembro.
Seu adversário, o senador socialista Bernie Sanders, está em plena campanha para a eleição primária desta terça-feira na Califórnia na esperança de superar Hillary na contagem de delegados excluindo os superdelegados.
Sanders critica os superdelegados, mas aposta numa "convenção contestada" para tentar convencer os superdelegados a mudar para ele.
"A secretária Clinton não tem e não terá o número requerido de delegados para garantir a nomeação", afirmou Michael Briggs, o porta-voz do senador. "Ele vai depender dos superdelegados, que não votam até 25 de julho e que podem mudar de ideia até lá."
No cômputo geral, Hillary recebeu nas eleições primárias e convenções estaduais do Partido Democrata 3 milhões de votos a mais do que Sanders e conquistou assim 300 delegados a mais.
Como o partido costuma dividir os delegados proporcionalmente à votação e Hillary tem uma vantagem de quatro pontos nas pesquisas, é improvável que os 548 delegados da Califórnia pesem decisivamente a favor de Sanders.
Há semanas, os caciques democratas pressionam Sanders a cessar os ataques, abandonar a campanha e unir o partido em torno da candidatura Hillary. Com o fervor dos jovens e esquerdistas atraídos pelo senador, o risco é que a frustração de uma derrota nas eleições primárias os afaste das eleições de 8 de novembro.
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