domingo, 19 de dezembro de 2021

Hospitalização por covid-19 aumenta em 18 estados nos EUA

 Às vésperas das festas de fim de ano e antes do impacto da variante ômicron do coronavírus de 2019, as hospitalizações aumentam nos Estados Unidos em 18 estados e no Distrito de Colúmbia. Em duas semanas, a alta é de 16%. Cerca de 80% dos hospitalizados não se vacinaram ou não tomaram a segunda dose. Até agora, a melhor resposta à ômicron é a dose de reforço e só 18% dos norte-americanos receberam a dose extra.

O estado de Nova York bateu o recorde de casos novos pelo segundo dia seguido, mais de 20 mil. O contágio aumenta em todo o país, especialmente no Nordeste, do Meio-Oeste à Nova Inglaterra. A variante delta ainda é dominante nos EUA, mas o aumento do contágio em Nova York é atribuído à ômicron. A prefeitura pode cancelar a festa do Ano Novo.

Com a subnotificação dos fins de semana, os Estados Unidos registraram mais 62.003 casos e 118 mortes neste domingo. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 21% em duas semanas para 133.012. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 9% em duas semanas para 1.296. O país tem o maior número de casos confirmados (50.846.823) e de mortes (806.438) na pandemia.

Diante de um aumento explosivo no número de casos novos e um recorde de 90.418 num dia, o Reino Unido não afasta a possibilidade de um novo confinamento antes mesmo do Natal. Mais de 12 mil casos da ômicron foram diagnósticos no país até, 85 exigiram hospitalização e sete pacientes morreram.

A França suspendeu a queima de fogos de artifício em Paris, que a Prefeitura do Rio de Janeiro pretende realizar, o que certamente vai causar aglomeração e transmissão da doença.

No mundo, já são 274.711.127 casos confirmados e 5.354.588 mortes. Mais de 246,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22,77 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 88.532 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave.

Aqui no Brasil, sem dados atualizados de vários estados por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde, não faz sentido dar dados diários que não refletem a realidade. O total de casos confirmados no país está em 22.211.128 e o de mortes em 617.838.

Mais de 8,7 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,47 bilhões de pessoas, quase 58% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 7,6% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade completaram a vacinação, mas só 5,4% tomaram a dose de reforço considerada importante para se defender da variante ômicron.

Hoje na História do Mundo: 19 de Dezembro

 REINO UNIDO ACEITA DEVOLVER HONG KONG

    Em 1984, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e o líder chinês Deng Xiaoping chegam a um acordo para que o Reino Unido devolva Hong Kong à China em 1º de julho de 1997.

Esquerda vence eleição mais polarizada no Chile pós-ditadura

 O deputado e ex-atividade estudantil Gabriel Boric é o mais jovem presidente da história do Chile, o mais votado e o primeiro a vencer no segundo turno o primeiro. 

Na eleição mais polarizada desde a volta da democracia ao país, em 1990, Boric, de 35 anos, da coalizão de esquerda Aprovo Dignidade (Frente Ampla e Partido Comunista), conquistou 55,87% dos votos. Venceu o neofascista José Antonio Kast, de Frente Social-Cristã, de extrema direita, admirador do presidente Jair Bolsonaro e filho de um oficial do Exército da Alemanha nazista, que obteve 44,13% dos sufrágios.

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sábado, 18 de dezembro de 2021

Holanda reimpõe o confinamento para se defender da ômicron

 Para tentar conter a propagação da variante ômicron do coronavírus de 2019, a Holanda impôs um novo confinamento até 14 de janeiro, anunciou no sábado o primeiro-ministro Mark Rutte. A partir deste domingo, todas as lojas e serviços não essenciais, inclusive bares, restaurantes, salões de beleza, academias de ginástica e museus serão fechados. As escolas devem voltar às aulas em 9 de janeiro. 

O governo holandês recomenda que as pessoas recebam no máximo duas pessoas que não morem na casa. O contágio diminuiu muito depois de adoção do toque de recolher noturno no fim do ano passado. Há três semanas, os primeiros casos da ômicron foram diagnosticados no país. A expectativa é que se torne dominante antes do fim do ano

Até agora, a Holanda registrou 2.966.744 milhões de casos confirmados e 20.420 mortes. Mais 14.616 casos foram diagnosticados no sábado.

No Brasil, nove dias depois de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde, cinco estados e o Distrito Federal não atualizaram os dados. Mais 137 mortes e 2.457 casos foram notificados neste sábado, elevando os totais para 22.209.815 casos confirmados e 617.784 mortes. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias no Brasil caiu 32% em duas semanas para 132. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 61% em duas semanas para 3.450. Ambas apresentam forte tendência de queda, em contraste com o que se vê na Europa e nos Estados Unidos, onde o contágio, as hospitalizações e as mortes estão em alta.

No mundo, já são 274.250.023 casos confirmados e 5.350.297 mortes. Mais de 246 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22,77 milhões têm casos suaves ou médios e 89.267 estão em estado grave.

Neste sábado, quando costuma haver subnotificação, os EUA registraram mais 86.972 casos e 591 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 17% em duas semanas para 127.628. A média diária de mortes dos últimos sete dias 9% para 1.296. O número de hospitalizados teve alta de 17% em duas semanas para 68.937. O país tem o maior número de casos confirmados (50.773.620) e de mortes (806.273) na pandemia.

Mais de 8,67 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,47 bilhões de pessoas, 57,3% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 7,6% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade completaram a vacinação e 5,4% receberam a dose de reforço.

A China lidera a vacinação com 2,67 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia, a União Europeia e os EUA. O Brasil deu a primeira dose a 160,56 milhões de pessoas, 141,39 milhões (66,29%) da população brasileira e mais de 22,7 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 324,57 milhões de doses aplicadas. Meu balanço semanal da pandemia:

Hoje na História do Mundo: 18 de Novembro

MAYFLOWER IN PLYMOUTH

    Em 1620, depois de longa e tempestuosa viagem, os peregrinos do Mayflower ancoram onde hoje fica Plymouth, no estado de Massachusetts para fundar uma colônia no Novo Mundo.

A história começa em 1606, quando um grupo de protestantes reformistas decide criar sua própria igreja. Acusados de traição, eles fogem para a Holanda. Doze anos depois, recebem ajuda de mercadores britânicos para criar uma colônia na América.

Os 102 peregrinos do Mayflower zarpam em 6 de setembro de 1620 pensando em chegar na colônia da Virgínia, mas o mau tempo desviou o navio para o norte. O nome Peregrinos do Mayflower é dado por William Bradford, primeiro governador da nova colônia.

Em 11 de novembro, o Mayflower chega ao Cabo Cod. Antes de irem para a terra em busca de um porto seguro, 41 peregrinos assinam um documento se comprometendo a criar um governo por consenso e a cumprir as leis da nova colônia.

Era 10 de dezembro quando um grupo descobre uma enseada e volta ao Mayflower. Com o mau tempo, o navio só aporta no dia 18.

Durante um inverno brutal, 50 peregrinos morrem. O Mayflower volta para a Inglaterra em 5 de abril de 1621. Um ano depois da chegava os peregrinos festejam sua sobrevivência no primeiro Dia Nacional de Ação de Graças.

FIM DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, com a ratificação por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos Estados Unidos, entra em vigor a 13ª Emenda, determinando que "nem a escravidão nem a servidão involuntária deve existir nos EUA ou em qualquer lugar submetido a sua jurisdição."

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln e a ala abolicionista do Partido Republicano queriam apenas evitar que a escravidão avançasse para os novos estados e territórios do Oeste. Isto é inaceitável para os estados do Sul.

Em novembro de 1860, quando Lincoln é eleito, sete estados do Sul formam os Estados Confederados do Sul para sair da União e manter a escravatura. A Guerra Civil começa em 12 abril de 1861, pouco mais de um mês depois da posse do novo presidente, em 4 de março.

A Proclamação de Emancipação, em 1º de janeiro de 1863, transforma a guerra para manter a União numa luta pela abolição da escravatura. Esta mudança desestimulou a França e o Reino Unido a apoiar o Sul e permitiu ao Norte alistar 180 mil soldados negros para a guerra.

Dois terços do Senado aprovam a 13ª Emenda em abril de 1864, mas a Câmara, que tinha uma grande bancada democrata, só faz isso em janeiro de 1865, três meses antes da rendição do comandante militar da Confederaçã, general Robert Lee, em Appotomax, em 9 de abril.

Em 2 de dezembro, o Alabama torna-se o 27º estado a ratificar a emenda, precondição para voltar à União, completando os três quartos exigidos pela Constituição. No dia 18, 246 anos depois que o primeiro grupo de escravos chegou à colônia de Jamestown, na Virgínia, a 13ª Emenda entra em vigor.

FIM DA BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, depois de 10 meses e 1 milhão de baixas, termina a Batalha de Verdun, a mais longa da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O combate começa em 21 de fevereiro, quando a Alemanha ataca o Exército da França em Verdun, na margem do Rio Meuse. O comandante militar alemão, general Erich von Falkenhayn, considera o Exército francês mais fraco do que o britânico e acredita que uma derrota levará os aliados a negociar a paz.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

STF dá 48 horas para governo definir como vacinar crianças

 O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas ao governo federal para esclarecer como vai incluir as crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Imunização contra a doença do coronavírus de 2019 antes do reinício das aulas, agora que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina de Pfizer-BioNTech nesta faixa etária.

A Anvisa reagiu duramente à ameaça do presidente Jair Bolsonaro de divulgar os nomes do corpo técnico do órgão regulador que aprovaram a vacinação de crianças. A Univisa, a associação dos funcionários da agência descreveram a fala do presidente nas redes sociais como uma "incitação dos cidadãos, método abertamente fascista cujos resultados podem ser trágicos e violentos."

Os técnicos da agência passaram a sofrer ameaças de mortes. Acusam Bolsonaro de "ativismo político violento".

Em nota, a Anvisa "repudia qualquer ameaça, explícita ou velada, que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a vida dos cidadãos."

Sem dados de cinco estados por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde,  Brasil notificou mais 126 mortes e 4.222 casos novos de covid-19. Cinco estados - Acre, Amapá, Ceará, Roraima e Sergipe - não registraram morte.

O Brasil soma agora 22.207.358 casos confirmados e 617.647 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 33% em duas semanas para 131. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 60% em duas semanas para 3.505. Ambas apresentam forte tendência de baixa.

Com a variante ômicron e o surto da gripe causada pelo vírus H3N2, os infectologistas aconselham que as festas de fim de ano sejam feitas em grupos pequenos e locais arejados, com distanciamento e uso de máscaras, a serem removidas apenas na hora de comer e de beber.

No mundo, já são 273.668.314 casos confirmados e 5.344.177 mortes na pandemia. Mais de 245,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22,8 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.133 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 170.678 casos e 2.099 mortes nesta sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 20% em duas semanas para 125.480. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 15% em duas semanas para 1.291. O país tem o maior número de casos confirmados (50.706.733) e de mortes (802.823).

Mais de 8,63 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,46 bilhões de pessoas,  57,17% da população mundial, tomaram ao menos uma dose de vacina, mas só 7,6% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade completaram a vacinação.

A China lidera a imunização com mais de 2,65 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,36 bilhão) e a União Europeia. Nos EUA, 240,8 milhões tomaram a primeira dose, 203,5 milhões (61,11% da população norte-americana) completaram a vacinação e 59,4 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 160,55 milhões de pessoas, mais de 141,3 milhões (66,25% da população brasileira) e 22,6 milhões tomaram a dose de reforço, num total de quase 324,5 milhões de doses aplicadas.

Hoje na História do Mundo: 17 de Dezembro

AVIÃO QUE NÃO DECOLA

    Em 1903, os irmãos Orville e Wilbur Wright realizam o primeiro voo de um aparelho mais pesado do que o ar, em Kitty Hawk, na Carolina do Norte, no que é considerado o primeiro voo de avião da história.

A diferença em relação ao 14 bis, criado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, que faz o primeiro voo em 23 de outubro, é que decolava. O avião dos irmãos Wright é catapultado, fica 12 segundos no ar e percorre 36 metros.

MORRE QUERIDO LÍDER    

    Em 2011, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Il, morre do coração quando viajava pelo interior do país e é sucedido pelo filho Kim Jong Un, depois de suceder o pai, o Grande Líder Kim Il Sung, fundador do país e de um comunismo dinástico.

Kim Jong Il nasce em 1941 numa base militar soviética Khabarovsk, na Rússia, onde seu pai articulava a resistência contra o Japão. Ao virar líder, a história oficial afirma que ele nasceu em 16 de fevereiro de 1942.no Monte Paektu, sobre o qual surgiram uma nova estrela e um duplo arco-íris.

O Querido Líder, que de acordo com a história oficial do regime stalinista norte-coreano "nunca defecou", chega ao poder em 1994 e mantém a ditadura impiedosa no país mais fechado do mundo.

Como a Coreia do Norte perde seu patrocinador em 1991, com o fim da União Soviética, é um período de miséria, escassez, fome e falta de energia. Kim Jong Il faz os primeiros testes nucleares, o primeiro em 9 de outubro de 2006 e o segundo em 25 de maio de 2009.

Kim II é sucedido por Kim III, Kim Jong Un, meses depois da queda e morte do ditador Muamar Kadafi, que acabou com os programas de armas de destruição em massa e se aproximou do Ocidente durante a guerra contra o terrorismo, mas virou alvo de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia.

Kim Jong Un acelerou o programa nuclear, fez mais quatro testes e desenvolveu mísseis de longo alcance, capazes de atingir o território continental dos EUA.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

G-7 declara ômicron "maior ameaça atual à saúde global"

 O Grupo dos Sete, que reúne grandes potências industrias democráticas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), considera a variante ômicron do coronavírus de 2019 a "maior ameaça atual à saúde pública global", declarou em nota hoje o governo britânico, que ocupa a presidência do bloco no momento, depois de uma reunião de ministros da Saúde.

Os ministros do G-7 destacaram a importância de oferecer uma dose de reforço a suas populações, da testagem em massagem, das medidas não terapêuticas como uso de máscara e distanciamento físico - e prometeram acesso global a testes, sequenciamento genético do vírus, vacinas e medicamentos. Mas, até agora, a principal resposta dos países ricos à ômicrom é a dose de reforço.

"Para combater a pandemia, precisamos de um plano global", observou o Dr. Larry Brilliant, que trabalhou na Organização Mundial da Saúde (OMS) com a equipe que erradicou a varíola.

Mais de 8,59 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,45 bilhões de pessoas, 57% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 7,5% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade, mais de 3,74 bilhões de pessoas, estão plenamente vacinados e avança a aplicação da dose de reforço nos países desenvolvidos enquanto 3,35 bilhões ainda não tomaram nenhuma dose.

A China aplicou 2,64 bilhões de vacinas, seguida pela Índia (1,35 milhões) e a União Europeia (805 milhões. Nos EUA, 240,3 milhões tomaram a primeira dose, 203,2 milhões (61% da população norte-americana) completaram a vacinação e 58,3 milhões receberam a dose de reforço, num total de 501,8 milhões de doses.

O Brasil deu a primeira dose a 160,5 milhões, mais de 141 milhões (66,14% da população brasileira) completaram a vacinação e 22,2 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 323,7 milhões doses. Sob ameaças de morte de fanáticos do movimento antivacinas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Juntos, os países que mais vacinaram e a UE aplicaram 5,62 bilhões de doses, 65% do total. 

A expectativa no momento é que a vacinação na África não chegue a 70% da população de todos os países em 2022, como é a meta da OMS. Como já surgiram duas variantes graves na África, a beta e a ômicron, esta última provavelmente em paciente como o vírus da imunodeficiência humana, o controle da pandemia pode ser adiado para 2024.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos está aconselhando quem tomou a vacina da Janssen que tome a dose de reforço da Pfizer-BioNTech ou da Moderna, depois de casos de formação de coágulos sanguíneos com nove mortes.

O Brasil divulga informações incompletas há oito dias por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde. Sem atualização dos dados de quatro estados, foram notificadas na quinta-feira mais 173 mortes e 3.805 diagnósticos positivos de covid-19. O país soma agora 22.203.236 casos confirmados e 617.521 mortes. A média diária de casos dos últimos sete caiu 30% em duas semanas para 145. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 55% para 3.944.

No mundo, já são 272.911.967 casos confirmados e 5.336.255 mortes. Mais de 245 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 27,8 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.348 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 145.664 casos e 1.183 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 40% em duas semanas para 121.188. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 34% para 1.302. O número de hospitalizados subiu 21% em duas semanas para 68.079.

Depois do recorde de mais de 78 mil casos no Reino Unido, a França fechou as fronteiras para quem viver do outro lado do Canal da Mancha. Parecem mais alguns salvos na guerrinha decorrente da saída britânica da UE, que envolvem direitos de pesca, imigração ilegal e controle aduaneiro.

O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu avaliar a necessidade de medidas mais rigorosas com base na ocupação dos leitos hospitalares.

Hoje na História do Mundo: 16 de Dezembro

 FESTA DO CHÁ EM BOSTON

    Em 1773, milhares de colonos norte-americanos invadem o porto de Boston e um grupo de 50 a 70, disfarçados de índios mohawk, entram em três navios britânicos e jogam no mar 342 caixas de uma carga de chá da Companhia das Índias Orientais, uma das pontas de lança do Império Britânico, num episódio marcante da luta pela independência dos Estados Unidos.

A Lei do Chá, aprovada naquele ano, reduzia os impostos e dava à empresa o virtual monopólio do comércio de chá no que viriam a ser os EUA.

O governo britânico está exaurido pelos gastos na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando toma as possessões da França na Índia e na maior parte do que hoje é Canadá. A revolta dos colonos norte-americanos começa em protesto contra a Lei do Selo, de 1765, que tenta restaurar as finanças do Reino Unido.

Por sua vez, os colonos tinham colaborado para o esforço de guerra com homens e impostos. Não querem pagar mais por impostos aprovados pelo Parlamento Britânico, onde não tem representação. Daí, nasce um dos lemas da luta pela independência: "Não à taxação sem representação."

Em 1774, a Lei Coercitiva fecha Boston a navios mercantes, impõe um governo militar à colônia, torna militares britânicos inimputáveis e obrigava os colonos a alojar as tropas do rei George III. Estava aceso o estopim da rebelião.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Europa e EUA registram fortes ondas de contaminação na pandemia

 Com a chegada da variante ômicron em meio a uma onda da variante delta do coronavírus de 2019, o Reino Unido registrou um recorde de 78.610 casos novos num dia nesta quarta-feira. As hospitalizações aumentaram 10% em uma semana. 

Na França, foram mais 65.713 diagnósticos positivos de covid-19 em 24 horas, o maior número em 13 meses, desde novembro de 2020. O presidente Emmanuel Macron cogita tornar a vacinação obrigatória.

Mesmo com mais de 70% plenamente vacinados, os dois países temem a sobrecarga dos sistemas de saúde no inverno que chega na próxima semana. O principal assessor médico do governo britânico, prof. Chris Whitty, alertou que em breve "um número muito, muito, muito grande" vai pegar a ômicron, que avança "num ritmo absolutamente fenomenal".

"Temos duas epidemias, uma em cima da outra, uma epidemia da variante delta estável e uma epidemia da ômicron que cresce muito rapidamente em cima", declarou o prof. Whitty na televisão, ao lado do primeiro-ministro Boris Johnson, que tentou contemporizar. O médico espera um surto capaz de sobrecarregar os hospitais logo depois do Natal.

As hospitalizações e mortes passaram a ser os indicadores mais importantes da pandemia. Na França, 90% da população acima de 12 anos estão vacinados. Pelos dados do presidente, 5 milhões de franceses não se vacinaram mesmo estando dentro da idade. 

Macron comentou que a vacinação obrigatória é uma "hipótese que existe". A vacinação de crianças de 5 a 11 anos será uma decisão dos pais.

A Itália prorrogou o estado de emergência de saúde pública em vigor desde o início da pandemia até 31 de março de 2022. Até 6 de dezembro, a variante delta era responsável por 99% dos casos novos na Itália. Naquele dia, houve quatro casos da ômicron (0,19%).

Os Estados Unidos registraram mais 143.282 casos e 2.119 mortes de covid-19 na quarta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 40% em duas semanas para 121.000. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 34% em duas semanas para 1.297. Os hospitalizados são 67.505, 20% a mais do que duas semanas atrás.

Apesar do avanço da ômicron, na semana passada (5-12dez), o mundo teve um queda de 5% no contágio para 4.000.817 casos novos e de 10% nas mortes para 46.961. A Europa e a Ásia Central foram responsáveis por 65% dos casos novos e 60% das mortes.

A África registrou uma alta de 111% no contágio. Na América e no Sudeste Asiático, houve uma queda de 10% nos casos novos e, na Europa e na Ásia Central, de 7%. As mortes na América foram 14% menos do que na semana anterior.

Ao todo no mundo, são 272.197.443 casos confirmados e 5.329.536 mortes. Mais de 244,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22,37 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.252 estão em estado grave. A média diária de casos novos em sete dias subiu 6% em duas semanas para 614.080. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou 2% para 7.010.

No Brasil, há seis dias o Ministério da Saúde não atualiza os dados de todos os estados por causa de um ataque de pirataria cibernética. Assim, há uma subnotificação. Foram mais 227 mortes e 5.034 diagnósticos positivos de covid-19 na quarta-feira. 

Até agora, o Brasil soma 22.199.331 casos confirmados e 617.348 vidas perdidas na pandemia. A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 31% em duas semanas para 150. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 47% em duas semanas para 4.709. Ambas têm forte tendência de queda.

Mais de 8,55 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,43 bilhões de pessoas (56,79% da população mundial) tomaram ao menos uma dose, mas só 7,3% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade completaram a vacinação.

A China lidera com mais de 2,63 bilhões de doses aplicadas e 80% plenamente imunizados, mas duas doses da CoronaVac não conseguem neutralizar a variante ômicron. A companhia chinesa Sinovac está desenvolvendo uma nova versão da vacina.

Logo atrás, em doses aplicadas, estão a Índia (1,35 bilhão) e a União Europeia. Nos EUA, 240 milhões tomaram a primeira dose, 202,8 milhões (60,9% da população norte-americana) e 57,3 milhões receberam a dose extra, num total de 500,1 milhões de doses aplicadas.

O Brasil deu a primeira dose a 160,37 milhões de pessoas, 136,19 milhões (63,85% daa população brasileira) completaram a vacinação e 21,69 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 301,15 milhões de doses aplicadas.

Para combater a inflação da pandemia, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, indicou que vai fazer três altas na taxa básica de juros em 2022. O índice de preços ao consumidor subiu 6,8% num ano. É o maior desde 1982.

No Brasil, depois de dois trimestres consecutivos de queda, o que caracteriza recessão, os indicadores de outubro apontam baixas na indústria, no comércio e nos serviços.

Hoje na História do Mundo: 15 de Dezembro

 MORTE DE TOURO SENTADO

    Em 1890, a polícia mata numa reserva do estado de Dakota do Sul o cacique sioux Touro Sentado, um dos maiores símbolos da resistência indígena à colonização dos Estados Unidos por imigrantes europeus e seus descendentes.

Sua recusa em levar a tribo para uma reserva indígena levou à Batalha de Little Big Horn, em 25 de junho de 1876, quando sioux e cheienes liderados por Touro Sentado e Cavalo Doido derrotaram o 7º Regimento de Cavalaria, comandado pelo general George Custer.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Ômicron está em 77 países e se propaga de modo alarmante, diz OMS

 A nova cepa do coronavírus de 2019, identificada em 24 de novembro em uma amostra coletada em 9 de novembro na África do Sul, chegou a pelo menos 77 países, inclusive o Brasil, e se propaga de num ritmo sem precedentes e alarmante, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sem dados de cinco estados por causa do ataque de pirataria cibernética ao Ministério da Saúde, o Brasil notificou mais 141 mortes e 5.083 diagnósticos positivos de covid-19 nesta terça-feira. O país soma agora 22194.297 casos confirmados e 617.121 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 34% em duas semanas para 151. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 38% em duas semanas para 5.427.

No mundo, já são 271.462.242 casos confirmados e 5.320.575 mortes. Mais de 244 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.405 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 119.072 casos e 1.599 mortes na terça-feira, com contágio e mortes em alta no que o presidente Joe Biden voltou a descrever como uma pandemia de não vacinados.O país tem o maior número de casos confirmados (50.233.338) e de mortes (800.343) na pandemia.  

A média diária de casos novos dos últimos sete dias nos EUA cresceu 47% em duas semanas para 122.054. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 40% em duas semanas para 1.285. As hospitalizações tiveram alta de 21% em duas semanas para 66.785.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson enfrentou uma revolta de cerca de 100 deputados do Partido Conservador contra o Plano B, as novas medidas de combate à pandemia: trabalho à distância, uso de máscaras em locais fechados de uso coletivo e grandes eventos, e o passe da vacina para acesso a boates, clubes noturnos e grandes eventos. O governo precisou de votos da oposição trabalhista para aprovar as medidas.

A França registrou um recorde para o ano de 63.405 casos novos num dia.

Em artigo no jornal The New York Times, os médicos Monica Gandhi e Sarah Zhang argumentam que hoje o número de hospitalizações é um indicador mais importante do controle da pandemia do que o número de casos novos. Citam como exemplo Cingapura, um dos países, na verdade uma cidade-estado, mais vacinados, com 83% plenamente vacinados. O contágio voltou a crescer, mas 98,7% dos casos são leves ou assintomáticos.

Duas doses de vacinas da Pfizer-BioNTech reduzem em 70% o risco de hospitalização por causa da variante ômicron, concluiu um estudo realizado pelo maior plano de saúde privado da África do Sul. O laboratório Pfizer anunciou que seu remédio Paxlovid consegue reduzir em 89% o risco de hospitalização e morte pela variante ômicron.

Mais de 8,52 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo até agora. Mais de 4,42 bilhões de pessoas tomaram ao menos uma dose, 56.67% da população mundial, mas só 7,3% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade (3,744 bilhões) completaram a vacinação.

A China lidera com 2,62 bilhões de doses aplicadas e mais de 80% de seus 1,412 bilhão de habitantes plenamente vacinados. Em seguida, vem a Índia (1,35 bilhão), a União Europeia (801,6 milhões) e os EUA, onde 239,6 milhões receberam a primeira dose, 202,5 milhões (60,81% da população norte-americana) e 56,3 milhões tomaram a dose extra, num total de 498,4 milhões de doses aplicadas.

O Brasil deu a primeira dose a 160,2 milhões de pessoas, pouco menos de 140 milhões (65,63% da população brasileira) completaram a vacinação e 21 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 321,5 milhões de doses aplicadas.

Hoje na História do Mundo: 14 de Dezembro

NASCE A TEORIA QUÂNTICA

    Em 1900, o físico alemão Max Planck publica seus estudos sobre a radiação e lança a Teoria Quântica, mostrando que às vezes a energia apresenta características da matéria.

A Teoria Quântica sustenta que a energia é composta de pequenas partículas ou pacotes, os quanta. A mecânica quântica tem uma visão probabilística da natureza, em contraste com a mecânica clássica e o universo newtoniano.

Planck ganha o Prêmio Nobel de Física de 1918 e influencia cientistas como Albert Einstein, Erwin Schrodinger e Niels Bohr. A Teoria da Relatividade, de Einstein, e a Teoria Quântica, de Planck, são as bases da física moderna.

NORUEGUÊS É PRIMEIRO NO POLO SUL

    Em 1911, o explorador norueguês Roald Amundsen se torna o primeiro homem a chegar ao Polo Sul. 

Amundsen nasce em Borge, perto de Oslo, e se destaca como explorador dos polos. Em 1897, participa de uma expedição belga que é a primeira a passar o inverno na Antártida. Em 1903, leva a corveta Gjöa através da Passagem do Noroeste e da costa do Canadá. É o primeiro navegante a realizar a façanha.

Seu sonho maior é ser o primeiro homem a chegar ao Polo Sul. Quando está se preparando, em 1909, recebe a informação de que o norte-americano Robert Peary chegou lá. Amundsen zarpa para a Antártida em junho de 1910, ao mesmo tempo que o britânico Robert Scott.

Ao chegar ao continente gelado, Amundsen ancora na Baía das Baleias e monta seu acampamento a uma distância 100 quilômetros menor até o Polo Sul do que Scott. Num trenó puxado por cães, Amundsen chega antes e retorna ao acampamento no fim de janeiro. Scott atinge o Polo Sul mais de um mês depois, em 18 de janeiro, e morre ao tentar voltar para seu acampamento quando estava a 11 quilômetros de distância.

LIGA DAS NAÇÕES EXPULSA URSS

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Liga das Nações, precursora da ONU, expulsa a União Soviética por causa da invasão da Finlândia, em novembro.

Primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial, a Liga das Nações nasce depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18) como parte do plano de paz de 15 pontos do presidente norte-americano, Woodrow Wilson. Mas fracassa ao não impedir a remilitarização da Alemanha, a invasão da China pelo Japão, a invasão da Abissínia ou Etiópia pela Itália e a invasão soviética da Finlândia - e não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

MASSACRE DE SANDY HOOK

    Em 2012, depois de matar a mãe, Adam Lanza mata 20 crianças e seis funcionários da Escola Elementar Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos, e se suicida.

Na época, é o segundo ataque mais mortífero a uma escola no país, atrás apenas do massacre de 32 estudantes e professores na Escola Politécnica da Virgínia.

O presidente Barack Obama propôs mudanças na lei para aumentar as exigências para comprar armas nos EUA, mas a maioria republicana no Senado vetou.

Propagadores de notícias falsas e teorias conspiratórias como o radialista Alan Jones chegam a afirmar que a matança era invenção. Jones é condenado a pagar US$ 100 mil às famílias de algumas vítimas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

China tem primeiro caso e Reino Unido primeira morte pela ômicron

 A China, o último país que ainda adota uma política de erradicação total do coronavírus de 2019, registrou hoje o primeiro caso da variante ômicron. Mais de 70 países têm casos da nova cepa.

No Reino Unido, onde 20% dos casos novos são da ômicron, o primeiro-ministro Boris Johnson confirmou a primeira morte com a nova cepa do vírus e tentou afastar a sensação de que a ômicron seria menos perigosa.

Johnson alertou que a ômicron pode causar não uma onda, mas um "maremoto", e prometeu a aplicação de 1 milhão de doses de reforço até o fim do ano. 

O governo britânico incentiva o trabalho em casa, tornou obrigatório o uso de máscaras em lugares fechados de uso coletivo e em grandes eventos, e tenta aprovar na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

No Brasil, com a pirataria cibernética no Ministério da Saúde, nove estados, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, não atualizaram as informações sobre casos novos e mortes no sistema de processamento de dados. Assim, foram notificadas 39 mortes e 1.865 diagnósticos positivos.

Ao todo, o Brasil soma 22.189.214 casos confirmados e 616.980 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 26% em duas semanas para 170. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 31% para 6.173. As distorções pela subnotificação devem ser corrigidas nos próximos dias.

Em contraste com o Brasil, os Estados Unidos registraram mais 195.519 casos e 1.316 mortes na segunda-feira. A média diária de casos novos aumentou 49% em duas semanas para 120.056. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 40% em duas semanas para 1.276. O país passou de 800 mil mortes pela soma da agência de notícias Reuters e de 50 milhões de casos confirmados. A ômicron chegou a 34 estados e ao Distrito de Colúmbia.

No mundo, são 270.822.912 casos confirmados e 5.312.921 mortes na pandemia. Mais de 243,5 milhões de pacientes se recuperaram, 21,9 milhões enfrentam casos leves ou médios e 88.900 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave.

A Índia relatou mais 5.874 casos, o menor número em um ano e cinco meses, e 252 mortes. Tem o segundo maior número de casos confirmados (34.703.644) e de mortes (475.888), depois dos EUA e do Brasil.

Mais de 8,47 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo. Mais de 4,41 milhões de pessoas, 56,54% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 7,1% nos países pobres. Cerca de 47% da humanidade completaram a vacinação.

A China lidera a imunização com 2,61 bilhões de doses aplicadas e mais de 80% plenamente vacinados, seguida pela Índia (1,34 bilhão) e a União Europeia.

O Brasil deu a primeira dose a 160,17 milhões de pessoas, 139,54 milhões (65,42% da população brasileira) completaram a vacinação e 20,87 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 320,6 milhões de doses aplicadas.

Hoje na História do Mundo: 13 de Dezembro

DRAKE PARTE PARA VOLTA AO MUNDO

    Em 1577, com cinco navios e 164 homens, o corsário inglês Francis Drake zarpa de Plymouth, na Inglaterra, para saquear colônias da Espanha na costa leste da América Latina e explorar o Oceano Pacífico, terminando por se tornar o primeiro comandante a completar a volta ao mundo porque o português Fernão de Magalhães morrera nas Filipinas, em 1521, sem concluir a primeira viagem de circunavegação da Terra, finalizada por Juan Sebastián Elcano, 

ESTUPRO DE NANQUIM

    Em 1937, o Império do Japão invade a cidade de Nanquim, na época capital da República da China, e inicia um massacre de seis semanas em que pelo 150 mil "prisioneiros de guerra" e 50 mil civis são mortos, e 20 mil meninas e mulheres são violentadas sexualmente. Ao todo, estima-se que 300 mil chineses foram mortos no Estupro de Nanquim, uma atrocidade que até hoje marca as relações entre os dois países.

O Japão invade a região da Manchúria, no Nordeste da China, em 1931, e ataca Xangai, a maior e mais rica cidade chinesa, em agosto de 1937. A cidade resiste até meados de novembro. 

Para quebrar a força moral do inimigo, em 1º de dezembro, o general japonês Iwane Matsui manda destruir Nanquim. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Tribunal Militar Internacional de Crimes de Guerra de Tóquio estimou que pelo menos 200 mil pessoas foram mortas em Nanquim e condenou Matsui à pena de morte. 

GORE RECONHECE DERROTA

    Em 2000, depois de uma batalha judicial em torno da apuração dos votos da Flórida que chega à Suprema Corte, o vice-presidente Albert Gore Jr. reconhece a vitória de George Walker Bush na eleição presidencial, a primeira e única no século 20 em que o candidato vencedor no voto popular perde no Colégio Eleitoral.

Fortes suspeitas de fraude pesam sobre a eleição. No sistema político norte-americano, uma verdadeira federação, a eleição é organizada pelos estados. 

A Flórida, o estado decisivo, é governada por Jeb Bush, irmão do candidato republicano. A secretária de Estado da Flórida, encarregada da eleição, chefia a campanha de Bush.

Há o voto borboleta, em que a ordem dos candidatos na cédula confundem o eleitor, máquinas de perfurar cartões com a perfuração imperfeita. No fim, Bush vence por 537 votos na Flórida e perde por 543.895 no voto popular no país inteiro, mas ganha no Colégio Eleitoral por 271 a 266.

O Tribunal de Justiça da Flórida manda recontar os votos. A Suprema Corte suspende a recontagem, o que leva o ministro John Paul Stevens a afirmar que, "embora talvez nunca saibamos com total certeza a identidade de quem venceu a eleição presidencial de 2020, a identidade do perdedor é perfeitamente clara. É a confiança no juiz como guardião do Estado de Direito."

Mesmo discordando da decisão da Suprema Corte, Gore aceita o resultado porque "o rancor bipartidário deve ser posto de lado". Quanta diferença para os dias de hoje, quando o ex-presidente Donald Trump se recusa a reconhecer a vitória de Joe Biden e tenta dar um golpe de Estado para evitar a ratificação pelo Congresso da votação no Colégio Eleitoral.

"Aceito o resultado final, que será ratificado segunda-feira pelo Colégio Eleitoral", declarou Gore na televisão. "Nesta noite, por nossa unidade como povo e por nossa força como democracia, ofereço minha concessão."

SADDAM HUSSEIN PRESO

    Em 2003, oito meses depois de ser derrubado por uma invasão dos Estados Unidos, o ditador iraquiano Saddam Hussein al-Tikrit é preso por forças norte-americanas.

Saddam nasce em Tikrit em 1937. Quando adolescente, vai para Bagdá, onde entra para o Partido Baath, um partido socialista árabe aliado da União Soviética na Guerra Fria, e participa de várias tentativas de golpe até instalar um primo no poder em 1968.

O ditador conquista o poder absoluto em 16 de julho de 1979, quando 14 pessoas são executadas publicamente em Bagdá. Em 22 de setembro de 1980, inicia uma guerra contra a República Islâmica do Irã.

Apesar do apoio dos Estados Unidos, da URSS e dos países árabes, a Guerra Irã-Iraque termina num impasse, em 20 de agosto de 1990, com um total de mortes estimado em até 1 milhão de pessoas.

Com a economia abalada pela guerra, Saddam pressiona as monarquias petroleiras árabes em busca de dinheiro. Sem sucesso, invade o Iraque em 2 de agosto de 1990 e ameaça a Arábia Saudita.

Os EUA e aliados reagem, inclusive de países muçulmanos. Na Guerra do Golfo, em 1991, os iraquianos são expulsos do Kuwait, mas Saddam não cai e massacra rebeldes curdos e xiitas que desafiam sua autoridade. 

O Iraque é submetido a um rigoroso regime de sanções pelas Nações Unidas para acabar com os programas de desenvolvimento de armas de destruição em massa (químicas, biológicas e nucleares).

Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos quais o Iraque não teve qualquer participação, o presidente George W. Bush coloca o país num "eixo do mal", ao lado da Coreia do Norte e do Iraque. 

Sob o falso pretexto de Saddam tinha armas de destruição em massa, os EUA e alguns aliados invadem o Iraque em 20 de março de 2003 e derrubam o ditador, gerando uma situação de caos e anarquia em que se infiltra a rede terrorista Al Caeda, responsável pelo 11 de setembro. Al Caeda no Iraque se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um grupo terrorista ainda mais feroz do que Al Caeda.

Preso, Saddam é condenado e executado em 30 de dezembro de 2006. As armas de destruição em massa nunca foram encontradas.

GRETA PERSONALIDADE DO ANO

    Em 2019, a jovem ativista sueca Greta Thunberg, de apenas 16 anos, é escolhida Personalidade do Ano da revista Time por sua luta contra o aquecimento global. É a primeira pessoa nascida no século 21 a receber a honraria.

Depois de convencer os pais a virarem veganos, reduzir sua pegada de carbono e evitar viagens aéreas, Greta promove greves de estudantes do ensino médio para pressionar as autoridades e os adultos. Logo, é convida a discursar em eventos e afirma "nossa casa está pegando fogo".

Em agosto de 2019, Greta atravessa o Oceano Atlântico num navio movido a energia solar e depõe no Congresso dos Estados Unidos com um discurso contundente: "Vocês roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias. Mesmo assim, sou uma das sortudas. Pessoas estão sofrendo. Pessoas estão morrendo. Ecossistemas inteiros estão entrando em colapso. Estamos no início de uma extinção em massa. E tudo o que vocês conseguem dizer é sobre dinheiro e o conto de fadas do crescimento econômico eterno. Como vocês ousam?"

domingo, 12 de dezembro de 2021

EUA chegam a 800 mil mortes na pandemia

 Os Estados Unidos ultrapassaram neste domingo a marca de 800 mil mortes na pandemia do coronavírus de 2019 pela soma da agência de notícias Reuters, com o contágio e as mortes em alta, ainda por causa da variante delta, e a ameaça da variante ômicron. Um ano depois do início da imunização, só 61% dos norte-americanos completaram a vacinação.

Desde o início do ano, mais de 450 mil norte-americanos morreram depois de pegar covid-19, 57% do total desde o início da pandemia. A média diária de casos novos cresceu 43% em duas semanas para 119.288. A média diária de mortes aumentou 32% no mesmo período para 1.298.

Entre as potências industriais do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), os EUA têm as maiores taxas de mortalidade por covid-19, três vezes maior do que no Canadá e 11 vezes maior do que o Japão. O Brasil tem a décima maior mortalidade, atrás do Peru e de países da Europa Oriental. Os EUA estão em 18º lugar.

 Com a subnotificação do fim de semana, foram registradas mais 178 mortes e 37.740 casos novos de covid-19 nos EUA no domingo, bem abaixo das médias recentes. O total de casos confirmados passa de 50 milhões.

O Brasil notificou mais 82 mortes e 1.686 casos no domingo. Soma 22.187.249 casos confirmados e 616.941 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 27% em duas semanas para 181. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 20% em duas semanas para 6.679. Ambas têm forte tendência de baixa na contramão do resto do mundo.

No mundo, já são 270.162.556 casos confirmados e 5.306.114 mortes. Mais de 243 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,86 milhões enfrentam casos leves ou médios e 88.826 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave. A taxa de letalidade está inalterada há meses em 2% dos casos encerrados.

Na Europa, a variante ômicron deve se tornar dominante nesta semana no Reino Unido, na Bélgica e na Dinamarca.

O Reino Unido registrou 54.073 casos novos e 132 mortes em 24 horas. Já diagnosticou 1.898 casos da variante ômicron. Em pronunciamento no domingo, o primeiro-ministro conservador Boris Johnson advertiu, com seu estilo bombástico, que o país está sob o risco de uma "tsunami" da nova cepa e aumentou o nível de alerta de 3 para 4 num escala de 5 pontos. 

Até agora, houve 146.439 mortes na pandemia no país. Johnson prometeu dose de reforço para todos os maiores de 18 anos e inocular 1 milhão de pessoas por dia para conter uma nova onda de contaminação.

A partir de hoje, no Reino Unido. quem puder deve trabalhar em casa. O uso de máscaras volta a ser obrigatório em lugares fechados de uso coletivo e em grandes eventos. A Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico vai debater um projeto para introduzir o passe da vacina.

A Itália notificou mais 21.042 casos e 96 mortes no sábado, depois de 118 mortes na sexta-feira. Houve até agora 134.765 mortes na pandemia no país, o terceiro maior número de mortes da Europa, depois da Rússia e do Reino Unido, e nono do mundo.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, pegou covid. Está em isolamento, com sintomas leves.

Mais de 8,45 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo até agora. Mais de 4,41 bilhões de pessoas, 56,54% da população mundial tomaram ao menos um dose, mas só 7,1% nos países pobres. Cerca de 47% completaram a vacinação.

A China lidera a imunização com 2,6 bilhões de doses; 80% dos 1,412 bilhão de chineses receberam duas doses. Em seguida, vem a Índia, a União Europeia e os EUA. 

O Brasil deu a primeira dose a 159,84 milhões de pessoas, 139,34 milhões (65,32% da população brasileira) completaram a vacinação e 20,47 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 319,65 milhõees de doses aplicadas até agora.

Um estudo realizado em Israel pelo Laboratório Central de Virologia do Ministério da Saúde e o Centro Médico Sheba concluiu que três doses da vacina da Pfizer-BioNTech conseguem neutralizar a variante ômicron.

Nos EUA, o Dr. Anthony Fauci, principal assessor científico da Casa Branca para a pandemia, comentou que três doses é o "cuidado ótimo", mas por enquanto o governo não vai mudar o conceito de plenamente vacinados: duas doses das vacinas da Pfizer-BioNTech ou da Moderna e uma dose da Janssen. Mas recomenda a dose extra, especialmente por causa do risco da variante ômicron.

O Dr. Fauci acrescentou que serão necessários meses para avaliar se a queda na imunidade vai exigir vacinação anual contra a covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não endossa a dose extra por temer que atrase ainda mais a imunização dos países pobres, como na África, onde surgiu a variante ômicron.

A Austrália reduziu de seis para cinco meses o prazo para receber a dose de reforço.

Mais de 1 bilhão de pessoas caiu na miséria por ter de pagar com seu próprio dinheiro o tratamento de saúde durante a pandemia, afirmaram neste domingo a OMS e o Banco Mundial, observando que a pandemia causou a pior crise econômica internacional desde a Grande Depressão (1929-39).

Hoje na História do Mundo: 12 de Dezembro

INDEPENDÊNCIA DO QUÊNIA

    Em 1963, sob a liderança de Jomo Kenyatta, o Quênia declara independência do Reino Unido. 

sábado, 11 de dezembro de 2021

Barroso determina exigência de passaporte de vacina para entrada no Brasil

 Diante da ameaça de uma nova onda de contágio da variante ômicron do coronavírus de 2019, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, decidiu hoje que o Brasil precisa exija comprovante de vacinação de viajantes que entrem no país. 

A medida, que certamente vai provocar uma reação negativa do presidente Jair Bolsonaro, foi adotada em caráter liminar. Entra em vigor assim que as autoridades de controle de fronteira forem autorizadas, mas precisa ser confirmada pelo plenário do STF.

O Brasil notificou mais 126 mortes e 2.843 casos neste sábado, provavelmente com subnotificação por causa do fim de semana. Soma 22.185.663 casos confirmados e 616.859 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 21% em duas semanas para 179. A média diária de casos novos dos últimos sete dia recuou 22% em duas semanas para 7.098. Ambas apresentam tendência de baixa.

No mundo, já são 269.748.379 casos confirmados e 5.301.833 mortes. Mais de 242,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,85 milhões enfrentam casos leves ou médios e 88.749 estão em estado grave.

Com a subnotificação dos fins de semana, os Estados Unidos registraram mais 58.640 casos e 544 mortes no sábado. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu impressionantes 40% em duas semanas para 119.325. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 31% em duas semanas para 1.288. O país tem o maior número de casos confirmados (49.884.588) e de mortes (797.179).

Mais de 8,43 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,4 bilhões de pessoas, 56,41% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 7,1% nos países pobres. Cerca de 47 da humanidade receberam duas doses ou a dose única.

A China vacinou mais, aplicou 2,59 bilhões de doses. Mais de 80% dos chineses tomaram duas doses. Em seguida, vem a Índia e a União Europeia. Nos Estados Unidos, 238,1 milhões tomaram a primeira dose, 201,3 milhões (60,45% da população norte-americana) completaram a vacinação e 52,9 milhões  receberam a dose de reforço, num total de 492,3 milhões de doses aplicadas.

O Brasil deu a primeira dose a 160,22 milhões, 139,31 milhões (65,31% da população brasileira) completaram a vacinação e 20,38 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 319,9 milhões de doses aplicadas. Meu balanço semanal da pandemia:

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII
    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasceu em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até 40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA
    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.

Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.

Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO
    Em 1997, a Conferência das Partes (CoP) da Convenção Quadro sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.

Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP, realizada em novembro de 2021, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosos. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

BERNIE MADOFF PRESO
    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não foi necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Madoff morreu na cadeia em abril de 2021.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Média diária de mortes completa uma semana abaixo de 200

 O Brasil notificou hoje mais 229 mortes e 7.293 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019. Soma agora 22.182.820 casos confirmados e 616.733 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 21% em duas semanas para 183. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 16% em duas semanas para 7.856.

No mundo, já são 269.113.765 casos confirmados e 5.295.069 mortes. Mais de 242 milhões de pacientes se recuperaram, cerca  e 89.013 estão em estado grave. 

Os Estados Unidos registraram mais 168.461 casos e 1.990 mortes na sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu impressionantes 38% em duas semanas para 120.917. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 26% para 1.308.

Cerca de 8,35 bilhões de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,37 bilhões de pessoas, 56% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 7,1% nos países pobres; 46% estão plenamente vacinados.

A China lidera a imunização com 2,58 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia e a União Europeia. Nos EUA, que voltaram a aplicar mais de 3 milhões de doses nesta sexta-feira, 201,3 milhões (60,44% da população norte-americana) completaram a vacinação.

O Brasil deu a primeira dose a mais de 160 milhões de pessoas, 139,23 milhões (65,27% da população brasileira) completaram a vacinação e 20,2 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 319,5 milhões de doses aplicadas.

Hoje na História do Mundo: 10 de Dezembro

DIA DOS DIREITOS HUMANOS   

    Em 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Seus primeiros artigos afiram que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos" (...) e que "todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição."

A data é festejada como Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Os direitos naturais nascem na filosofia da Grécia Antiga e são citados pelo senador romano Marco Túlio Cícero. Jesus Cristo lança a ideia de que todos os homens são cristãos. Durante a Idade Média, filósofos cristãos como São Tomás de Aquino defendem os direitos naturais.

Um marco importante na luta pelos direitos humanos é a Magna Carta, considerada como a primeira constituição, imposta pelos barões da Inglaterra em 15 de junho de 1215 para limitar os poderes do rei João Sem Terra. 

A Carta prometia a proteção dos direitos da igreja, proteção contra prisão ilegal, acesso à justiça rápida e, mais importante, limitações de impostos e outros pagamentos feudais à Coroa, pois exigia que os nobres concordassem com instituição de novos impostos. 

Talvez o mais importante para a história tenha sido a instituição do habeas corpus. A Coroa era obrigada a apresentar os presos à Justiça.

Na mesma Inglaterra, em 16 de dezembro de1689, durante a Revolução Gloriosa o Parlamento Britânico aprova a Lei de Direitos ou Declaração de Direitos, que transforma o país numa monarquia constitucional, consagrando a supremacia do Parlamento e o princípio do filósofo liberal John Locke de que o governo legítimo precisa do consentimento dos governados.

Entre outros direitos, a declaração garante a ampla liberdade de expressão, a imunidade dos parlamentares pelo que disserem no Parlamento Britânico, proíbe o rei de interferir no processo legislativo e de cobrar impostos sem a aprovação do Parlamento, proíbe as punições cruéis e multas excessivas, manter um exército em tempo de paz sem o consentimento do Parlamento e dá o direito de portar armas para autodefesa.

Um século depois, a Revolução Francesa (1789-99) aprovou em 26 de agosto de 1789 a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que afirma que "os homens nascem livres e iguais em direitos" e que "a finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem: a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão". 

Na mesma época, em 25 de setembro de 1879, o Congresso dos Estados Unidos aprovou 12 emendas à Constituição que são consideradas a declaração de direitos do país. Dez foram ratificadas até 15 de dezembro de 1791. Elas garantem, a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa, o direito de associação para fins pacíficos, o direito de processar o governo, o direito de portar armas, o direito de ficar em silêncio para não se incriminar, o direito de não ser submetido a punição cruel e incomum nem de multas excessivas, entre outros direitos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

EUA autorizam dose de reforço a partir de 16 anos

 A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos Estados Unidos, autorizou a aplicação de uma dose de reforço das vacinas seis meses depois da segunda dose. Com a ameaça da variante ômicron, cada vez mais a vacinação contra o coronavírus de 2019 passa a ser completa com três doses.

Com mais 206 mortes e 9.161 diagnósticos positivos de covid-19 notificados hoje, o Brasil chegou a 22.157.527 casos confirmados e 616.504 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 20% em duas semanas para 183. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 11% em duas semanas para 8.309.

No mundo, já são 268.549.864 casos confirmados e 5.287.534 mortes. Mais de 241,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,67 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 88.959 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 118.824 casos e 1.289 mortes na quinta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 30% em duas semanas para 119.778. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 18% em duas semanas para 1.281. O país soma os maiores números de casos confirmados (49.661.145) e de mortes (794.649) na pandemia.

A Índia relatou mais 8.503 casos e 624 mortes na quinta-feira. Tem o segundo maior número de casos  confirmados (34.674.744) e o terceiro de mortes (474.735).

Mais de 8,32 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Cerca de 4,36 bilhões (55,9% da população mundial) tomaram ao menos uma dose, mas só 6,6% nos países pobres. Cerca de 45% completaram a vacinação. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que a ameaça da variante ômicron aumente a desigualdade da vacinação porque os países ricos e de renda média alta se apressam em aplicar a terceira, esquecendo que a baixa cobertura vacinal na África favorece o surgimento de novas variantes.

A China lidera a imunização com mais de 2,58 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia e a União Europeia. Nos EUA, 200,7 milhões (60,27% da população norte-americana) completaram a vacinação.

O Brasil deu a primeira dose a pouco menos de 160 milhões de pessoas, 138,8 milhões (65,09% da população brasileira) completaram a vacinação e 19,77 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 318,59 milhões de doses aplicadas. 

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, corre o risco de voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atingiu sobretudo os índios, que acreditam que o deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursos das vacinas.

No fim do século 18, quando a vacina é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente de um caminhão israelense que bate numa caminhonete em que morrem quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulsa com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, desanda o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa, nascido em 1943, era eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, de onde é demitido em 1976 como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. Tadeusz Mazowiech, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana precisa fazer teste de virgindade para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando fugia dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para levar garantir a ação humanitária das Nações Unidas ao país assolado pela fome, que está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro 1991.

A Somália cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária das Nações Unidas recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001) estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento para grandes ações ofensivas.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. 

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio, marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

 Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Reino Unido impõe trabalho à distância, máscara e passe sanitário

 Em meio a um escândalo por causa de uma festa de Natal realizada na sede do governo Reino Unido no Natal do ano passado, em plena pandemia, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou novas medias restritivas para combater a variante ômicron do coronavírus de 2019 na Inglaterra: a volta do trabalho à distância para quem puder, maior exigência de uso de máscaras e introdução do passe da vacina.

Os laboratórios Pfizer e BioNTech declararam que três doses de sua vacina conseguiram neutralizar a variante ômicron em laboratório.

No Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fugiu dos repórteres que queriam saber como será a quarentena de cinco dias que os viajantes não vacinados terão de fazer ao entrar no país.

Mais 231 mortes e 10.059 diagnósticos positivos da doença do coronavírus foram notificados nesta quarta-feira no Brasil, elevando o total para 22.166.366 casos confirmados e 616.298 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 16% em duas semanas para 183. A média de casos novos dos últimos sete dias de recuou 7% em duas semanas para 8.819. A taxa de transmissão subiu para 1,02. Isto significa que cada 100 infectados passam o vírus para 102 pessoas, acelerando o contágio.

No mundo, o número de casos novos ficou estável em 4 milhões na semana passada. O número de mortes cresceu 10% para mais de 52,5 mil. O total de casos confirmados chegou 267.857.237, com 5.279.714 mortes. Mais de 241 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,45 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 88.415 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 148.361 casos novos e 1.927 mortes na quarta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 27% em duas semanas para 121.310, enquanto a média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 12% em duas semanas para 1.275. O país tem o maior número de casos confirmados (49.538.947) e de mortes (793.228) na pandemia.

A Índia relatou mais 9.419 casos e 159 mortes em 24 horas. O segundo país mais populoso do mundo tem o segundo maior número de casos confirmados (34.666.341) e o terceiro de mortes (474.111).

Mais de 8,28 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55,2% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,3% nos países pobres.

A China lidera a imunização com 2,58 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,3 bilhão) e a União Europeia. Nos EUA, 237,1 milhões tomaram a primeira dose, 200,4 milhões (60,18% da população norte-americana) completaram a vacinação e 50,1 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 159,8 milhões, 138,18 milhões (64,78% da população brasileira) completaram a vacinação e 19,26 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 317,3 milhões de doses. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 8 de Dezembro

 LENNON ASSASSINADO

    Em 1980, Mark Chapman, um fã desequilibrado, mata com quatro tiros à queima-roupa o ex-beatle John Lennon na entrada do Edifício Dakota, em Nova York, onde o músico morava com a mulher, a artista plástica japonesa Yoko Ono, e o filho Sean.

Chapman fica na cena do crime lendo O Apanhador no Campo de Centeio, de John David Salinger. É condenado à prisão perpétua. Todos os apelos para redução da pena são rejeitados.

Confira a última entrevista de Lennon, à revista Rolling Stone.

ADEUS ÀS ARMAS

    Em 1987, o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, e o líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, assinam na Casa Branca, em Washington, o Tratado sobre Forças Nucleares Intermediárias, o primeiro a eliminar toda uma classe de armas atômicas, os mísseis nucleares de curto e médio alcances, capazes de atingir alvos a distância entre 500 e 5,5 mil quilômetros.

A Segunda Guerra Fria começa com a invasão da URSS ao Afeganistão, em 26 de dezembro de 1979, depois da détente do início dos anos 1970. Agrava-se com a eleição do presidente linha-dura Ronald Reagan nos EUA, em 1980, o abate de um Boeing 747 do Korean Air no espaço aéreo soviético, em 1º de setembro de 1983. e a instalação de mísseis nucleares norte-americanos de curto e médio alcances, a partir de 1º de novembro de 1983.

O degelo inicia com a ascensão do reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista da URSS, em 11 de março de 1985. Depois de uma série de encontros de cúpula, eles acertam a eliminação das forças nucleares intermediárias.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Bolsonaro rejeita passaporte de vacina para entrar no Brasil

 Depois que o presidente Jair Bolsonaro rejeitou a proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de exigir passaporte da vacina para entrar no país, o governo anunciou hoje que pessoas não vacinadas contra o coronavírus de 2019 terão de fazer cinco dias de quarentena, mas não explicou como pretende fiscalizar a medida.

O Brasil registrou nesta quarta-feira mais 278 mortes e 10.303 diagnósticos positivos de covid-19, elevando o total para 22.156.307 casos confirmados e 616.067 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 14% em duas semanas para 188. A média diária de casos novos baixou 5% em duas semanas para 9.016.

No mundo, já são 267.208.556 casos confirmados e 5.272.430 mortes. Mais de 240,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,2 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 87.945 estão em estado grave. A média diária de casos novos está em 602.742, com alta de 7% em duas semanas. A média diária de mortes recuou 1% em duas semanas para 7.496.

Os Estados Unidos notificaram mais 115.487 casos e 1.727 mortes na quarta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 26% em duas semanas para 119.194. A média diária de mortes cresceu 12% para 1.292. O país tem o maior número de casos confirmados (49.389.503) e de mortes (791.514) na pandemia.

A Índia registrou mais 8.439 casos e 195 mortes em 24 horas. É o país com o segundo maior número de casos confirmados (34.656.822) e o terceiro em mortes (473.952), depois dos EUA e do Brasil.

Mais de 8,24 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55,6% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,3% nos países pobres. Cerca de 43% da humanidade completaram a vacinação.

A China lidera a imunização, com 2,57 bilhões de doses aplicadas e 79,2% plenamente vacinados, seguida pela Índia (1,28 bilhão e 35% totalmente vacinados) e a União Europeia (67,6%). Nos EUA, 236,4 milhões tomaram a primeira dose, 199,7 milhões (60% da população norte-americana) completaram a vacinação e 49,1 milhões receberam a dose de reforço, num total de 485,2 milhões de doses aplicadas.

O Brasil deu a primeira dose a 159,76 milhões de pessoas, 137,6 milhões (64,52% da população brasileira) completaram a vacinação e 18,75 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 316,1 milhões de doses aplicadas. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 7 de Dezembro

RATIFICANDO A CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, com a votação de 30 delegados, Delaware é o primeiro estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.

Pelos termos da Constituição, o documento precisa ser ratificado por 75% dos estados para entrar em vigor. Isso ocorre em 21 de junho de 1788, quando Novo Hampshire se torna o nono dos 13 estados a ratificar. A carta entra em vigor em 4 de março de 1789. 

ATAQUE A PEARL HARBOR

    Em 1941, às 7h55, o Império do Japão lança um ataque de surpresa contra a base da Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, mata 2.403 norte-americanos e destrói ou danifica 19 navios, levando os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA chamam a data de Dia da Infâmia. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Congresso e pede autorização para declarar guerra ao Japão. Na Câmara e no Senado, só há um voto contra, da deputada pacifista Jeanette Rankin, que votara contra a entrada na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1917.

Três dias depois, A Alemanha Nazista e a Itália Fascista, aliadas do Império do Japão, declaram guerra aos EUA. Em quatro anos de guerra, morreram 418,5 mil norte-americanos.

INDONÉSIA INVADE

    Em 1975, a Indonésia bombardeia Díli e invade o Timor Leste, na época uma ex-colônia de Portugal, que se saíra em agosto.

Mais de 100 mil timorense morrem nos primeiros meses da invasão.

Quando o sanguinário ditador Mohamed Suharto, que ordena a invasão, morre em 1998, o movimento pela independência ganha força. 

Em 1999, um plebicito aprova a independência, garantida por uma força de paz das Nações Unidas liderada pela Austrália. As primeiras eleições democráticas são realizadas em agosto de 2001. 

Em 12 de outubro de 2002, atentados terroristas de extremistas muçulmanos na paradisíaca ilha indonésia de Báli, tendo como principais alvos turistas australianos, matam 202 pessoas, inclusive 88 australianos.

TERREMOTO DA ARMÊNIA

    Em 1988, dois terremotos de 6,9 e 5,8 graus na escala aberta de Richter arrasa a então República Soviética da Armênia, matando 60 mil pessoas e destruindo meio milhão de prédios, entre eles quase todas as construções de má qualidade da era soviética.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Média de mortes por covid fica abaixo de 200 pelo terceiro dia seguido

 Com mais 115 mortes e 5.405 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 notificados nesta segunda-feira, o total de casos confirmados no Brasil chegou a 22.146.004 e o de vidas perdidas a 615.789. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou 16% em duas semanas para 194, voltando a apresentar tendência de queda. A média diária de casos novos recuou 5% em duas semanas para 8.996.

No mundo, já são 266.445.852 casos confirmados e 5.262.322 mortes. Mais de 239,5 milhões se recuperaram, cerca de 21,6 milhões enfrentam casos suaves e médios e 87.044 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram na segunda-feira mais 187.876 casos e 1.401 mortes, números provavelmente inflados depois da subnotificação dos fins de semana. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 28% em duas semanas para 119.751. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 13% em duas semanas para 1.266. O país tem o maior número de casos confirmados (49.278.242) e de mortes (789.742) na pandemia.

Com mais de 25 mil casos novos dia e 25 da variante ômicron, a França fechou boates e casas noturnas por quatro semanas. A Irlanda fez o mesmo e impôs restrições de de ocupação e horário a bares e restaurantes. A Itália começou a proibir não vacinados de frequentar bares e restaurantes.

Na África do Sul, a variante ômicron está se propaganda duas vezes mais depressa do que a variante delta.

As bolsas de valores subiram depois que o principal assessor do governo Joe Biden para a covid, Dr. Anthony Fauci, declarou que os primeiros sinais, ainda não conclusivos, não mostram sinais de maior gravidade.

Mais de 8,21 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55,1% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países pobres, e 42,7% estão plenamente vacinados.

A China lidera a vacinação com 2,56 milhões de doses, seguida pela Índia (1,3 bilhão) e a União Europeia. Nos EUA, 236 milhões tomaram a primeira dose, 199,3 milhões (59,85% da população norte-americana) completaram a vacinação e 48,2 milhões receberam a dose de reforço, num total de 483,5 milhões.

O Brasil deu a primeira dose a 159,6 milhões, 137,1 milhões (64,27% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,9 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 314,66 milhões de doses aplicadas.

Hoje na História do Mundo: 6 de Dezembro

IRLANDA LIVRE

    Em 1921, depois de cinco anos de rebelião contra o Reino Unido, o Tratado Anglo-Irlandês é assinado em Londres, dando a independência a 26 dos 32 condados da Irlanda, reunidos no Estado Livre Irlandês, que continua a fazer parte da Comunidade Britânica das Nações, simbolicamente sob a coroa britânica.

O Exército Republicano Irlandês (IRA) não aceita o acordo por manter a Irlanda do Norte sob o domínio britânico e manter o país na Comunidade Britânica, e inicia uma guerra civil contra o novo Exército Nacional.

A República da Irlanda ou Eire se torna totalmente independente em 1937.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Variante ômicron não apresenta sinais de maior gravidade por enquanto

 Até agora, a variante ômicron, a nova cepa do coronavírus de 2019 identificada em 24 de novembro de 2021 na África do Sul, não apresenta sinais de maior gravidade, declarou neste domingo à rede de televisão norte-americana CNN o Dr. Anthony Fauci, principal assessor científico da Casa Branca para a pandemia.

Fauci admite que é cedo para chegar a conclusões definitivas, mas, "até agora, os sinais são um tanto animadores." Não há registro de mortes no mundo pela nova cepa. Como a população da África é jovem, será preciso ver como os idosos reagem às novas mutações do vírus.

A ômicron se propaga rapidamente. Já chegou a mais de 40 países, inclusive o Brasil. Na Dinamarca, um dos países líderes no sequenciamento genético do coronavírus, o número de casos da nova variante passou de 18 na sexta-feira para 183 no domingo. 

Neste domingo, com a subnotificação dos fins de semana, o Brasil registrou mais 68 mortes e 4.623 diagnósticos positivos de covid-19. Teve até hoje 22.140.599 casos confirmados e 615.674 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 194. É a menor desde 22 de abril de 2020. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 2% para 8.837.

No mundo, o total de casos confirmados chegou a 265.869.276 casos confirmados, com 5.255.971 mortes. Mais de 239,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21 milhões enfrentam casos leves ou médios e 86.808 estão em estado grave.

Com a subnotificação usual nos fins de semana, os Estados Unidos registraram no domingo mais 35.731 casos e 160 mortes. A média diária de casos confirmados dos últimos sete dias cresceu 19% em duas semanas para 109.822. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 5% em duas semanas para 1.178. É o país com o maior número de casos confirmados (49.085.361) e de mortes (788.363).

Mais de 8,18 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países pobres. Nos EUA, com a ameaça da ômicron, aumentou em 22% o número de pessoas que procuraram se vacinar na semana passada.

A China lidera a vacinação com 2,55 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,3 bilhão), a União Europeia (652,4 milhões) e nos EUA, que não atualiza os dados nos fins de semana. 

O Brasil deu a primeira dose a 159,6 milhões, 136,67 milhões (64,07% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,8 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 314 milhões de doses. Meu balanço semanal da pandemia:

Hoje na História do Mundo: 5 de Dezembro

ADEUS, MANDELA

    Em 2013, morre aos 95 anos Nelson Mandela, um dos maiores estadistas da segunda metade do século, o líder que negociou o fim do odioso regime segregacionista do apartheid e levou a democracia e a maioria negra ao poder na África do Sul depois de 300 anos de dominação da minoria branca.

sábado, 4 de dezembro de 2021

Média móvel de mortes no Brasil cai abaixo de 200 por dia

O Brasil notificou neste sábado mais 152 mortes e 8.148 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 2% em duas semanas para 196. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 2% em duas semanas para 8.665. O país soma um total 22.135.976 casos confirmados e 615.606 vidas perdidas na pandemia.

No mundo, já são 265.388.145 casos confirmados e 5.248.747 mortes. Mais de 239 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 86.668 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 59.064 casos e 531 mortes, com a subnotificação usual nos fins de semana. A média diária de casos novos subiu dos últimos sete dias cresceu 19% em duas semanas para 108.462, com tendência de alta. A média diária de mortes dos último sete dias aumentou 5% em duas semanas para 1.179.

Mais de 8,15 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo; 54,9% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países pobres.

A China aplicou mais de 2,54 bilhões de doses, seguida pela a Índia, a União Europeia (651,4 milhões) e os EUA, que não atualizam os dados no fim de semana. O Brasil deu a primeira dose a 159,6 milhões de pessoas, 136,6 milhões (64,06% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,76 milhões tomaram a dose de reforço.

Hoje na História do Mundo: 4 de Dezembro

 TERRY ANDERSON LIBERTADO

     Em 1991, o jornalista norte-americana Terry Anderson, chefe do escritório da agência de notícias Associated Press no Líbano, é solto depois de 2.454 dias (seis anos e meio) sequestrado por extremistas muçulmanos em Beirute.

Anderson cobria a Guerra Civil Libanesa (1975-90). Em 16 de março de 1985,  é capturado no setor oeste de Beirute, onde os muçulmanos são maioria.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

STF abre inquérito sobre mentira de Bolsonaro associando vacina à aids

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, abriu inquérito para investigar notícias falsas divulgadas pelo presidente Jair Bolsonaro associando as vacinas contra a doença do coronavírus de 2019 a um risco maior de contrair a síndrome de deficiência imunológica adquirida durante transmissão ao vivo pela Internet.

Em outubro, Bolsonaro citou documentos falsos atribuídos ao governo do Reino Unido para desacreditar as vacinas criminosamente. As redes sociais removeram as gravações da Internet. O YouTube suspendeu a conta do presidente por uma semana.

Desde a conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado sobre a pandemia, que indiciou Bolsonaro por sete crimes, o procurador-geral da República, Augusto Aras, notório aliado do presidente, abriu seis investigações preliminares, mas nenhum inquérito, com a nítida intenção de arquivar tudo.

Mais 229 mortes e 10.464 diagnósticos positivos de covid-19 foram notificados nesta sexta-feira no Brasil. O país soma agora 22.127.828 casos confirmados e 615.454 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 6% em duas semanas para 208. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 5% no mesmo período para 8.777.

No mundo, já são 264.950.926 casos confirmados e 5.243.482 mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não registro registro de mortes para variante ômicron. Cerca de 239 milhões de pacientes se recuperaram, 20,6 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 86.585 estão em estado grave.Os 

 Os Estados Unidos registraram mais 159.799 casos novos, 11 da variante ômicron, e 1.821 mortes na sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 13% em duas semanas para 104.264. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 2% em duas semanas para 1.121.

Mais de 8,12 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 54,8% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países ricos.

A China aplicou mais de 2,53 bilhões de doses, seguida pela Índia (1,3 bilhão) e a União Europeia (648,8 milhões). Nos EUA, 234,7 milhões tomaram a primeira dose, 198,2 milhões (59,52% da população está norte-americana) completaram a vacinação e 45,2 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 159,5 milhões de pessoas, cerca de 136,3 milhões (63,9% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,5 milhões (8,21%) tomaram a dose de reforço.

Hoje na História do Mundo: 3 de Dezembro

TRAGÉDIA EM BHOPAL

    Em 1984, uma explosão numa fábrica da Union Carbide na cidade de Bhopal, na Índia, solta no ar uma nuvem tóxica de isocianato de metila que atinge mais de 588 mil pessoas e mata pelo menos 3.787.

VETO A MINAS

    Em 1997, mais de 120 países assinam no Canadá o Tratado de Ottawa ou Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição.

As maiores potências militares do planeta - EUA, China e Rússia - não assinaram.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Secretário-geral da ONU denuncia "apartheid das viagens"

 Ao criticar as proibições de voos impostas aos países do Sul da África por causa da variante ômicron do coronavírus de 2019, o secretário-geral das Nações Unidas, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, comparou as medidas com o regime de segregação racial da minoria branca que dominou a África do Sul até 1994. Como a ômicron já se espalhou pelo mundo, as restrições à África são discriminatórias.

Com mais 205 mortes e 11.436 diagnósticos positivos de covid-19, o Brasil chegou na quinta-feira  a 22.117.364 casos confirmados, cinco da variante ômicron, e 615.225 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias recuou 4% em duas semanas para 218. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou subiu 2% em duas semanas para 8.822.

No mundo, a ômicron chegou a pelo menos 24 países de cinco continentes. A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de uma nova onda de contaminação. Ao todo, o mundo soma 264.232.469 casos confirmados e 5.234.741 mortes. Mais de 238 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 20,91 milhões enfrentam casos leves e médios e 86.991 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 128.235 casos e 1.293 mortes na quinta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 4% em duas semanas para 94.643. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 1.021.

Mais de 8,07 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 54,6% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6% nos países pobres.

A China aplicou mais de 2,52 bilhões de doses, seguida pela Índia (1,25 bilhão) e a União Europeia (667,4 milhões). Nos EUA, 234,3 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, 197,8 milhões (59,4% da população norte-americana) completaram a vacinação e 44,2 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 159,3 milhões, 135,16 milhões (63,37% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,16 milhões tomaram a dose de reforço.

No plano econômico, com queda de 0,1% do produto interno bruto, o Brasil entra em recessão, definida com queda no PIB em dois trimestres consecutivos.

Hoje na História do Mundo: 2 de Dezembro

NAPOLEÃO COROADO

    Em 1804, Napoleão Bonaparte se coroa imperador na Catedral de Notre Dame, em Paris, onze anos depois que a Revolução Francesa executou o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta na guilhotina.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Brasil chega a 615 mil mortes na pandemia

Ainda morre um brasileiro da doença do coronavírus de 2019 a cada seis minutos. O Brasil registrou nesta quarta-feira mais 266 mortes e 11.436 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019, inclusive o terceiro caso da variante ômicron, detectado em São Paulo de um viajante que chegou da Etiópia. Outros dois casos estão sendo investigados no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.  

O país soma 22.104.631 casos confirmados e 615.020 vidas perdidas, ultrapassando nova marca trágica na pandemia. A média diária mortes dos últimos sete dias caiu 13% em duas semanas para 229. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 3% para 8.745.

Um terceiro caso da variante ômicron foi confirmado em São Paulo, desta vez num passageiro que chegou da Etiópia. Agora são três casos, todos assintomáticos. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu ao governo que exija certificado de vacina para entrada de viajantes no Brasil e mantenha a proibição de voos de países do Sul da África.

No mundo, já são 263.428.782 casos confirmados e 5.223.657 mortes. Cerca de 238 milhões de pacientes se recuperaram, muitos com sequelas de longo prazo, mais de 20,1 milhões apresentam sintomas leves ou médios e 87.123 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram o primeiro caso da variante ômicron na Califórnia numa pessoa que chegou em 22 de novembro e testou positivo em 29 de novembro. Mais 138.410 casos novos e 1.991 mortes foram notificadas hoje. 

Nos EUA, a média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 1% em duas semanas para 86.565. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 10% para 947. O país tem o maior número de casos confirmados (48.692.555) e de mortes (782.104) na pandemia.

Mais de 8,03 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 54,5% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6% nos países pobres.

A China lidera a vacinação com 2,51 bilhões de doses, seguida pela Índia e a União Europeia. Nos EUA, 233,6 milhões tomaram a primeira dose, 197,4 completaram (59,28% da população norte-americana) a vacinação e 43,1 milhões tomaram a dose de reforço, mas 60 milhões a partir dos 5 anos poderiam ter se vacinado e não se vacinaram.

O Brasil deu a primeira dose a 159,18 milhões de pessoas, 134,45 milhões (63,03% da população brasileira) completaram a vacinação e 16,78 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 310,4 milhões de doses aplicadas. Meu comentário: 

Hoje na História do Mundo: 1º de Dezembro

 MÃE DO MOVIMENTO ANTIRRACISTA

    Em 1955, Rosa Parks, a mãe do movimento dos direitos civis, é presa por se negar a ceder o assento num ônibus para um homem branco, violando as leis de segregação racial da cidade de Montgomery, no Alabama, como parte de um boicote ao sistema de transporte organizado pelo jovem pastor batista Martin Luther King Jr.