A organização não governamental de defesa da liberdade de expressão Repórteres sem Fronteiras enviou carta aberta ao presidente da China, Hu Jintao, pedindo a libertação do dissidente Liu Xiaobo, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2010, condenado em 2009 a 11 anos de cadeia:
"Sr. Hu Jintao, presidente da República Popular da China,
"Gostaríamos de chamar vossa atenção para o caso de Liu Xiaobo, preso em 8 de dezembro de 2008 e condenado em 25 de dezembro de 2009 a 11 anos de prisão em regime fechado. De nosso conhecimento, Liu Xiaobo não é culpado de nenhum ato ilegal e todas as suas ações são orientadas pela defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa, de acordo com a Constituição chinesa.
"Laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2010, Liu Xiaobo está hoje aprisionado. Nós pedimos então que intervenha rapidamente para que seja libertado, a retirada de todas as acusações que pesam contra ele e seus próximos, notadamente sua esposa, Liu Xa, obrigada a residir em Pequim.
"Nós vos pedimos todos os esforços para que todos os prisioneiros de opinião chineses sejam libertados e que a liberdade de expressão de todos os cidadãos seja garantida.
"Aproveitamos a oportunidade, Sr. Presidente, para expressar nossa elevada consideração."
Há uma petição online para quem quiser apoiar a luta pela libertação de Liu Xiaobo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 1 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Israel retalia autorizando expansão das colônias
Em resposta à votação da Assembleia-Geral das Nações Unidas elevando o status da Palestina para Estado não membro, o governo de Israel aprovou ontem à noite a construção de mais 3 mil moradias no Leste de Jerusalém e no resto da Cisjordânia, um dos territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
"É um novo desafio do governo israelense", protestou Saeb Erekat, o principal negociador palestino. "No momento em que a liderança palestina tenta salvar a solução baseada em dois países, Israel faz tudo para destruí-la".
O novo assentamento vai isolar Belém e Ramalá de Jerusalém, tornando inviável a criação de um país palestino com território contíguo na Cisjordânia, observa o jornal The New York Times.
A Europa e os Estados Unidos condenaram a ação ilegal do governo direitista israelense. A Carta da ONU proíbe a guerra de conquista, a colonização e a anexão de territórios ocupados militarmente.
"É um novo desafio do governo israelense", protestou Saeb Erekat, o principal negociador palestino. "No momento em que a liderança palestina tenta salvar a solução baseada em dois países, Israel faz tudo para destruí-la".
O novo assentamento vai isolar Belém e Ramalá de Jerusalém, tornando inviável a criação de um país palestino com território contíguo na Cisjordânia, observa o jornal The New York Times.
A Europa e os Estados Unidos condenaram a ação ilegal do governo direitista israelense. A Carta da ONU proíbe a guerra de conquista, a colonização e a anexão de territórios ocupados militarmente.
ONU faz seminário sobre política social em Brasília
O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) realizará, de 3 a 5 de dezembro, em Brasília, o seminário internacional Recentes Desenvolvimentos no Papel e no Design de Programas de Proteção Social – Um diálogo político, workshop de especialistas e evento de aprendizagem sobre Cooperação Sul-Sul.
Pesquisadores, acadêmicos e especialistas da América Latina, Ásia e África vão explorar os desafios, inovações e desenvolvimentos recentes na implementação de programas de proteção social em países emergentes. O seminário irá discutir a contribuição das políticas sociais e dos programas de proteção social para a ascensão da classe média nesses países, além de explorar a relação entre inclusão produtiva e crescimento, desenvolvimento econômico local e questões relacionadas a emprego.
Os principais objetivos do evento são facilitar o diálogo entre os formuladores de políticas públicas e os especialistas, com foco em desenvolvimentos recentes, inovações e desafios na implementação dos programas; e compartilhar conhecimentos sobre as iniciativas implementadas pelos países. As discussões irão influenciar um relatório final sobre proteção social e inclusão produtiva para o desenvolvimento que está sendo produzido pelo CIP-CI.
“As recentes crises econômica e financeira ressaltaram a importância de se ter programas de proteção social de médio prazo dimensionáveis. No entanto, embora muitas vezes seja difícil ampliar os programas para que possam atender rapidamente às necessidades dos grupos vulneráveis, vários países foram capazes de encontrar formas inovadoras de ampliar o acesso através de programas emblemáticos implementados em grande escala”, destaca o Coordenador de Pesquisas do CIP-CI, Fábio Veras.
O evento irá focar na evolução recente desses programas com relação a quatro temas:
- Expansão da cobertura e capacidade de resiliência do sistema de proteção social;
- Sistemas de informação, apoio e mecanismos de entrega de benefícios sociais e serviços para combater a exclusão social e promover a inclusão produtiva;
- Impactos produtivos sobre as economias locais e caminhos para sair da pobreza;
- Impactos em nível macro e crescimento e vulnerabilidade da classe média.
Programação resumida
As discussões do primeiro dia do evento incidirão sobre a contribuição e o papel da proteção social e as políticas de inclusão produtiva para o crescimento inclusivo e o desenvolvimento local. O segundo dia vai se concentrar na discussão sobre proteção social para crianças e idosos. E no terceiro dia serão abordadas questões de desenho institucional e ajustes de escala e integração de programas. Mais informações aqui: http://bit.ly/11km0FB
Serviço:
Evento: Seminário Internacional “Recentes Desenvolvimentos no Papel e no Design de Programas de Proteção Social – Um diálogo político, workshop de especialistas e evento de aprendizagem sobre
Cooperação Sul-Sul”
Data e horário: 3 a 5 de dezembro, das 8h30 às 18h
Local: Hotel St. Paul Plaza (SHS, Quadra 2, Bloco H, Brasília)
Cooperação Sul-Sul”
Data e horário: 3 a 5 de dezembro, das 8h30 às 18h
Local: Hotel St. Paul Plaza (SHS, Quadra 2, Bloco H, Brasília)
Mais informações:
Acesse: http://bit.ly/11km0FB
Egito aprova projeto de Constituição
Sob intensa pressão das ruas para concluir seu trabalho desde que o presidente Mohamed Mursi se outorgou poderes excepcionais, a Assembleia Constituinte do Egito aprovou um projeto de Constituição. Se for sancionado pelo presidente, será submetido a um referendo pelo voto popular.
Um trecho polêmico afirma que a charia, o direito islâmico, será a base da legislação. Isso constava da Constituição anterior, da ditadura de Hosni Mubarak (1981-2011), mas os poderes executivo e judiciário não estavam sob controle da Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico do mundo.
Para a multidão concentrada nos últimos dias na Praça da Libertação, no Centro do Cairo, isso representa uma ameaça de que a revolução seja sequestrada por extremistas muçulmanos, que usariam a democracia para chegar ao poder e a partir daí tentariam acumular o poder absoluto.
Um trecho polêmico afirma que a charia, o direito islâmico, será a base da legislação. Isso constava da Constituição anterior, da ditadura de Hosni Mubarak (1981-2011), mas os poderes executivo e judiciário não estavam sob controle da Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico do mundo.
Para a multidão concentrada nos últimos dias na Praça da Libertação, no Centro do Cairo, isso representa uma ameaça de que a revolução seja sequestrada por extremistas muçulmanos, que usariam a democracia para chegar ao poder e a partir daí tentariam acumular o poder absoluto.
Índia cresce em ritmo de 5,3% ao ano
Enquanto o Brasil ficou estagnado, com crescimento de apenas 0,6% de julho a setembro de 2012, no mesmo período, a economia da Índia avançou num ritmo de 5,3% em relação ao ano passado, um pouco abaixo dos 5,5% do trimestre anterior.
Na comparação anual, a indústria manufatureira cresceu apenas 0,8% e a agricultura, 1,2%. Altas de 9,4% no setor de serviços e de 6,7% na construção civil contrabalançaram o desempenho fraco dos outros setores.
O Fundo Monetário Internacional prevê expansão de 4,9% neste ano. Em 2013, economistas privados esperam 5,5% e, em 2014, 6% a 6,5%.
"A perspectiva de curto prazo é um desafio, com inflação renitente, crescimento fraco, déficits comercial e orçamentário elevados, e a rúpia se desvalorizando", analisa Jyoti Narasimhan, da empresa IHS Global Insight, citado pelo jornal inglês Financial Times.
Para equilibrar as contas externas, o governo tenta atrair investimentos estrangeiros nos setores de supermercados, centros comerciais e lojas de departamento, mas enfrenta forte resistência dos pequenos comerciantes locais.
Na comparação anual, a indústria manufatureira cresceu apenas 0,8% e a agricultura, 1,2%. Altas de 9,4% no setor de serviços e de 6,7% na construção civil contrabalançaram o desempenho fraco dos outros setores.
O Fundo Monetário Internacional prevê expansão de 4,9% neste ano. Em 2013, economistas privados esperam 5,5% e, em 2014, 6% a 6,5%.
"A perspectiva de curto prazo é um desafio, com inflação renitente, crescimento fraco, déficits comercial e orçamentário elevados, e a rúpia se desvalorizando", analisa Jyoti Narasimhan, da empresa IHS Global Insight, citado pelo jornal inglês Financial Times.
Para equilibrar as contas externas, o governo tenta atrair investimentos estrangeiros nos setores de supermercados, centros comerciais e lojas de departamento, mas enfrenta forte resistência dos pequenos comerciantes locais.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
ONU eleva status da Palestina para Estado
Por 138 votos a favor, inclusive do Brasil, nove contra, entre eles Estados Unidos e Israel, e 41 abstenções, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou hoje à noite o reconhecimento da Palestina como país observador não membro, o mesmo status do Vaticano.
No discurso em defesa de sua estratégia para obter a independência, adotada diante da estagnação das negociações de paz, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, declarou ao plenário: "Não temos ouvido nenhuma palavra de funcionários israelenses manifestando uma preocupação sincera de salvar o processo de paz".
"Ao contrário, nosso povo continua a testemunhar uma intensificação sem precedentes das ações militares, do bloqueio, da colonização e da limpeza étnica, especialmente no Leste de Jerusalém, das prisões em massa, dos ataques de colonos e outras práticas pelas quais a ocupação israelense se tornou sinônimo de um sistema de apartheid com ocupação colonial que institucionaliza a praga do racismo e incita ao ódio e à violência", acrescentou Abbas. "Chegou a hora do mundo dizer claramente: basta de agressão, de assentamentos e de ocupação".
Em resposta, o embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, acusou o líder palestino de "dar as costas para o processo de paz. Não deixem que a História registre que a ONU os acompanhou nesta marcha da insensatez", reportou o jornal The New York Times.
Na prática, a Palestina pode se filiar a outras instituições do sistema ONU, como a Corte Internacional de Justiça. Também pode ser alvo de retaliações econômicas dos EUA e de Israel, que ameaçam cortar a ajuda e a transferência de impostos controlados pela ocupação israelense.
No discurso em defesa de sua estratégia para obter a independência, adotada diante da estagnação das negociações de paz, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, declarou ao plenário: "Não temos ouvido nenhuma palavra de funcionários israelenses manifestando uma preocupação sincera de salvar o processo de paz".
"Ao contrário, nosso povo continua a testemunhar uma intensificação sem precedentes das ações militares, do bloqueio, da colonização e da limpeza étnica, especialmente no Leste de Jerusalém, das prisões em massa, dos ataques de colonos e outras práticas pelas quais a ocupação israelense se tornou sinônimo de um sistema de apartheid com ocupação colonial que institucionaliza a praga do racismo e incita ao ódio e à violência", acrescentou Abbas. "Chegou a hora do mundo dizer claramente: basta de agressão, de assentamentos e de ocupação".
Em resposta, o embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, acusou o líder palestino de "dar as costas para o processo de paz. Não deixem que a História registre que a ONU os acompanhou nesta marcha da insensatez", reportou o jornal The New York Times.
Na prática, a Palestina pode se filiar a outras instituições do sistema ONU, como a Corte Internacional de Justiça. Também pode ser alvo de retaliações econômicas dos EUA e de Israel, que ameaçam cortar a ajuda e a transferência de impostos controlados pela ocupação israelense.
PIB da China deve chegar a US$ 15,5 tri em 2020
O produto interno bruto da China deve atingir em 2020 o nível que os Estados Unidos têm hoje, de cerca de US$ 5,5 trilhões. A renda per capita chinesa vai dobrar até lá, chegando a US$ 10 mil; nos EUA, era de US$ 48 mil no fim de 2011.
A soma de todas as riquezas que a China produziu em 2011, descontadas as importações, totalizou US$ 7,1 trilhões. Pelas projeções do regime comunista, vai mais do que dobrar nesta década, reporta o jornal francês Le Monde.
A soma de todas as riquezas que a China produziu em 2011, descontadas as importações, totalizou US$ 7,1 trilhões. Pelas projeções do regime comunista, vai mais do que dobrar nesta década, reporta o jornal francês Le Monde.
ONU deve reconhecer hoje Estado palestino
A Assembleia Geral das Nações Unidas vota hoje à noite para reconhecer hoje a Palestina como um país independente não associado à organização, com status de observador. Os Estados Unidos não têm direito de veto sobre essa decisão.
Em retaliação, os EUA e Israel ameaçam reter fundos da Autoridade Nacional Palestina, que governa parte da Cisjordânia ocupada. Mas o enfraquecimento ainda maior da ANP favorece o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que cada vez mais se firma como principal representante do povo palestino.
Pelo menos 15 países europeus, inclusive a França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, devem votar a favor. O Brasil e a América Latina devem apoiar em peso a reivindicação palestina
A votação na Assembleia Geral, hoje com 193 países-membros, acontece exatamente 65 anos depois que a Resolução 181 aprovou a divisão da Palestina para a criação de dois estados nacionais independentes, um árabe e um judaico, lembra a agência Reuters.
Desde os anos 70, a Organização para a Libertação da Palestina tinha status de entidade observadora na ONU. Ao elevar seu status para país não membro é implicitamente reconhecida como estado nacional e pode se associar a todo o sistema Nações Unidas, inclusive à Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, onde pode denunciar os abusos da ocupação israelense.
Em retaliação, os EUA e Israel ameaçam reter fundos da Autoridade Nacional Palestina, que governa parte da Cisjordânia ocupada. Mas o enfraquecimento ainda maior da ANP favorece o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que cada vez mais se firma como principal representante do povo palestino.
Pelo menos 15 países europeus, inclusive a França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, devem votar a favor. O Brasil e a América Latina devem apoiar em peso a reivindicação palestina
A votação na Assembleia Geral, hoje com 193 países-membros, acontece exatamente 65 anos depois que a Resolução 181 aprovou a divisão da Palestina para a criação de dois estados nacionais independentes, um árabe e um judaico, lembra a agência Reuters.
Desde os anos 70, a Organização para a Libertação da Palestina tinha status de entidade observadora na ONU. Ao elevar seu status para país não membro é implicitamente reconhecida como estado nacional e pode se associar a todo o sistema Nações Unidas, inclusive à Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, onde pode denunciar os abusos da ocupação israelense.
Síria desliga Internet e sistema telefônico do país
Por volta das 10h30 da manhã de hoje, todas as conexões da Síria com a rede mundial de computadores foram cortadas, assim como o sistema telefônico do país, a exemplo do que fez o Egito no início da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011.
Na Síria, uma única empresa estatal controla o acesso à Internet. Por isso, acredita-se que a medida tenha sido aplicada pelo governo, que está começando a perder a guerra civil no campo de batalha, para impedir a divulgação de notícias ruins no exterior e impedir a divulgação de imagens sobre suas ações violentas.
O aeroporto de Damasco, a capital síria, está sob bombardeio dos rebeldes que lutam há um ano e dez meses para derrubar a ditadura de Bachar Assad, no poder desde 2000, depois de suceder seu pai, o ditador Hafez Assad.
Na Síria, uma única empresa estatal controla o acesso à Internet. Por isso, acredita-se que a medida tenha sido aplicada pelo governo, que está começando a perder a guerra civil no campo de batalha, para impedir a divulgação de notícias ruins no exterior e impedir a divulgação de imagens sobre suas ações violentas.
O aeroporto de Damasco, a capital síria, está sob bombardeio dos rebeldes que lutam há um ano e dez meses para derrubar a ditadura de Bachar Assad, no poder desde 2000, depois de suceder seu pai, o ditador Hafez Assad.
Continental absolvida pela queda do Concorde
A companhia aérea americana Continental Airlines, dois funcionários seus e um antigo membro da Direção Geral de Aviação Civil da França foram absolvidos por um tribunal de recursos de Versalhes como responsáveis pelo acidente que acabou com a carreira do avião supersônico Concorde, matando 113 pessoas, em 25 de julho de 2000, perto de Paris.
Um pneu do Concorde explodiu no momento da decolagem provocando um incêndio nas turbinas que derrubou o avião, o único supersônico usado até hoje pela aviação comercial.
No julgamento em primeira instância, em 2010, a Continental tinha sido condenada a pagar uma multa de 200 mil euros porque partes de um avião da empresa americana soltos na pista teriam estourado os pneus do jato supersônico, provocando o acidente.
Um pneu do Concorde explodiu no momento da decolagem provocando um incêndio nas turbinas que derrubou o avião, o único supersônico usado até hoje pela aviação comercial.
No julgamento em primeira instância, em 2010, a Continental tinha sido condenada a pagar uma multa de 200 mil euros porque partes de um avião da empresa americana soltos na pista teriam estourado os pneus do jato supersônico, provocando o acidente.
Tribunal suspende decisão sobre dívida da Argentina
Um tribunal federal de recursos dos Estados Unidos suspendeu temporariamente uma decisão de um juiz federal da primeira instância de Nova York que obrigava a Argentina a pagar US$ 1,33 bilhão em 15 de dezembro a credores que rejeitaram as renegociações da dívida do país impostas por Buenos Aires, informa o jornal inglês Financial Times.
Em 2005 e 2010, 93% dos donos de títulos da dívida argentina caloteada em 2001, de cerca de US$ 100 bilhões, aceitaram trocá-los por bônus com desconto de até 30%, juros menores e prazos mais longos, aliviando a pressão sobre o Tesouro. Os 7% que rejeitaram as perdas acionaram a Justiça para recuperar o dinheiro investido.
Na semana passada, o juiz federal americano Thomas Griesa decidiu que a Argentina não pode discriminar seus credores, pagando apenas os que concordaram com a renegociação.
O governo Cristina Kirchner seria obrigado a saldar a dívida com antigos credores antes de remunerar os novos com US$ 3,1 bilhões. Como a Argentina se nega a pagar quem não aceitou seus termos, o país poderia ficar tecnicamente em calote mais uma vez.
Em 2005 e 2010, 93% dos donos de títulos da dívida argentina caloteada em 2001, de cerca de US$ 100 bilhões, aceitaram trocá-los por bônus com desconto de até 30%, juros menores e prazos mais longos, aliviando a pressão sobre o Tesouro. Os 7% que rejeitaram as perdas acionaram a Justiça para recuperar o dinheiro investido.
Na semana passada, o juiz federal americano Thomas Griesa decidiu que a Argentina não pode discriminar seus credores, pagando apenas os que concordaram com a renegociação.
O governo Cristina Kirchner seria obrigado a saldar a dívida com antigos credores antes de remunerar os novos com US$ 3,1 bilhões. Como a Argentina se nega a pagar quem não aceitou seus termos, o país poderia ficar tecnicamente em calote mais uma vez.
Economia dos EUA cresce em ritmo de 2,7% ao ano
A maior economia do mundo cresceu no terceiro trimestre de 2012 muito mais do que estimado inicialmente. De julho a setembro, os Estados Unidos avançaram num ritmo de expansão de 2,7% ao ano, informou hoje o Departamento do Comércio, revisando o cálculo anterior, que ficara em 2% ao ano.
É a maior taxa de crescimento desde os 4,1% ao ano do fim do ano passado. No segundo trimestre deste ano, a alta foi de 1,3% ao ano.
O mercado imobiliário está em expansão, as exportações aumentaram e as importações diminuíram, mas o consumo pessoal, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA ainda não recuperou o vigor anterior à crise. Cresceu apenas 1,4%. Os consumidores ainda têm muitas dívidas a pagar e medo de perder o emprego.
Na semana passada, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 23 mil para 393 mil, revelou o Departamento do Trabalho
Neste fim de ano, as obras de reconstrução depois do furacão Sandy devem dar um impulso extra. Outra questão importante é o chamado "abismo fiscal". Os gastos públicos federais subiram 9% no trimestre passado e foram decisivos para a alta mais forte do PIB, a soma de todas as riquezas que um país produz menos as importações.
Se o presidente Barack Obama e a oposição republicana não chegarem a um acordo, o fim das reduções de impostos da era Bush jr. (2001-9) e a entrada em vigor automaticamente de cortes de despesas governamentais ameaçam tirar US$ 600 bilhões de circulação e levar os EUA de volta à recessão. O país cairia num abismo fiscal.
Para o Instituto de Pesquisa de Ciclos Econômicos, que determina oficialmente quando o país está em recessão, a economia já está em declínio, com quedas na produção, nas vendas e no investimento. O único indicador importante ainda em alta seria o emprego.
Os economistas já projetam crescimento anualizado de apenas 1% neste fim de ano nos EUA, reporta o jornal The New York Times. A expectativa é que a Reserva Federal, o banco central do país, mantenha em 2013 seu programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia.
É a maior taxa de crescimento desde os 4,1% ao ano do fim do ano passado. No segundo trimestre deste ano, a alta foi de 1,3% ao ano.
O mercado imobiliário está em expansão, as exportações aumentaram e as importações diminuíram, mas o consumo pessoal, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA ainda não recuperou o vigor anterior à crise. Cresceu apenas 1,4%. Os consumidores ainda têm muitas dívidas a pagar e medo de perder o emprego.
Na semana passada, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 23 mil para 393 mil, revelou o Departamento do Trabalho
Neste fim de ano, as obras de reconstrução depois do furacão Sandy devem dar um impulso extra. Outra questão importante é o chamado "abismo fiscal". Os gastos públicos federais subiram 9% no trimestre passado e foram decisivos para a alta mais forte do PIB, a soma de todas as riquezas que um país produz menos as importações.
Se o presidente Barack Obama e a oposição republicana não chegarem a um acordo, o fim das reduções de impostos da era Bush jr. (2001-9) e a entrada em vigor automaticamente de cortes de despesas governamentais ameaçam tirar US$ 600 bilhões de circulação e levar os EUA de volta à recessão. O país cairia num abismo fiscal.
Para o Instituto de Pesquisa de Ciclos Econômicos, que determina oficialmente quando o país está em recessão, a economia já está em declínio, com quedas na produção, nas vendas e no investimento. O único indicador importante ainda em alta seria o emprego.
Os economistas já projetam crescimento anualizado de apenas 1% neste fim de ano nos EUA, reporta o jornal The New York Times. A expectativa é que a Reserva Federal, o banco central do país, mantenha em 2013 seu programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia.
Juiz quer fortalecer regulação da imprensa britânica
O modelo de autorregulamentação da imprensa do Reino Unido não funcionou. Deve ser fortalecido por uma lei que oficialize as atividades do órgão regulador, propôs hoje o juiz Brian Leveson depois de presidir a um longo inquérito focado principalmente no uso de escuta telefônica clandestina e ilegal para obter furos de reportagem.
Nos anos 90, depois de uma série de escândalos envolvendo celebridades e sobretudo a família real britânica, os jornais criaram a Comissão de Reclamações contra a Imprensa, formada por editores de jornais e presidida por um juiz superior aposentado. Mas esse modelo não foi capaz de evitar abusos.
Em julho do ano passado, o jornal dominical mais vendido na Inglaterra, News of the World, deixou de circular em meio a um escândalo de escuta telefônica clandestina de celebridadas, da família real e até de vítimas de crimes, o chamado Grampogate, revoltando a população.
Agora, o juiz propõe uma espécie de lei de imprensa, o que sempre foi repudiado pelas empresas do setor. Mas seria apenas sobre o funcionamento do órgão regulador, ou seja, só para ajudar a reparar erros cometidos pela imprensa e não para estabeleceer qualquer controle antes da publicação de notícias.
Para o juiz Leveson, o novo órgão regulador deve ter poder para exigir retratações e impor multas de até 1 milhão de libras, mais de R$ 3 milhões.
O primeiro-ministro conservador David Cameron, que teve assessores envolvidos no Grampogate, aceitou as recomendações do Relatório Leveson, mas manifestou ceticismo quanto à necessidade de uma lei aprovada pelo Parlamento Britânico. Seria a primeira, em mais de 300 anos de liberdade de imprensa na Inglaterra e no Reino Unido.
Nos anos 90, depois de uma série de escândalos envolvendo celebridades e sobretudo a família real britânica, os jornais criaram a Comissão de Reclamações contra a Imprensa, formada por editores de jornais e presidida por um juiz superior aposentado. Mas esse modelo não foi capaz de evitar abusos.
Em julho do ano passado, o jornal dominical mais vendido na Inglaterra, News of the World, deixou de circular em meio a um escândalo de escuta telefônica clandestina de celebridadas, da família real e até de vítimas de crimes, o chamado Grampogate, revoltando a população.
Agora, o juiz propõe uma espécie de lei de imprensa, o que sempre foi repudiado pelas empresas do setor. Mas seria apenas sobre o funcionamento do órgão regulador, ou seja, só para ajudar a reparar erros cometidos pela imprensa e não para estabeleceer qualquer controle antes da publicação de notícias.
Para o juiz Leveson, o novo órgão regulador deve ter poder para exigir retratações e impor multas de até 1 milhão de libras, mais de R$ 3 milhões.
O primeiro-ministro conservador David Cameron, que teve assessores envolvidos no Grampogate, aceitou as recomendações do Relatório Leveson, mas manifestou ceticismo quanto à necessidade de uma lei aprovada pelo Parlamento Britânico. Seria a primeira, em mais de 300 anos de liberdade de imprensa na Inglaterra e no Reino Unido.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
China reprime com violência protesto no Tibete
Pelo menos cinco estudantes estão gravemente feridos e outros 15 hospitalizados depois que a polícia da China reprimiu com violência, na segunda-feira, manifestantes tibetanos que defendiam o direito de ser educados e poder falar na sua própria língua. O confronto aconteceu na província de Qinghai, no Leste do país.
Nos últimos dias, mais cinco tibetanos se atearam fogo em proteso contra o regime comunista chinês, informam o movimento Tibete Livre e a Rádio Ásia Livre. Com essas autoimolações, só neste mês pelo menos 22 tibetanos se atearam fogo; desde 2009, foram 86.
Mais de mil manifestantes, na maioria estudantes e professores, protestaram na região autônoma de Hainã, que os tibetanos chamam de Tsolho, para protestar contra as políticas de assimilação cultural do regime comunista chinês, exigir respeito às minorias e o direito de falar e ser educado na sua própria língua.
Os estudantes se concentraram diante da Escola Sorig Lobling, na cidade de Chabcha, às 5h40 de segunda-feira. Às 9h, a polícia atacou a manifestação com violência. Vários manifestantes foram hospitalizados, reporta o jornal The New York Times.
As províncias de Gansu, Qinghai e Sichuã e a região supostamente autônoma do Tibete macrorregião conhecida como Grande Tibete, de cerca de 1,1 milhão de quilômetros quadrados, 11,5% do território da China.
O regime comunista chinês, que luta para reconstruir a grandeza do passado imperial, não admite ceder o Tibete, integrado à China no século 13, quando ambos eram dominados pelo Império Mongol. Teme ainda que um Tibete independente reivindique a soberania por todo o Grande Tibete.
No século 20, o Tibete foi independente do fim do império chinês, em 1912, até sua ocupação pelo Exército Popular de Libertação em 1951, depois da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung.
Desde então, os comunistas, que encaram o lamaísmo e a devoção ao Dalai Lama como resquícios da Idade Média, fazem uma política de assimilação cultural, com a migração forçada de chineses da etnia Han, combate à religião e à cultura tibetanas, proibição de uso da própria língua e outras medidas. Os tibetanos tomam isso como uma destruição de seu modo de vida. Por esta razão, estão se queimando vivos.
Nos últimos dias, mais cinco tibetanos se atearam fogo em proteso contra o regime comunista chinês, informam o movimento Tibete Livre e a Rádio Ásia Livre. Com essas autoimolações, só neste mês pelo menos 22 tibetanos se atearam fogo; desde 2009, foram 86.
Mais de mil manifestantes, na maioria estudantes e professores, protestaram na região autônoma de Hainã, que os tibetanos chamam de Tsolho, para protestar contra as políticas de assimilação cultural do regime comunista chinês, exigir respeito às minorias e o direito de falar e ser educado na sua própria língua.
Os estudantes se concentraram diante da Escola Sorig Lobling, na cidade de Chabcha, às 5h40 de segunda-feira. Às 9h, a polícia atacou a manifestação com violência. Vários manifestantes foram hospitalizados, reporta o jornal The New York Times.
As províncias de Gansu, Qinghai e Sichuã e a região supostamente autônoma do Tibete macrorregião conhecida como Grande Tibete, de cerca de 1,1 milhão de quilômetros quadrados, 11,5% do território da China.
O regime comunista chinês, que luta para reconstruir a grandeza do passado imperial, não admite ceder o Tibete, integrado à China no século 13, quando ambos eram dominados pelo Império Mongol. Teme ainda que um Tibete independente reivindique a soberania por todo o Grande Tibete.
No século 20, o Tibete foi independente do fim do império chinês, em 1912, até sua ocupação pelo Exército Popular de Libertação em 1951, depois da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung.
Desde então, os comunistas, que encaram o lamaísmo e a devoção ao Dalai Lama como resquícios da Idade Média, fazem uma política de assimilação cultural, com a migração forçada de chineses da etnia Han, combate à religião e à cultura tibetanas, proibição de uso da própria língua e outras medidas. Os tibetanos tomam isso como uma destruição de seu modo de vida. Por esta razão, estão se queimando vivos.
Carros-bomba matam pelo menos 34 em Damasco
Dois carros-bomba arrasaram hoje uma área do bairro de Jaramana, no sudeste de Damasco, a capital da Síria, matando pelo menos 34 pessoas. A maioria dos moradores é cristã ou drusa, minorias vistas pelos rebeldes, majoritariamente sunitas, como aliadas da ditadura de Bachar Assad.
O governo acusou "terroristas", termo que usa genericamente para falar de todos os opositores ao regime. Pela natureza do ataque, duas explosões violentas e próximas em cinco minutos, as maiores suspeitas recaem sobre grupos extremistas muçulmanos da linha da rede terrorista Al Caeda.
Além do atentado, os rebeldes tomaram mais duas bases militares da Força Aérea, uma ao sul de Damasco onde destruíram uma estátua do ditador Hafez Assad, pai do atual, e outra, a sudeste de Alepo, tomada por aliados d'al Caeda. Pode ser um sinal de que os rebeldes estão rompendo o impasse e começando a levar vantagem na batalha final da guerra civil síria.
Na semana passada, os rebeldes tomaram tinham tomado seis quartéis e uma hidrelétrica junto à fronteira com a Turquia, informa o jornal The Washington Post.
Desde o início do movimento inicialmente pacífico pela democracia, em 15 de março de 2011, mais de 35 mil pessoas foram mortas na Síria. Também há milhares desaparecidas.
O governo acusou "terroristas", termo que usa genericamente para falar de todos os opositores ao regime. Pela natureza do ataque, duas explosões violentas e próximas em cinco minutos, as maiores suspeitas recaem sobre grupos extremistas muçulmanos da linha da rede terrorista Al Caeda.
Além do atentado, os rebeldes tomaram mais duas bases militares da Força Aérea, uma ao sul de Damasco onde destruíram uma estátua do ditador Hafez Assad, pai do atual, e outra, a sudeste de Alepo, tomada por aliados d'al Caeda. Pode ser um sinal de que os rebeldes estão rompendo o impasse e começando a levar vantagem na batalha final da guerra civil síria.
Na semana passada, os rebeldes tomaram tinham tomado seis quartéis e uma hidrelétrica junto à fronteira com a Turquia, informa o jornal The Washington Post.
Desde o início do movimento inicialmente pacífico pela democracia, em 15 de março de 2011, mais de 35 mil pessoas foram mortas na Síria. Também há milhares desaparecidas.
Nazismo mostra sua cara no Parlamento da Hungria
Centenas de pessoas usaram estrelas de Davi amarelas como as dos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra Mundial ontem em Budapeste para protestar contra o deputado de extrema direita Márton Gyöngyösi, que defendeu a elaboração de listas de judeus residentes na Hungria.
Durante um debate parlamentar sobre o conflito entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Gyöngyösi exigiu que "todos os judeus da Hungria sejam registrados". Foi além: "Os judeus, especialmente no parlamento e no governo, devem ser avaliados quanto aos perigos que representam para a Hungria". Virando-se para um secretário do Ministério do Interior, disse: "Vocês devem essa compilação à Hungria".
"Aquilo foi puro nacional socialismo", diagnosticou o historiador húngaro Kriztián Ungváry.
A reação do secretário Zsolt Németh, do partido Fidesz, que lidera o governo, foi considerada insuficiente por não repudiar o caráter nazista do discurso. Ele limitou-se a dizer que "o número de judeus no governo da Hungria não tem nada a ver com o sério conflito no Oriente Médio".
Foi a primeira vez que o Jobbik, terceiro maior partido húngaro, assumiu claramente um discurso neonazista. O governo populista de direita não se distanciou inequivocamente da declaração.
Gyöngyösi, um economista de 33 anos, é vice-líder do partido, que recebeu 17% dos votos nas eleições de 2010 para o Parlamento da Hungria. Já negou a ocorrência do Holocausto, o genocídio de judeus pela Alemanha e seus aliados na Segunda Guerra Mundial.
Diante dos protestos indignados em toda a Europa, especialmente da comunidade judaica, outros deputados do Jobbik repudiaram a declaração, mas a rejeição foi considerada insuficiente, reporta a revista alemã Der Spiegel.
Durante um debate parlamentar sobre o conflito entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Gyöngyösi exigiu que "todos os judeus da Hungria sejam registrados". Foi além: "Os judeus, especialmente no parlamento e no governo, devem ser avaliados quanto aos perigos que representam para a Hungria". Virando-se para um secretário do Ministério do Interior, disse: "Vocês devem essa compilação à Hungria".
"Aquilo foi puro nacional socialismo", diagnosticou o historiador húngaro Kriztián Ungváry.
A reação do secretário Zsolt Németh, do partido Fidesz, que lidera o governo, foi considerada insuficiente por não repudiar o caráter nazista do discurso. Ele limitou-se a dizer que "o número de judeus no governo da Hungria não tem nada a ver com o sério conflito no Oriente Médio".
Foi a primeira vez que o Jobbik, terceiro maior partido húngaro, assumiu claramente um discurso neonazista. O governo populista de direita não se distanciou inequivocamente da declaração.
Gyöngyösi, um economista de 33 anos, é vice-líder do partido, que recebeu 17% dos votos nas eleições de 2010 para o Parlamento da Hungria. Já negou a ocorrência do Holocausto, o genocídio de judeus pela Alemanha e seus aliados na Segunda Guerra Mundial.
Diante dos protestos indignados em toda a Europa, especialmente da comunidade judaica, outros deputados do Jobbik repudiaram a declaração, mas a rejeição foi considerada insuficiente, reporta a revista alemã Der Spiegel.
Obama recebe Romney para almoço amanhã
Para honrar a promessa de campanha de negociar com a oposição, o presidente Barack Obama convidou o adversário Mitt Romney para almoçar amanhã na Casa Branca, informa o jornal The Washington Post. O objetivo é final é chegar a um acordo para reduzir o déficit público federal dos Estados Unidos, que passou de US$ 1 trilhão nos últimos quatro anos, para evitar que o país caia no chamado "abismo fiscal".
"Nossa meta é um acordo que reduza o déficit a longo prazo, tornando a dívida sustentável", declarou hoje o presidente. Obama espera uma solução em semanas.
Se não houver acordo até o fim do ano, em janeiro de 2013 expiram os cortes de impostos do governo Bush (2001-9) e entram em vigor automaticamente cortes de gastos públicos. Com isso, sairiam de circulação US$ 600 bilhões. O país correria o risco de cair num abismo fiscal que traria de volta a recessão.
Ao convidar Romney, o presidente abre um caminho para dialogar com a oposição. No discurso da vitória, em 6 de novembro de 2012, Obama manifestou interesse em ouvir Romney, lembrando que ele viabilizou a Olimpíada de Inverno de Salt Lake City quando o projeto ia mal. Mas quem vota o orçamento é a Câmara dos Deputados, onde a oposição tem uma maioria confortável e muita gente deve estar descontente com o desempenho de seu candidato à Casa Branca.
Leia mais no jornal digital americano The Huffington Post.
"Nossa meta é um acordo que reduza o déficit a longo prazo, tornando a dívida sustentável", declarou hoje o presidente. Obama espera uma solução em semanas.
Se não houver acordo até o fim do ano, em janeiro de 2013 expiram os cortes de impostos do governo Bush (2001-9) e entram em vigor automaticamente cortes de gastos públicos. Com isso, sairiam de circulação US$ 600 bilhões. O país correria o risco de cair num abismo fiscal que traria de volta a recessão.
Ao convidar Romney, o presidente abre um caminho para dialogar com a oposição. No discurso da vitória, em 6 de novembro de 2012, Obama manifestou interesse em ouvir Romney, lembrando que ele viabilizou a Olimpíada de Inverno de Salt Lake City quando o projeto ia mal. Mas quem vota o orçamento é a Câmara dos Deputados, onde a oposição tem uma maioria confortável e muita gente deve estar descontente com o desempenho de seu candidato à Casa Branca.
Leia mais no jornal digital americano The Huffington Post.
Fitch rebaixa dívida da Argentina em cinco níveis
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública da Argentina em cinco níveis, de B a CC, alegando que o país está à beira de novo calote. Um juiz federal de Nova York mandou o governo argentino pagar US$ 1,3 bilhão a credores que rejeitaram a renegociação proposta por Buenos Aires no início do século antes de remunerar os títulos emitidos depois da reestruturação da dívida.
Em 15 de dezembro, a Argentina deve pagar US$ 3,1 bilhões aos novos credores e aos que aceitaram os termos da renegociação impostos por Buenos Aires. Este será o dia decisivo.
Como o governo Cristina Kirchner se nega a pagar os credores que se negaram a aceitar um desconto, a expectativa é que o país volte a não pagá-los. Se fizer isso, será impedido pela Justiça Federal dos Estados Unidos de honrar o compromisso assumidos com os novos títulos, entrando tecnicamente em nova moratória ou calote.
Em 15 de dezembro, a Argentina deve pagar US$ 3,1 bilhões aos novos credores e aos que aceitaram os termos da renegociação impostos por Buenos Aires. Este será o dia decisivo.
Como o governo Cristina Kirchner se nega a pagar os credores que se negaram a aceitar um desconto, a expectativa é que o país volte a não pagá-los. Se fizer isso, será impedido pela Justiça Federal dos Estados Unidos de honrar o compromisso assumidos com os novos títulos, entrando tecnicamente em nova moratória ou calote.
Por que os republicanos perderam nos EUA
Em meio à pior crise econômica em 70 anos, a oposição republicana chegou à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos confiante na vitória. Sofreu uma ampla derrota que obriga o partido a rever sua estratégia eleitoral e a investir no eleitorado de origem latino-americana.
Entre os eleitores que se declararam independentes, Romney ganhou por 50% a 45%. George W. Bush perdeu para John Kerry por 1% em 2004. Na faixa de renda de US$ 50 mil a US$ 100 mil, venceu por 52% a 46%, menos do que Bush, que teve uma vantagem de 12 pontos, informou o jornal The Washington Post.
Romney ganhou o voto branco por 20 pontos de vantagem, a maior já obtida por um candidato republicano. Mas o eleitorado branco diminuiu de 78% para 72% do eleitorado, e os eleitores democratas superaram muito os republicanos, neutralizando a vantagem do ex-governador entre os independentes. O presidente Barack Obama venceu decisivamente entre os jovens.
Ao investigar os números da derrota, o pesquisador republicano Glen Bolger, sócio da empresa Public Opinion Strategies, concluiu que, se o eleitorado fosse o mesmo de 2000 ou 2004, o ex-governador Mitt Romney teria reconquistado a Casa Branca para o partido.
O ex-governador articulou uma coalizão que teria vencido as eleições presidenciais em 2000 e 2004, mas não levou em 2012 e não deve ganhar no futuro. Foi o primeiro candidato a vencer amplamente entre os independentes e não chegar à Casa Branca.
Não basta mais ao Partido Republicano o voto branco nem conquistar a maioria dos independentes, concluiu Bolger. Para vencer no futuro, os conservadores terão de atrair os latinos.
O ex-presidente Ronald Reagan, até hoje a grande estrela do partido, dizia que "os latinos são republicanos, só que ainda não sabem". Estava se referindo à religiosidade, à importância de Deus, da pátria e da família nas comunidades de origem latino-americana. Mas enquanto a direita republicana for hostil aos latinos por causa da imigração ilegal, eles continuarão votando nos democratas.
Entre os eleitores que se declararam independentes, Romney ganhou por 50% a 45%. George W. Bush perdeu para John Kerry por 1% em 2004. Na faixa de renda de US$ 50 mil a US$ 100 mil, venceu por 52% a 46%, menos do que Bush, que teve uma vantagem de 12 pontos, informou o jornal The Washington Post.
Romney ganhou o voto branco por 20 pontos de vantagem, a maior já obtida por um candidato republicano. Mas o eleitorado branco diminuiu de 78% para 72% do eleitorado, e os eleitores democratas superaram muito os republicanos, neutralizando a vantagem do ex-governador entre os independentes. O presidente Barack Obama venceu decisivamente entre os jovens.
Ao investigar os números da derrota, o pesquisador republicano Glen Bolger, sócio da empresa Public Opinion Strategies, concluiu que, se o eleitorado fosse o mesmo de 2000 ou 2004, o ex-governador Mitt Romney teria reconquistado a Casa Branca para o partido.
O ex-governador articulou uma coalizão que teria vencido as eleições presidenciais em 2000 e 2004, mas não levou em 2012 e não deve ganhar no futuro. Foi o primeiro candidato a vencer amplamente entre os independentes e não chegar à Casa Branca.
Não basta mais ao Partido Republicano o voto branco nem conquistar a maioria dos independentes, concluiu Bolger. Para vencer no futuro, os conservadores terão de atrair os latinos.
O ex-presidente Ronald Reagan, até hoje a grande estrela do partido, dizia que "os latinos são republicanos, só que ainda não sabem". Estava se referindo à religiosidade, à importância de Deus, da pátria e da família nas comunidades de origem latino-americana. Mas enquanto a direita republicana for hostil aos latinos por causa da imigração ilegal, eles continuarão votando nos democratas.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Prefeito de Londres ironiza governo socialista francês
Para o prefeito conservador de Londres, "os sem-culote parecem ter tomado o poder em Paris". Boris Johnson, jornalista e historiador, comparava o governo socialista de François Hollande contra os pobres que lutaram na Revolução Francesa de 1789, marco do início da Idade Contemporânea.
Durante uma conferência para empresários na Índia, Johnson afirmou que o Reino Unido está pronto a receber as empresas afugentadas pelo socialismo: "Venham para Londres, meus amigos!" Fazia uma referência à declaração do ministro da Indústria, Arnaud Monteburg, que acusou o grupo Arcelor-Mittal de "mentira" e "chantagem", dizendo que deveria deixar a França.
Quando o magnata indiano Lakshmi Mittal comprou empresas na França, prometeu não demitir nem fechar fábricas. Agora, anunciou o fechamento de dois altos fornos e a demissão de 650 empresários. Ao todo, tem 20 mil funcionários, informa o jornal inglês Financial Times.
Mittal foi recebido pelo presidente Hollande, que ameaçou estatizar os altos fornos que estão sendo fechados.
Durante uma conferência para empresários na Índia, Johnson afirmou que o Reino Unido está pronto a receber as empresas afugentadas pelo socialismo: "Venham para Londres, meus amigos!" Fazia uma referência à declaração do ministro da Indústria, Arnaud Monteburg, que acusou o grupo Arcelor-Mittal de "mentira" e "chantagem", dizendo que deveria deixar a França.
Quando o magnata indiano Lakshmi Mittal comprou empresas na França, prometeu não demitir nem fechar fábricas. Agora, anunciou o fechamento de dois altos fornos e a demissão de 650 empresários. Ao todo, tem 20 mil funcionários, informa o jornal inglês Financial Times.
Mittal foi recebido pelo presidente Hollande, que ameaçou estatizar os altos fornos que estão sendo fechados.
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