Com a cumplicidade do Brasil e dos Estados Unidos, José Eduardo dos Santos acaba de ser reconduzido à Presidência de Angola, que disputa com a Nigéria a posição de maior produtor de petróleo da África. É o segundo ditador há mais tempo no poder no continente, desde 1979.
Em 31 de agosto de 2012, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde a independência do país, venceu as eleições parlamentares com 72%, sob os protestos da oposição, que teve cerca de um quarto da votação e denunciou fraude.
Foram as terceiras eleições em 37 anos de governo deste antigo grupo guerrilheiro marxista que liderou a guerra contra Portugal. Os diplomatas europeus e norte-americanos não foram autorizados a monitorar o pleito.
A União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), principal partido de oposição, dobrou sua votação, mas não chegou a 19% do total. Acusa agentes do governo de depositar votos falsos nas urnas e o MPLA de ter influência excessiva sobre a Comissão Nacional Eleitoral.
Há meses, a Unita denuncia um plano do governo para colocar agentes em todas as seções eleitorais para executar a fraude. Em províncias onde a oposição é mais forte, como Benguela, Cabinda e Huambo, muitas seções abriram mais tarde do que deveriam.
Isso explicaria a queda na participação, que foi de 80% em 2008 e de apenas 60% agora.
Os diplomatas europeus e norte-americanos não puderam fiscalizar as eleições angolanas. Só a Embaixada Britânica pediu 15. Recebeu apenas três, na noite da véspera das eleições e na distante província de Lunda Norte, onde não haveria tempo para chegar.
Diplomatas dos EUA também tiveram pedidos recusados. Mesmo assim, em 5 de setembro, o Departamento de Estado divulgou declaração elogiando o "engajamento cívico" dos partidos e pedindo ao governo "uma investigação e soluções rápidas para todas as denúncias de irregularidades nas eleições". O MPLA interpretou a nota como o reconhecimento de sua vitória, observa o sítio Africa Confidential.
A União Africana, a Comunidade dos Países da África Austral, a organização dos Grandes Lagos, a Comunidade dos Países da África Ocidental e a Lusofonia, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, liderada pelo Brasil, que puderam monitorar, consideraram as eleições livres, limpas e justas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Canadá rompe relações diplomáticas com o Irã
O governo conservador do Canadá anunciou hoje a ruptura de relações diplomáticas com o Irã por causa do programa nuclear iraniano, suspeito de desenvolver armas atômicas, e de seu apoio à ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria.
EUA declaram rede Haqqani organização terrorista
Em relatório enviado hoje ao Congresso com a assinatura da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, os Estados Unidos passam a incluir a rede terrorista Haqqani, responsável por alguns dos ataques mais mortíferos contra as forças internacionais no Afeganistão, na lista de organizações consideradas terroristas.
Ao declarar que a rede Haqqani é terrorista, os EUA esperam sufocar as fontes de financiamento do grupo em países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos e pressionar o Paquistão a lançar uma ofensiva contra ele.
"Esta é uma questão dos EUA", reagiu em nota a embaixadora paquistanesa nos EUA, Sherry Rehman, citada pelo jornal The New York Times. "Não é um problema nosso. Os Haqqanis não são cidadãos paquistaneses". Ela também rejeitou qualquer cumplicidade do Paquistão com "terroristas e quem quer que desafie as leis do nosso país".
A rede Haqqani é um dos grupos armados apoiados ou ao menos tolerados pelas Forças Armadas do Paquistão, que mandam no país desde sua independência. Por causa do conflito histórico com a Índia, o Exército paquistanês concentra suas forças na fronteira oriental e usa extremistas muçulmanos para defender seus interesses na Guerra do Afeganistão.
Como o presidente Barack Obama marcou a saída das forças americanas de combate em 2013 e a retirada total em 2014, o Paquistão se prepara para um futuro incerto na sua fronteira oeste.
"A rede Haqqani é um braço armado do serviço secreto militar do Paquistão no Afeganistão", admite o ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, hoje convertido num político de fortes ligações com os militares. "Como eles sabem que os americanos vão sair de lá mais cedo ou mais tarde, eles querem alguém que defenda seus interesses no Afeganistão".
Entre esses interesses, aparentemente, está uma aliança com a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que desde sua origem tem o apoio do serviço secreto militar paquistanesa.
Ao declarar que a rede Haqqani é terrorista, os EUA esperam sufocar as fontes de financiamento do grupo em países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos e pressionar o Paquistão a lançar uma ofensiva contra ele.
"Esta é uma questão dos EUA", reagiu em nota a embaixadora paquistanesa nos EUA, Sherry Rehman, citada pelo jornal The New York Times. "Não é um problema nosso. Os Haqqanis não são cidadãos paquistaneses". Ela também rejeitou qualquer cumplicidade do Paquistão com "terroristas e quem quer que desafie as leis do nosso país".
A rede Haqqani é um dos grupos armados apoiados ou ao menos tolerados pelas Forças Armadas do Paquistão, que mandam no país desde sua independência. Por causa do conflito histórico com a Índia, o Exército paquistanês concentra suas forças na fronteira oriental e usa extremistas muçulmanos para defender seus interesses na Guerra do Afeganistão.
Como o presidente Barack Obama marcou a saída das forças americanas de combate em 2013 e a retirada total em 2014, o Paquistão se prepara para um futuro incerto na sua fronteira oeste.
"A rede Haqqani é um braço armado do serviço secreto militar do Paquistão no Afeganistão", admite o ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, hoje convertido num político de fortes ligações com os militares. "Como eles sabem que os americanos vão sair de lá mais cedo ou mais tarde, eles querem alguém que defenda seus interesses no Afeganistão".
Entre esses interesses, aparentemente, está uma aliança com a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que desde sua origem tem o apoio do serviço secreto militar paquistanesa.
EUA tiveram saldo de 96 mil empregos em agosto
A economia dos Estados Unidos gerou apenas 96 mil empregos a mais do que destruiu em agosto de 2012, um resultado decepcionante, bem abaixo dos 130 mil esperados pelos economistas e dos 201 mil indicados ontem pela consultoria ADP, que faz estimativas sobre o desempenho do mercado de trabalho no setor privado.
Pelo relatório oficial de emprego, divulgado hoje, o setor privado criou apenas 103 mil vagas a mais do que fechou no mês passado. Em julho, o saldo foi de 141 mil empregos, em vez dos 163 mil da estimativa inicial. Em junho, a revisão foi de 64 mil do cálculo inicial para 45 mil na realidade.
O índice de desemprego caiu para 8,1%. É um sinal de que muita gente desistiu de procurar trabalho. Esses números não ajudam a candidatura à reeleição do presidente Barack Obama e dão munição à campanha do republicano Mitt Romney para atacar o atual governo.
No pós-guerra, nenhum presidente dos EUA se reelegeu com taxa de desemprego acima de 7,2%. Ontem à noite, no discurso de aceitação de sua candidatura, Obama alegou que a crise o impediu de fazer um governo melhor.
Ao defender o primeiro governo Obama, na véspera, o ex-presidente Bill Clinton argumentou que nem ele nem qualquer outro presidente conseguiria resolver os problemas herdados do governo George W. Bush, a maior crise econômica dos EUA desde a Grande Depressão (1929-39), e que votar nos republicanos trará de volta as políticas responsáveis pela Grande Recessão (2008-9).
Romney não perdeu tempo em atacar Obama, dizendo que o total de desempregados de longo prazo que desistiram de procurar emprego chegou a 23 milhões, um recorde na História dos EUA. A taxa de desemprego caiu porque há menos gente procurando emprego.
Pelo relatório oficial de emprego, divulgado hoje, o setor privado criou apenas 103 mil vagas a mais do que fechou no mês passado. Em julho, o saldo foi de 141 mil empregos, em vez dos 163 mil da estimativa inicial. Em junho, a revisão foi de 64 mil do cálculo inicial para 45 mil na realidade.
O índice de desemprego caiu para 8,1%. É um sinal de que muita gente desistiu de procurar trabalho. Esses números não ajudam a candidatura à reeleição do presidente Barack Obama e dão munição à campanha do republicano Mitt Romney para atacar o atual governo.
No pós-guerra, nenhum presidente dos EUA se reelegeu com taxa de desemprego acima de 7,2%. Ontem à noite, no discurso de aceitação de sua candidatura, Obama alegou que a crise o impediu de fazer um governo melhor.
Ao defender o primeiro governo Obama, na véspera, o ex-presidente Bill Clinton argumentou que nem ele nem qualquer outro presidente conseguiria resolver os problemas herdados do governo George W. Bush, a maior crise econômica dos EUA desde a Grande Depressão (1929-39), e que votar nos republicanos trará de volta as políticas responsáveis pela Grande Recessão (2008-9).
Romney não perdeu tempo em atacar Obama, dizendo que o total de desempregados de longo prazo que desistiram de procurar emprego chegou a 23 milhões, um recorde na História dos EUA. A taxa de desemprego caiu porque há menos gente procurando emprego.
Michelle Obama é linha dura na educação das filhas
Vejam só as regras que a primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama impõe na educação das filhas:
• Quando as meninas viajam, escrevem relatórios sobre o que viram, mesmo que a escola não exija.
• Os brinquedos tecnológicos são para o fim de semana. Só neles Malia, de 14 anos, pode usar o telefone celular. Durante o resto da semana, ela e a irmã só podem usar o computador e ver televisão para fazer trabalhos escolares.
• Malia e Sasha, de 11 anos, têm de praticar dois esportes: um de sua própria escolha e outro indicado pela mãe. "Quero que elas entendam como é fazer algo de que você não gosta e ter de melhorar", explicou Michelle.
• As meninas têm de comer salada. Se disseram que não estão com fome, não podem pedir comidas como biscoitos ou batatas fritas. "Se você está satisfeita, está satisfeita. Não quero ver você na cozinha depois", raciocina a supermãe.
• Quando as meninas viajam, escrevem relatórios sobre o que viram, mesmo que a escola não exija.
• Os brinquedos tecnológicos são para o fim de semana. Só neles Malia, de 14 anos, pode usar o telefone celular. Durante o resto da semana, ela e a irmã só podem usar o computador e ver televisão para fazer trabalhos escolares.
• Malia e Sasha, de 11 anos, têm de praticar dois esportes: um de sua própria escolha e outro indicado pela mãe. "Quero que elas entendam como é fazer algo de que você não gosta e ter de melhorar", explicou Michelle.
• As meninas têm de comer salada. Se disseram que não estão com fome, não podem pedir comidas como biscoitos ou batatas fritas. "Se você está satisfeita, está satisfeita. Não quero ver você na cozinha depois", raciocina a supermãe.
Woodward conta a Batalha do Orçamento nos EUA
O desacordo entre governo e oposição, causado por erros de cálculo, rigidez ideológica e divisões internas nos partidos, quase levou os Estados Unidos ao calote há um ano. O país perdeu sua nota máxima de uma das agências de classificação de risco por causa das dificuldades para conter sua dívida pública a longo prazo sem um consenso entre os políticos. Agora essa história está sendo contada em livro por Bob Woodward, um dos repórteres que denunciou o Escândalo de Watergate.
Décimo-sétimo livro de Woodward, O Preço da Política será publicado em versão resumida domingo no jornal The Washington Post. O livro estará a venda na terça-feira.
Décimo-sétimo livro de Woodward, O Preço da Política será publicado em versão resumida domingo no jornal The Washington Post. O livro estará a venda na terça-feira.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Obama aceita candidatura à reeleição
O presidente Barack Obama faz agora o discurso de aceitação da candidatura à reeleição pelo Partido Democrata, pedindo mais tempo ao povo americano para recuperar a economia e construir os Estados Unidos do futuro. Ele não quer fazer desta eleição um plebiscito sobre seu governo, prejudicado pela ruinosa situação econômica herdada de George W. Bush. Tentou marcar o contraste entre sua visão e as ideias conservadoras do Partido Republicano.
"Algumas noite atrás me lembraram como sou um homem de sorte", começou o presidente, agradecendo à mulher e às filhas pela família e a Joe Biden por ser o "melhor vice-presidente que eu poderia ter tido".
Em seguida, definição a eleição presidencial de 6 de novembro como a mais importante em uma geração, onde o povo americano terá de escolher entre dois modelos de sociedade, um inclusivo e outro elitista. Leia a íntegra do discurso do presidente dos EUA no jornal The Washington Post.
Obama afirmou que o país se uniu para vencer a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial para acusar o Partido Republicano de criticar o que acha que está errado sem revelar exatamente o que está fazendo. "A receita é simples: o frio está chegando? Corte impostos e elimine duas regulamentações", ironizou, fazendo pirraça da proposta-padrão de seus adversários.
Ao comentar as propostas da oposição para cortar o déficit, o presidente declarou que não acredita que "cortar ajuda financeira para a educação já construir um país melhor".
"Não vou dizer que o caminho é fácil. Nossos desafios podem ser enfrentados. Nossos problemas podem ser resolvidos. Eu peço a vocês que apoiem esse projetos, reconstruir a indústria. Podemos escolher um futuro em que exportamos mais mercadorias e menos empregos. Encontrei trabalhadores em Detroit que temiam nunca mais fabricar um automóvel, mas não salvamos a indústria automobilística", disse Obama.
Depois de uma década de declínio, "este país criou milhões de empregos no setor manufatureiro porque sabemos fazer bons produtos. Só no ano passado, cortamos a importação de petróleo em um milhão de barris por dia. Dependemos menos do petróleo importado hoje do que nos últimos 20 anos".
O presidente atacou o ex-governador Mitt Romney, seu adversário republicano, dizendo que ao contrário dele não vai deixar as companhias de petróleo ditar sua política energética. Ele prometeu continuar investindo em energia.
"A educação é o caminho da oportunidade, da ascensão à classe média, foi para mim e Michelle, e para muitos de vocês. Nenhuma companhia deve tentar contratar funcionários no exterior porque não consegue encontrar aqui. Nesta eleição, vocês têm uma escolha", desafiou Obama.
Também acusou bancos e intermediários de ganharem dinheiro do crédito educativo às custas dos contribuintes.
"Num mundo de novos desafios, vocês podem escolher sua liderança. Prometi sair do Iraque, e saímos. Reduzimos a força dos Talebã para acabar com 2014 com a mais longa guerra da História dos EUA. Há uma nova torre onde ficara o World Trade Center, Al Caeda está no caminho da derrota e Ossama ben Laden está morto", disse o presidente.
Se depender de Obama, prosseguiu, "este país continuará tendo as melhores Forças Armadas que o mundo já viu. E na volta para casa, nossos veteranos não devem ter dificuldade para encontrar moradia e trabalho".
Ao reafirmar o compromisso com a defesa de Israel, observou que é preciso ter a mesma determinação na busca da paz. A seguir, acusou Romney de "ser um novato em política externa. Você não será capaz de falar duro em Beijim se não é capaz de ir a Olimpíada de Londres sem ofender nosso maior aliado", altinetou, lembrando as críticas do republicano à organização dos Jogos Olímpicos de 2012.
Sobre o déficit orçamentário, Obama alegou que "nós que acreditamos na importância do Estado devemos ser os primeiros a equilibrar suas finanças. Ainda estou pronto a negociar. Nenhum partido tem o monopólio da razão. Estou pronto a negociar com base nas recomendações da comissão bipartidária. Eu me recuso a dizer que a classe média tem de pagar mais impostos enquanto se mantém os cortes de impostos para os ricos. Me recuso a dizer que as crianças não terão mais ajuda. Me recuso", argumentou, em tom emocionado.
"Nunca vou transformar Medicare num programa de distribuição de cupons", acrescentou, criticando a proposta do candidato a vice-presidente do Partido Republicano, Paul Ryan, um falcão fiscal que prega um corte radical nas despesas do governo, acabando com o programa de saúde para idosos.
"Este país funciona bem quando temos compromissos uns com os outros e com as futuras gerações", disse o presidente para marcar a diferença em relação ao individualismo defendido pela oposição. "Sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas, mas também não é a fonte de todos os problemas", completou, denunciando a ideologia antiestatista da oposição.
Obama teve o cuidado de não fazer promessa como há quatro anos para não ser acusado de não cumpri-las: "Nunca tive tanta esperança no futuro dos EUA. Não porque eu ache que tenho todas as respostas, mas por causa de vocês. (...) E se vocês compartilham esta esperança comigo, eu peço seu voto aqui nesta noite. Se você acredita que novas fábricas podem surgir, novas fontes de energia, novas escolas, um país com oportunidades para todos, então preciso do seu voto em novembro."
"Algumas noite atrás me lembraram como sou um homem de sorte", começou o presidente, agradecendo à mulher e às filhas pela família e a Joe Biden por ser o "melhor vice-presidente que eu poderia ter tido".
Em seguida, definição a eleição presidencial de 6 de novembro como a mais importante em uma geração, onde o povo americano terá de escolher entre dois modelos de sociedade, um inclusivo e outro elitista. Leia a íntegra do discurso do presidente dos EUA no jornal The Washington Post.
Obama afirmou que o país se uniu para vencer a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial para acusar o Partido Republicano de criticar o que acha que está errado sem revelar exatamente o que está fazendo. "A receita é simples: o frio está chegando? Corte impostos e elimine duas regulamentações", ironizou, fazendo pirraça da proposta-padrão de seus adversários.
Ao comentar as propostas da oposição para cortar o déficit, o presidente declarou que não acredita que "cortar ajuda financeira para a educação já construir um país melhor".
"Não vou dizer que o caminho é fácil. Nossos desafios podem ser enfrentados. Nossos problemas podem ser resolvidos. Eu peço a vocês que apoiem esse projetos, reconstruir a indústria. Podemos escolher um futuro em que exportamos mais mercadorias e menos empregos. Encontrei trabalhadores em Detroit que temiam nunca mais fabricar um automóvel, mas não salvamos a indústria automobilística", disse Obama.
Depois de uma década de declínio, "este país criou milhões de empregos no setor manufatureiro porque sabemos fazer bons produtos. Só no ano passado, cortamos a importação de petróleo em um milhão de barris por dia. Dependemos menos do petróleo importado hoje do que nos últimos 20 anos".
O presidente atacou o ex-governador Mitt Romney, seu adversário republicano, dizendo que ao contrário dele não vai deixar as companhias de petróleo ditar sua política energética. Ele prometeu continuar investindo em energia.
"A educação é o caminho da oportunidade, da ascensão à classe média, foi para mim e Michelle, e para muitos de vocês. Nenhuma companhia deve tentar contratar funcionários no exterior porque não consegue encontrar aqui. Nesta eleição, vocês têm uma escolha", desafiou Obama.
Também acusou bancos e intermediários de ganharem dinheiro do crédito educativo às custas dos contribuintes.
"Num mundo de novos desafios, vocês podem escolher sua liderança. Prometi sair do Iraque, e saímos. Reduzimos a força dos Talebã para acabar com 2014 com a mais longa guerra da História dos EUA. Há uma nova torre onde ficara o World Trade Center, Al Caeda está no caminho da derrota e Ossama ben Laden está morto", disse o presidente.
Se depender de Obama, prosseguiu, "este país continuará tendo as melhores Forças Armadas que o mundo já viu. E na volta para casa, nossos veteranos não devem ter dificuldade para encontrar moradia e trabalho".
Ao reafirmar o compromisso com a defesa de Israel, observou que é preciso ter a mesma determinação na busca da paz. A seguir, acusou Romney de "ser um novato em política externa. Você não será capaz de falar duro em Beijim se não é capaz de ir a Olimpíada de Londres sem ofender nosso maior aliado", altinetou, lembrando as críticas do republicano à organização dos Jogos Olímpicos de 2012.
Sobre o déficit orçamentário, Obama alegou que "nós que acreditamos na importância do Estado devemos ser os primeiros a equilibrar suas finanças. Ainda estou pronto a negociar. Nenhum partido tem o monopólio da razão. Estou pronto a negociar com base nas recomendações da comissão bipartidária. Eu me recuso a dizer que a classe média tem de pagar mais impostos enquanto se mantém os cortes de impostos para os ricos. Me recuso a dizer que as crianças não terão mais ajuda. Me recuso", argumentou, em tom emocionado.
"Nunca vou transformar Medicare num programa de distribuição de cupons", acrescentou, criticando a proposta do candidato a vice-presidente do Partido Republicano, Paul Ryan, um falcão fiscal que prega um corte radical nas despesas do governo, acabando com o programa de saúde para idosos.
"Este país funciona bem quando temos compromissos uns com os outros e com as futuras gerações", disse o presidente para marcar a diferença em relação ao individualismo defendido pela oposição. "Sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas, mas também não é a fonte de todos os problemas", completou, denunciando a ideologia antiestatista da oposição.
Obama teve o cuidado de não fazer promessa como há quatro anos para não ser acusado de não cumpri-las: "Nunca tive tanta esperança no futuro dos EUA. Não porque eu ache que tenho todas as respostas, mas por causa de vocês. (...) E se vocês compartilham esta esperança comigo, eu peço seu voto aqui nesta noite. Se você acredita que novas fábricas podem surgir, novas fontes de energia, novas escolas, um país com oportunidades para todos, então preciso do seu voto em novembro."
Setor privado gerou mais 201 mil empregos nos EUA
A geração de empregos no setor privado dos Estados Unidos superou o fechamento de vagas em 201 mil postos de trabalho no mês de agosto de 2012, estimou hoje a empresa de recursos humanos ADP, a maior processadora de folhas de pagamento do país.
O melhor resultado desde março foi uma surpresa positiva, bem acima da média das previsões dos economistas, mas os dados da ADP às vezes divergem do relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA, que será divulgado nesta sexta-feira.
A expectativa dos economistas é que o relatório oficial aponte um ganho de apenas 125 mil empregos em agosto. Isso deixaria o índice de desemprego inalterado em 8,3% da população economicamente ativa, informa a agência Reuters.
O melhor resultado desde março foi uma surpresa positiva, bem acima da média das previsões dos economistas, mas os dados da ADP às vezes divergem do relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA, que será divulgado nesta sexta-feira.
A expectativa dos economistas é que o relatório oficial aponte um ganho de apenas 125 mil empregos em agosto. Isso deixaria o índice de desemprego inalterado em 8,3% da população economicamente ativa, informa a agência Reuters.
BCE vai intervir no mercado para comprar dívidas
No fim de sua reunião mensal, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje em Frankfurt, na Alemanha, que vai comprar títulos das dívidas públicas do países da Zona do Euro em dificuldade para honrar suas dívidas em montantes sem limites, reporta a agência de notícias Reuters. O Bundesbank, banco central alemão, votou contra.
Diante desse passo decisivo para estabilizar os mercados de dívidas públicas, reduzindo as taxas de juros cobradas para rolar as dívidas dos países abalados pela crise, todas as bolsas europeias fecharam em alta, atingindo níveis que não eram vistos desde março.
Três países - Grécia, Irlanda e Portugal - receberam grandes ajudas dos seus sócios europeus e do Fundo Monetário Internacional. Duas grandes economias - Itália e Espanha - também dependem de ajuda externa. A Espanha já recebeu apoio para socorrer os bancos em dificuldades e poderia negociar um plano que cubra toda sua dívida.
No dia 12, o Tribunal Constitucional da Alemanha julga a legalidade da participação do país nos mecanismos de estabilização financeira da Eurozona.
Diante desse passo decisivo para estabilizar os mercados de dívidas públicas, reduzindo as taxas de juros cobradas para rolar as dívidas dos países abalados pela crise, todas as bolsas europeias fecharam em alta, atingindo níveis que não eram vistos desde março.
Três países - Grécia, Irlanda e Portugal - receberam grandes ajudas dos seus sócios europeus e do Fundo Monetário Internacional. Duas grandes economias - Itália e Espanha - também dependem de ajuda externa. A Espanha já recebeu apoio para socorrer os bancos em dificuldades e poderia negociar um plano que cubra toda sua dívida.
No dia 12, o Tribunal Constitucional da Alemanha julga a legalidade da participação do país nos mecanismos de estabilização financeira da Eurozona.
Bill Clinton lança Obama como candidato de todos
No discurso para lançar oficialmente a candidatura de Barack Obama à reeleição nos Estados Unidos, o ex-presidente Bill Clinton descreveu agora há pouco o oposicionista Mii Romney como um milionário insensível que vai criar uma sociedade onde os vencedores levam tudo. Ele pediu mais um tempo para que as políticas do Partido Democrata sejam sentidas pela maioria da população.
"Os republicanos fizeram uma grande bagunça na economia", ironizou Clinton ao falar na Convenção Nacional do partido, em Charlotte, na Carolina do Norte. "Agora, alegam que Barack Obama não limpou tudo rapidamente e querem voltar" ao poder para aplicar as mesmas políticas que faliram o país.
Há dois anos, recordou o ex-presidente, "o líder republicano no Senado, num momento de candura, revelou que o principal objetivo do partido era impedir a eleição de Obama e não era ajudar os americanos a arrumar emprego. Em vez de dar emprego à população, eles querem tirar o emprego do presidente".
Clinton falou sobretudo para a classe operária branca, duramente atingida pelo aumento do desemprego nos últimos anos, que tem resistência ao presidente negro e tende a votar na oposição em momentos de crise. Ele negou até mesmo que os republicanos consigam equilibrar o orçamento. Acusou-os de pretender cortar verbas para a saúde, a educação e a proteção ao meio ambiente, e ao mesmo tempo aumentar os gastos militares em US$ 2 trilhões acima do que pediu o Departamento da Defesa.
"Como conseguimos equilibrar o orçamento?", que chegou a ser zerado em seu governo, perguntou Clinton. "É simples. É uma questão aritmética".
O ex-presidente lembrou que Obama recebeu o governo numa situação muito pior do que a dele, citou a recuperação da indústria automobilística e pediu mais tempo para a recuperação do mercado de trabalho.
Em seguida, os delegados dos EUA confirmaram a indicação de Obama como candidato oficial do partido. Nos próximos dias, as pesquisas devem indicar se os excelentes discursos da primeira-dama Michelle Obama e do ex-presidente Clinton terão impacto na definição dos indecisos.
Obama faz hoje à noite o discurso de aceitação da candidatura.
"Os republicanos fizeram uma grande bagunça na economia", ironizou Clinton ao falar na Convenção Nacional do partido, em Charlotte, na Carolina do Norte. "Agora, alegam que Barack Obama não limpou tudo rapidamente e querem voltar" ao poder para aplicar as mesmas políticas que faliram o país.
Há dois anos, recordou o ex-presidente, "o líder republicano no Senado, num momento de candura, revelou que o principal objetivo do partido era impedir a eleição de Obama e não era ajudar os americanos a arrumar emprego. Em vez de dar emprego à população, eles querem tirar o emprego do presidente".
Clinton falou sobretudo para a classe operária branca, duramente atingida pelo aumento do desemprego nos últimos anos, que tem resistência ao presidente negro e tende a votar na oposição em momentos de crise. Ele negou até mesmo que os republicanos consigam equilibrar o orçamento. Acusou-os de pretender cortar verbas para a saúde, a educação e a proteção ao meio ambiente, e ao mesmo tempo aumentar os gastos militares em US$ 2 trilhões acima do que pediu o Departamento da Defesa.
"Como conseguimos equilibrar o orçamento?", que chegou a ser zerado em seu governo, perguntou Clinton. "É simples. É uma questão aritmética".
O ex-presidente lembrou que Obama recebeu o governo numa situação muito pior do que a dele, citou a recuperação da indústria automobilística e pediu mais tempo para a recuperação do mercado de trabalho.
Em seguida, os delegados dos EUA confirmaram a indicação de Obama como candidato oficial do partido. Nos próximos dias, as pesquisas devem indicar se os excelentes discursos da primeira-dama Michelle Obama e do ex-presidente Clinton terão impacto na definição dos indecisos.
Obama faz hoje à noite o discurso de aceitação da candidatura.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Chefe de polícia de Bo Xilai é acusado na China
O ex-chefe de polícia da cidade e da província de Xunquim sob a liderança do ex-dirigente comunista Bo Xilai, Wang Lijun, que na prática era vice-prefeito e vice-governador, foi denunciado hoje pela Justiça da China de abuso de poder, corrupção e defecção. Não foi acusado de traição, geralmente punida com a pena de morte.
Wang colaborou com a mulher de Bo, Gu Kailai, na conspiração matar o empresário britânico Neil Heywood, em novembro de 2011, mas acabou gravando uma confissão de Gu, que entregou às autoridades chinesas em fevereiro de 2012, depois de se refugiar no Consulado dos Estados Unidos em Chengdu.
Em março deste ano, Bo, estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo, foi afastado da liderança do Partido Comunista em Xunquim por "graves violações disciplinares", mas não foi acusado de nenhum crime. Em abril, Bo perdeu todos os outros cargos.
Bo Xilai era membro do Politburo, de 25 membros, o órgão encarregado de formular as políticas do partido. Sonhava em ser elevado para o Comitê Permanente do Politburo, formado por nove líderes, os chamados nove imperadores que governam a China de fato.
"Para manter a unidade do PC" neste ano difícil de escolha dos dirigentes que devem dominar a política chinesa nos próximos dez anos, "porque Bo Xilai tem apoios poderosos, o presidente Hu Jintao teria decidido tratá-lo com leveza", declarou o analista Willy Lam, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong, citado pelo jornal The New York Times.
Hu deixa no fim do ano a liderança do partido. Deve ser substituído pelo vice-presidente Xi Jinping, que no próximo ano assume também a Presidência da China. Talvez Hu mantenha a presidência da comissão militar do comitê central, que supervisiona o Exército Popular de Libertação. Era o único cargo de Deng Xiaoping, que era o dirigente máximo do país, mas formalmente não tinha nenhum outro cargo.
Wang colaborou com a mulher de Bo, Gu Kailai, na conspiração matar o empresário britânico Neil Heywood, em novembro de 2011, mas acabou gravando uma confissão de Gu, que entregou às autoridades chinesas em fevereiro de 2012, depois de se refugiar no Consulado dos Estados Unidos em Chengdu.
Em março deste ano, Bo, estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo, foi afastado da liderança do Partido Comunista em Xunquim por "graves violações disciplinares", mas não foi acusado de nenhum crime. Em abril, Bo perdeu todos os outros cargos.
Bo Xilai era membro do Politburo, de 25 membros, o órgão encarregado de formular as políticas do partido. Sonhava em ser elevado para o Comitê Permanente do Politburo, formado por nove líderes, os chamados nove imperadores que governam a China de fato.
"Para manter a unidade do PC" neste ano difícil de escolha dos dirigentes que devem dominar a política chinesa nos próximos dez anos, "porque Bo Xilai tem apoios poderosos, o presidente Hu Jintao teria decidido tratá-lo com leveza", declarou o analista Willy Lam, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong, citado pelo jornal The New York Times.
Hu deixa no fim do ano a liderança do partido. Deve ser substituído pelo vice-presidente Xi Jinping, que no próximo ano assume também a Presidência da China. Talvez Hu mantenha a presidência da comissão militar do comitê central, que supervisiona o Exército Popular de Libertação. Era o único cargo de Deng Xiaoping, que era o dirigente máximo do país, mas formalmente não tinha nenhum outro cargo.
EUA acusam BP de negliglência no Golfo do México
O Departamento da Justiça dos Estados Unidos denunciou a companhia de BP por negligência grave e má conduta intencional por causa do acidente com a plataforma Horizonte de Águas Profundas, em 2010, em que onze trabalhadores morreram e pelo vazamento de 800 milhões de litros de petróleo bruto no Golfo do México. A acusação deixou claro que vai pedir as penas máximas.
Para os advogados, as mensagens de correio eletrônico enviadas pelos diretores da BP revelam uma "cultura de negligência corporativa": "O comportamento, as palavras e as ações dos executivos da BP não seriam toleradas numa empresa de porte médio que fabrique produtos vendidos em centros comerciais de subúrbios", diz o documento, citado pelo jornal Financial Times.
Para os advogados, as mensagens de correio eletrônico enviadas pelos diretores da BP revelam uma "cultura de negligência corporativa": "O comportamento, as palavras e as ações dos executivos da BP não seriam toleradas numa empresa de porte médio que fabrique produtos vendidos em centros comerciais de subúrbios", diz o documento, citado pelo jornal Financial Times.
Polonês se infiltrou em Auschwitz para contar história
Por quase três anos, ele fez o trabalho de reportagem mais arriscado de todos: Witold Pilecki se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial para conter a história do inferno nazista. Sobreviveu. Numa ironia do destino, aquele herói da resistência polonesa foi condenado com base em acusação forjada e executado pelo regime comunista do pós-guerra.
"Ele foi único", celebra a filha Zofia Pilecka Optulowicz, lembrando que o pai se deixou prender num arrastão da polícia da Alemanha nazista para entrar em Auschwitz em 1940. Ele conseguiu contar ao mundo a história das execuções em massa em câmaras de gás e fornos crematórios antes de escapar. "Gostaria de ter um lugar para acender uma vela para ele".
Seis décadas depois, a família tem esperança de que seus restos sejam identificados entre ossadas exumadas de um cemitério clandestino descoberto num canto do cemitério militar de Varsóvia, reporta o jornal liberal israelense Haaretz.
Mais de cem esqueletos, na maioria de homens, foram exumados neste verão no Hemisfério Norte. Os corpos foram jogados ali na calada da noite, ao lado das tumbas das autoridades que executaram suas sentenças a mando de Moscou e do Partido Comunista da União Soviética.
"Ele foi único", celebra a filha Zofia Pilecka Optulowicz, lembrando que o pai se deixou prender num arrastão da polícia da Alemanha nazista para entrar em Auschwitz em 1940. Ele conseguiu contar ao mundo a história das execuções em massa em câmaras de gás e fornos crematórios antes de escapar. "Gostaria de ter um lugar para acender uma vela para ele".
Seis décadas depois, a família tem esperança de que seus restos sejam identificados entre ossadas exumadas de um cemitério clandestino descoberto num canto do cemitério militar de Varsóvia, reporta o jornal liberal israelense Haaretz.
Mais de cem esqueletos, na maioria de homens, foram exumados neste verão no Hemisfério Norte. Os corpos foram jogados ali na calada da noite, ao lado das tumbas das autoridades que executaram suas sentenças a mando de Moscou e do Partido Comunista da União Soviética.
Ditadura de Assad ataca Al Jazira na Internet
Em plena guerra civil na Síria, partidários da ditadura de Bachar Assad invadiram o sítio da televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, com sede no Catar, um dos países que apoiam os rebeldes. A TV foi acusada de "apoiar grupos terroristas armados, espalhando mentiras e notícias fabricadas".
Uma bandeira síria tomou o centro da tela e uma declaração denunciou as "posições d'Al Jazira conta o governo e o povo sírios", reporta a agência de notícias Reuters.
Uma bandeira síria tomou o centro da tela e uma declaração denunciou as "posições d'Al Jazira conta o governo e o povo sírios", reporta a agência de notícias Reuters.
Michelle Obama promete oportunidades para todos
Em tom emocionado, a primeira-dama Michelle Obama prometeu lutar por uma sociedade com oportunidades para todos nos Estados Unidos, independentemente da origem social, no principal discurso da primeira noite da Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar oficialmente o presidente Barack Obama como candidato à reeleição em 6 de novembro.
Num magnífico vestido vermelho, Michelle descreveu seu marido na Casa Branca como o mesmo homem por quem se apaixonou anos atrás: "A Presidência não muda você. A Presidência revela quem você realmente é." Ela lembrou que os dois enfrentaram dificuldades, nasceram em famílias pobres e só cursaram universidades porque receberam auxílio financeiro.
Michelle Obama defendeu a reforma do sistema de saúde para oferecer cobertura universal, a grande conquista do marido em política interna, que a oposição republicana promete revogar, e ajuda financeira para todo jovem ter direito de fazer um curso superior.
Se Ann Romney foi usada na semana passada pelo Partido Republicano para humanizar o marido, Michelle conseguiu empolgar os delegados democratas. Veja a íntegra do discurso da primeira-dama no sítio do jornal The Washington Post.
O maior desafio de Obama, depois da grande mobilização popular que o levou à vitória, é tirar de casa os eleitores da coalizão que conseguiu formar em 2008. Diante das dificuldades impostas pela crise, a maioria das promessas não foi realizada, o desemprego é elevado e a recuperação econômica claudicante.
A primeira-dama tinha a missão de convocar os eleitorados negro, pobre, feminino e latino. O ex-presidente Bill Clinton vai discursar para a classe operária e a classe média brancas, duramente atingidas pelo desemprego.
Na quinta-feira, ao aceitar oficialmente a investidura, Obama não pode prometer muito. Já está sendo acusado pela oposição de ter realizado muito pouco. Uma das frases do discurso de Mitt Romney na semana passada disse que, enquanto Obama quer mudar o mundo, ele quer apenas ajudar o americano comum e sua família.
Obama deve destacar as realizações de seu governo, alegando que o desemprego seria muito maior se não fosse o programa de incentivo de US$ 787 bilhões que os republicanos acusam de só ter servido para aumentar a dívida pública, hoje em mais de US$ 15 trilhões, acima de 100% do produto interno bruto. Ele conseguiu salvar a indústria automobilística e aprovar uma reforma da saúde para oferecer cobertura a todos os americanos.
Em seu governo, os EUA conseguiram matar o líder terrorista Ossama ben Laden, da rede terrorista Al Caeda. Retiraram os soldados americanos do Iraque. Pretendem parar de combater em 2013 na Guerra do Afeganistão, que já é a mais longa da História do país. E participaram da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na guerra civil da Líbia, ajudando a derrubar o ditador Muamar Kadafi, um inimigo histórico.
O governo Obama não conseguiu reatar as negociações de paz entre Israel e os palestinos. Está sendo acusado pelos republicanos de abandonar Israel. Na realidade, pressionou o governo direitista israelense a suspender a colonização da Cisjordânia ocupada para criar um clima favorável ao diálogo. A direita israelense se apoia na direita americana para rejeitar qualquer concessão.
Para o governo de Israel, os palestinos não representam uma ameaça. Sua maior preocupação é com o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas. Obama abriu diálogo com o Irã, mas exige o fim do enriquecimento de urânio, o que os aiatolás não aceitam. Não houve avanço. Obama teria mandado um recado ao Irã de que não apoia uma ação militar israelense contra suas instalações nucleares.
Depois de tentar se livrar das duas guerras herdadas de George W. Bush, tudo o que Obama não quer é uma nova guerra.
Num magnífico vestido vermelho, Michelle descreveu seu marido na Casa Branca como o mesmo homem por quem se apaixonou anos atrás: "A Presidência não muda você. A Presidência revela quem você realmente é." Ela lembrou que os dois enfrentaram dificuldades, nasceram em famílias pobres e só cursaram universidades porque receberam auxílio financeiro.
Michelle Obama defendeu a reforma do sistema de saúde para oferecer cobertura universal, a grande conquista do marido em política interna, que a oposição republicana promete revogar, e ajuda financeira para todo jovem ter direito de fazer um curso superior.
Se Ann Romney foi usada na semana passada pelo Partido Republicano para humanizar o marido, Michelle conseguiu empolgar os delegados democratas. Veja a íntegra do discurso da primeira-dama no sítio do jornal The Washington Post.
O maior desafio de Obama, depois da grande mobilização popular que o levou à vitória, é tirar de casa os eleitores da coalizão que conseguiu formar em 2008. Diante das dificuldades impostas pela crise, a maioria das promessas não foi realizada, o desemprego é elevado e a recuperação econômica claudicante.
A primeira-dama tinha a missão de convocar os eleitorados negro, pobre, feminino e latino. O ex-presidente Bill Clinton vai discursar para a classe operária e a classe média brancas, duramente atingidas pelo desemprego.
Na quinta-feira, ao aceitar oficialmente a investidura, Obama não pode prometer muito. Já está sendo acusado pela oposição de ter realizado muito pouco. Uma das frases do discurso de Mitt Romney na semana passada disse que, enquanto Obama quer mudar o mundo, ele quer apenas ajudar o americano comum e sua família.
Obama deve destacar as realizações de seu governo, alegando que o desemprego seria muito maior se não fosse o programa de incentivo de US$ 787 bilhões que os republicanos acusam de só ter servido para aumentar a dívida pública, hoje em mais de US$ 15 trilhões, acima de 100% do produto interno bruto. Ele conseguiu salvar a indústria automobilística e aprovar uma reforma da saúde para oferecer cobertura a todos os americanos.
Em seu governo, os EUA conseguiram matar o líder terrorista Ossama ben Laden, da rede terrorista Al Caeda. Retiraram os soldados americanos do Iraque. Pretendem parar de combater em 2013 na Guerra do Afeganistão, que já é a mais longa da História do país. E participaram da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na guerra civil da Líbia, ajudando a derrubar o ditador Muamar Kadafi, um inimigo histórico.
O governo Obama não conseguiu reatar as negociações de paz entre Israel e os palestinos. Está sendo acusado pelos republicanos de abandonar Israel. Na realidade, pressionou o governo direitista israelense a suspender a colonização da Cisjordânia ocupada para criar um clima favorável ao diálogo. A direita israelense se apoia na direita americana para rejeitar qualquer concessão.
Para o governo de Israel, os palestinos não representam uma ameaça. Sua maior preocupação é com o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas. Obama abriu diálogo com o Irã, mas exige o fim do enriquecimento de urânio, o que os aiatolás não aceitam. Não houve avanço. Obama teria mandado um recado ao Irã de que não apoia uma ação militar israelense contra suas instalações nucleares.
Depois de tentar se livrar das duas guerras herdadas de George W. Bush, tudo o que Obama não quer é uma nova guerra.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
EUA negociam redução da dívida do Egito em US$ 1 bi
Os Estados Unidos estão perto de um acordo para reduzir em US$ 1 bilhão a dívida do Egito e assim dar um fôlego ao novo governo democrático do país. Desde o acordo de paz egípcio-israelense, em 1979, os EUA dão US$ 1,3 bilhão por ano em ajuda militar ao mais populoso país árabe, informa o jornal The New York Times.
A equipe do Departamento de Estado que negocia o acordo acenou com a expectativa de aumento do investimento americano no Egito, que vive uma crise econômica desde a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011.
O novo governo do Egito precisa tapar um rombo orçamentário de US$ 25 bilhões, mas os EUA relutaram, temendo pela orientação política do governo democrático, liderado pela Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano da História. O presidente Mohamed Mursi pediu um empréstimo de US$ 4,8 bilhões.
A equipe do Departamento de Estado que negocia o acordo acenou com a expectativa de aumento do investimento americano no Egito, que vive uma crise econômica desde a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011.
O novo governo do Egito precisa tapar um rombo orçamentário de US$ 25 bilhões, mas os EUA relutaram, temendo pela orientação política do governo democrático, liderado pela Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano da História. O presidente Mohamed Mursi pediu um empréstimo de US$ 4,8 bilhões.
Assad promete deixar Cruz Vermelha atuar na Síria
Ao receber em Damasco, o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Peter Maurer, o ditador Bachar Assad promete deixar a organização continuar prestando ajuda humanitária na Síria se for "independente e imparcial".
Mais de cem mil pessoas fugiram da Síria no mês passado, um recorde em quase um ano e meio de guerra civil, informaram as Nações Unidas. Os rebeldes denunciam 5 mil mortes, o que faria de agosto de 2012 o pior mês desde o início do conflito, em 15 de março de 2011, reportou a TV pública britânica BBC.
Mais de cem mil pessoas fugiram da Síria no mês passado, um recorde em quase um ano e meio de guerra civil, informaram as Nações Unidas. Os rebeldes denunciam 5 mil mortes, o que faria de agosto de 2012 o pior mês desde o início do conflito, em 15 de março de 2011, reportou a TV pública britânica BBC.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
"Amo a Rússia, mas odeio Putin", diz roqueira presa
Ela está presa na chamada Bastilha de Moscou, mas não se rendeu. A líder da banda de rock Pussy Riots, Nadejda Andreievna Tolokonikova, foi condenada há dois anos de cadeia por gravar uma canção de protesto na Catedral do Cristo Salvador pedindo a Nossa Senhora "livrai-nos de Putin", o homem-forte da Rússia.
Atrás das grades do Centro de Detenção Prejulgamento nº 6, o único para mulheres na capital russa, mais conhecido como Bastilha, em referência à prisão tomada pelo povo no início da Revolução Francesa de 1789, a roqueira de 22 anos promete continuar "a luta por nossos ideias e valores". Nadejna desafia o ditador: "Não sou eu, mas as autoridades que devem ter medo".
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Nadejna Andreievna considerou "suportável" a Bastilha de Putin: "É uma prisão russa, com todo o seu charme soviético. Houve algum progresso, mas o sistema prisional é um misto de quartel e hospital. Somos acordados às seis da manhã, tomamos café e vamos para o pátio. No resto do dia, eu escrevo ou leio. Hoje, por exemplo, li a Bíblia e o filósofo marxista esloveno Slavoj Zizek. A falta de liberdade de movimento não constrange a liberdade de pensamento."
Atrás das grades do Centro de Detenção Prejulgamento nº 6, o único para mulheres na capital russa, mais conhecido como Bastilha, em referência à prisão tomada pelo povo no início da Revolução Francesa de 1789, a roqueira de 22 anos promete continuar "a luta por nossos ideias e valores". Nadejna desafia o ditador: "Não sou eu, mas as autoridades que devem ter medo".
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Nadejna Andreievna considerou "suportável" a Bastilha de Putin: "É uma prisão russa, com todo o seu charme soviético. Houve algum progresso, mas o sistema prisional é um misto de quartel e hospital. Somos acordados às seis da manhã, tomamos café e vamos para o pátio. No resto do dia, eu escrevo ou leio. Hoje, por exemplo, li a Bíblia e o filósofo marxista esloveno Slavoj Zizek. A falta de liberdade de movimento não constrange a liberdade de pensamento."
Produção industrial da Eurozona cai ainda mais
Com a queda mais brusca em três anos nas exportações alemãs, a produção das fábricas da Zona do Euro chegou ao 13º mês consecutivo de redução. As encomendas à indústria recuaram pelo 15º mês seguido, com forte queda nos pedidos internacionais à Alemanha, informa a revista Der Spiegel.
O índice dos gerentes de compras do setor industrial calculado pela consultoria Markit para o mês de agosto foi revisado para baixo de 45,3 para 45,1.
Esse resultado ficou acima dos 44 pontos de julho, o pior em três anos e um mês. As leituras acima de 50 significam expansão da atividade industrial.
Na Espanha, o banco central deu mais um empréstimo de emergência ao Bankia, no valor de 4,5 bilhões de euros, em troca de ações do banco, que com a crise passou a ser controlado pelo Estado.
Diante desses números, a expectativa é de contração do produto interno bruto da Eurozona no terceiro trimestre de 2012, observa a TV americana CNN.
O índice dos gerentes de compras do setor industrial calculado pela consultoria Markit para o mês de agosto foi revisado para baixo de 45,3 para 45,1.
Esse resultado ficou acima dos 44 pontos de julho, o pior em três anos e um mês. As leituras acima de 50 significam expansão da atividade industrial.
Na Espanha, o banco central deu mais um empréstimo de emergência ao Bankia, no valor de 4,5 bilhões de euros, em troca de ações do banco, que com a crise passou a ser controlado pelo Estado.
Diante desses números, a expectativa é de contração do produto interno bruto da Eurozona no terceiro trimestre de 2012, observa a TV americana CNN.
Itamaraty divulga agenda externa para setembro
30/AGO a 1º/SET – Alemanha, Bélgica e Holanda. Visita da Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann à Alemanha, Bélgica e Holanda.
1º a 14/SET – Milão. Missão Empresarial da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). Visita à Feira Milano Moda Única (tecidos). Encontro no SECOM e visita às lojas de moda.
2 a 8/SET - Pequim e Xangai. Missão de Nanotecnologia à China.
3 e 4/SET – Rabat. Seminário Brasil-Marrocos sobre Políticas Públicas Contra a Exclusão Social.
3 e 4/SET - Quito. 2ª Reunião da Comista Brasil-Equador de C,T&I.
3 a 6/SET – Porto Alegre. 22ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul (RAADH).
3 a 7/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).Consulta científica sobre parasitas de origem alimentar.
3 a 7/SET – México. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 17ª Sessão do Comitê do CODEX sobre Frutas Frescas e Vegetais.
3 a 8/SET – Moscou. Visita da Secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil, Célia Corrêa – Seminário de Administração Financeira.
3 a 8/SET – China. Missão empresarial DPR/APEX. China Import Conference.
4/SET – São Paulo. Abertura para convidados da 30ª Bienal de SP (7/9 a 9/12).
7/SET - Brasília. Abertura do Ano de Portugal no Brasil.
4 a 6/SET – Brasília e São Paulo. Visita do Conselho Coordenador de Investimentos da Indonésia, para estudos sobre políticas do agronegócio.
5/SET – São Tomé e Príncipe. 10º Encontro dos Procuradores-Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
5 e 6/SET - Lima. Reunião da Subcomissão Brasil-Peru de C,T&I.
5 e 6/SET – Ottawa. Mesa redonda sobre Segurança Cibernética - CICTE.
5 a 7/SET - Cidade do México. Reunião do processo consultivo sobre opções de financiamento para o gerenciamento internacional de químicos e resíduos.
5 a 16/SET – Montevidéu. Expo Prado – Exposição Int. de Gado e Agroindustrial.
6 e 7/SET – Tíflis, Geórgia. Conferência Intergovernamental Tíflis+35: Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável.
6 a 9/SET – Istambul. Feira Internacional de Alimentos.
6 a 13/SET – Madri, Cingapura e Abu Dhabi. Visita do Governador da Bahia, Jaques Wagner.
6 a 20/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Reunião conjunta FAO/OMS sobre Resíduos de Pesticidas.
7/SET – Praga. Abertura da exposição "O Invisível Aparente", da artista plástica Amalia Giacomini, na Galeria Nacional (Palácio Veletrzní). Exposição até 28/OUT.
7/SET – Moscou. Concerto Bossa Nova da Banda Esh na Embaixada do Brasil.
8 a 11/SET – Xiamen. CIFIT – China International Fair of Investment and Trade.
8 a 16/SET – Salônica. TIF – Feira Internacional de Salônica.
9/SET – Londres. Cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Londres 2012, com ato de passagem do ciclo paralímpico do Reino Unido e de Londres para o Brasil e para o Rio de Janeiro.
9 a 20/SET – Sidney, Camberra, Melbourne e Brisbane. Missão técnica da Companhia Energética de Minas Gerais à Austrália.
10/SET – Rabat. Concerto do violinista Erzhan Kulibaev e da pianista Hanna Holeksa em comemoração ao 7 de Setembro.
10/SET – Nova York. Diálogo sobre Desenvolvimento: Políticas Macroeconômicas para o Futuro que Queremos: Desenvolvimento Sustentável e a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Evento promovido pelo Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.
10 e 11/SET - Praga. Encontro do Bureau do Comitê Intergovernamental de negociações para a elaboração de um instrumento juridicamente vinculante sobre o mercúrio (INC).
10 e 11/SET - Países Baixos. Missão aos Países Baixos do Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPED-MCTI).
10 a 12/SET – Taiwan. Missão empresarial DPR/APEX.
10 a 12/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Consulta técnica sobre Agricultura Familiar para o Desenvolvimento Sustentável da Segurança Alimentar, Agricultura e Desenvolvimento Agrário.
10 a 14/SET – Washington. XX Sessão Plenária do Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana contra a Corrupção.
10 a 15/SET – Brasília e Rio de Janeiro. Visita de trabalho da Associação dos Agricultores do Vietnã.
10 a 28/SET – Genebra. 21ª Sessão Regular do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
11/SET – Quito. 54ª Reunião da Comissão da OMT para as Américas, organizado pela OMT.
11, 12 e 13/SET – Seul. Seminário do FOCALAL sobre Parques de Ciência e Tecnologia.
11 a 13/SET – Longyearbyen, Noruega. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 1ª Sessão do Grupo Técnico de Trabalho Ad-Hoc sobre Acesso e Repartição dos Benefícios dos Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura.
11 a 13/SET – Quito. 20º Congresso Interamericano de Ministros e Altas Autoridades de Turismo (organizado pela OEA).
11 a 14/SET – Cidade do Cabo. Reunião do GT de Administração Tributária e de Chefes das Receitas dos países do IBAS.
11 a 16/SET – Santiago. Expo Cibao.
12/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Apresentação dos novos relatórios do Painel de Alto Nível de Especialistas em Segurança Alimentar e Nutrição (HLPE) e das decisões das mesas redondas para a Plenária do CSA.
12/SET – Quito. 2º Congresso Internacional de Ética e Turismo, organizado pela Organização Mundial do Turismo.
12/SET – Brasília. Painel sobre o legado da Conferência Rio+20 durante a 107ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
12 e 13/SET - Brasília. Seminário promovido pelo Ministério do Esporte e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID): “Grandes Eventos Esportivos e Planejamento de Desenvolvimento Urbano: Intercâmbio de Melhores Práticas".
12 e 13/SET – Camberra. Seminário "Regional Reactions to the Rise of Brazil: Latin America and the Shifting Sands of Global Power, 2012", realizado pelo Centro Nacional Australiano para Estudos sobre a América Latina na Universidade Nacional Australiana.
14/SET – Bangalore. 8ª Reunião do Conselho Científico Brasil-Índia.
15 a 20/SET – Milão. Missão Empresarial do SEBRAE/RS. Visita à Feira Micam (calçados) e encontros com entidade locais, como Instituto Europeu de Design e Associação dos Produtores de Calçados Italianos.
17/SET – São Paulo. VIII Reunião do Conselho Deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital.
17 e 18/SET – Genebra. Diálogo Informal sobre a Estratégia da Convenção sobre Diversidade Biológica para Mobilização de Recursos.
17 a 19/SET – Da Nang, Vietnã. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 4ª Reunião do Fórum de Consulta Regional da Comissão de Pesca do Pacífico.
17 a 20/SET – Moscou. Worldfood Moscow 2012. Feira de Alimentos da Rússia.
17 a 21/SET – Londres. Reunião. 17ª Sessão do Subcomitê DSC da Organização Marítima Internacional (IMO)".
17 a 21/SET – Rio de Janeiro. 23ª RAPAL - Reunião de Administradores de Programas Antárticos Latino-Americanos.
17 a 21/SET – Nairóbi. Terceira sessão da Conferência Internacional sobre o Manejo de Substâncias Químicas.
17 a 25/SET – Nova Déli e Colombo. Visita à Índia e ao Sri Lanka do Chefe de Estado-Maior do Exército, General Joaquim Silva e Luna.
18/SET – São Paulo. Missão empresarial argentina. FIESP.
18/SET - Nova York. Abertura da 67ª Sessão da Assembleia Geral da ONU.
18 e 19/SET - Pequim. Mesa redonda dos BRICS sobre Governança da Internet.
18 a 21/SET – Buenos Aires. Tecnofidta – Exp. Int. de Tecnologia Alimentar.
18 a 23/SET - Tianjin, China. Assembleia Geral da Academia de Ciência para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS).
19/SET – Milão. Pré-estreia italiana do documentário “Tropicália”, de Marcelo Machado, por ocasião do “Milano Film Festival” (Festival de Cinema que será realizado de 12 a 23 de setembro, em Milão).
19 e 20/SET - Brasília. Encontro de especialistas do grupo BASIC.
19 a 21/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Parceria Colaborativa de Florestas.
19 a 21/SET – Lima. Expoalimentaria Peru.
19 a 21/SET – Roma. Reunião sobre Financiamento Florestal da Parceria Colaborativa sobre Florestas (CPF) em apoio à UNFF.
19 a 22/SET – Moscou. Visita do Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura do Brasil, Célio Brovino Porto.
19 a 22/SET – Moscou. 18ª Feira Internacional de Turismo Leisure 2012.
20 e 21/SET - Brasília. Décima segunda reunião ministerial do grupo BASIC.
20 e 21/SET – Roma. Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA). 106ª Sessão da Junta Executiva.
20/SET a 2/OUT – Miami , Washington e Nova York . Visita do Governador de Goiás, Marconi Perillo, a Miami, Washington e Nova York.
21/SET - Lisboa. Abertura do Ano do Brasil em Portugal.
21 a 30/SET – Belém. Centro de Convenções Hangar. 15ª Feira Pan-Amazônica do Livro. (Fonte: FUNAG)
23 e 24/SET - Quito. 4ª Reunião de Especialistas do Programa Regional da América Latina da UNIDO.
24/SET – Nova York. Reunião Ministerial Especial do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc): Sistema multilateral inclusivo, fortalecido e efetivo para a consecução do desenvolvimento sustentável – Quais passos são necessários?
24 a 26/SET - Bogotá. Reunião Regional Preparatória para o 7º Internet Governance Forum (IGF).
24 a 28/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 21ª Sessão do Comitê de Florestas (COFO).
24 a 28/SET – Roma. XXI Sessão do Comitê de Florestas da FAO (COFO).
24/SET a 5/OUT – Rio de Janeiro, Palácio Itamaraty. 3º Curso para Diplomatas Africanos.
25/SET - Nova York. Abertura do Debate Geral da 67ª Sessão da Assembleia Geral da ONU.
25 a 28/SET - Genebra. Oitava sessão do Grupo de Trabalho Aberto da Convenção de Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito.
26 a 29/SET – Verona. Missão do Governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande. Visita à Feira Marmomacc (mármores e granitos).
27/SET – Melekeok. Entrega de credenciais do Embaixador George Ney de Souza Fernandes junto à República de Palau.
27 e 28/SET – São José. Costa Rica, 87ª reunião ordinária do Conselho Diretor do Instituto Interamericano da Criança e do Adolescente (IIN).
28/SET – Nova York. Reunião de chanceleres da ASPA à margem da 67ª AGNU.
28/SET - São Paulo. Reunião do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
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