quinta-feira, 17 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 17 de Junho

    Em 1579, ao dar a volta ao mundo, o corsário Sir Francis Drake é o primeiro a reivindicar o que hoje é território dos Estados Unidos para a coroa da Inglaterra. Drake ancorou um pouco ao norte da Baía de São Francisco, na Califórnia, e chamou o território de Nova Albion.

Drake zarpou em 13 de dezembro de 1577 para atacar possessões espanholas no Oceano Pacífico, mas só um dos cinco navios passou pelo Cabo Horn, o lugar mais perigoso da navegação mundial. O corsário da rainha Elizabeth I ficou um mês na Califórnia reparando o navio e seguiu até onde hoje é o estado de Washington em busca de uma passagem do Norte para o Oceano Atlântico. 

Sem sucesso, atravessou os oceanos Pacífico e Índico e deu a volta no Cabo da Boa Esperança para chegar a Plymouth, na Inglaterra, em 26 de setembro de 1580. A frota do português Fernão de Magalhães foi a primeira a ar a volta ao mundo, em 1519-22, a serviço da coroa espanhola, mas ele morreu em Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521. 

    Em 1885, a Estátua da Liberdade, um presente da França aos Estados Unidos, chega desmontada ao porto de Nova York. Eram 350 peças de cobre e ferro embaladas em 200 caixas. Foi inaugurada no ano seguinte pelo presidente Grover Cleveland.

O projeto é do arquiteto francês Frederic-Auguste Bartholdi, que teria usado a mãe como modelo, e do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo da torre que é o símbolo de Paris.

A França é a mais antiga aliada dos EUA. Como inimiga do Império Britânico, apoiou os colonos americanos na Guerra da Independência. Em contrapartida, os americanos apoiaram a Revolução Francesa e a proclamação da República.

Por ironia da história, um revolucionário britânico lutou pela independência dos EUA e pela Revolução Francesa. Foi deputado da Assembleia Nacional da França e o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

    Em 1930, o presidente Herbert Hoover sanciona a Lei de Tarifa Smoot-Hawley, que aumenta as tarifas de importação sobre mais de 20 mil produtos para proteger a economia dos Estados Unidos. As segundas tarifas mais altas da história americana, inferiores apenas às de 1828, defl, eagraram uma guerra comercial. 

Ao agravar a crise financeira desencadeada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 24 de outubro de 1939, o protecionismo e as retaliações de outros países causaram uma queda de 67% no comércio exterior dos EUA e levaram à Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.

    Em 1940, a França formaliza a rendição à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O marechal Henri Pétain substitui Paul Reynaud como primeiro-ministro francês e anuncia a intenção de negociar um armistício com os nazistas. Herói da Primeira Guerra Mundial, Pétain chefiaria um governo colaboracionista durante a ocupação.

No dia seguinte, o general Charles de Gaulle fez um pronunciamento em Londres transmitido pela BBC conclamando os franceses a continuar lutando contra os nazistas. Os aliados invadiram a região da Normandia, no Nordeste da França, em 6 de junho de 1944 e libertaram Paris em 25 de agosto do mesmo ano.

Pétain e Pierre Laval, um fascista que se tornou o homem-forte do regime colaboracionista em 1942, fugiram sob a cobertura dos nazistas, mas foram presos e condenados à morte por traição. De Gaulle comutou a pena de Pétain para prisão perpétua. Ele morreu em 1951.

    Em 1972, cinco homens foram presos sob a acusação da invadir a sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate, em Washington. Era o início do Escândalo de Watergate, que derrubou o presidente Richard Nixon.

Três eram exilados cubanos, um era cubano-americano e o outro um ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligente). Com eles, foram encontrados equipamentos sofisticados de telecomunicações que seriam usados para espionar o maior partido de oposição tendo em vista as eleições de 1972.

A presença de advogados caros chamou a atenção do repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Com seu colega Bob Woodward, o Post descobriu que os cinco faziam parte da turma de encanadores da Casa Branca, o que os levou ao presidente e vários ministros. Nixon caiu por mentir e tentar obstruir a Justiça. Renunciou em 9 de agosto de 1974.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Média de mortes no Brasil volta a superar 2 mil por dia

 Com mais de 2.673 mortes e 85.861 casos novos notificados nesta quarta-feira, o Brasil chegou a 17.629.714 casos confirmados e 493.837 óbitos. A média diária de mortes nos últimos sete dias subiu para 2.007, com alta de 8% em duas semanas. É a maior desde 10 de maio. A média diária de casos novos em 7 dias subiu 10% em duas semanas para 72.051.

No mundo, o total de casos confirmados chegou a 177.048.031, com 3.833.183 mortes. Mais de 162 milhões de pacientes se recuperaram, pouco mais de 11,2 milhões enfrentam casos leves ou médios e 83.049 estão em estado grave.

Pelo segundo dia seguido, a Índia registrou menos mortes (2.302) e casos novos (67.208) do que o Brasil. Está saindo de uma segunda onda devastadora, com mais de 400 mil contágios e 4 mil mortes por dia durante vários dias, mas os números ainda são muito elevados. A Índia soma 29.700.313 casos confirmados e 381.931 mortes.

Mais 12.753 casos novos e 369 mortes foram notificadas nesta quarta-feira nos Estados Unidos, onde o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) incluiu a variante delta, originária da Índia, na listas das variantes que preocupam. Esta mutação, 60% mais contagiosa do que a variante alfa, identificada na Inglaterra, já circula em mais de 80 países. 

Com o avanço da vacinação, agora em ritmo mais lento, a média diária de diagnósticos positivos os últimos sete dias caiu 21% em duas semanas para 12.819 e a média de mortes baixou 20% para 332. Os EUA têm o maior número de casos (33.498.511) e de mortes (600.680).

Mais de 2,5 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 20,9% da população mundial receberam pelo menos uma dose. Foram 940 milhões na China; 321,6 milhões nos EUA, onde 175,1 milhões tomaram a primeira dose e 146,5 milhões (44,2% da população americana) estão plenamente vacinados; mais de 310 milhões na União Europeia; 265,5 milhões na Índia; e 82,49 milhões no Brasil, onde 58,35 milhões de pessoas receberam a primeira dose e 24,14 milhões tomaram as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 16 de Junho

    Em 1884, a primeira montanha russa dos Estados Unidos é inaugurada na ilha de Coney, no bairro do Brooklyn, em Nova York. Os carrinhos andavam a 10 quilômetros por hora e o ingresso custava um níquel. O sucesso foi imediato.

    Em 1961, o bailarino russo Rudolf Nureyev, número um do Balé Kirov, de Leningrado (hoje São Petersburgo, se livrou dos guardas da Embaixada da União Sovietica no aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, e pediu asilo político à França. Ao chegar a Londres, o diretor de companhia declarou que Nureyev havia voltado para a Rússia porque sua mãe estava doente.

    Em 1963, a cosmonauta soviética Valentina Terechkova se tornou a primeira mulher a viajar ao espaço. A bordo da nave Vostok-6, ela deu 48 voltas sobre a Terra. Hoje é deputada da Duma do Estado da Rússia e aliada fiel do ditador Vladimir Putin.

    Em 1965, o cantor e compositor Bob Dylan grava Like a Rolling Stone, talvez seu maior sucesso. Com guitarras elétricas e órgão, a canção marca uma virada na carreira de Dylan. Como a gravação tinha 6min34seg, os executivos da Columbia Records decidiram não lançar a música como compacto simples. Em setembro, Like a Rolling Stone chegou ao segundo lugar nas paradas de sucesso, atrás de Help, dos Beatles.

    Em 1977, Leonid Brejnev é eleito presidente da União Soviética. Ele era secretário-geral do Partido Comunista desde a queda de Nikita Kruschev, em 1964, quando fazia parte de uma troika, dividindo o poder com o primeiro-ministro Alexei Kossigin e o presidente do Soviete Supremo, Nikolai Podgorny. Ao ser eleito presidente, Brejnev passou a acumular a chefia do Estado e do partido, tornando-se dirigente máximo da URSS.

terça-feira, 15 de junho de 2021

EUA chegam a 600 mil mortes e Brasil se aproxima de 500 mil

 Apesar da queda no contágio e nas mortes à medida que a vacinação avança, os Estados Unidos ultrapassaram hoje a marca de 600 mil mortes pela doença do coronavírus de 2019. Com 2.760 mortes e 88.992 casos novos, o Brasil atingiu 17.543.783 casos confirmados e 491.164 óbitos. Neste ritmo, chega a 500 mil mortes até o fim da semana. Os dois países têm os maiores números absolutos de mortes na pandemia.

Sob ameaça de uma terceira onda, no Brasil, a média diária de casos novos dos últimos sete dias é a maior desde 1º de abril, quando estava em 73.993. Agora, subiu para 72.193, com alta de 14% em duas semanas. A média diária de mortes subiu um pouco para 1.980, com alta de 6% em duas semanas. 

A taxa de transmissão, estimada pelo Imperial College de Londres, está em 1,07. Isto significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para 107, sinal de que a covid-19 está avançando. Os infectologistas preveem uma alta das mortes durante o inverno.

Com 383 mortes e 10.771 casos novos registrados nesta terça-feira, os EUA somam 33.486.101 casos confirmados e 600.285 mortes, mais do que qualquer outro país. A média diária de diagnósticos positivos caiu 20% em duas semanas para 13.704 casos novos e a média diária de mortes baixou 10% para 340.

No mundo, já são 176.661.882 casos confirmados e 3.823.206 mortes. Mais 161,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 11,2 milhões enfrentam casos leves ou médios e 83.682 estão em estado grave.

Único país com média diária de mortes maior do que o Brasil no momento, a Índia notificou nesta quarta-feira mais 62.224 casos novos e 2.542 mortes, menos do que o Brasil, que pode estar entrando numa terceira onda enquanto a Índia sai da segunda. A Índia tem o segundo maior número de casos confirmados (29.633.105) e o terceiro de mortes (379.601).

Mais de 2,47 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 924 milhões na China (se os dados oficiais estiverem corretos); 320,5 milhões nos EUA, onde 174,7 milhões tomaram a primeira dose (65% da população adulta) e 145,8 milhões (44% da população americana) estão plenamente vacinados; cerca de 310 milhões na União Europeia; 262 milhões na Índia; mais de 80,7 milhões no Brasil, onde 56,9 milhões tomaram a primeira dose e 23,84 milhões (11,2% da população brasileira); e 72 milhões no Reino Unido. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 15 de Junho

    Em 1215, sob pressão da nobreza, o rei João Sem Terra, da Inglaterra, põe o selo real na Magna Carta, considerada a primeira Constituição da história. O documento exigia que o rei respeitasse os direitos e privilégios feudais, mantivesse a liberdade da Igreja e introduzia o direito de habeas corpus, obrigando o rei a apresentar os presos à Justiça.

João sem Terra era acusado de tentar usurpar o trono quando seu irmão, Ricardo I, o Coração de Leão, lutava na Terceira Cruzada, ascendeu ao trono em 1199, com a morte do irmão. Seu reino foi desastroso. Perdeu o Ducado da Normandia para o rei da França aumentou os impostos pagos pelos nobres e brigou com o papa Inocêncio III e vendeu igrejas para financiar suas aventuras militares. 

Depois da derrota na tentativa de reconquistar a Normandia, o arcebispo da Cantuária, Stephen Langton, conclamou os barões a exigir uma carta do rei para garantir as liberdades. João Sem Terra violou a Magna Carta, deflagrando a Primeira Guerra dos Barões (1215-17).

A Magna Carta tinha um preâmbulo e 63 artigos. Mais importante era o princípio de que o rei também é obrigado a respeitar. O artigo 39 estabelece que "nenhum homem livre será detido ou encarcerado ou despropriado ou banido ou exilado ou vitimado de qualquer maneira... exceto por um julgamento justo por seus pares com base nas leis do país".

    Em 1846, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado do Oregon estabelecendo a fronteira entre os EUA e o que hoje é o Canadá. Os EUA ficaram com o território onde hoje estão os estados do Oregon, Washington, Idaho e Montana. O Império Britânico manteve a ilha de Vancouver e o direito de navegação no Rio Colúmbia.

    Em 1877, Henry Ossian Flipper se tornou o primeiro cadete negro a se graduar na Academia Militar de West Point, em Nova York. Flipper nasceu escravo em Thomasville, no estado da Geórgia, m 1856. A academia foi criada pelo Congresso em 1802. 

O primeiro negro, James Webster Smith, foi admitido em 1870, depois da Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul, contrários à abolição a escravatura quiseram se separar da União, mas não chegou a se formar.

    Em 1940, um dia depois da ocupação de Paris, a França se rende à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Um armistício foi assinado em 22 junho. Paris seria libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia, em 6 de junho daquele ano.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Mundo precisa de 11 bilhões de doses de vacinas, diz OMS

Ao agradecer a doação de um bilhão de doses de vacinas anunciada pelos países ricos do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o mundo precisa de 11 bilhões de doses de vacinas contra o coronavírus de 2019.

Diante do crescimento de 46% nos casos novos da doença do coronavírus na semana passada, o primeiro-ministro Boris Johnson adiou de 21 de junho para 19 de julho o fim das medidas restritivas adotadas para enfrentar a pandemia no Reino Unido.

No Brasil, foram notificadas mais 928 mortes e 40.865 casos novos de covid-19 nesta segunda-feira, elevando o total para 17.454.861 casos confirmados e 488.404 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias sofreu uma pequena queda para 1.970, mas subiu 5% em duas semanas. A média diária de casos novos nos últimos sete dias está em 67.007, com alta de 9% em duas semanas.

O total de casos confirmados no mundo está em 176.275.966. As mortes são 3.812.436. Mais de 161 milhões de pacientes se recuperaram, embora muitos ainda enfrentem sequelas de longo prazo. Cerca de 11,3 milhões enfrentam casos leves ou médios e 84.563 estão em estado grave.

Na Índia, o contágio continua em queda, com 60.471 casos novos e 2.726 mortes comunicadas nesta segunda-feira. O país soma agora o segundo maior número de casos (29.570.881) e o terceiro maior de mortes (377.031), depois de EUA e Brasil.

Nos EUA, o contágio é o menor desde que começou a testagem em grande escala. Nas últimas 24 horas, foram mais 12.874 casos novos e 145 mortes. A média diária de contágios nos últimos sete dias caiu 18% em duas semanas para 14.024, enquanto a de mortes baixou 18% em duas semanas para 339. O país tem os maiores números absolutos de casos (33.474.692) e de mortes (599.945). Nesta terça-feira, deve chegar a 600 mil mortes.

Mais de 2,44 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 900 milhões na China; 319,1 milhões nos EUA, onde 174,2 milhões tomaram a primeira dose e 144,9 milhões (43,7% da população americana) estão plenamente imunizados; mais de 300 milhões na União Europeia; 259 milhões na Índia; e mais de 79 milhões no Brasil, onde 55,74 milhões receberam a primeira dose e 23,66 milhões (11,11% da população brasileira) tomaram as duas necessárias. Meu comentário:

Coalizão frágil derruba Netanyahu em Israel

 O primeiro-ministro que governou Israel por mais tempo, 15 anos, superando o fundador do país, David ben Gurion, caiu. Depois de dois anos de paralisia política e quatro eleições em que nenhuma aliança conseguiu formar um governo estável, uma coalizão frágil de oito partidos que vai da extrema direita à esquerda e inclui um partido árabe afastou Benjamin Netanyahu. No domingo, por 60 a 59 votos, com uma abstenção, o ultradireitista Naftali Bennett se tornou primeiro-ministro.

Netanyahu se tornou chefe de governo de Israel pela primeira vez em junho de 1996, depois de eleições realizadas sob o impacto do assassinato, em 5 de novembro de 1995, do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, que assinara os acordos de paz de Oslo com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). 

Conservador e linha-dura, Bibi, como é chamado pelo povo, sempre relutou em fazer as concessões necessárias à paz. Como governos anteriores do partido Likud, negociou por negociar enquanto ampliava as colônias israelenses nos territórios para fazer da anexação um fato consumado. 

Na sua visão, a grande ameaça à segurança de Israel é o Irã, que tem um programa nuclear. Ele voltou ao poder em março de 2009, e ficou até o último domingo e jura que vai voltar. Enfrta quatro processos por corrupção.

Sua queda é fruto das articulações do centrista Yair Lapid, um ex-apresentador de televisão que entrou na política. Principal responsável por formar a aliança governista, ele dividiu a chefia do governo com Bennett. Cada um deve governar durante dois anos. A dúvida é se a coalizão vai resistir até chegar a vez d Lapid, o político de maior prestígio hoje em Israel.

Filho de imigrantes americanos, Bennett serviu nas Forças Armadas como oficial de inteligência que se infiltra em território inimigo para coletar informações e apontar alvos. Antes de entrar na política em 2006 como chefe de gabinete de Netanyahu, fez fortuna com empresas de informática voltadas para a segurança. É a favor da anexação da Cisjordânia, mas não tocou no assunto desde que virou chefe de governo. 

A coalizão inclui partidos pacifistas e de esquerda e um partido árabe. É a primeira vez que um partido árabe participa do governo de Israel. O partido de Bennett, Yamina (Nova Direita), é o quinto dos oito da coalizão de governo, que tem em comum dois objetivos: afastar Netanyahu e evitar a realização de novas eleições antecipadas.

Será difícil adotar posições conjuntas, sobretudo em questões de segurança como o conflito com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) ou o crescente conflito interno entre árabes e judeus. A Marcha da Bandeira, nesta-feira, organizada por ultranacionalistas na Cidada Velha de Jerusalém, será um primeiro teste.

Hoje na História do Mundo: 14 de Junho

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos, o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formavam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul. 

O desenho com listras foi inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderiram à União, foram acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decidiu que as listras voltariam a ser 13 e uma estrela branca seria acrescentada a cada novo estado.

    O primeiro Dia da Bandeira foi festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegaram ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros. O Bounty levava mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebelou sob a liderança do imediato Fletcher Christian e tomou o navio, em 28 de abril.

Bligh foi para o Reino União e voltou ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolveram coloniar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty foi para o Taiti, onde 16 marinheiros quiseram ficar. Foram capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança foram no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. Em 1808 um navio baleeiro americano descobriu uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty virou filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixonou por uma taitiana com quem casou.

    Em 1940, as tropas da Alemanha de Hitler ocuparam Paris. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, havia pressionado a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congelou os bens das potências do Eixo nos EUA e ofereceu ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evitou fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entraram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entrariam na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeou a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris seria libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados em 6 de junho do mesmo ano.

    Em 1982, depois de 10 semanas, as forças da Argentina se renderam ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands. A ditadura militar argentina invadira, em 2 de abril, as ilhas, em poder do Império Britânico desde 1833, reivindicadas historicamente pela Argentina.

domingo, 13 de junho de 2021

Média diária de mortes volta a se aproximar de 2 mil

 Com mais 1.118 mortes e 36.998 casos novos, o Brasil chegou hoje a 17.413.996 casos confirmados e 487.476 óbitos. A média diária de mortes sobe há 7 dias. Está em 1.997, com alta de 8% em duas semanas. 

As mortes estão em alta em sete estados: Amapá, Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A média diária de diagnósticos positivos subiu 10% em duas semanas para 66.842. 

No mundo, já são 175.884.287 casos confirmados e 3.799.883 mortes. Mais de 160,5 milhões de pacientes se recuperaram, muitos com sequelas de longo prazo, cerca de 11,5 milhões enfrentam casos leves ou médios e 85.067 estão em estado grave.

O número de casos mantém a queda na Índia. Hoje, ficou em 70.421. As mortes continuam em patamar muito alto; foram 3.921. A Índia tem o segundo maior número de casos confirmados (29.510.410) e o terceiro de mortes (474.305).

Neste domingo, os Estados Unidos registraram mais 4.916 contágios e 101 mortes. A média diária de casos novos nos últimos sete dias caiu 29% em duas semanas para 14.288 e a média de mortes em 23% para 363. Os EUA têm o maior número absoluto de casos confirmados (33.461.575) e de mortes (599.581).

Mais de 2,4 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 890 milhões na China; cerca de 317 milhões nos EUA; mais de 300 milhões na União Europeia; 254,8 milhões na Índia, das quais 3,484 milhões nas últimas 24 horas; e mais de 78,26 milhões no Brasil, onde 54,6 milhões tomaram a primeira dose e 23,66 milhões (11,1% da população brasileira) receberam as duas doses necessárias à imunização.

Hoje na História do Mundo: 13 de Junho

    Em 323 AC, morre aos 33 anos na Babilônia, hoje parte do Iraque, Alexandre, o Grande, da Macedônia, um dos maiores generais de todos os tempos. Filho de Felipe II, da Macedônia, foi discípulo de Aristóteles. 

Aos 16 anos, Alexandre Magno liderou as primeiras tropas em combate. Depois da morte do pai, invadiu o Oriente Médio e em 330 antes de Cristo havia derrotado o Império Persa e conquistado todo o Oriente Médio. Em 327 AC, tomara o Afeganistão, a Ásia Central e o Norte da Índia.

     Em 1381, durante a Revolta Camponesa, um exército camponês liderado por Wat Tyler invade, saqueia e incendeia Londres. Vários prédios públicos são destruídos, prisioneiros libertados e um juiz decapitado.

A Revolta Camponesa tem sua origem na pior pandemia da história, a Peste Negra (1346-53), segunda pandemia da peste bubônica, quando morreram 30% a 60% da população da Europa, com estimativas de mortes variando de 70 a 200 milhões de pessoas. 

A escassez de mão de obra forçou uma alta de salários, mas o Parlamento resistiu à mudança do sistema feudal, aprovou leis para conter os salários e estimulou os proprietários de terra a exercer seus direitos de senhorio e manter a servidão. Quando o Parlamento aprovou uma lei restringindo o direito de voto ao aumentar o valor de um imposto cobrado por pessoa, em 30 de maio de 1381, estourou a Revolta Camponesa.

Wat Tyler, líder rebelde do Condado de Kent marchou sobre Londres com seu exército camponês depois de tomar Maidstone, Rochester e a Cantuária no caminho depois que a corte rejeitou seu pedido de uma audiência com o rei Ricardo II.

No dia seguinte, o rei, de apenas 14 anos, se reuniu com líderes camponeses em Mile End e aceitou acabar com a servidão e com as restrições no mercado de trabalho. Mas a revolta prosseguiu. Tyler tomou a Torre de Londres, na única vez que a fortaleza foi tomada, e executou o arcebispo da Cantuária.

Quando o rei encontrou Tyler em Smithfield, em 15 de junho, o líder rebelde fez novas exigências, inclusive confiscar as propriedades da Igreja. Irritado com a arrogância de Tyler, o prefeito de Londres, William Walworth, o atacou e matou a golpes de espada.

O rei suspendeu as concessões, mobilizou então um exército de 4 mil homens e derrotou a rebelião. Até novembro, pelo menos 1,5 mil rebeldes foram mortos.

    Em 1967, o presidente Lyndon Johnson nomeia o juiz federal Thurgood Marshall como primeiro ministro negro da Suprema Corte dos Estados Unidos. O Senado aprovou a indicação por 69 a 11.

Bisneto de escravos, Marshall nasceu em Baltimore, no estado de Maryland, em 2 de julho de 1908. Marshall se formou em direito em 1933, sob a tutela do advogado defensor dos direitos civis Charles Houston. 

Três anos depois, começou a trabalhar no setor jurídico da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP). De 1938 a 1961, como principal advogado da NAACP, ele defendeu 32 causas junto à Suprema Corte.

    Em 1971, o jornal The New York Times publica os Papéis do Pentágono, ou A História do Processo de Tomada de Decisões dos EUA sobre o Vietnã, uma análise sobre o envolvimento do país na Guerra do Vietnã. Os documentos dos governos John Kennedy (1961-63) e Lyndon Johnson (1963-69) foram roubados por Daniel Ellsberg, um ex-analista do Departamento da Defesa que virou ativista contra a guerra. O governo Richard Nixon (1969-74) tentou proibir a publicação. Em 30 de junho, a Suprema Corte decidiu que o jornal tinha o direito de publicar.

sábado, 12 de junho de 2021

Brasil chega a 486 mil mortes na pandemia

 Sábado é um dia de menos notificações pelas secretarias da Saúde. Mesmo assim, o consórcio de empresas jornalísticas computou mais 2008 mortes e 75.778 casos novos da doença do coronavírus de 2019 (covid-19). 

O Brasil soma agora 17.376.998 casos confirmados e 486.358 mortes. A média diária de mortes nos últimos sete dias subiu para 1.961, com alta 6% nas últimas duas semanas. É estável em patamar elevado há 25 dias. A média de casos ficou em 67.430, com alta de 10% em duas semanas.

No mundo inteiro, já houve 175.661.403 casos confirmados e 3.795.082 mortes. Mais de 160 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 11,86 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 85.081 estão em estado grave.

A Índia registrou mais 80.834 casos novos e 3.303 mortes neste sábado. É o segundo país em número absoluto de casos (29.439.989) e o terceiro em mortes (370.384).

Os Estados Unidos tiveram mais um dia com queda no número de casos novos (8.314) e de mortes (170). A média de casos novos dos últimos sete dias caiu 31% para 14.464 e a de mortes 20% para 385. O país têm o maior número de casos (33.457.398) e de mortes (599.680).

Mais de 2,385 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 880 milhões na China; cerca de 316 milhões nos EUA; cerca de 300 milhões na União Europeia; 253,2 na Índia; mais de 78 milhões no Brasil, onde 54,4 milhões receberam a primeira dose e 23,6 milhões (11,08% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização; e 70 milhões no Reino Unido.

Hoje na História do Mundo: 12 de Junho

    Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, os rebeldes liderados por Emilio Aguinaldo proclamaram a independência das Filipinas depois de 300 anos de colonização do Império Espanhol, mas os Estados Unidos promoveram a independência de Cuba e anexaram as Filipinas e Porto Rico ao vencer a Espanha. 

A ocupação das Filipinas pelos espanhóis foi a primeira violação do Tratado de Tordesilhas, antes de Portugal avançar na América para conquistar a Amazônia, o Mato Grosso e a maior parte do que é hoje o Sul do Brasil.

    Em 1987, o presidente americano Ronald Reagan desafiou o líder soviético Mikhail Gorbachev a derrubar o Muro de Berlim. Diante do muro, em discurso em Berlim Ocidental, pediu a queda do muro construído pelo regime comunista da Alemanha Oriental na noite de 12 para 13 de agosto de 1961.

No fim da Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas ocuparam a Alemanha. A parte tomada pelos EUA, a França e o Reino Unido formaram a Alemanha Ocidental, capitalista e democrática. A União Soviética impôs o stalinismo aos países da Europa Oriental e transformou sua parte da Alemanha em Alemanha Oriental.

Com o desenvolvimento do lado ocidental e a estagnação e repressão do lado oriental, os alemães-orientais começaram a "votar com os pés", fugindo para a Alemanha Ocidental. Durante décadas, o Muro de Berlim foi a cicatriz viva da Guerra Fria. Em 9 de novembro de 1989, em meio às revoluções liberais na Europa Oriental, permitidas pela abertura democrática de Gorbachev no Bloco Soviético, o muro foi aberto e depois demolido. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha foi reunificada.

    Em 2016, um terrorista atacou a boate gay Pulse, na cidade de Orlando, na Flórida, com uma arma de guerra matando 49 pessoas. Na época, foi a pior matança da história dos EUA. Omar Mateen, de 29 anos, era muçulmano e alegou agir em nome da organização terrorista Estado Islâmico. Ele foi cercad0, baleado e morto pela polícia.

    Em 2017, o estudante americano Otto Wambier, de 22 anos, preso um ano e cinco meses antes na Coreia do Norte, foi devolvido aos EUA em estado de coma. Ele morreu dias depois. Wambier fazia uma excursão à Coreia do Norte. Foi detido por roubar um cartaz de propaganda no corredor de um hotel. Num julgamento de apenas uma hora, foi condenado pelo regime comunista norte-coreano a 15 anos de trabalhos forçados.

Quando Wambier entrou em coma por causa da tortura, a Coreia do Norte entrou em contato com os EUA. De volta aos EUA, ele foi hospitalizado no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no estado de Ohio. Exames de imagem mostraram grandes lesões no cérebro. Os norte-coreanos alegaram que ele havia contraído botulismo e tomado remédios para dormir. Uma semana depois, Otto Wambier morreu. Um mês depois da morte, os americanos foram proibidos de viajar à Coreia do Norte.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Média diária de mortes por covid-19 no Brasil é a maior em 20 dias

 Com mais 2.215 mortes e 86.061 casos novos notificados nesta-feira, o Brasil chegou a 17.301.220 casos confirmados e 484.350 óbitos pela doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 1.912. É a maior em 20 dias, com alta de 4% em duas semanas. A média de casos novos está em 65.609, com alta de 8% em duas semanas. Ambas apresentam tendência de estabilidade em níveis elevados.

No mundo, já são 175.381.232 casos confirmados e 3.787.275 mortes. Cerca de 160 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 11,9 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 84.112 estão em estado gravee.

A Índia registrou o menor número de casos novos em 70 dias (84.332) e 4.002 mortes nas últimas 24 horas. O país soma 29.359.155 casos confirmados e 367.081 mortes.

Os Estados Unidos notificaram mais 26.076 casos e 730 mortes nesta sexta-feira, bem acima dos números dos últimos dias. A médias diária de casos em sete dias caiu 33% em duas semanas para 14.722 e a de mortes em 19% para 414. O país teve agora 33.437.749 casos confirmados e 599.180 mortes.

Mais de 2,341 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 860 milhões na China; 314,9 milhões nos EUA, onde 172,8 milhões tomaram a primeira dose e 142,1 milhões (42,9% da população americana) estão plenamente vacinados; 295 milhões na União Europeia; 246 milhões na Índia; e 77,4 milhões no Brasil, onde 53,8 milhões receberam a primeira dose e 23,6 milhões (11,1% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 11 de Junho

    Em 1509, Henrique VIII, da Inglaterra, casa a primeira de suas seis mulheres, Catarina de Aragão, filha dos reis católicos Fernando e Isabel. Henrique VIII era filho de Henrique VII, que ascendera ao trono depois de derrotar Ricardo III na Batalha de Bosworth, em 1485, no fim da Guerra das Duas Rosas (1455-87). Queria um filho homem para herdar o trono e acabar com as guerras de príncipes pretendentes à coroa.

Como Catarina teve uma filha mulher, Maria I, Henrique VIII se divorciou para casar com Ana Bolena. Para isso, fez a reforma protestante na Inglaterra. Ana Bolena lhe deu outra filha, Elizabeth I, a rainha mais poderosa da história do país.

A terceira mulher, Jane Seymour, teve um filho homem. Mas Eduardo VI era fraco e morreu antes de completar 16 anos, depois de 6 anos no trono. Maria I e Elizabeth I disputaram o trono, numa guerra civil entre católicos e protestantes.

    Em 1963, por ordem do presidente John Kennedy, a Guarda Nacional rompe o bloqueio imposto pelo governador George Wallace na Universidade do Alabama em Tuscaloosa e garante o acesso de dois jovens negros, James Hood e Vivian Malone.

Wallace, um dos mais notórios racistas da história dos Estados Unidos foi eleito em 1962 com uma plataforma claramente racista: "Segragação agora! Segregação amanhã! Segregação para sempre!"

A Suprema Corte havia decidido em 1954 que a segregação era inconstitucional. Kennedy estava determinado a aplicar a decisão. Em 10 de junho, federalizou a Guarda Nacional do Alabama.

    Em 1967, termina a Guerra dos Seis Dias com ampla vitória de Israel sobre o Egito, a Síria e a Jordânia, e a ocupação da Península do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e das Colinas do Golã. Cessaram as hostilidades, mas este é um conflito que existe até hoje com a questão dos territórios árabes ocupados.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Brasil chega a 482 mil mortes e Bolsonaro quer dispensar uso de máscara

Nesta quinta-feira, foram registradas mais 2.344 mortes e 89.802 casos novos da doença do coronavírus de 2019. O total de casos confirmados no Brasil chegou a 17.215.159. As mortes acabaram com 482.135 vidas. As unidades de terapia intensiva de 20 estados e do Distrito Federal têm mais de 80% de ocupação. Qual a preocupação do presidente Jair Bolsonaro? Dispensar o uso de máscaras.

A média diária de mortes dos últimos sete dias teve uma pequena queda para 1.764. Baixou 2% em duas semanas, o que indica estabilidade

No mundo inteiro, são 174.893.444 casos confirmados e 3.774.138 mortes. Cerca de 159 milhões de pacientes se recuperam, pouco menos de 12 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 84.602 estão em estado grave.

A Índia registrou mais 91.402 contaminações e 3.403 mortes em 24 horas, elevando o total para 29.274.823 casos confirmados e o de mortes para 363.079. O país é o principal foco da pandemia no momento, mas o pico da segunda onda passou.

Os Estados Unidos notificaram 11.882 casos e 412 mortes nesta quinta-feira. As médias diárias em sete dias caíram 42% em duas semanas para 13.412 casos novos e em 22% no mesmo período para 387 mortes. Há 21.222 pacientes hospitalizados por covid-19 no país, 23% a menos do que duas semanas atrás.

Mais do que 2,307 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 840 milhões na China (se é que dá para confiar nas estatísticas chinesas; 314 milhões nos EUA, onde 172,4 milhões tomara a primeira dose e 141,6 milhões (42,7% da população americana) estão plenamente vacinados, mas o ritmo da vacinação diminuiu e há uma falsa sensação de que a pandemia passou.

Mais de 290 milhões de doses foram aplicadas na União Europeia, inclusive 54,2 milhões na Alemanha, 40 milhões na França e 38,2 milhões na Itália. Cerca de 246 milhões de doses foram aplicadas na Índia; 76,3 milhões no Brasil, onde 52,8 milhões tomaram a primeira dose e 23,5 milhões (11% da população brasileira) receberam as duas doses necessárias à imunização; e 70 milhões do Reino Unidos.

Os países ricos do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) prometeram fornecer 1 bilhão de doses de vacinas aos países pobres dentro de um ano. É a geopolítica das vacinas. A China já vendeu ou distribui 300 milhões de doses. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 10 de Junho

    Em 1940, nove meses depois do início da Segunda Guerra Mundial, o ditador italiano Benito Mussolini declarou guerra ao Reino Unido e à França, esta última ocupada desde maio daquele ano pela Alemanha nazista, aliada da Itália.

    Em 1752, Benjamin Franklin, um dos fundadores dos Estados Unidos, inventor do para-raios, empinou um papagaio (pandorga) durante uma tempestade para provar a ligação entre os raios e a eletricidade.

Alberto Fernández reforça o complexo argentino de Nova Zelândia

 Ao dizer que os mexicanos descendem dos índios, os brasileiros vieram da selva e os argentinos chegaram de barco, citando erradamente o intelectual mexicano Octavio Paz, o presidente Alberto Fernández reforça o que um embaixador chamou de Complexo de Nova Zelândia (ou Austrália). É da música Chegamos nos barcos, do compositor argentino Lito Nebbia.

 Por causa da riqueza que tinham no início do século passado e de uma população majoritariamente branca, a elite argentina se vê como uma ilha branca e europeia perdida nos mares do Sul, cercada por um oceano de negros, índios e mestiços. 

 O racismo de Fernández, um peronista moderado que chegou ao poder indicado pela ex-presidente e atual vice-presidente Cristina Kirchner, ignora a Argentina de Mercedes Sosa, a cantora de voz inigualável que tinha claramente traços indígenas, assim como Diego Armando Maradona, e que os negros eram 30% a 40% da população de Buenos Aires no século passado. Esquece que os espanhóis também chegaram de navio ao México, com pólvora, cavalos e pestes que destruíram o Império Asteca, e rebatizaram o país como Vice-Reino da Nova Espanha.

 O presidente Domingo Faustino Sarmiento, feroz na sua crítica ao caudilhismo de Juan Manuel de Rosas no livro Facundo, incentivou a imigração europeia para branquear a população e é acusado de promover um "genocídio camuflado".

 Sarmiento segregou a população negra, dizimada por doenças como a cólera e a febre amarela, além de servir de bucha de canhão na Guerra do Paraguai e na "conquista do deserto", a campanha militar para assumir o controle do Sul do país, povoado por indígenas. A palavra deserto sugere que eram terras despovoadas. 

 O tango, a marca registrada da cultura argentina, teria origem africana e mestiça, com raízes no reino africano do Kongo. Era desprezado como inferior pela elite portenha até fazer sucesso em Paris. A palavra sol na língua kikongo é ntango. O poeta, compositor e trovador negro Gabino Ezeiza foi uma espécie de tutor de Carlos Gardel, um dos maiores ícones da cultura argentina. Inseriu a milonga no meio de suas trovas. 

 No censo de 2010, pouco menos de 150 mil argentinos (0,37% da população) se identificaram como negros. Eles enfrentam discriminação. Têm grande dificuldade de serem reconhecidos como argentinos. 

 A declaração de Fernández não ajuda em nada a integração latino-americana no momento em que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, querem esvaziar o Mercosul fazendo acordos comerciais fora do bloco.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Pedro Castillo é o presidente eleito do Peru

A apuração ainda não terminou, mas o professor e sindicalista José Pedro Castillo, que nunca ocupou um cargo eletivo, já é matematicamente o presidente eleito do Peru. Com 99,998% das urnas apuradas, Castillo, do partido de extrema esquerda Peru Livre, tem 8.787.891 votos (50,2% dos votos válidos) contra 8.714.822 (49,8%) da ex-deputada de extrema direita Keiko Fujimori, da Força Popular. É uma diferença de 73.069.

Diante da derrota iminente, há dois dias Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, preso por corrupção e violações de direitos humanos, fala em "fraude maciça" sem apresentar qualquer prova. Ela ganhou na Grande Lima e no litoral, as regiões mais ricas do Peru e saiu na frente no início da apuração.

Castillo passou à frente na manhã de segunda-feira, quando entraram os resultados das zonas eleitorais mais distantes da Cordilheira dos Andes e da Floresta Amazônia, do Peru profundo, de maioria indígena e mestiça. Será o primeiro presidente que não veio da elite limenha.

A esperança de Keiko era um milhão de votos do exterior, onde ela venceu por 66% a 34%. Com o fim da apuração dos votos do exterior hoje de manhã, Castillo se declarou vencedor.

O presidente eleito é conservador nos costumes. É contra o casamento gay e o ensino de questões de gênero nas escolas. Em economia, está claramente à esquerda. Quer renegociar os contratos com as mineradoras e convocar uma Assembleia Constituinte para mudar a ordem econômica e aumentar a presença do Estado.

Sua vitória pode significar o fim das ambições presidenciais do fujimorismo. Será mais um teste para o pensamento econômico de esquerda na América Latina. Castillo recebeu um país que tem a maior taxa de mortalidade por covid-19 e sofreu uma queda de 11% no produto interno bruto no ano passado, com aumento da pobreza de 20% para 30%.

É a segunda eleição na América Latina em que se expressa uma revolta popular contra o fracasso do governo, do sistema político e do Estado no combate à pandemia, a exemplo da derrota da aliança de direita liderada pelo presidente Sebastián Piñera nas eleições para a Assembleia Constituinte no Chile. 

No caso peruano, as elites fracassaram. Os partidos tradicionais, que haviam sido destruídos pela ditadura de Fujimori, e os que surgiram depois foram repudiados. Houve um colapso do centro, Castillo foi uma surpresa no primeiro turno e dois extremistas disputaram o segundo turno.

As alegações de fraude de Keiko Fujimori indicam que a elite peruana não vai aceitar facilmente a vitória de Castillo. Keiko vai à Justiça e pedir a impugnação de urnas para tentar mudar o resultado. Sem maioria no Congresso unicameral, o novo presidente terá de negociar e de abrir mão de suas posições mais radicais. É fácil destituir um presidente no Peru. Foram quatro nos últimos quatro anos.

EUA comprarão 500 milhões de doses de vacinas para distribuir

Na geopolítica das vacinas, o presidente Joe Biden deve anunciar amanhã, na véspera do início da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), que os Estados Unidos vão comprar 500 milhões de doses da vacina da Pfizer contra o coronavírus de 2019 para doar a países de baixa renda nos próximos dois anos. É a concorrência com a diplomacia das vacinas da China.

Com mais 2.484 mortes e 86.854 casos novos de covid-19 notificados hoje, o Brasil chegou a 17.125.357 casos confirmados e 479.791 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu pelo terceiro dia seguido, para 1.727, mas caiu 2% em duas semanas. A média diária de contágios nos últimos sete dias ficou em 58.239, 8% abaixo de duas semanas atrás.

No mundo, já são 174.433.374 casos confirmados e 3.758.344 óbitos na pandemia. Mais de 158 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 12,47 milhões têm casos leves ou médios e 85.327 estão em estado grave.

A Índia registrou um novo recorde mundial de mortes num dia. Foram 6.148 mortes, mas o número foi inflado pela notificação com atraso de 3.951 óbitos no estado de Bihar. Pelo terceiro dia seguido, o número de casos novos ficou abaixo de 100 mil; foram 94.052. O total de casos confirmados (29.183.181) é o segundo maior do mundo, atrás dos EUA, e o de mortes (359.676), depois de EUA e Brasil.

De 3 de maio do ano passado a 5 e junho deste ano, a África do Sul teve um excesso de mortes por causas naturais estimado em 167 mil, das quais 84 mil em 2020, muito acima do número oficial de mortes por covid-19, que estava em 56.929.

Os EUA registraram hoje 15.048 casos novos e 373 mortes. A média diária de contágios nos últimos sete dias baixou 42% em duas semanas para 14.031. A média de mortes caiu 20% no mesmo período para 438. O país tem o maior número absoluto de casos confirmados (33.414.114) e de mortes (598.765).

Ambas estão nos menores números desde março do ano passado, quando a pandemia começou a se agravar no país, mas o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista americano, aconselha a acelerar a vacinação antes que a variante indiana se torne dominante, como aconteceu na Inglaterra, onde o contágio está em alta.

Mais de 2,27 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 820 milhões na China; 313, milhões nos EUA, onde 172,1 milhões tomaram a primeira dose e 141 milhões (42,53% da população americana) estão plenamente imunizados; cerca de 290 milhões na União Europeia; 237 milhões na Índia; 75,2 milhões no Brasil, onde 51,8 milhões receberam a primeira dose e 23,4 milhões (10,98% da população brasileira); e 69 milhões no Reino Unido. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 9 de Junho

    Em 1534, o navegador francês Jacques Cartier torna-se o primeiro europeu a encontrar o Rio São Lourenço, no que hoje é a província de Quebec, no Canadá. Cartier foi enviado pelo rei Francisco I, da França, para explorar a América do Norte em busca de riquezas naturais. O que hoje é o Canadá era considerada uma região inóspita e gelada. A descoberta de um vale fértil e quente perto do Golfo de São Laurenço estimulou o rei a mandar nova expedição exploradora no ano seguinte. Em 1535, Cartier foi até onde hoje fica a cidade de Montreal.

    Em 1954, num debate dramático, o advogado do Exército dos Estados Unidos Joseph Welch pergunta ao senador Joseph McCarthy, durante uma audiência sobre uma suposta infiltração comunista nas Forças Armadas: "O Sr. não tem senso de decência?" McCarthy ficara famoso ao denunciar, em fevereiro de 1950, a infiltração de "centenas de notórios comunistas no Departamento de Estado.

Sua campanha contra a Ameaça Vermelha, no início da Guerra Fria, denunciou a suposta infiltração comunista em todos os setores da vida pública dos EUA, do governo federal a Hollywood. A confrontação com Welch diante das câmeras da televisão, que transmitiam a audiência, foi a desmoralização final do macartismo.

    Em 1967, Israel captura a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas do Golã numa vitória esmagadora sobre o Egito, a Síria e a Jordânia na Guerra dos Seis Dias. A guerra terminaria no dia seguinte, mas a questão dos territórios árabes ocupados continua até hoje. É um dos principais obstáculos à paz entre árabes e israelenses.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Brasil passa de 17 milhões de casos em dia de 2.693 mortes

 Com o represamento de dados por causa do feriadão, o Brasil registrou hoje mais 2.693 mortes e 52.448 casos novos da doença do coronavírus de 2019. O total de casos no país chegou a 17.038.270, com 477.307 mortes. 

A média diária de mortes subiu nos últimos dois dias para 1.714, mas caiu 6% em duas semanas. A média diária de casos está em 58.955, com queda de 10% em duas semanas.

No mundo, houve pouco mais de 3 milhões de casos novos na semana passada, 15% a menos do que na semana anterior, e pouco mais de 73 mil mortes, 8% a menos do que na semana anterior. O total de casos confirmados está em 174.029.957, com 3.748.630 mortes. Cerca de 158 milhões de pessoas se recuperaram, mais de 12 milhões apresentam casos leves ou médios e 85.766 estão em estado grave.

Pelo segundo dia seguido depois de mais de dois meses, a Índia notificou menos de 100 mil contágios. Foram 92.596 casos novos e 2.219 mortes. A Índia tem o segundo maior número absoluto de casos (29.089.069) e o terceiro de mortes (353.528), depois de EUA e Brasil.

Os Estados Unidos registraram mais 15.110 contágios e 373 mortes nesta terça-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 42% em duas semanas para 14.036 e a de mortes baixou 20% para 438. O país soma o maior número de casos confirmados (33.390.562) e de mortes (598.323).

Mais de 2,24 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 800 milhões na China; 312,1 milhões nos EUA, onde 171,7 milhões receberam a primeira dose e 140,4 milhões (42,35% da população americana) estão plenamente vacinados; 285 milhões na União Europeia; 235 milhões na Índia; 74,2 milhões no Brasil, onde 50,9 milhões receberam a primeira dose e 23,3 milhões (10,9% da população brasileira) tomaram as doses necessárias à imunização; e 68,4 milhões no Reino Unido.

A União Europeia prepara seu passaporte da vacina. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 8 de Junho

    Em 632, o profeta Maomé morre em Medina nas braços de sua terceira mulher, Aicha, a favorita. Fundador do islamismo, foi um dos líderes políticos e religiosos mais importantes da história. Maomé teve origem humilde. Nasceu em Meca por volta do ano 570. Aos 25 anos, casou-se com uma viúva rica. Durante 15 anos, foi um simples mercador,

Numa caverna do Monte Hira, em 610, ele teve uma visão em que o anjo Gabriel falava com ele em nome de Deus e o orientava a criar a "verdadeira religião". Começa aí uma era 22 anos de revelações em que o anjo Gabriel dita para o profeta o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, que é considerado pelos fiéis como a palavra de Alá (Deus em árabe).

Maomé se considerava o último profeta da tradição judaico-cristã, o último profeta de Abraão, depois do próprio Abraão, de seus filhos Isaac e Ismael, de Davi, Moisés e Jesus. Ele usou a teologia das religiões anteriores para unir as tribos árabes, que viviam em estado de anarquia.

Por isso, desde sua origem, o islamismo tem um projeto político um modelo de sociedade que o cristianismo, nascido numa pequena província do grande Império Romano, não tinha. Quando convidaram Jesus para participar de uma revolta contra os impostos cobrados por Roma, ele disse: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." A frase sugere uma separação entre Igreja e Estado.

Sob ameaça de morte, em 21 de junho de 622, Maomé fugiu de Meca para Medina, onde chegou em 2 de julho. A Hégira, a fuga de Meca para Medina, é o marco inicial do islamismo. Em Medina, ele criou um Estado teocrático e começou a construir um império que, em menos de 100 anos, dominaria a Arábia, boa parte do Oriente Médio, o Norte da África e a Península Ibéria, invadida em 711. A expansão foi contida por Carlos Martel em 732 em Poitiers, hoje parte da França.

O islamismo é hoje a segunda maior religião do mundo, com 1,9 bilhão de seguidores, cerca de 25% da população mundial.

    Em 1874, morre no Novo México o cacique apache Cochise, da tribo chiricahua, que vivia na região do Deserto de Sonora, no Nordeste do México, no Arizona e no Novo México, que foram tomados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana. Ele resistiu à invasão dos europeus e liderou seu povo em guerras contra mexicanos e americanos. Ele nasceu em 1805 no Vice-Reino da Nova Espanha, que se tornaria independente como México.

    Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel ataca o navio de inteligência americano USS Liberty em águas internacionais diante da Faixa de Gaza. Como só tinha armamento leve, o Liberty tentou pedir ajuda pelo rádio, mas a Força Aérea de Israel bloqueou a transmissão. Depois, o Liberty conseguiu contato com o Saratoga, que enviou um esquadrão aéreo com 12 caças-bombardeiros. Ao saber da operação, o secretário da Defesa, Robert McNamara, mandou suspender a resposta americana.

Depois do bombardeio aéreos, lanchas torpedeiras atacaram o Liberty. Em duas horas de ataque, 34 americanos morreram e outros 171 saíram feridos. Israel pediu desculpas, afirmando ter confundido o Liberty com um navio egípcio. Sobreviventes americanos duvidaram da versão israelenses por entender que sofreram o ataque para encobrir a conquista por Israel das Colinas do Golã, da Síria.

    Em 1968, James Earl Ray, assassino do líder do movimento pelos direitos civis dos negros americanos, Martin Luther King Jr., é preso em Londres, na Inglaterra. Luther King foi morto por um atirador quando estava na varanda de seu quarto no Hotel Lorraine, em Memphis, no Tennessee, em 4 de abril daquele ano. 

Na mesma noite, a polícia encontrou a arma do crime, uma espingarda de caça. A perícia na arma, com impressões digitais, e depoimentos de testemunhas levaram a Ray, um condenado por assalto à mão armada que havia fugido da prisão.

O FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, iniciou uma grande caçada ao fugitivo e descobriu que ele havia conseguido um passaporte canadense falso. A polícia britânica, a Scotland Yard prendeu Ray num aeroporto de Londres.

Ray pretendia ir para a Bélgica e da lá para a Rodésia, hoje Zimbábue, na época governado por um regime segregacionista da minoria branca semelhante ao apartheid da África do Sul. Extraditado para os Estados Unidos, confessou o crime para escapar da pena de morte na cadeira elétrica e foi condenado a 99 anos de cadeia. Morreu em 1998.

    Em 1972, a deputada Shirley Chisholm, primeira mulher negra eleita para o Congresso dos EUA, visita no hospital o então governador do Alabama, George Wallace, talvez o maior segregacionista da história recente do país, que se recuperava de uma tentativa de assassinato. Ambos disputavam a candidatura do Partido Democrata à Casa Branca.

Wallace fora eleito com uma plataforma que prometia "segregação agora, segregação amanhã, segregação para sempre". Em 1963, foi pessoalmente impedir o acesso de negros à Universidade do Alabama. Como candidato de um terceiro partido à Casa Branca, ganhou em cinco estados do sul prometendo acabar com as iniciativas do governo federal para acabar com a segregação racial.

Chisholm queria abrir espaço para a mulher negra e acreditava nunca ter sido levada a sério pelo partido. Wallace estava na luta até ser baleado cinco vezes em Laurel, no estado de Maryland, em 15 de maio de 1972, o que o deixou paralítico.

Castillo passa à frente e Keiko denuncia fraude no Peru

 Com 96,34% das urnas escrutinadas, o candidato de extrema esquerda Pedro Castillo, do partido Peru Livre, lidera a apuração do segundo da eleição presidencial no Peru com uma vantagem de menos de 100 mil sobre a ultradireitista Keiko Fujimori, da Força Popular. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), preso por corrupção e violações dos direitos humanos.

Na última atualização, pouco depois de meia noite em Lima, duas da madrugada em Brasília, o professor Castillo tinha 50,287% dos votos válidos contra 49,713% para a ex-deputada Fujimori, que perdeu as duas eleições presidenciais anteriores, para Ollanta Humala (2011-16) em 2011 e Pedro Pablo Kuczynski (2016-18) em 2016.

Como tantas vezes na América Latina, observa a revista inglesa The Economist, é uma eleição da direita contra a esquerda, da cidade contra o campo.

Keiko recebeu a maioria dos votos na região metropolitana de Lima e no litoral, onde a apuração manual dos votos impressos foi mais rápida. Com a entrada dos votos da Cordilheira dos Andes e da Floresta Amazônica, Castillo, um professor e sindicalista, tomou a dianteira no fim da manhã de segunda-feira e ampliou a vantagem desde então.

A esperança de Keiko está nos votos no exterior, onde ela lidera com 63%, mas ainda faltam votos e regiões onde Castillo tem ampla maioria. Diante da derrota iminente, ela alegou que houve uma fraude maciça, sem qualquer prova concreta.

A se confirmar a vitória de Castillo, será a primeira de um representante do interior, do Peru profundo, sobre a elite limenha. Alberto Fujimori, pai de Keiko, não é de origem europeia, mas também saiu do extrato superior da sociedade peruana e percorreu o interior vestido de índio para derrotar em 1990 o escritor Mario Vargas Llosa, representante da elite urbana europeizada.

O Peru foi um dos países latino-americanos que mais cresceram neste século, principalmente por causa das exportações para a China. A pobreza diminuiu, mas a riqueza continuou concentrada na elite limenha. No momento, além da crise política crônica que levou todos os presidentes deste século a serem investigados por corrupção, por receber propina da construtora brasileira Odebrecht, o Peru tem a maior taxa de mortalidade da covid-19 no mundo.

A economia peruana recuou 11% com a pandemia. O desemprego atinge 15% da população economicamente ativa. A informalidade é enorme. Isto agravou a pandemia, porque as pessoas tinham de trabalhar. A pobreza subiu de 20% para 30%. 

Se Castillo vencer, a política econômica deve sofrer uma guinada do neoliberalismo para uma maior intervenção estatal, o que pode provocar fuga de capital. Com o país literalmente dividido, também há risco de violência política.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Copa América da pandemia terá testes de covid-19 e equipes isoladas em hotéis

 Mais 1.119 mortes e 39.712 casos novos da doença do coronavírus de 2019 foram notificadas hoje. O total chegou a 16.985.812 casos confirmados e 474.614 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu um pouco para 1.664, mas caiu 9% em duas semanas e está em estabilidade há 20 dias. A média diária de casos ficou em 62.591, com queda de 5% em duas semanas.

A Copa América será realizada sem todos os jogadores vacinados, admitiu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Eles serão testados a cada 48 horas e só poderão sair do hotel para jogar. Alguns países, como a Argentina, pretendem vir nos dias de jogos e voltar logo depois, sem se hospedar no Brasil.

 No mundo, já são 173.643.612 casos confirmados e 3.737.523 mortes. Cerca de 157,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 12,2 milhões apresentam casos leves ou médios e 86.518 estão em estado grave. A taxa de letalidade dos casos encerrados está há meses em 2%.

Pela primeira vez em dois meses, desde que um segunda onda de contaminação atingiu a Índia, o país registrou menos de 100 mil casos novos num dia. Hoje, foram 86.498, o menor número desde 6 de abril, e 2.123 mortes. A Índia tem o segundo maior número absoluto de casos confirmados (28.996.473) e o terceiro de mortes (351.309).

Os Estados Unidos notificaram mais 13.707 casos novos e 305 mortes. A média diária de casos dos últimos sete dias caiu 39% para 15.091 e a de mortes 19% para 459. Os EUA têm o maior número absoluto de casos confirmados (33.378.148) e de mortes (597.952).

Mais de 2,208 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 785 milhões na China; 311 milhões nos EUA, onde 171,3 milhões tomaram a primeira dose e 139,7 milhões (42% da população americana) estão plenamente imunizados; mais de 280 milhões na União Europeia; 232,7 milhões na Índia; 72,6 milhões no Brasil, onde 49,6 milhões receberam a primeira dose e 23 milhões tomaram as duas doses necessárias à imunização com as vacinas disponíveis aqui; e 68 milhões no Reino Unido. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 7 de Junho

    Em 1863, o futuro herói da independência da Índia, o jovem advogado Mohandas Gandhi realizou, na África do Sul, seu primeiro ato de desobediência civil, recusando-se a cumprir as regras de segregação racial. Ele foi jogado para fora de um vagão de trem de primeira classe. Gandhi nasceu na Índia, a época uma colônia do Império Britânico, e foi educado na Inglaterra. 

Em 1893, formado em direito, conseguiu um contrato de um ano na África do Sul, onde defendeu os direitos dos trabalhadores indianos. Em 1906, sob a inspiração das ideias do naturalista americano Henry David Thoreau, cujas ideias conheceu através do escritor russo Leon Tolstoy, organizou a primeira campanha de satyagraha, a desobediência civil. Thoreau criara o conceito ao se negar a pagar impostos durante a Guerra Mexicano Americana (1846-48), quando os EUA tomaram a metade do território do México.

Ao voltar à Índia, em 1914, Gandhi se dedicou à espiritualidade. Na Primeira Guerra Mundial (1914-18), apoiou o Reino Unido, mas, em 1919, lançou uma campanha de desobediência civil contra o serviço militar obrigatório dos indianos. Isto o tornou líder do movimento pacífico pela independência da Índia, conquistada em 1947, com a divisão do país em Índia, de maioria hindu, e Paquistão, de maioria muçulmana.

Mais de 2 milhões de pessoas morreram na divisão do país. Índia e Paquistão entraram em guerra por causa da região da Caxemira, de maioria muçulmana, cujo governador imperial aderiu à Índia. Em 30 de janeiro de 1948, o Mahatma (Grande Alma) Gandhi foi assassinado pelo extremista hindu Nathuram Godse, membro da organização paramilitar Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), à qual pertenceu o atual primeiro-ministro da extrema direita da Índia, Narendra Modi.

    Em 1866, o cacique Seattle morre perto da cidade fundada 13 anos antes e batizada com seu nome, no que é hoje o estado de Washington, no Noroeste dos EUA. Seattle nasceu por volta de 1870. Era chefe das tribos duwamish e suquamish, que vivam na costa do Oceano Pacífico num lugar hoje chamado de Enseada Puget.

Com a Marcha para o Oeste, no início dos anos 1850, os americanos de origem europeia começaram a chegar à região e foram bem recebidos. Em 1853, vários colonos decidiram fundar uma cidade na Baía de Elliott e a chamaram de Seattle em homenagem ao cacique.

Nem todos os índios aceitaram o estabelecimento de colonos brancos na região. A guerra estourou em 1855, quando os índios do Vale do Rio Branco, ao sul de Seattle, atacaram a aldeia. Mesmo prevendo que o homem branco levaria seu povo à extinção, Seattle argumentou que a resistência só apressaria o fim dos indígenas. Em 1856, os índios concordaram e fizeram a paz.

    Em 1913, o missionário Hudson Stuck lidera a primeira escalada até o cume do Monte Denali, antigo Monte McKinley, no Alasca, a maior montanha da América do Norte, com 6.190 metros de altura. Stuck, um alpinista amador, nasceu em Londres. Depois de se mudar para os EUA, virou arquidiácono da Igreja Episcopal em Yukon. Em 1917, foi criado o Parque Nacional do Monte McKinley. Hoje, mais de mil alpinistas tentam a escalada a cada ano. Cerca de metade chega ao topo.

    Em 1939, Jorge VI se torna o primeiro rei da Inglaterra a visitar os EUA. Durante a viagem, o casal real pediu maior envolvimento americano na solução da crise da Europa, onde a Segunda Guerra Mundial começaria em 1º de setembro, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia.

Jorge VI era o segundo filho do rei Jorge V. Ascendeu ao trono depois que o irmão mais velho, Eduardo VIII, abdicou em 1936 para se casar com Wallis Simpson, uma americana divorciada. Com a morte de Jorge VI, ascendeu ao trono a atual rainha, Elizabeth II, em 1952.

    Em 1942, depois de quatro dias de combates, os Estados Unidos vencem o Japão na Batalha de Midway, uma batalha aeronaval. Seis meses depois do ataque japonês ao porto de Pearl Harbor, na ilha de Oahu, no Havaí, quartel-general da Frota do Oceano Pacífico dos EUA, a guerra no Pacífico começava a virar a favor dos americanos. Acabaria em agosto de 1945, com os bombardeios nucleares a Hiroxima e Nagasaki.

Keiko Fujimori lidera apuração do segundo turno no Peru

 Com pouco mais de 83% das urnas apuradas, a candidata direitista Keiko Fujimori, da aliança Força Popular, lidera a contagem dos votos no segundo turno da eleição presidencial no Peru com 51,2% contra 48,8% para o professor Pedro Castillo, de extrema esquerda, da aliança Peru Livre. São dois candidatos autoritários. Deve ganhar quem tiver menor rejeição. Falta contar os votos de zonas rurais e da selva, onde Castillo deve levar vantagem, e do exterior, onde Keiko vence com 63% até agora.

Ex-deputada pela região metropolitana de Lima, Keiko Sofía Fujimori Higuchi, de 45 anos, é filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), preso por corrupção e violações dos direitos humanos, a quem deve conceder indulto se for eleita. 

Em 2011 e 2016, Keiko Fujimori perdeu as eleições presidenciais no segundo turno por margens estreitas para Ollanta Humala (2011-16) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-18). Já esteve presa e está sendo processada por desdobramentos da Operação Lava Jato no Peru, em que todos os presidentes do século foram acusados de receber propina da construtora brasileira Odebrecht.

José Pedro Castillo, de 51 anos, um sindicalista e professor de origem indígena foi a grande surpresa do primeiro turno, superando os candidatos mais cotados. Ficou famoso por liderar uma greve nacional de professores em 2017. 

Conservador nos costumes, é contra a legalização do aborto, o casamento gay e o ensino da igualdade de gênero nas escolas. Na economia, Castillo tem uma plataforma radical de esquerda com propostas de convocar uma Assembleia Constituinte para superar a Constituição de 1993, do governo Alberto Fujimori, e renegociar os contratos com as mineradoras.

O duelo é visto como um sintoma das diferenças e desigualdades entre a capital, Lima, e o litoral, as regiões mais ricas, e o interior pobre do Peru, as regiões da Cordilheira dos Andes e da Floresta Amazônica.

domingo, 6 de junho de 2021

Brasil chega a 473 mil mortes por covid-19

 Mais 866 mortes e 44.114 casos novos da doença do coronavírus de 2019 foram registrados neste domingo. Nos fins de semana, com menos gente trabalhando nas secretarias estaduais de saúde, a notificação é menor. O total de casos confirmados passou para 16.946.100, com 473.495 óbitos.

A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu para 1.629, com baixa de 13% em duas semanas. A média diária de casos novos ficou em 61.912, 6% a menos do que duas semanas atrás. A morte está em alta em quatro estados: Acre, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Tocantins.

Esta pode ser mais uma semana agitada na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre a pandemia. Na terça-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve ser confrontado com as declarações do ex-ministro Eduardo Pazuello e dos outros depoentes das últimas duas semanas. Também terá de falar sobre os riscos da Copa América no Brasil.

Na quarta-feira, depois do jogo contra o Paraguai pelas eliminatórias da Copa do Mundo, os jogadores e a comissão técnica da seleção devem anunciar sua posição. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, afastado depois de acusação de assédio sexual, haveria prometido ao presidente Jair Bolsonaro demitir o técnico Tite e contratar Renato Gaúcho para seu lugar.

No mundo inteiro, já são 173.209.947 casos confirmados e 3.726.458 mortes. Mais de 156,5 milhões de pacientes se recuperaram, pouco menos de 13 milhões enfrentam casos leves ou médios e 87.133 estão em estado grave.

Neste domingo, a Índia, país mais atingido no momento, notificou o menor número de casos novos em 61 dias: 100.636. Mais 2.427 pessoas morreram. Ao todo, o país soma 28.909.975 casos confirmados e 349.186 mortes.

Sob o impacto da vacinação, os Estados Unidos registraram 5.848 casos novos e 252 mortes no domingo. A média diária de diagnósticos positivos em 7 dias caiu 45% em duas semanas para 13.895 e a de mortes em 23% para 436. Na região da Nova Inglaterra, o contágio diminuiu 60%. Os EUA têm o maior número de casos (33.362.535) e de mortes (597.628).

Mais de 2,175 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 777 milhões na China; mais de 310 milhões nos EUA, onde mais da metade da população recebeu pelo menos uma dose e 42% estão plenamente vacinados; 280 milhões na União Europeia; 231,3 milhões na Índia; e 71,9 milhões no Brasil, onde 49 milhões receberam a primeira dose e 22,9 milhões (10,75% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

A vacinação no Brasil segue em marcha lenta e mais ainda nos fins de semana.

Hoje na História do Mundo: 6 de Junho

    Em 1683, a Universidade de Oxford abre o Museu Ashmoleum, a primeiro de uma universidade. Durante a Restauração da monarquia, a partir de 1660, quando termina o breve período republicano da história da Inglaterra, Oxford era o centro da atividade científica no país. 

Em 1677, o biólogo Elias Ashmoleum doou sua coleção à universidade, que contratou o arquiteto Sir Christopher Wren, o mesmo da Catedral de São Paulo, em Londres, para construir o prédio. Inicialmente usado exclusivamente por alunos e professores, o museu foi aberto ao público em 1845. Tem hoje desde artefatos humanos de 500 mil anos atrás a obras de arte do século 20.

    Em 1918, começa a Batalha do Bosque de Belleau, a primeira importante com a participação de forças dos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18). Em maio, na sua terceira ofensiva naquele ano na Frente Ocidental, a Alemanha havia chegado a 72 quilômetros de Paris. Sob o comando do general John Pershing, os americanos, britânicos e franceses contiveram o avanço alemão na estrada Paris-Metz e lançaram uma contraofensiva para desalojar o inimigo do Bosque de Belleau.

Os EUA declararam guerra à Alemanha em 6 de abril de 1917, depois de vários ataques contra navios mercantes no Oceano Atlântico. Como não tinham tropas nem equipamentos militares na Europa, foram necessários meses para entrar em combate.

   Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), as forças aliadas invadem a região da Normandia, no Nordeste da França, sob o comando do general Dwight Eisenhower, na maior operação de assalto anfíbio da história. É o Dia D.

Antes de amanhecer, mais de 18 mil paraquedistas dos Estados Unidos e do Reino Unido haviam saltado como força de vanguarda do ataque. Os primeiros foram todos mortos. Cerca de 13 mil aviões deram cobertura aérea. Às seis e meia da manhã, começou o desembarque de 155 mil soldados para romper a Muralha do Atlântico, uma série de fortificações erguidas pela Alemanha nazista, que ocupara a França em maio de 1940.

Pouco mais de dois meses e meio depois, em 25 de agosto, Paris seria libertada. O ditador Adolf Hitler mandou o comandante militar alemão, Dietrich von Choltitz, destruir a capital da França. Nas suas memórias, Choltitz reivindica o crédito por poupar a cidade, mas talvez tenha perdido o controle da situação.

    Em 1966, James Meredith, o primeiro negro a entrar na Universidade do Mississípi, é baleado mortalmente no segundo dia da sua solitária Marcha contra o Medo. Meredith foi admitido pela universidade em 1962 e barrrado quando souberam sua cor. Recorreu à Justiça Federal. Mesmo assim, o governador tentou impedi-lo. Ele entrou na universidade escoltado pela polícia. O fato provocou protestos e choques em que dois estudantes morreram.

Quando Meredith foi morto, outros líderes do movimento negro como Martin Luther King Jr. e Stokely Carmichael apareceram para completar a Marcha contra o Medo. Durante a caminhada, Carmichael falou pela primeira vez em "poder negro", sua proposta na luta pelos direitos civis nos EUA.

    Em 1984, o Exército da Índia invade o Templo Dourado de Amritsar, depois de dois anos luta contra separatistas da seita sikhs, que sonham com a independência do Calistão, e mata pelo menos 500 rebeldes. Também morreram mais de 100 soldados, além de civis da seita sikh. O Exército ainda cercou guerrilheiros sikhs em cerca de 30 templos e santuários no estado do Punjab. O governo apresentou a operação como uma vitória definitiva sobre a revolta sikh.

O siquismo ou sikhismo é uma religião criada no século 15 por Guru Nanak. Combina elementos do hinduísmo e do islamismo, as duas religiões dominantes na Índia. Nos anos 1970, o Punjab tornou-se um dos estados mais prósperos da Índia, o que alimentou o sonho de autonomia. A luta arma pela independência para criar p Calistão, a terra os puros, começa em 1982.

Meses depois da invasão do lugar mais sagrado do siquismo, em 31 de outubro, dois guarda-costas sikhs mataram a primeira-ministra Indira Gandhi. Em retaliação, hindus mataram milhares de sikhs até que o filho e herdeiro político de Indira, o primeiro-ministro Rajiv Gandhi, mandou o Exército intervir para parar com a matança.

sábado, 5 de junho de 2021

G-7 decide impor imposto mínimo de 15% sobre multinacionais

 Com os governos endividados pelas medidas tomadas para enfrentar a doença do coronavírus de 2019, as potências industriais capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) anunciaram hoje em Londres a intenção de impor um imposto com alíquota mínima de 15% sobre empresas transnacionais e multinacionais, que têm fábricas em várias países e se aproveitam de regimes fiscais para pagar pouquíssimo.

"Os ministros das Finanças do G-7 assumiram o compromisso significativo e sem precedentes para chegar a uma alíquota de imposto global robusta de pelo menos 15%", declarou a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen. "Este imposto global mínimo vai evitar um nivelamento por baixo e garantir justiça para os trabalhadores e a classe média dos EUA e do resto do mundo."

Como os impostos seriam divididos entre todos os países onde as transnacionais e multinacionais têm sedes, os EUA abririam mão de parte dos impostos sobre os ganhos de suas empresas no exterior. Com certeza, a medida vai enfrentar resistência do Partido Republicano no Congresso dos EUA.

O acordo permite cobrar até 20% de imposto sobre os ganhos das maiores e mais rentáveis empresas multinacionais, com lucros acima de 10%. Isto inclui as gigantes do setor de alta tecnologia, como Amazon, Apple, Facebook, Google e Microsoft.

No Brasil, houve mais 1.661 mortes e 63.032 casos novos notificados neste sábado, o Brasil chegou hoje a 16.904.986 casos confirmados e 472.619 óbitos de covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou para 1.641, com queda de 14% em duas semanas. A média diária de casos novos em sete dias está em 61.997, com queda de 5% em duas semanas.

O total de casos confirmados no mundo subiu para 172.859.512, com 3.718.720 mortes. Mais de 156 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 13 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 87.594 estão em estado grave.

Na Índia, o número de casos novos caiu para 114.460 e as mortes foram 2.677, elevando o total no país para 28.809.339 casos confirmados e 346.759 mortes.

Neste sábado, foram registrados mais 10.436 diagnósticos positivos e 370 mortes nos EUA. Os casos novos caíram 45% em duas semanas para 14.123 num dia e as mortes 28% para 418 por dia. Os EUA somam mais casos confirmados (33.357.080) e mais mortes (597.377) do que qualquer outro país.

Mais de 2,14 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 765 milhões de doses na China; 309 milhões nos EUA; 280 milhões na União Europeia; 227,86 na Índia, onde 3,65 milhões de vacinas foram aplicadas num dia; 71,6 milhões no Brasil, onde mais de 48,7 milhões receberam a primeira dose e 22,9 milhões (10,75% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

Hoje na História do Mundo: 5 de junho

    Em 1933, o presidente Franklin Delano Roosevelt retirou os Estados Unidos do padrão-ouro, um sistema no qual a moeda americana era lastreada por ouro e tinha cotação fixa em ouro, depois que o Congresso aprovou uma resolução acabando com o direito dos credores de exigir pagamento em ouro.

   Em 1967, Israel toma a iniciativa na Guerra dos Seis Dias bombardeando e destruindo as forças áreas dos países árabes em terra. Com superioridade aérea, Israel derrotou os inimigos e ocupou a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, que pertenciam ao Egito; a Cisjordânia, inclusive o Leste de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

Foi a mais rápida e decisiva vitória de Israel, mas é uma guerra que não terminou até hoje. Em 1977, depois da derrota na Guerra do Yom Kippur, em 1973, o líder egípcio Anuar Sadat se afastou dos EUA e fez a paz com Israel dois anos depois para recuperar o Sinai. 

O movimento nacional palestino sonha em criar um país independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O processo de paz está estagnado desde 2014. Israel se retirou em 2005 da Faixa de Gaza, dominada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o que levou a várias guerras com Israel, mas amplia pouco a pouco a colonização da Cisjordânia para criar uma política de fato consumado. 

     Em 1968, o palestino Sirhan Bishara Sirhan baleia mortalmente o senador Robert Fitzgerald Kennedy, que acabara de ganhar a eleição primária da Califórnia e seria o candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. Bob Kennedy morreu no dia seguinte. Era herdeiro político do irmão, o presidente John Fitzgerald Kennedy, assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, no Texas.

Bob Kennedy foi ministro da Justiça do governo Kennedy. Membro do gabinete de guerra durante a Cris dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, foi uma das pombas que evitaram um conflito capaz de levar a uma guerra nuclear com a União Soviética.

1968 foi um ano sangrento na política dos EUA, marcado por ofensivas dos vietcongues na Guerra do Vietnã e violência política no país. O pastor Martin Luther King Jr., maior ativista dos direitos civis dos negros, havia sido morto em 4 de abril, em Memphis, no Tennessee, quando Bob Kennedy fez um discurso pregando a paz e a reconciliação.

    Em 1981, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA publica o primeiro relatório científica sobre a síndrome de deficiência imunológica adquirada (aids). Descrevia cinco casos de uma infecção pulmonar complicada em pacientes gays de Los Angeles sem outros problemas de saúde.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Brasil ultrapassa 470 mil mortes na pandemia

 Com mais 1.184 mortes e 40.852 casos novos da doença do coronavírus de 2019 notificados nesta sexta-feira, o Brasil chegou a 16.841.954 casos confirmados e 470.968 óbitos na pandemia. A média diária de mortes nos últimos sete dias caiu para 1.685, 12% abaixo de duas semanas atrás. A média diária de casos novos baixou para 64.185, com queda de 1% em duas semanas.

O total de casos confirmados no mundo chegou a 172.600.140, com 3.712.767 mortes. Cerca de 156 milhões de pacientes se recuperaram, 12,65 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 88.173 estão em estado grave.

Na Índia, foram mais 120.529 casos novos e 3.380 mortes nesta sexta-feira. Ao todo, o país soma 28.694.879 casos confirmados e 334.082 mortes.

Nos Estados Unidos, a um mês do feriado do Dia da Independência, em 4 de julho, foram registrados mais 16.511 casos novos e 546 mortes nesta sexta-feira. Por causa da vacinação, a média diária de casos caiu 47% em duas semanas para 14.272 e a média de mortes em 30% para 414 por dia. O país tem o maior número de casos confirmados (33.346.365) e de mortes (597.001).

Mais de 2,1 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 740 milhões na China; 307,2 milhões nos EUA, onde 169,7 milhões tomaram a primeira dose e 137,5 milhões (41,5% da população americana) estão plenamente imunizados; cerca de 275 milhões na União Europeia; 224,1 milhões na Índia; 71,26 milhões no Brasil, onde 48,46 milhões receberam a primeira dose e 22,8 milhões (10,7% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização; e 66,5 milhões no reino Unido. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 4 de junho

     Em 1919, o Congresso dos Estados Unidos aprova a Emenda Constitucional nº 19, dando o direito de voto às mulheres. O movimento das sufragettes ou sufragistas começara em julho de 1848, com uma reunião de 200 mulheres em Seneca Falls, no estado de Nova York. A Guerra da Secessão (1861-65), o conflito Norte-Sul em torno da abolição da escravatura, esvaziou o movimento. 

Quando os negros ganharam o direito de voto, com a aprovação da Emenda nº 15 durante a Reconstrução pós-Guerra Civil, em 3 e fevereiro de 1870, o movimento sufragista tentou conquistar o mesmo direito, mas a maioria republicana no Congresso foi contra.

    Em 1940, termina a Operação Dínamo, na Retirada de Dunquerque, das forças do Reino Unido, depois que a Alemanha nazista tomou a França durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Com os exércitos aliados cercados, desde 19 de maio, as Forças Expedicionárias Britânicas estudavam a possibilidade de uma retirada. A Operação Dínamo começa em 26 de maio.

    Em 1972, a ativista negra e comunista Angela Yvonne Davis, ex-professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, é absolvida das acusações de conspiração, sequestro e homicídio por um tribunal do júri de São José, na Califórnia. 

Angela Davis fora presa em Nova York em outubro de 1970 por causa de um tiroteio ocorrido num tribunal de São Rafael. Foi denunciada por supostamente fornecer a arma usada por Jonathan Jackson, que atacou o fórum para libertar três presos e tentar tomar reféns para soltar seu irmão, George Jackson, um radical do movimento negro.

Ela amiga de Jackson e fazia campanha pela libertação de prisioneiros negros. O julgamento começou em março de 1972, sob o olhar atento da mídia internacional, que via um evidente viés político no processo. Com a falta de evidências, Angela Davis, um ícone do movimento negro até hoje viva e atuante, foi inocentada. Em 1980, foi candidata a vice-presidente dos EUA pelo Partido Comunista. m 1991, se tornou professora de história da consciência da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 3 de junho

    Em 1937, o antigo rei Eduardo VIII, que abdicou por amar uma divorciada e se tornou Duque de Windsor, casou com a americana Wallis Warfield.

    Em 1965, Edward White se torna o primeiro astronauta americano a sair da nave e caminhar no espaço, depois do cosmonauta soviético Alexei Leonov. No início da corrida espacial, a União Soviética tomou a frente. Lançou o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 4 de outubro de 1957, e enviou o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961.

     Em 1989, começa o Massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, na China quando o Exército Popular de Libertação da China atacou um acampamento de estudantes e outros chineses que lutavam por liberdade e democracia. O movimento começou em 15 de abril, deflagrado pela morte do ex-secretário-geral do Partido Comunista Hu Yaobang e terminou com a queda do secretário-geral Zhao Ziyang, ambos a favor de reformas liberalizantes.

Durante uma reunião decisiva na casa do líder supremo do regime, Deng Xiaoping, o arquiteto das reformas que modernizaram a China e a transformaram em superpotência, Zhao disse que tinha 1,2 bilhão de pessoas a seu lado, toda a população do país.

Deng, cujo único cargo na época era presidente do Comitê Militar Central, respondeu: "Não tem, não, e eu tenho 3,2 milhões", o contingente do ELP. Com medo da dissolução do regime, Deng apoiou a linha-dura do primeiro-ministro Li Peng, que decretou lei marcial e mandou o Exército atacar a manifestação.

Hoje a China proibiu as manifestações em Hong Kong, que todos os anos fazia uma procissão luminosa em homenagem aos mortos. O número total é desconhecido, estimado entre centenas e 10 mil.

    Em 2017, terroristas muçulmanos mataram oito pessoas na Ponte de Londres. Depois de jogar uma caminhonete sobre pedestres na ponte e numa área de pedestres, os terroristas saíram armados de facas e atacaram pessoas que estavam na área.

Brasil está perto de 470 mil mortes na pandemia

 Com 2.082 mortes e 83.415 casos confirmados nesta quinta-feira, o Brasil chegou a 16.801.102 casos confirmados e 469.784 óbitos pela doença do coronavírus de 2021. A média diária de mortes dos últimos sete dias sofreu uma pequena queda para 1.862, 5% a menos do que duas semanas atrás. A média diária de contágios nos últimos sete dias subiu 1% em 14 dias para 65.713.

The Economist, a mais influente revista semanal de notícias do mundo, publicou reportagem de capa com o Cristo Redentor recebendo oxigênio. sob o título A década sombria do Brasil. Observa que o produto interno brasileiro está no nível de 2011 e comenta que poucos países caíram tanto

A revista acusa o presidente Jair Bolsonaro de querer destruir as instituições e conclama os brasileiros a se livrar dele por seu péssimo desempenho na pandemia, na economia e pela destruição da Floresta Amazônica. Mas adverte que os problemas do país vão muito além de um líder fracassado.

Uma nova crise estourou no início da noite, quando se soube de uma revolta dos jogadores e da comissão técnica da seleção brasileira de futebol contra a realização da Copa América no Brasil, a partir do 13, o que foi decidido pelo presidente Bolsonaro e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, que irritou os jogadores ao tratá-los como subordinados.

No mundo, já são 172.161.792 casos confirmados e 3.701.814 mortes. Cerca de 155,5 milhões de pacientes se recuperaram, 12,48 milhões apresentam casos leves ou médios e 89.420 estão em estado grave. A taxa de letalidade dos casos encerrados está em 2%.

Principal foco da pandemia, a Índia notificou mais 2.713 mortes e 132.364 casos novos. Ao todo, soma 28.574.350 casos confirmados e 340.719 mortes.

Os Estados Unidos registraram 19.115 casos novos e 614 mortes nesta quinta-feira. A média diária de contágios nos últimos sete dias diminuiu 48% para 15.037. É a menor desde março do ano passado. A média diária de mortes caiu 28% em duas semanas para 428 mortes. O país tem o maior número de casos confirmados (33.326.128) e o maior número de mortes (596.401).

Mais de 2,07 bilhões de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, só 1,7% na África. Foram 720 milhões na China; 305,7 milhões nos EUA, onde 169,1 milhões tomaram a primeira dose e 136,6 milhões (41,2% da população americana estão plenamente vacinados; cerca de 270 milhões na União Europeia; mais de 220 milhões na Índia; 70,46 milhões no Brasil, onde 47,72 milhões receberam a primeira dose e 22,74 milhões (10,68% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização; e mais de 65 milhões no Reino Unido.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Brasil tem maior número de casos num dia desde março

 Mais 2.390 mortes e 92.115 casos novos da doença do coronavírus de 2019 foram notificados hoje no Brasil. É o maior número de casos novos desde março. O total de casos confirmados está 16.717.687, com 467.702 mortes. Em pronunciamento na televisão, o presidente Jair Bolsonaro prometeu vacina para todos os brasileiros que quiserem até o fim do ano. No ritmo atual, será difícil cumprir a promessa. 

Ao depor na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre a pandemia, a médica infectologista Luana Araújo, rejeitada pelo núcleo mais sectário do bolsonarismo, demoliu os argumentos dos defensores do chamado tratamento precoce com cloroquina, azitromicina e ivermectina.

A média diária de mortes dos últimos sete dias sofreu um pequeno recuo para 1.868, com queda de 5% em duas semanas. A média diária de casos novos ficou em 63.178, 4% abaixo de duas semanas atrás.

Maio foi o terceiro pior mês da pandemia no Brasil, com mais de 59 mil mortes. O pior foi abril, com mais 92 mil mortes, e depois março, com pouco menos de 63 mil mortes

O total de casos confirmados no mundo 171.737.741, com 3.693.164 mortes. Cerca de 155 milhões de pacientes se recuperaram, 12,76 milhões apresentam sintomas leves ou médios e 89.935 estão em estado grave. Pela primeira vez desde março do ano passado, o Reino Unido não registrou nenhuma morte por covid-19.

Na Índia, principal foco da pandemia no momento, a segunda onda está em declínio, mas o contágio voltou a subir, para 134.154 casos novos nesta quarta-feira. Houve menos 320 mortes do que ontem. Foram 2.887. O país tem o segundo maior número de casos (28.441.986) e o terceiro maior de mortes (337.989), logo depois do Brasil.

Nos EUA, foram notificados mais 17.247 casos novos e 598 mortes. A média diária de casos nos últimos sete dias caiu 46% em duas semanas para 16.270 e a de mortes 35% para 397. Os EUA têm o maior número absoluto de casos (33.307.976) e de mortes (595.839).

Mais de 2 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 700 milhões na China; 304,9 milhões nos EUA, onde 168,7 milhões tomaram a primeira dose e 136,2 milhões (41,1% da população americana) estão plenamente vacinados; cerca de 262,6 milhões na União Europeia; mais de 220 milhões na Índia; 69,6 milhões no Brasil, onde mais de 47 milhões receberam a primeira dose e mais de 22,6 milhões (10,6% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias para a imunização. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 2 de Junho

     Em 1865, a rendição do general Edmund Kirby Smith, comandante das forças dos Estados Confederados do Sul a oeste do Rio Mississípi, marca o fim da Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana. Foi o último exército confederado a abandonar a luta. Era o fim da guerra mais mortal da história dos EUA, com um total de mortos estimado em 620 mil. Foi a única a matar mais do que a atual pandemia.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861, quando as forças do Sul, que era contra a abolição da escravatura e queria se separar da União, sob o comando do general Pierre Beauregard, bombardearam o Forte Sumter no porto Charleston, na Carolina do Sul. Durante 34 horas, 50 canhões e morteiros do Sul dispararam mais de 4 mil vezes contra o forte. No dia seguinte, o comandante nortista, major Robert Anderson, se rendeu.

Dois dias depois, o presidente Abraham Lincoln convocou 75 mil voluntários para deter a insurreição sulista.

    Em 1924, o Congresso aprovou a Lei de Cidadania Indígena, dando cidadania a todos os índios nascidos em território americano. Antes da Guerra da Secessão (1861-65), a cidadania era limitada a mestiços.

    Em 1953, Elizabeth II é coroada rainha do Reino Unido. Mais de mil dignatários e convidados assistiram à cerimônia de coroação na Abadia de Westminster, em Londres. Ao nascer, em 1926, Elizabeth era a primeira filha do príncipe Albert Frederick Arthur George, segundo filho do rei George V. Quando o rei morreu, em 1936, ascendeu ao trono o rei Eduardo VIII, que abdicou para se casar com Wallis Simpson, uma americana divorciada.

O pai de Elizabeth foi coroado como George VI, que reinou durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Reino Unido foi bombardeado impiedosamente. Elizabeth tornou-se a herdeira do trono. Seu reinado é o mais longo da história, superando os de Luís XIV, na França (1643-1715), e da rainha Vitória, na Inglaterra (1837-1901).

    Em 1954, o senador Joseph McCarthy denunciou a infiltração comunista na Agência Central de Inteligência (CIA) e na indústria nuclear dos Estados Unidos. As acusações foram logo desconsideradas como sensacionalismo barato.

McCarthy ficou conhecido em 1950, quando lançou sua cruzada contra a suposta infiltração esquerdista nos EUA alegando havia mais de 200 "notórios comunistas" no Departamento de Estado. Nos anos seguintes, estendeu sua campanha sobre a Ameaça Vermelha a todos os órgãos do governo dos EUA e a outros setores, como o cultural. Até Charles Chaplin, considerado o melhor ator da história do cinema, entrou nas suas listas negras.

Mesmo sem descobrir nenhum comunista enrustido, o macartismo provocou uma histeria anticomunista e a perseguição política de supostos esquerdistas. Em 1954, McCarthy estava marginalizado. Quando fazia acusações durante o governo democrata de Harry Truman (1945-53), os republicanos o usaram como arma política. Depois da vitória e posse de Dwight Eisenhower (1953-61), virou um estorvo para o Partido Republicano.

Com o seu poder desvanecendo, em 1954, McCarthy iniciou investigações sobre infiltração comunista no Exército dos EUA. Como as audiências eram televisionadas, pela primeira vez o povo americano viu o senador McCarthy em ação. Seu estilo agressivo e histérico desagradou.

Em uma última e desesperada tentativa de se reabilitar, McCarthy denunciou a infiltração na CIA, mas ninguém o levou a sério. O presidente Eisenhower, o secretário de Estado, John Foster Dulles, e o diretor-geral da CIA, Allen Dulles, irmão do secretário, rejeitaram as acusações como temerárias e sem fundamento.

    Em 1997, o terrorista de extrema direita Timothy McVeigh, ex-soldado do Exército dos EUA, é condenado por 15 acusações de assassinato e conspiração por causa do atentado com caminhão-bomba contra um prédio do governo federal na Cidade de Oklahoma em 19 de abril de 1995. A operação de resgate durou duas semanas. O total de mortos foi 168, inclusive 19 crianças pequenas que estavam na creche do edifício.

O ataque aconteceu dois anos depois de um ataque do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, contra a seita davidiana, em que morreram cerca de 80 pessoas. McVeigh foi condenado à morte e executado em junho de 2001.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Brasil chega a 465 mil mortes e Bolsonaro confirma Copa América

 As mortes pela doença do coronavírus de 2019 voltaram a superar 2 mil por dia. Com mais 2.346 óbitos e 77.898 casos novos, o Brasil chegou hoje a 16.625.572 casos confirmados e 465.312 mortes. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu um pouco, para 1.870. A média diária de contágios ficou em 61.370. Ambas registram pequenas quedas nas últimas duas semanas, com tendência de estabilidade em patamares elevados.

Apesar das críticas generalizadas e da oposição dos infectologistas, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que o Brasil vai sediar a Copa América, com início previsto para 13 de junho. Os jogos serão realizados no Rio de Janeiro, em Goiás, no Mato Grosso e no Distrito Federal.

No mundo, já são 171.196.260 casos confirmados e 3.565.444 mortes. Mais de 154 milhões de pacientes se recuperaram, pouco menos de 13,4 milhões enfrentam casos leves ou médios e 90.665 estão em estado grave. A taxa de letalidade dos casos encerrados está em 2%.

O Reino Unido não registrou mortes por covid-19 pela primeira vez desde março de 2020.

A Índia notificou mais 132.788 casos novos e 3.207 mortes nesta terça-feira. O contágio está em queda, depois de ficar dias acima de 300 mil diagnósticos positivos por dia, mas as mortes permanecem acima de 3 mil por dia. É o pior foco da pandemia no momento, o país com o maior número diário de mortes. Ao todo, tem o segundo maior número absoluto de casos confirmados (28.307.832) e o terceiro maior de óbitos (335.102), logo atrás do Brasil.

Os Estados Unidos registraram 22.260 contágios e 519 mortes. É o resultado da vacinação. Em duas semanas, a média diária de casos caiu 45% para 17.119 e a de mortes 44% para 356. O país tem o maior número de casos (33.303.277) e de mortes (595.207).

Mais de 2 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 680 milhões na China; 304,4 milhões nos EUA, onde 168,5 milhões tomaram a primeira dose e 135,9 milhões (41% da população americana) estão plenamente vacinados; mais de 240 milhões na União Europeia; mais de 218 milhões na Índia, que vacinou 2,4 milhões de pessoas num dia; e 68,6 milhões no Brasil, onde 46,2 milhões receberam a primeira dose e 22,4 milhões (10,52% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o uso emergencial da vacina chinesa CoronaVac, propôs a assinatura de um tratado para combater pandemia e pediu US$ 50 bilhões, mais de R$ 257 bilhões de reais, para vacinar 30% da população mundial até o fim do ano. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

    Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Milhares de judeus haviam sido mortos por gás centro de uma caminhonete no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia. 

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia foram mortos nestas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa, as vans e gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto, além de 1 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão com especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner. A transmissão foi da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia foi a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

Foi uma revolução. Até então, o noticiário na TV era dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentavam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chegou inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganhou prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se tornou obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.