terça-feira, 5 de agosto de 2014

Brasil só cresce mais que Argentina e Venezuela

O Brasil terá em 2014 o pior desempenho econômico da América Latina depois da Argentina e da Venezuela, que enfrentam crises profundas, previu ontem a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão das Nações Unidas.

A estimativa de crescimento do produto interno bruto brasileiro caiu de 2,3% para 1,4%, enquanto a previsão para a região como um todo caía de 2,7% para 2,2%. Também ontem, o boletim Focus, do Banco Central, com a média das avaliações dos analistas de mercado, reduziu a expectativa de expansão neste ano para 0,86%.

Se essa projeção for confirmada, o avanço médio no governo Dilma Rousseff será de apenas 1,7% ao ano, superior apenas aos governos de Floriano Peixoto, quando o país enfrentava revoltas contra a proclamação da república, e de Fernando Collor de Mello, afastado num processo de impeachment em 1992 numa época de inflação muito alta.

As maiores taxas de crescimento em 2014 na região são esperadas no Panamá (6,7%), na Bolívia (5,5%), seguidos de Colômbia, Equador, Nicarágua e República Dominicana, com 5%, prevê o relatório da Cepal.

As piores perspectivas econômicas são da Argentina, com alta de apenas 0,2%, que pode virar recessão por causa do novo calote na dívida pública, e na Venezuela, onde se espera um recuo de 0,5%.

Israel anuncia retirada da Faixa de Gaza

Poucos antes da entrada em vigor, às 8h de hoje pela hora local (2h em Brasília) de uma trégua humanitária de 72 horas, o Exército de Israel anunciou sua retirada da Faixa de Gaza, declarando ter cumprido a missão de destruir os túneis usados pelos militantes para invadir o território israelense.

A nona tentativa de trégua, respeitada nas primeiras horas, é a grande esperança de um cessar-fogo definitivo na guerra em que morreram mais de 1,8 mil palestinos, 80% civis pela estimativa da ONU, 64 soldados e três civis isralenses.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Israel e palestinos aceitam cessar-fogo, diz Egito

O governo do Egito acaba de anunciar que Israel, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outros grupos armados palestinos aceitaram uma proposta de uma trégua humanitária de 72 horas a partir das 8h de amanhã hora local (2h em Brasília), primeiro passo para um cessar-fogo definitivo na guerra que matou quase 2 mil pessoas desde 8 de julho de 2014.

Israel concordou há pouco. Os palestinos haviam aceito a trégua horas antes. Nenhuma atividade militar pode ser realizada durante o cessar-fogo, acrescentou o porta-voz egípcio, nem mesmo a destruição de túneis por Israel. Oito tréguas anteriores fracassaram.

Polícia dos EUA faz busca anal na guerra contra drogas

Se qualquer cidadão for submetido a uma situação semelhante, os responsáveis serão acusados de violência sexual e estupro. Mas as polícias do Novo México e de outros estados dos Estados Unidos fazem arbitrariamente buscas enfiando o dedo no ânus de suspeitos de posse de drogas, denuncia reportagem da Reason TV citada pelo jornal The Washington Post.

Nos últimos anos, dois inocentes "investigados" ilegalmente ganharam indenizações de US$ 1,6 milhão, no caso de David Eckart, e de US$ 900 mil para Timothy Young, que ainda recebeu um conta de US$ 614 do hospital pelo "procedimento". Como são os governos municipais que pagam as indenizações, a conta milionária da arbitrariedade policial fica para a comunidade.

Além do Novo México, houve casos nos estados de Massachusetts, Michigan, Texas e Wisconsin, acusa o jornalista Radley Balko, autor do livro A Militarização das Forças Policiais nos EUA, que tem um blogue no Post sobre direito penal, a guerra das drogas e as liberdades públicas.

Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, houve uma militarização da polícias, que compraram equipamentos de guerra desnecessários. Os métodos também se tornaram mais rigorosos, a ponto de Barack Obama ter denunciado explicitamente a tortura nas guerras de George W. Bush.

A busca anal, em princípio totalmente injustificada a não ser em aeroportos e fronteiras em casos excepcionais, pode ser feita com exames de imagem, sem invadir fisicamente o suspeito. Sem a guerra contra as drogas e a militarização da fronteira, esses abusos seriam coibidos.

Alemanha cancela cooperação militar com a Rússia

Por causa da intervenção russa na Ucrânia, a Alemanha suspendeu um amplo programa de cooperação para produzir equipamentos militares entre a empresa alemã Rheinmetall e a Rússia no valor de 100 milhões de euros, anunciou hoje o jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung.

O vice-primeiro-ministro e ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, retirou a autorização ao projeto de um centro de treinamento totalmente equipado para formação de soldados russos, revelou o jornal, dizendo ter tido acesso a documentos escritos sobre o cancelamento.

Para o governo alemão, a venda de armas à Rússia tornou-se indefensável depois da anexação da Crimeia e da rebelião insuflada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia. O centro de treinamento, que seria inaugurado neste ano em Mulino, no vale do Rio Volga, receberia por ano 30 mil soldados russos de unidade de infantaria e de blindados.

UE autoriza Portugal a salvar Banco do Espírito Santo

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), deu sinal verde ontem à noite para o Banco de Portugal intervir no Banco do Espírito Santo, o maior banco privado do país. A meta é evitar o contágio do sistema financeiro português, capaz de abalar a recuperação da crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro.

Ao anunciar no início de julho um prejuízo de 3,57 bilhões de euros no primeiro semestre de 2014, o BES semeou pânico e instabilidade, ressuscitando o fantasma da crise na Eurozona. Depois de rejeitar o resgate no primeiro momento, o governo português decidiu reinflar o BES com 4,9 bilhões de euros.

O dinheiro sairá dos 12 bilhões de euros destinados a salvar bancos no acordo feito por Portugal para receber uma ajuda de emergência da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE) no total de 78 bilhões de euros. Do pacote de ajuda aos bancos, restam 6,4 bilhões de euros.

Com a intervenção, a exemplo do que foi feito com alguns bancos brasileiros no início do Plano Real, o BES será dividido em dois. O Novo Banco, controlado pelo governo, ficará com os ativos, enquanto o antigo ficará com os prejuízos.

Chanceler de Israel quer controle da ONU em Gaza

O ministro do Exterior linha-dura de Israel, Avigdor Lieberman, defende a transferência do controle sobre a Faixa de Gaza para as Nações Unidas, a exemplo do que aconteceu na província do Kossovo depois da guerra de 1999.

Em reportagem do jornal conservador The Jerusalem Post, Lieberman declarou que só vê três opções para Gaza: a destruição do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), um acordo diplomático ou a manutenção da situação atual, que definiu como "um limbo sem fim" onde, na sua visão, de tempos em tempos, o Hamas inicia as hostilidades e Israel reage.

Nas duas primeiras hipóteses, a Faixa de Gaza seria governada pela ONU. Para defender sua proposta, Lieberman lembrou o que aconteceu depois da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Sérvia para conter o massacre da maioria albanesa no Kossovo: "Vimos um mandato da ONU que funcionou", disse ele. "Um país não pode viver sob o humor de uma organização terrorista. A meta é evitar ataques de foguetes e impedir o fortalecimento do Hamas."

Em Jerusalém, um israelense morreu hoje num atentado terrorista em que um trator foi jogado contra um carro e um ônibus.

Itália suspende projeto de submarino com Rússia

A Itália cancelou um acordo de cooperação com a Rússia para desenvolver um projeto conjunto de um pequeno submarino, o S1000, para deslocamento por pequenas distâncias, anunciou hoje a Comissão Industrial Militar russa.

"Os italianos decidiram não levar a projeto adiante", declarou um porta-voz russo à agência de notícias Interfax.

A suspensão do projeto é resultado das sanções econômicas e militares da União Europeia em protesto contra a intervenção militar da Rússia na Ucrânia.

domingo, 3 de agosto de 2014

Revolta na China deixa 96 mortos numa semana

A polícia da China matou 59 supostos extremistas muçulmanos e 37 civis na semana passada em conflitos na província de Xinjiang, no Nordeste do país, revelou hoje a agência oficial de notícias Nova China, depois de uma reunião de alto nível do Partido Comunista para discutir o conflito.

Pouco antes do amanhecer de 28 de julho de 2014, em uma série de ataques coordenados, os militantes atacaram civis, automóveis e prédios públicos em duas cidades da província, onde extremistas muçulmanos da minoria étnica uigur lutam pela independência do Turquestão Oriental.

O governo chinês descreveu os ataques como "terrorismo" e os atribuiu a "intervenção estrangeira". A reportagem afirma que os rebeldes do Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental abriram faixas e cartazes declarando uma "guerra santa" (jihad). Eles fecharam cruzamentos e atacaram civis que não quiseram aderir à manifestação por medo da repressão das autoridades chinesas.

Como no Tibete, os uigures acusam o regime comunista chinês de adotar políticas de assimilação cultural, com migrações forçadas de chineses da maioria hã para destruir a cultura local e eliminar dissidências.

Israel inicia retirada da Faixa de Gaza

Antes mesmo de anunciar que não participaria das negociações de cessar-fogo no Cairo, acusando o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de violar as tréguas anteriores, o Exército de Israel começou a se retirar da Faixa de Gaza. Ainda realiza operações militares em algumas áreas, mas a maioria das tropas que participaram da ofensiva terrestre nos últimos 18 dias já deixou o território.

Hoje mais uma escola usada como abrigo foi atingida por Israel, matando pelo menos dez palestinos. Ao todo, foram 71 palestinos mortos neste domingo. Em nota do Departamento de Estado, os Estados Unidos acusaram Israel de não tomar as precauções necessárias para evitar mortes de civis. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, descreveu o ataque como "um crime" e fez um apelo ao "fim dessa loucura".

Pelo menos 80 foguetes palestinos foram disparados hoje contra Israel. Se os ataques de foguetes e morteiros palestinos não pararem, Israel ameaça intensificar os bombardeios aéreos enquanto retira as forças terrestres. A retirada não significa o fim do conflito.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a invasão sob o argumento da "desmilitarização" de Gaza, com a destruição das bases de lançamento de foguetes e de túneis usados para invadir Israel. Ele declarou que a operação militar continua, mas o governo já teria se decidido por uma retirada unilateral.

As tropas israelenses saíram de Beit Lahiya, no Norte da Faixa de Gaza; e de Khan Younis, no Centro do território. Estão concentradas do outro lado da fronteira para voltar a entrar em ação, se necessário. Também foi criado um perímetro de segurança dentro do território para evitar ataques de militantes palestinos durante a retirada.

Hoje as ações militares prosseguiam em Beit Hanoun, no Norte da Faixa de Gaza; e Rafá, no Sul, junto à fronteira com o Egito, onde os soldados de Israel estariam destruindo mais um túnel. Estima-se que o Hamas tenho gasto US$ 90 milhões no território miserável para construir os túneis.

Mais de 1,8 mil palestinos morreram e outros 9 mil foram feridos até agora na Operação Margem Protetora. Cerca de 80% dos mortos eram civis e 20% crianças. Mais de 10 mil casas, sete escolas e a única usina geradora de energia elétrica da Faixa de Gaza foram destruídas.

Do lado israelense, foram mortos quatro civis e 64 soldados, mais do que nas operações militares anteriores contra o Hamas, em 2008-9 e em 2012. As principais cidades israelenses vivem sob o medo dos foguetes palestinos, sempre atentas às sirenes para correr para os abrigos antiaéreos.

sábado, 2 de agosto de 2014

Explosão em fábrica deixa 68 mortos na China

O presidente da China, Xi Jinping, pediu hoje a abertura de inquérito sobre a explosão de uma fábrica na província de Jiangsu, que matou 68 trabalhadores e feriu outros 150, informou a agência oficial de notícias de Nova China.

Dois diretores da Kunshan Zhongron Produtos de Metal foram presos. O primeiro-ministro Li Keqiang pediu a adoção de novas medidas de segurança para evitar acidentes deste tipo.

Israel boicota negociação de cessar fogo

Israel indicou hoje que pode desescalar unilateralmente o conflito com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e anunciou que não vai participar das negociações de cessar fogo no Cairo, noticiou a agência Reuters.

Em reação ao boicote israelense do diálogo no Cairo, um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, declarou que qualquer cessar-fogo na Faixa de Gaza terá de ser obtido "em nossos termos".

O total de palestinos mortos chegou hoje a 1.669.

Israel intensificou as buscas pelo 2º-tenente Hagar Goldin, capturado durante a trégua que não funcionou ontem. Era para durar 72 horas. Acabou em 90 minutos. Hoje o Hamas negou tê-lo capturado. Ele poderia ter morrido no ataque.

Míssil inflama maior depósito de combustível na Líbia

O maior depósito de combustível da capital da Líbia pegou fogo hoje ao ser atingido por um míssil durante a Batalha do Aeroporto, travada entre milícias islamitas e secularistas num duelo decisivo para o futuro do país em curto prazo.

O novo Parlamento, eleito no fim de junho, toma posse em 4 de agosto de 2014, mas realiza hoje uma sessão de emergência para decidir como reagir ao momento de maior instabilidade na Líbia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, há três.

Câmara proíbe Obama de impedir deportações

Por 223-189, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominada pela oposição republicana, aprovou esta noite a Lei de Despesas de Emergência na fronteira, no valor de US$ 694 milhões, para ajudar a conter a imigração de menores de idade da América Central. Ao mesmo tempo, limitou a autoridade do presidente Barack Obama para impedir as deportações.

Mais de 57 mil crianças e jovens centro-americanos tentaram entrar ilegalmente nos EUA desde outubro de 2013. Como não vem de um país vizinho, a lei americana os dá o direito a uma audiência perante um juiz, o que pode demorar até quatro anos.

Os menores não são imigrantes econômicos. São refugiados das guerras das drogas e das gangues, ambas diretamente ligadas aos EUA. As drogas vão para o mercado americano. As gangues se formaram nas ruas de grandes cidades como Los Angeles. Mas os republicanos querem acelerar as deportações.

Por 216-192, a Câmara limitou os poderes do presidente para adiar as importações. Mais detalhes no jornal The Washington Post.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

EUA ganham mais 209 mil empregos

Os Estados Unidos criaram 209 mil postos de trabalho do que fecharam em julho de 2014, anunciou hoje o Departamento do Trabalho no Relatório de Emprego sobre o mês passado.

Foi o sexto mês seguido com saldo de mais de 200 mil empregos no mercado de trabalho americano, que ainda não se recuperou totalmente da Grande Recessão de 2008-9. É a mais longa sequência positiva desde o século passado.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, subiu de 6,1% para 6,2%, o que indica que há mais trabalhadores procurando emprego. O índice amplo aponta 12,2% de desemprego.

Cessar-fogo entra em colapso em quatro horas

Durou apenas quatro horas a trégua humanitária entre prevista para 72 horas entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Israel acusou militantes do Hamas de atacar seus soldados e retomou as hostilidades, frustrando os que viam uma esperança de chegar a um cessar-fogo definitivo nas negociações mediadas pelas Nações Unidas e os Estados Unidos.

Três soldados israelenses foram atacados por um homem-bomba quando destruíam um túnel em Rafá, no Sul da Faixa de Gaza, junto à fronteira com o Egito. Os palestinos capturaram um oficial de Israel, o que pode tornar o conflito ainda mais violento. Ele foi identificado como o segundo-tenente Haftar Goldin.

Em 2006, o Hamas sequestrou o cabo Gilad Shalit e barganhou durante cinco anos até libertá-lo em troca de vários prisioneiros palestinos.

Parece que nem o governo direitista de Israel nem o Hamas acredita na solução baseada na convivência pacífica de dois Estados nacionais no território histórico da Palestina.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ONU e EUA anunciam trégua entre Israel e Hamas

As Nações Unidas e os Estados Unidos anunciaram há pouco que Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) concordaram em cessar fogo por 72 horas, partir das 8h de amanhã pelo horário local (2h em Brasília). O Hamas confirma sua aceitação.

Os objetivos são permitir remoção dos corpos, socorro aos feridos e reabastecimento de comida na Faixa de Gaza. A trégua humanitária de três dias deve facilitar o diálogo que será retomado amanhã de manhã no Cairo para negociar um cessar-fogo definitivo.

No momento, Israel exige o desarmamento da Faixa de Gaza e o Hamas insiste no fim do bloqueio ao território palestino. Nenhuma parte quer sair da guerra sem ganhar nada.

ONU acusa Israel e Hamas de crimes de guerra

A alta comissária das Nações Unidas para direitos humanos, Navi Pillay acusou hoje as Forças de Defesa de Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de "violar o direito internacional humanitário e, portanto, de cometer crimes de guerras" no atual conflito armado, informa o jornal The World Post, a versão internacional do jornal digital americano The Huffington Post.

Em 23 dias de guerra, Israel atacou 4 mil alvos na Faixa de Gaza, e o Hamas disparou 2,5 mil foguetes e morteiros contra o território israelense. Mais de 1.340 palestinos, sendo 75% civis e 20% crianças, foram mortos, assim como 56 soldados e três civis israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou hoje que a ofensiva continua enquanto todos os túneis usados pelo Hamas para invadir Israel.

Durante entrevista no Palácio das Nações, a sede da ONU em Genebra, na Suíça, Pillay comparou a guerra de hoje com a de de 2008-9, quando Israel também atingiu escolas onde os civis procuravam abrigo e também houve mais de mil mortes de civis inocentes.

Os bombardeios israeleses destruíram a única usina de energia elétrica de Gaza, com impacto direto sobre a população, hospitais e serviços de saúde. Haviam feito o mesmo em 2006, em retaliação pela captura do soldado Gilad Shalit.

O Hamas, por sua vez, além de atacar civis israelenses, coloca lançadores de foguetes e outras armas em locais densamente povoados, usando civis como escudos humanos.

Parlamento da Líbia faz reunião de emergência

O recém-eleito Parlamento da Líbia vai realizar uma reunião de emergência no sábado, 2 de agosto de 2014, antes da sessão oficial de abertura, marcada para o dia 4.

A abertura foi antecipada "por causa da perigosa situação" no país, onde duas milícias rivais travam uma batalha pelo controle do aeroporto da capital, Trípoli, que reverbera por toda a Líbia, onde grupos extremistas muçulmanos e secularistas disputam o poder, três anos após a queda do ditador Muamar Kadafi.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Câmara dos EUA autoriza processo contra Obama

Por 225-201, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominada pela oposição republicana, autorizou hoje seu presidente, deputado John Boehner, a processar o presidente Barack Obama por abuso de poder ao dar às empresas, sem a autorização do Congresso, mais um ano de prazo para começarem a oferecer seguro-saúde aos empregados ou pagar multa.

Toda a bancada democrata e cinco republicanos votaram contra. Ao encaminhar a votação, Boehner argumentou que o Congresso precisa exercer sua autoridade: "Esta não é uma questão entre republicanos e democratas. É defender a Constituição que juramos proteger."

A alegação é que o Executivo não tinha poder para alterar a lei da reforma da saúde, que o Partido Republicano promete revogar se obtiver maioria no Senado nas eleições intermediárias de de novembro de 2014.

Obama mudou a regulamentação da lei, ampliando o prazo as empresas se adaptarem para 2015 e, nas que tiverem entre 50 e 99 empregados, até 2016.

Se o processo de impeachment for em frente, será um tema central da campanha para as eleições de outubro. Atrás nas pesquisas por causa da impopularidade do governo Obama, os democratas vêm no radicalismo dos republicanos uma oportunidade para motivar seus eleitores, arrecadar mais dinheiro e revigorar a campanha.