terça-feira, 8 de abril de 2008

McCain acusa adversários de irresponsabilidade

Uma retirada prematura dos Estados Unidos do Iraque seria "uma irresponsabilidade" capaz de prejudicar os interesses americanos e desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, afirmou ontem o senador John McCain, candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, em ataque direto aos candidatos do Partido Democrata.

Nesta terça-feira, o embaixador e o comandante militar dos EUA no Iraque, general David Petraeus, iniciam uma série de depoimentos no Congresso americano para falar sobre a situação atual da guerra.

O general deve pedir uma pausa na retirada dos soldados americanos para não comprometer os supostos avanços no controle da violência alcançados com o reforço de tropas ordenado pelo presidente George Walker Bush no início do ano passado.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Israel e palestinos retomam diálogo sem avanço

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, voltaram a se encontrar hoje. Mas só chegaram a um acordo para marcar a próxima reunião.

Protesto abrevia passagem da tocha por Paris


Uma onda de manifestantes contra a ocupação chinesa do Tibete abreviou a passagem da tocha da Olimpíada de Beijim por Paris nesta segunda-feira, 7 de abril de 2008. Durante visita à China, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, pediu uma solução pacífica para o conflito no Tibete para evitar uma onda de protestos durante os jogos.

Depois da tumultuada passagem no domingo por Londres, quando pelo menos 35 pessoas foram presas, a capital da França viveu uma confusão semelhante. A chama olímpica foi apagada pelo menos três vezes e passou pela Avenida dos Champs Elisée, a mais famosa de Paris, dentro de um ônibus e sob vaias.

Uma bandeira com os anéis olímpicos representados por algemas foi colocada na Torre Eiffel. O jornal esquerdista Libération usou a mesma imagem na capa, pedindo "liberdade para os Jogos Olimpícos".

Diante da Assembléia Nacional, deputados, na maioria da oposição socialista, gritavam: "Liberdade para o Tibete".

A polícia francesa foi bem mais violenta do que a britânica, que apenas imobilizou os manifestantes. Mesmo sangrando, um jovem tibetano não se rendeu e derrou: "Libertem o Tibete".

Na Prefeitura de Paris, controlada pelos socialistas, uma bandeira tibetana apareceu na janela. A tocha, que deveria passar por lá, não apareceu.

O revezamento foi suspenso e a tocha levada diretamente para um estádio próximo ao Comitê Olímpico da França, encerrando sua tumultuada jornada de quatro horas pelo país que reinventou as olimpíadas na era moderna.

Agora, a chama olímpica segue para São Francisco da Califórnia, nos Estados Unidos, onde manifestantes já penduraram faixas no maior símbolo da cidade, a Ponte Golden Gate, pedindo liberdade no Tibete.

A China executou cerca de 6 mil pessoas no ano passado e mantém 14 mil presos políticos. Por isso, desperta a ira dos grupos de defesa dos direitos. A violenta repressão às recentes manifestações pela autonomia do Tibete só agravaram o problema.

OMS alerta para doenças ligada ao clima

A Organização Mundial de Saúde (OMS), parte do sistema Nações Unidas, completa hoje 60 anos de atividades alertando para os riscos associados ao aquecimento global.

Em 2005, o clima foi responsável 150 mil mortes e doenças que atingiram 5 milhões de pessoas.

O aumento da temperatura ameaça populações com ondas de colar e catástofres naturais cada vez piores, como enchentes, furacões, ciclones e secas. São fenômenos que afetam a qualidade da água, causando problemas como a diarréia, responsável pela morte de milhões de crianças no mundo inteiro.

Além disso, o efeito estufa favorece a proliferação de doenças tropicais como as transmitidas por mosquitos, casos da malária, dengue e febre amarela, e outros insetos.

UE autoriza uso de celulares a bordo de aviões

A partir de hoje, os passageiros podem usar seus telefones celulares a bordo de aviões nos 27 países da União Européia. O serviço só funciona acima de 3 mil metros de altitude para não prejudicar as operações de pouso e decolagem.

"Os céus da Europa estão abertos para negócios de telefonia celular", anunciou em Bruxelas um porta-voz da UE.

Cabe agora às companhias aéreas decidir se será permitido apenas transmitir dados e mensagens, se os aparelhos terão de receber chamadas sem fazer barulho, se haverá áreas ou horários restritos, ou se será possível falar no telefone a qualquer momento.

As tarifas serão definidas pelas companhias telefônicas.

Força Aérea dos EUA volta a bombardear Bagdá

Em apoio às forças do governo do Iraque, que enfrentavam a maior milícia xiita do país, aviões e helicópteros dos Estados Unidos atacaram o bairro xiita de Cidade de Sáder, na periferia sul de Bagdá.

Os combates foram reiniciados no domingo, depois de novo ultimato do primeiro-ministro Nuri al-Maliki ao Exército Mehdi, a milícia do aiatolá Muktada al-Sader. Desde então, pelo menos 25 iraquianos e três soldados americanos foram mortos.

Através de assessores, o aiatolá admitiu entregar as armas, se o governo se comprometer a "acabar com a ocupação americana" ou se receber ordens do grão-aiatolá Ali al-Sistani, maior autoridade eclesiástica do Iraque.

Gangues de Mugabe intimidam zimbabueanos

Gangues de partidários do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que se apresentam como veteranos da guerra pela independência do país, em 1980, embora a maioria não tenha idade para ter lutado naquela época, começaram uma campanha de intimidação em regiões do interior do país onde a oposição ganhou as eleições.

Os resultados oficiais da eleição presidencial de 29 de março ainda não foram divulgados. Mas o partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), que falava em segundo turno, passou a pedir a recontagem dos votos. E a tropa de choque de Mugabe entra em ação para fraudar as esperanças de uma transição pacífica no país, que já foi chamado de celeiro do Sul da África e hoje vive um colapso econômico, com inflação de mais de 100.000% ao ano e desemprego de 80%.

Desde 2000, quando o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, do inglês) passou a ser uma ameaça real a seu poder, Mugabe mobilizou gangues de supostos veteranos de guerra para invadir terras dos fazendeiros brancos. Tentava, assim, desviar a atenção para a verdadeira luta política, acusando a oposição de ser aliada dos brancos, dos Estados Unidos e do Reino Unido,

No acordo da Lancaster House, que selou a independência da antiga Rodésia do Sul, em 1980, acabando com o regime segragacionista da minoria branca, liderado por Ian Smith, o Reino Unido se comprometeu a financiar a reforma agrária, indenizando os fazendeiros brancos que teriam terras desapropriadas para serem distribuídas entre a maioria negra. Mugabe pegou o dinheiro e distribuiu terras entre seus aliados.

Diante da situação catastrófica, o governo insiste o discurso de que o país é vítima de uma conspiração internacional para recolonizar o Zimbábue, que não receberia ajuda econômica internacional por causa do veto dos EUA e da Grã-Bretanha.

Outros líderes africanos relutam em se manifestar. Também não querem ingerência estrangeira em seus assuntos internos ou enfrentam problemas de miséria, subdesenvolvimento e concentração da renda e da terra da mesma natureza não-resolvidos depois de anos de independência.

O país-chave, líder da África negra ou subsaariana, na expressão politicamente correta, é a África do Sul. Seu presidente, Thabo Mbeki, perdeu a reeleição para a liderança do partido dominante, o Congresso Nacional Africano, principalmente por causa de sua insensibilidade social, da falta de políticas agressivas de inclusão social da maioria negra longamente deserdada pelas políticas segregacionistas do apartheid.

Mas o risco de uma onda de violência como a que assolou o Quênia depois da fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro assusta os países vizinhos, já sobrecarregados pelos imigrantes zimbabueanos.

domingo, 6 de abril de 2008

Diretor do FMI pede intervenção global

Para o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o ex-ministro francês Dominique Strauss-Kahn, é necessária uma intervenção global para acabar com a crise de crédito, que na sua opinião terá forte impacto sobre o crescimento da economia mundial.

Nesta semana, o FMI vai reduzir suas previsões para o crescimento da economia global: "As previsões que vamos divulgar nos próximos dias não são muito otimistas. Os riscos de queda de que falamos na última Perspectiva Econômica Mundial se materializaram".

A intervenção governamental - no mercado financeiro, no setor habitacional ou nos bancos - seria a "terceira linha de defesa", em apoio às políticas fiscal e monetária.

Até agora, as autoridades econômicas dos Estados Unidos, onde a crise começou, estão agindo agressivamente, mas só fizeram uma intervenção, para salvar o Bear Stearns, que era o quinto maior banco de investimentos do país. A maioria dos políticos ainda acredita que não chegou o momento de intervir.

Mas, na semana passada, o Instituto de Finanças Internacionais, um centro de pesquisas dos grandes bancos, declarou que há um "argumento crescente" pela intervenção.

Para Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças da França, "a crise é global. A teoria do descolamento é totalmente enganosa". Os países emergentes de alto crescimento, a China e a Índia, também serão afetados.

Ele entende que é preciso atacar diretamente os problemas de crédito hipotecário e falta de liquidez dos bancos afetados: "Deve ser feito um esforço para reestruturação das hipotecas. Com relação aos bancos, se o setor privado não for capaz de resolver o problema rapidamente, o uso de dinheiro público deve ser considerado".

Combate na Cidade de Sader mata 20 no Iraque

Um violento combate as forças de segurança do Iraque, apoiadas pelos Estados Unidos, e o Exército Mehdi, a milícia do aiatolá Muktada al-Sader, causou a morte de pelo menos 20 pessoas na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul de Bagdá.

Depois da fracassada ofensiva do governo há duas semanas, Al-Sader ordenou a saída de seus milicianos das ruas.

Mas a tensão voltou a crescer nos últimos dias, quando o aiatolá rebelde convocou uma grande manifestação de protesto contra a ocupação americana, que chamou de Passeta do Milhão, para a próxima quarta-feira, 9 de abril, quinto aniversário da queda do ditador Saddam Hussein.

Revezamento da tocha é atacado em Londres


Pelo menos 35 pessoas foram presas por tentar impedir a passagem da tocha da Olimpíada de Beijim por Londres.

A tocha foi acesa no Estádio de Wembley. O primeiro atleta a carregá-la foi o remador Steve Redgrave, o mais bem-sucedido atleta olímpico britânico.

Apesar da neve e da chuva que cai sobre a capital do Reino Unido, diversos manifestantes a favor da independência do Tibete aproveitaram a oportunidade para protestar contra a ditadura militar da China. Sua política de ocupação militar e assimilação do Tibete, foi denunciada pelo Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, como "genocídio cultural".

Um manifestantes chegou a pegar a tocha. Outros usaram extintores de incêndio para tentar apagá-la.

Como Londres será sede dos Jogos Olímpicos de 2012, o governo britânico não quer problemas com o revezamento no país. Pela mesma razão, o primeiro-ministro Gordon Brown confirmou sua presença na cerimônia de abertura da Olimpíada de Beijim, em 8 de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou que não vai, enquanto o presidente da França, Nicolas Sarkozy, exige que o regime comunista chinês inicie um diálogo com o Dalai Lama para não boicotar a cerimônia.

Charlton Heston morre aos 84 anos

O ator de cinema americano Charlton Heston, consagrado por suas atuações como Ben-Hur, que lhe valeu um Oscar do melhor ator em 1959, Moisés em Os Dez Mandamentos e El Cid, morreu ontem em sua casa em Beverly Hills, um bairro de Los Angeles, na Califórnia, aos 84 anos. Ele sofria do Mal de Alzheimer.

Depois de encerrar sua carreira em Hollywood, ele se tornou presidente da Associação Nacional do Rifle, o lobby dos fabricantes de armas nos Estados Unidos.

Governo agora pede recontagem no Zimbábue

Em mais uma manobra para fraudar o resultado da eleição presidencial de 29 de março, o partido do governo do Zimbábue pede agora uma recontagem dos votos.

O vice-ministro da Informação e Propaganda, Bright Matonga, já anunciou recursos para nova apuração em 16 distritos, numa armação para obter maioria na Câmara dos Deputados, onde o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), de oposição, conquistou 99 cadeiras, contra 93 a governista da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF).

sábado, 5 de abril de 2008

França mantém missão de socorro a Ingrid

A França ainda espera a autorização das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para levar assistência médica de emergência à ex-senadora Ingrid Betancourt, seqüestrada há mais de seis anos pelo maior grupo guerrilheiro colombiano.

"Temos de fazer tudo o que for possível", declarou o ministro do Exterior, Bernard Kouchner, ao canal de televisão France 2.

Há dois, um avião Falcon 50 com dois médicos e dois diplomatas está na base aérea de Catam, em Bogotá, aguardando apenas a permissão das FARC, que precisariam dar as coordenadas geográficas para que a missão humanitária encontre Ingrid.

A ex-senadora e ex-candidata a presidente, de 46 anos, está com hepatite B e leishmaniose, uma doença transmitida por um mosquito da Amazônia. Sua vida correria sério risco.

O grupo guerrilheiro insiste em que não vai mais libertar reféns unilateralmente, só em troca dos cerca de 500 rebeldes presos na Colômbia.

Sob intensa pressão internacional, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, assinou decreto anistiando os guerrilheiros presos. Mas exige que Ingrid seja solta primeiro. Como as FARC não confiam em Uribe, a situação está estagnada.

Em silêncio, há uma negociação conduzida pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que recebeu um apelo direto do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que se dispôs a ir até a fronteira da Venezuela com a Colômbia para resgatar Ingrid Betancourt, que tem dupla nacionalidade e também é francesa.

Polícia chinesa mata oito tibetanos em Sichuã

Um novo confronto entre tibetanos e a polícia da China na quinta-feira à noite, em Toncor, na província de Sichuã, resultou em pelo menos oito mortes.

Cerca de 800 manifestantes, entre eles monges e pessoas comuns, marchavam em direção aos prédios do governo na cidade quando foram atacados pela polícia, que atirou contra a multidão. Eles protestavam contra uma pressão das autoridades chinesas sobre os monges para que denunciem o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, como responsável pela violência.

A agência oficial Nova China descreveu o incidente como "arruaça", dizendo que a polícia foi obrigada a atirar para dispersar os manifestantes. Mas não falou em mortes, informando apenas que um policial saiu ferido.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Oposição acusa Mugabe de preparar guerra

O candidato da oposição à Presidência do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, acusou neste sábado, 5 de abril de 2008, o presidente Robert Mugabe de preparar uma guerra contra o povo para ficar no poder.

Uma semana depois das eleições, o resultado da votação para presidente ainda não foi divulgado oficialmente, alimentando suspeitas de fraude e conspiração. Ontem, logo após uma reunião de sua cúpula, o partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF) anunciou que Mugabe vai disputar o segundo turno.

"Ganhamos a eleição sem necessidade de segundo turno", declarou Tsvangirai, do Movimento pela Mudança Democrática (MDC). "No segundo turno, a violência será a arma para impedir a vitória do povo. A ZANU-PF está preparando uma guerra contra o povo, como vimos em 2000."

Hoje, foram divulgados os resultados oficiais das eleições para o Senado. O governo e a oposição elegeram 30 senadores cada. A maioria depende de quem for o próximo presidente, que indica, junto com líderes tribais, os outros 33 senadores.

Casal Clinton ganhou US$ 109 milhões

O casal Bill e Hillary Clinton ganhou mais de US$ 109 milhões desde o ano 2000, revelam as declarações de renda da família, divulgadas na campanha eleitoral para a Presidência dos Estados Unidos.

São mais de R$ 185 milhões ou cerca de R$ 23,4 milhões por ano. Nesse período, os Clinton pagaram US$ 33,8 milhões de imposto de renda e deram US$ 10 bilhões para instituições beneficientes.

Durante sua homenagem ao reverendo Martin Luther King Jr., o maior líder negro americano, assassinado há 40 anos, Hillary propôs a nomeação de um ministro sem pasta para combater a pobreza nos EUA.

Colombianos pedem liberdade para reféns

Uma passeata realizada ontem em Bogotá pediu a libertação de cerca de 2,8 mil reféns seqüestrados pelo grupo guerrilheiro terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O lema da terceira jornada de protesto em dois meses na Colômbia foi "Um só grito pela vida e pela liberdade". Diversos cartazes mostravam a mais famosa refém, a ex-senadora e ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, seqüestrada há mais de seis anos.

A França enviou uma equipe médica, com o apoio da Espanha, Suiça e Cruz Vermelha Inernacional, em missão humanitária para tratar de Ingrid, que sofre de hepatite B e leishmaniose. Mas não obteve permissão da guerrilha para chegar até a ex-senadora.

Ontem, a irmã de Ingrid, Astrid Betancourt, mostrou-se pessimista quanto ao sucesso da missão francesa.

Na Venezuela, ao receber o presidente da Eslovênia, Danilo Türk, que no momento ocupa a presidência rotativa da União Européia, o presidente Hugo Chávez avaliou que a situação de Ingrid é "complicada. Chávez prometeu trabalhar intensamente por sua libertação, mas disse que vai ficar calado para não atrapalhar as negociações.

A senadora Piedad Córdoba, principal aliada de Chávez no Congresso da Colômbia, divulgou um vídeo da guerrilha para mostrar que o ex-deputado Oscar Tulio Lizcano, refém das FARC há mais de sete anos, está vivo.

Cercado por quatro guerrilheiros, o refém leu uma mensagem ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, fazendo um apelo para que não realize operações militares na região nem tente um resgate militar mas continue insistindo: "Faça o que puder para nos tirar daqui. Estamos apodrecendo."

Um guerrilheiro das FARC que desertou há poucos dias confirmou que o estado de saúde de Ingrid é grave.

Argentina volta a negociar com ruralistas

As negociações entre os produtores rurais e o governo da Argentina devem ser retomadas na próxima semana, depois de breve ruptura.

Como não gostou dos discursos desafiantes dos ruralistas na quarta-feira, 2 de abril, em Gualeguaychú, a presidente Cristina Kircher suspendeu o diálogo. Mas o governo sabe que precisa do apoio do campo para aplicar as medidas compensatórias para os pequenos e médios produtores.

Cristina Kirchner insiste em que "se respeite a vontade popular", ou seja, o mandato que recebeu do povo argentino em 28 de outubro de 2007. Ele advertiu que "as reclamações devem ser feitas dentro das instituições" e assegurou que vai "defender a pátria e o modelo" econômico herdado do governo de seu marido, Néstor Kircher.

Talvez este seja o maior problema de Cristina. Seu governo já nasceu velho, como uma continuação do anterior, uma troca de rostos que não se traduziu nem sequer numa mudança do estilo autoritário de governar característico do governo anterior.

Greve pressionou inflação na Argentina

A virtual paralisação do comércio agrícola por 21 dias, durante a greve dos produtores rurais, encerrada na quarta-feira, 2 de abril, causou uma alta nos preços dos alimentos que elevou a inflação no setor para 30% ao ano.

O governo argentino não está autorizando a exportação de trigo e impõe restrições as vendas ao exterior de carne e milho, irritando ainda mais os ruralistas, que deram prazo de 30 dias para o reinício das negociações sobre o imposto de exportação.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ele teve um sonho: um dia seus filhos não seriam julgados pela cor da pele mas pelo caráter

Há exatamente 40 anos, o maior líder negro dos Estados Unidos, Martin Luther King Jr., foi assassinado em Memphis, no Tennessee. Morreu como herói e foi consagrado pela História.

Agora, pela primeira vez, um negro tem chance real de chegar à Presidência dos EUA. É mais do que Martin Luther King sonhou.

O país superou a segregação racial. Ainda é profundamente dividido pelo racismo. Mas uma pesquisa divulgada pela rede de televisão CNN indica que 76% dos americanos estão prontos para aceitar um negro na Casa Branca.