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domingo, 6 de abril de 2008

Revezamento da tocha é atacado em Londres


Pelo menos 35 pessoas foram presas por tentar impedir a passagem da tocha da Olimpíada de Beijim por Londres.

A tocha foi acesa no Estádio de Wembley. O primeiro atleta a carregá-la foi o remador Steve Redgrave, o mais bem-sucedido atleta olímpico britânico.

Apesar da neve e da chuva que cai sobre a capital do Reino Unido, diversos manifestantes a favor da independência do Tibete aproveitaram a oportunidade para protestar contra a ditadura militar da China. Sua política de ocupação militar e assimilação do Tibete, foi denunciada pelo Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, como "genocídio cultural".

Um manifestantes chegou a pegar a tocha. Outros usaram extintores de incêndio para tentar apagá-la.

Como Londres será sede dos Jogos Olímpicos de 2012, o governo britânico não quer problemas com o revezamento no país. Pela mesma razão, o primeiro-ministro Gordon Brown confirmou sua presença na cerimônia de abertura da Olimpíada de Beijim, em 8 de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou que não vai, enquanto o presidente da França, Nicolas Sarkozy, exige que o regime comunista chinês inicie um diálogo com o Dalai Lama para não boicotar a cerimônia.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Manifestantes protestam contra Olimpíada

Três ativistas dos Repórteres sem Fronteiras perturbaram hoje a cerimônia onde foi acesa a tocha olímpica, na Grécia, abrindo faixas que pedem o boicote à Olimpíada de Beijim, em protesto contra a violenta repressão contra a revolta no Tibete.

A chama foi acesa em Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos, na Antigüidade. Quando o presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Beijim fazia seus discurso, os jovens apareceram atrás dele, com faixas e uma bandeira olímpica com algemas em vez dos anéis olímpicos entrelaçados, que representam os cinco continente numa união universal.

O revezamento da tocha vai passar por 20 países, num roteiro de 137 mil quilômetros até chegar ao Estádio Olímpico de Beijim em 8 de agosto, data de abertura dos Jogos. Deveria ir ao topo do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, e atravessar o Tibete.

Ao comentar o protesto, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, declarou estar preocupado com "os acontecimentos no Tibete" e advertiu que "os Jogos não podem ser realizados num ambiente de violência".

Depois de duas semanas de conflito, o governo tibetano no exílio denuncia que mais de 130 pessoas foram mortas. Os protestos contra a ditadura militar chinesa tendem a aumentar até a Olimpíada de Beijim.