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domingo, 6 de abril de 2008

Revezamento da tocha é atacado em Londres


Pelo menos 35 pessoas foram presas por tentar impedir a passagem da tocha da Olimpíada de Beijim por Londres.

A tocha foi acesa no Estádio de Wembley. O primeiro atleta a carregá-la foi o remador Steve Redgrave, o mais bem-sucedido atleta olímpico britânico.

Apesar da neve e da chuva que cai sobre a capital do Reino Unido, diversos manifestantes a favor da independência do Tibete aproveitaram a oportunidade para protestar contra a ditadura militar da China. Sua política de ocupação militar e assimilação do Tibete, foi denunciada pelo Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, como "genocídio cultural".

Um manifestantes chegou a pegar a tocha. Outros usaram extintores de incêndio para tentar apagá-la.

Como Londres será sede dos Jogos Olímpicos de 2012, o governo britânico não quer problemas com o revezamento no país. Pela mesma razão, o primeiro-ministro Gordon Brown confirmou sua presença na cerimônia de abertura da Olimpíada de Beijim, em 8 de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou que não vai, enquanto o presidente da França, Nicolas Sarkozy, exige que o regime comunista chinês inicie um diálogo com o Dalai Lama para não boicotar a cerimônia.

sábado, 22 de março de 2008

Diário do Povo manda esmagar revolta no Tibete

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista da China, convoca as forças de segurança do país, a esmagar a revolta dos tibetanos.

Pelos números do regime comunista chinês, o total de mortos na onda de protestos iniciada em 10 de março para lembrar os 49 anos da revolta tibetana de 1959 é de 19, todos civis inocentes da etnia hã, amplamente majoritária na China.

O governo do Tibete no exílio denuncia 99 mortes, 80 em Lhassa, a capital do Tibete, e 19 na província de Gansu, enquanto os militantes tibetanos dentro da China falam em mais de cem, talvez centenas de mortos.

Na sexta-feira, o Diário do Tibete, jornal oficial do regime comunista na província, publicou fotos de 14 militantes procurados pela polícia. Agora, já são 21.

Presidente da Câmara dos EUA vista Dalai Lama

O presidente da Câmara dos Representantes, deputada Nancy Pelosi, terceira pessoa mais poderosa na política americana, visitou ontem o Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, no exílio no Norte da Índia para levar seu apoio, diante do conflito da comunidade tibetana dentro da China com o regime comunista.

Uma das maiores críticas da China no Congresso dos Estados Unidos, Pelosi disse que "a situação no Tibete é um desafio para a consciência do mundo."

"Se os amantes de liberdade não denunciarmos os abusos dos direitos humanos cometidos pela China no Tibete, perderemos toda autoridade moral", declarou a presidente da Câmara.

Para a China, trata-se de uma questão interna.

A onda de protestos que começou no Tibete em 10 março para lembrar a revolta tibetana contra o domínio chinês de 1959 se espalhou pelas províncias vizinhas, provocando a morte de mais de cem pessoas.

Na sexta-feira, 21 de março, o jornal oficial chinês Diário do Tibete descreveu o Dalai Lama como "um chacal com face humana e coração de fera". O líder do governo tibetano no exílio, um budista e pacifista, nega qualquer responsabilidade pelas mortes. No mesmo jornal, as autoridades chinesas publicaram fotos de manifestantes procurados pela polícia.

O Tibete está no roteiro do revezamento da tocha da Olimpíada de Beijim, a ser realizada de 8 a 24 de agosto. A tocha será acesa em 24 de março em Olímpia, na Grécia, sede dos Jogos Olímpicos da Antigüidade, e deveria passar pelo Tibete nas próximas semanas.