terça-feira, 20 de agosto de 2019

Primeiro-ministro da Itália pede demissão

No início de uma sessão do Senado para votar uma moção de desconfiança contra seu governo, o primeiro-ministro Giuseppe Conte pediu demissão hoje. Agora, o presidente Sergio Mattarella deve convocar os líderes dos principais partidos políticos para que formem novo governo. Se eles não conseguiram, só restará ao presidente convocar novas eleições.

A queda do governo foi precipitada pelo vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, do partido neofascista Liga (antiga Liga Norte), que governava em aliança com o Movimento 5 Estrelas, de tendência anarquista.

Em 8 de agosto, Salvini anunciou a saída da Liga da coalizão de governo e pediu a convocação de eleições antecipadas na expectativa de formar um governo sozinho ou com pequenos partidos depois do bom desempenho da Liga nas eleições para o Parlamento Europeu, em maio, quando seu partido conquistou 34% dos votos.

O ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, um dos líderes do Partido Democrático, de centro-esquerda, que evitar a antecipação das eleições. Já articula um difícil acordo com o M5E para não entregar o poder a Salvini, um neofascista.

Salvini não comemora a derrota do regime de Benito Mussolini no fim da Segunda Guerra Mundial, usa demagogicamente a União Europeia e os imigrantes como alvos e impede a chegada à Itália de navios com náufragos resgata. Se for eleito, na visão da revista inglesa The Economist, será "o governo mais à direita da Itália desde Benito Mussolini".

No momento, há um navio de uma organização não governamental espanhola com cerca de 80 refugiados a bordo parado perto da ilha italiana de Lampedusa há 19 dias por ordem de Salvini.

A Espanha aceitou receber os refugiados, mas o navio não tem condições de fazer a viagem. Um procurador italiano ordenou o desembarque dos refugiados até que um navio espanhol venha resgatá-los.

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