sábado, 7 de abril de 2007

Marinheiros britânicos desmentem confissões

Ao voltar ao Reino Unido, os 15 marinheiros e fuzileiros navais detidos pela Guarda Revolucionária do Irã há 15 dias no Golfo Pérsico negaram tudo o que haviam confessado enquanto estavam presos pela república islâmica. Disseram que estavam pelo menos a dois quiômetros de distância das águas territoriais iranianas e que faziam uma patrulha de rotina. Não estariam, portanto, espionando o Irã, coletando informações para um possível bombardeio aéreo contra suas instalações nucleares, onde, suspeita-se, o regime dos aiatolás estaria desenvolvendo armas atômicas.

Em primeiro lugar, não dava para acreditar naquelas confissões divulgadas pela TV iraniana onde os britânicos pediam desculpas por terem invadido o mar territorial do Irã e condenavam a ocupação do Iraque. Ontem, eles alegaram ter sido pressionados a gravar aquelas declarações sob a ameaça de serem condenados a sete anos de prisão, se não o fizessem.

Era o espetáculo da ditatura iraniana, concluído no pior estilo ditatorial, com o presidente Mahmoud Ahmadinejad cumprimentando pessoalmente os militares que estava libertando, um show para os públicos interno e externo que não passa a menor credibilidade.

Os britânicos, de volta em casa, também jamais admitiriam, por uma questão de disciplina militar, que estavam fora do mar territorial iraquiano. Não podem ir contra o discurso oficial do governo Tony Blair. Muito menos podem revelar qualquer participação em operações de espionagem ou coleta de informações. Agentes secretos são proibidos de comentar publicamente seu trabalho, que deixaria de ser secreto.

Um comentário:

cristiano fagundes disse...

Olá Nelson,
saudades de suas aulas.
O espetáculo da volta dos marines teve repercussões interessantes na blogosfera mundial, algumas podem ser vistas no www.rsfblog.org. alguns textos de iranianos são bem interessantes, e um cubano que traduzi, muito bom. Dê uma olhada.
abçs,