A comissão de 20 inspetores encarregados pelas Nações Unidas de investigar o uso de armas químicas na guerra civil da Síria chegou hoje a Beirute, no Líbano, encerrando a fase de coleta de provas.
O material (amostras de sangue e tecidos das vítimas, solo, roupas e foguetes) deve ser enviado para exames de laboratório para confirmar as suspeitas, corroboradas por depoimentos de mais de mil pessoas.
Por restrições impostas pela Rússia para autorizar a investigação, a comissão da ONU vai decidir se houve ou não uso de armas químicas sem indicar quem são os responsáveis. Assim, os Estados Unidos preferiram basear sua decisão de punir o regime sírio nos seus próprios relatórios de inteligência.
O relatório final deve ser encaminhado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, dentro de duas semanas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 31 de agosto de 2013
Rússia adia envio de armas à Síria por falta de pagamento
Por falta de pagamento, a Rússia adiou a entrega de aviões de caça e de mísseis de defesa S-300, informou hoje a agência de notícias russa Novósti, citando como fonte a empresa estatal exportadora de armas Rosoboronexport.
Os 12 jatos MiG-29M/M2 que a Rússia concordou em vender à Síria em 2007 não serão entregues antes de 2016 ou 2017 porque a Síria só pagou 30% do valor.
Já os sistemas de mísseis antiaéreos avançados S-300, contratados em 2010, dependem de um pagamento adiantado que Damasco ainda não fez.
Os 12 jatos MiG-29M/M2 que a Rússia concordou em vender à Síria em 2007 não serão entregues antes de 2016 ou 2017 porque a Síria só pagou 30% do valor.
Já os sistemas de mísseis antiaéreos avançados S-300, contratados em 2010, dependem de um pagamento adiantado que Damasco ainda não fez.
Deputados do Irã chegam a Damasco em apoio a Assad
Uma delegação parlamentar do Irã iniciou hoje em Damasco uma visita de cinco dias à Síria para manifestar solidariedade ao governo Bachar Assad no momento em que o país espera um bombardeio de mísseis dos Estados Unidos como "punição" pelo uso de armas químicas na guerra civil, noticiou uma agência de notícias iraniana.
A agência oficial de notícias chinesa Nova China descreveu a delegação como um contingente de altos funcionários da inteligência do regime fundamentalista iraniano.
Os Estados Unidos gostariam de aproveitar a guerra civil para romper a aliança entre a Síria e o Irã, o que só aconteceria com a queda do regime liderado por Assad. Mas temem pela participação de grupos fundamentalistas sunitas num futuro governo formado pelos rebeldes.
Assim, pretendem atacar Assad sem derrubá-lo, talvez, na melhor das hipóteses, na esperança de enfraquecer o ditador sírio militarmente, forçando-o a negociar um acordo de paz. O ditador certamente vai aproveitar o ataque para se apresentar como vítima e herói que resistiu aos EUA e a Israel.
No momento, os jihadistas, os rebeldes mais eficientes do ponto de vista militar, seriam os maiores beneficiários do bombardeio americano. Mais do que isso, gostariam envolver os EUA ainda mais e no alastramento da guerra e da anarquia além das fronteiras da Síria.
A Arábia Saudita quer a queda do regime sírio para enfraquecer o Irã, seu maior inimigo na luta pela liderança regional no Oriente Médio.
Os EUA não querem derrubar o governo de Assad. Preferam um ampla negociação de paz com a saída do ditador, mas com participação ativa do regime. Temem um prolongado estado de anarquia ou a formação de um governo ainda pior para seus próprios interesses e para Israel, o que os aproxima do Irã neste caso.
Ao bombardear o governo Assad, os EUA podem estar ajudando os sauditas e os jihadistas.
A agência oficial de notícias chinesa Nova China descreveu a delegação como um contingente de altos funcionários da inteligência do regime fundamentalista iraniano.
Os Estados Unidos gostariam de aproveitar a guerra civil para romper a aliança entre a Síria e o Irã, o que só aconteceria com a queda do regime liderado por Assad. Mas temem pela participação de grupos fundamentalistas sunitas num futuro governo formado pelos rebeldes.
Assim, pretendem atacar Assad sem derrubá-lo, talvez, na melhor das hipóteses, na esperança de enfraquecer o ditador sírio militarmente, forçando-o a negociar um acordo de paz. O ditador certamente vai aproveitar o ataque para se apresentar como vítima e herói que resistiu aos EUA e a Israel.
No momento, os jihadistas, os rebeldes mais eficientes do ponto de vista militar, seriam os maiores beneficiários do bombardeio americano. Mais do que isso, gostariam envolver os EUA ainda mais e no alastramento da guerra e da anarquia além das fronteiras da Síria.
A Arábia Saudita quer a queda do regime sírio para enfraquecer o Irã, seu maior inimigo na luta pela liderança regional no Oriente Médio.
Os EUA não querem derrubar o governo de Assad. Preferam um ampla negociação de paz com a saída do ditador, mas com participação ativa do regime. Temem um prolongado estado de anarquia ou a formação de um governo ainda pior para seus próprios interesses e para Israel, o que os aproxima do Irã neste caso.
Ao bombardear o governo Assad, os EUA podem estar ajudando os sauditas e os jihadistas.
Liga Árabe discute amanhã a situação na Síria
Os ministros do Exterior dos países da Liga Árabe se reúnem amanhã no Cairo para discutir a situação na Síria, que está na iminência de ser atacada pelos Estados Unidos, que acusam a ditadura de Bachar Assad de ter usado armas químicas na guerra civil do país.
A Liga Árabe condenou o governo sírio pelo ataque com armas químicas, mas é contra uma intervenção militar ocidental.
A Liga Árabe condenou o governo sírio pelo ataque com armas químicas, mas é contra uma intervenção militar ocidental.
Obama pede autorização ao Congresso para atacar a Síria
Depois de argumentar que o ataque com armas químicas na guerra civil da Síria não pode impune porque daria o sinal errado para ditadores e terroristas, o presidente Barack Obama está defendendo neste momento a decisão de bombardear o país num ataque limitado. Diante do impasse no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para dar legitimidade à ação, ele vai pedir autorização ao Congresso.
Nos próximos dias, a Casa Branca promete dar aos congressistas todas as informações necessárias para sustentar a acusação de que a ditadura de Bachar Assad foi responsável por um ataque contra a periferia de Damasco em que 1.429 pessoas teriam sido mortas, inclusive 426 crianças.
"Estou pronto a agir contra a selvageria", concluiu o presidente americano.
Na manhã de hoje, Obama se reuniu com os líderes do Congresso. Com base na Lei de Poderes de Guerra, o presidente não precisaria pedir a aprovação dos deputados e senadores, mas quer fortalecer o apoio político interno, já que 64% dos americanos são contra o envolvimento em mais uma guerra no Oriente Médio.
Nos próximos dias, a Casa Branca promete dar aos congressistas todas as informações necessárias para sustentar a acusação de que a ditadura de Bachar Assad foi responsável por um ataque contra a periferia de Damasco em que 1.429 pessoas teriam sido mortas, inclusive 426 crianças.
"Estou pronto a agir contra a selvageria", concluiu o presidente americano.
Na manhã de hoje, Obama se reuniu com os líderes do Congresso. Com base na Lei de Poderes de Guerra, o presidente não precisaria pedir a aprovação dos deputados e senadores, mas quer fortalecer o apoio político interno, já que 64% dos americanos são contra o envolvimento em mais uma guerra no Oriente Médio.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
EUA acusam Síria por 1.429 mortes em ataque químico
Ao apresentar hoje os relatórios de serviços secretos dos Estados Unidos responsabilizando a ditadura de Bachar Assad pelo ataque de 21 de agosto com armas químicas contra a periferia de Damasco, o secretário de Estado americano, John Kerry, acusou o governo da Síria pelas mortes de 1.429 pessoas, sendo 426 crianças.
Em declaração na Casa Branca, o presidente Barack Obama insistiu em que será um ataque limitado e "não uma solução militar" para a guerra civil síria.
O governo sírio rejeitou integralmente as alegações do presidente e do secretário de Estado, alegando que apenas repetem argumentos usados pelos "terroristas", termo que o regime usa para se referir aos rebeldes que lutam para derrubá-lo há dois anos e meio.
Em declaração na Casa Branca, o presidente Barack Obama insistiu em que será um ataque limitado e "não uma solução militar" para a guerra civil síria.
O governo sírio rejeitou integralmente as alegações do presidente e do secretário de Estado, alegando que apenas repetem argumentos usados pelos "terroristas", termo que o regime usa para se referir aos rebeldes que lutam para derrubá-lo há dois anos e meio.
Hollande: objetivo não é derrubar Assad
Ao defender uma ação militar contra a Síria porque "o massacre químico não pode ficar impune", o presidente François Hollande reafirma a intenção da França de atacar mesmo sem a participação do Reino Unido, mas faz uma ressalva: "Não se trata de derrubar o ditador sírio".
Depois que o Parlamento Britânico negou ontem autorização ao primeiro-ministro David Cameron para bombardear a Síria, o plano de ataque dos Estados Unidos está sendo reavaliado.
Os deputados britânicos podem mudar de posição diante do relatório de uma comissão das Nações Unidas que investiga o uso de armas químicas na a ser apresentado nos próximos dias na guerra civil síria, mas só 25% dos britânicos apoiam a intervenção militar ocidental e 50% são contra. Cameron interpretou sua maior derrota como reflexo da opinião pública.
Em entrevista ao jornal Le Monde, Hollande insistiu na necessidade de punir o regime sírio mesmo com um ataque limitado, sem o objetivo de mudar a relação de forças no campo de batalha nem de derrubar o ditador.
Hollande declarou não haver dúvida de que houve um ataque com armas químicas num subúrbio de Damasco, a capital síria, em 21 de agosto de 2013. A única questão seria identificar os responsáveis.
"A oposição não tem nenhuma arma desse tipo", raciocina o presidente francês. "Todos os estoques estão sob o controle de Bachar Assad. Além disso, o bairro atacado não foi escolhido ao acaso nem inadvertidamente. É uma zona-chave para o controle pelo regime das vias de comunicação que levam a Damasco".
Depois que o Parlamento Britânico negou ontem autorização ao primeiro-ministro David Cameron para bombardear a Síria, o plano de ataque dos Estados Unidos está sendo reavaliado.
Os deputados britânicos podem mudar de posição diante do relatório de uma comissão das Nações Unidas que investiga o uso de armas químicas na a ser apresentado nos próximos dias na guerra civil síria, mas só 25% dos britânicos apoiam a intervenção militar ocidental e 50% são contra. Cameron interpretou sua maior derrota como reflexo da opinião pública.
Em entrevista ao jornal Le Monde, Hollande insistiu na necessidade de punir o regime sírio mesmo com um ataque limitado, sem o objetivo de mudar a relação de forças no campo de batalha nem de derrubar o ditador.
Hollande declarou não haver dúvida de que houve um ataque com armas químicas num subúrbio de Damasco, a capital síria, em 21 de agosto de 2013. A única questão seria identificar os responsáveis.
"A oposição não tem nenhuma arma desse tipo", raciocina o presidente francês. "Todos os estoques estão sob o controle de Bachar Assad. Além disso, o bairro atacado não foi escolhido ao acaso nem inadvertidamente. É uma zona-chave para o controle pelo regime das vias de comunicação que levam a Damasco".
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Parlamento Britânico nega autorização para atacar a Síria
Por 285 a 272 votos, mesmo depois de um recuo do primeiro-ministro conservador David Cameron, a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico rejeitou hoje uma proposta do governo para autorizar "em princípio" o uso da força contra a Síria para responder a um bombardeio de rebeldes com armas químicas pela ditadura de Bachar Assad.
Foi uma grande derrota para Cameron. Será necessária nova votação depois que uma comissão de investigação das Nações Unidos apresentar seu relatório sobre o caso.
Isso não significa que o Reino Unido não vá aderir ao ataque planejado pelos Estados Unidos, mas, no momento, a chamada "relação especial" entre os dois países é refém da oposição, embora uma proposta do líder trabalhista, Ed Miliband, para ampliar o prazo da investigação da ONU também tenha sido derrotada.
Os EUA pretendem bombardear a Síria com uma barragem de pelo menos cem mísseis de cruzeiro durante um período de 24 a 72 horas. Contam com o apoio da França e do Reino Unido, seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O presidente François Hollande já declarou que "a França está pronta para punir quem atacou inocentes com gás".
Em entrevista à televisão americana CNN, o ex-líder do Partido Liberal-Democrata britânico Paddy Ashdown, que foi enviado especial da União Europeia para a antiga Iugoslávia, lembrou a Guerra do Kossovo para alegar que "a autorização do Conselho de Segurança da ONU não é indispensável quando há uma clara violação do direito internacional, no caso, agora, do tratado de 1925 que proíbe o uso de armas químicas".
A comissão investigadora da ONU fica na Síria até sábado.
Hoje à tarde, houve uma reunião a pedido da Rússia das cinco grandes potências com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York. O Reino Unido fez circular nos últimos dias o texto de um anteprojeto de resolução autorizando o uso da força para "proteger civis", o mesmo argumento invocado em março de 2011 para intervir militarmente na guerra civil na Líbia.
Tanto a China quanto a Rússia são contra uma intervenção ocidental no que consideram um conflito interno da Síria, embora os interesses de vários países que alimentam o conflito estejam em jogo. Com este impasse, é provável que o assunto nem seja colocado em votação. Até agora, China e Rússia vetaram todas as tentativas de responsabilizar o regime de Assad pela guerra civil síria.
O Brasil, omisso como de costume em relação a ditadores em nome dos mesmos princípios de "não intervenção" e "soberania nacional", só aceita o uso da força com a aprovação da ONU, declarou a presidente Dilma Rousseff. É uma receita para não fazer nada.
Foi uma grande derrota para Cameron. Será necessária nova votação depois que uma comissão de investigação das Nações Unidos apresentar seu relatório sobre o caso.
Isso não significa que o Reino Unido não vá aderir ao ataque planejado pelos Estados Unidos, mas, no momento, a chamada "relação especial" entre os dois países é refém da oposição, embora uma proposta do líder trabalhista, Ed Miliband, para ampliar o prazo da investigação da ONU também tenha sido derrotada.
Os EUA pretendem bombardear a Síria com uma barragem de pelo menos cem mísseis de cruzeiro durante um período de 24 a 72 horas. Contam com o apoio da França e do Reino Unido, seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O presidente François Hollande já declarou que "a França está pronta para punir quem atacou inocentes com gás".
Em entrevista à televisão americana CNN, o ex-líder do Partido Liberal-Democrata britânico Paddy Ashdown, que foi enviado especial da União Europeia para a antiga Iugoslávia, lembrou a Guerra do Kossovo para alegar que "a autorização do Conselho de Segurança da ONU não é indispensável quando há uma clara violação do direito internacional, no caso, agora, do tratado de 1925 que proíbe o uso de armas químicas".
A comissão investigadora da ONU fica na Síria até sábado.
Hoje à tarde, houve uma reunião a pedido da Rússia das cinco grandes potências com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York. O Reino Unido fez circular nos últimos dias o texto de um anteprojeto de resolução autorizando o uso da força para "proteger civis", o mesmo argumento invocado em março de 2011 para intervir militarmente na guerra civil na Líbia.
Tanto a China quanto a Rússia são contra uma intervenção ocidental no que consideram um conflito interno da Síria, embora os interesses de vários países que alimentam o conflito estejam em jogo. Com este impasse, é provável que o assunto nem seja colocado em votação. Até agora, China e Rússia vetaram todas as tentativas de responsabilizar o regime de Assad pela guerra civil síria.
O Brasil, omisso como de costume em relação a ditadores em nome dos mesmos princípios de "não intervenção" e "soberania nacional", só aceita o uso da força com a aprovação da ONU, declarou a presidente Dilma Rousseff. É uma receita para não fazer nada.
Obama não vai se opor à legalização da maconha
O governo federal dos Estados Unidos não vai impedir a legalização do uso recreativo da maconha nos estados do Colorado e de Washington, onde foi aprovado em plebiscitos, enquanto estes estados mantiverem o consumo da droga sob "controle regulatório".
Em memorando do Departamento da Justiça para procuradores federais em todos os 50 estados do país, o vice-ministro e subprocurador-geral James Cole reiterou que a maconha continua sendo considerada uma droga ilegal pela legislação federal dos EUA.
No documento, o governo Barack Obama aconselha os procuradores a se concentrar em questões específicas ligadas ao tráfico de maconha em vez de processar usuários. O foco seria voltado para a distribuição da droga a menores, combate às máfias do tráfico, à venda para estados onde o consumo não é permitido e ao cultivo da maconha em terras públicas.
Em memorando do Departamento da Justiça para procuradores federais em todos os 50 estados do país, o vice-ministro e subprocurador-geral James Cole reiterou que a maconha continua sendo considerada uma droga ilegal pela legislação federal dos EUA.
No documento, o governo Barack Obama aconselha os procuradores a se concentrar em questões específicas ligadas ao tráfico de maconha em vez de processar usuários. O foco seria voltado para a distribuição da droga a menores, combate às máfias do tráfico, à venda para estados onde o consumo não é permitido e ao cultivo da maconha em terras públicas.
Colômbia quer negociar também com o ELN
O presidente Juan Manuel Santos anunciou hoje a intenção de iniciar negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), o segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia.
A 13ª rodada de negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) terminou ontem em Havana, a capital de Cuba, sem avanços significativos. O debate sobre a integração dos militantes das FARC na política colombiana ficou em segundo plano diante de uma proposta de consulta popular anunciada pelo governo para referendar qualquer acordo de paz.
Como são contra o referendo, as FARC suspenderam o diálogo, exigindo a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para incluir os pontos do acordo de paz no ordenamento jurídico do país. O governo é contra essa proposta.
A próxima rodada de negociações começa em 9 de setembro. O governo colombiano pretende concluir as negociações até novembro deste ano para realizar o referendo junto com a eleição presidencial de maio de 2014.
Santos, que foi ministro da Defesa do governo anterior, de Álvaro Uribe, é candidato à reeleição. Quer marcar seus mandatos com os acordos de paz. Estima-se que as FARC tenham hoje 8 mil guerrilheiros e o ELN, 3 mil.
A 13ª rodada de negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) terminou ontem em Havana, a capital de Cuba, sem avanços significativos. O debate sobre a integração dos militantes das FARC na política colombiana ficou em segundo plano diante de uma proposta de consulta popular anunciada pelo governo para referendar qualquer acordo de paz.
Como são contra o referendo, as FARC suspenderam o diálogo, exigindo a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para incluir os pontos do acordo de paz no ordenamento jurídico do país. O governo é contra essa proposta.
A próxima rodada de negociações começa em 9 de setembro. O governo colombiano pretende concluir as negociações até novembro deste ano para realizar o referendo junto com a eleição presidencial de maio de 2014.
Santos, que foi ministro da Defesa do governo anterior, de Álvaro Uribe, é candidato à reeleição. Quer marcar seus mandatos com os acordos de paz. Estima-se que as FARC tenham hoje 8 mil guerrilheiros e o ELN, 3 mil.
EUA e Rússia mandam navios para Leste do Mediterrâneo
Como no tempo da Guerra Fria, diante de uma crise no Oriente Médio, os Estados Unidos e a Rússia mandaram navios para reforçar suas posições no Mar Mediterrâneo.
Os EUA enviaram hoje mais um contratorpedeiro para se juntar a outros quatro no Leste do Mediterrâneo, onde estão em posição para atacar a Síria em resposta ao bombardeio de rebeldes com armas químicas há oito dias na guerra civil do país. A Rússia, que tem na Síria sua única base militar no Mediterrâneo, despachou dois navios de guerra.
A ação militar, que chegou a ser prevista para hoje, foi adiada pela decisão do governo do Reino Unido de esperar o resultado de uma investigação das Nações Unidas a ser apresentado no sábado ao Conselho de Segurança. Em debate realizado neste momento no Parlamento Britânico, o líder da oposição, Ed Miliband, exige que o relatório seja examinado antes da decisão de ir à guerra.
O presidente Barack Obama discutiu o assunto por telefone hoje com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel.
Os EUA enviaram hoje mais um contratorpedeiro para se juntar a outros quatro no Leste do Mediterrâneo, onde estão em posição para atacar a Síria em resposta ao bombardeio de rebeldes com armas químicas há oito dias na guerra civil do país. A Rússia, que tem na Síria sua única base militar no Mediterrâneo, despachou dois navios de guerra.
A ação militar, que chegou a ser prevista para hoje, foi adiada pela decisão do governo do Reino Unido de esperar o resultado de uma investigação das Nações Unidas a ser apresentado no sábado ao Conselho de Segurança. Em debate realizado neste momento no Parlamento Britânico, o líder da oposição, Ed Miliband, exige que o relatório seja examinado antes da decisão de ir à guerra.
O presidente Barack Obama discutiu o assunto por telefone hoje com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel.
Espanha não sai da recessão
A economia da Espanha, a quarta maior da Zona do Euro, recuou 0,1% no segundo trimestre de 2013, um resultado melhor do que o 0,4% do primeiro trimestre, mas ainda não conseguiu sair da recessão em que está desde a metade de 2011 sob o peso da crise financeira internacional e do colapso de seu mercado imobiliário. Na comparação anual, a queda foi de 1,6%, noticiou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
Não houve mudança em relação à estimativa inicial, divulgada em 30 de julho. O nível de emprego baixou em 3,8%. Isso significa o fehamento de 623 mil vagas de emprego em tempo integral num ano.
Não houve mudança em relação à estimativa inicial, divulgada em 30 de julho. O nível de emprego baixou em 3,8%. Isso significa o fehamento de 623 mil vagas de emprego em tempo integral num ano.
EUA cresceram em ritmo de 2,5% ao ano de abril a junho
A economia dos Estados Unidos cresceu no segundo trimestre de 2013 num ritmo de 2,5% ao ano, bem mais do que o 1,7% anunciado no mês passado e mais do que o dobro do 1,1% ao ano registrado no primeiro trimestre, informou hoje o Departamento do Comércio.
O resultado melhor foi atribuído ao aumento das exportações e declínio das importações, e ao crescimento do emprego, que compensaram os cortes nos gastos públicos para reduzir o déficit orçamentário, de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 1,6% na comparação anual.
Outros dois setores importantes, habitação e investimentos das empresas, apresentaram números robustos. A construção de casas avançou 12,9% na comparação anual. Foi o quarto trimestre consecutivo com crescimento de dois dígitos. O investimento das empresas subiu 16,1% em um ano.
O consumo privado, responsável por 70% do produto interno bruto dos EUA, se expandiu 1,8% em relação ao trimestre anterior, desacelerando-se em contraste com os 2,3% do primeiro trimestre deste ano.
Com a recuperação da economia, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, tem mais uma razão para decidir quando começa a desativar o programa de compra de títulos no mercado financeiro no valor de US$ 85 bilhões por mês, aumentando a quantidade de dinheiro em circulação. O anúncio pode vir na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em setembro.
Para o economista Paul Ashworth, da empresa Capital Economics, a decisão vai depender do relatório sobre o emprego em agosto, a ser divulgado na próxima semana. Ele prevê um crescimento de 2,5% ao ano no terceiro trimestre e ainda maior no quarto, se a Casa Branca e o Congresso chegarem a um acordo para elevar o teto da dívida pública dos EUA, que deve atingir o atual limite, de US$ 16,7 trilhões, em meados de outubro.
Outro complicador é o esperado bombardeio dos EUA e aliados à Síria para punir o ditador Bachar Assad pelo uso de armas químicas contra os rebeldes na guerra civil do país, que matou mais de 100 mil pessoas em dois anos e meio. Os preços do petróleo estão em alta.
O resultado melhor foi atribuído ao aumento das exportações e declínio das importações, e ao crescimento do emprego, que compensaram os cortes nos gastos públicos para reduzir o déficit orçamentário, de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 1,6% na comparação anual.
Outros dois setores importantes, habitação e investimentos das empresas, apresentaram números robustos. A construção de casas avançou 12,9% na comparação anual. Foi o quarto trimestre consecutivo com crescimento de dois dígitos. O investimento das empresas subiu 16,1% em um ano.
O consumo privado, responsável por 70% do produto interno bruto dos EUA, se expandiu 1,8% em relação ao trimestre anterior, desacelerando-se em contraste com os 2,3% do primeiro trimestre deste ano.
Com a recuperação da economia, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, tem mais uma razão para decidir quando começa a desativar o programa de compra de títulos no mercado financeiro no valor de US$ 85 bilhões por mês, aumentando a quantidade de dinheiro em circulação. O anúncio pode vir na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em setembro.
Para o economista Paul Ashworth, da empresa Capital Economics, a decisão vai depender do relatório sobre o emprego em agosto, a ser divulgado na próxima semana. Ele prevê um crescimento de 2,5% ao ano no terceiro trimestre e ainda maior no quarto, se a Casa Branca e o Congresso chegarem a um acordo para elevar o teto da dívida pública dos EUA, que deve atingir o atual limite, de US$ 16,7 trilhões, em meados de outubro.
Outro complicador é o esperado bombardeio dos EUA e aliados à Síria para punir o ditador Bachar Assad pelo uso de armas químicas contra os rebeldes na guerra civil do país, que matou mais de 100 mil pessoas em dois anos e meio. Os preços do petróleo estão em alta.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Obama liga sonho de Luther King a direitos econômicos
Na festa em homenagem aos 50 anos do discurso Eu tenho um sonho de Martin Luther King Jr., o maior líder negro da História dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama, primeiro afro-americano a chegar à Casa Branca, apontou a falta de oportunidades econômicas como a principal causa das desigualdades sociais do país.
Em 28 de agosto de 1963, no fim da Marcha sobre Washington, Luther King fez no Memorial a Abraham Lincoln, presidente que libertara os escravos cem anos antes, o discurso mais importante de sua luta pacífica contra a segregação racial nos EUA. O Dr. King alegou que a promessa de direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade inscrita na Constituição Americana não tinha sido estendida a todos.
"Eu tenho um sonho de que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-proprietários de escravos vão poder se sentar juntos na mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que um dia mesmo um estado como o Mississípi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, sufocado pelo calor da opressão, vai se tornar um oásis de justiça e liberdade", discursou Luther King.
Um dos trechos mais lembrados hoje foi: "Eu tenho um sonho de que meus quatro pequenos filhos vão viver um dia numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter". Esse sonho foi realizado?
A legislação garantindo direitos iguais para os negros foi aprovada em 1964, depois da comoção causada pelo assassinato do presidente John Kennedy em 22 de novembro de 1963.
Desde então, os negros não podem mais ser discriminados legalmente. Podem entrar em bares, restaurantes e cafés que antes eram só para brancos. Mas da nada adianta isso, observou o presidente Obama, invocando o espírito de Luther King, se não tiverem dinheiro para pagar.
Os outros ex-presidentes vivos eleitos pelo Partido Democrata, Jimmy Carter e Bill Clinton, também discursaram em memória do sonho de Luther King.
Em 28 de agosto de 1963, no fim da Marcha sobre Washington, Luther King fez no Memorial a Abraham Lincoln, presidente que libertara os escravos cem anos antes, o discurso mais importante de sua luta pacífica contra a segregação racial nos EUA. O Dr. King alegou que a promessa de direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade inscrita na Constituição Americana não tinha sido estendida a todos.
"Eu tenho um sonho de que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-proprietários de escravos vão poder se sentar juntos na mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que um dia mesmo um estado como o Mississípi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, sufocado pelo calor da opressão, vai se tornar um oásis de justiça e liberdade", discursou Luther King.
Um dos trechos mais lembrados hoje foi: "Eu tenho um sonho de que meus quatro pequenos filhos vão viver um dia numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter". Esse sonho foi realizado?
A legislação garantindo direitos iguais para os negros foi aprovada em 1964, depois da comoção causada pelo assassinato do presidente John Kennedy em 22 de novembro de 1963.
Desde então, os negros não podem mais ser discriminados legalmente. Podem entrar em bares, restaurantes e cafés que antes eram só para brancos. Mas da nada adianta isso, observou o presidente Obama, invocando o espírito de Luther King, se não tiverem dinheiro para pagar.
Os outros ex-presidentes vivos eleitos pelo Partido Democrata, Jimmy Carter e Bill Clinton, também discursaram em memória do sonho de Luther King.
Hassan é condenado à morte por matança em Forte Hood
O ex-oficial médico psiquiatra do Exército dos Estados Unidos Nidal Malek Hassan foi sentenciado por um tribunal militar com a pena de morte hoje por ter assassinado 13 colegas no Forte Hood, no Texas, em 2009, informou há pouco o jornal The Washington Post.
Em sua defesa, feita por si mesmo, Hassan alegou que estava tentando evitar mais mortes de muçulmanos nas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, onde servira. Ele pediu para ser condenado à morte para virar mártir.
Ao disparar contra militares desarmados que faziam exames médicos antes de embarcar para os países em guerra, o ex-major gritou em árabe "Deus é grande!", o discurso dos extremistas muçulmanos. Eles invocam Alá (Deus) para defender o direito de matar supostos infiéis que, na sua visão medieval retrógrada, não obedecem às ordens divinas.
Em sua defesa, feita por si mesmo, Hassan alegou que estava tentando evitar mais mortes de muçulmanos nas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, onde servira. Ele pediu para ser condenado à morte para virar mártir.
Ao disparar contra militares desarmados que faziam exames médicos antes de embarcar para os países em guerra, o ex-major gritou em árabe "Deus é grande!", o discurso dos extremistas muçulmanos. Eles invocam Alá (Deus) para defender o direito de matar supostos infiéis que, na sua visão medieval retrógrada, não obedecem às ordens divinas.
Reino Unido propõe resolução para "proteger" sírios
O Reino Unido preparou um anteprojeto de resolução que circula entre os países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizando o uso da força contra o governo da Síria sob o pretexto de "proteger civis", alegando de que a ditadura de Bachar Assad atacou um subúrbio de Damasco com armas químicas há uma semana.
Um bombardeio de mísseis liderado pelos Estados Unidos para punir o regime de Assad, com o apoio da França e do Reino Unido, é considerado iminente, mas qualquer resolução da ONU deve ser vetada pela Rússia e a China, que se opõem a uma intervenção militar ocidental na Síria.
É prática discutir um texto no Conselho de Segurança para sondar a possibilidade de aprovação. Não havendo chance, o anteprojeto não vira formalmente um projeto e o assunto é retirado de discussão para evitar o voto contrário de uma das grandes potências com direito de veto (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido).
A China e a Rússia não gostaram da intervenção militar na Líbia, que teria ido além do mandato de "proteger civis" para derrubar e matar o ditador Muamar Kadafi, e mudar o regime. Os EUA e seus aliados árabes e europeus argumentam que era impossível proteger a população com Kadafi no poder. Diante da anarquia na Líbia, não pretendem repetir o erro na Síria, que teria grandes implicações para a instabilidade política do Oriente Médio.
Um bombardeio de mísseis liderado pelos Estados Unidos para punir o regime de Assad, com o apoio da França e do Reino Unido, é considerado iminente, mas qualquer resolução da ONU deve ser vetada pela Rússia e a China, que se opõem a uma intervenção militar ocidental na Síria.
É prática discutir um texto no Conselho de Segurança para sondar a possibilidade de aprovação. Não havendo chance, o anteprojeto não vira formalmente um projeto e o assunto é retirado de discussão para evitar o voto contrário de uma das grandes potências com direito de veto (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido).
A China e a Rússia não gostaram da intervenção militar na Líbia, que teria ido além do mandato de "proteger civis" para derrubar e matar o ditador Muamar Kadafi, e mudar o regime. Os EUA e seus aliados árabes e europeus argumentam que era impossível proteger a população com Kadafi no poder. Diante da anarquia na Líbia, não pretendem repetir o erro na Síria, que teria grandes implicações para a instabilidade política do Oriente Médio.
Merkel: Grécia não deveria ter aderido ao euro
Em campanha para as eleições de 22 de setembro de 2013, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, admitiu que a crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro vai durar anos, mas atribuiu a culpa ao governo social-democrata de seu antecessor, Gerhard Schröder, alegando que "a Grécia nunca deveria ter sido admitida".
Nos últimos dias, o Partido Social-Democracta (SPD), o maior da oposição, acusou Merkel de não ter revelado ao público alemão o verdadeiro custo dos programas de ajuste fiscal impostos a Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha em troca de empréstimos de emergência.
Ao impor uma disciplina fiscal rígida que aprofundou a recessão e aumentou o desemprego nos países mais vulneráveis da Eurozona, Merkel e a Alemanha foram acusadas de abalar o projeto de integração da Europa, uma das principais garantias da paz no continente depois de duas guerras mundiais arrasadoras.
A primeira-ministra é criticada por não ter uma visão clara do futuro da União Europeia. De olho na reeleição no mês que vem, não teria aproveitado a crise da Eurozona, a maior do continente desde a criação da Comunidade Econômica Europeia, em 1957, para apresentar uma proposta sobre o futuro da Europa, que terminou sendo o continente mais abalado pela atual crise econômico-financeira internacional.
Nos últimos dias, o Partido Social-Democracta (SPD), o maior da oposição, acusou Merkel de não ter revelado ao público alemão o verdadeiro custo dos programas de ajuste fiscal impostos a Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha em troca de empréstimos de emergência.
Ao impor uma disciplina fiscal rígida que aprofundou a recessão e aumentou o desemprego nos países mais vulneráveis da Eurozona, Merkel e a Alemanha foram acusadas de abalar o projeto de integração da Europa, uma das principais garantias da paz no continente depois de duas guerras mundiais arrasadoras.
A primeira-ministra é criticada por não ter uma visão clara do futuro da União Europeia. De olho na reeleição no mês que vem, não teria aproveitado a crise da Eurozona, a maior do continente desde a criação da Comunidade Econômica Europeia, em 1957, para apresentar uma proposta sobre o futuro da Europa, que terminou sendo o continente mais abalado pela atual crise econômico-financeira internacional.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
EUA e aliados devem atacar Síria com mísseis
Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França se preparam para atacar a Síria em resposta ao bombardeio com armas químicas que matou pelo menos 355 pessoas seis dias atrás. Deve ser uma barragem com pelo menos 100 mísseis disparados durante um período de 24 a 72 horas.
Um submarino da Marinha Real britânica vai se unir à frota dos EUA no Mar Mediterrâneo para participar da ação.
Este ataque, esperado nos próximos dias, não visa a mudar a realidade no campo de batalha na guerra civil síria. As potências ocidentais não confiam nos grupos rebeldes, alguns formados por extremistas muçulmanos.
Por isso, não estariam interessadas na queda imediata de Bachar Assad.
Um submarino da Marinha Real britânica vai se unir à frota dos EUA no Mar Mediterrâneo para participar da ação.
Este ataque, esperado nos próximos dias, não visa a mudar a realidade no campo de batalha na guerra civil síria. As potências ocidentais não confiam nos grupos rebeldes, alguns formados por extremistas muçulmanos.
Por isso, não estariam interessadas na queda imediata de Bachar Assad.
França está "pronta punir quem usou gás contra inocentes"
Em discurso diante de embaixadores, depois de acusar o governo da Síria de usar armas químicas, o presidente François Hollande declarou que "a França está pronta para punir quem tomou a decisão infame de atacar inocentes com gás".
As potências ocidentais já teriam avisado os rebeldes de que o ataque contra o regime de Bachar Assad virá em dias.
As potências ocidentais já teriam avisado os rebeldes de que o ataque contra o regime de Bachar Assad virá em dias.
Síria e Irã ameaçam retaliar Israel
Se os Estados Unidos e seus aliados bombardearem a Síria para punir a ditadura de Bachar Assad pelo uso de armas químicas na guerra civil do país, a resposta pode ser um ataque contra Israel, advertiu ontem o ex-secretário adjunto do Ministério da Informação, Khalaf Muftah, alto dirigente do partido Baath. Em entrevista de rádio, ele afirmou que Damasco acredita que "Israel estará por trás de qualquer agressão do Ocidente e portanto estará sob fogo".
"Temos armas estratégicas e capacidade de resposta", afirmou o dirigente baathista. "Normalmente, as armas estratégicas estão apontadas para Israel".
A ameaça é de uma conflagração generalizada no Oriente Médio: "Se os EUA ou Israel cometerem o erro de tirar vantagem da questão sobre armas químicas, a região vai pegar fogo. Isso vai afetar não só a segurança da região, mas do mundo".
O Irã também advertiu os EUA, que admitem usar a força para impedir a república dos aiatolás de fazer a bomba atômica, mas o comandante da milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária, Mohamad Reza Naqji, fez uma análise equivocada: "Os americanos são incapazes de começar uma nova guerra na região por falta de condições econômicas e morais".
Depois de afirmar que "nenhum ataque será realizado contra a Síria", um membro da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã, Hossein Sheikholeslam, alertou que, "se tal incidente acontecer, o regime sionista será a primeira vítima".
Israel não acredita que a Síria abra uma nova frente de combate, mas está tomando as precauções devidas.
"Temos armas estratégicas e capacidade de resposta", afirmou o dirigente baathista. "Normalmente, as armas estratégicas estão apontadas para Israel".
A ameaça é de uma conflagração generalizada no Oriente Médio: "Se os EUA ou Israel cometerem o erro de tirar vantagem da questão sobre armas químicas, a região vai pegar fogo. Isso vai afetar não só a segurança da região, mas do mundo".
O Irã também advertiu os EUA, que admitem usar a força para impedir a república dos aiatolás de fazer a bomba atômica, mas o comandante da milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária, Mohamad Reza Naqji, fez uma análise equivocada: "Os americanos são incapazes de começar uma nova guerra na região por falta de condições econômicas e morais".
Depois de afirmar que "nenhum ataque será realizado contra a Síria", um membro da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã, Hossein Sheikholeslam, alertou que, "se tal incidente acontecer, o regime sionista será a primeira vítima".
Israel não acredita que a Síria abra uma nova frente de combate, mas está tomando as precauções devidas.
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