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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Assassinato de líderes não é política externa

O Irã atacou nesta noite duas bases militares do Iraque onde há soldados dos Estados Unidos, mostrando mais uma vez o fracasso da estratégia de matar líderes inimigos. Como observou o comentarista Gideon Rachman, do jornal Financial Times, "assassinato político não é política externa".

A República Islâmica do Irã assumiu hoje a responsabilidade por um ataque com mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra duas bases militares do Iraque, onde havia soldados dos Estados Unidos.

É a retaliação pelo assassinato do general iraniano Kassem Suleimani, comandante da tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, num ataque de drones na noite de 2 para 3 de janeiro, em Bagdá.
Os danos ainda não foram revelados pelo governo americano.

Horas antes, o presidente Donald Trump ameaçou ordenar um ataque “desproporcional” se cidadãos e interesses dos Estados Unidos fossem atingidos. Os mísseis saíram do território iraniano e alvejaram as bases de Assad, no Oeste, e outra cidade curda de Arbil, no Norte do Iraque.

A bola volta agora para a quadra dos Estados Unidos. A expectativa agora é qual será a reação de Trump, como será o novo ataque americano. Meu comentário:
Depois do ataque, o Ministério do Exterior do Irã divulgou nota tentando desescalar a situação, alegando ter dado uma resposta "proporcional com base no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas", e o presidente Donald Trump escreveu no Twitter, seu meio de comunicação favorito, que "tudo está bem". Nenhum dos dois lados quer a guerra. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

EUA e aliados devem atacar Síria com mísseis

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França se preparam para atacar a Síria em resposta ao bombardeio com armas químicas que matou pelo menos 355 pessoas seis dias atrás. Deve ser uma barragem com pelo menos 100 mísseis disparados durante um período de 24 a 72 horas.

Um submarino da Marinha Real britânica vai se unir à frota dos EUA no Mar Mediterrâneo para participar da ação.

Este ataque, esperado nos próximos dias, não visa a mudar a realidade no campo de batalha na guerra civil síria. As potências ocidentais não confiam nos grupos rebeldes, alguns formados por extremistas muçulmanos.

Por isso, não estariam interessadas na queda imediata de Bachar Assad.