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sábado, 28 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 28 de Agosto

 REI ZULU CAPTURADO

    Em 1879, o Império Britânico captura o rei Cetshwayo, último grande líder da Zululândia, no fim da Guerra Britânico-Zulu. Cetshwayo é exilado.

Os britânicos tomam em 1843 a província de Natal dos bôeres, os descendentes dos colonos holandeses que povoaram o que hoje é a África do Sul a partir da fundação da Cidade do Cabo por Jan van Riebeeck, em 1652.

Cetshwayo desafiou o domínio colonial. Em 1879, os britânicos invadiram a Zululândia e sofreram grandes perdas na Batalha de Isandlwana, quando tiveram 1,3 mil baixas, e na Batalha do Monte Hoblane. São as únicas vitórias militares de um exército armado com lanças e escudos contra um exército moderno com armas de fogo.

Na Batalha de Khambula, em 29 de março, o império vence. Capurado, Cetshwayo vai para o exílio. Volta em 1883 e retoma o controle de parte da Zululândia, mas sua liderança está abalada pela derrota. Cai de novo, volta para o exílio e morre no ano seguinte.

Diante da revolta zulu, em 1887, o Império Britânico anexa a Zululândia, que em 1897 passa a fazer parte da província de Natal, que em 1910 forma a União Sul-Africana.

MASSACRE DE JUDEUS NA UCRÂNIA

    Em 1941, dois meses depois da invasão da União Soviética, a Alemanha Nazista mata mais de 23 mil judeus na Ucrânia.

Por incrível que pareça, os alemães são recebidos como libertadores pelos ucranianos que lutavam contra a ditadura de Josef Stalin na URSS. Ao coletivizar a agricultura, Stalin impõe um regime de terror que levou ao Holomodor, uma fome sem precedentes na história da Ucrânia, o celeiro da URSS, em que morrem 3,5 milhões em 1932 e 1933.

A Alemanha de Hitler invade a URSS em 22 de junho de 1941. No início de julho, os nazistas começaram a prender e enviar para campos de concentração ativistas que tentavam organizar um governo provisório para uma Ucrânia independente.

O verdadeiro terror é contra os judeus. Dezenas de milhares de judeus fugidos da Hungria no início da guerra são detidos. Os nazistas tentam deportá-los para a Hungria, que os rejeita. O general Franz Jaeckeln, das SS, a milícia do Partido Nazista, decide, então, pela "completa liquidação destes judeus até 1º de setembro".

As SS levam mais de 23 mil judeus até crateras abertas por bombas em Kamanets Podolsk e os fuzila a tiros de metralhadora. Quem sobrevive é enterrado vivo.

"EU TENHO UM SONHO"

    Em 1963, no fim da Marcha sobre Washington, o reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pelos civis dos negros nos Estados Unidos, faz no Memorial de Lincoln, diante de 250 mil pessoas, seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho que um dia meus quatro filhos vão viver num país onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pelo seu caráter."

Os manifestantes se reúnem na luta por liberdade e oportunidades iguais de trabalho para a minoria de origem africana. Nos degraus do monumento em homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que abolira a escravatura, o Dr. King afirma em linguagem direta: "O negro ainda não é livre."

FIM DE UM SONHO

    Em 1996, quatro anos depois da separação, os príncipes de Gales, Charles e Diana, se divorciam oficialmente, pondo fim ao que no primeiro momento parecia um conto de fadas, com o herdeiro da coroa do Reino Unido casando com uma linda princesa na Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Obama liga sonho de Luther King a direitos econômicos

Na festa em homenagem aos 50 anos do discurso Eu tenho um sonho de Martin Luther King Jr., o maior líder negro da História dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama, primeiro afro-americano a chegar à Casa Branca, apontou a falta de oportunidades econômicas como a principal causa das desigualdades sociais do país.

Em 28 de agosto de 1963, no fim da Marcha sobre Washington, Luther King fez no Memorial a Abraham Lincoln, presidente que libertara os escravos cem anos antes, o discurso mais importante de sua luta pacífica contra a segregação racial nos EUA. O Dr. King alegou que a promessa de direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade inscrita na Constituição Americana não tinha sido estendida a todos.

"Eu tenho um sonho de que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-proprietários de escravos vão poder se sentar juntos na mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que um dia mesmo um estado como o Mississípi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, sufocado pelo calor da opressão, vai se tornar um oásis de justiça e liberdade", discursou Luther King.

Um dos trechos mais lembrados hoje foi: "Eu tenho um sonho de que meus quatro pequenos filhos vão viver um dia numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter". Esse sonho foi realizado?

A legislação garantindo direitos iguais para os negros foi aprovada em 1964, depois da comoção causada pelo assassinato do presidente John Kennedy em 22 de novembro de 1963.

Desde então, os negros não podem mais ser discriminados legalmente. Podem entrar em bares, restaurantes e cafés que antes eram só para brancos. Mas da nada adianta isso, observou o presidente Obama, invocando o espírito de Luther King, se não tiverem dinheiro para pagar.

Os outros ex-presidentes vivos eleitos pelo Partido Democrata, Jimmy Carter e Bill Clinton, também discursaram em memória do sonho de Luther King.