quinta-feira, 5 de maio de 2022

OMS estima que o total de mortes na pandemia seja muito maior

 O verdadeiro total de mortes da pandemia do coronavírus de 2019 até o fim do ano passado deve ter ficado entre 13,3 e 16,6 milhões, provavelmente em torno de 14,9 milhões, estimou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) com base no excesso de mortes em relação a anos anteriores. O total oficial de mortes no período é de 5,4 milhões.

A revisão foi maior na Índia, que teria um total de 4,7 milhões de mortes, em vez das 524 mil notificadas. No Brasil, as vidas perdidas passariam de 620 para 680 mil até o fim de 2022. Sem revisão, os Estados Unidos se aproximam de 1 milhão de mortes.

No Brasil, foram notificadas nesta quinta-feira mais 151 mortes e 21.112 casos novos de covid-19, elevando os totais para 30.520.289 casos confirmados e 663.967 mortes. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias voltou à estabilidade, depois de apresentar tendência de alta na semana passada. Caiu 3% em 14 dias para 97. A média de casos novos subiu 15% em duas semanas, o que significa tendência de alta, para 15.087 por dia.

Na semana de 25 de abril a 1º de maio, os números de casos novos e de mortes no mundo mantiveram a tendência de queda observada desde o fim de março deste ano. Foram mais 3.893.033 casos (-17% na semana) e 15.695 mortes (-3%). 

Ao todo hoje, são 516.180.725 milhões de casos confirmados e 6.247.584 milhões de mortes. Mais de 470 milhões de pacientes se recuperaram, mas um quarto dos hospitalizados tem sintomas de longo prazo, a covid longa. Pouco menos de 40 milhões têm casos assintomáticos, suaves ou médios e 40.365 estão em estado grave. 

O contágio aumentou na África (+31%) e na América (13%), e as mortes no Sul e no Leste da Ásia (+69%), principalmente por causa da notificação tardia da Índia.

Os maiores números de casos novos foram na Alemanha (558.958, -24%), na Itália (324.825, -8%), França (382.208, -30%), Coreia do Sul (380.455, -35%) e EUA (372.167, +27%).

Os maiores números de mortes foram nos EUA (2.199, -5%), Índia (1.650, +273%), Rússia (1.129, -19%), França (900, +2%) e Itália (898, -11%).

Mais de 11,64 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo até agora. Mais de 5,15 bilhões de pessoas (65,3% da população mundial) receberam a primeira dose, mas só 15,8% nos países pobres. Cerca de 60% completaram a vacinação e 24% tomaram dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 177,36 milhões, 164,5 milhões (76,7% da população brasileira) completaram a vacinação e 87,37 milhões (40,7%) receberam ao menos uma dose extra.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 4 de Maio

CONSTRUÇÃO DO CANAL DO PANAMÁ

    Em 1905, os Estados Unidos iniciam a segunda tentativa de abrir um canal entre os oceanos Atlântico e Pacífico no istmo do Panamá, depois do fracasso que companhia francesa que construiu o Canal de Suez.

MORTE NO CAMPUS

    Em 1970, 28 soldados da Guarda Nacional atiram contra manifestantes que protestam contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã na Universidade Estadual de Kent, em Ohio, matam quatro estudantes e ferem outros oito, inclusive um que ficou paraplégico.

THATCHER CHEGA AO PODER

    Em 1979, depois de uma onda de greves conhecida como inverno do descontentamento em que o lixo se acumulou nas ruas e cadáveres ficaram insepultos pela paralisação dos coveiros, o Partido Conservador vence as eleições no Reino Unido e sua líder, Margaret Thatcher se torna a primeira primeira-ministra britânica.

ACORDOS DE OSLO

    Em 1994, o primeiro-ministro trabalhista de Israel, Yitzhak Rabin, e o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, assinam no Cairo, a capital do Egito, o acordo que cria a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e devolve aos árabes o controle parcial sobre a Faixa de Gaza e Jericó.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Suprema Corte dos EUA revoga decisão que dá direito ao aborto

É um abalo sísmico na política dos Estados Unidos esperado desde que o presidente Donald Trump (2017-21) nomeou três juízes conservadores, criando uma supermaioria reacionária de 6-3 na Suprema Corte dos Estados Unidos. 

Um documento de 98 páginas vazado pelo site Politico antecipou ontem à noite uma decisão que revoga o direito constitucional ao aborto, estabelecido em 1973 por decisão do supremo tribunal com base no direito à privacidade da mulher garantido pela Emenda nº 14 à Constituição dos EUA. 

 O rascunho do voto do ministro Samuel Alito representa a posição de cinco juízes conservadores: o próprio Alito, Clarence Thomas, Neil Gorsuch, Brett Kavanagh e Amy Coney Barrett, os três últimos indicados por Trump. Alito afirma que a decisão de 1973, por 7-2, foi "flagrantemente errada" e causou grandes danos. 

A maioria conservadora segue o chamado constitucionalismo estrito: se um direito não está claramente expresso na Constituição, não existe. Como a carta magna nada diz a respeito, o direito ao aborto passa a ser uma questão a ser decidida pelos estados. 

Pelo menos 22 estados onde o Partido Republicano têm maioria nos legislativos estaduais preparam leis para limitar o aborto, a exemplo do que fez o Texas, onde a interrupção só é permitida até 6 semanas de gravidez, quando muitas mulheres nem sabem que estão grávidas. 

Estas leis criminalizam ajudar uma mulher a abortar e qualquer pessoa pode tomar a iniciativa de abrir um processo e exigir reparações financeiras. 

Milhares de pessoas saíram às ruas imediatamente para protestar. A maior manifestação foi diante da Suprema Corte, em Washington. A direita religiosa festejou a vitória. Proibir o aborto é uma aspiração desde que o presidente Ronald Reagan (1981-89) atraiu a direita cristã para o Partido Conservador.

O presidente Joe Biden, a vice-presidente Kamala Harris e os líderes do Partido Democrata criticaram a decisão, que ainda não é oficial porque não foi publicada. Mas ninguém acredita que mude.

Leia mais em Quarentena News.

Hoje na História do Mundo: 3 de Maio

TRIBUNAL DE TÓQUIO

    Em 1946, o Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente começa a julgar 28 oficiais e altos funcionários do Japão acusados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 2 de Maio

EUA MATAM BEN LADEN

    Em 2011, quase dez anos depois dos atentados contra Nova York e o Pentágono, um comando de elite da Marinha dos Estados Unidos mata o terrorista saudita Ossama ben Laden, líder da rede terrorista Al Caeda (A Base), no seu esconderijo em Abotabade, no Paquistão.

Quando a União Soviética invade o Afeganistão, em 26 de dezembro de 1979, os Estados Unidos, a Arábia Saudita, a China e o Paquistão se unem para apoiar a resistência afegã. Ben Laden é um dos enviados do reino saudita para arregimentar os chamados árabes afegãos.

A URSS está derrotada em 1988, quando Ben Laden cria a rede Al Caeda para levar a guerra santa islâmica a todos os conflitos com muçulmanos envolvidos.

A rede terrorista Al Caeda é assim um detrito da Guerra Fria. Criada para fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS, alimentada pelos EUA, volta-se contra o Ocidente.

Com a retirada soviética, em 1989, o governo-fantoche de Mohammed Najibullah resiste até 1992, quando é vencido pelos rebeldes muçulmanos. Começa um período de anarquia.

Para defender os princípios do Islã num ambiente de anarquia, marcado pelo crime, a violência e a morte, nasce em 1994, com o apoio do serviço secreto militar do Paquistão, a Milícia dos Talebã (Estudantes), que toma o poder em Cabul em 1996 e abriga acampamentos e centros de treinamento d'al Caeda.

Em 1998, depois de atentados terroristas contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, o governo Bill Clinton (1993-2001) bombardeia bases d'al Caeda no Afeganistão.

A resposta vem num atentado contra o navio americano USS Cole, no ano 2000, e nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando Al Caeda leva as guerras do Grande Oriente Médio para o território dos EUA. Ben Laden comenta que não esperava que as Torres Gêmeas desabassem, só que queimassem do ponto de impacto para cima.

Os EUA invocam o art. 5 da Carta da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e atacam o Afeganistão com o apoio de uma força internacional em 7 de outubro de 2001. O regime fundamentalista muçulmano cai em três semanas.

Na Batalha de Tora Bora, de 6 a 17 de dezembro de 2001, os EUA chegam a cercar a liderança da rede Al Caeda num complexo de cavernas no Leste do Afeganistão, mas Ben Laden consegue escapar para o Paquistão.

Depois de anos, Ben Laden é localizado numa mansão superprotegida em Abotabade, cidade-sede da Academia Militar do Paquistão.

O ataque começa a uma da madrugada. Dois helicópteros Falcão Negro transportam 23 soldados de elite do comando SEALs da Marinha dos EUA até o complexo. Em 40 minutos, cinco pessoas são mortas, inclusive Ben Laden e um filho adulto. Um helicóptero se acidenta, mas ninguém sai ferido. Os soldados norte-americanos levam documentos e computadores.

O cadáver de Ben Laden é levado para confirmar a identidade no Afeganistão e jogado no Mar da Arábia.

domingo, 1 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Maio

DIA DO TRABALHO 

    Em 1886, os trabalhadores iniciam uma greve geral em Chicago, nos Estados Unidos, exigindo uma redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas por dia. Em 4 de maio, quando a polícia parte para dispersar a manifestação, alguém joga uma bomba. A polícia atira nos grevistas. Quatro civis e sete policiais morrem, e pelo menos 60 policiais e 115 civis saem feridos. O Massacre no Haymarket é a origem do Dia Internacional do Trabalho ou do Trabalhador.

Centenas de líderes sindicais e ativistas de esquerda são presos. Oito líderes grevistas são processados e sete condenados à forca num julgamento visto como parcial. Dois têm a pena de morte comutada, um se suicida na prisão e quatro são enforcados.

No primeiro congresso da Segunda Internacional, realizado em Paris em 1889, o sindicalista francês Raymond Lavigne convoca uma série de manifestações em 1º de maio 1890 para homenagear os grevistas de 1886 em Chicago. Houve protestos nos EUA, na Europa, no Chile e no Peru.

O segundo congresso da Segunda Internacional decide tornar o 1º de Maio um evento anual. Em 1904, a Segunda Internacional, reunida em Amsterdã, na Holanda, convoca "todos os partidos social-democratas e todos os sindicatos de todos os países se manifestar energicamente em 1º de Maio pelo estabelecimento legal da jornada de oito horas de trabalho por dia, pelas demandas de classe do proletariado e a paz universal."

A data se transformou num dia de grandes manifestações que se tornaram oficiais em vários países, especialmente nos regimes comunistas.

Os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido festejam o Dia do Trabalho na primeira sexta-feira de setembro.

sábado, 30 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 30 de Abril

SUICÍDIO DE HITLER

    Em 1945, com a Segunda Guerra Mundial (1939-45) perdida e o Exército Vermelho avançando em direção a Berlim, o ditador nazista Adolf Hitler se mata em sua fortaleza subterrânea na capital da Alemanha, tomando uma cápsula cianeto e dando um tiro na cabeça.

A guerra começa a virar com a rendição do 6º Exército da Alemanha no fim da Batalha de Stalingrado, em 3 de fevereiro de 1943. A partir daí, na frente oriental, o Exército Vermelho marcha rumo a Berlim.

Os aliados ocidentais começam a invadir a Europa dominada pelo nazifascismo em 10 de julho de 1943 pela Sicília, na Itália. Em 6 de junho de 1944, desembarcam na Normandia, na França.

Diante da derrota inevitável, em julho de 1944, oficiais alemães liderados pelo coronel Claus von Stauffenberg tentam matar o Führer, mas o atentado fracassa e o regime nazista executa 4 mil alemães.

Com a aproximação do Exército Vermelho, em janeiro de 1945, Hitler se refugia no seu bunker, situado no subsolo, 17 metros abaixo da Chancelaria, a sede do governo alemão. A fortaleza subterrânea tem 18 peças, água corrente e energia elétrica independentes.

Lá, Hitler despacha regularmente com seus principais subordinados, Heinrich Himmler, ministro do Interior, comandante militar da SS, a tropa de choque do Partido Nazista, e da polícia política Gestapo, e comandante do Exército da Reserva; e Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda nazista e sucessor de Hitler.

Um dia antes do suicídio, Hitler se casa com sua amante, Eva Braun.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Média de mortes por covid volta a ter tendência de alta

 A pandemia não acabou. Depois de 71 dias, a média de mortes pela doença do coronavírus de 2019 voltou a apresentar tendência de mortes no Brasil. Nas últimas 24 horas, foram notificadas mais 195 mortes e 14.463 diagnósticos positivos. 

Desde o início da pandemia, foram 30.429.140 casos confirmados e 663.484. A subvariante BA2 e a decisão equivocada das autoridades de suspender a obrigatoriedade do uso de máscaras em público explicam o novo surto.

A média de mortes dos últimos sete dias subiu 20% em duas semanas para 124. A média de casos no mesmo período caiu 9% para 13.548.

Na semana de 18 a 24 de abril, foram registrados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) 4.548.226 casos novos, uma queda 21% em relação à semana anterior, e 15.134 mortes, 20% a menos do que uma semana antes.

Houve alta no contágio na África (32%) e na América (9%). As mortes tiveram alta na África (110%) e no Sul e Leste da Ásia (41%) por causa de um atraso na inclusão de dados da Índia. A OMS adverte que estes dados precisam ser vistos com cautela porque muitos países reduziram a testagem com o declínio da pandemia.

Ao todo, são 513.072.357 casos confirmados e 6.234.003 mortes. Mais de 466 milhões de pacientes se recuperaram, mas 25% dos hospitalizados apresentam sintomas de longo prazo, cerca de 40,8 milhões têm casos assintomáticos, leves ou médios e 41.372 (0,1% dos casos ativos) estão em estado grave.

Os maiores números de casos novos foram relatados na Alemanha (675.022), na Coreia do Sul (589.442), na França (542.496), na Itália (419.374) e nos Estados Unidos (298.306), onde houve uma alta de 52% em duas semanas. Os maiores números de mortes foram nos EUA (2.354), apesar da queda de 32% em duas semanas, na Rússia (1.402), na Coreia do Sul (1.041), na Itália (1.007) e no Reino Unido (903).

A China, origem da pandemia, enfrenta a pior onda de contaminação desde o surto inicial, no fim de 2019 e início de 2020, com mais de 180 milhões de pessoas sob confinamento, especialmente em Xangai, a maior e mais rica cidade chinesa e maior porto do mundo, paralisada há cinco semanas. Ontem, houve um panelaço de gente revoltada com as rações insuficientes distribuídas pelo regime comunista chinês.

Mais de 11,58 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo e 11,47 milhões estão sendo inoculadas por dia. Mais de 5,13 bilhões (65% da população mundial) tomaram ao menos uma dose) tomaram ao menos uma dose, 60% completaram a vacinação e 24% receberam uma dose de reforço.

Na China, 89% tomaram duas doses e 53%, três doses, mas as vacinas chinesas são menos eficazes do que as vacinas ocidentais de RNA e, como as cepas anteriores foram controladas, pouco chineses desenvolveram imunidade por contato com o vírus. E 11% na China são 155 milhões de pessoas.

O Brasil deu a primeira dose a 177,2 milhões de pessoas, mais de 164 milhões (76,46% da população brasileira) completaram a vacinação e 86,3 milhões (40,23%) tomaram ao menos uma dose de reforço.

Para estar protegido contra a variante ômicron e suas subvariantes, é importante tomar a terceira e a quarta doses.

Hoje na História do Mundo: 29 de Abril

PROTESTO ANTIRRACISTA EXPLODE EM LOS ANGELES 

    Em 1992, depois a Justiça absolve quatro policiais que espancaram o motorista negro Rodney King, uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial irrompe no Centro-Sul de  Los Angeles, a segunda maior cidade dos Estados Unidos, com saques, depredações, ataques a motoristas e mais de 100 incêndios.

King está em liberdade condicional, em 3 de março de 1991, quando é perseguido pela polícia em alta velocidade até se render, bêbado. Como não se mostra disposto a colaborar com a polícia, é brutalmente espancado pelos policiais Laurence Powell, Theodore Briseno e Timothy Wind.

De um edifício próximo, um cidadão gravou as cenas de violência num vídeo de um minuto e 29 segundos. Entregue a jornalistas, deflagrou um debate sobre racismo institucional e violência policial.

Rodney King é liberado sem qualquer acusação. Os três agentes e o sargento Stacey Koon, que comandava a ação, são levados a júri popular.

Diante da comoção social, o caso é levado para Simi Valley, no Condado de Ventura. Em 29 de abril de 1992, o júri absolve os réus de todas as acusações, menos uma acusação de agressão física contra Powell, em que os jurados se dividiram.

A absolvição causou os distúrbios mais violentos dos EUA no século 20. Em 1º de maio, o presidente George W. Bush manda o Exército intervir e, no dia seguinte, a situação é controlada.

Em três dias de distúrbios, mais de 60 pessoas morrem, quase 2 mil saem feridas e 7 mil são presas. O prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

Ameaças da Rússia indicam dificuldade no campo de batalha

O ditador Vladimir Putin ameaçou retaliação com a velocidade de um raio, com armas nucleares, a quem interferir na guerra da Ucrânia. Em primeiro lugar, foi ele que invadiu um país independente e soberano, declarando que não tem o direito de existir, numa violação da carta das Nações Unidas e o direito internacional. 

Como todo ditador, Putin só entende a linguagem da força, mas as repetidas ameaças de usar armas nucleares são sinais de fraqueza. O ditador usa o poderio militar e nuclear para tentar restaurar o status de grande potência que o país perdeu com o fim da União Soviética. 

Nos últimos 14 anos, invadiu a Ucrânia duas vezes, a Geórgia em 8 de agosto de 2008, interveio na guerra civil da Síria a partir de 30 de setembro 2015 e enviou mercenários à África, para a Líbia, a República Centro-Africana, o Sudão e o Mali. 

O ministro do Exterior, Sergei Lavrov, acusa o Ocidente de travar uma guerra indireta com a Rússia ao armar a Ucrânia e alerta para o risco de uma escalada para um conflito nuclear. 

Putin quer declarar vitória em 9 de maio, quando a Rússia festeja a vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Mas o desempenho das Forças Armadas da Rússia está abaixo da expectativa. Meu comentário:

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 28 de Abril

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, durante uma viagem do Taiti para o Caribe, um motim liderado pelo capitão Flechter Christian, toma o navio britânico Bounty, deixa o capitão William Bligh, autoritário e opresssor, e 18 marinheiros leais a ele num pequeno barco à deriva no Oceano Pacífico e segue para Tubuai, ao sul do Taiti.

O Bounty sai do Taiti em 4 de abril com uma carga de fruta-pão. Perto de Tonga, Christian e outros 28 marinheiros se amotinam. No pequeno barco de 7 metros, Bligh e seus homens chegam ao Timor em 14 de junho depois de uma viagem de 5.750 quilômetros em mar aberto.

Com o fracasso da colônia, em janeiro de 1790, os rebeldes do Bounty vão para o Taiti, onde 16 resolvem ficar. Christian e outros oito amotinados, seis homens taitianos e pelo menos 12 mulheres e uma criança vão para Pitcairn, uma ilha vulcânica desabitada a mais de 1,6 mil km do Taiti.

Os amotinados que ficaram no Taiti são presos. Três são enforcados. 

Em 1808, um navio baleeiro norte-americano vê fumaça no ar e descobre uma comunidade liderada por John Adams, único sobrevivente do motim do Bounty. Um navio britânico lhe concedeu anistia em 1825.

A história é contada no filme Motim no Bounty, com Marlon Brando como Fletcher Christian.

MUSSOLINI E AMANTE EXECUTADOS

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o líder fascista e ditador da Itália, Benito Mussolini, o Duce, e sua amante, Clara Petacci, são fuzilados por guerrilheiros comunistas da resistência antifascista quando tentavam fugir para a Suíça.

Fundador do fascismo, Mussolini vira primeiro-ministro da Itália em 31 de outubro de 1922, mais de 10 anos antes de Adolf Hitler na Alemanha, seu grande aliado na guerra em que entrou em 10 de junho de 1940.

Cai pela primeira vez em 25 de julho de 1943, quando é deposto pelo Grande Conselho por levar a Itália a uma derrota militar desastrosa, nomear incompetentes para altos cargos e alienar grande parte da população.

Preso no mesmo dia, ao sair de uma audiência de rotina com o rei Vítor Emanuel III para fazer um relato sobre a guerra, Mussolini é resgatado por forças especiais da Alemanha. Até a derrota final, chefia um governo, a República Social Italiana, nas regiões da Itália não dominadas pelos aliados.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 27 de Abril

FIM DO APARTHEID

    Em 1994, a África do Sul realiza suas primeiras eleições livres para enterrar o regime segregacionista do apartheid, que impunha uma ditadura cruel e brutal da minoria branca. Mais de 22 milhões de pessoas votam e dão ampla maioria de 62,7% dos votos ao Congresso Nacional Africano. 

Seu líder, Nelson Mandela, torna-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Ele forma um governo de coalizão com o Partido Nacional, chefiado pelo ex-presidente Frederik de Klerk, que mandava no tempo do apartheid; e o Partido da Liberdade Inkhata, liderado por Mangosuthu Buthelezi, que alimentava o sonho de ser o primeiro presidente negro.

Mandela nasce em 18 de julho de 1918 em Mzevo, uma pequena aldeia, numa família da nobreza da tribo xhosa. É sobrinho do rei Jongintaba. Estuda direito e, em 1944, entra para o CNA, partido que luta pelos direitos da maioria negra desde 1912.

Em 1952, é eleito vice-presidente nacional. Sob a inspiração do herói da independência da Índia, Mohandas Gandhi, defende uma resistência e uma luta pacífica contra o apartheid

Gandhi teve a influência do escritor e pacifista russo Leon Tolstoy, que lhe apresentou as ideias de Henry David Thoreau, o naturalista norte-americano que criou o conceito de desobediência civil ao se negar a pagar impostos para não financiar guerra contra o México de 1846-48, quando os EUA tomaram 37% do território mexicano.

Depois do Massacre de Sharpeville, em 1960, quando a polícia atirou contra uma multidão de manifestantes e matou 69 pessoas, o CNA abandona o pacifismo e parte para a luta armada. Mandela é o organizador e comandante do braço armado do partido, Umkhonto we sizwe (Lança da Nação).

Preso em 1962, Mandela é condenado à morte, mas tem a pena comutada para prisão perpétua. Junto com outros companheiros, vai para a prisão da ilha Robben e mais tarde para as prisões de Pollsmoor e Victor Verster.

É solto 27 anos depois, em 11 de fevereiro de 1990 para negociar uma transição pacífica para a democracia. Vira presidente, mas não se apega ao cargo. Ao contrário dos líderes autoritários que desgraçaram a África independente, transfere o poder a seu sucessor na liderança do partido, Thabo Mbeki.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 26 de Abril

ACIDENTE DE CHERNOBIL

    Em 1986, o reator número 4 da Central Nuclear de Chernobil, situada em Pripiat, na república soviética da Ucrânia, explode de madrugada durante um teste de segurança e causa o maior acidente nuclear da história. Durante 9 dias, o reator emite uma coluna de material radioativo até o incêndio ser controlado, em 4 de maio.

O teste simula uma falta de energia elétrica na central atômica. Os sistemas de segurança de emergência e de controle são desligados intencionalmente. Por uma falha no projeto do reator e erros de operação, a água usada para resfriar o reator se superaquece, se transforma em vapor e explode o reator, projetando grafite no ar.

Como a União Soviética impõe uma rigorosa censura, a dimensão da tragédia só é revelada quando a nuvem radioativa chega à Europa Ocidental. 

Pelo menos 31 pessoas morrem em 3 meses em consequência do contato direto com a explosão, inclusive bombeiros e funcionários da usina nuclear. Em 2005, as Nações Unidas divulgam uma estimativa de 4 mil mortes em consequência da radiação. 

Cerca de 600 mil pessoas trabalham na descontaminação. O governo ucraniano paga pensão a 36 mil viúvas de maridos mortos por causa do acidente nuclear. O reator acidentado é encapsulado por um sarcófago de concreto armado concluído em dezembro de 1986.

Para o último líder soviético, Mikhail Gorbachev, o acidente de Chernobil é fator mais importante para o fim da URSS do que sua abertura política e econômica.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 25 de Abril

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

    Em 1974, o Movimento das Forças Armadas, formado por oficiais que lutaram nas guerras coloniais na África, deflagra a Revolução dos Cravos ou Revolução de Abril, depõe a ditadura do Estado Novo, instaurada por António Oliveira Salazar em 1933, e inicia o processo de democratização em Portugal. Uma nova Constituição, de orientação socialista, entra em vigor em 25 de abril de 1976.

Putin quer tornar a Ucrânia num país falido sem saída para o mar

Depois de dois meses de uma guerra que pretendia ganhar em uma semana, o ditador russo, Vladimir Putin, festeja a queda de Mariúpol, que chama de libertação. Mas até agora fracassou em seus objetivos políticos: derrubar o governo da Ucrânia, dividir o Ocidente e enfraquecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). E tornou a Rússia um país dependente da China. 

A tomada de Mariúpol dá um novo alento à Rússia, que está com a moral baixa. Mas o Batalhão de Azov ainda resiste na fábrica Azovstal, construída no tempo da União Soviética para resistir a uma guerra nuclear, onde pelo menos mil civis estariam refugiados. 

 O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ameaça romper as negociações se os ucranianos forem massacrados, mas Putin não está interessado em negociar e condecorou a divisão responsável pelo massacre de Bucha, uma cidade dos arredores de Kiev onde foram encontrados mais de 400 corpos com fortes indícios de crimes de guerra. Meu comentário:

domingo, 24 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 24 de Abril

REVOLTA DA PÁSCOA

    Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), a Irmandade Republicana Irlandesa, uma sociedade secreta de nacionalistas da Irlanda liderada por Patrick Pearse, lança, com o apoio dos socialistas irlandeses chefiados por James Connolly, a Revolta da Páscoa, uma rebelião armada contra séculos de dominação inglesa e britânica, na segunda-feira da Semana Santa.

Os rebeldes atacam a sede do governo britânico, tomam a sede central do correio em Dublin e proclamam a independência da Irlanda. Na manhã seguinte, dominam boa parte da capital irlandesa. À noite, em 25 de abril, as autoridades do Reino Unido reagem.

A revolta é esmagada até 29 de abril e termina no dia seguinte. Pelo menos 500 pessoas morrem na rebelião: 54% eram civis, 30% soldados britânicos e policiais legalistas e 16% eram rebeldes. Pearse e outros 14 nacionalistas são executados.

Em 21 de janeiro de 1919, deputados do Sinn Féin (SF) eleitos em 1918 convocam o Primeiro Dáil, a primeira sessão do Parlamento irlandês e fundam a República da Irlanda. O Reino Unido não aceita. Começa a Guerra da Independência da Irlanda, travada entre o Exército Republicano Irlandês (IRA) e o Exército Real Britânico.

A guerra dura 2 anos, 5 meses, 2 semanas e 6 dias. Termina em 11 de julho de 1921, com 2,3 mil mortos. Pelo Tratado Anglo-Irlandês, a partir de 1º de janeiro de 1922, 26 dos 32 condados da ilha formam o Estado Livre Irlandês. Os outros seis, de maioria protestante, viram a Irlanda do Norte, que continua fazendo parte do Reino Unido e não é reconhecida pelo SF.

A discriminação aos católicos, nacionalistas e republicanos irlandeses na Irlanda do Norte gera uma onda de protestos nos anos 1960 que leva a uma guerra civil em que 3,5 mil pessoas morreram entre 1969 e 1998, quando é assinado o Acordo Paz da Sexta-Feira Santa, no qual as comunidades católica e protestante se comprometem a dividir o poder.

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, a instalação de uma fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte reacendeu o conflito. No acordo do divórcio, as duas partes decidiram não criar uma "fronteira dura", mas os protestantes da Irlanda do Norte também não querem uma fronteira no mar com o Reino Unido. O impasse não foi resolvido.

Macron é reeleito com vantagem maior do que prevista

 Mais uma vez, a ameaça da extrema direita na França não passou de ameaça. O presidente Emmanuel Macron foi reeleito com 58,5% dos votos válidos contra 41,5% da candidata neofascista Marine Le Pen, que avançou sete pontos percentuais em relação ao segundo turno da eleição presidencial de 2017. A abstenção, de 28,2%, ficou abaixo da expectativa, mas é a maior desde 1969.

Ao reconhecer a derrota, Marine Le Pen, da Reunião Nacional (RN) se felicitou pelo resultado que, nas suas palavras, "representa uma vitória estrondosa". Mas seu adversário na disputa pelos votos da ultradireita no primeiro turno, Eric Zemmour, declarou que é "a oitava vez que a derrota atinge o nome Le Pen", numa referência que inclui Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, fundador da Frente Nacional (FN).

O terceiro colocado no primeiro turno, com surpreendentes 21,95% dos votos, o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, afirmou que "Emmanuel Macron é o presidente mais mal eleito da 5ª República". Ele fez um apelo aos eleitores para votar na esquerda nas eleições parlamentares de 12 e 19 de junho e assim torná-lo primeiro-ministro.

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sábado, 23 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 23 de Abril

VIKINGS MATAM REI DA IRLANDA

    Em 1014, um grupo de vikings em retirada depois de uma derrota matam o rei da Irlanda, Brian Boru.

O príncipe Brian toma o poder em Dal Cais em 963. Em 1002, estende seus domínios por todo o Sul da Irlanda e resiste ao invasores nórdicos que ocupam o Norte da ilha. 

Em 1013, o rei viking Sitric forma uma aliança contra Brian com guerreiros vikings da Irlanda, das Ilhas Hébridas e da Islândia.

Na Sexta-Feira Santa, 23 de abril de 1014, as forças sob o comando de Murchad, filho de Brian, aniquilam a aliança viking na Batalha de Clontarf, perto de Dublin. Durante a fuga, um grupo de vikings se defronta com a barraca onde está o rei Brian, ataca os guarda-costas e mata velho rei.

A vitória em Clontarf acaba com a invasão viking à Irlanda, mas a morte de Brian marca o início de uma era de anarquia.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 22 de Abril

ASSALTO À RESIDÊNCIA DO EMBAIXADOR

    Em 1997, o presidente Alberto Fujimori ordena um ataque de forças especiais à residência do embaixador do Japão no Peru, tomada por guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru, no qual morrem os 14 rebeldes e um ministro da Corte Suprema, Carlos Giusti.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 21 de Abril

FUNDAÇÃO DE ROMA

    Em 753 antes da Cristo, de acordo com a lenda, os gêmeos Rômulo e Remo, alimentados por uma loba depois de serem abandonados, fundam Roma.

O jornalista e historiador Indro Montanelli disse que a Loba era Acca Larentia, uma prostituta.

Os irmãos se desentendem. Rômulo mata Remo e se torna o primeiro dos sete reis de Roma. Em 509 AC, Roma se torna uma república. Em 27 AC, Otávio César Augusto é coroado imperador.

O Império Romano do Ocidente cai em 4 de setembro de 476, quando o rei bárbaro Flávio Odoacro derruba o imperador Rômulo Augusto.

O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino cai em 29 de maio de 1453, quando o imperador Mehmet II, do Império Bizantino, conquista Constantinopla.