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quinta-feira, 28 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 28 de Abril

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, durante uma viagem do Taiti para o Caribe, um motim liderado pelo capitão Flechter Christian, toma o navio britânico Bounty, deixa o capitão William Bligh, autoritário e opresssor, e 18 marinheiros leais a ele num pequeno barco à deriva no Oceano Pacífico e segue para Tubuai, ao sul do Taiti.

O Bounty sai do Taiti em 4 de abril com uma carga de fruta-pão. Perto de Tonga, Christian e outros 28 marinheiros se amotinam. No pequeno barco de 7 metros, Bligh e seus homens chegam ao Timor em 14 de junho depois de uma viagem de 5.750 quilômetros em mar aberto.

Com o fracasso da colônia, em janeiro de 1790, os rebeldes do Bounty vão para o Taiti, onde 16 resolvem ficar. Christian e outros oito amotinados, seis homens taitianos e pelo menos 12 mulheres e uma criança vão para Pitcairn, uma ilha vulcânica desabitada a mais de 1,6 mil km do Taiti.

Os amotinados que ficaram no Taiti são presos. Três são enforcados. 

Em 1808, um navio baleeiro norte-americano vê fumaça no ar e descobre uma comunidade liderada por John Adams, único sobrevivente do motim do Bounty. Um navio britânico lhe concedeu anistia em 1825.

A história é contada no filme Motim no Bounty, com Marlon Brando como Fletcher Christian.

MUSSOLINI E AMANTE EXECUTADOS

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o líder fascista e ditador da Itália, Benito Mussolini, o Duce, e sua amante, Clara Petacci, são fuzilados por guerrilheiros comunistas da resistência antifascista quando tentavam fugir para a Suíça.

Fundador do fascismo, Mussolini vira primeiro-ministro da Itália em 31 de outubro de 1922, mais de 10 anos antes de Adolf Hitler na Alemanha, seu grande aliado na guerra em que entrou em 10 de junho de 1940.

Cai pela primeira vez em 25 de julho de 1943, quando é deposto pelo Grande Conselho por levar a Itália a uma derrota militar desastrosa, nomear incompetentes para altos cargos e alienar grande parte da população.

Preso no mesmo dia, ao sair de uma audiência de rotina com o rei Vítor Emanuel III para fazer um relato sobre a guerra, Mussolini é resgatado por forças especiais da Alemanha. Até a derrota final, chefia um governo, a República Social Italiana, nas regiões da Itália não dominadas pelos aliados.

domingo, 9 de agosto de 2015

Estado Islâmico executa 300 funcionários públicos no Iraque

Um pelotão de fuzilamento da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante executou ontem num acampamento militar da cidade de Mossul cerca de 300 funcionários públicos da Comissão Eleitoral do Iraque. Pelo menos 50 eram mulheres.

A comissão fez um apelo à sociedade internacional, às Nações Unidas e a organizações de defesa dos direitos humanos para que "intervenham imediatamente e parem os massacres e crimes contra o povo iraquiano", noticiou o jornal Latin American Herald Tribune.

O comandante terrorista Mahmoud Salam, que fez a lista dos mortos, declarou que as vítimas "foram mortas porque eram apóstatas e infiéis" sentenciados para "uma punição justa com base na lei islâmica".

Salam prometeu divulgar nos próximos dias uma lista de 500 pessoas executadas recentemente pelo Estado Islâmico em Mossul. As famílias foram informadas sobre as mortes, mas não receberam os corpos.

Há dois dias, o governador da província iraquiana de Nínive, Athil al-Nujaifi, denunciou a execução de 2.070 pessoas pelo Estado Islâmico em duas semanas. Esse número foi confirmado pelo presidente da Assembleia Nacional do Iraque, Salim Jaburi.

Um funcionário da União Patriótica do Curdistão, Giyas Surja, declarou à agência de notícias espanhola Efe que nos últimos 20 dias o Estado Islâmico fez uma campanha terrorista em Mossul. Só na sexta-feira, 50 policiais teriam sido presos.

O EI tomou Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em 10 de junho de 2014. Em 29 de junho do mesmo ano, seu líder, Abu Bakar al-Baghdadi, proclamou a fundação de um Califado com a ambição de transformá-lo num império universal.