segunda-feira, 22 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 22 de Maio

GUERRA DAS DUAS ROSAS

    Em 1455, as forças da Dinastia de York vencem o exército do rei Henrique VI (1422-61 e 1470-71), da Dinastia de Lancaster, em Saint Albans, a pouco mais de 30 quilômetros de Londres, dando início à Guerra das Duas Rosas (1455-85), uma disputa entre os herdeiros do rei Eduardo III (1327-77) pelo trono da Inglaterra.

Muitos nobres da Dinastia de Lancaster morrem, inclusive Edmundo de Beaufort, Duque de Somerset, grande amigo da rainha Margaret de Anjou. O rei é preso por Ricardo Plantageneta, Terceiro Duque de York. A guerra entre as dinastias de York, cujo escudo tinha uma rosa branca, e de Lancaster, da rosa vermelha, dura 30 anos.

Quando Eduardo III morre, ascende ao trono seu neto Ricardo II (1377-99), de apenas 10 anos, porque o filho mais velho, Eduardo, conhecido como Príncipe Negro, morre antes do pai. 

Seu reinado é marcado pela Revolta Camponesa, liderada por Wat Tyler, em 1381. Com o campo arrasado pela pandemia da peste bubônica, um imposto cobrado por pessoa deflagra a rebelião. 

Os últimos anos do reinado de Ricardo II são marcados pela tirania. Quando ele vai à guerra na Irlanda, é derrubado por Henrique IV (1399-1413). 

Henrique Bolinbroke é filho de João de Gaunt, filho de Eduardo III e irmão de Dona Philippa de Lancastre, rainha de Portugal, casada com Dom João I e mãe do Infante Dom Henrique. Por parte de mãe, Henrique IV é neto de Felipe IV, da França. É o primeiro rei desde a Invasão Normanda, em 1066, a discursar em inglês na cerimônia de coroação.

Seu filho Henrique V (1413-22) invade a França, vence a Batalha de Agincourt e reivindica a coroa francesa. Henrique VI não tem as qualidades exigidas de um monarca. Perde quase tudo que o pai conquistara na França.

Em 1453, o rei dá sinais de insanidade. Ricardo, Duque de York, descendente do terceiro filho de Eduardo III, é nomeado Lorde Protetor. Henrique VI descende do quarto filho de Eduardo III. Quando o rei se recupera, em 1454, afasta o pessoal de York, que via como ameaça a seu filho.

Com um exército de 3 mil homens, York marcha rumo a Londres, no início da guerra. Henrique VI consegue recuperar o trono, mas com vitórias em 1459 e 1460 York ganha o direito de herdar a coroa. Lancaster reage a mata Ricardo, Duque de York, em dezembro de 1460.

Eduardo, filho de Ricardo de York, chega a Londres antes da rainha Margaret de Anjou e é coroado como Eduardo IV (1461-70 e 1471-83). Em seguida, consolida o poder com uma vitória decisiva em 29 de março de 1461, na Batalha de Towton, a mais sangrenta travada em solo inglês, quando cerca de 50 mil homens se enfrentam durante 10 horas sob a neve no Domingo de Ramos.

Henrique VI, Margaret de Anjou e o filho fogem para a Escócia. Termina a primeira parte da guerra.

Em 1470, Henrique VI recupera o trono. Eduardo IV volta do exílio no ano seguinte, derrota as forças de Margaret de Anjou, e mata o filho dela e de Henrique VI, que é preso e morre na Torre de Londres.

Eduardo IV governa até morrer. Seu filho mais velho é coroado como Eduardo V, mas seu tio Ricardo III, nomeado Lorde Protetor, usurpa o trono e prende os principezinhos na Torre Londres, onde eles são mortos.

Em agosto de 1485, Henrique Tudor, à frente do exército de Lancaster, vence Ricardo III na Batalha de Bosworth. É o fim da Guerra das Duas Rosas e da Idade Média na Inglaterra. Sobe ao trono a Dinastia Tudor, que com Henrique VIII (1509-47) rompe com o Vaticano e cria a Igreja da Inglaterra em 1534 para se divorciar na busca de um filho homem para evitar uma guerra na sua sucessão, e começa a construir o Império Britânico sob Elizabeth I (1558-1603).

domingo, 21 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 21 de Maio

BOMBA DE HIDROGÊNIO EM BIKINI

    Em 1956, um avião bombardeiro dos Estados Unidos explode uma bomba de hidrogênio sobre a ilha de Namu, no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, mostrando que a bomba H pode ser transportada de avião, num novo salto na corrida armamentista nuclear.

Os EUA testam armas nucleares em Bikini desde 1946, com explosões terrestres. Neste teste, um bombardeiro B-52 joga a bomba a uma altitude de mais de 15 mil metros. A explosão acontece a cerca de 4,6 quilômetros do solo, com uma energia de 15 megatons, equivalente a 15 milhões de toneladas de dinamite.

sábado, 20 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 20 de Maio

VASCO DA GAMA CHEGA À ÍNDIA

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega a Calicute, tornando-se o primeiro europeu a chegar à Índia pelos oceanos Atlântico e Índico, contornando a costa da África.

A frota de Vasco da Gama sai de Lisboa em 8 de julho de 1497, dá a volta no Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, dobrado por Bartolomeu Dias, em 1488. Em Malinde, na costa oriental da África, encontra um mercador indiano que o guia até a Índia.

Em Calicute, Vasco da Gama enfrenta a hostilidade de mercadores muçulmanos e tem de lutar para voltar a Portugal, onde chega em setembro de 1499. Ele volta à Índia em 1502 para vingar um massacre de portugueses. Em 1524, é enviado como vice-rei da Índia, onde contrai malária e morre na cidade de Cochim, em 24 de dezembro de 1524.

MORTE DE COLOMBO

    Em 1506, o navegador genovês Cristóvão Colombo, primeiro europeu a explorar a América desde que os vikings estabeleceram colônias na Groenlândia e no Canadá, no século 10, morre em Valladolid, na Espanha, sem saber que descobrira um novo continente. Ele acredita ter chegado às Índias.

Colombo se convence de que a Terra é redonda, mas não sabe da existência do Oceano Pacífico e estima que o planeta seja muito menor.

Depois de ser rejeitado uma vez pelo rei Dom João II, de Portugal, e duas vezes pelos reis da Espanha, Fernando e Isabel, na terceira tentativa, os reis católicos, fortalecidos pela conquista de Granada e a expulsão dos mouros da Península Ibérica, em 2 de janeiro de 1492, decidem bancar a viagem.

Em 3 de agosto do mesmo ano, Colombo sai de Palos com três pequenos, Santa Maria, Pinta e Niña, e chega à América em 12 de outubro, provavelmente a uma das ilhas Bahamas. No mês seguinte, vai a Cuba. Em dezembro funda uma pequena colônia na ilha de Hispaniola, hoje dividida entre Haiti e República Dominica.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens à América sem se dar conta de que não estava na Ásia. Em 1507, um ano após sua morte, é publicado o primeiro mapa múndi, incluindo o novo continente, batizado como América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que a chamara de Novo Mundo.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Zelensky é esperado em reunião do G-7 para apoiar Ucrânia

Os líderes dos países do Grupo dos Sete (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se reúnem neste fim de semana em Hiroxima, no Japão, escolhida por causa da ameaça da Rússia de usar armas nucleares na Guerra da Ucrânia. O Brasil foi convidado, mas o convidado-surpresa é o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o que deve dar o tom do encontro.

O G-7, criado quando seus países eram as maiores potências industrias, apoia a Ucrânia unanimemente e deve anunciar novas sanções à Rússia. Ao mesmo tempo, tenta atrair grandes países democráticos em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a Indonésia ao se apresentar como defensor dos princípios da soberania nacional e integridade territorial, sem ambições imperialistas.

Na guerra, a Ucrânia declarou ter abatido mísseis hipersônicos russos Kinjal. A Rússia negou e anunciou ter atingido um sistema de defesa antimísseis norte-americano Patriot cedido à Ucrânia. Os EUA afirmam que o sistema está funcionando.

Ao receber um enviado especial da China para negociar a paz, o ministro do Exterior da Ucrânia, Dmytro Kuleva, rejeitou qualquer que congele o conflito ou implique concessões territoriais à Rússia. A soberania nacional e a integridade territorial não se negociam, esclareceu o chanceler.

Como a maioria dos analistas consideram improvável uma vitória militar de qualquer dos lados, há o risco de um congelamento do conflito, de uma guerra ou ocupação longa, de décadas, como na Coreia, no Chipre, em Israel e na Palestina ou na Caxemira.

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy vai cumprir um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por corrupção e tráfico de influência.

No Equador, o Tribunal Constitucional mantém a decisão do presidente Guillermo Lasso de dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições parlamentares e presidencial para conclusão dos mandatos.

A Suprema Corte dos EUA absolve o Twitter e o Google de ações que alegavam que as empresas colaboraram com o terrorismo do grupo extremista Estado Islâmico.

A temperatura média da Terra deve superar em cinco anos o limite de 1,5 grau centígrado acima da temperatura do início da Revolução Industrial, em 1750, meta estabelecida pelo Acordo de Paris sobre Mudança do Clima para conter o aquecimento global. Meu comentário: 

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 19 de Maio

 LAWRENCE DA ARÁBIA MORRE EM ACIDENTE DE MOTO

    Em 1935, seis dias depois de um acidente de motocicleta na estrada em Dorset, no interior da Inglaterra, morre Thomas Edward Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arábia, o oficial de inteligência britânico que aderiu à Revolta Árabe (1916-18) para vencer o Império Otomano (turco) na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

T. E. Lawrence nasce em Tremadog, na País de Gales, em 1888. Em 1896, sua família se muda para Oxford, onde ele estuda arquitetura e arqueologia. Em 1909, ele faz viagem de estudo à Palestina e à Síria, então partes do Império Otomano.

Dois anos depois, Lawrence consegue uma bolsa para uma expedição arqueológica que escava um assentamento hitita no Rio Eufrates durante três anos. Ele aprende árabe e viaja pelo Oriente Médio.

Em 1914, explora a Península do Sinai, no Egito, na época controlado pelo Império Britânico, na fronteira com o Império Otomano. Com seu conhecimento sobre o Oriente Médio, Lawrence se alista como oficial de inteligência quando começa a guerra. Fica baseado no Cairo como analista de informações.

Quando o emir de Meca, Hussein Ibn Ali, proclama a Revolta Árabe contra a dominação turca, em 1916, vai numa missão diplomática britânica à Arábia, convence seus superiores a apoiar a rebelião e se torna oficial de ligação com o exército de Hussein.

Sob a liderança de Lawrence, os árabes lançam uma guerra de guerrilhas. Em julho de 1917, eles tomam Ácaba, junto ao Sinai, onde se juntam às forças britânicas e marcham para Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel.

Em novembro, é capturado como agente secreto em território inimigo, preso, torturado e abusado sexualmente pelos turcos. Ele consegue escapar a se junta ao Exército na tomada de Damasco, em outubro de 1918, a vitória final sobre os turcos.

Depois da guerra, Lawrence espera que a Arábia se una num grande país cobrindo toda a península. Decepcionado com a divisão e o tribalismo árabe, volta para o Reino Unido.

Hoje na História do Mundo: 18 de Maio

 MOVIMENTO PELA DEMOCRACIA NA CHINA

    Em 1989, um milhão de pessoas marcham pelas ruas de Beijim num movimento pela liberdade e a democracia para liberalizar o regime comunista da China. A revolta é esmagada no Massacre na Praça da Paz Celestial na noite de 3 para 4 de junho.

As reformas anunciadas pelo líder Deng Xiaoping em 13 de dezembro de 1978 abriram a economia e liberalizaram o regime depois do longo trauma que foi a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

O movimento iniciado por estudantes sai às ruas em 15 de abril, quando morre o ex-secretário-geral do Partido Comunista Hu Yaobang (1981-87), um grande responsável pelas reformas políticas e econômicas sob a liderança de Deng, favorável a liberalizar o regime.

Quando o movimento cresce, apresenta suas demandas:

  1. Reconhecer como corretas as visões de Hu Yaobang sobre democracia e liberdade.
  2. Admitir que as campanhas contra a "poluição espiritual" e a "liberalização burguesa" são erradas.
  3. Publicar informações sobre a renda dos altos dirigentes e de suas famílias.
  4. Acabar com a censura e autorizar a publicação de jornais de grupos privados.
  5. Mais dinheiro para a educação e aumento dos salários dos intelectuais.
  6. Fim das restrições a manifestações em Beijim.
  7. Fazer uma cobertura objetiva do movimento estudantil na mídia oficial.

O então secretário-geral do PC, Zhao Ziyang, defende o diálogo com os estudantes, enquanto o primeiro-ministro linha-dura Li Peng exige uma condenação oficial das manifestações. Quando Zhao viaja à Coreia do Norte, em 23 de abril, Li toma a iniciativa.

Em 25 de abril, o primeiro-ministro e o presidente Yang Shangkun se reúnem na casa de Deng, que aprova a linha dura. No dia seguinte, o Diário do Povo, jornal oficial do PC, publica editorial de primeira página de lavra de Li sob o título: "É preciso adotar uma posição clara contra os distúrbios". Descreve o movimento como contra o partido e contra o governo.

Com a volta de Zhao, o governo retoma a tolerância. Em 13 de maio, dois dias antes do início de uma visita do líder soviético Mikhail Gorbachev, os estudantes começam uma greve de fome. Quando Zhao diz a Gorbachev que o líder supremo é Deng, este toma como uma tentativa de lhe atribuir toda a responsabilidade pela revolta dos estudantes.

Numa reunião do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central na casa de Deng, em 17 de maio, a alta cúpula do regime comunista chinês decide decretar lei marcial e convocar o Exército para tomar a capital. 

No dia 18, quando um milhão saem às ruas da capital, Li encontra os estudantes numa reunião marcada pela confrontação, sem qualquer avanço. Diante das câmeras, o primeiro-ministro mostra mais preocupação com a saúde dos estudantes em greve de fome.

A última aparição de Zhao é na madrugada do dia 19, quando ele fala com os estudantes ao lado de Wen Jiabao, que seria primeiro-ministro de Hu Jintao (2003-13). À noite, numa reunião da alta cúpula, Deng declara ter se arrependido de nomear Hu e Zhao para a liderança do partido. Zhao cai e passa o resto da vida em prisão domiciliar.

Em 20 de maio, o governo decreta lei marcial e convoca 30 divisões, num total de 250 mil soldados, para ocupar Beijim. Em 3 de junho, autoriza a ação para retirar os estudantes acampados na praça central da capital centenas. O total de mortes é estimado entre centenas e 10 mil.

As reformas políticas são enterradas definitivamente. A ascensão de Xi Jinping, em 2012, torna a ditadura mais personalista e contrária a qualquer dissidência. A liberdade acadêmica daquele período não existe mais. 

Com a imposição de uma Lei de Segurança Nacional, o fim da autonomia regional e das liberdades democráticas em Hong Kong, todos os livros e publicações sobre o movimento pela liberdade e democracia, que era lembrado com vigília no território, desapareceram das livrarias e bibliotecas.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 17 de Maio

FIM DA SEGREGAÇÃO NAS ESCOLAS

    Em 1954, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou inconstitucional a segregação racial nas escolas públicas.

No caso Brown v. Conselho de Educação de Topeka, no estado do Kansas, Linda Brown, uma menina negra reclama por não conseguir se matricular numa escola do ensino fundamental por causa da cor da pele.

O supremo tribunal norte-americano derruba na prática uma decisão de 1896. No caso Plessy v. Ferguson, a Suprema Corte considera que acomodações "separadas, mas iguais" em trens estão de acordo com a 14ª Emenda à Constituição dos EUA, que garante proteção igual perante a lei. Esta decisão serve de base durante décadas para a segregação em espaços públicos, inclusive em escolas.

A escola para brancos onde Linda Brown quer se matricular é muito melhor que a escola para negros mais próxima e fica quilômetros mais perto de sua casa. A Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP) abraça a causa. Em 1954, o caso chega à Suprema Corte.

O advogado da NAAP é Thurgood Marshall, que seria o primeiro ministro negro da Suprema Corte. Em nome da maioria, o presidente do tribunal, Earl Warren, escreve que "separado, mas igual" era inconstitucional não apenas no caso de Linda Brown, mas em todos os casos porque a segregação institucional deixa uma marca de inferioridade nos estudantes negros.

Um ano depois, a Corte estabelece as diretrizes para que as escolas promovam a inclusão educacional com a maior rapidez possível.

terça-feira, 16 de maio de 2023

Zelensky faz giro pela Europa atrás de dinheiro e armas

Em viagem surpresa pela Europa, o presidente Volodymyr Zelensky esteve na Itália, no Vaticano, na Alemanha, na França e no Reino Unido em busco de dinheiro, armas e apoio político às vésperas de uma anunciada contraofensiva de primavera para retomar territórios ocupados pela Rússia. Documentos vazados do Pentágono revelam que Zelensky cogitou lançar ataques em território russo, noticiou o jornal The Washington Post.

No livro recém-lançado A Guerra Russo-Ucraniana, o historiador ucraniano naturalizado norte-americano Serhii Plokhy, professor da Universidade de Harvard, afirma que a guerra acabou com a restauração do Império Russo sonhada pelo ditador Vladimir Putin.

O Brasil tenta evitar que a declaração final da reunião do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) a ser realizada de 19 a 21 de maio em Hiroxima acuse a Rússia pela guerra na Ucrânia.

A eleição presidencial da Turquia terá um segundo turno em 28 de maio. Com 49,5% dos votos no primeiro turno, contra 44,5% para o oposicionista Kemal Kiliçdaroglu, o presidente Recep Tayyip Erdogan é favorito.

A economia do Reino Unido cresceu apenas 0,1% no primeiro trimestre. Sob o peso da saída do país da União Europeia, é uma das poucas que ainda não recuperou o nível anterior à pandemia. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 16 de Maio

 CASAMENTO REAL

    Em 1770, Luís, delfim (herdeiro do trono) da França, casa com Maria Antonieta, filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e da arquiduquesa Maria Teresa da Áustria, num casamento para fortalecer as relações entre inimigos históricos que acaba na guilhotina durante a Revolução Francesa de 1789.

O casamento começa mal. O delfim decide dar uma festa com fogos de artificio que termina em tragédia, com 132 mortes.

Com a morte do rei Luís XV, em 1774, seu neto ascende ao trono como Luís XVI. Ele é incapaz de resolver os problemas financeiros herdados do avô por causa da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando a França perdeu para o Império Britânico suas possessões na Índia e a maior parte das possessões na América do Norte.

A rainha é considerada extravagante, perdulária, dedicada aos interesses da Áustria e contrária à reforma da monarquia, alienando o regime do povo francês, que ainda passa fome em invernos rigorosos.

A Revolução Americana, que leva à independência dos Estados Unidos em 1776, com o apoio da França, outra consequência da Guerra dos Sete Anos, desperta o interesse do povo francês pela democracia.

Quando estoura a Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão real da Bastilha, Luís XVI escreve em seu diário: "Nada". Mais um dia de tédio real.

O casal resiste aos conselhos de reformar a monarquia. Em 1791, o rei e a rainha decidem fugir para a Áustria. São presos e levados para Paris, onde Luís XVI aceita uma nova Constituição que o torna uma figura decorativa.

Em agosto de 1792, ambos são presos. Em setembro do mesmo ano, começa a segunda fase da Revolução Francesa, o período da Convenção Nacional, que abole a monarquia e instaura um regime de terror sob o controle do Comitê de Salvação Nacional.

Sob a acusação de traição, ambos são condenados pelo tribunal revolucionário. Luís XVI é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 e Maria Antonieta em 16 de outubro do mesmo ano.

PRIMEIRA CERIMÔNIA DO OSCAR

    Em 1929, a Academia de Artes e Ciências do Cinema dos Estados Unidos realiza a primeira festa de entrega de prêmios aos destaques do ano, com cerca de 250 pessoas, num jantar no Hotel Roosevelt, em Hollywood, na Califórnia.

A academia, uma ideia de Louis Mayer, da poderosa companhia cinematográfica Metro Goldwin Mayer, nasce em maio de 1927. Seu primeiro presidente, o ator Douglas Fairbanks, é o mestre de cerimônias da primeira entrega das estatuetas douradas que mais tarde passam a ser chamadas de Óscars.

O som é a grande novidade do cinema na época, mas o filme The Jazz Singer, da Warner Brothers, não disputa o prêmio de melhor filme porque a concorrência com o cinema mudo é considerada desleal. 

O vencedor é Wings (Asas), de William Wellman, o filme mais caro até então, com orçamento de US$ 2 milhões. Conta a história de dois pilotos da Primeira Guerra Mundial (1939-45) que se apaixonam pela mesma mulher.

Aurora, do diretor alemão Friedrich Murnau, um dos grandes cineastas do cinema mudo, divide o prêmio de melhor filme.

O melhor ator é o alemão Emil Jannings, escolhido pela atuação em Tentação da Carne A Última Ordem. Janet Gaynor, de 22 anos, ganha o prêmio de melhor atriz por três filmes, Sétimo CéuAurora O Anjo das Ruas.

Charles Chaplin, o maior ator de todos os tempos, indicado para os prêmios de melhor ator, melhor roterista e melhor diretor de comédia, recebe um prêmio especial. Receberia o segundo, pelo conjunto da obra, em 1971.

A academia adota oficialmente o nome de Óscar para a estatueta em 1939. Uma versão não confirmada atribui o nome a Margaret Herrick, uma diretora-executiva da academia que a achou parecida com seu tio Oscar.

FIM DO LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

    Em 1943, com a destruição da última sinagoga, a Alemanha assume o controle sobre o Gueto de Varsóvia e acaba com a maior rebelião de judeus contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mais de 13 mil judeus morrem no levante. Os sobreviventes são deportados para os centros de extermínio de Majdanek e Treblinka, na Polônia.

A guerra começa com a invasão da Polônia pela Alemanha, em 1º de setembro de 1939. Pouco depois, os nazistas encurralam os judeus da capital polonesa num gueto cercado por arame farpado, sob a vigilância da SS, o braço armado do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha (Nazista).

Mais de 500 mil judeus são confinados numa área de 340 hectares. Muitos morrem de fome e doença.

Em julho de 1942, os nazistas começam a aplicar no Pacto de Varsóvia a solução final, o plano genocida para exterminar o povo judeu aprovado na Conferência de Wannsee, em 20 de janeiro do mesmo ano. A cada dia, 6 mil judeus de Varsóvia são enviados para a morte em centros de extermínio.

Os nazistas declaram que os judeus estão sendo enviados a campos de trabalho, mas logo chega ao gueto a notícia de que deportação significa extermínio. Nasce a Organização de Combate Judaica (ZOB), que consegue algumas armas.

Em 18 de janeiro de 1943, quando os soldados entram no gueto para transferir mais um grupo para os campos da morte, caem numa emboscada preparada pela resistência. A luta dura dias e vários soldados nazistas morrem.

O Levante do Gueto de Varsóvia começa em 19 de abril de 1943, quando o líder nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, anuncia que o gueto será evacuado em homenagem ao aniversário de Adolf Hitler no dia seguinte.

Mais de mil soldados da SS entram no gueto com tanques e artilharia pesada. Cerca de 60 mil judeus sobreviventes buscam esconderijos secretos, mas mais de mil militantes da resistência enfrentam os nazistas com bombas caseiras e as armas conseguidas.

Apesar da resistência, os judeus são massacrados. Em 24 de abril, os alemães lançam um assalto total ao Gueto de Varsóvia e arrasam os prédios um a um. A resistência recua para a rede de esgotos para continuar a luta. 

Em 8 de maio, os nazistas tomam o bunker do comando dos judeus. Os líderes da resistência se suicidam. A revolta acaba em 16 de maio. 

BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO

    Em 1985, três cientistas da Sondagem Antártica Britânica publicam artigo na revista científica Nature revelando a existência de um buraco sobre o Polo Sul na camada de ozônio da atmosfera, que protege a Terra dos raios ultravioleta.

A causa seria a emissão de gases com clorofluorcarbonetos, usados principalmente em perfumes, desodorante e outros produtos aplicados por aspersão.

Dentro de dois anos, 46 países assinaram o Protocolo de Montreal, prometendo banir o uso de substâncias que danificam a camada de ozônio. Todos os países-membros das Nações Unidas aderem. O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, observa que "talvez seja o acordo internacional mais bem-sucedido até hoje."

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 15 de Maio

RETIRADA SOVIÉTICA

    Em 1988, na era das reformas do líder Mikhail Gorbachev, começa a saída das forças da União Soviética do Afeganistão, invadido mais de oito anos antes, no Natal de 1979, para Moscou impor seus favoritos no regime comunista afegão.

Antes da invasão, há uma revolta incipiente da população muçulmana, que não aceita o comunismo. Disso se aproveitam os Estados Unidos, a Arábia Saudita, a China e o Paquistão, decididos a fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS.

Com armas como os mísseis antiaéreos Stinger, enviados pelos EUA, os mujahedin conseguem derrotar o invasor, que nunca assume o controle do interior do país. Cerca de 15 mil soldados soviéticos morrem no Afeganistão, menos do que a Rússia perdeu em 80 dias de invasão da Ucrânia.

Também em 1988, os chamados árabes afegãos, liderados pelo saudita Ossama ben Laden, fundam a rede terrorista Al Caeda (A Base), que ataca os EUA em 11 de setembro de 2001, levando as guerras do Oriente Médio para o território norte-americano.

A rebelião muçulmana derruba em 1992 o ditador Mohamed Najibullah, entronizado pela URSS. O Afeganistão vive um período de anarquia até que a Milícia dos Estudantes (Talebã), criada em 1994 com o apoio do serviço secreto militar do Paquistão, assume o poder em Cabul (nunca controla todo o país) em 1996.

Depois dos atentados de 11 de setembro, os EUA invadem o Afeganistão, derrubam o regime dos talebã e chegam a cercar a liderança da Caeda na Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, mas Ben Laden consegue fugir para o Paquistão, onde é morto por uma operação de comandos de elite da Marinha dos EUA em 2 de maio de 2011.

Com a retirada das forças internacionais e o fim da guerra, a mais longa da história dos EUA, em 30 de agosto de 2021, os Talebã retomam o poder no Afeganistão e, ao contrário das promessas, voltam a reprimir as mulheres, proibidas de estudar, trabalhar, viajar sem um parente e obrigadas a cobrir o rosto ao sair à rua. 

domingo, 14 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 14 de Maio

 EUA EXPLORAM NOROESTE

    Em 1804, um ano depois que os Estados Unidos dobraram seu território comprando a Louisiana da França de Napoleão Bonaparte, a expedição de Lewis e Clark deixa São Luís, no Missouri, para explorar o Nordeste do país, entre o Rio Mississípi e o Oceano Pacífico.

Antes de concluir a negociação, o presidente Thomas Jefferson convoca seu secretário particular, Meriwether Lewis, e o capitão do Exército William Clark para liderar a missão, que parte com 45 homens.

A expedição sobe o Rio Missouri num barco de 17 metros e dois menores. Um comerciante de peles franco-canadense e sua esposa indígena se juntam ao grupo como intérpretes. Eles passam o inverno no que hoje é o estado de Dakota do Norte. Quando entram no que hoje é Montana, avistam pela primeira vez as Montanhas Rochosas.

Do outro lado da cordilheira, encontram os índios Shoshones, que vendem cavalos à expedição, e seguem até o Rio Colúmbia, que os leva até o mar. Em 5 de novembro de 1805, a missão chega ao Pacífico. Depois do inverno, os exploradores iniciam a viagem de volta a São Luís.

FUNDAÇÃO DE ISRAEL

    Em 1948, David Ben Gurion proclama a fundação de Israel, criando o primeiro Estado do povo judeu em quase 2 mil anos, e se torna primeiro-ministro, mas os países árabes não aceitam e iniciam a guerra que não acabou até hoje. 

É o fim do mandato concedido pela Liga das Nações ao Império Britânico em 1922 para administrar a Palestina depois da dissolução do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O Egito faz um bombardeio aéreo à noite. Mesmo com blecaute na capital, Telavive, os israelenses festejam o nascimento do país, reconhecido pelos Estados Unidos.

O movimento sionista, a favor da criação de uma pátria para o povo judeu, tem origem nos massacres registrados na Europa Oriental no fim do século 19 e do Caso Dreyfus, na França, onde um oficial judeu é condenado por espionagem e enviado para prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 1896, o jornalista judeu austríaco Theodor Herzl, lança o panfleto O Estado Judaico e vira líder do movimento sionista, que decide voltar ao território histórico de Israel.

Na Declaração de Balfour, em 2 de novembro de 1917, o secretário do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, refundar Israel na Palestina, onde vive uma população árabe. O conflito entre árabes e judeus começa em 1929.

Por causa do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), muitos judeus migram para a Palestina. Grupos terroristas judaicos atacam os britânicos por achar que renegaram a promessa.

Com o fim da guerra, os EUA abraçam a causa sionista. Em novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas, presidida pelo ex-chanceler brasileiro Oswaldo Aranha, aprova a divisão do território histórico da Palestina entre um Estado judaico e outro árabe.

Na Guerra da Independência, que termina em 10 de março de 1949, Israel amplia seu território e cria a diáspora palestina. Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, Israel toma a Faixa de Gaza e a Península do Sinai do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém da Jordânia; e as Colinas do Golã da Síria.

Depois de uma tentativa fracassada de reconquistar o Sinai na Guerra do Yom Kippur, em 1973, o Egito abandona a aliança com a União Soviética, se aproxima dos EUA e faz o Acordo de Paz de Camp David com Israel, em troca do Sinai, na fórmula terra por paz, que seria o modelo para acabar com o conflito árabe-israelense.

O processo da paz no Oriente Médio é retomado na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da Guerra do Golfo de 1991, quando Israel se conteve diante dos ataques do ditador do Iraque, Saddam Hussein.

Negociações secretas realizadas em Oslo, na Noruega, levam ao histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, em 13 de setembro de 1993, do primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, e do presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat. Nasce a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que inicialmente controla a Faixa de Gaza e Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, e a volta da direita ao poder com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que superou Ben Gurion como governante que ficou mais tempo no poder em Israel, desgastam o processo de paz. O resultado é esta guerra sem fim.

sábado, 13 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 13 de Maio

CONGRESSO DOS EUA DECLARA GUERRA AO MÉXICO

Em 1846, o Congresso dos Estados Unidos aprova o pedido do presidente James Polk (1845-49) para declarar guerra ao México num conflito em torno do Texas, que havia se tornado independente do México em 1836.

O presidente anterior, John Tyler (1841-45), negocia a anexação do Texas, rejeitada por pequena margem no Senado em 1844. No fim do governo, com o apoio do presidente eleito, Tyler consegue a aprovação em 1º de março de 1845. O Texas entra para a União em 29 de dezembro de 1845.

Um pouco antes, em julho de 1845, o presidente Polk manda o diplomata John Slidell à Cidade do México para negociar a nova fronteira e fazer uma oferta de compra pela Califórnia e o Novo México. 

Com o fracasso da missão. Polk manda tropas sob o comando do general Zachary Taylor para as terras em disputa, ampliando o território dos EUA até o Rio Grande, que o Texas considera sua fronteira.

O México, que reconhece a fronteira anterior, no Rio Nozes, considera o envio de tropas uma invasão e manda o Exército cruzar o Rio Grande em abril de 1846. Em 11 de maio, James Polk pede autorização ao Congresso para declarar guerra ao México.

Depois de quase dois ano de guerra, pelo Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado em 2 de fevereiro de 1848, o Rio Grande se torna a fronteira entre EUA e México, que cede a Califórnia e o Novo México e recebe US$ 15 milhões em compensação. Os EUA tomam 40% do território mexicano.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 12 de Maio

FIM DO BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1949, a União Soviética suspende um bloqueio de 11 meses ao acesso por terra a Berlim Ocidental, um enclave capitalista na futura Alemanha Oriental que precisou ser reabastecido pela maior ponte aérea da história. 

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os aliados ocupam a Alemanha e dividem o país em quatro setores, administrados pelos Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a URSS. A capital alemã, também dividida, fica no meio da parte soviética.

Em maio de 1948, os três aliados ocidentais decidem unir suas partes para formar a Alemanha Ocidental. Num passo decisivo para criar o novo país, em 20 de junho, o lado ocidental adota o marco alemão como moeda.

A URSS reage. Em 24 de junho, bloqueia ferrovias, rodovias e hidrovias que ligam Berlim Ocidental à Alemanha Ocidental. A ditadura de Josef Stalin tenta sufocar Berlim Ocidental, deixando a cidade sem água, comida, combustíveis e outros suprimentos para que se submeta a Moscou.

Os EUA e o Reino Unido respondem com a maior ponte aérea da história. Durante um ano e dois meses, 278.288 missões aéreas de apoio levam 2.326.406 toneladas de suprimentos. Os voos são realizados 24 horas por dia. Em abril de 1949, aviões pousavam a cada minuto.

Em resposta ao Bloqueio de Berlim, o Tratado de Washington cria em 4 abril de 1949 a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, que tem como elemento central o princípio de que um ataque contra um é um ataque contra todos.

Quando o bloqueio acaba, comboios percorrem imediatamente os 176 quilômetros separando Berlim Ocidental do lado ocidental. Em 23 de maio de 1949, nasce a República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental. A República Democrática da Alemanha, mais conhecida como Alemanha Oriental, é fundada em 7 de outubro de 1949.

A tensão continua até a construção do Muro de Berlim, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, para evitar a fuga em massa para o Ocidente. A antiga capital da Alemanha se torna um foco central da Guerra Fria.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, e a reunificação da Alemanha, em 3 de outubro de 1990, são marcos do fim da Guerra Fria.

Com a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Finlândia anunciou hoje a decisão de entrar para a OTAN. Deve ser seguida pela Suécia. Como a manobra agressiva de Stalin contra Berlim, a guerra do ditador Vladimir Putin só serviu para unir e fortalecer a aliança ocidental. 

EUA e China retomam diálogo de alto nível

O embaixador dos Estados Unidos em Beijim, Nicholas Burns, se encontrou nesta semana com o ministro do Exterior da China, Qin Gang. Foi o primeiro contato direto de alto nível entre as duas superpotências desde o abate de um balão-espião chinês que entrou no espaço aéreo norte-americano há três meses e meio. Num mundo que voltou a falar em guerra nuclear, o diálogo e a diplomacia são fundamentais para desarmar crises.

No Dia da Vitória, o ditador Vladimir Putin descreveu a invasão da Ucrânia como uma guerra civilizacional contra "elites globalistas ocidentais" que querem "destruir e família" e os "valores tradicionais".

A Ucrânia declara que precisa esperar a chegada de novas armas prometidas pelos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), inclusive tanques alemães Leopard de última geração, para lançar uma esperada contraofensiva de primavera. 

O Reino Unido anunciou o envio de mísseis com até 500 quilômetros de alcance. O governo ucraniano se compromete a não usar as armas para atacar o território da Rússia, só as forças invasoras russas.

Depois de ir a Moscou, o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim foi a Kiev oferecer a mediação do Brasil ao presidente Volodymyr Zelensky.

O jornalista francês Arman Soldin, de 32 anos, coordenador de vídeo da Agência France Presse (AFP), é o 11º membro de uma equipe jornalística a morrer na guerra. Estava perto da cidade de Bakhmut, onde acontece a batalha mais encarniçada da guerra.

Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump foi condenado por abuso sexual e difamação e responde a vários outros processos que não o inabilitam a concorrer à Casa Branca em 2024. 

Em patética entrevista à rede de televisão norte-americana CNN, Trump repetiu as mentiras sobre fraude na eleição que perdeu e alegou perseguição política e "caça às bruxas" para explicar as investigações de que é alvo.

Com o fim da emergência de saúde pública da pandemia, caduca um decreto do governo Trump que autorizava a rejeitar a entrada de imigrantes como medida preventiva contra a covid-19. O governo Biden deportou 2,7 milhões de imigrantes com base neste decreto.

O fim da medida deve provocar um grande fluxo de imigrantes para a fronteira do México com os EUA. Mas a regra agora exige que os candidatos a asilo ou imigração façam o pedido antecipadamente pela Internet. Quem tentar entrar ilegalmente será deportado automaticamente.

A Turquia realiza no domingo uma eleição presidencial decisiva para o futuro do país, que é uma ponte entre a Europa e a Ásia. O presidente Recep Tayyip Erdogan, do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), no poder há 20 anos e cada vez mais ditatorial. 

Erdogan enfrenta o oposicionista Kemal Kiliçdaroglu, do secularista Partido Popular Republicano (CHP), fundado em 1923 por Mustafá Kemal Ataturk, o pai da Pai da República da Turquia depois da dissolução do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). Kiliçdaroglu promete unir o país e enfrentar a crise econômica, com inflação de mais de 40% ao ano.

Na Nicarágua, o ditador Daniel Ortega dissolveu a Cruz Vermelha. Meu comentário:

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 11 de Maio

 BOB MARLEY MORRE

    Em 1981, o músico, compositor e cantor jamaicano Bob Marley, o rei do reggae, morre num hospital em Miami, na Flórida, aos 36 anos. Dias depois de shows espetaculares em Nova York no ano anterior, Marley sofre um colapso durante uma corrida no Central Park. Um câncer surgido num dedão do pé machucado num jogo de futebol leva a metástase no cérebro, fígado e pulmões. O primeiro astro pop global do Terceiro Mundo morre menos de oito meses depois.

Robert Nesta Marley nasce em 6 de fevereiro de 1945 em Nine Miles, na Jamaica, filho de Norval Sinclair Marley e Cedella Booker. A mãe vai com o padrasto Toddy Livingston para Trenchtown, uma favela de Kingston, e leva Bob quando ele tem 10 anos.

Sua paixão pela música é embalada por ritmos como o afro-jamaico ska, o mento e o calipso caribenhos, o jazz e o rhythm'n'blues norte-americanos, que eram tocados nas ruas em sistemas de som improvisados.

No início dos anos 1960, Marley forma com o meio-irmão Bunny Livingston e Peter Tosh the Wailing Wailers. Eles cantam o sofrimento do gueto, num estilo chamado de rude boy.

Sob influência do percussionista rastafariano Alvin Patterson, Marley adota esta religião e a incorpora à produção musical. Os rastafarianos fumam maconha e reverenciam o imperador Hailé Salassié, um líder africano que sai pelo mundo pedindo ajuda depois que a Itália de Benito Mussolini ocupa a Etiópia, em 1935. Pregam a volta para a África como uma Terra Prometida.

O reggae nasce da fusão de ska, rocksteady, ragga, calipso e ritmos africanos. Está no disco Catch a Fire, de 1973, o primeiro dos Wailers lançado internacionalmente. Ele casa com Rita Marley, com quem tem três de seus 11 filhos.

Em 3 de novembro de 1976, durante uma campanha eleitoral acirrada, a casa de Marley é invadida por homens armados que atiram controle. Num concerto pela paz, faz os dois líderes políticos rivais, Michael Manley e Edward Seaga, se darem as mãos.

Com a ameaça da violência política na Jamaica, em 1977, Marley se muda para Londres, onde lança o álbum Exodus. Ele decide conhecer a África. Vai ao Quênia e à Etiópia, origem do movimento rasfatariano. É convidado para a festa da independência do Zimbábue.

Na volta, lança o disco Survival, com músicas sobre os problemas políticos e sociais da África: as guerras, a fome e a desigualdade. Em 1980, Bob Marley & The Wailers dão um show para 100 mil pessoas em Milão. Depois de apresentações em Nova York, surgem os sintomas do câncer.

Consciente de que a própria morte se aproxima, ele diz a um filho: "Não importa quanto dinheiro alguém tenha, o dinheiro não compra a vida."

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 10 de Maio

TREM DE COSTA A COSTA

    Em 1869, os presidentes das companhias ferroviárias Union Pacific e Central Pacific se encontram em Promontory, no estado de Utah, numa cerimônia para marcar a conclusão da estrada de ferro transcontinental, que pela primeira vez permite viajar de costa a costa nos Estados Unidos.

Desde 1832, os norte-americanos do Leste e do Oeste veem a necessidade de unir os dois lados do país. O Congresso aprova a primeira verba em 1853, mas a tensão entre Norte e Sul que leva à Guerra da Secessão (1861-65) atrasa o início da obra por causa da discussão sobre onde passaria.

A ferrovia de 3.075 quilômetros é construída de 1863 a 1869. Faz conexão coma a rede ferroviária existente no Leste na cidade de Council Bluffs, no estado de Iowa, e vai até o porto de Oakland, na Califórnia, do lado leste da Baía de São Francisco.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

 FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar a mulher do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Ultradireita e direita vencem eleições para Constituinte no Chile

O Partido Republicano, de extrema direita, venceu as eleições para uma assembleia constituinte no Chile e se consolidou como principal força política do país ao conquistar 22 das 50 cadeiras destinadas aos partidos políticos. Isto lhe garante poder de veto. 

Com as 11 cadeiras da coalizão conservadora Chile Seguro, a direita e a ultradireita somam 56,5% dos votos e 33 convencionais, mais do que os três quintos necessários para aprovar seu projeto. A nova Constituição terá de ser referendada pelo voto popular em dezembro.

É mais uma grande derrota para o presidente esquerdista, Gabriel Boric, que venceu o fundador do PR, José Antonio Kast, no segundo turno por 56% a 44% em 19 dezembro de 2021. A Unidade para o Chile, de esquerda, formada pela Frente Ampla, o Partido Comunista e o Partido Socialista, teve 28% dos votos. Só elegeu 17 membros do Conselho Constitucional. Os povos indígenas ficaram com uma cadeira.

"O Chile derrotou um governo fracassado", declarou Kast no discurso da vitória. O movimento de outubro "foi derrotado hoje", acrescentou Javier Macaya, líder da União Democrática Independente (UDI), um partido tradicional da direita chilena.

A eleição de Boric, um ex-líder estudantil, e a mudança constitucional são resultados da onda de manifestações iniciada em outubro de 2019 depois de um aumento nos preços do metrô de Santiago. Cerca de 1,2 milhões de pessoas protestaram num dia contra a desigualdade social, a privatização da saúde, do ensino e da previdência social, heranças da Constituição de 1980, imposta pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90).

Depois de reprimir o movimento no primeiro momento, o então presidente, o conservador Sebastián Piñera, concordou em convocar um plebiscito. Em 25 de outubro de 2020, 78% dos chilenos que foram às urnas (51% do total) votaram a favor de uma nova Constituição e 79% que ela fosse escrita por uma Convenção Constitucional eleita diretamente.

A Convenção Constitucional de 155 membros, eleita em maio de 2021, com maioria de candidatos independentes e de esquerda, redigiu uma Constituição considerada muito esquerdista, rejeitada num referendo em 4 de setembro de 2022 por 62% e 38%. 

Boric apoiou o projeto derrotado, que declarava o Chile como um Estado plurinacional para incluir os povos indígenas, o que foi criticado como uma divisão do país, porque eles teriam seu próprio sistema de justiça. Também permitia o aborto e a reeleição do presidente, e acabava com o Senado. 

A campanha do ano passado foi marcada por uma avalanche de mentiras e notícias falsas, como a que dizia que a Constituição acabaria com o direito de propriedade sobre a casa própria, bem ao estilo da extrema direita latino-americana.

Em uma referência ao projeto constitucional rejeitado, o presidente Boric alertou os vencedores a "não cometer os erros que cometemos": "O processo anterior fracassou, entre outras coisas, porque não soubemos ouvir quem pensava de modo diferente."

Como observou no Twitter o cientista político Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, "depois de notável série de vitórias de presidenciáveis esquerdistas na América Latina – no México, na Argentina, na Bolívia, no Peru, em Honduras, no Chile, na Colômbia e no Brasil –, há fortes indícios de que o pêndulo está se movendo para a direita."

Em dezembro, um impeachment acabou com o governo esquerdista de Pedro Castillo, que tentou dar um golpe de Estado no Peru. A vitória do conservador Santiago Peña no Paraguai não é novidade. Afinal, o Partido Colorado só não governou o país por quatro anos desde 1947. Mas o sucesso de Kast no Chile e o avanço da extrema direita são sinais de alerta.

Na Argentina, com inflação acima de 100% ao ano, o peronismo deve ser amplamente derrota em 22 de outubro. Há o risco de vitória do ultradireitista Javier Milei, que cresce nas pesquisas com o apoio dos jovens e pode chegar ao segundo turno. O presidente Alberto Fernández é tão impopular que não será candidato à reeleição, nota Stuenkel. Na Bolívia, o presidente Luis Arce não consegue controlar a pior crise econômica em anos.

A primeira onda rosa, com as eleições de Hugo Chávez, na Venezuela; Rafael Correa, no Equador; Tabaré Vázquez e José Mujica, no Uruguai; Ricardo Lagos e Michelle Bachelet, no Chile; Lula, no Brasil; e o casal Néstor e Cristina Kirchner, na Argentina; foi ideológica. 

A volta da direita ao poder e a segunda onda da esquerda se devem mais ao fracasso dos governos anteriores à direita e à esquerda. Há uma crise da democracia na América Latina, que abre espaço para o populismo de esquerda e de direita e uma extrema direita neofascista.

Hoje na História do Mundo: 8 de Maio

DIA DA VITÓRIA NA EUROPA

    Em 1945, o Exército Vermelho vence a Batalha de Berlim e crava a Bandeira da União Soviética no Reichstag enquanto os aliados ocidentais avançam pelo oeste, e a Alemanha Nazista se rende incondicionalmente acabando com a Segunda Guerra Mundial (1939-45) na Europa.

A guerra começa em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha de Adolf Hitler invade a Polônia, dias depois de firmar o Pacto Germano-Soviético, um acordo de não agressão com a União Soviética de Josef Stalin.

Antes, o Japão invade a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937, a Itália ocupa a Etiópia e a Alemanha anexa a Áustria em 1938 e a Tcheco-Eslováquia em 1938-9, sem que a Liga das Nações tome qualquer medida.

A Alemanha, aliada à Itália de Benito Mussolini, conquista o Norte da África e a Europa Ocidental. A França se rende em junho de 1940. A rendição é assinada no mesmo vagão onde a Alemanha capitulou na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Hitler fez questão disso para demonstrar que uma guerra era a continuação da outra.

Com a derrota na Batalha da Inglaterra, uma batalha aérea travada de julho a outubro de 1940, a Alemanha não consegue invadir a Grã-Bretanha, que resiste. É sede, por exemplo, dos governos da França e da Polônia no exílio.

Em 22 de junho de 1941, a Alemanha rompe o pacto de não agressão e invade a URSS em três frentes: rumo a São Petersburgo, no Norte; rumo a Moscou, no Centro; e rumo à Ucrânia, no Sul. Nesta frente, os nazistas avançaram até a Batalha de Stalingrado, talvez a mais importante da história, travada de 23 de agosto de 1942 a 3 de fevereiro de 1943, com cerca de 2 milhões de mortes.

De Stalingrado, o Exército Vermelho inicia a contraofensiva rumo a Berlim.

Os EUA entram na guerra com o ataque japonês à Frota do Pacífico, baseada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, e apoiam ao esforço aliado, inclusive dando apoio logístico à URSS através do Irã.

A vitória do Exército Real britânico na Batalha de El-Alamein, no Egito, em 3 de novembro de 1942, sobre o poderoso Afrika Korps, é a primeira para mudar o curso da guerra. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, comentou: "Este não é o fim, nem o começo do fim, mas é talvez o fim do começo."

Anos depois, Churchill escreve: "Antes de El-Alamein, nunca tivemos uma vitória; depois de El-Alamein, nunca tivemos uma derrota."

Os aliados ocidentais invadem a Itália em 3 de setembro de 1943 e a Normandia, no Norte da França, em 6 de junho de 1944. Paris é libertada em 25 de agosto. Eles avançam e ocupam o Oeste da Alemanha, que se torna Alemanha Ocidental, enquanto os soviéticos ocupam o Leste, a futura Alemanha Oriental, a libertam, no caminho sobreviventes de campos de concentração como Auschwitz-Birkenau, em 27 de janeiro de 1945.

Mussolini é executado em 28 de abril de 1945 pelos guerrilheiros comunistas da resistência Italiana. Hitler se suicida em 30 de abril.

A Segunda Guerra Mundial termina com a rendição do Japão, em 15 de agosto de 1945, depois de ser alvo das bombas atômicas de Hiroxima e Nagasaki.

domingo, 7 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Maio

FIM DA INDOCHINA FRANCESA

    Em 1954, depois de 57 dias de cerco, os guerrilheiros comunistas do Viet Minh, sob o comando do general Vo Nguyen Giap, obtém uma vitória decisiva contra a França na Batalha de Dien Bien Phu, no Nordeste do Vietnã, e acabam com a Indochina Francesa, fundada em 1887, que dominava o Laos, o Camboja e o Vietnã.

Horas depois da rendição incondicional do Japão, fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclama a independência da República Democrática do Vietnã.

Em 1946, quando a França tenta reimpor o regime colonial, começa a Guerra da Indochina (1946-54). Quando termina, o acordo de paz mediado pelas Nações Unidas divide o Vietnã ao longo do paralelo 17º Norte em Vietnã do Norte e do Sul, e propõe a realização de eleições em dois anos para unificar o país.

Como os comunistas liderados por Ho Chi Minh são favoritos, os Estados Unidos, superpotência líder do capitalismo, ocupam o espaço geopolítico dos decadentes impérios britânico e francês – e vetam as eleições. 

Em 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75), que termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e do regime-fantoche sustentado pelos EUA.