Agentes antiterrorismo dos Estados Unidos estão investigando uma suposta ameaça de ataque contra Nova York ou Washington com carro ou caminhão-bomba para marcar o décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, informou agora há pouco o jornal The New York Times.
Em declaração, o porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Matt Chandler, considerou a ameaça "específica e crível, mas não confirmada".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Obama lança de plano de geração de empregos
Com dois anos e meio de atraso, o presidente Barack Obama está lançando neste momento, em discurso no Congresso, um plano para gerar empregos de US$ 450 bilhões. É uma medida tardia e eleitoreira.
Obama deveria ter feito do emprego a prioridade máxima de seu governo desde o primeiro dia. Subestimou o impacto da crise e dedicou seu primeiro ano à reforma da saúde que a oposição republicana luta para revogar.
Quando o programa de estímulo de US$ 787 bilhões foi aprovado, em fevereiro de 2009, Obama prometeu mantar o desemprego abaixo de 8%. Hoje, está em 9,1%. Nenhum presidente se reelegeu com desemprego acima de 7,2% no dia da eleição.
Agora, Obama lança o projeto da Lei de Empregos, prometendo reduzir os impostos que incidem sobre salários, contratações e demissões, reempregar professores, policiais e veteranos de guerra.
É difícil que os republicanos aceitem qualquer aumento de gastos públicos por causa do endividamento elevado do país. A um ano e dois meses das eleições, Obama quer marcar posição e se diferenciar da oposição.
Sob aplauso da bancada democrata, o presidente acaba de propor uma série de obras de infraestrutura para movimentar o setor da construção civil, reconstruir escolas, pontes e estradas.
Os critérios para execução das obras seriam a necessidade local e o impacto global sobre a economia.
Ao defender sua proposta, Obama garante que não implica aumento do déficit público. Ele também quer que os ricos e as grandes empresas paguem mais impostos, mas a direita resiste.
"Vamos manter furos na lei que as companhias de petróleo usam para pagar menos impostos, ou acabar com eles e dar isenções para pequenas empresas que criem empregos?", perguntou o presidente. "No momento, não podemos fazer as duas coisas."
Obama deveria ter feito do emprego a prioridade máxima de seu governo desde o primeiro dia. Subestimou o impacto da crise e dedicou seu primeiro ano à reforma da saúde que a oposição republicana luta para revogar.
Quando o programa de estímulo de US$ 787 bilhões foi aprovado, em fevereiro de 2009, Obama prometeu mantar o desemprego abaixo de 8%. Hoje, está em 9,1%. Nenhum presidente se reelegeu com desemprego acima de 7,2% no dia da eleição.
Agora, Obama lança o projeto da Lei de Empregos, prometendo reduzir os impostos que incidem sobre salários, contratações e demissões, reempregar professores, policiais e veteranos de guerra.
É difícil que os republicanos aceitem qualquer aumento de gastos públicos por causa do endividamento elevado do país. A um ano e dois meses das eleições, Obama quer marcar posição e se diferenciar da oposição.
Sob aplauso da bancada democrata, o presidente acaba de propor uma série de obras de infraestrutura para movimentar o setor da construção civil, reconstruir escolas, pontes e estradas.
Os critérios para execução das obras seriam a necessidade local e o impacto global sobre a economia.
Ao defender sua proposta, Obama garante que não implica aumento do déficit público. Ele também quer que os ricos e as grandes empresas paguem mais impostos, mas a direita resiste.
"Vamos manter furos na lei que as companhias de petróleo usam para pagar menos impostos, ou acabar com eles e dar isenções para pequenas empresas que criem empregos?", perguntou o presidente. "No momento, não podemos fazer as duas coisas."
Déficit comercial dos EUA cai
O déficit comercial dos Estados Unidos caiu 13,1% em julho para US$ 44,8 bilhões, na maior baixa desde fevereiro de 2009, no auge da Grande Recessão.
As exportações subiram 3,6%, ajudadas pelo dólar barato, para um recorde de US$ 178 bilhões. Também foram recordes as vendas ao exterior de bens, de serviços, de bens de capital e de automóveis.
Já as importações diminuíram 0,2% para US$ 222,8 bilhões. As compras da China subiram 2,1% para US$ 35,1 bilhões, deixando o saldo negativo para os americanos no comércio bilateral em US$ 27 bilhões.
Se a queda no déficit é considerada um fator positivo, o número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentou em 2 mil na semana passada para um total de 414 mil.
Hoje, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, admitiu que a recessão de 2008-9 foi maior do que se imaginava e prometeu tomar as medidas necessários para a maior economia do mundo voltar a crescer, mas não anunciou nada específico.
Daqui a pouco, o presidente Barack Obama lança um plano de geração de empregos no valor de US$ 450 bilhões em cortes de impostos e investimentos, mas dificilmente terá o apoio da oposição republicana para qualquer proposta de aumento nos gastos públicos, por causa do elevado endividamento do país.
As exportações subiram 3,6%, ajudadas pelo dólar barato, para um recorde de US$ 178 bilhões. Também foram recordes as vendas ao exterior de bens, de serviços, de bens de capital e de automóveis.
Já as importações diminuíram 0,2% para US$ 222,8 bilhões. As compras da China subiram 2,1% para US$ 35,1 bilhões, deixando o saldo negativo para os americanos no comércio bilateral em US$ 27 bilhões.
Se a queda no déficit é considerada um fator positivo, o número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentou em 2 mil na semana passada para um total de 414 mil.
Hoje, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, admitiu que a recessão de 2008-9 foi maior do que se imaginava e prometeu tomar as medidas necessários para a maior economia do mundo voltar a crescer, mas não anunciou nada específico.
Daqui a pouco, o presidente Barack Obama lança um plano de geração de empregos no valor de US$ 450 bilhões em cortes de impostos e investimentos, mas dificilmente terá o apoio da oposição republicana para qualquer proposta de aumento nos gastos públicos, por causa do elevado endividamento do país.
Grécia encolheu mais do que estimado
Sob o peso da crise da dívida pública, a economia da Grécia se contraiu em 7,3% no segundo trimestre de 2011, mais do que os 6,9% da estimativa inicial.
Com o movimento turístico nas férias de verão do Hemisfério Norte, o desemprego caiu um pouco, mas ficou acima de 16%, o dobro do mesmo período no ano passado.
Em Portugal, outro país em dificuldades, os dados não mudaram. O país não cresceu na comparação com o primeiro semestre deste ano e perdeu 0,9 em relação ao segundo trimestre de 2010.
Com o movimento turístico nas férias de verão do Hemisfério Norte, o desemprego caiu um pouco, mas ficou acima de 16%, o dobro do mesmo período no ano passado.
Em Portugal, outro país em dificuldades, os dados não mudaram. O país não cresceu na comparação com o primeiro semestre deste ano e perdeu 0,9 em relação ao segundo trimestre de 2010.
OCDE reduz previsão de crescimento de países ricos
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne países industrializados, reduziu bastante sua expectativa de crescimento para os países do Grupo dos Sete (maiores potências industriais, excluindo a China).
Com a exceção do Japão, que está reconstruindo a região devastada por um terremoto e maremoto em março, o crescimento médio dos países ricos deve ficar abaixo de 1% ao ano neste segundo semestre. A Alemanha e a Itália devem ter pelo menos um trimestre de queda no produto interno bruto.
Os EUA devem crescer num ritmo de 1,1% ao ano no terceiro trimestre e apenas 0,4% no fim do ano.
Com a exceção do Japão, que está reconstruindo a região devastada por um terremoto e maremoto em março, o crescimento médio dos países ricos deve ficar abaixo de 1% ao ano neste segundo semestre. A Alemanha e a Itália devem ter pelo menos um trimestre de queda no produto interno bruto.
Os EUA devem crescer num ritmo de 1,1% ao ano no terceiro trimestre e apenas 0,4% no fim do ano.
TPI pede à Interpol prisão de Kadafi
O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, vai pedir à polícia internacional, a Interpol, a prisão do ex-ditador da Líbia, coronel Muamar Kadafi, por crimes contra a humanidade.
Seu filho Seif al-Islam Kadafi e o chefe do serviço secreto, Abdullah Senussi, também serão procurados. Os três são acusados de comandar a repressão contra o movimento popular pela democracia.
"Esses são crimes que não serão esquecidos", declarou Moreno Ocampo. Ele está certo de que prender Kadafi "é uma questão de tempo".
Nos últimos dias, o ex-ditador teria escapado do cerco à cidade de Beni Walid, uma das quatro ainda sob controle kadafista, e estaria no deserto do Sul da Líbia. O ultimato para que se rendam vai até sábado.
Seu filho Seif al-Islam Kadafi e o chefe do serviço secreto, Abdullah Senussi, também serão procurados. Os três são acusados de comandar a repressão contra o movimento popular pela democracia.
"Esses são crimes que não serão esquecidos", declarou Moreno Ocampo. Ele está certo de que prender Kadafi "é uma questão de tempo".
Nos últimos dias, o ex-ditador teria escapado do cerco à cidade de Beni Walid, uma das quatro ainda sob controle kadafista, e estaria no deserto do Sul da Líbia. O ultimato para que se rendam vai até sábado.
Holanda quer xerife para a Eurozona
O primeiro-ministro e o ministro das Finanças da
Holanda defendem a criação de um órgão independente para fiscalizar as regras
sobre dívida e déficit do pacto de estabilidade que sustenta a união monetária
europeia, com poder para aplicar penas que iriam até a expulsão da Zona do
Euro.
Em artigo no jornal inglês Financial
Times, o primeiro-ministro
Mark Rutte e o ministro Jan Kees de Jager manifestam a intenção de submeter os orçamentos
nacionais dos países da Eurozona à aprovação de um xerife, czar ou comissário para disciplina fiscal.
“Os países que não quiserem se submeter a este regime
devem deixar a Eurozona”, propõem. “No futuro, a sanção máxima seria obrigar os
países a deixar o euro”.
Perry e Romney dominam debate republicano
A disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos se concentra entre dois candidatos. Se a ex-governadora do Alasca Sarah Palin não entrar na corrida à Casa Branca, o adversário do presidente Barack Obama em novembro de 2012 deve ser o governador do Texas, Rick Perry, ou o empresário e ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.
No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.
Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.
Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.
A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.
O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.
Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.
De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.
Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.
É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.
No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.
Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.
Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.
A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.
O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.
Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.
De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.
Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.
É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Níger "não pode fechar" fronteira com a Líbia
Diante de boatos sobre a fuga iminente do ex-ditador
Muamar Kadafi, o ministro do Exterior do Níger, Mohamed Bazoum, alegou que seu
país não tem como "fechar a fronteira" com a Líbia.
Em entrevista à televisão pública britânica BBC,
Bazoum afirmou que Kadafi não entrou no Níger.
Os rebeldes líbios a acreditam que o ex-ditador
escapou de Bani Walid. Chegaram a dizer que o coronel estaria cercado no
deserto do Sul do país, mas pode ser apenas guerra psicológica.
Kadafi deu entrevista por telefone à televisão da
Síria. Em tom de desafio, disse que está dentro da Líbia e que não vai fugir do
país.
Para os especialistas ouvidos pela companhia
jornalística McClatchy
Newspapers, dos Estados Unidos, será difícil para qualquer país da África
dar exílio ao ex-ditador, que nos últimos anos tentou se reinventar como líder
e patrocinador da União Africana.
“Onde ele estiver, será um centro de desestabilização.
Isso é inevitável”, observou o professor Jeremy Keenan, da Escola de Estudos
Africanos e Orientais da Universidade de Londres, autor do livro O Saara
Escuro: a guerra dos EUA contra o terror na África.
“Numa região já desestabilizada, ele seria um barril de pólvora.”
Acidente aéreo mata time de hóquei na Rússia
Um avião fretado com 45 pessoas a bordo explodiu hoje logo depois de decolar do aeroporto de Yaroslavl, na Rússia, com destino a Minsk, a capital da Bielorrússia, matando a equipe de hóquei do Locomotiv, que estava a bordo. Um tripulante e um jogador sobreviveram.
Autoridades do hóquei disseram que foi o pior acidente da história do esporte. O acidente já é comparado aos que mataram delegações do Manchester United e do Juventus, da Itália.
A Rússia pós-soviética tem o pior histórico do mundo de acidentes aéreos.
Autoridades do hóquei disseram que foi o pior acidente da história do esporte. O acidente já é comparado aos que mataram delegações do Manchester United e do Juventus, da Itália.
A Rússia pós-soviética tem o pior histórico do mundo de acidentes aéreos.
Bomba mata 11 em tribunal superior da Índia
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 61 saíram feridas de um atentado terrorista contra ao Superior Tribunal de Justiça, em Nova Déli, a capital da Índia, que já tinha sido alvo de ataque a bomba em maio.
O grupo extremista muçulmano Harkat-ul-Jihad Islami, ligado à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado, descrito pelo primeiro-ministro Manmohan Singh como um "ato covarde".
O grupo extremista muçulmano Harkat-ul-Jihad Islami, ligado à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado, descrito pelo primeiro-ministro Manmohan Singh como um "ato covarde".
Supremo tribunal alemão aprova ajuda à Eurozona
O Tribunal Constitucional da Alemanha considerou legal hoje que o país dê ajuda a parceiros da Zona do Euro em dificuldades para pagar suas dívidas públicas, mas exigiu um controle maior do Parlamento.
Para os juízes do supremo tribunal alemão, com sede em Karlsruhe, o orçamento é de competência do Parlamento, que precisa dar sua aprovação "a cada medida de ajuda de grande importância".
A decisão foi festejada pela primeira-ministra Angela Merkel, que prometeu "defender o euro". Também animou os investidores, que veem na crise das dívidas públicas da Eurozona a maior ameaça à recuperação da economia mundial. Imediatamente as bolsas de valores começaram a subir.
Se a ajuda fosse considerada inconstitucional, como queria o grupo de economistas alemães que recorreu à Justiça, os programas de resgate da Grécia, Irlanda e Portugal voltariam à estaca zero.
Agora, a Câmara Federal da Alemanha precisa aprovar a ajuda. Com a reação negativa de parte do eleitorado diante da ajuda a países considerados menos disciplinados, a votação promete ser apertada.
Para os juízes do supremo tribunal alemão, com sede em Karlsruhe, o orçamento é de competência do Parlamento, que precisa dar sua aprovação "a cada medida de ajuda de grande importância".
A decisão foi festejada pela primeira-ministra Angela Merkel, que prometeu "defender o euro". Também animou os investidores, que veem na crise das dívidas públicas da Eurozona a maior ameaça à recuperação da economia mundial. Imediatamente as bolsas de valores começaram a subir.
Se a ajuda fosse considerada inconstitucional, como queria o grupo de economistas alemães que recorreu à Justiça, os programas de resgate da Grécia, Irlanda e Portugal voltariam à estaca zero.
Agora, a Câmara Federal da Alemanha precisa aprovar a ajuda. Com a reação negativa de parte do eleitorado diante da ajuda a países considerados menos disciplinados, a votação promete ser apertada.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Austrália volta a crescer
Depois de uma queda de 0,9% no primeiro trimestre, a Austrália cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2011 em relação aos três primeiros meses do ano e 1,4% na comparação com o mesmo período no ano passado.
Como o Brasil, a Austrália se beneficia de suas exportações de produtos primários para a China.
Repórteres sem Fronteiras criticam Rafael Correa
O presidente Rafael Correa deve escolher entre
fazer uma "revolução" ou travar uma "guerra midiática"
contra as grandes empresas de comunicação do Equador, advertiu hoje em Paris o
secretário-geral da organização não governamental Repórteres sem Fronteiras,
que luta pela liberdade de imprensa, informou hoje a agência de notícias
espanhola Efe.
Ao divulgar a carta aberta na capital da França,
Jean-François Julliard observou que há uma tensão cada vez maior entre o
presidente equatoriano e "parte da mídia privada", agravada pelo
processo em que Correa cobra uma indenização de US$ 80 milhões do jornal El
Universal.
A ONG reconheceu "a agressividade e inclusive os excessos" de
alguns críticos do presidente, que o acusaram de "crimes de lesa
humanidade" durante a rebelião policial de 30 de setembro de 2010. Neste
ambiente, alerta que um debate sério sobre o projeto de Lei da Comunicação
"não será possível se perdurar um clima de enfrentamento e ódio".
Ministro alemão rejeita união fiscal da Eurozona
Diante do agravamento da crise internacional e das
pressões para que a Alemanha assuma um papel de liderança no combate à crise
das dívidas públicas, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble,
rejeita a possibilidade de uma união fiscal dos países da Zona do Euro,
uma das sugestões mais debatidas nos últimos dias.
Em artigo publicado hoje no jornal inglês Financial
Times, Schaeuble alega que uma união fiscal só resolveria os aspectos
superficiais da crise. Na sua opinião, a única resposta é a austeridade fiscal.
O ministro desconsidera a importância da especulação financeira no agravamento
da crise das dívidas soberanas: “O fato indiscutível é que os gastos públicos
levaram a níveis insustentáveis de endividamento e os déficits agora ameaçam
nosso bem-estar econômico. Acumular mais dívidas agora vai impedir em vez de
estimular o crescimento a longo prazo”.
Para Schaeuble, “os governos dentro e fora da Eurozona precisam não
apenas se comprometer com a consolidação fiscal e o aumento da competitividade
– eles precisam começar a apresentar resultados agora”.
“Existe uma preocupação”, reconhece o ministro, “de que o reequilíbrio
das contas públicas, um setor público menor e mercados de trabalho mais
flexíveis reduzam a demanda a curto prazo”.
Ele argumenta ser necessário sofrimento a curto prazo em troca de ganhos
em longo prazo. Acredita que, a médio prazo, o aumento da confiança de
empresários e consumidores, e a redução no desemprego, compensem “qualquer
queda de consumo no curto prazo”.
Também é necessário uma reforma no sistema financeiro internacional para
que o risco não esteja divorciado do prejuízo causado por operações arriscadas
que derem errado, um dos fatores centrais da atual crise, acrescentou.
Portanto, concluiu Schaeuble, uma união fiscal “poderia agravar a crise
ao reduzir os incentivos para que os membros mais frágeis façam as reformas
necessárias”. Ele diz não ser contra uma união fiscal “legitimada por um forte
mandato democrático. Isso exigiria mudanças nos tratados constitutivos da União
Europeia, o que não vai acontecer de um dia para o outro”.
Zoellick: "Não haverá recessão"
Em meio ao pessimismo crescente em relação à
economia mundial, e especialmente dos países ricos, o presidente do Banco
Mundial, Robert Zoellick, declarou hoje em Cingapura que os Estados Unidos
devem ter crescimento baixo e desemprego elevado no futuro próximo, mas não
voltar a cair em recessão, informa o jornal The
Washington Post.
"Não acredito que os Estados Unidos e o mundo
caiam numa recessão dupla, mas há um alto grau de incerteza", afirmou
Zoellick. "Os acontecimentos na Zona do Euro podem ter impacto negativo
sobre o resto do mundo não apenas no mercado financeiro, mas também na
confiança de empresários e consumidores".
O presidente do Banco Mundial pediu mais integração fiscal na Eurozona.
Isso exigiria coordenação política e a cessão de mais soberania para as
instituições europeias. A resposta à crise seria mais Europa, mas a Alemanha
resiste (leia acima).
Só 44% aprovam governo Obama
Às vésperas de anunciar um novo plano de geração de empregos, o presidente dos Estados Unidos vê sua popularidade cair ainda mais. Em pesquisa divulgada pelo jornal The Wall St. Journal, só 44% dos americanos apoiaram o presidente Barack Obama, enquanto 51% reprovaram seu governo.
Obama deve lançar nesta semana uma nova proposta para criar empregos que inclui um programa de obras de infraestrutura. Será muito difícil conseguir a aprovação do Congresso, já que a oposição republicana, maioria na Câmara, é contra aumentos nos gastos públicos por causa do elevado endividamento dos EUA.
Obama deve lançar nesta semana uma nova proposta para criar empregos que inclui um programa de obras de infraestrutura. Será muito difícil conseguir a aprovação do Congresso, já que a oposição republicana, maioria na Câmara, é contra aumentos nos gastos públicos por causa do elevado endividamento dos EUA.
Suíça tenta conter valorização do franco
Para conter a valorização de sua moeda, o Banco Nacional de Suíça fixou em 1,20 franco suíço por euro como cotação máxima, alegando que a sobrevalorização é "uma ameaça aguda para a economia suíço, com risco de levar a uma espiral deflacionária.
Logo depois do anúncio, o franco suíço caiu 6,7% em relação à moeda comum europeia, sendo cotado a 1,1886.
Logo depois do anúncio, o franco suíço caiu 6,7% em relação à moeda comum europeia, sendo cotado a 1,1886.
Eurozona cresceu 1,6% no segundo trimestre
A economia dos 17 países que adotam o euro como moeda cresceu 1,6% no segundo trimestre de 2011, anunciou hoje a Eurostat, órgão oficial de estatísticas da da União Europeia, confirmando sua estimativa anterior.
Comboio kadafista cruza fronteira com Níger
Um comboio fortemente armado com partidários do coronel Muamar Kadafi saiu hoje da Líbia pela fronteira com o Níger, provocando especulações de que o ex-ditador tenha fugido do país.
Em Washington, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos declarou que não acredita que Kadafi tenha saído do país.
Por outro lado, a indústria de petróleo líbia, duramente atingida pela guerra civil, só deve retornar ao nível de produção anterior à crise, de 1,6 milhão de barris por dia, no fim do próximo ano.
Em Washington, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos declarou que não acredita que Kadafi tenha saído do país.
Por outro lado, a indústria de petróleo líbia, duramente atingida pela guerra civil, só deve retornar ao nível de produção anterior à crise, de 1,6 milhão de barris por dia, no fim do próximo ano.
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