Depois de quase dois meses de silêncio diante das manifestações cada vez mais violentas da oposição para derrubar o governo, o rei Bhumibol Adulyadej pediu calma hoje aos tailandeses.
Ao presidir a cerimônia de julgamento de novas juízes, o rei recomendou que elas apliquem a lei com "honestidade, eficácia e rapidez" para dar um exemplo ao país.
Os manifestantes da Frente Unida pela Democracia e contra a Ditadura, mais conhecidos como camisas vermelhas, bloquearam ruas e estradas para tentar impedir que o Exército da Tailândia assuma o controle da capital, Bangkok.
A oposição ligada ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que fugiu para o exílio para não ser preso por corrupção, exige a queda do governo e a convocação de eleições antecipadas. O atual primeiro-ministro resiste.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Gêmeo de Kaczynski é candidato na Polônia
O ex-primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, irmão gêmeo do presidente Lech Kaczynski, morto em acidente na Rússia, lançou sua candidatura à Presidência da Polônia, mas os analistas acham que ele não tem muita chance.
Vendas da Toyota crescem 26,3% num ano
As vendas da empresa japonesa Toyota avançaram 26,3% num ano, apesar dos problemas técnicos que forçaram o recolhimento de milhões de veículos da maior fabricante de automóveis do mundo.
Republicanos obstruem debate de reforma financeira
A oposição republicana impediu hoje que a proposta de regulamentação do sistema financeiro do senador democrata Christopher Dodd começasse a ser discutida em plenário. Os democratas só conseguiram 57 dos 60 votos necessário para evitar a obstrução.
Esta é uma semana decisiva para a reforma da regulamentação financeira.
Dois terços dos americanos são a favor de uma fiscalização mais rigorosa. A maioria democrata deve acusar a oposição de fazer o jogo do centro financeiro de Wall Street, grande financiador do Partido Republicano.
Portugal enfrenta especulação e paga mais juros
Portugal inicia a semana sob forte pressão especulativa. Os juros dos títulos de 10 anos da dívida portuguesa subiram para mais de 5% ao ano.
Alemanha quer mais economia na Grécia
A Alemanha exige novos cortes de gastos públicos para ajudar a Grécia. Dos cerca de US$ 40 bilhões prometidos pelo Grupo do Euro, a Alemanha entraria com US$ 11,2 bilhões.
Mas o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, fez um apelo aos deputados para que aprovem a ajuda.
Os ministros das Finanças da UE discutiram a crise grega hoje. A ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, garantiu que não vai haver moratória da dívida da Grécia.
O próximo prazo fatal para a dívida grega é 19 de maio. Até lá, precisa ser acertada a ajuda com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
O próximo prazo fatal para a dívida grega é 19 de maio. Até lá, precisa ser acertada a ajuda com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
Direita consegue maioria de dois terços na Hungria
O segundo turno das eleições parlamentares na Hungria confirmaram ontem uma esmagadora vitória do partido Fidesz, de direita, que acabou com oito anos de governos socialistas e vai governar com maioria de dois terços.
Seu líder, Viktor Orbán, será o próximo primeiro-ministro húngaro.
Foi a maior vitória eleitoral de um partido na Hungria pós-comunista, depois da abertura da cortina de ferro em 1989.
Seu líder, Viktor Orbán, será o próximo primeiro-ministro húngaro.
Foi a maior vitória eleitoral de um partido na Hungria pós-comunista, depois da abertura da cortina de ferro em 1989.
Reino Unido pede desculpas ao papa
O governo britânico pediu ontem desculpas ao Vaticano depois da divulgação de um memorando interno do Ministério do Interior ironizando os escândalos sexuais na igreja Católica com a sugestão de que o papa Bento XVI poderia aproveitar sua próxima visita ao Reino Unido para lançar uma marca de camisinhas ou abençoar o casamento gay.
Por "sérios erros de julgamento", o autor do memorando já teria sido removido para outras funções.
Por "sérios erros de julgamento", o autor do memorando já teria sido removido para outras funções.
domingo, 25 de abril de 2010
Ajuda à Grécia depende de cortes de gastos
A Grécia está sendo pressionada a apresentar um plano de cortes nos gastos públicos para atingir as metas de redução do déficit orçamentário para 2011 e 2012 antes de receber os 45 bilhões de euros, cerca de R$ 111 bilhões, de ajuda de emergência do Grupo do Euro e do Fundo Monetário Internacional para evitar um calote de sua dívida, que chega a 300 bilhões de euros.
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, insiste que "nenhuma decisão será tomada enquanto a Grécia não apresentar medidas rigorosas para poupar nos próximos anos".
Em Washington, durante uma reunião do FMI e do Banco Mundial, o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, afirmou que é o país que vai se submeter a todos os ajustes necessários para honrar suas dívidas.
Para a Alemanha, a economia mais rica da Europa, o problema é que o que for feito pela Grécia servirá de modelo para outros países da zona do euro com dificuldades para pagar suas dívidas, como Portugal e Espanha.
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, insiste que "nenhuma decisão será tomada enquanto a Grécia não apresentar medidas rigorosas para poupar nos próximos anos".
Em Washington, durante uma reunião do FMI e do Banco Mundial, o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, afirmou que é o país que vai se submeter a todos os ajustes necessários para honrar suas dívidas.
Para a Alemanha, a economia mais rica da Europa, o problema é que o que for feito pela Grécia servirá de modelo para outros países da zona do euro com dificuldades para pagar suas dívidas, como Portugal e Espanha.
Goldman Sachs lucrou com crise mundial
Uma investigação do Senado dos Estados Unidos revelou neste sábado ter encontrado mensagens de correio eletrônico comprovando que o banco de investimentos Goldman Sachs beneficiou-se do colapso do mercado imobiliário porque tinha apostado que isso aconteceria.
"Claro que não nos livramos da confusão com as hipotecas", admitiu o presidente do banco, Lloyd Blankfein. "Perdemos dinheiro. Mas depois, com short selling, ganhamos mais do que perdemos."
Short selling é uma operação em que o especulador toma ações por empréstimos e as vende, apostando na queda de preço para depois recomprar a ação por um preço menor, pagar a dívida e embolsar a diferença.
Esse tipo de operação chegou a ser suspenso no auge da crise porque os especuladores poderiam derrubar empresas saudáveis num momento de pânico, destruindo o capital da empresa com a venda em massa de suas ações.
Depois de ser acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA de enganar clientes ao não revelar o risco de obrigações colateralizadas de crédito lastreadas por hipotecas de segunda linha, o Goldman Sachs negou tudo e prometeu se defender.
Mas mais detalhes sórdidos da atuação daquele que era o maior banco de investimentos de Wall St. estão sendo descobertos, ameaçando o futuro de uma das marcas mais poderosas do centro financeiro de Nova York.
"Claro que não nos livramos da confusão com as hipotecas", admitiu o presidente do banco, Lloyd Blankfein. "Perdemos dinheiro. Mas depois, com short selling, ganhamos mais do que perdemos."
Short selling é uma operação em que o especulador toma ações por empréstimos e as vende, apostando na queda de preço para depois recomprar a ação por um preço menor, pagar a dívida e embolsar a diferença.
Esse tipo de operação chegou a ser suspenso no auge da crise porque os especuladores poderiam derrubar empresas saudáveis num momento de pânico, destruindo o capital da empresa com a venda em massa de suas ações.
Depois de ser acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA de enganar clientes ao não revelar o risco de obrigações colateralizadas de crédito lastreadas por hipotecas de segunda linha, o Goldman Sachs negou tudo e prometeu se defender.
Mas mais detalhes sórdidos da atuação daquele que era o maior banco de investimentos de Wall St. estão sendo descobertos, ameaçando o futuro de uma das marcas mais poderosas do centro financeiro de Nova York.
Confronto em Darfur deixa 55 mortos
Pelo menos 55 morreram e outras 85 saíram feridas de choques entre nômades árabes e o Exército Popular de Libertação do Sudão, do Sul do país, na divisa da província de Darfur.
O exército rebelde confirmou ter sido atacado no sábado, mas atribuiu a ação ao Exército Nacional, dominado pelo regime islamita de Cartum e o presidente Omar Bachir, no poder desde 1989.
Maior país da África, o Sudão viveu sob guerra civil a maior parte do tempo desde a independência do Império Britânico, em 1955. A primeira guerra civil entre Norte e Sul durou até 1972. Recomeçou em 1983 e só terminou em 2006.
O governo acaba de realizar eleições, boicotadas pelas forças políticas do Sul, cristão e animista, em contraste com o Norte, muçulmano, que domina o Sudão desde a independência.
Para a revista britânica The Economist, o melhor resultado possível das eleições sudanesas seria encaminhar um plebiscito para uma divisão do país.
O exército rebelde confirmou ter sido atacado no sábado, mas atribuiu a ação ao Exército Nacional, dominado pelo regime islamita de Cartum e o presidente Omar Bachir, no poder desde 1989.
Maior país da África, o Sudão viveu sob guerra civil a maior parte do tempo desde a independência do Império Britânico, em 1955. A primeira guerra civil entre Norte e Sul durou até 1972. Recomeçou em 1983 e só terminou em 2006.
O governo acaba de realizar eleições, boicotadas pelas forças políticas do Sul, cristão e animista, em contraste com o Norte, muçulmano, que domina o Sudão desde a independência.
Para a revista britânica The Economist, o melhor resultado possível das eleições sudanesas seria encaminhar um plebiscito para uma divisão do país.
Irã faz ofensiva diplomática contra sanções
O ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, esteve hoje em Viena tentando convencer o governo da Áustria, membro temporário do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a não apoiar a quarta rodada de sanções contra o país, proposta pelos Estados Unidos, que acusam o Irã de estar desenvolvendo armas nucleares.
Mottaki considerou as sanções injustas, mas a Áustria deixou claro que cabe ao Irã desmanchar as suspeitas de que seu programa nuclear tem fins militares.
Ontem, o presidente Mahmoud Ahmadinejad esteve em Uganda, outro membro temporário do Conselho de Segurança. Em Kampala, o dirigente iraniano acusou os EUA e o Reino Unido de mentirem quando dizem que o Irã está fazendo a bomba atômica.
Em comunicado conjunto, o Brasil e a Turquia, que também são membros do Conselho sem poder de veto, rejeitaram a adoção de novas sanções e defenderam a continuidade das negociações para que o regime fundamentalista iraniano mande seu urânio para enriquecimento no exterior.
Mottaki considerou as sanções injustas, mas a Áustria deixou claro que cabe ao Irã desmanchar as suspeitas de que seu programa nuclear tem fins militares.
Ontem, o presidente Mahmoud Ahmadinejad esteve em Uganda, outro membro temporário do Conselho de Segurança. Em Kampala, o dirigente iraniano acusou os EUA e o Reino Unido de mentirem quando dizem que o Irã está fazendo a bomba atômica.
Em comunicado conjunto, o Brasil e a Turquia, que também são membros do Conselho sem poder de veto, rejeitaram a adoção de novas sanções e defenderam a continuidade das negociações para que o regime fundamentalista iraniano mande seu urânio para enriquecimento no exterior.
Cotação do iuã visa estabilidade, diz ministro chinês
A decisão da China de valorizar ou não a moeda nacional será tomada tendo em vista a estabilidade econômica do país, afirmou o vice-ministro do Comércio, Fu Ziying.
Diante da ameaça da crise mundial, em junho de 2008, a China voltou a colar a cotação de sua moeda ao dólar a uma taxa de 6,88 iuãs por dólar. Com a recuperação mundial, está sendo pressionada a valorizar o iuã para refletir o sucesso de suas exportações.
Mas o vice-ministro advertiu: "A China vai examinar sua situação econômica e traçar seu próprio caminho. A crise mundial trouxe uma série de incertezas. Então, temos de colocar a estabilidade em primeiro lugar."
Diante da ameaça da crise mundial, em junho de 2008, a China voltou a colar a cotação de sua moeda ao dólar a uma taxa de 6,88 iuãs por dólar. Com a recuperação mundial, está sendo pressionada a valorizar o iuã para refletir o sucesso de suas exportações.
Mas o vice-ministro advertiu: "A China vai examinar sua situação econômica e traçar seu próprio caminho. A crise mundial trouxe uma série de incertezas. Então, temos de colocar a estabilidade em primeiro lugar."
China tem mais peso no Banco Mundial
O percentual de votos da China no Banco Mundial subiu para 3,13%, o que a deixa atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, as maiores economias do mundo, ultrapassando as grandes potências europeias como a Alemanha, a França e ao Reino Unido.
Libaneses marcham pelo secularismo
Milhares de libaneses se concentraram hoje na avenida beira-mar e marcharam até a sede do Parlamento, em Beirute, para defender o secularismo político no Líbano, um país marcado por uma Guerra Civil (1975-90) entre cristãos e muçulmanos que até hoje o divide.
Também houve manifestações contra a interferência da religião na política diante das embaixadas e dos consulados do Líbano em Paris, Montreal, no Canadá, São Paulo e Sídnei, na Austrália.
O movimento Orgulho Laico foi organizado via Internet por cinco jovens libaneses.
Também houve manifestações contra a interferência da religião na política diante das embaixadas e dos consulados do Líbano em Paris, Montreal, no Canadá, São Paulo e Sídnei, na Austrália.
O movimento Orgulho Laico foi organizado via Internet por cinco jovens libaneses.
Cuba vota e bloqueia Damas de Branco
Hoje foi dia de eleições para as 169 Assembleia Municipais do Poder Popular em Cuba, o nome pomposo das câmaras municipais do regime comunista dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
De acordo com os dados oficiais, 71% dos 8,4 milhões de eleitores cubanos votaram. A abstenção foi muito superior a 2006, quando 90% participaram. Não votar significa contrariar o governo, que realiza periodicamente eleições de fachada em que só têm chances reais os candidatos do regime.
Pelo terceiro domingo seguido, as Damas de Branco, que protestam contra a prisão de seus maridos ou filhos, foram impedidas de marchar pelo centro de Havana.
Centenas de partidários da ditadura militar cubana cercaram as Damas de Branco e as hostilizaram durante horas. Em seguida, agentes do regime às colocaram num ônibus que as levou para a casa da líder do grupo, Laura Pollán.
De acordo com os dados oficiais, 71% dos 8,4 milhões de eleitores cubanos votaram. A abstenção foi muito superior a 2006, quando 90% participaram. Não votar significa contrariar o governo, que realiza periodicamente eleições de fachada em que só têm chances reais os candidatos do regime.
Pelo terceiro domingo seguido, as Damas de Branco, que protestam contra a prisão de seus maridos ou filhos, foram impedidas de marchar pelo centro de Havana.
Centenas de partidários da ditadura militar cubana cercaram as Damas de Branco e as hostilizaram durante horas. Em seguida, agentes do regime às colocaram num ônibus que as levou para a casa da líder do grupo, Laura Pollán.
Naomi Campbell não coopera com tribunal da ONU
A supermodelo britânica Naomi Campbell se recusa a cooperar com o Tribunal Especial das Nações Unidas para Serra Leoa, que está processando o ex-ditador da Libéria Charles Taylor.
Durante este período, quando visitou a África do Sul para comprar armas para os rebeldes de Serra Leoa pagando com diamantes, Taylor participou de um jantar oferecido pelo presidente sul-africano, Nelson Mandela, em que Naomi Campbell estava presente.
Ela teria contado à atriz Mia Farrow, que também estava na África do Sul fazendo trabalho beneficente na época, que durante a noite enviados do então ditador da Libéria foram até seu apartamento no hotel e a presentearam com um grande diamante bruto.
Esse diamante seria uma das provas do envolvimento de Charles Taylor com um dos mais sanguinários grupos rebeldes africanos em troca de diamantes.
Os procuradores do tribunal entraram em contato com a modelo e disseram que Naomi Campbell se negou a cooperar. Na época, ela falou para Mia Farrow que daria a pedra preciosa para uma das instituições de caridade de Mandela, mas não fez isso.
Ao ser interrogado repetidamente sobre o diamante pela rede de televisão americana ABC, a supermodelo teve um de seus ataques de fúria e se negou a falar no assunto. Mas o tribunal ainda conta com sua ajuda para condenar um dos mais notórios e cruéis ditadores africanos.
Taylor responde por 11 acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e violações do direito internacional humanitário cometidos em Serra Leoa entre 30 de novembro de 1996 e 18 de janeiro de 2002. Ele apoiava os rebeldes da Frente Unida Revolucionária, responsável por uma barbárie marcada por massacres, mutilações de civis e recrutamento de crianças à força para participar da rebelião.
Durante este período, quando visitou a África do Sul para comprar armas para os rebeldes de Serra Leoa pagando com diamantes, Taylor participou de um jantar oferecido pelo presidente sul-africano, Nelson Mandela, em que Naomi Campbell estava presente.
Ela teria contado à atriz Mia Farrow, que também estava na África do Sul fazendo trabalho beneficente na época, que durante a noite enviados do então ditador da Libéria foram até seu apartamento no hotel e a presentearam com um grande diamante bruto.
Esse diamante seria uma das provas do envolvimento de Charles Taylor com um dos mais sanguinários grupos rebeldes africanos em troca de diamantes.
Os procuradores do tribunal entraram em contato com a modelo e disseram que Naomi Campbell se negou a cooperar. Na época, ela falou para Mia Farrow que daria a pedra preciosa para uma das instituições de caridade de Mandela, mas não fez isso.
Ao ser interrogado repetidamente sobre o diamante pela rede de televisão americana ABC, a supermodelo teve um de seus ataques de fúria e se negou a falar no assunto. Mas o tribunal ainda conta com sua ajuda para condenar um dos mais notórios e cruéis ditadores africanos.
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Obama evita falar em genocício de armênios
Depois de prometer durante a campanha eleitoral reconhecer o massacre de armênios pelo Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, hoje, no Dia do Genocídio Armênio, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu o massacre apenas como “uma das maiores atrocidades do século 20”.
Há poucas semanas, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA aprovou uma moção reconhecenco como genocídio a matança de armênios pelos turcos entre 1915 e 1917. A proposta não chegou ao plenário para não prejudicar as relações com a Turquia.
Neste momento em que os EUA tentam isolar o regime fundamentalista do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas, seria irrealismo político deixar o passado atrapalhar a luta contra um dos maiores problemas atuais de segurança internacional, na visão de Washington.
Há poucas semanas, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA aprovou uma moção reconhecenco como genocídio a matança de armênios pelos turcos entre 1915 e 1917. A proposta não chegou ao plenário para não prejudicar as relações com a Turquia.
Neste momento em que os EUA tentam isolar o regime fundamentalista do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas, seria irrealismo político deixar o passado atrapalhar a luta contra um dos maiores problemas atuais de segurança internacional, na visão de Washington.
sábado, 24 de abril de 2010
Congresso aprova exceção no Norte do Paraguai
O Congresso do Paraguai aprovou hoje o estado de exceção em cinco dos 17 departamentos do país, todos da região Norte.
A medida permite ao presidente Fernando Lugo mandar o Exército combater o grupo guerrilheiro de esquerda Exército do Povo Paraguaio, acusado de atentados a bomba, sequestros e do assassinato de quatro pessoas, inclusive dois brasileiros.
Lugo foi pessoalmente ao Congresso na sexta-feira em busca de um acordo. Sua proposta era declarar estado de exceção por 60 dias.
O Senado acabou aprovando um projeto da oposição que reduzia o tempo para 30 dias e passa o comando da operação do Ministério do Interior para o Exército. Depois de ser alterado pela Câmara, teve de voltar ao Senado, que o aprovou hoje em sessão extraordinária.
A medida permite ao presidente Fernando Lugo mandar o Exército combater o grupo guerrilheiro de esquerda Exército do Povo Paraguaio, acusado de atentados a bomba, sequestros e do assassinato de quatro pessoas, inclusive dois brasileiros.
Lugo foi pessoalmente ao Congresso na sexta-feira em busca de um acordo. Sua proposta era declarar estado de exceção por 60 dias.
O Senado acabou aprovando um projeto da oposição que reduzia o tempo para 30 dias e passa o comando da operação do Ministério do Interior para o Exército. Depois de ser alterado pela Câmara, teve de voltar ao Senado, que o aprovou hoje em sessão extraordinária.
Espanhóis vão à rua em apoio ao juiz Garzón
Dezenas de milhares de espanhóis participaram hoje de manifestações realizadas em várias cidades em apoio ao juiz Baltasar Garzón.
Garzón, que ordenou a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet e investigou os crimes da última ditadura argentina, está sendo processado pelo Tribunal Supremo por abuso de poder por ter mandado investigar os crimes da Guerra Civil (1936-39) e da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1939-75).
Os protestos se transformaram em homenagem às 100 mil vítimas do franquismo.
Garzón, que ordenou a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet e investigou os crimes da última ditadura argentina, está sendo processado pelo Tribunal Supremo por abuso de poder por ter mandado investigar os crimes da Guerra Civil (1936-39) e da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1939-75).
Os protestos se transformaram em homenagem às 100 mil vítimas do franquismo.
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