domingo, 30 de novembro de 2008

Israel vai libertar 250 prisioneiros palestinos

O governo de Israel aprovou neste domingo a libertação de 250 palestinos presos. É um gesto de boa vontade com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em meio a tensão e violências crescentes na Faixa de Gaza, que está sob o controle do Movimento de Resistência Islâmicas (Hamas).

A lista dos prisioneiros que serão soltos será elaborada por uma comissão especial, com base no critério de não libertar quem "derramou sangue judeu". Os cidadãos israelenses terão o direito de apresentar objeções aos nomes escolhidos.

Abbas pediu a libertação de prisioneiros ao primeiro-ministro israelense demissionário Ehud Olmert em 17 de novembro

O negociador palestino Saeb Erakat elogiou a decisão israelense e manifestou a esperança da "libertação um dia de todos os prisioneiros palestinos".

Ministro do Interior da Índia renuncia

O ministro do Interior da Índia, Shivraj Patil, apresentou hoje sua renúncia ao primeiro-ministro Manmohan Singh, assumindo a responsabilidade pelas falhas de segurança que permitiram uma onda de ataque de terroristas muçulmanos que paralisou a maior cidade indiana, Mumbai, nos últimos dias.

Para o vice-governador do estado de Maharashtra, R. R. Patil, o objetivo dos extremistas muçulmanos era fazer um 11 de Setembro indiano. "Encontramos munição, bombas e granadas de mão em quantidade. Com base em nossa investigação, acreditamos que queriam matar umas 5 mil pessoas."

Aznar colaborou com vôos para Guantânamo

O governo do primeiro-ministro conservador José María Aznar autorizou o pouso no país de vôos clandestinos para levar prisioneiros da guerra contra o terror, da milícia afegã dos Talebã e da rede terrorista Al Caeda, para o centro de detenção da base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, revela o jornal espanhol El País neste domingo, 30 de novembro de 2008.

Em 10 de janeiro de 2002, quatro meses depois do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center e dois meses depois da queda do regime fundamentalista dos Talebã no Afeganistão, a embaixada dos Estados Unidos em Madri comunicou ao governo Aznar que o país levaria presos em vôos de longa distância. Em situação de emergência, poderia ser obrigados a aterrisar em algum avião espanhol. Os EUA se comprometiam a retomar o vôo assim que fosse possível.

sábado, 29 de novembro de 2008

Casal Kirchner vive à sombra de Perón

Quando o governo radical de Fernando de la Rúa (1999-2001) desabou sob o colapso da paridade peso-dólar herdada do presidente Carlos Menem (1989-99), o poder foi devolvido ao peronismo, aparentemente o único partido político capaz de governar a Argentina.

O ex-vice-presidente Eduardo Duhalde, que perdera a eleição para De la Rúa, completou um mandato-tampão até 2003, quando Menem fugiu do segundo turno, numa disputa entre peronista e Néstor Kirchner (2003-07) chegou ao poder com a determinação de combater a crise econômica.

Kirchner conseguiu renegocia a dívida externa, retomar o crescimento econômico e eleger sua mulher, Cristina Fernández de Kirchner como sucessora. Mas fustigou empresas privadas, conteve preços artificialmente desestimulando investimentos em setores como energia, e manipulou os índices de inflação.

Além disso, organizou sua base política ao redor do corporativismo peronista, de sua ligação histórica com os sindicatos, e adotou uma política de confrontação permanente, contra seus inimigos políticos, os países vizinhos, empresas privadas.

Neste ano, no governo Cristina Kirchner, houve o longo conflito com o campo em torno do imposto sobre exportações de grãos, fragilizando a Argentina às vésperas do tsuname financeiro global.

Em artigo na edição de hoje do jornal La Nación, o escritor argentino Thomás Eloy Martínez, autor de um livro sobre María Eva Duarte de Perón, a Evita, examina a saga do casal à sombra do general Juan Domingo Perón, de Evita e de María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, derrubada no trágico golpe de 24 de março de 1976.

Terror em Mumbai matou 195 pessoas

Os combates cessaram mas a Índia ainda avalia as dimensões morais, políticas e econômicas da onda terrorista de 26 de novembro de 2008 contra sua maior e mais rica cidade, Mumbai, a antiga Bombaim.

Hoje o jornal The New York Times revela que os serviços secretos dos Estados Unidos suspeitam do grupo extremista muçulmano Lashkar-e-Taiba, que luta para que a Caxemira pertença ao Paquistão, ou de outra organização radical islamita envolvida na questão da Caxemira, Jaish-e-Muhammad.

Só um terrorista teria sido capturado vivo, um jovem do Punjab paquistanês. Pelas imagens obtidas, eram todos jovens com pouco mais de vinte anos. Estavam extremamente bem treinados e organizados. Teriam chegado num barco pesqueiro e lanchas rápidas no Sul de Mumbai, atacando em 10 lugares diferentes da cidade, entre eles dois hotéis de luxo, a estação ferroviária central, um hospital, um café e restaurante freqüentado por turistas estrangeiros e um centro cultural judaico.

O serviço de inteligência militar da Índia disse que os terroristas tinham um telefone de satélite e falaram com o líder do grupo Lashkar-e-Taiba.

Se realmente forem de um grupo baseado na Caxemira, a ira da Índia contra o Paquistão tende a aumentar. Em 2004, o então ditador Pervez Musharraf, se comprometera a desmantelar os centros de treinamento de grupos armados irregulares no Paquistão. O presidente Assif Ali Zardari renovou a promessa em discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas deste ano.

A Caxemira é uma questão sagrada na identidade nacional paquistanesa. Com maioria muçulmana, deveria pertencer ao Paquistão. Juntou-se à Índia quando ambos ficaram independentes do Império Britânico, em 1947, por decisão do marajá Hari Singh, governador da região na época. Provocou uma reação imediata do Paquistão e uma guerra entre os dois países.

Eles travariam nova guerra pela Caxemira em 1962 e em 1971, a guerra da independência de Bangladesh, o antigo Paquistão Oriental. Desde que fizeram a bomba atômica, a Índia em 1974 e o Paquistão no ano seguinte com a ajuda da China, houve vários conflitos de fronteiras e há um estado de guerra nas montanhas geladas do Himalaia. Nunca mais houve guerra aberta entre Índia e Paquistão.

Desde 1989, há uma guerrilha muçulmana que luta contra o domínio da Índia sobre a Caxemira, com o apoio paquistanês. Se esses grupos treinaram e armaram os terroristas do ataque a Mumbai, a tensão entre os dois países vai subir muito.

Em maio de 1998, os dois países testaram armas nucleares, entrando definitivamente para o clube atômico. Os Estados Unidos impuseram sanções, mas logo perceberam a importância de fazer uma aliança estratégica e um acordo nuclear com a Índia, uma superpotência econômica e militar em ascensão, além de ser inimiga histórica da China.

Esse acordo recentemente ratificado pelos parlamentos dos EUA e da Índia é mais uma justificativa para que os jihadistas declarem guerra à Índia, sem esquecer do conflito histórico entre hindus e muçulmanos, acirrado pelos governos do partido nacionalista hindu BJP (Partido Bharatiya Janata), que tinha o compromisso eleitoral de detonar a bomba atômica e o cumpriu. Mas o Paquistão fez o mesmo em seguida.

Os atentados de 11 de setembro aproximaram os EUA do Paquistão, país central na guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos. É o único país islâmico com armas nucleares e é vizinho do Afeganistão, onde o regime fundamentalista da milícia dos Talebã (Estudantes) abrigava os centros de treinamento da rede terrorista Al Caeda, com o apoio do serviço secreto paquistanês.

Desde as primeiras reações ao ataque terrorista em Mumbai, o governo indiano apontou para o vizinho e inimigo histórico. Mas o Paquistão é um Estado em virtual colapso. Não consegue controlar todo o seu território.

Em 20 de setembro, o atual governo civil foi alvo do terrorismo islâmico no atentado contra o Hotel Marriott de Islamabad. O presidente é viúvo da principal líder política da história recente do país, Benazir Bhutto, assassinada em um atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007.

Se ficar comprovado que foram grupos da Caxemira que atacaram Mumbai, a Índia vai exigir do Paquistão o desmantelamento dos centros de treinamento em território paquistanês. O problema é que, sem condições de retomar a Caxemira à força, o Exército do Paquistão, que é quem detém o poder de fato, apóia esses grupos armados.

É uma jogada do Paquistão para pressionar a Índia a cumprir um antigo compromisso assumido perante as Nações Unidas de realizar um plebiscito na Caxemira, de maioria muçulmana.

As relações indo-paquistanesas viviam seu melhor momento. Há uma semana, o presidente Zardari prometeu não lançar um primeiro ataque nuclear. Isso não interessa aos jihadistas.

Numa tentativa de se eximir de culpa, o Paquistão se ofereceu para mandar o chefe de seu serviço secreto militar participar da investigação. A oposição nacionalista hindu da Índia descreveu a ajuda como uma confissão de culpa.

O frágil governo civil paquistanês quer cooperar na guerra contra o terrorismo internacional, que abre nova frente de luta na Índia, alvo freqüente de atentados, inclusive de extremistas muçulmanos. Mas até agora nenhum tinha tido tamanho impacto, paralisando o centro econômico da Índia por três dias.

A questão é até onde vai o poder civil no Paquistão. Uma ala das Forças Armadas paquistanesas é suspeita de apoiar os Talebã para manter uma zona de influência no Afeganistão. É nessa área que se concentram os líderes em fuga d'al Caeda e dos Talebã, o grande centro de treinamento do jihadismo.

Tanto a Índia quanto os EUA gostariam de aproveitar a oportunidade para dar um xeque-mate no Paquistão e exigir um ataque decisivo contra as bases terroristas instaladas nas regiões tribais do Noroeste do país. Mas precisam evitar o agravamento da caótica situação do único país muçulmano com a bomba atômica, tudo o que os terroristas mais sonham para lançar um atentado ainda maior do que os de 11 de setembro de 2001.

Em entrevista divulgada há dois dias, o lugar-tenente de Ossama ben Laden, o vice-líder d'al Caeda, o médico Ayman al-Zawahiri, considerado o estrategista do grupo, atribuiu a crise financeira global aos atentados de 11 de setembro, a grande glória de sua turma. Os atentados levaram o banco central dos EUA a baixar os juros e dar dinheiro de graça aos bancos e instituições financeiras, o que gerou uma bolha especulativa.

A causa da crise não foi o 11 de Setembro em si, mas os erros de política monetária de Alan Greenspan e sua equipe em decorrência do terror e do estouro da bolha da internet, somados à falta de regulamentação do setor financeiro, que levou as empresas a correrem riscos arrasadores.

Mesmo assim, o discurso delirante e paranóico de Zawahiri indica que o terror busca alvos fracos para matar em massa. Centros financeiros, como Nova Iorque em 2001 e Mumbai em 2008, são alvos preferenciais de sua guerra santa.

Índia anuncia fim da Batalha de Mumbai

Depois de 58 horas, com a morte de três terroristas muçulmanos entrincheirados no Taj Mahal Palace Hotel, a Índia declarou encerrado o combate aos terroristas que atacaram diversos pontos de Mumbai, a antiga Bombaim, centro financeiro do país, na quarta-feira à noite.

Foi o 11 de Setembro da Índia. Pelo menos 160 pessoas morreram, entre elas 22 estrangeiros, e 330 saíram feridas.

A Índia tem um conflito histórico de séculos entre hindus e muçulmanos que se acirrou com o fundamentalismo religioso de ambas as partes, além da questão da Caxemira com o Paquistão.

Há muitos motivos internos e grupos internos que podem estar ligados a essa onda de terror, embora pelo alcance, pelo treinamento e por visar diretamente americanos, britânicos e judeus, pareça uma conspiração internacional com as marcas d'al Caeda.

A Índia tem a maior população muçulmana do mundo, depois da Indonésia e do Paquistão, uma minoria de 150 milhões de pessoas majoritariamente pobres que se sentem excluídas e se sentiram muito mais durante o governo do partido nacionalista hindu, o BJP.

Há dois movimentos históricos dentro do islamismo político. Em 1928, Hassan al-Bana cria a Irmandade Muçulmana com o objetivo de reislamizar a Uma, reconverter o conjunto de todos os muçulmanos ao "verdadeiro Islã".

Nas prisões de Nasser nos anos 50 e 60 Said Kutub, ideólogo do aiatolá Ruhollah Khomeini e da rede terrorista Al Caeda, chegou à conclusão de que é preciso converter ou eliminar todos os infiéis, especialmente nos centros de poder no mundo porque eles impõem os governantes corruptos e infiéis dos países muçulmanos.

O fundamentalismo religioso, seja muçulmano, cristão, judaico ou hindu, é um conflito interno dentro de cada cultura sobre qual é a verdadeira interpretação dos livros sagrados.

O jihadismo, portanto, é uma guerra civil dentro do Islã, uma guerra sobre o que realmente quis dizer o profeta em nome de Deus. Os estrangeiros são alvo por suposta conivência com a grande conspiração judaico-cristã para dominar o mundo muçulmano.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bolívia protesta contra os EUA

A Bolívia protesta contra o fim das preferências comerciais para produtos bolivianos nos Estados Unidos. Elas serão suspensas em 15 de novembro, sob a alegação de que o país não faz o suficiente para combater o tráfico de cocaína.

O presidente Evo Morales declarou ontem em La Paz que se trata de revanchismo político do governo americano porque ele optou pelo socialismo.

Há meses, Morales expulsou do país o embaixador dos EUA e os agentes da DEA (Drug Enforcement Agency, Agência de Repressão às Drogas). O presidente começou sua carreira política no sindicato dos produtores de coca e defende o cultivo tradicional da planta na cultura andina.

Desde 1991, a grande maioria dos produtos da Bolívia, Equador, Peru e Colômbia não paga imposto de importação para entrar no mercado americano, o que aumenta sua competitividade. Isso é feito com base numa lei de estímulo para que os países andinos tenham alternativas econômicas à produção de drogas como a cocaína.

Depois da vitória de Barack Obama para presidente, Morales tenta uma reaproximação com os EUA. Mas a expulsão dos agentes da DEA não será esquecida.

Japão dá vários sinais de recessão profunda

A produção industrial, o consumo doméstico e as exportações do Japão caíram em outubro, sinais de que a segunda maior economia do mundo pode estar numa recessão longa e profunda.

Com forte queda na fabricação de carros e eletroeletrônicos, a produção da indústria japonesa caiu 3,1% em outubro, na comparação com setembro. Em um ano, o consumo doméstimo caiu 3,8% e as exportações 7,7%, a maior queda em sete anos, anunciou hoje o Banco do Japão.

Os industriais japoneses temem uma contração ainda maior, de 6,4% em novembro e 2,9% em dezembro. No trimestre, a queda pode chegar a 8,6%. Seria a maior da história.

Mortos em Mumbai já são 155

As forças de segurança da Índia acreditam que dois a três terroristas ainda resistam no Taj Mahal Palace Hotel, o mais famoso do país.

O total de mortos na onda de ataques lançada há dois dias em Mumbai, o centro financeiro do país, chegou hoje a 155; 22 eram estrangeiros. Outras 327 pessoas saíram feridas.

No início da manhã de hoje, pelo horário indiano, comandos de elite do Exército da Índia assaltaram a Casa Nariman, um centro cultural judaico. Eles não conseguiram impedir que os extremistas muçulmanos matassem cinco reféns, inclusive o rabino americano e sua mulher israelense.

No Hotel Oberoi, a operação antiterrorismo conseguiu resgatar 149 reféns. Trinta e seis cadáveres foram encontrados no Oberoi.

Durante todo o dia, foram ouvidas explosões no imponente hotel Taj Mahal, último foco da resistência.

Em Nova Déli, o ministro do Exterior indiano, Pranab Mukherjee, voltou atribuir a onda de ataques a paquistaneses e rejeitou uma oferta de ajuda do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

Num sinal de boa vontade, o Paquistão, que enfrenta um sério problema com os jihadistas, prometeu enviar o chefe do seu serviço secreto para colaborar com as investigações da Índia.

Outro ministro indiano declarou que pelo menos dois terroristas presos são britânicos de origem paquistanesa. Mas esta alegação foi contestada.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Total de mortos em Mumbai chega a 125

O total de mortes nos ataques terroristas em Mumbai, a antiga Bombaim, centro econômico da Índia, chegou a 125. Outras 330 pessoas saíram feridas.

Na manhã de hoje, os dois hotéis invadidos ontem por extremistas muçulmanos ainda ardiam em chamas, depois de uma noite de batalhas e tiroteios com o Exército e a polícia da Índia. Os hotéis Oberoi e Taj Mahal Palace, o mais famoso do país, a estação central de trens e o restaurante Leopold Café foram os principais alvos.

Em telefonema a uma televisão indiana, os seqüestradores que tomaram o hotel Oberoi exigiram a libertação de todos os militantes islamitas presos, inclusive os da província da Caxemira, um conflito permanente desde que a Índia e o Paquistão se tornaram independentes do Império Britânico, em 1947: "Libertem todos os mujahedin e os muçulmanos que vivem na Índia não serão molestados".

Este grupo terrorista, até agora desconhecido, se apresentou como os Mujahedin do Decã. Mujhedin significa guerrilheiros muçulmanos.

Comandos indianos ainda enfrentam terror

Mais de 24 horas depois de uma onda de atentados terroristas, comandos indianos invadiram hoje os hotéis Taj Mahal Palace e Oberoi, em Mumbai, a maior cidade da Índia. Travaram uma luta quarto por quarto contra terroristas muçulmanos, enquanto outro parte do grupo extremista mantinha pelo menos 10 israelenses reféns num centro cultural judaico.

Agora há pouco, a TV BBC anunciou que começou o assalto ao Centro Judaico. Mais cedo, foi anunciado que comandos de elite de Israel seriam enviados para se juntar às forças do Exército e da polícia da Índia que combatem os extremistas. Estes se identificaram apenas como os Mujahedin do Decã, o que indica que são muçulmanos.

Os comandos indianos desceram de helicóptero no teto do prédio.

ArcelorMittal vai demitir 9 mil empregados

A maior companhia siderúrgica do mundo, ArcelorMittal, cortou a produção e vai demitir 9 mil empregados por causa da queda da demanda por aço em função da crise econômica global.

O objetivo é reduzir despesas em US$ 1 bilhão.

Seis mil trabalhadores serão dispensados na Europa e 2,4 mil numa fábrica em Indiana, nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a ArcelorMittal é dona da antiga Companhia Sigerúrgica de Tubarão (CST), no Espírito Santo.

Parlamento do Iraque aprova pacto com EUA

Com 149 votos a favor e 35 contra, o Parlamento do Iraque aprovou hoje o pacto de segurança negociado com os Estados Unidos, que prorroga por mais três anos a ocupação militar americana. O prazo final para a retirada é 31 de dezembro de 2011.

A proposta teve o apoio da Aliança Iraque Unido, majoritariamente xiita, da Aliança Curda e também dos sunitas. Foram contra os 30 deputados xiitas ligados ao aiatolá Muktada al-Sader.

Pelo acordo, as tropas americanas param de patrulhar as ruas do Iraque na metade do próximo ano e recuam para bases militares, onde devem continuar treinando as forças de seguranças iraquianas. Os EUA se comprometem a não usar o Iraque como base para atacar países vizinhos, como Síria e Irã.

Crescimento da China cai para 8% ao ano

A economia da China se desacelerou bastante em novembro, admitiu hoje o ministro da Reforma e do Desenvolvimento Nacional, Zhang Ping. No último trimestre do ano, a expectativa agora é de um ritmo anual de crescimento de 8% ao ano.

"Em novembro, vários indicadores econômicos estão apresentando declínio acelerado. A produção de algumas empresas encontra dificuldades, especialmente as empresas orientadas para a exportação", reconheceu o ministro do planejamento chinês.

Com a economia rumo à sua pior crise em duas décadas, os comentários de Zhang antecipam que a próxima rodada de divulgação de indicadores econômicos, nas próximas semanas, trará resultados negativos.

Ontem, o Banco da China fez o maior corte de juros em 10 anos. A redução de 1,08 ponto percentual baixou a taxa básica de juros chinesa para 5,58% ao ano.

O regime comunista chinês teme que a crise econômica provoque revolta. Há poucos dias, houve um protesto de motoristas de táxi na província de Cantão, justamente a mais beneficiada pelo milagre econômico chinês, por sua proximidade com Hong Kong.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Terroristas matam pelo menos 101 em Mumbai

Uma onda de ataques terroristas coordenados, com bombas, granadas e armas automáticas, matou pelo menos 101 pessoas e feriu outras 250 em Mumbai, a maior e mais rica cidade da Índia. Aparentemente, os alvos foram turistas estrangeiros, especialmente americanos e britânicos.

O terror agiu em 16 lugares diferentes, inclusive dois hotéis de cinco estrelas, o Oberoi e o Taj Mahal Palace, um restaurante de luxo, um cinema e a estação ferroviária central da capital econômica da Índia, antes chamada Bombaim.

Pelo menos nove terroristas foram mortos e alguns presos, quando a polícia e o Exército atacaram o Taj Mahal Palace para resgatar cerca de 100 reféns. Na madrugada de hoje, eles foram libertados.

Em mensagens a jornalistas, o até então desconhecido grupo extremista muçulmano Deccan Mujahedin reivindicou a autoria da ação.

Os analistas se perguntam se é uma espécie de franquia da rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, lançando mais um ataque contra alvos dos Estados Unidos e seus aliados, ou algum grupo paquistanês ligado à disputa entre a Índia e o Paquistão pela região da Caxemira.

Também pode ser uma mistura das duas coisas porque Al Caeda está refugiada na fronteira do Afeganistão com o Noroeste do Paquistão. Está em contato direto com extremistas muçulmanos paquistaneses.

Neste caso, o terrorismo internacional estaria apelando para uma questão nacional para atacar a Índia, a maior democracia do mundo, que acaba de fechar um acordo nuclear com os EUA, o que aumentou o número de inimigos internos contra os americanos.

Obama chama Volcker para conselho anticrise

Para conter mais uma onda de más notícias sobre a economia dos Estados Unidos, o presidente eleito, Barack Obama, nomeou hoje o ex-presidente do banco central americano Paul Volcker para presidir um conselho de assessoramento contra a crise.

Em mais uma entrevista coletiva, a terceira desta semana em que o presidente eleito anunciou sua equipe econômica numa tentativa de acalmar o mercado, Obama declarou que pretende reunir no conselho especialistas e intelectuais do setor privado, dos sindicatos e da academia na busca de opções para enfrentar a crise.

Obama descreveu Volcker como um dos maiores especialistas em política econômica do mundo.

Na véspera do Dia Nacional de Ação de Graças, a família Obama distribuiu comida para necessitados num banco de alimentos em Chicago.

CE propõe estímulo de 200 bilhões de euros

Como a Europa ainda não conseguiu apresentar uma resposta coordenada à crise internacional à altura de seu poderio econômico, a Comissão Européia propôs hoje a adoção de um plano de estímulo ao crescimento da ordem de 200 bilhões de euros, cerca de US$ 260 bilhões.

Ao fazer o anúncio na sede da União Européia, em Bruxelas, na Bélgica, o presidente da CE, órgão executivo da UE, José Manuel Durão Barroso, declarou que é apenas uma proposta. Como o orçamento da União é pequeno, 80% do dinheiro teria de vir dos governos dos 27 países-membros.

Vários, como Reino Unido, Espanha, Holanda e Hungria, já anunciaram planos de incentivo da ordem de US$ 130 bilhões, a metade do total proposto pela CE.

O mercado financeiro europeu não se impressionou com a proposta. As principais bolsas do continente caíram, como Londres (-0,4%) e Paris (-1,2%), enquanto Frankfurt ficou estável.

Consumo pessoal cai 1% nos EUA

O consumo pessoal caiu 1% nos Estados Unidos em outubro, em comparação com setembro. Foi a maior queda em sete anos.

As encomendas de bens duráveis à indústria diminuíram 6,2% em outubro nos EUA, duas vezes mais do que esperado, na maior queda em dois anos.

Já a venda de casas novas caiu 5,3% em outubro atingindo o menor nível em 17 anos.

O índice de preços ao consumidor, a inflação no varejo, caiu para 3,2% ao ano. Já núcleo da inflação, excluídos os preços de energia e alimentos, ficou em 2,1%. Está perto da meta perseguida informalmente pela Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.

China corta taxa de juros para 5,58% ao ano

O Banco da China cortou hoje sua taxa básica de juros pela quarta vez desde setembro. Foi um corte agressivo, de 1,08 ponto percentual. A nova taxa é 5,58% ao ano.

A China é o país que mais cresceu no mundo nos últimos 30 anos. Atraiu capital estrangeiro e se transformou numa fábrica do mundo com um produto interno bruto que deve chegar a pelo menos US$ 3,8 trilhões este ano. Há cinco anos, crescia mais de 10% ao ano. Como dois terços da economia chinesa são comércio exterior, o impacto da crise financeira global é inevitável.

Ontem, o Banco Mundial previu um crescimento de 7,5% em 2009. Em quase todos os países do mundo, este índice seria festejado. A China se acostumou a taxas de expansão elevadas. Seu extraordinário desenvolvimento industrial atraiu uma mão-de-obra que trocou o campo para a cidade e não vai voltar atrás.

O crescimento é a base da estabilidade social mantida com a tradicional linha dura do Partido Comunista. Sem emprego e sem dinheiro, a população já começa a protestar.

Obama mantém Gates na chefia do Pentágono

O secretário da Defesa, Robert Gates, deve permanecer no cargo no governo Barack Obama, revelou agora à noite o sítio de internet Politico.com

No início da próxima semana, o presidente eleito dos Estados Unidos deve anunciar as indicações de Gates e da senadora Hillary Clinton para secretária de Estado.