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sábado, 29 de novembro de 2008

Índia anuncia fim da Batalha de Mumbai

Depois de 58 horas, com a morte de três terroristas muçulmanos entrincheirados no Taj Mahal Palace Hotel, a Índia declarou encerrado o combate aos terroristas que atacaram diversos pontos de Mumbai, a antiga Bombaim, centro financeiro do país, na quarta-feira à noite.

Foi o 11 de Setembro da Índia. Pelo menos 160 pessoas morreram, entre elas 22 estrangeiros, e 330 saíram feridas.

A Índia tem um conflito histórico de séculos entre hindus e muçulmanos que se acirrou com o fundamentalismo religioso de ambas as partes, além da questão da Caxemira com o Paquistão.

Há muitos motivos internos e grupos internos que podem estar ligados a essa onda de terror, embora pelo alcance, pelo treinamento e por visar diretamente americanos, britânicos e judeus, pareça uma conspiração internacional com as marcas d'al Caeda.

A Índia tem a maior população muçulmana do mundo, depois da Indonésia e do Paquistão, uma minoria de 150 milhões de pessoas majoritariamente pobres que se sentem excluídas e se sentiram muito mais durante o governo do partido nacionalista hindu, o BJP.

Há dois movimentos históricos dentro do islamismo político. Em 1928, Hassan al-Bana cria a Irmandade Muçulmana com o objetivo de reislamizar a Uma, reconverter o conjunto de todos os muçulmanos ao "verdadeiro Islã".

Nas prisões de Nasser nos anos 50 e 60 Said Kutub, ideólogo do aiatolá Ruhollah Khomeini e da rede terrorista Al Caeda, chegou à conclusão de que é preciso converter ou eliminar todos os infiéis, especialmente nos centros de poder no mundo porque eles impõem os governantes corruptos e infiéis dos países muçulmanos.

O fundamentalismo religioso, seja muçulmano, cristão, judaico ou hindu, é um conflito interno dentro de cada cultura sobre qual é a verdadeira interpretação dos livros sagrados.

O jihadismo, portanto, é uma guerra civil dentro do Islã, uma guerra sobre o que realmente quis dizer o profeta em nome de Deus. Os estrangeiros são alvo por suposta conivência com a grande conspiração judaico-cristã para dominar o mundo muçulmano.