sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 7 de Janeiro

CAI POL POT

    Em 1979, dias depois da uma invasão vietnamita, cai o regime terrorista do ditador Pol Pot, do Khmer Vermelho, responsável pela morte de 1,5 a 2 milhões desde que tomou o poder no Camboja, em 16 de abril de 1975, duas semanas antes do fim da Guerra do Vietnã, quando o país é bombardeado pelos Estados Unidos.

Desde os anos 1960, o Khmer Vermelho sonha em criar uma sociedade comunista primitiva, um maoísmo radical, uma sociedade agrária sem qualquer resquício do colonialismo ocidental, a partir de um Ano Zero.

Em 1970, um golpe militar apoiado pelos EUA derruba o rei Norodom Sihanouk, o Príncipe Vermelho, e leva ao poder o general Lon Nol, que governo até o Khmer Vermelho tomar o poder.

Durante a Guerra do Vietnã, os EUA bombardearam sistematicamente a Trilha de Ho Chi Minh, usada por guerrilheiros e soldados do Vietnã do Norte para atacar o Sul passando por território cambojano. O ataques aéreos com bombas incendiárias e armas químicas desfolhantes desestabilizaram o Camboja.

ATAQUE AO CHARLIE HEBDO

    Em 2015, extremistas muçulmanos atacaram a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, e matam 11 jornalistas, em protesto contra a publicação de caricaturas do profeta Maomé, e um policial que atendeu à ocorrência e foi fuzilado pelos terroristas em fuga.

O Charlie Hebdo tem um histórico de desafio à religião na França, que é um Estado laico. Em 2006, republica as caricaturas do profeta que saíram no jornal dinamarquês Jyllands-Posten. É alvo de um ataque a bomba em 2011 depois de publicar uma edição com o título Sharia Hebdo, ironizando a lei corânica.

O diretor do jornal, Stéphane Charbonnie, grande crítico da religião e do fundamentalismo islâmico, entrou na lista de alvos da rede terrorista Al Caeda em 2013.

Dois irmãos franceses de origem argelina, Chérif e Saïd Kouach, cometem o atentado, fogem e morrem em tiroteio com a polícia nos arredores de Paris dias depois. Uma policial negra é morta no mesmo dia na capital francesa.

Três dias depois do ataque ao jornal, Ahmed Coulibaly, que jura lealdade à organização terrorista Estado Islâmico, toma um supermercado de comida kosher em Paris e mata quatro pessoas, todas judias, antes de ser morto pela polícia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Número de casos novos no Brasil sobe 477% em duas semanas

 Com o avanço da variante ômicron, o Brasil registrou mais 171 mortes e 45.717 diagnósticos positivos da doença do coronavírus nesta quinta-feira, o maior número desde 18 de setembro de 2021. A média de casos novos dos últimos sete dias aumentou 477% em duas semanas para 17.100. É a maior desde 6 de outubro do ano passado.

Durante a semana de 27 de dezembro a 2 de janeiro, o número de casos novos no mundo cresceu 71% em relação à semana anterior. Chegou a um recorde semanal de quase 9,5 milhões, enquanto o número de mortes caiu 10% para 41 mil, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Todos os continentes e regiões reportaram alta no número de casos, com destaque para a América (100%), o Sudeste Asiático (78%) e a Europa e Asia Central (65%). Na África, o número de mortes cresceu 22% na semana. Em todos os outros continentes e regiões, as mortes diminuíram.

No mundo, já são 300.309.930 casos confirmados e 5.472.675 mortes. Mais de 257,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 34,17 milhões enfrentam casos leves ou médios e 92.918 estão em estado grave. Cerca de 90% dos hospitalizados não se vacinaram ou não completaram a vacinação.

Os Estados Unidos registraram mais 754.214 casos e 1.709 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 227% em duas semanas para 610.989. O número de hospitalizados aumentou 60% em duas semanas para um total de 112.419. A média diária de mortes cresceu 2% em duas semana para 1.404.

A Argentina bateu novo recorde nacional, com mais de 109.608 casos novos num dia. O país vizinho ultrapassou os 6 milhões de casos confirmados e teve até agora 117.386 mortes. É o 19º país com maior número de mortes de covid-19 por habitante.

Mais de 9,33 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,63 bilhões de pessoas, 58,8% da população mundial tomaram ao menos uma dose de vacina, mas só 8,8% nos países pobres; mais de 51% completaram a vacinação e 7,1% receberam a dose de reforço.

A China lidera a vacinação com 2,86 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia com 1,46 bilhão. Nos EUA, 245,3 milhões receberam a primeira dose, 206,8 milhões (62,2% da população norte-americana) completaram a vacinação e 73,5 milhões tomaram a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose 161,56 milhões de pessoas, 143,95 milhões (67,48% da população brasileira) completaram a vacinação e 28,48 milhões (13,35%) receberam a dose de reforço, num total de cerca de 334 milhões de doses.

Hoje na História do Mundo: 6 de Janeiro

ERA DAS TELECOMUNICAÇÕES 

    Em 1838, Samuel Morse apresenta em Morristown, no estado de Nova Jérsei, o telégrafo, uma invenção que usa estímulos elétricos para transmitir mensagens codificadas por cabo e inicia uma revolução nas comunicações ao criar as telecomunicações.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Itália torna vacinação obrigatória para maiores de 50 anos

 Depois da tornar a vacinação obrigatória para todos os trabalhadores, o governo da Itália anunciou hoje que todos os maiores de 50 anos terão de se imunizar contra o coronavírus de 2019. A Austrália barrou a entrada no país do tenista número um do mundo, Novak Djokovic, por não ter se vacinado.

Com forte alta no contágio, a exemplo do que acontece na Europa e na América do Norte, o Brasil notificou mais 133 mortes e 27.578 diagnósticos positivos de covid-19 nesta quarta-feira, elevando o total de casos confirmados para 22.349.605, com 619.559 vidas perdidas. A média diária de casos novos numa semana cresceu 318% em duas semanas para 12.391. O número de mortes caiu 2% em duas semanas para 98.

No mundo, já são 297.634.305 casos confirmados e 5.464.849 mortes. Mais de 256,6 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 35,5 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 91.842 estão em estado grave. O contágio cresceu muito, mas o número de mortes permanece estável por causa da vacinação.

Vários países bateram seus próprios recordes de casos novos. Foram 332,2 mil na França, novo recorde europeu; 189,1 mil na Itália; 66,4 mil na Turquia; 39 mil em Portugal; 24,5 mil na Holanda, está sob confinamento; 17,3 mil na Grécia; e pouco menos de 12 mil em Israel. Na França, onde 77% estão vacinados, a média diária de mortes está em 188. Com 88% vacinados, Portugal não teve aumento nos casos graves.

Os Estados Unidos registraram mais 698.037 casos e 2.011 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 260% em duas semanas para 553.684. O número de pacientes hospitalizados. A média diária de mortes dos últimos sete dias recuou 3% para 1.314. O país tem os maiores números de casos confirmados (57.700.275) e de mortes (832.115) na pandemia.

Mais de 9,28 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,61 bilhões de pessoas, 58,6% da população da Terra, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,5% nos países pobres; 51% completaram a vacinação e 7% receberam a dose de reforço.

A China aplicou mais de 2,81 bilhões de doses e a Índia 1,48 bilhão. Nos EUA, 245,3 milhões tomaram a primeira dose, 206,8 milhões (62,2% da população norte-americana) completaram a vacinação e 73,5 milhões receberam a dose extra. 

O Brasil deu a primeira dose a 161,5 milhões, 143,8 milhões (67,4% da população brasileira)  completaram a vacinação e 27,9 milhões (13%) tomaram a dose de reforço , num total de mais de 333 milhões de doses aplicadas. Meu comentário:

Hoje na História do Mundo: 5 de Janeiro

COMEÇA PRIMAVERA DE PRAGA

    Em 1968, o reformista Alexander Dubcek assume a liderança do Partido Comunista da Tcheco-Eslováquia e dá início à Primavera de Praga, uma tentativa de liberalização do regime para criar "um socialismo com face humana" que acaba com uma invasão do país pelas tropas do Pacto de Varsóvia em 20 de agosto.

Mundo tem recorde com 2,4 milhões de casos novos num dia

 Com o contágio crescendo verticalmente, o mundo registrou hoje um recorde de 2,4 milhões de diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 em 24 horas, mais de um milhão nos Estados Unidos. 

O presidente Joe Biden declarou que as próximas semanas serão um desafio e afirmou que a variante ômicron é motivo para preocupação e não para alarme de quem está vacinado. Mas os hospitais estão ficando sobrecarregados.

O Brasil notificou mais 178 mortes e 19.091 diagnósticos positivos nesta terça-feira. Soma agora 22.322.027 casos confirmados e 619.426 óbitos na pandemia. A média diária de casos novos dos últimos sete subiu 223% em duas semanas para 9.874. A média de mortes dos últimos sete dias caiu 14% em duas semanas para 96, mas os computadores do Ministério da Saúde não estava funcionando bem.

No mundo, já são 295.222.031 casos confirmados e 5.457.484 mortes. Mais de 256 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 33,67 milhões enfrentam casos leves ou médios e 91.693 estão em estado grave.

De novo no olho do furacão, os EUA registraram mais 2.323 mortes 896.406 casos nesta terça-feira, depois de 1.018.170 nos números consolidados da segunda-feira, que devem incluir casos subnotificados nos feriados de fim do ano.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 254% para 547.614 nos EUA. O número de hospitalizados aumentou 43% em duas semanas. Está perto de cruzar a barreira dos 100 mil. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 3% em duas semanas para 1.323.

O governo Joe Biden comprou 500 milhões de kits de teste rápido para distribuir gratuitamente à população.

A França bateu um novo recorde nacional, com 271.686 casos novos. O presidente Emmanuel Macron acusou os não vacinados pela nova onda da variante ômicron.

Na Itália, foi um recorde de 170.844 casos novos, com 259 mortes.

A Grécia também teve um recorde, com 50.126 casos positivos num dia. 

Mais de 9,21 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,6 bilhões tomaram a primeira dose, cerca de 58,5% da população mundial, mas só 8,5% nos países pobres; 51% completaram a vacinação e 6,9% receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 161,46 milhões de pessoas, 143,7 milhões (67,37% da população brasileira) completaram a vacinação e 27,3 milhões (12,81%) tomaram a dose de reforço.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei do Direito de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se tornou extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidatou à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. Atual presidente, é a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país. um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e neta, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Contágio no Brasil tem alta de 153% em duas semanas

Apesar da baixa credibilidade dos dados do Ministério da Saúde desde o ataque cibernético de 10 de dezembro, o contágio pela doença do coronavírus de 2019 aumentou 153% em duas semanas no Brasil, no momento em que a Europa e a América do Norte enfrentam uma grande onda de contaminação pela variante ômicron. O país soma até agora pelo menos 22.302.577 casos confirmados e 619.245 vidas perdidas na pandemia.

Nos Estados Unidos, a alta foi de 238% em duas semanas para uma média de 484.610 casos novos por dia. O número de hospitalizados cresceu 41% no mesmo período para 97.847. Nova York voltou a ser o centro da pandemia no país, com novo recorde de 9,5 mil hospitalizados. 

A média de mortes dos últimos sete dias nos EUA caiu 3% em duas semanas para 1.276. Os EUA têm os maiores números de casos confirmados (56.191.523) e de mortes (827.749) na pandemia.

No mundo, já são 292.560.622 casos confirmados e 5.449.495 mortes. Mais de 255 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 32 milhões enfrentam casos leves ou médios e 92.613 estão em estado grave.

A Inglaterra e a Escócia registraram 157.759 casos novos em 24 horas. Na França, foram mais 67.641 casos, bem menos do que os mais de 200 mil de dias atrás.

A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA autorizou a aplicação da dose de reforço da vacina da Pfizer-BioNTech em adolescentes de 12 a 15 anos

Mais de 9,21 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Cerca de 4,6 bilhões de pessoas, 58,5% da população mundial, tomaram a primeira dose, mas só 8,5% nos países pobres; 51% da humanidade completaram a vacinação e 6,8% receberam a dose de reforço.

Com o aumento das vendas de seus produtos e serviços durante a pandemia, a empresa de alta tecnologia Apple se tornou a primeira empresa a atingir um valor de mercado de US$ 3 trilhões, mais de R$ 17 trilhões.

Hoje na História do Mundo: 3 de Janeiro

MUSSOLINI DITADOR

    Em 1925, o líder fascista Benito Mussolini se autoproclama ditador da Itália. 

domingo, 2 de janeiro de 2022

Coronavírus veio para ficar e pandemia entra no terceiro ano

 No início deste terceiro ano de pandemia, uma conclusão é inevitável. O vírus SARS-CoV-2 não pode ser erradicado. Já se hospeda em mais de uma dúzia de espécies animais diferentes. A imunidade de rebanho ou coletiva para os seres humanos é inatingível. 

A maioria dos países não tem vacinas para toda a população e, nos que têm, parte da população se nega a se vacinar por ignorância ou preconceito. A metade da população mundial completou a vacinação, mas só 8,5% dos moradores dos países pobres tomaram a primeiro dose e a variante ômicron exige uma dose de reforço. 

Israel começou a aplicar a quarta dose em maiores de 60 anos e profissionais de saúde. Meu balanço de dois anos da pandemia:

Hoje na História do Mundo: 2 de Janeiro

FIM DA DÉTENTE

    Em 1980, o presidente Jimmy Carter reage à invasão da União Soviética ao Afeganistão dizendo ao Congresso dos Estados Unidos para suspender o debate sobre o Segundo Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT II) e retira o embaixador norte-americano em Moscou, acabando com o degelo na Guerra Fria iniciado com as viagens do presidente Richard Nixon à China e à URSS, em 1972.

É o início da Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão de Mikhail Gorbachev à Secretaria-Geral do Partido Comunista da URSS, em 11 março de 1985.

Como a URSS se nega a se retirar, Carter suspende as exportações de grãos e de alta tecnologia e decide boicotar a Olimpíada de Moscou, em 1980.

No governo Ronald Reagan, em aliança com a Arábia Saudita, a China e os Paquistão, os EUA armam um exército guerrilheiro para fazer do Afganistão o Vietnã da URSS. Os soviéticos se retiram em 1989, depois de perderem 25 mil homens. Os mujahedin, os árabes afegãos, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda, sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque.

EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que eles iriam aderir em massa à União, deixando o Sul sem mão de obra.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.

Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma que "a história me absolverá". Solto em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iata Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Vacinação de crianças começa na primeira quinzena de janeiro, diz ministro

 Depois de retardar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra o coronavírus de 2019 para agradar ao presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje que começa na primeira quinzena de janeiro.

Quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacinação de crianças, Bolsonaro ameaçou revelar os nomes dos técnicos responsáveis, atiçando seus seguidores mais fanáticos, que fizeram mais de 170 ameaças ao pessoal. 

Para aplacar a fúria negacionista do presidente, o ministro decidiu então abrir uma consulta pública, como se uma questão técnica e científica devesse ser objeto da opinião de leigos.

No mundo, com a aceleração do contágio pela variante ômicron, já são 288.201.551 casos confirmados e 5.436.634 mortes. Mais de 253,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 29,17 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 89.780 (0,3% dos casos ativos) estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 475.312 casos e 1.302 mortes no último dia do ano. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 201% em duas semanas para um recorde de 378.516. O número de hospitalizados cresceu 21% em duas semanas para 95.450, com 18.328 em tratamento intensivo. A média de mortes dos últimos sete dias caiu 4% para 1.242. Os EUA acumulam os maiores número de casos confirmados (54.743.993) e de mortes (825.536) na pandemia.

A França bateu novo recorde nacional de casos novos em 24 horas: 232.200. Na mensagem de Ano Novo, o presidente Emmanuel Macron admitiu que "as próximas semanas serão difíceis."

O Reino Unido atingiu um recorde de 189.846 casos novos na sexta-feira. A Itália também bateu recorde, com 144.243 casos novos e 155 mortes, uma a menos do que no dia anterior.

Um estudo feito na Alemanha indica que os casos da variante ômicron são menos graves porque esta cepa do coronavírus ataca menos os pulmões.

Mais de 9,15 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora, mais de 4,58 bilhões de pessoas, 58,2% da população da Terra, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,5% nos países pobres; 50% completaram a vacinação e 6,7% receberam a dose de reforço.

Hoje na História do Mundo: 31 de Dezembro

CANAL É DO PANAMÁ

    Em 1999, os Estados Unidos entregam ao Panamá o controle sobre o canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, construído a partir de 1903, quando os EUA promoveram a independência do país centro-americano, que era parte da Colômbia. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Ômicron causa recordes de contágio em 20 países

 Vinte países (Angola, Austrália, Burúndi, Canadá, Costa do Marfim, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Etiópia, França, Gana, Grécia, Irlanda, Itália, Moçambique, Porto Rico, Reino Unido, República Democrática do Congo, Suíça e Zâmbia) de quatro continentes (África, América, Europa e Oceania) bateram recordes de contaminação na pandemia com a variante ômicron do coronavírus de 2019. 

Os EUA bateram um novo recorde mundial, com 582.044 casos novos num dia, de acordo com o jornal The New York Times, e esperam o pico em meados de janeiro. A França voltou a registrar mais de 200 mil casos novos num dia. O Reino Unido estabeleceu novo recorde nacional: mais de 189 mil casos novos em 24 horas.

Muito mais contagiosa do que as cepas anteriores, embora a maioria dos casos até agora seja menos grave, a ômicron aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde. Pelo menos cinco países, inclusive a Austrália, a Dinamarca e o Reino Unido, tiveram recordes mais de duas vezes maiores do que os anteriores. 

OMS ALERTA BRASIL

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, acredita que o Brasil também possa sofrer uma onda de contágio. Sem dados confiáveis sobre a pandemia desde 10 de dezembro, o país enfrenta a ômicron em voo cego.

Para agravar a situação, o Ministério da Educação decidiu proibir a exigência de certificado de vacina em universidades federais, violando a autonomia universitária prevista na Constituição.

A ômicron foi descoberta em 24 de novembro na África do Sul numa amostra coletada em 9 de novembro. A África do Sul passou do pico de contaminação. O principal epidemiologista sul-africano espera que a curva se repita em outros países. Mais de 90% das mortes hoje na África do Sul são de não vacinados.

ÔMICRON AVANÇA

Nos EUA, onde o primeiro caso da ômicron foi detectado em 1º de dezembro, houve uma alta de 181% no contágio em duas semanas para um média diária de 344.543 casos novos nos últimos sete dias. O número de hospitalizados cresceu 15% em duas semanas para 78.781. As mortes caíram 5% em duas semanas para uma média diária de 1.221.

Esta divergência entre o número de casos, hospitalizações e mortes é devida à vacinação. Mais de 62% dos norte-americanos estão plenamente vacinados e 21% tomaram a dose de reforço. 

No mundo, já são 286.515.043 casos confirmados e 5.429.595 mortes. Mais de 253 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 28 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 90.208 estão em estado grave.

A França registrou mais 206.243 casos nesta quinta-feira, depois de um recorde de mais de 208.099 ontem. A média diária de casos em uma semana atingiu um recorde de 121.566, quatro vezes mais do que um mês atrás. O uso de máscaras voltou a ser obrigatório nas ruas de Paris e Lyon. Há 18.321 pacientes de covid-19 em hospitais na França, o maior número em sete meses.

No Reino Unido, foram 189.213 casos novos e 332 mortes notificadas nesta quinta-feira, superando o recorde anterior, de 183.037. O total de pacientes de covid-19 hospitalizados está em 11.452, 4 mil a mais do que na semana passada.

Com mais 195 infecções diagnosticadas hoje, a China enfrenta o pior surto do ano. Com cerca de 1,2 mil casos em três semanas, é o maior desde o surto inicial, em Wuhan, dois anos atrás. Tem foco em Xiam, a primeira capital do país, onde 13 milhões de pessoas estão sob um confinamento rigoroso. A ômicron é um teste para a política de covid-zero, de erradicação total do vírus, do governo chinês.

Nas redes sociais, os chineses prestaram homenagem a Li Wenliang, o médico oftalmologista do Hospital Central de Wuhan que alertou os colegas há dois sobre uma pneumonia aguda que resistia a todos os tratamentos. Foi e acusado de propagar boatos alarmistas. Morreu de covid-19 em 7 de fevereiro de 2020.

Uma dose de reforço da vacina da Janssen evitou a hospitalização em 84% dos profissionais de saúde da África do Sul que pegaram a variante ômicron.

VACINAÇÃO DE CRIANÇAS

Dois estudos divulgados nesta quinta-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA mostram a importância de vacinar crianças. 

Mais de 8 milhões de doses foram aplicadas em crianças de 5 a 11 anos no país. Os efeitos colaterais foram raros e suaves. Houve 11 casos de miocardite e todas as crianças estavam bem ou em recuperação. 

Por outro lado, entre 700 hospitalizações pediátricas, a imensa maioria foi de crianças que não completaram a vacinação. Um terço das crianças precisou de terapia intensiva, 15% foram entubadas e 1,5% morreu.

Aqui no Brasil, o governo Jair Bolsonaro adiou para 5 de janeiro a decisão sobre a imunização de crianças.

Hoje na História do Mundo: 30 de Dezembro

NASCE A URSS

    Em 1922, com o fim da guerra civil que se seguiu à Revolução Comunista, a Rússia, a Ucrânia, a Bielorrússia e a Federação Transcaucasiana (dividida em 1936 em Geórgia, Armênia e Azerbaijão) formam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Ômicron foi responsável por 70% dos casos de covid no Natal

 Quase 70% dos casos da doença do coronavírus de 2019 diagnosticados no Natal no Brasil foram causados pela variante ômicron, indica um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS).

 Desde o começo de dezembro, a nova cepa do vírus, que está gerando recordes de contágio na Europa e nos Estados Unidos, foi responsável por 31,7% dos casos em oito estados brasileiros.

Dois laboratórios privados examinaram os resultados de 30.483 testes de covid-19 realizados em 16 estados; 640 deram positivo, 203 com a ômicron. São Paulo e o Rio de Janeiro foram os dois únicos estados com mais de 50 casos da ômicron.

O percentual de casos da nova variante aumenta a cada semana. Na semana passada, a taxa ficou em 40%. No Natal, chegou a 70%. É um alerta para o risco das festas da Ano Novo.

"Além da ômicron, surtos da gripe H3N2 pressionam o sistema de saúde. É urgente que os brasileiros completem o ciclo de vacinação contra a covid-19, incluindo a dose de reforço, e não abandonem a máscara, a higiene das mãos e o distanciamento social", adverte o Dr. Jorge Kalil, diretor-presidente do ITpS, citado pelo jornal O Globo.

TESTAGEM BAIXA

O epidemiologista Pedro Hallal, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), critica a falta de um programa de testagem em massa, uma deficiência que vem desde o início da pandemia, resultado da negligência do presidente Jair Bolsonaro no combate à covid-19.

"O país tem um dos programas de testagem mais pífios do planeta. Com baixa testagem, não há como diferenciar os pacientes da ômicron e os pacientes do resfriado comum. Desde o começo da pandemia, vínhamos alertando para a necessidade de investir em testagem, algo que, infelizmente, nunca foi priorizado pelo governo federal. É surreal acreditar que o governo jogou milhões no lixo com cloroquina e ivermectina e deixou de investir em testagem e compra antecipada de vacinas. Não é por acaso que a mortalidade por Covid-19 no Brasil é cinco vezes maior do que a média mundial", desabafou o pesquisador.

NOVAS VARIANTES

Em Genebra, na Suíça, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falou num "maremoto" de infecções e voltou a chamar a atenção para a desigualdade na vacinação e criticou o populismo e o nacionalismo, que "criam as condições ideais para o surgimento de novas variantes. É possível que novas variante sejam resistentes às vacinas."

No mundo, já são 284.471.377 casos confirmados e 5.421.577 mortes. Mais de 252 milhões de pacientes se recuperaram, quase 27 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.492 estão em estado grave.

NOVOS RECORDES

Os EUA registraram um recorde com mais de 488 mil casos novos notificados nesta quarta-feira e mais 2.228 mortes, de acordo com dados do jornal The New York Times. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu impressionantes 153% em duas semanas para 301.472. O número de hospitalizados subiu muito menos, 11% em duas semanas, para 75.477. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% para 1.207.

Ao recomendar que os norte-americanos limitem suas festas de fim de ano a pequenos grupos, o Dr. Anthony Fauci, principal assessor médico da Casa Branca na pandemia, observou que 1% dos casos de ômicron tem exigido hospitalização, contra 4,3% das variantes anteriores. 

Antes, 99% dos hospitalizados por covid-19 precisavam de oxigênio. Com a ômicron, pouco mais da metade.

A França bateu novo recorde nacional, com mais de 208 mil diagnósticos positivos notificados num dia. As máscaras voltaram a ser obrigatórias nas ruas de Paris. Já eram nos transportes públicos. 

O passe sanitário, que a Assembleia Nacional deve transformar em passe da vacina, é exigido em bares e restaurantes. Mas há um problema. Legalmente, na França, só a polícia pode exigir identificação, não recepcionista de restaurante.

A Argentina também bateu recorde, com 42.032 casos novos hoje.

Mais de 9,1 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo até agora. Mais de 4,53 bilhões de pessoas, 58,1% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,4% nos países pobres. A metade do mundo recebeu duas doses ou a dose única e 6,5% receberam a dose de reforço.

Com a variante ômicron, vários infectologistas passaram a considerar completamente vacinado quem recebeu a dose extra, geralmente a terceira dose. Por isso, a OMS teme um atraso ainda maior na imunização dos países pobres, onde podem surgir novas variantes mais virulentas e resistentes às vacinais atuais.

Hoje na História do Mundo: 29 de Dezembro

MASSACRE DE WOUNDED KNEE

    Em 1890, num dos últimos episódios da Guerras Indígenas dos Estados Unidos, um regimento de cavalaria do Exército mata 146 índios sioux na reserva de Pine Ridge, no estado de Dakota do Sul. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Pandemia bate novo recorde com 1,49 milhão de casos novos num dia

 Sob o impacto da variante ômicron, quase um milhão e meio de casos positivos da doença do coronavírus de 2019 foram diagnosticados no mundo nesta terça-feira. A pandemia entra no terceiro ano batendo recordes.

Os Estados Unidos chegaram a uma média diária na semana recorde de 267.305 casos novos, com alta de 126% em duas semanas. No Reino Unido, foram mais 318.699 casos novos. Na Espanha, 214.619. A França registrou um recorde de 179.807 casos novos num dia. Grécia e Portugal também bateram seus recordes nacionais.

Pelo que se sabe até agora, a ômicron não causa casos tão graves quanto variantes anteriores e o tempo médio de hospitalização, mas a quantidade de casos é tanta que pode sobrecarregar os sistemas de saúde. Quem tomou três doses e não pertence a grupos de risco está protegido

Na semana passada (20-26/12), o número de casos confirmados no mundo, que tinha uma pequena tendência de alta desde outubro, aumentou 11% em relação à semana anterior para um total global de 4.985.093, informa o relatório semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de mortes caiu 4% para 44.680.

A América teve o maior aumento no número de casos na semana passada (39%), seguida pela África (7%), que teve o maior aumento no número de mortes (72%), seguida pelo Sudeste Asiático (9%) e a América (7%). 

A Europa e a Ásia Central, que seria a Europa e a antiga União Soviética, registraram 57% dos casos novos (2.842.375) e 53% das mortes (23.900).

No mundo, já são 282.840.785 casos confirmados e 5.414.686 mortes. Mais de 251,5 milhões de pacientes se recuperaram.

Os EUA notificaram mais 512.533 casos e 2.434 mortes nesta terça-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 126% em duas semanas para 267.305. 

O número de hospitalizados aumentou 6% em duas semanas para 71.473. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 3% em duas semanas para 1.243. O país tem o maior número de casos confirmados (53.172.397) e de mortes (820.870) na pandemia.

Mais de 9,02 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo: mais de 58% tomaram ao menos uma dose, mas só 8,3% nos países pobres; 50% da humanidade completaram a vacinação e 6,4% receberam a dose de reforço.

Hoje na História do Mundo: 28 de Dezembro

PRIMEIRA SESSÃO DE CINEMA PAGA

    Em 1895, os inventores do cinema e do cinematógrafo, uma câmera e projetor, os irmãos Auguste e Louis Lumière, organizam a primeira sessão de cinema com ingressos pagos no Grand Café, em Paris.

Os irmãos Lumière apresentam sua invenção ao público em março de 1895 com um filme curto mostrando os trabalhadores saindo da fábrica de chapas fotográficas deles. Em 28 de dezembro, mostraram cenas da vida cotidiana e cobraram ingresso pela primeira vez.

No ano seguinte, os irmãos abrem seus primeiros cinemas. O jornal The New York Times publica a primeira crítica de cinema em 1909. O primeiro estúdio de Hollywood começa a funcionar em 1911. Charles Chaplin, o maior ator da história do cinema, estreia em 1914.