segunda-feira, 18 de abril de 2011

Multidão toma praça na terceira maior cidade síria

Mais de 5 mil pessoas participaram de manifestações depois de funerais de vítimas da ditadura militar do país, ocuparam a praça central de Hom, a terceira maior cidade da Síria, e prometeram manter o protesto até a queda do presidente Bachar Assad, informou o jornal The Wall St. Journal.

China aumenta compulsório dos bancos

O Banco Popular da China, o banco central do país, aumentou de 20% para 20,5% o percentual de depósitos que os bancos devem manter como reserva.

É mais uma tentativa de reduzir a quantidade de dinheiro em circulação e assim controlar a inflação, que passou de 4,9% para 5,1% ao ano no mês passado.

S&P ameaça rebaixar crédito dos EUA

A agência de classificação de risco Standard and Poor's colocou hoje a dívida pública dos Estados Unidos em perspectiva negativa, citando como problemas o elevado endividamento e o déficit orçamentário.

Como os EUA nunca deram calote, a dívida americana tem a classificação de risco mais elevada, AAA, o que significa menor risco.

O impacto do anúncio foi forte. As bolsas de valores caíram no mundo inteiro e a onça do ouro chegou a quase US$ 1,5 mil.

Japoneses querem queda do primeiro-ministro

Insatisfeitos com a resposta do governo ao terremoto e maremoto de 11 de março passado, cerca de 70% dos japoneses querem a substituição do primeiro-ministro Naoto Kan.

ONU pede cessar-fogo na Líbia

Um mês depois de autorizar o uso da força para "proteger a população civil" na Libia, a Organização das Nações Unidas pediu hoje uma trégua para que a situação humanitária e as necessidades de ajuda possam ser avaliadas.

domingo, 17 de abril de 2011

Nigéria reelege Goodluck Jonathan

Os resultados parciais da eleição presidencial realizada sábado na Nigéria apontam a vitória do presidente Goodluck Jonathan. Ele era vice-presidente de Umaru Yar'Adua, que ficou muito doente e morreu no ano passado depois de passar vários meses fora do país em tratamento médico.

Raúl quer limitar mandatos em Cuba

Depois de mais de 50 anos de uma ditadura personalista em que herdou o poder do irmão Fidel Castro, o presidente Raúl Castro propôs ontem, na abertura de um congresso do Partido Comunista, limitar o tempo de governo dos líderes de Cuba a dois mandatos de cinco anos.

sábado, 16 de abril de 2011

Assad anuncia fim do estado de emergência

Sob intensa pressão de uma revolta popular, o ditador Bachar Assad prometeu hoje suspender na próxima semana o estado de emergência em vigor na Síria desde 1963.

Assad fez um apelo à Assembleia Popular para cancelar a medida, mas, na prática, a decisão pertence a ele, sucessor do pai.

Chile exuma Allende para investigar sua morte

A pedido da família, o Chile vai exumar na seguinda quinzena de maio os restos mortais do presidente Salvador Allende, que morreu em 11 de setembro de 1973, durante o golpe de Estado liderado pelo general Augusto Pinochet, quando o palácio de La Moneda foi bombardeado.

Seus parentes acreditam que ele possa ter se matado para não cair nas mãos dos golpistas, mas exigem o esclarecimento total de sua morte.

Em 12 de abril, a senadora Isabel Allende, uma das três filhas do presidente morto, pediu ao juiz encarregado do caso, Mario Carroza, uma nova exumação e perícia para tentar estabelecer a causa da morte  de Allende.

Quando venceu a eleição de 4 de novembro de 1970 com 35% dos votos, Allende se tornou o primeiro presidente socialista eleito democraticamente na América Latina. Seu governo enfrentou forte oposição da classe média e da elite chilenas, e dos EUA.

Nos governos Richard Nixon (1969-74), com o apoio da CIA (Agência Central de Inteligência) e de empresas transnacionais americanas, os EUA conspiraram abertamente para derrubar Allende.

Durante a ditadura militar do general Pinochet (1973-90), pelo menos 3.105 chilenos foram mortos ou desapareceram e mais de 200 mil foram torturados.

A maioria dos países da América Latina realiza hoje a eleição presidencial em dois turnos para evitar que um presidente chegue ao poder sem o apoio de pelo menos metade dos votantes.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Câmara dos EUA aprova cortes de US$ 6 bilhões

Sem um voto de deputados democratas, por 235 a 193, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominada pela oposição republicana, aprovou hoje o orçamento para o ano fiscal de 2012, que começa em outubro, prevendo cortes de gastos públicos do governo federal americano de US$ 6 trilhões nos próximos 10 anos, revelou agora há pouco o jornal The New York Times.

Na semana passada, o presidente Barack Obama tinha proposta uma redução de gastos de US$ 4 trilhões em 10 anos. A oposição republicana foi além, aprofundando os cortes nos programas de saúde Medicaid e Medicare.

A proposta foi criticado por Obama e pela bancada democrata por cortar gastos sociais enquanto diminui os impostos pagos pelos mais ricos.

O Senado, onde o Partido Democrata é maioria, deve discutir uma proposta orçamentária bem diferente nas próximas semanas.

Advogado de dissidente desaparece na China

O advogado Liu Xiaoyuan, ligado ao artista plástico preso Ai Weiwei, está desaparecido desde quinta-feira à noite, denunciaram amigos que tentaram entrar em contato com ele. Seu telefone está desconectado.

Às 20 h de sexta-feira pelo horário de Beijim, Liu divulgou mensagem na Internet dizendo estar sendo "seguido por pessoas não identificadas", revelou o jornal inglês The Guardian.

Um jornal de Hong Kong controlado pelo governo central chinês noticiou que Ai teria "confessado seus crimes", que incluiriam sonegação de impostos, bigamia e divulgação de pornografia na Internet.

"Depois que as autoridades de segurança pública acumularam sólidos indícios testemunhais, documentais e circunstanciais", afirma a reportagem, "Ai Weiwei passou a ter uma atitude positiva em relação ao inquérito, começou a cooperar e a confessar seus crimes".

Durante a visita à China, a presidente Dilma Rousseff não deu uma palavra sobre o desrespeito aos direitos humanos fundamentais no país. Pelo visto, a anunciada mudança na política externa para dar mais ênfase dos direitos humanos limita-se ao Irã, onde o regime fundamentalista muçulmano teria dificuldades para aceitar uma mulher-presidente.

Eurozona tem inflação mensal recorde

Os 17 países que adotam o euro como moeda tiveram uma inflação recorde de 1,4% no mês de março. A taxa anual subiu de 2,4% em fevereiro para 2,7%.

Com o aumento da pressão inflacionária, é provável que o Banco Central da Europa volte a aumentar suas taxas básicas de juros nos próximos meses. Isso será ruim para economias com problemas para refinanciar suas dívidas públicas, como Grécia, Irlanda e Portugal.

Kadafi joga bombas de fragmentação em civis

Forças leais ao ditador Muamar Kadafi atacaram hoje Missurata, a terceira maior cidade da Líbia, jogando bombas de fragmentação, proibidas pela maioria dos países, informa o jornal The New York Times.

É por este, entre outros motivos, que os Estados Unidos, a França e o Reino Unido afirmaram ontem que a intervenção militar só termina quando Kadafi cair.

Este não é o objetivo explícito da Resolução 1.973, que autorizou o uso da força para proteger a população civil líbia, mas sempre esteve nos cálculos das potências ocidentais. Seus estrategistas acreditam que, se Kadafi continuar no poder, terão de fazer nova operação militar contra ele no futuro.

Moody's rebaixa dívida da Irlanda em dois graus

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida soberana da Irlanda em dois graus e manteve a indicação de que a tendência é de queda.

Ao justificar sua decisão, a agência citou a deterioração das contas públicas irlandesas. A perspectiva de crescimento econômico do país é pequena, e o custo de tomar novos empréstimos para refinanciar a dívida pública subiu depois que o Banco Central da Europa aumentou sua taxa básica de juros de 1% para 1,25% ao ano.

Os títulos da Irlanda passaram de Baa1 para Baa3, um grau acima do nível de junk bonds, os papéis podres, considerados investimentos especulativos.

Em 22 de novembro de 2010, a exemplo do acontecera com a Grécia em 23 de abril do mesmo ano, a Irlanda recorreu à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional para conseguir uma ajuda de emergência, no seu caso de 67,5 bilhões de euros.

China cresce num ritmo de 9,7% ao ano

A China, segunda maior economia do mundo, cresceu no primeiro trimestre de 2011 num ritmo anual de 9,7% na comparação com o mesmo período no ano passado.

É um pouco menos do que os 9,8% dos três ultimos meses de 2010, mas está acima da expectativa média dos economistas, que era de uma expansão de 9,5% ao ano.

Inflação na China sobe para 5,4% ao ano

Apesar dos esforços do governo, que aumentou as taxas de juros quatro vezes em seis meses, o índice de preços ao consumidor na China registrou em março de 2011 uma taxa anual de 5,4% ao ano, superando os 4,9% de fevereiro, mesma taxa de janeiro.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Câmara dos EUA aprova acordo orçamentário

Por 260 a 167 votos, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje a proposta orçamentária negociada na última hora, na sexta-feira passada, para impedir a paralisação parcial da máquina federal do país por falta de dinheiro.

Apesar do acordo, 59 deputados da maioria republicana e cerca da metade da bancada do Partido Democrata, do presidente Barack Obama, votaram contra a medida.

Para a ala mais radical da oposição republicana, os cortes de gastos foram insuficientes. Já os democratas dissidentes temem um impacto negativo sobre a recuperação da economia e do mercado de trabalho, suas esperanças para manter a Casa Branca e voltar a ser maioria na Câmara nas eleições de 2012.

Kadafi bombardeia Missurata

Os rebeldes da Líbia pediram hoje à Organização do Tratado do Atlântico que façam novos bombardeios contra as forças do ditador Muamar Kadafi que estão atacando Missurata, a terceira maior cidade do país e um importante terminal petrolífero.

Pelo menos 23 civis teriam sido mortos hoje e centenas desde o início do cerco à cidade por tropas kadafistas, há seis dias.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Obama propõe cortes de US$ 4 trilhões em 12 anos

Ao apresentar sua proposta para equilibrar as contas públicas do governo federal dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama propôs hoje cortes nos gastos públicos no valor de US$ 4 trilhões em 12 anos.

Obama quer reduzir em US$ 770 bilhões em gastos não militares e US$ 440 bilhões nos programas de saúde Medicare e Medicaid.

Também deixou claro que pretende eliminar os cortes de impostos para os ricos feitos pelo governo George W. Bush e prorrogados recentemente até 2012 para evitar um novo confronto com a oposição republicana. Esse confronto será inevitável na luta por um orçamento equilibrado para a maior economia do mundo.

FMI alerta: dívida dos ricos passa de 100% do PIB

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, neste ano, as dívidas públicas dos países vão superar 100% de toda a riqueza que produzem num ano, advertiu hoje o Fundo Monetário Internacional, que criticou a demora dos Estados Unidos de atacar o desequilíbrio nas contas públicas.

O déficit público dos EUA deve chegar a 11% do produto interno bruto, toda a riqueza que o país produz num ano, descontadas as importações. A dívida pública federal vai para 90% do PIB.

Se forem incluídas as dívidas dos governos locais e de empresas estatais como Freddie Mac e Fannie Mae, o total sobe para 124%.