LONDRES - Em mais um julgamento no pior estilo do regime comunista da China, o artista plástico mais famoso do país, Ai Weiwei, foi condenado em segunda instância a pagar uma multa US$ 2,4 milhões em impostos.
Ai foi preso em abril do ano passado no aeroporto de Beijim, quando tentava sair da China. Depois de quase três meses, foi solto e denunciado por crimes fiscais. Mas seu processo mais parece uma farsa típica de ditaduras interessadas em reprimir a liberdade de pensamento e de expressão.
Ele já conseguiu levantar cerca da metade do valor em doações. O objetivo do governo é aparentemente calar um dos artistas mais criativos e lúcidos da China. Leia mais no jornal The New York Times.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Ai Weiwei. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ai Weiwei. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 20 de julho de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
China manda Ai Weiwei desligar câmeras
A ditadura comunista da China mandou o artista plástico e dissidente Ai Weiwei desligar quatro câmeras instaladas na sua casa e atelier e ligadas diretamente na Internet. Quando ficou 81 dias desaparecido depois de ser preso, os parentes e amigos não sabiam onde ele estava, justiticou-se o artista.
Agora, poderiam controlar sua vida via Internet. Mas um Estado policial não admite que seus passos sejam controlados.
Na quinta-feira, Ai desligou as câmeras, informa o jornal The New York Times.
Agora, poderiam controlar sua vida via Internet. Mas um Estado policial não admite que seus passos sejam controlados.
Na quinta-feira, Ai desligou as câmeras, informa o jornal The New York Times.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
China prende mulher de Ai Weiwei
Lu Qing, a mulher do artista plástico e dissidente chinês Ai Weiwei, foi presa nesta terça-feira em casa em Beijim por quatro policiais, levada para uma delegacia de polícia, interrogada durante três horas e solta sem maiores explicações.
Mais famoso artista plástico da China, Ai foi preso em abril no aeroporto da capital e detido por 80 dias, sob a acusação de sonegar imposto de renda. Foi multado em US$ 2,4 milhões. Já conseguiu pagar US$ 1,3 milhão, mas o regime comunista chinês mantém a pressão para silenciá-lo.
Mais famoso artista plástico da China, Ai foi preso em abril no aeroporto da capital e detido por 80 dias, sob a acusação de sonegar imposto de renda. Foi multado em US$ 2,4 milhões. Já conseguiu pagar US$ 1,3 milhão, mas o regime comunista chinês mantém a pressão para silenciá-lo.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ai Weiwei paga US$ 1,3 milhão à ditadura chinesa
O artista plástico e dissidente chinês Ai Weiwei pagou US$ 1,3 milhão da multa de US$ 2,4 milhões imposta pelo regime comunista da China numa tentativa de silenciá-lo. A ditadura o impediu de receber dinheiro do exterior para saldar a dívida cobrada apelo imposto de renda.
Ai foi preso em abril no aeroporto de Beijim, quando se preparava para deixar o país, e solto depois de 81 com o compromisso de não falar publicamente. Seus sítios de Internet foram bloqueados. Ele foi obrigado a depositar a quantia para poder recorrer na Justiça, reporta a TV pública britânica BBC.
Ai foi preso em abril no aeroporto de Beijim, quando se preparava para deixar o país, e solto depois de 81 com o compromisso de não falar publicamente. Seus sítios de Internet foram bloqueados. Ele foi obrigado a depositar a quantia para poder recorrer na Justiça, reporta a TV pública britânica BBC.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
China faz ofensiva cultural para fortalecer poder suave
Depois se tornar uma superpotência econômica capaz de projetar sua influência todos os cantos da Terra, a China lançou em 25 de outubro de 2011 uma ofensiva cultural para reforçar o chamado poder suave (ou brando, numa tradução equivocada), informa o jornal The New York Times.
"Uma nação não pode estar entre as grandes potências sem expressar a riqueza espiritual de seu povo e de toda a criatividade da nação", afirmou em editorial o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista da China.
Ironicamente a estratégia de expansão cultural chinesa acontece num momento de grande repressão interna por temor do regime comunista de uma revolta popular pela democracia e liberdade como as que estão sacudindo o mundo árabe.
O principal artista plástico do país, Ai Weiwei, que ficou 81 dias presos em meados do ano, acaba de ser multado em US$ 2,4 milhões por suposta sonegação de impostos, uma jogada da ditadura comunista para punir a dissidência.
Outro artista, Yue Luping, com dez anos de profissão, estava montando uma exposição no distrito de Shunyi, no Norte de Beijim, quando a polícia interveio, no mês passado, e cancelou a mostra.
No dia seguinte, agentes locais de segurança pública o interrogaram, com atenção especial sobre uma que tinha números formados com grãos de pimenta. Os policiais fotografaram tudo. Terminaram descobrindo que os números estavam numa linguagem de computador conhecida como Unicode e formavam cinco frases que os censores chineses proibiram os mecanismos de busca da Internet de apresentar.
"É irônico", comentou Yue, de 36 anos. "Por um lado, querem promover o desenvolvimento cultural. Por outro, suspendem minha exposição." Um censor disse a ele: "A situação neste ano é muito tensa. Nenhum tema sensível é permitido".
O manifesto da ofensiva cultural do partido prega a inclusão das "ideias centrais do socialismo" nas atividades artísticas para transformar a China numa "superpotência cultural socialista".
A China está implantando Institutos Confúcio por todo o mundo, no modelos dos institutos culturais americano e do Instituto Goethe, da Alemanha, para promover sua língua e sua cultura.
Essa ofensiva cultural segue a fórmula de sucesso da reforma econômica: estabelecer metas de longo prazo, impor critérios rígidos, investir um monte de dinheiro público e controlar com atenção para garantir o resultado desejado.
"O governo tem excesso de confiança quanto à sua capacidade de controlar a arte", afirmou o cientista político Zhang Ming, professor da Universidade do Povo, em Beijim. "Eles acreditam que dando dinheiro e orientação haverá uma grande produção artística. Isto não é surpreendente porque eles nunca experimentaram o processo de livre expressão."
A China já produz grandes filmes como o dirigidos por Zhang Yimou, mas não há nenhuma marca famosa mundialmente ligada à indústria cultural chinesa. Praticamente não exporta programas de televisão. Toda a literatura publicada tem menos títulos do que a editora alemã Bertelsmann.
Em 1956, num raro momento de abertura política do regime, Mao Tsé-tung fez um discurso famoso: "Vamos fazer centenas de flores desabrochar" e "centenas de escolas de pensamento debater", mencionado agora como base para a nova ofensiva cultural.
Dois anos depois, a política do Grande Salto para a Frente acabou com o breve período de florescimento da liberdade intelectual e reinstaurou a repressão cultural no estilo stalinista da União Soviética.
Dez anos depois, começava a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), talvez a maior destruição sistemática da cultura de um país na história recente - e isso a ditadura militar chinesa prefere ignorar.
Falta aos hierarcas chinesas a noção de que uma grande cultura depende do talento e da capacidade do povo de ampliar as fronteiras, desafiar barreiras e quebrar tabus.
"Uma nação não pode estar entre as grandes potências sem expressar a riqueza espiritual de seu povo e de toda a criatividade da nação", afirmou em editorial o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista da China.
Ironicamente a estratégia de expansão cultural chinesa acontece num momento de grande repressão interna por temor do regime comunista de uma revolta popular pela democracia e liberdade como as que estão sacudindo o mundo árabe.
O principal artista plástico do país, Ai Weiwei, que ficou 81 dias presos em meados do ano, acaba de ser multado em US$ 2,4 milhões por suposta sonegação de impostos, uma jogada da ditadura comunista para punir a dissidência.
Outro artista, Yue Luping, com dez anos de profissão, estava montando uma exposição no distrito de Shunyi, no Norte de Beijim, quando a polícia interveio, no mês passado, e cancelou a mostra.
No dia seguinte, agentes locais de segurança pública o interrogaram, com atenção especial sobre uma que tinha números formados com grãos de pimenta. Os policiais fotografaram tudo. Terminaram descobrindo que os números estavam numa linguagem de computador conhecida como Unicode e formavam cinco frases que os censores chineses proibiram os mecanismos de busca da Internet de apresentar.
"É irônico", comentou Yue, de 36 anos. "Por um lado, querem promover o desenvolvimento cultural. Por outro, suspendem minha exposição." Um censor disse a ele: "A situação neste ano é muito tensa. Nenhum tema sensível é permitido".
O manifesto da ofensiva cultural do partido prega a inclusão das "ideias centrais do socialismo" nas atividades artísticas para transformar a China numa "superpotência cultural socialista".
A China está implantando Institutos Confúcio por todo o mundo, no modelos dos institutos culturais americano e do Instituto Goethe, da Alemanha, para promover sua língua e sua cultura.
Essa ofensiva cultural segue a fórmula de sucesso da reforma econômica: estabelecer metas de longo prazo, impor critérios rígidos, investir um monte de dinheiro público e controlar com atenção para garantir o resultado desejado.
"O governo tem excesso de confiança quanto à sua capacidade de controlar a arte", afirmou o cientista político Zhang Ming, professor da Universidade do Povo, em Beijim. "Eles acreditam que dando dinheiro e orientação haverá uma grande produção artística. Isto não é surpreendente porque eles nunca experimentaram o processo de livre expressão."
A China já produz grandes filmes como o dirigidos por Zhang Yimou, mas não há nenhuma marca famosa mundialmente ligada à indústria cultural chinesa. Praticamente não exporta programas de televisão. Toda a literatura publicada tem menos títulos do que a editora alemã Bertelsmann.
Em 1956, num raro momento de abertura política do regime, Mao Tsé-tung fez um discurso famoso: "Vamos fazer centenas de flores desabrochar" e "centenas de escolas de pensamento debater", mencionado agora como base para a nova ofensiva cultural.
Dois anos depois, a política do Grande Salto para a Frente acabou com o breve período de florescimento da liberdade intelectual e reinstaurou a repressão cultural no estilo stalinista da União Soviética.
Dez anos depois, começava a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), talvez a maior destruição sistemática da cultura de um país na história recente - e isso a ditadura militar chinesa prefere ignorar.
Falta aos hierarcas chinesas a noção de que uma grande cultura depende do talento e da capacidade do povo de ampliar as fronteiras, desafiar barreiras e quebrar tabus.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Chineses dão dinheiro para dissidente pagar multa
Mais de 20 mil pessoas doaram pelo menos US$ 840 mil ao artista plástico e dissidente Ai Weiwei desde quinta-feira passada, quando ele foi multado em US$ 2,4 milhões pelo regime comunista da China, sob a acusação de sonegar impostos.
Ai, o artista chinês mais importante de sua geração, foi detido no aeroporto de Beijim em abril e ficou 81 dias preso em local ignorado. Saiu com o compromisso de ficar calado, mas denunciou seu julgamento como político.
Durante os sucessivos interrogatórios a que foi submetido, concluiu que o grande temor da ditadura militar chinesa é com a possibilidade de uma "revolução de jasmim" como as do mundo árabe.
As doações começaram a chegar na quinta-feira, acompanhadas de mensagens como: "Você os ajudou a desenhar o Ninho do Pássaro, mas eles o colocaram numa gaiola", disse um doador, referindo-se à participação de Ai no projeto do magnífico estádio construído para a Olimpíada de 2008.
Nesta segunda-feira, o jornal Global Times, um dos mais nacionalistas do regime comunista chinês, acusou Ai de "levantar fundos ilegalmente". Em um editorial rancoroso, no pior estilo das ditaduras, o jornal alegou que "essas pessoas representam um número extremamente pequeno quando comparado com o total da população chinesa", de 1,4 bilhão de habitantes, "que se opõe a posições políticas radicais e de confrontação".
No domingo, depois que o blogue de Ai foi bloqueado pelo Estado policial chinês, várias pessoas foram até sua casa, na periferia de Beijim, e jogaram aviões de papel feitos com notas de cem renminbis, a moeda chinesa, conta o jornal The New York Times.
"Durante os últimos três anos, me senti como se estivesse chorando sozinho no meio de um túnel escuro", comentou o artista e dissidente. "Mas agora as pessoas acharam uma maneira de expressar seus sentimentos. Isto é maravilhoso."
Ai, o artista chinês mais importante de sua geração, foi detido no aeroporto de Beijim em abril e ficou 81 dias preso em local ignorado. Saiu com o compromisso de ficar calado, mas denunciou seu julgamento como político.
Durante os sucessivos interrogatórios a que foi submetido, concluiu que o grande temor da ditadura militar chinesa é com a possibilidade de uma "revolução de jasmim" como as do mundo árabe.
As doações começaram a chegar na quinta-feira, acompanhadas de mensagens como: "Você os ajudou a desenhar o Ninho do Pássaro, mas eles o colocaram numa gaiola", disse um doador, referindo-se à participação de Ai no projeto do magnífico estádio construído para a Olimpíada de 2008.
Nesta segunda-feira, o jornal Global Times, um dos mais nacionalistas do regime comunista chinês, acusou Ai de "levantar fundos ilegalmente". Em um editorial rancoroso, no pior estilo das ditaduras, o jornal alegou que "essas pessoas representam um número extremamente pequeno quando comparado com o total da população chinesa", de 1,4 bilhão de habitantes, "que se opõe a posições políticas radicais e de confrontação".
No domingo, depois que o blogue de Ai foi bloqueado pelo Estado policial chinês, várias pessoas foram até sua casa, na periferia de Beijim, e jogaram aviões de papel feitos com notas de cem renminbis, a moeda chinesa, conta o jornal The New York Times.
"Durante os últimos três anos, me senti como se estivesse chorando sozinho no meio de um túnel escuro", comentou o artista e dissidente. "Mas agora as pessoas acharam uma maneira de expressar seus sentimentos. Isto é maravilhoso."
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
China multa artista dissidente em US$ 2,4 milhões
Com o claro objetivo de silenciá-lo, a ditadura comunista da China deu um prazo de duas semanas para o principal artista plástico do país, Ai Weiwei, pagar US$ 2,4 milhões em impostos supostamente sonegados.
"Isto é ridículo", protestou. "Não é a maneira como uma grande potência deve tratar seus cidadãos."
Ai é um dos principais dissidentes políticos chineses. Como arquiteto, participou do projeto do Ninho do Pássaro, o estádio espetacular onde foi aberta e encerrada a Olimpíada de Beijim, em 2008.
No fim do ano passado, foi proibido de sair do país porque as autoridades temiam que ele fosse à cerimônia de premiação do ganhador do Prêmio Nobel 2010 receber a homenagem pelo dissidente Liu Xiaobo, que estava preso e continua preso até hoje.
Em abril, Ai foi preso no aeroporto de Beijim quando tentava sair da China. "A polícia me advertiu que não faz sentido argumentar com o Estado. Se você estiver certo, o Estado estará errado e isso não pode acontecer", disse o artista, citado pelo jornal The New York Times.
Ficou três meses na cadeia, sob a acusação de sonegar de impostos. Saiu com o compromisso de não falar publicamente. A conta chegou agora.
Desde o início das revoluções democráticas no mundo árabe, o regime comunista chinês aumentou a censura e a repressão aos dissidentes, temendo movimentos semelhantes no país.
"Isto é ridículo", protestou. "Não é a maneira como uma grande potência deve tratar seus cidadãos."
Ai é um dos principais dissidentes políticos chineses. Como arquiteto, participou do projeto do Ninho do Pássaro, o estádio espetacular onde foi aberta e encerrada a Olimpíada de Beijim, em 2008.
No fim do ano passado, foi proibido de sair do país porque as autoridades temiam que ele fosse à cerimônia de premiação do ganhador do Prêmio Nobel 2010 receber a homenagem pelo dissidente Liu Xiaobo, que estava preso e continua preso até hoje.
Em abril, Ai foi preso no aeroporto de Beijim quando tentava sair da China. "A polícia me advertiu que não faz sentido argumentar com o Estado. Se você estiver certo, o Estado estará errado e isso não pode acontecer", disse o artista, citado pelo jornal The New York Times.
Ficou três meses na cadeia, sob a acusação de sonegar de impostos. Saiu com o compromisso de não falar publicamente. A conta chegou agora.
Desde o início das revoluções democráticas no mundo árabe, o regime comunista chinês aumentou a censura e a repressão aos dissidentes, temendo movimentos semelhantes no país.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Ai Weiwei teve medo da morte na prisão chinesa
Durante os 81 dias em que ficou preso num centro de detenção clandestino da polícia secreta da ditadura comunista da China, o artista plástico e dissidente político Ai Weiwei temeu a morte, noticia a TV pública britânica BBC.
Ai foi detido em 6 de abril, no aeroporto de Beijim, quando tentava sair do país, sob a acusação de não pagar impostos. O regime comunista temia uma revolta popular com as que sacudiram o mundo árabe.
O mais famoso artista plástico chinês, que ajudou a projetar o Ninho do Pássaro, principal estádio da Olimpíada de 2008, passou quase três meses numa cela de quatro metros de largura por quatro metros de comprimento, sem janela. Para ser libertado, prometeu ficar em silêncio. Mas seus amigos começam a revelar essa história sinistra.
As autoridades chinesas afirmam que o artista confessou a sonegação fiscal. Ele nega. Em nenhum momento, admitiu ter cometido qualquer ilegalidade. Seus carcereiros chegaram a dizer, de acordo com o relato dos amigos do dissidente, que não havia "base legal" para a prisão, mas que eles poderiam fazer o que quisessem com ele.
Dois soldados o vigiavam o tempo todo, dentro da cela. Ai precisa saudar seus carcereiros e lhes pedir licença até mesmo para tomar água e ir ao banheiro. Ele descreveu a situação como "a mais dura em que um ser humano pode estar". A cada minuto, Ai Weiwei se sentia "perto da morte".
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Ai Weiwei gostaria de ficar só blogando
Maior artista plástico chinês vivo, arquiteto, urbanista, curador, poeta, editor e um dos principais dissidentes políticos do país, Ai Weiwei gostaria de ficar só blogando. Mas seu blogue foi fechado pelo regime comunista da China em 2009 e ele foi preso em abril. Solto em junho, está sendo obrigado a ficar em silêncio.
Por isso, é oportuno conferir o que ele tem a dizer no livro Ai Weiwei Fala. É uma série de entrevistas longas com o crítico e curador Hans Ulrich Obrist. Elas me lembraram as entrevistas do escritor argentino Jorge Luis Borges com o jornalista Osvaldo Ferrari.
Ai Weiwei, um dos responsáveis pelo projeto do Ninho do Pássaro, o lindíssimo estádio olímpico de Beijim, começou a trabalhar como arquiteto ao projetar seu próprio estúdio, nos arredores da capital chinesa.
Desde então, se tornou um prolífico arquiteto. Como professor de arquitetura, Ai mapeou a filmou toda a cidade, percorrendo-a com ônibus com câmera. No país que mais cresce no mundo, as 150 horas de gravação ficam como um registro de um momento na história de Beijim.
Por isso, é oportuno conferir o que ele tem a dizer no livro Ai Weiwei Fala. É uma série de entrevistas longas com o crítico e curador Hans Ulrich Obrist. Elas me lembraram as entrevistas do escritor argentino Jorge Luis Borges com o jornalista Osvaldo Ferrari.
Ai Weiwei, um dos responsáveis pelo projeto do Ninho do Pássaro, o lindíssimo estádio olímpico de Beijim, começou a trabalhar como arquiteto ao projetar seu próprio estúdio, nos arredores da capital chinesa.
Desde então, se tornou um prolífico arquiteto. Como professor de arquitetura, Ai mapeou a filmou toda a cidade, percorrendo-a com ônibus com câmera. No país que mais cresce no mundo, as 150 horas de gravação ficam como um registro de um momento na história de Beijim.
sábado, 25 de junho de 2011
China liberta dissidente Hu Jia
O regime comunista da China libertou hoje o dissidente Hu Jia, preso há três anos e meio por "incitar à subversão do poder do Estado".
Como no caso do artista plástico Ai Weiwei, Hu foi solto sob o compromisso de não comentar o caso.
Desde o início das revoltas populares no mundo árabe, a China aumentou a repressão a seus dissidentes, temendo contestação à ditadura do Partido Comunista.
Como no caso do artista plástico Ai Weiwei, Hu foi solto sob o compromisso de não comentar o caso.
Desde o início das revoltas populares no mundo árabe, a China aumentou a repressão a seus dissidentes, temendo contestação à ditadura do Partido Comunista.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
China anuncia libertação de artista dissidente
O governo da China anunciou oficialmente hoje que o mais famoso artista plástico do país, o dissidente Ai Weiwei, foi libertado, depois de confessar o crime de evasão fiscal, noticia a TV pública britânica BBC.
A família não confirmou a libertação, dizendo que ainda não conseguiu entrar em contato com ele.
Ai Weiwei foi preso no início de abril no aeroporto de Beijim, quando tentava tomar um avião para Hong Kong, onde as liberdades públicas são garantidas pelo acordo que levou a devolução da colônia britânica à China em 2 de julho de 1997.
Ao chegar em casa, o artista foi cercado por repórteres. Ele declarou estar em liberdade condicional, proibido de dar entrevistas e de deixar Beijim.
A família não confirmou a libertação, dizendo que ainda não conseguiu entrar em contato com ele.
Ai Weiwei foi preso no início de abril no aeroporto de Beijim, quando tentava tomar um avião para Hong Kong, onde as liberdades públicas são garantidas pelo acordo que levou a devolução da colônia britânica à China em 2 de julho de 1997.
Ao chegar em casa, o artista foi cercado por repórteres. Ele declarou estar em liberdade condicional, proibido de dar entrevistas e de deixar Beijim.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Advogado de dissidente desaparece na China
O advogado Liu Xiaoyuan, ligado ao artista plástico preso Ai Weiwei, está desaparecido desde quinta-feira à noite, denunciaram amigos que tentaram entrar em contato com ele. Seu telefone está desconectado.
Às 20 h de sexta-feira pelo horário de Beijim, Liu divulgou mensagem na Internet dizendo estar sendo "seguido por pessoas não identificadas", revelou o jornal inglês The Guardian.
Um jornal de Hong Kong controlado pelo governo central chinês noticiou que Ai teria "confessado seus crimes", que incluiriam sonegação de impostos, bigamia e divulgação de pornografia na Internet.
"Depois que as autoridades de segurança pública acumularam sólidos indícios testemunhais, documentais e circunstanciais", afirma a reportagem, "Ai Weiwei passou a ter uma atitude positiva em relação ao inquérito, começou a cooperar e a confessar seus crimes".
Durante a visita à China, a presidente Dilma Rousseff não deu uma palavra sobre o desrespeito aos direitos humanos fundamentais no país. Pelo visto, a anunciada mudança na política externa para dar mais ênfase dos direitos humanos limita-se ao Irã, onde o regime fundamentalista muçulmano teria dificuldades para aceitar uma mulher-presidente.
Às 20 h de sexta-feira pelo horário de Beijim, Liu divulgou mensagem na Internet dizendo estar sendo "seguido por pessoas não identificadas", revelou o jornal inglês The Guardian.
Um jornal de Hong Kong controlado pelo governo central chinês noticiou que Ai teria "confessado seus crimes", que incluiriam sonegação de impostos, bigamia e divulgação de pornografia na Internet.
"Depois que as autoridades de segurança pública acumularam sólidos indícios testemunhais, documentais e circunstanciais", afirma a reportagem, "Ai Weiwei passou a ter uma atitude positiva em relação ao inquérito, começou a cooperar e a confessar seus crimes".
Durante a visita à China, a presidente Dilma Rousseff não deu uma palavra sobre o desrespeito aos direitos humanos fundamentais no país. Pelo visto, a anunciada mudança na política externa para dar mais ênfase dos direitos humanos limita-se ao Irã, onde o regime fundamentalista muçulmano teria dificuldades para aceitar uma mulher-presidente.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
China admite prisão de artista dissidente
A ditadura militar da China confirmou hoje a prisão do artista dissidente Ai Weiwei, detido no fim de semana passado no aeroporto de Beijim sob a acusação de ter cometido "crimes econômicos", informa a TV pública britânica BBC.
Ai foi um dos criadores do Ninho do Pássaro, o estádio-símbolo da Olimpíada de 2008, realizada na capital chinesa.
Um dos maiores críticos da falta de liberdade e do desrespeito aos direitos humanos na China, ele incorporou esses temas à sua obra.
Outro dissidente, Zhao Lianhai, um escritor que fazia campanha pela punição dos responsáveis por um escândalo de contaminação do lei em que pelo menos seis crianças morreram, denunciou que lhe enfiaram leite em pó pelo nariz depois que ele entrou em greve de fome contra sua prisão.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
China prende artista plástico dissidente
Um dos mais importantes artistas plásticos da China, Ai Weiwei, de 53 anos, foi preso no domingo, quando tentava embarcar para Hong Kong no aeroporto internacional de Beijim. Seu paradeiro é ignorado.
Ai foi um dos criadores do Ninho do Pássaro, o estádio mais importante construído para a Olimpíada de 2008, em Beijim, mas se tornou um dos maiores críticos do regime comunista chinês, especialmente da falta de liberdade.
Ele tentou, por exemplo, listar os nomes de todos os estudantes mortos no Terremoto de Sichuã, em 2008, quando 88 mil pessoas morreram, inclusive muitos alunos soterrados pelo desabamento de escola. O governo chinês proibiu pais de processar os responsáveis por construções de má qualidade.
Poucas horas antes da prisão, seu estúdio foi invadido por 40 policiais. Dezenas de peças foram confiscadas e os funcionários, interrogados.
Atualmente, há uma exposição dele na Tate Modern, de Londres, o maior museu de arte moderna do mundo. Sua obra tem mais de 100 mil pedaços de porcelana moldados como sementes de girassol.
No ano passado, Ai foi colocado temporariamente em prisão domiciliar e proibido de viajar. As autoridades chinesas temiam que ele fosse a Oslo, na Noruega, para participar da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente Liu Xiaobo ou talvez até para receber o prêmio, já que o ganhador estava - e continua - preso.
Diante da onda de revoluções democráticas no mundo árabe, a China luta para controlar seus dissidentes e impedir a eclosão de um novo movimento pela liberdade e a democracia como o que foi massacrado na Praça da Paz Celestial, em Bejim, em junho de 1989.
Algumas manifestações de protesto convocadas via Internet enfrentaram dura repressão. Nas horas e locais marcados, havia mais policiais do que manifestantes. Jornalistas estrangeiros foram presos e ameaçados.
Ai foi um dos criadores do Ninho do Pássaro, o estádio mais importante construído para a Olimpíada de 2008, em Beijim, mas se tornou um dos maiores críticos do regime comunista chinês, especialmente da falta de liberdade.
Ele tentou, por exemplo, listar os nomes de todos os estudantes mortos no Terremoto de Sichuã, em 2008, quando 88 mil pessoas morreram, inclusive muitos alunos soterrados pelo desabamento de escola. O governo chinês proibiu pais de processar os responsáveis por construções de má qualidade.
Poucas horas antes da prisão, seu estúdio foi invadido por 40 policiais. Dezenas de peças foram confiscadas e os funcionários, interrogados.
Atualmente, há uma exposição dele na Tate Modern, de Londres, o maior museu de arte moderna do mundo. Sua obra tem mais de 100 mil pedaços de porcelana moldados como sementes de girassol.
No ano passado, Ai foi colocado temporariamente em prisão domiciliar e proibido de viajar. As autoridades chinesas temiam que ele fosse a Oslo, na Noruega, para participar da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente Liu Xiaobo ou talvez até para receber o prêmio, já que o ganhador estava - e continua - preso.
Diante da onda de revoluções democráticas no mundo árabe, a China luta para controlar seus dissidentes e impedir a eclosão de um novo movimento pela liberdade e a democracia como o que foi massacrado na Praça da Paz Celestial, em Bejim, em junho de 1989.
Algumas manifestações de protesto convocadas via Internet enfrentaram dura repressão. Nas horas e locais marcados, havia mais policiais do que manifestantes. Jornalistas estrangeiros foram presos e ameaçados.
Assinar:
Postagens (Atom)