quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 8 de Fevereiro

MARIA, RAINHA DA ESCÓCIA

    Em 1587, Maria Stuart, rainha da Escócia e rival de Elizabeth I, da Inglaterra, é decapitada no Castelo de Fotheringhay, no Condado de Northampton.  

Maria Stuart era a única filha do rei Jaime V e de sua mulher francesa, Maria de Guise. Seis dias depois de seu nascimento, em 1542, seu pai morre e ela se torna Rainha da Escócia.

Na Inglaterra, com a morte de Henrique VIII, em 1547, seu filho Eduardo VI ascende ao trono aos nove anos. Doente, morre aos 15, abrindo uma luta pela sucessão entre suas duas irmãs, a católica Maria Tudor, filha do primeiro dos seis casamentos do rei, e a protestante Elizabeth Tudor, filha do segundo casamento.

Henrique VIII rompe com a Igreja Católica em 1534 para se divorciar de Catarina de Aragão, filha do rei Fernando II, da Espanha, e se casar com Ana Bolena, mãe de Elizabeth. Assim, elas iniciaram uma era de guerras religiosas que se arrasta até hoje na Irlanda do Norte.

Em 1553, com a morte de Eduardo VI, Maria Tudor assume o trono da Inglaterra, depois de uma breve tentativa de usurpação por Lady Jane Grey. Maria I entra para a história como Maria Sanguinária (Bloody Mary) por sua tenaz perseguição aos protestantes na tentativa de restaurar o catolicismo.

Com a morte de Maria I, em 1558, Elizabeth I se torna uma das rainhas mais poderosas da História da Inglaterra. Durante o período elizabetano, época de florescimento da literatura de William Shakespeare, o país se torna uma grande potência, entra na era das grandes navegações e começa a construir o Império Britânico.

Sobrinha-neta de Henrique VIII e filha de Jaime V da Escócia, Maria Stuart é uma ameaça ao poder de Elizabeth I.É a primeira na linha de sucessão ao trono. Como os católicos consideravam o divórcio e o segundo casamento de Henrique VIII ilegítimos, Elizabeth I seria uma filha bastarda e não teria direito ao trono.

Henrique II, da França, reivindicou então a coroa para Maria Stuart, sua nora. Em 1559, com a morte de Henrique II, Maria vira Rainha da França, mas seu marido, o rei Francisco II, morre em 1560, deixando-a viúva aos 18 anos.

Ao voltar à Escócia, Maria Stuart não está preparada para os desafios da luta pelo poder. Elizabeth I nunca a aceitou como sucessora. Acusada de assassinato, abdicou do trono da Escócia em favor de seu filho Jaime VI em 1567, foi presa, condenada e executada na Inglaterra.

Por ironia da História, Maria Stuart está enterrada na Abadia de Westminster num túmulo do mesmo esplendor que o de sua arqui-inimiga Elizabeth I. Seu filho se tornou Jaime I, da Inglaterra, e resolveu honrar a memória da mãe.

VITÓRIA EM GUADALCANAL

    Em 1943, as forças do Império do Japão abandonam Guadalcanal, uma das Ilhas Salomão, no fim de uma batalha contra os Estados Unidos e aliados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), uma operação de assalto anfíbio dos fuzileiros navais norte-americanos que marca uma vira da guerra no Oceano Pacífico.

Guadalcanal é a maior das Ilhas Salomão, um arquipélago de 922 ilhas e atóis, 347 habitadas. Ficam a nordeste da Austrália e abrigam povos que falam 87 línguas diferentes. O primeiro contato com europeus foi com o espanhol Álvaro de Mendana de Meyra, em 1568.

Em 1893, o Império Britânico anexou Guadalcanal e algumas ilhas do Centro e do Sul do arquipélago. A A Alemanha ocupou ilhas do Norte em 1885 e as cedeu aos britânicos em 1900.

O Japão invade Guadalcanal em 1942 e começa a construir uma pista de pouso. Os fuzileiros navais dos EUA atacam a ilha em 7 de agosto de 1942. Entre 24 de agosto e 30 de novembro, há seis batalhas navais ao redor da ilha.

Durante a batalha, cerca de 1,6 mil soldados norte-americanos morrem em combate, 4 mil saem feridos e milhares morrem de doenças tropicais. O Japão perde 24 mil soldados. Em 31 de dezembro de 1942, o imperador Hiroíto autoriza as forças japonesas a se retirar. Cinco semanas depois, os EUA controlam a ilha.

Guadalcanal se torna independente do Império Britânico em 1978.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Israel admite que pelo menos 32 reféns estão mortos

 A inteligência militar de Israel descobriu que pelo menos menos 32 dos 136 que acredita que ainda estejam em poder dos terroristas tenham morrido. Outros mais podem estar mortos.

O primeiro-ministro do Catar disse que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) teve uma reação positiva diante da última proposta de trégue na guerra com Israel.

Cerca de 8 mil palestinos que se abrigavam no Hospital al-Amal, em Khan Yunes, foram retirados.

Vários foguetes foram disparados do Sul do Líbano contra o Norte de Israel, que contra-atacou as bases de lançamento da milícia extremista xiita Hesbolá Partido de Deus)

A Força Aérea de Israel bombardeou a cidade de Homs, na Síria.

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel era parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invesão estrangeira e troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 62 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio aeronaval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril 1961, afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, de 14 a 27 de outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é objeto de lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, apertou ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os EUA e Cuba.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

EUA tentam destravar negociações sobre trégua e reféns

 O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, chegou hoje ao Cairo para tentar encontrar uma solução para as negociações para uma trégua entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) com troca de reféns por presos. As posições de negociação são distante: o Hamas e outros grupos terrorista exigem o fim da guerra; Israel oferece uma trégua temporária.

As Nações Unidas autorizaram uma investigação independente da denúncia de Israel de que funcionários da Agência da ONU para Refugiados Palestinos participaram do ataque terrorista de 7 de outubro, que deflagrou a guerra. O inquérito deve ser concluído num mês.

Israel acredita que o líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, o homem mais procurado desta guerra, conseguiu fugir.

Um bombardeio de Israel ao Sul do Líbano matou três membros da milícia Amal e três milicianos do grupo extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus).

Os rebeldes hutis do Iêmen atacam mais dois navios no Mar Vermelho.

Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, a China e a Rússia condenaram os bombardeios dos EUA ao Iraque e à Síria como violação da soberania nacional e da integridade territorial desses países. As EUA se vanlogriam de ter acertado 85% dos alvos no ataque para vingar a morte de três soldados norte-americanos na Jordânia.

Hoje na História do Mundo: 6 de Fevereiro

TRATADO DE WAITANGI

    Em 1840, as tribos maoris da Ilha do Norte assinam o Tratado de Waitangi com o Império Britânico, um acordo supostamente destinado a proteger os direitos das nativos que imediatamente serve de base para a colonização da Nova Zelândia.

O tratado tem três artigos. No primeiro, os maoris aceitam a soberania da coroa britânicas. No segundo, a coroa se declara protetora dos direitos dos maoris, com controles inclusive sobre a compra e venda de terras do povo maori. O terceiro artigo dá plenos direitos de súdito da coroa britânica a quem assinar o tratado. 

REI DO REGGAE

    Em 1945, nasce o cantor e compositor jamaicano Bob Marley, que transforma o reggae numa música universal e é o primeiro popstar do Terceiro Mundo.

Robert Nesta Marley nasce em 6 de fevereiro de 1945 em Nine Miles, na Jamaica, filho de Norval Sinclair Marley e Cedella Booker. A mãe vai com o padrasto Toddy Livingston para Trenchtown, uma favela de Kingston, e leva Bob quando ele tem 10 anos.

Sua paixão pela música é embalada por ritmos como o afro-jamaico ska, o mento e o calipso caribenhos, o jazz e o rhythm'n'blues norte-americanos, que eram tocados nas ruas em sistemas de som improvisados.

No início dos anos 1960, Marley forma com o meio-irmão Bunny Livingston e Peter Tosh the Wailing Wailers. Eles cantam o sofrimento do gueto, num estilo chamado de rude boy.

Sob influência do percussionista rastafariano Alvin Patterson, Marley adota esta religião e a incorpora à produção musical. Os rastafarianos fumam maconha e reverenciam o imperador Hailé Salassié, um líder africano que sai pelo mundo pedindo ajuda depois que a Itália de Benito Mussolini ocupa a Etiópia, em 1935. Pregam a volta para a África como uma Terra Prometida.

O reggae nasce da fusão de ska, rocksteady, ragga, calipso e ritmos africanos. Está no disco Catch a Fire, de 1973, o primeiro dos Wailers lançado internacionalmente. Ele casa com Rita Marley, com quem tem três de seus 11 filhos.

Em 3 de novembro de 1976, durante uma campanha eleitoral acirrada, a casa de Marley é invadida por homens armados que atiram controle. Num concerto pela paz, faz os dois líderes políticos rivais, Michael Manley e Edward Seaga, se darem as mãos.

Com a ameaça da violência política na Jamaica, em 1977, Marley se muda para Londres, onde lança o álbum Exodus. Ele decide conhecer a África. Vai ao Quênia e à Etiópia, origem do movimento rasfatariano. É convidado para a festa da independência do Zimbábue.

Na volta, lança o disco Survival, com músicas sobre os problemas políticos e sociais da África: as guerras, a fome e a desigualdade. Em 1980, Bob Marley & The Wailers dão um show para 100 mil pessoas em Milão. Depois de apresentações em Nova York, surgem os sintomas do câncer.

Consciente de que a própria morte se aproxima, ele diz a um filho: "Não importa quanto dinheiro alguém tenha, o dinheiro não compra a vida."

RAINHA ELIZABETH II

    Em 1952, depois de uma longa luta contra o câncer, o rei George VI, do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, morre na propriedade real de Sandrigham e sua filha mais velha ascende ao trono como rainha Elizabeth II aos 25 anos e reina até a morte, em 8 de setembro de 2022, no mais longo reinado da história do Reino Unido.

Elizabeth II é coroada em 2 de junho de 1953. Seu reinado é marcado pela descolonização do Império Britânico, especialmente da África, pela Guerra Fria, por um verdadeiro renascimento cultural do Reino Unido nos anos 1960, pela guerra civil na Irlanda do Norte, pela adesão e a saída da União Europeia, e pela crise da monarquia, evidente na morte da princesa Diana e agora na rebelião do príncipe Harry contra o pai (Carlos III) e o irmão mais velho, herdeiro do trono.

A rainha era vista como grande autoridade moral do país, mas o que aquela velhinha simpática representava, aquela vovozinha do mundo, era um império cruel e brutal construído pela diplomacia das canhoneiras da Marinha Real. No auge, em 1920, o Império Britânico domina 35,5 milhões de quilômetros quadrados, mais do quatro vezes o território brasileiro, 26,35% da superfície da Terra.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Rafá é uma "panela de pressão do desespero", diz a ONU

 O Exército de israel avança sobre Rafá, a cidade mais ao sul da Faixa de Gaza, descrita pelo Escritório para a Coordenação de Ajuda Humanitária das Nações Unidas como "uma panela de pressão do desespero, superpovoada com fugitivos do resto do território. Quatro meses de guerra entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) deixaram Gaza inabitável, avaliou a ONU.

O bombardeio a milícias xiitas apoiadas pelo Irã no Iraque e na Síria realimentou o ressentimento contra os Estados Unidos no Iraque, que vinha desde a invasão de 2003. É uma revolta, uma sensação de impotência e de incerteza quanto ao futuro.

A Arábia Saudita está disposta a normalizar as relações com Israel com uma promessa de criação de um Estado palestino, antes da paz entre israelenses e palestinos, mas depois do fim da atual guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro.

Quando retirou as forças dos EUA do Afeganistão depois de quase 20 anos, o presidente Joe Biden afirmou que é preciso acabar com as guerras sem fim, as guerras eternas. Agora, corre o risco de meter os EUA em outra guerra, desta vez indireta, contra o Irã. Em três dias seguidos, bombardeou milícias xiitas apoiadas pelo Irã.

Hoje na História do Mundo: 5 de Fevereiro

 FIM DAS GUERRAS PÚNICAS

    Em 146 antes de Cristo, a República Romana finalmente vence Cartago depois de mais um século de guerra e se torna a potência dominante no Mar Mediterrâneo durante sete séculos.

As Guerras Púnicas são travadas entre Roma e Cartago, uma cidade situada onde hoje é a Tunísia, no Norte da África, entre 264 e 146 AC, num total de 43 anos de guerra.

O império cartaginês domina uma faixa do Norte da África junto ao mar, algumas ilhas do Mediterrâneo, inclusive partes da Sicília, da Córsega e da Sardenha. No momento de maior expansão, controla metade da Península Ibérica. É a maior potência mediterrânea.

A Primeira Guerra Púnica dura 23 anos. É travada em torno da ilha da Sicília, da Córsega e da Sardenha, por causa do expansionismo romano. Termina com a vitória de Roma, que assume o controle das ilhas do Mediterrâneo.

Na Segunda Guerra Púnica, que começa em 218 AC, o grande general cartaginês Aníbal Barca atravessa a Cordilheira dos Alpes e invade a Itália, onde seu exército luta durante 14 anos até que Roma contra-ataca a cidade de Cartago, forçando Aníbal, que usava até elefantaria, a voltar para defender sua capital. Com a derrota na Batalha de Zama, em 202, Cartago se rende, perde os territórios na Europa e em parte da África, e fica proibido de ir à guerra.

A Terceira Guerra Púnica começa em 149 AC, depois que Cartago se defende invasões de numídios. Roma usa como pretexto para destruir o inimigo. A guerra é travada em território cartaginês, onde hoje é a Tunísia. Cartago é cercada, invadida, saqueada, arrasada e sua população é escravizada. As ruínas da cidade ficam a leste de Túnis.

CONSTITUIÇÃO MEXICANA

    Em 1917, depois da Revolução de 1910, o México adota uma nova Constituição, em vigor até hoje. É a primeira Constituição a reconhecer os direitos sociais.

A Assembleia Constituinte é convocada pelo presidente Venustiano Carranza para institucionalizar a Revolução Mexicana. Reúne-se em Querétaro de 1º de dezembro de 1916 a 31 de janeiro de 2017.

A Constituição Mexicana de 1917 encampa algumas ideias da Revolução. Tem 137 artigos que definem os direitos da cidadania, a orgão do Estado, manda fazer a reforma agrária e protege os direitos humanos fundamentais dos mexicanos, inclusive direitos trabalhistas (salário mínimo, jornada de trabalho de 8 horas, direito de associação a sindicatos, direito de greve e limitação aos trabalhos feminino e infantil. 

CHANTAGEM À UCRÂNIA

    Em 2020, depois de ser denunciado pela Câmara dos Representantes por chantagear o presidente da Ucrânia, o presidente Donald Trump é absolvido no Senado com os votos da maioria republicana.

O processo é aberto pela maioria democrata na Câmara porque Trump pressionou, em conversa telefônica em 25 de julho de 2019, o presidente Volodymyr Zelenski a acusar Joe Biden e filhos de algum negódio ilícito na Ucrânia para usar isso na campanha eleitoral. Trump ameaça não liberar uma ajuda militar US$ 391 milhões à Ucrânia. É denunciado por "abuso de poder" e "obstrução do Congresso".

domingo, 4 de fevereiro de 2024

EUA e Reino Unido voltam a bombardear hutis no Iêmen

Os Estados Unidos e o Reino Unido bombardeiam mais de 30 alvos da milícia xiita zaidita huti Ansar Alá (Partidários de Deus) em território do Iêmen um dia depois que os EUA atacaram 85 alvos da Guarda Revolucionária Iraniana e milícias aliadas no Iraque e na Síria. 

Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) mantém a disposição de negociar uma trégua para a troca de reféns por presos palestinos. Israel exige a libertação de todos os reféns de uma vez só. O Hamas não cede. Quer um cessar-fogo definitivo, o fim da guerra e a retirada total de Israel da Faixa de Gaza.

Mais de 120 palestinos foram mortos em Gaza em 24 horas, elevando o total de palestinos mortos no território para 27.635. O Exército de Israel avança para Rafá, no extremo sul do território palestino, na fronteira com o Egito.

Aos gritos de “você é o responsável pelo 7 de outubro”, manifestantes pediram neste fim de semana em várias cidades de Israel a libertação dos reféns e a queda do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Hoje na História do Mundo: 4 de Fevereiro

 NASCE A CONFEDERAÇÃO

    Em 1861, dois meses antes do início da Guerra da Secessão (1861-65), delegados do Alabama, da Carolina do Sul, da Flórida, da Geórgia, da Lousiana e do Mississípi se reúnem em Montgomery, no Alabama, para criar os Estados Confederados da América, que tentam se separar da União para manter a escravatura.

Desde 1858, há um movimento separatista no Sul, agrário, dos Estados Unidos para discutir uma saída conjunta da União se o Norte, industrializado, quiser abolir a escravidão. Em 1860, a maioria dos estados escravistas do Sul ameaçam claramente se separar.

Logo depois da vitória de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, na eleição presidencial de novembro de 1860, a Carolina do Sul inicia preparativos para a secessão. Em 20 de dezembro, a Assembleia Legislativa estadual aprova a Ordenacão da Secessão, que declara que "a União que hoje existente entre a Carolina do Sul e outros estados, sob o nome de Estados Unidos da América, está dissolvida pelo presente documento."

Imediatamente, a Carolina do Sul toma fortes, quartéis, arsenais e locais estratégicos. Em seis semanas, outros cinco estados fazem o mesmo.

Em 8 de fevereiro de 1861, os seis estados citados acima e o Texas criam a Confederação. No dia 9, Jefferson Davies, do Mississípi, é eleito presidente.

Quando Lincoln toma posse, em 4 de março, os sulistas controlam quase todas as instalações militares nos estados confederados. A guerra civil começa em 12 de abril de 1861, com o ataque do Sul ao Forte Sumter, no porto de Charleston, na Carolina do Sul.

Dentro de dois meses, os estados da Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee aderem à Confederação.

Lincoln vai á guerra para preservar a União. Em 1º de janeiro de 1863, faz a Proclamação de Emancipação libertando os escravos dos estados do Sul para que se juntem às forças do Norte. 

Ao transformar a guerra civil numa luta contra a escravidão, Lincoln evita que países europeus como o Reino Unido e a França, importadores de algodão do Sul para sua indústria nascente, reconheçam a independência da Confederação.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão e a servidão involuntária, a não ser um caso de condenação por crime, é aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 e ratificada até o fim daquele ano.

Com 620 mil mortes, de 360 mil nortistas e 260 mil sulistas, a Guerra da Secessão é a guerra mais sangrenta da história dos EUA.

CONFERÊNCIA DE IALTA

    Em 1945, começa a Conferência de Ialta, um encontro dos três grandes líderes da guerra contra o nazifascismo, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, o ditador da União Soviética, Josef Stalin, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, para discutir o futuro diante da deerrota da Alemanha.

Os líderes dos aliados já haviam decidido dividir a Alemanha. Em Ialta, na Crimeia, até 11 de fevereiro, acertaram que não teriam responsabilidade alguma com os alemães, com a exceção de garantir um mínimo de subsistência, A indústria bélica da Alemanha será eliminada. A Alemanha será desmilitarizada e desnazificada. Os criminosos de guerra serão julgados num tribunal internacional. Uma comissão vai estudar reparações. Stalin promete colocar a URSS na ONU.

NASCE O FACEBOOK

    Em 2004, entra no ar o sítio TheFacebook.com, que se torna a maior rede social do mundo, com cerca de 3 bilhões de usuários em 2021.

O acesso é gratuito. O faturamento vem principalmente dos anúncios. Seu fundador, Mark Zuckerberg, vira um bilionário, um dos homens mais ricos do mundo. O Facebook chega a ter 3 bilhões de usuários em 2021. 

Nos últimos anos, a plataforma tem sido acusada de divulgar notícias falsas e discursos de ódio. Na semana passada, durante depoimento de diretores de redes sociais ao Congresso dos Estados Unidos, Zuckerberg pede desculpas a parentes de menores que se suicidaram pelo assédio sexual sofrido na rede social.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

EUA atacam 85 alvos de milícias xiitas no Iraque e na Síria

 Em resposta à morte de três soldados norte-americanos num ataque a uma base militar na Jordânia no domingo passado, os Estados Unidos bombardearam 85 alvos de 7 locais diferentes ligados à da Guarda Revolucionária Iraniana e a milícias armadas, treinadas e financiadas pelo Irã no Iraque e na Síria com 125 bombas inteligentes, de maior precisão.

O ataque foi realizado por aviões bombardeiros B-1 que saíram dos EUA e voaram diretamente até seus alvos, a 10 mil quilômetros de distância, sendo reabastecidos no ar para mostrar que o país pode bombardear onde qualquer ponto da terra.

Pelo menos 18 milicianos de grupos apoiados pelo Irã morreram na Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. No Iraque, pelo menos 16 pessoas foram mortas.

O Iraque foi avisado com antecedência. Fez um protesto formal, mas dificilmente vai expulsar as forças dos EUA, que voltaram ao país para combater o grupo terrorista Estado Islâmico.

Em Teerã, o presidente Ebrahim Raïsi reafirmou que o Irã não quer a guerra, mas dará uma "resposta forte" a qualquer agressão. Isso indica que deve haver novos ataques a forças norte-americanas, talvez dentro de algum tempo. É provável que haja novos ataques e contra-ataques num futuro próximo.

Para dissuadir novas ações inimigas, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca advertiu que é só o começo.

Na guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o grupo terrorista responsável pelo ataque de 7 de outubro, o Exército de Israel avançou rumo a Rafá, no extremo sul da Faixa de Gaza, para onde fugiu grande parte da população civil palestina.

O total de palestinos mortos na guerra em Gaza subiu para 27.238. Outros 66.452 foram feridos. No ataque terrorista de 7 de outubro a Israel, 1.139 israelenses e estrangeiros foram mortos e cerca de 250 sequestrados. Numa trégua no fim de novembro, 110 reféns foram soltos em troca de 240 presos palestinos.

As negociações para uma trégua e troca de reféns israelenses por presos palestinos foram suspensas por alguns dias para o Hamas consultar o que chama de "forças da resistência". O grupo terrorista exige a libertação de 100 a 150 presos para cada refém israelense e um cessar-fogo definitivo, com o fim da guerra.

Hoje na História do Mundo: 3 de Fevereiro

DIREITO DE VOTO PARA NEGROS

    Em 1870, a 15ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos é ratificada para garantir o direito de voto para todos os homens adultos, independentemente da raça ou cor da pele. Junto com a 13ª e da 14ª Emendas, assegura os direitos civis dos antigos escravos depois da Guerra da Secessão (1861-65).

A 13ª Emenda aboliu a escravatura e a 14ª Emenda, conhecida como a emenda da Reconstrução pós-guerra civil, deu cidadania plena aos afroamericanos. A 15ª Emenda determina que o direito de voto não pode ser negado "com base na raça, cor ou prévia condição de servidão."

As mulheres só conquistam o direito de voto em 1920, com a 19ª Emenda à Constituição dos EUA.

EUA TOMAM ILHAS MARSHALL

    Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos invadem e conquistam as Ilhas Marshall, ocupadas pelo Império do Japão na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O primeiro europeu a avistar as Ilhas Marshall é da frota espanhola de Alonso Salazar, em 1526. As ilhas viram colônia espanhola. O capitão John Charles Marshall chega em 1788. Por volta de 1820, o explorador russo Adam Johann von Krusenstern e o explorador francês Louis Isidore Duperrey passam a chamar o arquipélago de Ilhas Marshall.

As ilhas viram um protetorado alemão. No Tratado de Versalhes (1919), depois da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha renuncia a todas suas possessões no Oceano Pacífico. Em 1920, o Conselho da Liga das Nações entrega as ilhas dominadas pela Alemanha acima da linha do Equador para o Japão.

Na Segunda Guerra Mundial, os EUA invadem e ocupam as Ilhas Marshall.

DOLCE VITA

    Em 1960, a comédia dramática La Dolce Vita, do diretor italiano Federico Fellini, com Marcello Mastroiani e Anita Ekberg, tem sua estréia mundial para se tornar um dos filmes mais importantes da história do cinema.

Mastroiani é um jornalista desiludido que escreve fofocas sobre a vida da alta burguesia, com vergonha da superficialidade do seu trabalho, mas fraco demais para da vida fácil: bebida, mulheres e alegrias fugazes.

Fellini critica o consumismo e a decadência da vida burguesa. A cena inicial mostra uma estátua de Jesus Cristo em Roma misturada com mulheres de biquíni, num contraste da promiscuidade entre o sagrado e o profano. O Vaticano condena o filme.

Numa cena épica, Mastroiani e Ekberg flertam na Fontana di Trevi, um dos lugares mais famosos da capital da Itália.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

EUA impõe sanções a colonos israelenses na Cisjordânia

Numa medida sem precedentes, o presidente Joe Biden impõs sanções a quatro colonos israelenses acusados de violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada. A decisão tenta melhorar a imagem do presidente dos Estados Unidos diante de setores do eleitorado importantes para sua reeleição em 5 de novembro.

O direito internacional proíbe a guerra de conquista e a colonização de territórios ocupados. Há hoje cerca de 700 mil colonos israelenses na Cisjordânia, com amplo apoio do governo Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro de Israel considerou a medida desnecessárias sob o argumento de que os quatro estão sendo processados em Israel e que a maioria dos colonos cumprei a lei.

As colônias ilegais são uma questão central das negociações de paz entre israelenses e palestinos, ao lado da criação do Estado palestino, da segurança de Israel, do status de Jerusalém e do direito de retorno dos palestinos expulsos de suas terras desde a Guerra de Independência de Israel, em 1948.

O primeiro-ministro do Catar anunciou que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), grupo responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro a Israel, aceitou em princípio a proposta de trégua para troca de reféns israelenses em poder dos terroristas por prisioneiros palestinos e o aumento da ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Diante da ameaça de retaliação pela morte de três soldados norte-americanos num bombardeio de uma milícia apoiada pelo Irã, o presidente Ebrahim Raïsi afirmou que o Irã não quer a guerra, mas dará uma "resposta forte" a qualquer ataque. A Guarda Revolucionária Iraniana retirou seus altos comandantes da Síria.

Além de pressionar a milícia responsável a declarar uma trégua, o Irã reduziu o enriquecimento de urânio, reportou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). As duas medidas ajudam a aliviar a tensão com os EUA, mas não devem evitar a retaliação.


A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristlina Giorgieva, alertou que a guerra ameaça a economia mundial.

Hoje na História do Mundo: 2 de Fevereiro

  FIM DA BATALHA DE STALINGRADO

    Em 1943, os últimos soldados da Alemanha Nazista se rendem em Stalingrado, na União Soviética, depois de cinco meses de uma das batalhas decisivas da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e das mais sangrentas da história, com 2 milhões de mortos e feridos.

Nove dias antes do início da guerra, Alemanha e URSS assinam o Pacto Germano-Soviético, um acordo de não agressão que os nazistas precisam para invadir a Polônia e a Europa Ocidental. A URSS ocupa as repúblicas bálticas e o Leste da Polônia.

Depois da tomar a Europa Ocidental e não conseguir invadir o Reino Unido ao perder a Batalha da Inglaterra, uma batalha aérea, em outubro de 1940, a Alemanha invade a URSS em 22 de junho de 1941, no início do verão.

Os alemães atacaram em três frente, no Norte, rumo a Leningrado; no Centro, em direção a Moscou; e no Sul, em direção à Ucrânia e além, chegando a Stalingrado (hoje Volgogrado).

A Batalha de Stalingrado é um momento de virada na guerra. A partir daí, o Exército Vermelho contra-ataca e inicia sua ofensiva rumo a Berlim, que cai em 8 de maio 1945, fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.

CARNICEIRO DE UGANDA

    Em 1971, Idi Amin Dada se declara presidente de Uganda e impõe uma ditadura brutal pelos próximos oito anos.

Idi Amin nasce em 1924 ou 1925 e tem pouca educação formal. Em 1946, ele entra para o exército colonial britânico como auxiliar de cozinheiro. Ele alega ter lutado na Birmânia durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), mas só entrou para o exército depois do fim da guerra. Lutou contra a Revolta dos Mau Mau (1952-56), um episódio trágico da descolonização da África.

Quando Uganda se torna independente, em 1962, Idi Amin se aproxima do primeiro-ministro e presidente Milton Obote. Ele se torna comandante do Exército e da Força Aérea, e dá um golpe em 25 de janeiro de 1971 e impõe uma tirania.

Em 1972, expulsa os asiáticos de Uganda, na maioria indianos, o que tem forte impacto negativo na economia. Muçulmano, hostiliza Israel, se aproxima da Líbia e dos palestinos. Envolve-se diretamente no sequestro de um avião francês desviado para Entebe, em 1976, quando comandos israelenses invadem o país para resgatar os reféns.

Cerca de 300 mil pessoas morrem sob a ditadura de Idi Amin, comparado pelo senador Paulo Brossard ao ditador brasileiro Ernesto Geisel (1974-79) no discurso Carranca não é autoridade.

Em outubro de 1978, Idi Amin ordena um ataque à vizinha Tanzânia. Com o apoio da oposição em Uganda, o Exército da Tanzânia vence a guerra. Quando as forças tanzanianas se aproximam de Kampala, a capital de Uganda, em 11 de abril de 1979, Idi Amin foge para a Líbia e depois para a Arábia Saudita, onde morre em 16 de agosto de 2003.

MORTE DE SID VICIOUS

    Em 1979, o baixista Sid Vicious, da banda Sex Pistols, pioneira do punk rock na Inglaterra, morre em Nova York de dose excessiva de heroína.

John Simon Ritchie nasce em Lewisham, na Inglaterra, em 10 de maio de 1957. Começa a carreira musical em 1976. No ano seguinte, com a saída de Glen Matlock dos Sex Pistols, ele vira baixista da banda, posição que ocupa até o fim da banda, em janeiro de 1978.

Durante sua experiência caótica nos Sex Pistols, Sid conhece Nancy Spungen, que se torna sua namorada e empresária. Os dois têm uma relação destrutiva com uso e abuso de heroína que termina com a morte de Nancy em 12 de outubro de 1978. Ele é preso sob a acusação de assassinato e solto em liberdade condicional.

Sua mãe dá uma festa para festejar a libertação. Ele usa heroína e é encontrado morto no dia seguinte.


LEGALIZAÇÃO DO CNA

    Em 1990, o último presidente branco da África do Sul, Frederik de Klerk, acaba com a proscrição do Congresso Nacional Africano (CNA), o principal partido da maioria negra, abrindo caminho para a libertação de Nelson Mandela em 11 de fevereiro daquele ano.

O CNA nasce em 1912 como Congresso Nacional dos Nativos Sul-Africanos. Em 1923, é rebatizado como Congresso Nacional Africano. Desde os anos 1940, é a ponta de lança da luta da maioria negra contra o regime do apartheid, a política de segregação racial da ditadura da minoria branca.

Sob a inspiração do naturalista norte-americano Henry David Thoreau, do escritor russo Leon Tolstoy e do líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, Mandela defende a luta pacífica. Depois da morte de 69 negros no Massacre de Sharpeville, em 21 de março de 1960, o CNA adere à luta armada e é proscrito.

Comandante do braço armado do CNA, Umkhonto we sizwe (Lança da Nação), Mandela é preso em 1962 e condenado à morte em 1964, pena comutada para prisão perpétua. Depois de 27 anos, sai da prisão para negociar o fim do apartheid e levar a maioria negra ao poder nas primeiras eleições democráticas, em 1994.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Irã promete responder a "toda ameaça" dos EUA

 Num desafio aos Estados Unidos, o Irã declara que não quer a guerra, mas não vai fugir da luta. O presidente Joe Biden avisou que já decidiu como contra-atacar depois da morte de três soldados norte-americanos em ataque na Jordânia no domingo passado e prometeu punir quem armou a milícia responsável pelo bombardeio.

“Ouvimos ameaças de altos funcionários dos EUA de ataques ao Irã. Já nos testaram e nos conhecemos. Não vamos deixar nenhuma ameaça sem resposta. Não queremos a guerra, mas não temos medo dela”, declarou o comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami.

Nem os EUA nem o Irã quer a guerra, mas o risco de acidentes, erros de cálculos e escaladas inesperadas sempre existe.

A estratégia de dissuasão de Washington não funcionou até agora porque as milícias financiadas, treinados e armadas pelo Irã ganham prestígio, apoio político e mais recursos ao enfrentar os EUA. Mas a trégua anunciada pelo grupo iraquiano Kataib Hesbolá (Batalhões do Partido de Deus), acusado pelo Pentágono pelo ataque, indica que sofreu pressões do Irã e do Iraque.

Essas milícias que ameaçam a segurança internacional, grupos armados não estatais, têm alguma autonomia, mas dependem de países para receber armas, dinheiro, cobertura diplomática e proteção.

A melhor maneira de conter o risco de uma grande conflagração no Oriente Médio é acabar com a guerra inicial entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). O líder supremo do Hamas, Ismail Haniya, é esperado no Cairo para acelerar as negociações para um cessar-fogo e a troca de reféns israelenses por presos palestinos, a esperança de início do fim da guerra.

Hoje na História do Mundo: 1º de Fevereiro

DICIONÁRIO DE OXFORD

    Em 1884, o primeiro fascículo do Dicionário Inglês de Oxford (OED), o maior e melhor dicionário da língua inglesa, é publicado. Hoje, contém o significado, a origem, a pronúncia e citações de mais de meio milhão de palavras.

Os planos para produzir um dicionário inglês atualizado e sem erros começam em 1857 na Sociedade Filológica de Londres. A ideia é cobrir toda a linguagem utilizada desde 1150, no período anglo-saxão, em quatro volumes com um total de 6.400 páginas, um projeto a ser realizado em 10 anos.

Na realidade, leva mais do que 40 anos até que o 125º e último fascículo é publicado, em abril de 1928. Enfim, o Dicionário Inglês de Oxford está pronto, com 10 volumes e mais de 400 mil verbetes, Assim que sai, começa a ser atualizado. Hoje tem 20 volumes e está a venda no Brasil.

Desde o ano 2000, a Editora da Universidade de Oxford oferece uma versão on-line.

DANIEL PEARL ASSASSINADO

    Em 2002, meses depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, o jornalista norte-americano Daniel Pearl,  é sequestrado e morto por um grupo terrorista no Paquistão. Semanas depois, os terroristas divulgam um vídeo da execução por degola que choca o mundo.

 Como chefe do escritório do Sudeste Asiático do jornal The Wall Street Journal, Pearl investiga o extremismo muçulmano e o jihadismo. É sequestrado em Karáchi, a maior e mais rica cidade paquistanesa, quando tentava entrevistar um líder religioso muçulmano.

Os sequestradores o acusam de espionagem. Fazem parte do grupo Movimento Nacional para Restaurar a Soberania Paquistanesa. Exigem a libertação de todos os paquistaneses presos por terrorismo. Mandam fotos de Pearl algemado com uma arma na cabeça e esta com o jornal paquistanês Dawn para mostrar que está vivo. 

Em 2002, a Justiça do Paquistão condena o britânico Ahmed Omar Saïd Sheikh pela morte de Pearl. Cinco anos depois, Khaked Sheikh Mohammed, da rede terrorista Al Caeda, considerado um dos idealizadores dos aviões-bomba do 11 de Setembro, assume a responsabilidade pelo assassinato. Afirma ter degolado Daniel Pearl pessoalmente.

ACIDENTE DA COLUMBIA

    Em 2003, a nave ou ônibus espacial Columbia explode ao voltar a Terra no fim da missão a 60 quilômetros de altitude, matando os sete tripulantes.

A Columbia faz em 1981 o primeiro voo do programa de ônibus espaciais da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos). Em 16 de janeiro de 2003, parte para a 28ª missão, dedicada a fazer experiências com microgravidade.

A desintegração da Columbia acontece 22 anos depois da explosão da Challenger pouco depois do lançamento, em 28 de janeiro de 1986. 

A investigação concluiu que um minuto e 21 segundos depois do lançamento um pedaço de espuma isolante soltou-se do tanque de propulsão externo e atingiu a borda da asa esquerda. Pedaços de espuma se soltaram em missões passadas sem problema grave.

Os engenheiros da NASA não pensaram que a espuma tivesse força suficiente para causar dano significativo. A espuma faz um grande buraco nas telhas de isolamento de carbono-carbono reforçado que protegem o nariz do ônibus espacial e as bordas da asa do calor extremo da reentrada atmosférica.

Embora alguns engenheiros quisessem câmeras terrestres para tirar fotos do ônibus orbital para procurar por danos, o pedido não chegou aos funcionários certos.

Durante a reentrada da Columbia na atmosfera, o momento mais crítico dos voos espaciais, gases quentes penetram na seção de azulejos danificados e derretem os principais elementos estruturais da asa, que eventualmente entram colapso.

Os dados do veículo mostram temperaturas crescentes dentro de seções da asa esquerda às 8:52. A tripulação só se dá conta um minuto antes da desintegração da nave.

Em consequência do acidente, os outros ônibus espaciais – Atlantis, Discovery e Endeavour – ficam em Terra até que a NASA e empresas contratadas desenvolvam meios de evitar esses acidentes, inclusive instrumentos para fazer reparos em órbita.

A Discovery volta ao espaço em 26 de julho de 2006. A última missão é realizada pela Atlantis em julho de 2011.

GOLPE EM MIANMAR

        Em 2021, um junta militar toma o poder em Mianmar em golpe contra o governo civil liderado por Aung San Suu Kyu, filha do herói da independência do país, então chamado de Birmânia.

A União da Birmânia se torna independente do Império Britânico em 4 de janeiro de 1948. Os militares assumem o controle do país num golpe militar do general Ne Win em 1962, que impõe um regime socialista.

Em 1988, há uma onda de protestos contra o regime, que em 1989 muda o nome do país, batizado pelo Império Britânico como Birmânia em 1885, para Mianmar. A ditadura convoca eleições em 1990, perde e não entrega o poder à Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1991.

Quando 100 mil pessoas protestam em Rangum, em 2007, o governo mata 31 manifestantes e prende 6 mil. Em 2008, o país é arrasado pelo ciclone Nargis, que mata 134 mil pessoas e deixa 2,4 milhões de desabrigados.

Em novembro de 2010, são realizadas as primeiras eleições em 20 anos. Suu Kyu sai da prisão domiciliar. Em 8 de novembro de 2015, acontecem as primeiras eleições democráticas desde 1990. A LND obtém uma ampla vitória, mas Suu Kyu é impedida de ser presidente por ter sido casa com um britânico.

Em 15 de março de 2016, o parlamento elege Htyn Kiaw como primeiro presidente civil desde 1962. Suu Kyi ocupa o cargo de conselheira do Estado, uma espécie de primeira-ministra. É muito criticada por ficar do lado dos militares durante a perseguição aos muçulmanos da minoria ruainga em 2012 e 2013, quando 140 mil muçulmanos fogem.

Com o golpe de Estado de 2021, Suu Kyi e o então presidente, Win Myint, são presos sob a acusação de fraude eleitoral. Os militares prometem devolver o poder aos civis dentro de um ano, mas estão no poder até hoje. Começa uma guerra civil que ainda não acabou. Mais de 41 mil pessoas morrem no conflito.