sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

El Chapo é apresentado à Justiça dos EUA

O traficante mexicado Joaquín El Chapo Guzmán, chefão do Cartel de Sinaloa,  extraditado ontem de maneira surpreendente pelo governo do México, foi apresentado hoje à Justiça de Nova York, onde vai responder por tráfico internacional de drogas, formação de quadrilha e varios homicídios.

Guzmán escapou de extradição numa prisão anterior, mas uma fuga espetacular em 2015 por um túnel sofisticado longamente construído desmoralizou o governo mexicano.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nigéria e Senegal invadem Gâmbia para depor ditador

Em nome da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental e da União Africana, com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os exércitos da Nigéria e do Senegal invadiram hoje a Gâmbia para depor o ditador Yahya Jammeh e dar posse ao presidento eleito, o empresário Adama Barrow.

O novo presidente tomou posse na embaixada da Gâmbia em Dacar, a capital senegalesa, noticiou a agência Reuters.

Yammeh chegou a reconhecer a derrota na eleição presidencial de 1º de dezembro de 2016. Depois, voltou atrás. Em 18 de janeiro de 2017, o Parlamento prorrogou o mandato de Jammeh. Ele estava no poder desde um golpe de Estado em 1994.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Justiça da Coreia do Sul nega prisão de herdeiro da Samsung

Um tribunal distrital do centro de Seul rejeitou hoje um pedido do Ministério Público da Coreia do Sul, para prender Lee Jae Yong, herdeiro e principal executivo da empresa de eletroeletrônicos Samsung, acusado de pagar propina, mentir sob juramento e apropriação indébita.

Em sua decisão, o juiz disse ter dificuldade em "ver a razão, a necessidade e a adequação de uma prisão nesta etapa". Assim, Lee vai continuar solto durante a investigação.

A Samsung é acusada de pagar 43 bilhões de wons, a moeda sul-coreana, cerca de US$ 36 milhões, dentro do escândalo de corrupção que levou ao pedido de impeachment da presidente Park Geun Hye. Sua amiga e confidente usou a intimidade com a presidente para extorquir dinheiro das grandes empresas sul-coreanas.

Depois da aprovação do impeachment na Assembleia Nacional, no mês passado, o Supremo Tribunal da Coreia do Sul tem seis meses para confirmar ou não o afastamento da presidente.

Parlamento prorroga mandato do presidente da Gâmbia

Em mais um agravante para a crise política no país, que está sob ameaça de intervenção militar dos países da Comunidade Econômica da África Ocidental (ECOWAS), o Parlamento da Gâmbia decretou estado de emergência e aprovou hoje a prorrogação por 90 dias do mandato do presidente Yahya Jammeh, que terminaria amanhã.

As forças de segurança foram orientadas a "manter a paz, a ordem e a segurança totalmente".

Depois de reconhecer a derrota para o empresário Adama Barrow na eleição presidencial de 1º de dezembro de 2016, Jammeh voltou atrás e se nega a deixar o poder, que ocupa desde um golpe militar em 1994.

Até agora, todas as tentativas de mediação fracassaram. A ECOWAS, o bloco regional liderado pela Nigéria. pode intervir na Gâmbia a pedido da União Africana com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Barrow fugiu para o Senegal, onde declarou que pode voltar a qualquer momento para tomar posse.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Divórcio Reino Unido-UE será submetido ao Parlamento Britânico

A primeira-ministra conservadora Theresa May anunciou hoje em discurso a diplomatas estrangeiros na sede do Ministério do Exterior, o rompimento total dos laços entre o Reino Unido e a União Europeia. Ela propôs um acordo de livre comércio com o bloco europeu e prometeu submeter o acordo final ao Parlamento Britânico.

A libra esterlina subiu 2%, depois de cair abaixo de US$ 1,20 nos últimos dias com a expectativa de uma saída dura em que o RU deixe o mercado único europeu, com o qual tem hoje a maior parte de seu comércio exterior.

O mercado aposta assim numa possível reversão do resultado plebiscito de 23 de junho de 2016, quando 52% dos votantes optaram pela saída do Reino Unido da UE.

Para evitar a fragmentação do bloco, os líderes da UE pretendem jogar duro. Se quiser ficar na UE, o RU terá de aceitar a livre circulação de pessoas dos países-membros. Como o controle da imigração foi tema central da campanha vitoriosa no referendo, isso é praticamente impossível.

Sob o argumento de que o centro financeiro de Londres seria abalado, o ministro das Finanças, Philip Hammond, defendeu a permanência no mercado comum. Foi voto vencido. A primeira-ministra rejeitou uma associação parcial em que o país fique "meio dentro, meio fora" do projeto de integração da Europa.

A dívida a ser cobrada do Reino Unido pode chegar de 40 a 60 bilhões de euros. Será um processo longo e doloroso. Na minha opinião, tende a acentuar o declínio e até dividir o país se a Escócia convocar novo plebiscito sobre a independência.

O processo de divórcio deve durar pelo menos dois anos a partir do momento em que a primeira-ministra recorrer ao artigo 50 do Tratado de Lisboa, um dos tratados constitutivos da UE. May deve fazer isso no fim de março.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Libra cai abaixo de US$ 1,20 com expectativa de ruptura Reino Unido-UE

A moeda britânica caiu abaixo de US$ 1,20 hoje diante da expectativa de que a primeira-ministra Theresa May anuncie nesta terça-feira uma ruptura total com a União Europeia e a saída do Reino Unido do mercado único europeu. Depois, subiu um pouco, para US$ 1,2055, mas ainda está no menor nível desde 1985.

Como o controle total da imigração foi um dos temas centrais da campanha pela saída da UE e o mercado único impõe a livre circulação de mercadorias, capital e pessoas, May não tem alternativa e já afirmou que a decisão do plebiscito de 23 de junho de 2016 será mantida.

No pronunciamento de hoje para diplomatas e embaixadores estrangeiros na Lancaster House, sede do Ministério do Exterior, May vai declarar que vai negociar um acordo que não deixe o país "meio dentro, meio fora". Ao mesmo tempo, em tom conciliatória, vai defender a necessidade de "uma parceria positiva e construtiva entre o Reino Unido e a UE."

"Queremos uma parceria entre um Reino Unido global, independente e que se autogoverne e nossos amigos e aliados da UE", diz um trecho do discurso divulgado pelo gabinete da primeira-ministra. "Mas não será com uma associação parcial, como membro associado ou qualquer coisa que nos deixe meio dentro e meio fora."

Trump ataca OTAN e UE em entrevistas a jornais europeus

Em mais um sinal de ruptura com a política externa dos Estados Unidos e a ordem internacional liberal do pós-guerra, o presidente eleito, Donald Trump, declarou em entrevista publicadas domingo na Europa que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é obsoleta e que a União Europeia é um instrumento da Alemanha.

A chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, repudiou as alegações e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, advertiu Trump para os riscos do protecionismo e de ser condescendente com a agressividade da Rússia de Vladimir Putin.

MP da Coreia do Sul pede prisão de herdeiro da Samsung

Como parte do escândalo de corrupção que gerou um processo de impeachment contra a presidente Park Geun Hye, o Ministério Público da Coreia do Sul pediu hoje a prisão do herdeiro e presidente na prática da Samsung, Lee Jae Yong.

Os procuradores especiais encarregados do caso investigam se a Samsung, hoje a maior fibricante de produtos eletroeletrônicos do mundo, pagou propina para obter o apoio do governo para a fusão de duas subsidiárias, em 2015.

Lee Jae Yong é acusado de pagar propina, apropriação indébita e de mentir sob juramento. O pedido de prisão será examinado pela Justiça sul-coreana na quarta-feira. Deve ser seguido de uma denúncia com acusações formais.

Ao admitir que a prisão terá impacto sobre a economia do país, um porta-voz do procurador especial argumentou que "é mais importante obter justiça". A Samsung é responsável por cerca de um terço do valor das ações negociadas na Bolsa de Valores de Seul.

Em sua defesa, a empresa negou "ter feito contribuições para receber favores" e rejeitou "o argumento do procurador especial de que a Samsung fez pedidos indevidos relacionados à fusão de subsidiárias da Samsung."

No mês passado, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou o impeachment da presidente por causa de sua amiga e confidente Choi Soon Sil, acusada de usar a intimidade com Park Geun Hye para tomar dinheiro de grandes empresas sul-coreanas para projetos pessoais. O Supremo Tribunal tem seis meses para confirmar ou não o afastamento da presidente.

A Samsung é suspeita de ter pago suborno no valor de 43 bilhões de wons sul-coreanos, cerca de US$ 36 milhões ou R$ 116 milhões.

"Acreditamos que a propina esteja ligada à presidente", declarou o porta-voz do procurador especial, afirmando ter provas de que Park e a amiga de beneficiaram do dinheiro.

Para a Samsung, maior fabricante mundial de telefones celulares, é mais um golpe. No momento, a empresa tenta se recuperar do abalo sofrido com a retirada de circulação do Galaxy S7, proibido de entrar nos aviões de várias companhias aéreas depois de explosões de bateria capazes de provocar incêndios.

Além de ser o principal executivo e fazer o microgerenciamento da empresa, Lee é o grande estrategista e a imagem pública da companhia. Sua eventual condenação criaria um problema sucessório.

O MP sul-coreano denunciou hoje o presidente do Serviço Nacional de Pensões, Moon Hyung Pyo, acusado de abuso de autoridade e de mentir sob juramento por supostamente ter ordenado que o terceiro maior fundo de pensão do mundo, de US$ 430 bilhões (R$ 1,116 trilhão), aprovasse a fusão. O SNP tem uma participação de 11% na Samsung C&T Corporation e não comentou a denúncia.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Presidente eleito da Gâmbia foge para o Senegal

O empresário Adama Barrow, eleito presidente da Gâmbia, fugiu para o vizinho Senegal, no Leste da África, noticiou hoje a agência Reuters. Depois de reconhecer a derrota, o atual presidente, Yahya Jammeh, voltou atrás e se nega a deixar o poder, que ocupa desde um golpe militar em 22 de julho de 1994.

Ao virar a mesa, o ditador jogou o país numa crise, diminuindo a expectativa de democratização numa região marcada pelo autoritarismo.

Barrow tem o apoio do Ocidente e da União Africana. Ele deveria tomar posse em 19 de janeiro de 2017. Jammeh recorreu ao Supremo Tribunal alegando fraude eleitoral.

Uma missão de mediadores da África Ocidental liderada pelos presidentes da Nigéria, Muhammadu Buhari, e da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, não conseguiu negociar uma solução. O diálogo dentro da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, do inglês) também fracassou.

Se o ditador se negar a deixar o cargo, o grupo deve pedir autorização formal à União Africana e às Nações Unidas para intervir militarmente na Gâmbia, revelou na semana passada o enviado especial da onu para a África Ocidental e o Sahel,.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Forças especiais do Iraque avançam na Universidade de Mossul

Comandos de operações especiais das forças de segurança do Iraque expulsaram hoje os milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante da maior parte do campus da Universidade de Mossul, noticiou a agência Reuters.

Com a cobertura de bombardeios aéreos da coalizão de 65 países liderada pelos Estados Unidos, unidades especiais da polícia e da 9ª Divisão Blindada do Exército do Iraque avançaram pela margem sudeste do Rio Tigre, tomando a região de Yarimja.

O diretor do Serviço Antiterrorismo declarou que as forças governamentais vão logo assumir o controle de toda a margem oriental do rio.

Também hoje, a polícia reassumiu o controle da rodovia Mossul-Kirkuk. Pelo menos 30 civis teriam sido mortos numa tentativa da coalizão aérea liderada por Washington de matar um líder do Estado Islâmico.

Desde o inicio da ofensiva para retomar Mossul, o Exército do Iraque e milícias aliadas enfrentam feroz resistência dos terroristas, que conquistaram a segunda maior cidade iraquiana em 10 de junho de 2014.

Canceroso desafia republicano e elogia plano de saúde de Obama

Durante um debate público no formato de assembleia de cidadãos organizado pela TV americana CNN, um sobrevivente de câncer enfrentou quinta-feira à noite o presidente da Câmara dos Representantes, o deputado ultradireitista Paul Ryan, e elogiou o presidente Barack Obama, afirmando que o programa de cobertura universal de saúde do atual governo salvou sua vida.

O Partido Republicano fez oposição sistemática nos oito anos de governo Obama. Seu programa de saúde foi aprovado nos primeiros anos de governo, quando o Partido Democrata tinha maioria nas duas casas do Congresso. Desde então, os republicanos tentam revogá-lo sem apresentar uma proposta alternativa.

Pelo menos 20 milhões de americanos passaram a ter seguro-saúde com base no programa de saúde que Ryan chamou de "fracassado", informou o boletim de notícias PoliticusUSA. Sem maioria suficiente no Senado para revogar a lei, os republicanos pretendem esvaziar o financiamento do programa.

Jeff Jeans declarou que foi republicano a vida inteira, participou das campanhas presidenciais de Ronald Reagan e George H. W. Bush, o pai, e era contra o programa de saúde de Obama. Aos 49 anos, foi diagnosticado com câncer. Os médicos lhe deram seis semanas de vida.

"Graças à Lei de Cobertura de Saúde Acessível, eu estou vivo hoje aqui", disse Jeans. "Precisei da Lei de Cobertura de Saúde Acessível para comprar meu próprio seguro-saúde. Como vocês pretendem acabar  com a lei sem encontrar uma substituição?"

Visivalmente constrangido, o presidente da Câmara, principal líder do Partido Republicano depois do presidente eleito, Donald Trump, respondeu: "Não vamos fazer isso. Queremos substituí-la por algo melhor. Em primeiro lugar, estou feliz porque você está aqui de pé.

Jeans fez questão de voltar ao microfone para elogiar o programa de cobertura universal de saúde de Obama: "Eu queria agradecer ao presidente Obama do fundo do coração porque eu estaria morto se não fosse ele."