sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Washington Post critica terceiro-mundismo do Brasil

No editorial Um Abraço de Lula, publicado hoje, The Washington Post, o jornal que derrubou o presidente americano Richard Nixon, critica hoje a vinda do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, dizendo que a viagem ao exterior do presidente iraniano, a Gâmbia, Senegal, Brasil, Bolívia e Venezuela, seria patética se não fosse pela escala em Brasília.

O Post afirma que a aproximação a Ahmadinejad, filho da Guarda Revolucionária Iraniana, que se opõe ferozmente à paz com Israel, apoiando grupos radicais como o Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas) e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), desqualifica o Brasil como intermediário das negociações de paz do Oriente Médio.

“Se o Brasil quiser conquistar uma influência global, precisa reforma o terceiro-mundismo anacrônico de sua política externa”, alerta o Post.

Em outras palavras, o lugar do Brasil é ao lado das grandes democracias, como Índia e EUA, e não de Ahmadinejad e do presidente depostos de Honduras, José Manuel Zelaya, que tem grande responsabilidade pela crise política em seu país e não é simplesmente uma vítima.

Irã cassa Prêmio Nobel da Paz 2003

O Comitê do Prêmio Nobel da Paz acusa o Irã de confiscar o prêmio dado em 2003 à advogada e defensora dos direitos humanos iraniana Shrin Ebadi sob a acusação de que ela não pagou impostos sobre o dinheiro recebido.

AIEA critica falta de cooperação do Irã

Com o apoio da China e da Rússia, a Agência Internacional de Energia Atômica aprovou resolução criticando o Irã por não cooperar com as investigações sobre seu programa nuclear, especialmente em relação à instalação secreta descoberta recentemente perto da cidade sagrada de Kom.

Teerã reagiu dizendo que vai se afastar da agência.

Bancos minimizam risco de Dubai

Os bancos de fora da região do Golfo Pérsico minimizaram hoje o risco de exposição à dívida de Dubai, que pode ser um problema apenas local, mas foi um sinal de alerta para um mercado financeiro cada vez mais complacente, na esperança de que o pior tenha passado.

A ameaça de calote da Dubai World daria um prejuizo de US$ 59 bilhões. O total de dívida do emirado é de US$ 80 bilhões. A crise financeira mundial do ano passado já deu prejuízos de US$ 1,8 trilhão.

Ontem, as ações de bancos britânicos perderam US$ 20 bilhões. Há preocupações com o Vietnã e a Grécia.

Fala de Lula afasta Uribe de reunião da Unasul

Nem o presidente Álvaro Uribe, nem o ministro da Defesa, Jaime Bermúdez, nem o ministro do Exterior da Colômbia, Gabriel Silva, vai à reunião de cúpula da União das Nações da América do Sul (Unasul) na próxima semana em Quito, onde o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, promete pedir um plano de paz para a Colômbia não receber soldados dos Estados Unidos em seu território.

Desde que foi confirmado o acordo que abre sete bases militares colombianas para uso pelas Forças Armadas dos EUA, Chávez está em pé de guerra. Tem feito sucessivas provocações à Colômbia. Chegou a convocar o povo e as Forças Armadas venezuelanas a se preparar para uma "possível guerra contra a Colômbia".

Uribe não gostou quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva equiparou Uribe a Chávez, dizendo que eles precisam "entender que a guerra não é construtiva".

"Creio que o companheiro Chávez e o companheiro Uribe tem que entender que a guerra não é construtiva, que a disputa insana não é construtiva", disse o presidente Lula, citado hoje pelo jornal colombiano El Tiempo.

Para Uribe, a declaração não faz sentido porque ele entende que resiste a todas as provocações de Chávez, reagindo com tolerâncias às repetidas agressões verbais do caudilho venezuelano.

Assim, não haveria garantias para um diálogo com "respeito, objetividade e equilíbrio". Por isso, o governo colombiano vai mandar apenas equipes técnicas dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, sem peso político para tomar qualquer decisão importante.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Israel pode libertar Marwan Barghouti

Para libertar o sargento Gilad Shalit, sequestrado há três anos pelo Movimento de Resistência Isltâmica (Hamas), Israel teria concordado em libertar Marwan Barghouti, um dos principais líderes da Fatah, que pode ser candidato à presidência da Autoridade Nacional Palestina, se Mahmoud Abbas desistir do cargo definitivamente.

China faz proposta de corte de emissões

A China propôs hoje medidas para aumentar a eficiência energética sem prejudicar o crescimento econômico do país. A promessa é cortar 40% a 45% da “intensidade das emissões de gás carbônico” até 2020, na comparação com 2005.

Cortar a "intensidade das emissões" significa diminuir a quantidade de carvão ou petróleo queimado para produzir a mesma riqueza. O plano chinês é assim mais de eficiência energética do que de redução das emissões.

Na prática, a China pode aumentar as emissões para manter sua meta de crescimento econômico de 8% ao ano. Não pretende prejudicar seu desenvolvimento econômico. É o que legitima o regime, na verdade, uma ditadura militar do Partido Comunista e do Exército Popular de Libertação.

O primeiro-ministro Wen Jiabao vai à Conferência das Nações Unidos sobre o Clima, em Copenhague, anunciou em Beijim o ministério do Exterior chinês.

Economistas estimam que combate ao aquecimento global deve custar trilhões de dólares.

Moratória de Dubai abala mercados financeiros

O fundo estatal de investimentos Dubai World, do principado árabe de Dubai, um dos sete que formam os Emiradores Árabes Unidos, pediu uma moratória de seis meses no pagamento de suas dívidas de US$ 59 bilhões, a maior desde o colapso da dolarização na Argentina, em 2001.

Outros destaques econômicos do dia:
• A confederação empresarial Business Europe se junta às pressões para que a China valorize sua moeda.

• A França espera crescer 0,3% no último trimestre do ano, fechando 2009 com uma queda no PIB de 2,2%. Para 2010, a expectativa é de expansão de 0,75%.

• O governo britânico vai exigir que os bancos revelem os nomes de todos os funcionários que ganham mais de um milhão de libras por ano. Os bônus deveriam ser pagos com um atraso de três para que se possa avaliar se os investimentos foram corretos.

• O alho bateu o ouro, as ações e os imóveis como ativo que mais se valorizou neste ano na China.

• O Banco de Alimentos de Nova York diz que 3,3 milhões, 40% dos habitantes da cidade, tiveram problemas para comprar comida neste ano. Em Los Angeles, milhares de sem-teto fizeram fila para receberem de graça uma refeição para festejar o Dia Nacional de Ação de Graças.

• O dólar atinge a cotação mais baixa em relação ao iene em 14 anos, abaixo de 87 ienes por dólar
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• A maioria das bolsas da Ásia caiu, com a valorização do iene prejudicando as exportações japonesas.

• Na Europa, foi um dia de queda.

• NY não abriu por causa do feriado do Dia Nacional de Ação de Graças.

Corte Suprema veta volta de Zelaya ao poder

A Corte Suprema de Honduras decidiu na quarta-feira que o presidente José Manuel Zelaya, deposto num golpe de Estado em 28 de junho de 2008, não pode ser reconduzido ao cargo, informou agora há pouco o jornal espanhol El País citando fontes do tribunal.

O governo golpista considerou um "intervencionismo inédito" a proposta do Brasil de adiar as eleições hondurenhas, marcadas para 29 de novembro, por duas semanas, feita em carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

Por um acordo negociado pelo secretário de Estado adjunto para a América Latina, o Congresso deveria decidir sobre a devolução da presidência a Zelaya depois de ouvir a Corte Suprema.

Os ministros do supremo tribunal hondurenho entendem que Zelaya violou a Constituição ao tentar obrigar as Forças Armadas a realizar um plebiscito sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte sem a aprovação do Congresso e a autorização do Judiciário.

Mas o presidente Zelaya foi preso em casa, da madrugada, de pijama, e mandado de avião para a Costa Rica, o que carateriza um golpe de Estado. Por isso, a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou unanimemente o golpe e exige a restituição do poder a Zelaya.

Depois que o presidente deposto voltou clandestinamente ao país e se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, os EUA entraram na jogada. O pressuposto da mediação americana é que os hondurenhos tem de se entender.

Diante do fracasso do acordo, os EUA decidiram aceitar o resultado das eleições de 29 de novembro como a saída mais democrática para a crise hondurenha. A Colômbia, o Panamá e o Peru resolveram acompanhar a posição americana.

O resto do continente, inclusive o Brasil, negam legitimidade às eleições e não pretendem reconhecer o governo eleito.

Tribunal do Camboja pede 40 anos para Duch

A promotoria do Tribunal das Nações Unidas para o Genocídio no Camboja pediu ontem uma pena de 40 anos de prisão para Kaing Uek Eav, mais conhecido como o Camarada Duch (pronuncia-se Dóic).

Duch era o torturador-chefe da notória prisão S-21, em Phnom Penh um dos principais centros de detenção, tortura e extermínio do regime do Khmer Vermelho. É acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A ditadura de Pol Pot é responsável pela morte de 2 milhões de pessoas no pior genocídio depois da Segunda Guerra Mundial.

Tomou o poder em 16 de abril de 1975, duas semanas antes da queda de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã. Foi derrubada por uma invasão vietnamita em 9 de janeiro de 1979, fim de um reino de terror registrado no filme Gritos do Silêncio.

Na sua declaração final, Duch, hoje com 67 anos, voltou a pedir desculpas, adotou um tom conciliatório, disse que sofria um "remorso excruciante" e pediu para ser visto como um ser humano. Pelo menos 14 mil pessoas foram mortas sob seu comando.

O procurador William Smith não se comoveu com a autovitimização do carrasco: "Duch não era uma vítima do sistema mas um agente leal e devotado. Um homem às vezes precisa parar de responder a seus superiores para responder à sua consciência. O réu renunciou à sua consciência, a todos os seus deveres com os seus semelhantes enquanto seres humanos."

EUA propõem meta de corte de gases

Pela primeira vez, os Estados Unidos apresentaram uma proposta de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa, aumentando a temperatura da Terra.

O presidente Barack Obama vai à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a ser realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro, com o objetivo de negociar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto.

A Casa Branca revelou ontem que ele vai levar uma proposta de corte de 17% até 2020 e de 83% até 2050 em relação às emissões de gases-estufa de 2005.

Pelo Protocolo de Quioto, nunca foi aprovado pelos EUA, os americanos teriam de fazer um corte de 5,2% em relação às emissões de 1990.

A atual meta é de cerca de 3% das emissões de 1990. Ainda está abaixo da exigência de Quioto. Mas é a primeira vez que o país, que era o maior poluidor mundial e recentemente foi ultrapassado pela China, se compromete em reduzir suas emissões.

Em entrevista na Alemanha, o secretário-geral da Conferência do Clima, Yvo de Boer, saudou a participação do presidente dos EUA afirmando que, "em Copenhague, não há plano B. Só existe Plano A e é A de ação imediata".

Bancos londrinos terão de revelar salários milionários

Os grandes bancos do centro financeiro de Londres terão de revelar a lista dos funcionários que recebem mais de um milhão de libras por ano, cerca de R$ 2,85 milhões.

A proposta é de Sir David Walker, uma das autoridades bancárias da City, revelou o Financial Times.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Renda, consumo e venda de casas sobem nos EUA

A renda pessoal dos americanos cresceu 0,2% em outubro e o consumo nos Estados Unidos, 0,7%.

A venda de casas novas subiu 6,2% em outubro nos EUA, projetando vendas anuais de 430 mil unidades habitacionais, o ritmo mais forte em dois anos. O preço médio caiu 0,2%, ficando em US$ 202 mil.

Com incentivos oficiais, os americanos aproveitaram para comprar a casa própria. O estoque de casas a venda caiu de 250 para 239 mil, o que supriria a demanda de pouco mais de seis meses e meio. Os novos pedidos de hipotecas caíram 5% e de refinanciamentos em 9%.

Mas as encomendas de bens duráveis (mais de 3 anos) caíram 0,6%, também em outubro, e o crédito para consumo nos EUA caiu 7,2% em setembro na comparação anual.

Exportações do Japão crescem 2,5%

As exportações do Japão cresceram 2,5% em outubro, mas registram queda de 23,2% nos últimos 12 meses.

O saldo comercial de US$ 9,1 bilhões foi o maior desde março de 2008.

Desemprego de jovens negros chega a 34,5%

O desemprego de jovens negros de 16 a 24 anos nos Estados Unidos atingiu níveis da Grande Depressão (1929-39), chegando a 34,5%, mais de três vezes acima da taxa para o país como um todo, que está em 10,2%.

EUA e Índia consolidam aliança estratégica

Depois de ouvir vários nãos na visita à China na semana passada, o presidente Barack Obama recebeu ontem na Casa Branca o primeiro-ministro Manmohan Singh para consolidar a parceria estratégica entre os Estados Unidos e a Índia, as duas maiores democracias do mundo. É a primeira visita de Estado nos EUA do governo Obama.

Preocupado com a aproximação entre a China e os EUA, Singh levou apoio à guerra no Afeganistão e às propostas de total desarmamento nuclear do presidente americano.

A relação com a Índia é um eixo importante da política externa americana. O país é um rival da China, com quem a Índia travou uma guerra de fronteiras em 1962 e inevitavelmente terá uma concorrência geoestratégica, na medida em que são as duas superpotências em ascensão no século 21.

Ritmo de transmissão da aids diminui

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) ainda infecta 7,4 mil pessoas por dia, sendo 1,2 mil crianças, mas o número de novas contaminações caiu 17% nos últimos oito anos, informaram a UNAIDS, agência de combate à aids das Nações Unidas, e a Organização Mundial da Saúde.

O total de casos novos caiu 25% no Leste da Ásia, 15% na África subsaariana e 10% no Sul e no Sudeste da Ásia, mas aumentou 13% na América Latina.

Em 2007, havia 33 milhões de infectados pelo HIV; hoje, são 33,4 milhões. As mortes também diminuíram por causa do sucesso de tratamentos com um coquetel de medicamentos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Irã admite enriquecer urânio no exterior

O Ministério do Exterior do Irã pediu hoje garantias para mandar urânio para enriquecimento no exterior. A proposta foi feita pelas cinco potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a própria ONU, a Alemanha e a União Europeia para acabar com as suspeitas de que o programa nuclear iraniano esteja desenvolvendo armas nucleares.

Na semana passada, o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, declarou que todo o processo de enriquecimento seria feito no país. Isso foi interpretado como uma recusa da proposta de negociação.

Hoje, em entrevista em Teerã, um porta-voz iraniano pediu "100 por cento de garantias" de que, se o país enviar ao exterior urânio enriquecido a um teor de 3,5%, receberá de volta urânio enriquecido a 20% para pesquisas médicas num reator nuclear.

Para se tornar carga de armas atômicas, o urânio precisa ser enriquecido a teores acima de 90%.

EUA cresceram menos do que estimado

O segundo cálculo do produto interno bruto dos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2009 confirma que o país saiu da pior recessão desde os anos 30, mas num ritmo de crescimento menor. Em vez de 3,5%, a expansão foi de 2,8% por causa das importações e do consumo fraco.

Na primeira estimativa, o consumo tinha crescido 3,4%. Agora, essa número foi revisado para 2,9%.

Hoje, o índice de confiança do consumidor calculado pelo Conference Board aponta para o fortalecimento.

Nesta quinta-feira, Dia Nacional de Ação de Graças, começa a temporada de compras dos americanos, que vai até o Natal. Será um bom termômetro da recuperação econômica.

O PIB é a soma de todas as riquezas que o país produz menos as importações.

Regime iraniano parte para a 'guerra suave'

Depois de esmagar os protestos da oposição contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o regime fundamentalista do Irã lançou o que chama de uma guerra suave, difusa, revela hoje The New York Times.

As novas frentes de luta são os meios de comunicação e as escolas.

O ensino fundamental do país está sendo infiltrado pela milícia Bassij, um braço paralelo da Guarda Revolucionária Iraniana, usado no combate à oposição depois da eleição presidencial de 12 de junho de 2009.

A Guarda já é quem mais manda no país, superando os aiatolás. Uma nova unidade acaba de ser criada para policiar a Internet. E naturalmente a Guarda Revolucionária está em todos os negócios na área de telecomunicações, de linhas fixas a celulares e Internet banda-larga.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pena de morte é arma contra oposição no Irã

Uma onda de prisões e de sentenças de morte leva grupos de defesa dos direitos humanos a concluir que o regime fundamentalista do Irã está usando a pena capital como instrumento de luta contra a oposição, revela hoje o jornal The New York Times.

Desde a posse do presidente Mahmoud Ahmadinejad para um segundo mandato, em agosto, pelo 115 pessoas foram executadas na república islâmica.

Crescimento chinês está voltando aos dois dígitos

O crescimento da China deve chegar a 10% ao ano no último trimestre de 2009 e passar de 10% no primeiro de 2010, prevê o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento do Conselho de Estado.

Outros destaques econômicos:
• A atividade privada na zona do euro teve em novembro a expansão mais forte em dois anos.

• Os países desenvolvidos saíram da recessão no terceiro trimestre, confirma a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

• A venda de imóveis residenciais usados subiu 10,1% em outubro nos Estados Unidos, na maior alta desde fevereiro de 2007, projetando um ritmo anual de 6,1 milhões de negócios. O preço médio caiu 7,1% em um ano para US$ 173,1 mil.

• O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, adverte que a economia mundial continua altamente vulnerável e apoia a manutenção dos planos de estímulo.

• No mesmo evento, a conferência da Confederação da Indústria Britânica (CBI, do inglês).

• O diretor regional do banco central dos EUA em Chicago prevê que o desemprego no país chegue a um pico de 10,5% no primeiro semestre do próximo ano e caia para 9,5% no fim de 2010.

• O mercado espera um aumento de vendas nos EUA na temporada de compras que começa nesta quinta-feira, com o Dia Nacional de Ação de Graças.

• A maioria das bolsas da Ásia e da Europa subiu.

• Com a queda do dólar, a onça do ouro chegou à cotação internacional recorde de US$ 1.174.

Conferência de Copenhague terá 65 líderes

Os chefes de Estado ou de governo de 65 países, entre eles do Brasil, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Austrália, confirmaram presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a ser realizada de 7 a 8 de dezembro em Copenhague, anunciou neste fim de semana o governo da Dinamarca.

Cerca de 180 países são esperados na Conferência de Copenhague, que deveria negociar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas os presidentes da China e dos Estados Unidos, e o primeiro-ministro da Índia, não decidiram se vão.

Esse protocolo adicional à Convenção sobre o Clima, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, estabeleceu em 1997 que 37 países ricos deveriam reduzir suas emissões dos gases que agravam o efeito estufa, na média em 5% abaixo dos níveis de 1990. Os EUA nunca aderiram.

Para substituir Quioto, os países-membros da ONU precisam chegar a um acordo para reduzir as emissões, com metas claramente definidas, e financiar as mudanças necessárias, especialmente em grandes países em desenvolvimento como a China, que já é o maior poluidor mundial, e a Índia.

A União Europeia estima que serão necessário US$ 150 bilhões para ajudar os países em desenvolvimento a também reduzirem suas emissões de gases carbônicos, como os resultantes da queima de carvão e petróleo.

FT: Ahmadinejad testa diplomacia brasileira

Ao receber o presidente do Irã no momento em que cresce a importância internacional do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva legitima Mahmoud Ahmadinejad, um fundamentalista muçulmano linha-dura que nega o direito de existência de Israel, estaria desenvolvendo armas atômicas e foi reeleito numa fraude em 12 de junho passado.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil alega que a melhor maneira de resolver os problemas da sociedade internacional é através do engajamento político e do diálogo. Mas isso não livra o país de críticas por receber o ditador iraniano.

"É a primeira vez na História da América Latina que um governo islâmico entra no quintal dos Estados Unidos", foi a frase infeliz de um assessor do presidente do Irã citada no Financial Times A visão da América Latina como um quintal dos EUA certamente não agrada a governos e povos da região.

Para o embaixador no Brasil, Mohsen Shatterzadeh, "a morte do unilateralismo criou oportunidades para o surgimento de novas potências no Ocidente e no Oriente que podem desafiar a dominação das potências ocidentais".

O vice-presidente do Conselho das Américas, Eric Farnsworth, observou que "a crescente influência internacional do Brasil significa que os líderes que o presidente do Brasil recebe ganham mais credibilidade e legitimidade".

Isso levou o presidente do Congresso Mundial Judaico, Ronald Lauder, a advertir: "O Brasil não pode ser um ator global e esperar que a recepção a Ahmadinejad passe despercebida. Todo o mundo está vendo e nada será posivito".

Antes de embarcar, Ahmadinejad declarou que "o Irã, o Brasil, a Venezuela podem ter um papel determinante no planejamento, no estabelecimento e na regulamentação de uma nova ordem mundial".

Ahmadinejad tem fraca legitimidade interna por causa da fraude eleitoral e está isolado pela Europa, os EUA e diversos países árabes e muculmanos que discordam do fundamentalismo xiita da república islâmica.

domingo, 22 de novembro de 2009

Ex-vice-presidente é condenado no Irã

O político reformista do Irã Mohammed Ali Abtahi, que foi vice-presidente de Mohammed Khatami, foi sentenciado a seis anos de prisão por causa dos protestos contra a reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Amhadinejad, mas pagou fiança equivalente a US$ 700 mil e vai aguardar o recurso em liberdade.

Abtahi, preso durante as semanas de protestos violentos que se seguiram à eleição presidencial, foi condenado por propaganda antigovernamental e agir contra o interesse nacional.

Irã treina defesa de instalações nucleares

As Forças Armadas do Irã realizam neste domingo um treinamento militar para defender suas instalações nucleares contra um possível ataque dos Estados Unidos ou de Israel, no momento em que as negociações sobre seu programa nuclear, suspeito de desenvolver armas atômicas, estão empacadas.

Isolado internacionalmente, o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad chega ao Brasil nesta segunda-feira em busca de apoio político. Será o primeiro país democrático a recebê-lo desde sua reeleição numa gigantesca fraude em 12 de junho de 2009.

Quatro americanos tem gripe suína resistente

Quatro americanos do estado da Carolina do Norte pegaram uma variação do vírus H1N1 resistente ao Tamiflu, o antibiótico mais usado no mundo inteiro para combater a gripe suína eou gripe A. Três morreram.

Todos os quatro estavam gravemente enfermos na unidade de câncer de um hospital da cidade de Duke e devem ter pego a doença no hospital.

sábado, 21 de novembro de 2009

Chávez defende o terrorista Carlos, o Chacal

Em uma reunião de partidos socialistas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu o terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal. Para Chávez, Carlos não é um terrorista, mas um importante "combatente revolucionário".

O Chacal ganhou esse apelido nos anos 70, quando organizou ataques a bomba, atentados e sequestros. Ele foi preso em 1994 no Sudão e foi deportado para a França, onde foi condenado a prisão perpétua pelo assassinato, em 1975, de dois agentes secretos franceses e um suposto informante.

Além do Chacal, Chávez elogiou ditadores sanguinários como Idi Amin, responsável por cerca de 300 mil mortes em Uganda; Robert Mugabe, que transformou o Zimbábue de celeiro da África em um Estado em colapso, e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que chega segunda-feira ao Brasil, depois de ser reeleito fraudulentamente em 12 de junho de 2009 e usar a Guarda Revolucionária para acabar com os protestos da oposição.

Democratas tem votos para reformar a saúde

Mais dois senadores democratas decidiram votar a favor da reforma do sistema da saúde dos Estados Unidos proposta pelo presidente Barack Obama. O projeto em discussão no Senado estende o seguro-saúde para 39 milhões de americanos que hoje não tem cobertura, a um custo de US$ 848 bilhões.

A bancada democrata unida tem 60 votos, o número necessário para derrubar qualquer tentativa de obstrução da oposição republicana. Vencido esse obstáculo, a matéria vai agora para debate e votação no plenário.

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, espera aprovar a reforma antes do Natal.

Chávez considera destruir pontes rotina

Ao justificar a destruição de duas pontes de pedestres na fronteira com a Colômbia, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a descreveu como "uma operação de rotina" para impedir a ação de contrabandistas, traficantes e paramilitares que atuariam na região.

"Não eram pontes. Eram passarelas artesanais ilegais", justificou o caudilho venezuelano.

Chávez chamou de "cínica" a iniciativa do governo colombiano de denunciar o fato à Organização dos Estados Americanos, alegando que não eram pontes como a Golden Gate, em São Francisco da Califórnia, e a do Brooklyn, em Nova York.

Com sua necessidade constante de arrumar inimigos externos para aplacar a oposição interna, o líder da chamada "revolução bolivarista" voltou a acusar "o império yankee de estar preparando uma guerra na América Latina. Estão inventendo uma guerra na América do Sul assim como inventaram uma guerra no Iraque. E digo com grande dor que a plataforma contra a agressão à Venezuela é a Colômbia".

No seu discurso confuso, paranoico e apocalíptico, concluiu dizendo que nem a Colômbia nem a Venezuela podem evitar esta guerra, que só depende dos EUA.

Equatoriano ajudou Colômbia a matar Reyes

Um espião equatoriano ajudou a Colômbia a matar, em 1º de março de 2008, no Equador, o subcomandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes, admitiu o governo equatoriano, que suspeita da participação de seus membros de seus próprios serviços secretos.

"Não sabíamos e graças a uma investigação jornalística agora sabemos", declarou ontem o ministro da Segurança Pública do Equador, Miguel Carvajal.

O jornal El Universal revelou que o espião teria se infiltrado no acampamento das FARC no Equador pelos serviços secretos colombiano e equatoriano, sugerindo que haveria uma colaboração entre os dois no combate à guerrilha colombiana.

Por outro lado, o presidente do Equador, Rafael Correa, é um aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Com base em documentos encontrados em computadores apreendidos no acampamento onde Reyes foi morto, Chávez e Correa foram acusados de apoiar as FARC.

Venezuela vai pedir plano de paz para a Colômbia

Na sua obsessão de impedir o uso de sete bases militares colombianas pelos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que pretende usar a próxima reunião ministerial da União das Nações da América do Sul (Unasul) para "pedir um plano de paz à Colômbia".

"Vamos exigir que a América do Sul faça um plano de paz para a Colômbia para que se acabem os motivos e as causas pelas quais pretendem e vão instalar bases estadunidenses nesse país, declarou Maduro à Rádio Nacional da Venezuela.

"Também vamos discutir o narcotráfico", acrescentou o chanceler venezuelano. "A Colômbia é o maior produtor e exportador do continente

O governo Chávez vê na presença militar americana uma ameaça para sua "revolução bolivarista", que não vai bem.

Neste momento em que a maioria dos países está saindo da recessão mundial, o produto interno bruto da Venezuela encolheu 4,5% no terceiro trimestre. Depois de uma queda de 2,5% no segundo trimestre, o país está tecnicamente em recessão.

Indignado, Chávez quer mudar a fórmula de cálculo do PIB alegando que serviços de saúde gratuitos e outros benefícios de suas políticas não entram no cálculo.

Mas a realidade é que a economia da Venezuela encolheu com a queda nos preços do petróleo decorrente da crise internacional e por causa do socialismo à la carte de Chávez, que estatiza setores por impulsos do caudilho venezuelano e não tem regras estáveis, criando insegurança jurídica e espantando investimentos.

Numa reunião de 150 partidos esquerdistas de 40 países organizada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, a senadora colombiana Piedad Córdoba defendeu a resistência chavista à instalação de bases militares em seu país.

Ahmadinejad justifica declarações sobre o Holocausto

Em entrevista a William Waack que vai ao ar agora no Jornal da Globo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não negou o massacre de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, mas disse que "o Holocausto aconteceu na Europa" e "o povo palestino não tem nada a ver com isso". Ahmadinejad chega na segunda-feira ao Brasil, onde deve ser alvo de protestos.

Além de negar o Holocausto em declarações passadas e de ameaçar "varrer Israel do mapa", como líder do regime fundamentalista iraniano Ahmadinejad também persegue homossexuais. Na entrevista à TV Globo, declarou que "o homossexualismo não é normal", é "uma ameaça à sobrevivência da humanidade".

A visita do presidente iraniano ao Brasil, no momento em que o Irã rejeita mais um apelo das Nações Unidas, dos Estados Unidos, da Rússia, da Alemanha, da França, do Reino Unido e da União Europeia para enviar urânio para enriquecimento no exterior, foi duramente criticada pelo Wall Street Journal, o jornal mais vendido nos EUA (2 milhões de cópias por dia).

Na medida em que o Brasil se afirma como uma grande potência no cenário internacional, diz o Journal, poderia ser um aliado natural dos EUA em várias áreas, como energia, democracia, direitos humanos, economia e até mesmo para pressionar a China a valorizar o iuã.

Com o apoio a ditadores como Ahmadinejad, reeleito numa fraude evidente, e o refúgio concedido ao presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, diz o Journal que o país teria deixado de ser considerado um parceiro confiável.

Para um deputado democrata dos EUA, o Brasil está legitimando um ditador que fraudou eleições e botou a Guarda Revolucionárias e a milícia Bassij para bater, matar e prender manifestantes que rejeitaram o resultado oficial.