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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

 TRATADO DE MADRI

    Em 1526, o imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico (Carlos I na Espanha) e o rei Francisco I, da França, capturado na Batalha de Pávia, em 24 de fevereiro de 1525, assinam o Tratado de Madri. Carlos V (imagem) mantém Francisco I prisioneiro até a conclusão do tratado, em que a França abre mão de reivindicações sobre territórios na Itália, abrindo caminho para o Império dos Habsburgo.

No fim de 1524, Francisco I invade a Lombardia e ocupa Milão. Então, cerca Pávia, que fica 40 quilômetros ao sul. Carlos V manda um exército para romper o cerco. O exército francês, de 28 mil homens, é aniquilado e Francisco I é capturado e enviado para Madri. Só volta à França após ceder às ambições de Carlos V.

Rei e imperador, Carlos V é o homem mais poderoso da Europa na época. Sonha com uma "monarquia universal". Além de seu império na América, a Espanha tem um império europeu, no que hoje é Bélgica e Países Baixos, no Sacro Império e em algumas cidades da Itália. Na Guerra dos Trinta Anos (1618-48), a Espanha perde seu império europeu e a França se torna a maior potência do continente.

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na Índia e na América do Norte, menos no que hoje é a província do Quebec, no Canadá. Essa guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome e resultam na revolução.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está em choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

DIANA ROSS AND THE SUPREMES

    Em 1970, a cantora e atriz Diana Ross fez o último show com o grupo The Supremes antes de partir para uma carreira solo.

A cantora e atriz Diana Ross nasce em Detroit, no estado de Michigan, em 26 de março de 1944, e começa sua carreira em 1959, que forma um grupo de pop e soul com amigas da vizinhança chamado de Primettes.

No ano seguinte, o grupo é rebatizado The Supremes depois de assinar um contrato com a gravadora Motown. Em 1967, o grupo muda de nome outra vez, para Diana Ross & The Supremes.


REVOLUÇÃO DE JASMIM

    Em 2011, depois de dias de manifestações de protestos contra a miséria, a fome e a repressão política, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali renuncia à Presidência da Tunísia na Revolução de Jasmin, a primeira da Primavera Árabe.

Mohamed Bouazizi é um engenheiro desempregado que vende frutas e verduras nas ruas da cidade de Sidi Bouzid para sobreviver. Ganha em média US$ 75 por mês. 

Em 17 de dezembro de 2010, uma fiscal apreende suas mercadorias e balança, lhe dá um tapa no rosto e rasga uma cópia da lei que autoriza o trabalho de ambulante que Bouazizi levava consigo. Ele vai para a frente da prefeitura da cidade e se autoimola. Toca fogo na roupa.

Ben Ali vai visitá-lo no hospital, mas piora ainda mais a situação. Quando Bouazizi morre, 18 dias depois, em 4 de janeiro de 2011, a revolta popular explode. Mais de 5 mil pessoas participam do funeral. Ele deixa uma mensagem para a mãe pedindo desculpas por ter perdido a esperança.

A reação da ditadura é brutal. Dezenas de pessoas morrem. Ben Ali lamenta as mortes, promete baixar os preços dos alimentos e reduzir as restrições ao uso da Internet. Em 14 de janeiro, Ben Ali decreta estado de emergência, dissolve o Parlamento e convoca eleições, mas os manifestantes não cedem. Ele renuncia, depois de ficar 23 anos no poder, e foge para a Arábia Saudita, onde morre em 19 de setembro de 2019.

A Tunísia é o único país onde a Primavera Árabe leva à democracia, mas não dura muito. O presidente Kaïs Saïed, que chega ao poder em 23 de outubro de 2019, dissolve o Parlamento em 25 de julho de 2021 e assume poderes ditatoriais.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

TRATADO DE MADRI

    Em 1526, o imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico (Carlos I na Espanha) e o rei Francisco I, da França, capturado na Batalha de Pávia, em 24 de fevereiro de 1525, assinam o Tratado de Madri. Carlos V (imagem) mantém Francisco I prisioneiro até a conclusão do tratado, em que a França abre mão de reivindicações sobre territórios na Itália, abrindo caminho para o Império dos Habsburgo.

No fim de 1524, Francisco I invade a Lombardia e ocupa Milão. Então, cerca Pávia, que fica 40 quilômetros ao sul. Carlos V manda um exército para romper o cerco. O exército francês, de 28 mil homens, é aniquilado e Francisco I é capturado e enviado para Madri. Só volta à França após ceder às ambições de Carlos V.

Rei e imperador, Carlos V é o homem mais poderoso da Europa na época. Sonha com uma "monarquia universal". Além de seu império na América, a Espanha tem um império europeu, no que hoje é Bélgica e Países Baixos, no Sacro Império e em algumas cidades da Itália. Na Guerra dos Trinta Anos (1618-48), a Espanha perde seu império europeu e a França se torna a maior potência do continente.

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na Índia e na América do Norte, menos no que hoje é a província do Quebec, no Canadá. Essa guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome e resultam na revolução.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está em choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

DIANA ROSS AND THE SUPREMES

    Em 1970, a cantora e atriz Diana Ross fez o último show com o grupo The Supremes antes de partir para uma carreira solo.

A cantora e atriz Diana Ross nasce em Detroit, no estado de Michigan, em 26 de março de 1944, e começa sua carreira em 1959, que forma um grupo de pop e soul com amigas da vizinhança chamado de Primettes.

No ano seguinte, o grupo é rebatizado The Supremes depois de assinar um contrato com a gravadora Motown. Em 1967, o grupo muda de nome outra vez, para Diana Ross & The Supremes.


REVOLUÇÃO DE JASMIM

    Em 2011, depois de dias de manifestações de protestos contra a miséria, a fome e a repressão política, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali renuncia à Presidência da Tunísia na Revolução de Jasmin, a primeira da Primavera Árabe.

Mohamed Bouazizi é um engenheiro desempregado que vende frutas e verduras nas ruas da cidade de Sidi Bouzid para sobreviver. Ganha em média US$ 75 por mês. 

Em 17 de dezembro de 2010, uma fiscal apreende suas mercadorias e balança, lhe dá um tapa no rosto e rasga uma cópia da lei que autoriza o trabalho de ambulante que Bouazizi levava consigo. Ele vai para a frente da prefeitura da cidade e se autoimola. Toca fogo na roupa.

Ben Ali vai visitá-lo no hospital, mas não piora ainda mais a situação. Quando Bouazizi morre, 18 dias depois, em 4 de janeiro de 2011, a revolta popular explode. Mais de 5 mil pessoas participam do funeral. Ele deixa uma mensagem para a mãe pedindo desculpas por ter perdido a esperança.

A reação da ditadura é brutal. Dezenas de pessoas morrem. Ben Ali lamenta as mortes, promete baixar os preços dos alimentos e reduzir as restrições ao uso da Internet. Em 14 de janeiro, Ben Ali decreta estado de emergência, dissolve o Parlamento e convoca eleições, mas os manifestantes não cedem. Ele renuncia, depois de ficar 23 anos no poder, e foge para a Arábia Saudita, onde morre em 19 de setembro de 2019.

A Tunísia é o único país onde a Primavera Árabe leva à democracia, mas não dura muito. O presidente Kaïs Saïed, que chega ao poder em 23 de outubro de 2019, dissolve o Parlamento em 25 de julho de 2021 e assume poderes ditatoriais.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

  INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na Índia e na América do Norte, menos no que hoje é a província do Quebec, no Canadá. Esta guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está em choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

REVOLUÇÃO DE JASMIM

    Em 2011, depois de dias de manifestações de protestos contra a miséria, a fome e a repressão política, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali renuncia à Presidência da Tunísia na Revolução de Jasmin, a primeira da Primavera Árabe.

Mohamed Bouazizi é um engenheiro desempregado que vende frutas e verduras nas ruas da cidade de Sidi Bouzid para sobreviver. Ganha em média US$ 75 por mês. 

Em 17 de dezembro de 2010, uma fiscal apreende suas mercadorias e balança, lhe dá um tapa no rosto e rasga uma cópia da lei que autoriza o trabalho de ambulante que Bouazizi levava consigo. Ele vai para a frente da prefeitura da cidade e se autoimola. Toca fogo na roupa.

Ben Ali vai visitá-lo no hospital, mas não piora ainda mais a situação. Quando Bouazizi morre, 18 dias depois, em 4 de janeiro de 2011, a revolta popular explode. Mais de 5 mil pessoas participam do funeral. Ele deixa uma mensagem para a mãe pedindo desculpas por ter perdido a esperança.

A reação da ditadura é brutal. Dezenas de pessoas morrem. Ben Ali lamenta as mortes, promete baixar os preços dos alimentos e reduzir as restrições ao uso da Internet. Em 14 de janeiro, Ben Ali decreta estado de emergência, dissolve o Parlamento e convoca eleições, mas os manifestantes não cedem e ele renuncia, depois de ficar 23 anos no poder, e foge para a Arábia Saudita, onde morre em 19 de setembro de 2019.

A Tunísia é o único país onde a Primavera Árabe leva à democracia, mas não dura muito. O presidente Kaïs Saïed, que chega ao poder em 23 de outubro de 2019, dissolve o Parlamento em 25 de julho de 2021 e assume poderes ditatoriais.

domingo, 13 de outubro de 2019

Professor de direito constitucional vence eleição presidencial na Tunísia

Com mais de 70% dos votos, o professor universitário Kaïs Saïed, um conservador religioso moderado, foi eleito hoje presidente da Tunísia. Venceu no segundo turno o empresário Nabil Karoui, acusado de corrupção, que saiu da cadeia na última quarta-feira, noticiou o jornal francês Le Monde.

A Tunísia é o único país onde a chamada Primavera Árabe democratizou o país, mas todos os partidos políticos tradicionais, laicos ou muçulmanos, foram eliminados no primeiro turno. Duas pesquisas de boca de urna dão 72,5% e 76,9% dos votos ao vencedor.

Para surpresa geral, de um total de 26 candidatos, dois críticos do sistema passaram para o segundo turno, refletindo o descontentamento do eleitorado com a corrupção e a estagnação econômica, razões da revolta que resultou na queda do ditador Zine al-Abidine ben Ali, recentemente falecido.

Ben Ali estava no poder desde 1987. Foi o primeiro ditador a cair na Primavera Árabe, em 14 de janeiro de 2011.

A morte, em julho, do primeiro presidente da Tunísia eleito democraticamente pelo voto direto, secreto e universal, Béji Caïd Essebi, antecipou a eleição. Na sexta-feira à noite, nas últimas horas da campanha, os dois candidatos se enfrentam num debate na televisão sem precedentes na história do país.

Apenas 48 horas depois de sair da prisão, Karoui, mais pragmático, estava hesitante e impreciso. Magnata da mídia e da propaganda, chamado de Berlusconi tunisiano, prometeu ao mesmo tempo liberalismo econômico e combate à pobreza.

Saïed foi duro e intransigente. Prometeu mudar o sistema para dar "o poder ao povo" dentro do primado do direito. "Depois deste debate, até Karoui vai votar em Saïed", ironizaram internautas.

O professor conquistou 18,4% dos votos no primeiro turno. Vários partidos pediram voto nele, inclusive o islamista Nahda, o mais votado nas eleições parlamentares deste mês, elegendo 52 dos 217 deputados da Assembleia Nacional. Conservador e religioso, Saïed defende a descentralização administrativa e uma política externa independente e soberanista.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Candidatos independentes vão para o segundo turno na Tunísia

Dois candidatos "antissistema", o professor universitário independente Kaïs Saïed e o empresário e publicitário preso Nabil Karoui devem disputar o segundo turno da eleição para presidente da Tunísia. De acordo com pesquisas de boca de urna de institutos locais, eles foram os mais votados no primeiro turno, realizado ontem, noticiou o jornal francês Le Monde.

Sete milhões de eleitores foram às urnas no domingo, na segunda eleição presidencial livre na Tunísia depois da Revolução de Jasmin, que derrubou o ditador Zine Ben Ali em fevereiro de 2011. É a única democracia que nasceu da chamada Primavera Árabe.

O resultado oficial será conhecido na terça-feira. As sondagens indicam descontentamento com a classe política e a derrota dos partidos que dominaram a política tunisiana desde a revolução.

As pesquisas dão 19% a Saïed e 15% a Karoui. O candidato do partido islamista Nahda, Abdelfattah Mourou, é o terceiro com 11%. O primeiro-ministro Youssef Chahed está em quarto com 8%. O comparecimento às urnas foi de 45%. Se estes números forem confirmados, será mais uma rebelião de eleitores contra a política tradicional.

Saïed, de 61 anos, é professor de direito constitucional na Universidade de Túnis. Foi diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Sousse e secretário-geral e vice-presidente da Associação Tunisiana de Direito Constitucional.

Na campanha, Saïed tentou captar o voto dos jovens. Prometeu introduzir o referendo revogatório para os eleitores possam tirar os mandatos de políticos que não os representem como esperado.

Aos 56 anos, Karoui é um dos reis da publicidade na Tunísia, diretor-presidente do grupo Karoui & Karoui World, com filiais no Marrocos, na Mauritânia, na na Líbia, no Sudão e na Arábia Saudita, e da rede de televisão Nessma.

Quando começou a revolta popular contra Ben Ali, em 30 de dezembro de 2010, Karoui abriu seus canais de televisão ao debate político. A partir da revolução seu jornalismo se tornou referências. As TVs atraíram a ira dos salafistas, os fundamentalistas muçulmanos sunitas que querem viver como no tempo de Maomé.

Em 2016, Nabil e o irmão Ghazi foram acusados de lavagem de dinheiro. Eles foram denunciados criminalmente em 8 de julho. Tiveram os bens congelados e foram proibidos de sair do país.

O candidato foi preso em 23 de agosto, a pedido da procuradoria do Tribunal de Recursos de Túnis. Seu partido No Coração da Tunísia chamou a medida de "fascista", de um "sequestro" realizado por uma "milícia governamental".

terça-feira, 21 de junho de 2016

Tunísia prorroga estado de emergência por mais um mês

O presidente Beji Caïd Essebsi prorrogou por mais um mês a partir de hoje o estado de emergência em vigor na Tunísia desde novembro de 2015, informou a Agência France Presse (AFP).

A medida de exceção está em vigor desde que um terrorista suicida se detonou ao lado de um ônibus que transportava membros da guarda presidencial no centro de Túnis, matando 13 pessoas e ferindo outras 16 em 24 de novembro de 2015. O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado.

No ano passado, houve outras duas ações terroristas ainda piores na Tunísia. Em 18 de março, três jihadistas atacaram o Museu Nacional do Bardo, uma das principais atrações turísticas da capital, matando 22 pessoas e ferindo outras 50. O governo responsabilizou a rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico.

O pior ataque foi na cidade de Sousse. Em 26 de junho, um atirador ligado ao grupo Ansar al-Charia matou 38 pessoas e feriu outras 39 em dois hotéis de luxo frequentados por turistas europeus numa praia do Mar Mediterrâneo.

A Tunísia foi o berço da onda de revoltas populares da chamada Primavera Árabe. Tudo começou quando o jovem universitário desempregado Mohamed Bouazizi se imolou em protestos por ter sua mercadoria de vendedor ambulante confiscada por um fiscal corrupto, em 17 de dezembro de 2010.

Sua morte, em 4 de janeiro de 2011, atiçou a revolta popular. Em 14 de janeiro, caiu o ditador Zine al-Abidine Ben Ali, que estava no poder há 23 anos. O ditador do Egito, Hosni Mubarak, renunciou em 11 de fevereiro, enquanto o homem-forte da vizinha Líbia, Muamar Kadafi, resistiu numa guerra civil que levou a uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Kadafi caiu em agosto de 2011, mas até hoje a situação da Líbia não se normalizou. Esta instabilidade e o tráfico de armas levaram à proliferação de milícias extremistas muçulmanas na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.

Se a Tunísia foi o único país onde a Primavera Árabe levou à democracia, ao mesmo tempo a liberdade em meio à crise econômica e política gerou uma grande frustração, especialmente entre os jovens que fizeram a revolução. É o país que mais forneceu voluntários para a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Outros 15 mil foram barrados a caminho dos campos de batalha do Oriente Médio.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Atentados terroristas matam 67 na Tunísia, no Kuwait e na França

Três atentados terroristas abalaram hoje o Norte da África, o Oriente Médio e a Europa, deixando pelo menos 65 mortos. As principais suspeitas recaem sobre a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que insuflou à realização de uma onda de ataques durante o mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos, que em 2015 vai até 17 de julho.

O ataque mais mortífero foi registrado diante de um hotel numa praia particular da cidade de Sousse, na Tunísia, no Mar Mediterrâneo. Numa clara intenção de destruir a indústria de turismo, uma das principais fontes de renda do país, os alvos foram turistas estrangeiros fuzilados por um atirador com um fuzil Kalachnikov. Pelo menos 39 pessoas foram mortas. A maioria era de turistas europeus, entre eles alemães, britânicos, belgas e irlandeses.

A Tunísia foi o berço da chamada Primavera Árabe. O ditador tunisiano Zine ben Ali foi o primeiro a cair, em 14 de janeiro de 2011, e seu país o único a evoluir rumo à democracia. Ao mesmo tempo, é de onde saíram mais jovens para aderir ao Estado Islâmico no Iraque e na Síria, mais de 3 mil voluntários do martírio.

Em 18 de março de 2015, dois pistoleiros atacaram outra atração turística, o Museu do Bardo, na capital, Túnis, matando 22 pessoas. Os jihadistas tentam impedir que se torne uma democracia liberal.

Na Cidade do Kuwait, um homem-bomba detonou os explosivos amarrados junto ao corpo dentro de uma mesquita xiita no momento em que os fiéis estava ajoelhados rezando. Pelo menos 27 pessoas foram mortas e outras 232 saíram feridas.

O Estado Islâmico, que reivindicou a autoria do atentado, segue a ideologia salafista, que é sunita. Já atacou duas mesquitas xiitas na Arábia Saudita. Seu objetivo aqui é provocar uma guerra sectária entre muçulmanos sunitas e xiitas.

A terceira ação terrorista aconteceu em Saint-Quentin-Fallavier, a 30 quilômetros da cidade de Lyon, no Sul da França, onde um homem invadiu uma usina de gás de uma empresa americana e jogou seu carro contra grandes depósitos de gás para explodir todo o complexo. Um corpo decapitado foi encontrado nas proximidades.

Um homem que estava no carro, Yassin Salhi, foi preso e declarou pertencer ao Estado Islâmico. A polícia francesa investiga se havia outro terrorista com ele. Quatro suspeitos foram presos.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, revelou que Salhi tem origem no Norte da África, é ligado a um movimento salafista e foi identificado como um inimigo em potencial em 2006, mas até agora não havia sido implicado em qualquer atividade terrorista.

A cabeça degolada perto de uma Bandeira da Águia (Rayat al-Ukab), usada por vários grupos jihadistas, inclusive Al Caeda e o Estado Islâmico. O morto era o patrão de Salhi.

O presidente François Hollande, que participava de uma reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas, na Bélgica, confirmou se tratar de terrorismo e voltou à França para coordenar a resposta do governo, baseada em "ação, prevenção e dissuasão, sem ceder jamais ao medo".

A França está em estado de alerta contra o terrorismo desde o ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em 7 de janeiro de 2015, seguido de outras ações que deixaram um total de 17 mortos. O ataque ao jornal foi feito pelos dois irmãos Kouachi, um deles treinado no Iêmen pela rede Al Caeda na Península Arábica.

Nos dias seguintes, Amédy Coulibaly matou uma policial negra na rua e quatro pessoas num supermercado de comida judaica. Antes de morrer, ele declarou lealdade ao Estado Islâmico.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Ataque terrorista a museu deixa 23 mortos na Tunísia

Um ataque terrorista contra o Museu do Bardo, no centro de Túnis, perto do Parlamento da Tunísia, terminou com a morte de 20 turistas estrangeiros, um tunisiano e dois extremistas muçulmanos, confirmou há pouco o primeiro-ministro Habib Essid. Ele acrescentou que três jihadistas conseguiram escapar do cerco policial. Outras 22 pessoas saíram feridas.

A Tunísia foi o país onde começou a chamada Primavera Árabe, uma onda de revoltas contra governos autoritários do Norte da África e do Oriente Médio. Os protestos começaram quando um jovem universitário desemprego se ateou fogo em reação aos achaques de fiscais do governo.

Quando ele morreu, três semanas depois, a revolta estourou. Em 14 de janeiro de 2011, o ditador Zine al-Abidine Ben Ali fugiu do país. Hoje, a Tunísia é o único país árabe onde a revolta popular levou à democracia.

O Egito voltou à ditadura militar com o golpe de 2013 contra a Irmandade Muçulmana. A Líbia e o Iêmen vivem na anarquia, sem governo estável. E a Síria é palco da maior tragédia humanitária em andamento hoje no mundo, com 220 mil mortes nos últimos quatro anos e 11 milhões de refugiados e desalojados de suas casas.

Por outro lado, estima-se que a Tunísia tenha sido o país de onde saíram mais voluntários para aderir à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, cerca de 3 mil. Uma suspeita é que esses voluntários enrijecidos pela brutalidade das guerras no Oriente Médio tenham decidido atacar seu próprio país. Os terroristas também podem ter vindo de países vizinhos com fortes movimentos jihadistas como a Argélia e a Líbia.

Os terroristas esperaram a chegada de ônibus de turismo e abriram fogo. Em seguida, invadiram o prédio, onde havia cerca de 100 turistas. O atentado é uma tentativa de boicotar a única democracia nascida da Primavera Árabe. O turismo é uma das principais fontes de renda da jovem democracia.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Resultado da eleição presidencial gera protestos na Tunísia

Centenas de manifestantes queimaram pneus, bloquearam ruas e enfrentaram a polícia, que usou gás lacrimogênio na cidade de Hama du Jerid, na Tunísia, depois do anúncio de que Beji Caid Essebsi ganhou o segundo turno da eleição presidencial, com 55,68% dos votos válidos contra 44,32% para o presidente interino Moncef Marzouki.

A primeira eleição presidencial direta da história do país é considera a etapa final da transição para a democracia depois da queda do ditador Zine Ben Ali, em 14 de janeiro de 2011, na primeira a única revolta bem-sucedida da chamada Primavera Árabe.

Essebsi era o principal candidato secularista, mas pertencia ao partido de Ben Ali. Sua vitória marca o fim do governo dos islamitas moderados que venceram as eleições parlamentares depois da revolução.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Tunísia faz primeiras eleições parlamentares desde a Primavera Árabe

Cerca de 60% dos 5,2 milhões de eleitores da Tunísia participaram ontem das primeiras eleições parlamentares desde a queda do ditador Zine al-Abidine Ben Ali, em 14 de janeiro de 2011, na primeira e única revolta bem-sucedida da chamada Primavera Árabe. Estão em jogo 217 cadeiras na Assembleia Nacional.

O grande duelo é entre o partido islamita Nahda e a aliança secularista de centro-esquerda Nidaa Tounis. Para abafar as críticas de radicalismo muçulmano, o líder do Nahda, Rachid Ghanouchi, prometeu formar a coalizão mais ampla possível, se vencer as eleições.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ditador do Iêmen renuncia e fica na Arábia Saudita

Depois de 33 anos no poder, o ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, assinou um acordo para deixar o poder e deve se exilar na Arábia Saudita, informa a TV americana CNN.

Saleh é o quarto dirigente do mundo árabe a cair desde o início da onda de revoluções no Norte da África e no Oriente Médio. Zine ben Ali fugiu da Tunísia em 14 de janeiro de 2011. Hosni Mubarak entregou o poder no Egito em 11 de fevereiro. O coronel Muamar Kadafi perdeu o controle na Líbia em 22 de agosto. Foi capturado e morto em 20 de outubro.

O Iêmen, país mais pobre o mundo árabe, recebe ajuda dos Estados Unidos para combater o ramo da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que teria se instalado lá, fugindo da repressão na Arábia Saudita.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

França investiga Ben Ali e Mubarak

A Procuradoria Geral da França abriu investigação sobre os ex-ditadores do Egito, Hosni Mubarak, e da Tunísia, Zinedine ben Ali, por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ben Ali caiu em 14 de janeiro de 2011, depois de ficar 23 anos no poder. Mubarak renunciou em 11 de fevereiro do mesmo ano, quase 30 anos depois de suceder Anuar Sadat, assassinado por terroristas muçulmanos. Foram os dois primeiros ditadores derrubados pela revolta árabe.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

França investiga fortuna de Ben Ali

Depois de denúncias do jornal francês Libération de que parentes do ex-ditador da Tunísia Zine al-Zinedine Ben Ali tem mansões e apartamentos em Paris, a Justiça da França iniciou uma investigação sobre a fortuna que ele e sua família teriam no país.

A organização não governamental Transparência Internacional, que luta contra a corrupção aplaudiu a decisão da França. Para o presidente da TI no país, Daniel Lebegue, Ben Ali "deve ter contas bancárias e propriedades em diversos países do Oriente Médio, Suíça, França, Canadá, Argentina e Brasil".

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ben Ali fugiu levando ouro da Tunísia

O ditador Zine al-Abidine Ben Ali fugiu da Tunísia na sexta-feira passada roubando 1,5 tonelada de ouro do Tesouro Nacional, acusa o jornal francês Le Monde.

Diante da persistência das manifestações de protesto, que exigem a formação de um novo governo sem o partido de Ben Ali, a Reunião Constitucional Democrática, hoje três ministros ligados aos sindicatos pediram demissão dos cargos, que não chegaram a ocupar.

A situação é tensa e indefinida.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tunísia forma governo de união nacional

Três dias depois da fuga do ditador Zine al-Abidine Ben Ali, o primeiro-ministro Mohamed Ghannouci anunciou hoje a formação de um governo de união nacional na Tunísia para durar até as próximas eleições, a serem realizadas em no máximo dois meses.

Nas ruas, o povo exige a queda do partido do governo. As forças de segurança usaram jatos d’água, gás lacrimongênio e tiros de advertência. Algumas lojas foram reabertas hoje em Túnis, a capital do país.

A União Europeia ofereceu ajuda para organizar eleições. A França pode congelar os bens de pessoas ligadas ao regime anterior.

• No Egito, um homem de 50 anos ateou fogo a suas roupas, imitando o jovem tunisiano que deflagrou a rebelião.

sábado, 15 de janeiro de 2011

França vigia operações financeiras da Tunísia

A França tomou "as disposições necessárias para que os movimentos financeiros suspeitos com bens tunisianos na França sejam bloqueados administrativamente", declarou hoje em comunicado o presidente Nicolas Sarkozy.

O texto promete "apoio determinado" ao povo da Tunísia, que derrubou ontem numa revolta popular o ditador Zine al-Abidine Ben Ali, que estava no poder há 23 anos.

Também hoje, o presidente do parlamento, Foued Mebazza, foi nomeado presidente interino pelo supremo tribunal, em substituição ao vice-presidente, um fiel aliado de Zine al-Abidine Ben Ali que assumiu o poder depois da fuga do ditador.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ditador da Tunísia foge do país

Sob pressão de uma revolta popular em que pelo menos 23 pessoas morreram, mais de 60 segundo a oposição, com milhares de manifestantes nas ruas da capital, o ditador Zine al-Abidine Ben Ali fugiu hoje da Tunísia, informou agora há pouco o jornal francês Le Monde.

É o primeiro líder árabe derrubado por uma revolta de massas.

Em 17 de dezembro de 2011, um jovem vendedor ambulante da Sidi Bouzid ateou fogo em suas roupas em protesto porque a polícia apreendeu a banca e as frutas que ele vendia, deflagrando a onda de protestos contra a inflação nos preços dos alimentos, o desemprego e a corrupção.

Quando ele morreu, no início de janeiro, a revolta se alastrou. O governo partiu para uma repressão violenta. Ontem, Ben Ali começou a ceder, mas era tarde.

Como a França se recusou a receber o ditador em fuga, Ben Ali foi para a Arábia Saudita.

Ben Ali dissolve governo mas não contém protestos

Sob intensa pressão, o ditador Zine al-Abidine Ben Ali decretou estado de emergência em toda a Tunísia, impôs um toque de recolher noturno, proibiu manifestações públicas, dissolveu o governo, demitindo todos os ministros, e antecipou as eleições legislativas, que devem ser realizadas dentro de seis meses. Mas não conseguiu acalmar a revolta popular.

Mais de 5 mil pessoas protestam no centro de Túnis, exigindo a renúncia imediata de Ben Ali, no poder há 23 anos. 

Ontem à noite, em pronunciamento na televisão, ele prometeu deixar o cargo em 2014, reduzir os preços de alimentos, acabar com a censura e proibir as forças de segurança de atirar contra os manifestantes com munição real. A multidão festejou. 

Durante a noite, mais 12 pessoas foram mortas, elevando para pelo menos 35 o total de mortos em semanas de agitação e revolta popular contra a carestia, a corrupção e o desemprego. A oposição denuncia 80 mortes.

A Tunísia é um dos 10 principais destinos turísticos para europeus. Recebe cerca de 7 milhões de visitantes por ano.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ditador da Tunísia promete deixar o poder em 2014

Diante dos protestos em que pelo menos 23 pessoas morreram, o ditador da Tunísia, Zine al-Abidine Ben Ali, no poder há 23 anos, mandou hoje a polícia para de atirar nos manifestantes que protestam contra o desemprego e a carestia, prometeu acabar com a censura, desbloquear o acesso à Internet e reduzir os preços dos alimentos e entregar o poder em 2014.

Em Hammamet, uma cidade turística frequentada pela elite próxima à capital, Túnis, os manifestantes suplantaram a polícia, que fugiu. Sem controle, eles incendiaram agências bancárias e saquearam uma mansão de um parente do ditador.