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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

 TRATADO DE MADRI

    Em 1526, o imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico (Carlos I na Espanha) e o rei Francisco I, da França, capturado na Batalha de Pávia, em 24 de fevereiro de 1525, assinam o Tratado de Madri. Carlos V (imagem) mantém Francisco I prisioneiro até a conclusão do tratado, em que a França abre mão de reivindicações sobre territórios na Itália, abrindo caminho para o Império dos Habsburgo.

No fim de 1524, Francisco I invade a Lombardia e ocupa Milão. Então, cerca Pávia, que fica 40 quilômetros ao sul. Carlos V manda um exército para romper o cerco. O exército francês, de 28 mil homens, é aniquilado e Francisco I é capturado e enviado para Madri. Só volta à França após ceder às ambições de Carlos V.

Rei e imperador, Carlos V é o homem mais poderoso da Europa na época. Sonha com uma "monarquia universal". Além de seu império na América, a Espanha tem um império europeu, no que hoje é Bélgica e Países Baixos, no Sacro Império e em algumas cidades da Itália. Na Guerra dos Trinta Anos (1618-48), a Espanha perde seu império europeu e a França se torna a maior potência do continente.

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na Índia e na América do Norte, menos no que hoje é a província do Quebec, no Canadá. Essa guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome e resultam na revolução.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está em choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

DIANA ROSS AND THE SUPREMES

    Em 1970, a cantora e atriz Diana Ross fez o último show com o grupo The Supremes antes de partir para uma carreira solo.

A cantora e atriz Diana Ross nasce em Detroit, no estado de Michigan, em 26 de março de 1944, e começa sua carreira em 1959, que forma um grupo de pop e soul com amigas da vizinhança chamado de Primettes.

No ano seguinte, o grupo é rebatizado The Supremes depois de assinar um contrato com a gravadora Motown. Em 1967, o grupo muda de nome outra vez, para Diana Ross & The Supremes.


REVOLUÇÃO DE JASMIM

    Em 2011, depois de dias de manifestações de protestos contra a miséria, a fome e a repressão política, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali renuncia à Presidência da Tunísia na Revolução de Jasmin, a primeira da Primavera Árabe.

Mohamed Bouazizi é um engenheiro desempregado que vende frutas e verduras nas ruas da cidade de Sidi Bouzid para sobreviver. Ganha em média US$ 75 por mês. 

Em 17 de dezembro de 2010, uma fiscal apreende suas mercadorias e balança, lhe dá um tapa no rosto e rasga uma cópia da lei que autoriza o trabalho de ambulante que Bouazizi levava consigo. Ele vai para a frente da prefeitura da cidade e se autoimola. Toca fogo na roupa.

Ben Ali vai visitá-lo no hospital, mas piora ainda mais a situação. Quando Bouazizi morre, 18 dias depois, em 4 de janeiro de 2011, a revolta popular explode. Mais de 5 mil pessoas participam do funeral. Ele deixa uma mensagem para a mãe pedindo desculpas por ter perdido a esperança.

A reação da ditadura é brutal. Dezenas de pessoas morrem. Ben Ali lamenta as mortes, promete baixar os preços dos alimentos e reduzir as restrições ao uso da Internet. Em 14 de janeiro, Ben Ali decreta estado de emergência, dissolve o Parlamento e convoca eleições, mas os manifestantes não cedem. Ele renuncia, depois de ficar 23 anos no poder, e foge para a Arábia Saudita, onde morre em 19 de setembro de 2019.

A Tunísia é o único país onde a Primavera Árabe leva à democracia, mas não dura muito. O presidente Kaïs Saïed, que chega ao poder em 23 de outubro de 2019, dissolve o Parlamento em 25 de julho de 2021 e assume poderes ditatoriais.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

TRATADO DE MADRI

    Em 1526, o imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico (Carlos I na Espanha) e o rei Francisco I, da França, capturado na Batalha de Pávia, em 24 de fevereiro de 1525, assinam o Tratado de Madri. Carlos V (imagem) mantém Francisco I prisioneiro até a conclusão do tratado, em que a França abre mão de reivindicações sobre territórios na Itália, abrindo caminho para o Império dos Habsburgo.

No fim de 1524, Francisco I invade a Lombardia e ocupa Milão. Então, cerca Pávia, que fica 40 quilômetros ao sul. Carlos V manda um exército para romper o cerco. O exército francês, de 28 mil homens, é aniquilado e Francisco I é capturado e enviado para Madri. Só volta à França após ceder às ambições de Carlos V.

Rei e imperador, Carlos V é o homem mais poderoso da Europa na época. Sonha com uma "monarquia universal". Além de seu império na América, a Espanha tem um império europeu, no que hoje é Bélgica e Países Baixos, no Sacro Império e em algumas cidades da Itália. Na Guerra dos Trinta Anos (1618-48), a Espanha perde seu império europeu e a França se torna a maior potência do continente.

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na Índia e na América do Norte, menos no que hoje é a província do Quebec, no Canadá. Essa guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome e resultam na revolução.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está em choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

DIANA ROSS AND THE SUPREMES

    Em 1970, a cantora e atriz Diana Ross fez o último show com o grupo The Supremes antes de partir para uma carreira solo.

A cantora e atriz Diana Ross nasce em Detroit, no estado de Michigan, em 26 de março de 1944, e começa sua carreira em 1959, que forma um grupo de pop e soul com amigas da vizinhança chamado de Primettes.

No ano seguinte, o grupo é rebatizado The Supremes depois de assinar um contrato com a gravadora Motown. Em 1967, o grupo muda de nome outra vez, para Diana Ross & The Supremes.


REVOLUÇÃO DE JASMIM

    Em 2011, depois de dias de manifestações de protestos contra a miséria, a fome e a repressão política, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali renuncia à Presidência da Tunísia na Revolução de Jasmin, a primeira da Primavera Árabe.

Mohamed Bouazizi é um engenheiro desempregado que vende frutas e verduras nas ruas da cidade de Sidi Bouzid para sobreviver. Ganha em média US$ 75 por mês. 

Em 17 de dezembro de 2010, uma fiscal apreende suas mercadorias e balança, lhe dá um tapa no rosto e rasga uma cópia da lei que autoriza o trabalho de ambulante que Bouazizi levava consigo. Ele vai para a frente da prefeitura da cidade e se autoimola. Toca fogo na roupa.

Ben Ali vai visitá-lo no hospital, mas não piora ainda mais a situação. Quando Bouazizi morre, 18 dias depois, em 4 de janeiro de 2011, a revolta popular explode. Mais de 5 mil pessoas participam do funeral. Ele deixa uma mensagem para a mãe pedindo desculpas por ter perdido a esperança.

A reação da ditadura é brutal. Dezenas de pessoas morrem. Ben Ali lamenta as mortes, promete baixar os preços dos alimentos e reduzir as restrições ao uso da Internet. Em 14 de janeiro, Ben Ali decreta estado de emergência, dissolve o Parlamento e convoca eleições, mas os manifestantes não cedem. Ele renuncia, depois de ficar 23 anos no poder, e foge para a Arábia Saudita, onde morre em 19 de setembro de 2019.

A Tunísia é o único país onde a Primavera Árabe leva à democracia, mas não dura muito. O presidente Kaïs Saïed, que chega ao poder em 23 de outubro de 2019, dissolve o Parlamento em 25 de julho de 2021 e assume poderes ditatoriais.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

  INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na Índia e na América do Norte, menos no que hoje é a província do Quebec, no Canadá. Esta guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está em choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

REVOLUÇÃO DE JASMIM

    Em 2011, depois de dias de manifestações de protestos contra a miséria, a fome e a repressão política, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali renuncia à Presidência da Tunísia na Revolução de Jasmin, a primeira da Primavera Árabe.

Mohamed Bouazizi é um engenheiro desempregado que vende frutas e verduras nas ruas da cidade de Sidi Bouzid para sobreviver. Ganha em média US$ 75 por mês. 

Em 17 de dezembro de 2010, uma fiscal apreende suas mercadorias e balança, lhe dá um tapa no rosto e rasga uma cópia da lei que autoriza o trabalho de ambulante que Bouazizi levava consigo. Ele vai para a frente da prefeitura da cidade e se autoimola. Toca fogo na roupa.

Ben Ali vai visitá-lo no hospital, mas não piora ainda mais a situação. Quando Bouazizi morre, 18 dias depois, em 4 de janeiro de 2011, a revolta popular explode. Mais de 5 mil pessoas participam do funeral. Ele deixa uma mensagem para a mãe pedindo desculpas por ter perdido a esperança.

A reação da ditadura é brutal. Dezenas de pessoas morrem. Ben Ali lamenta as mortes, promete baixar os preços dos alimentos e reduzir as restrições ao uso da Internet. Em 14 de janeiro, Ben Ali decreta estado de emergência, dissolve o Parlamento e convoca eleições, mas os manifestantes não cedem e ele renuncia, depois de ficar 23 anos no poder, e foge para a Arábia Saudita, onde morre em 19 de setembro de 2019.

A Tunísia é o único país onde a Primavera Árabe leva à democracia, mas não dura muito. O presidente Kaïs Saïed, que chega ao poder em 23 de outubro de 2019, dissolve o Parlamento em 25 de julho de 2021 e assume poderes ditatoriais.

sábado, 14 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

 INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na América do Norte e na Índia. Esta guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causam fome.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) – alemães, italianos e japoneses – residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está sob choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que leva os EUA à guerra. 

O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.

sábado, 3 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 3 de Setembro

 LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, a bandeira dos Estados Unidos é usada pela primeira vez no campo de batalha, numa escaramuça com as tropas britânicas na ponte de Cooch, em Delaware, durante a Guerra da Independência (1775-83).

O general William Maxwell manda erguer a bandeira quando a infantaria e a cavalaria enfrentam uma força. Os rebeldes perdem e se retiram até encontrar as tropas do general George Washington, comandante do Exército Continental.

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1783, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Espanha e a França assinam o Tratado de Paris reconhecendo a independência dos EUA.

A guerra começa em abril 1775, em Lexington, na colônia de Massachusetts, quando os colonos americanos não aceitam a recusa o rei George III de lhes dar mais autonomia econômica e administrativa. Mais de um ano depois, em 4 de julho de 1776, os norte-americanos declaram independência.

A última grande batalha é travada em outubro de 1781 em Yorktown, na Virgínia. A paz começa a ser negociada por Benjamin Franklin, John Adams e John Jay, em setembro de 1782. Franklin pediu que o Canadá fosse entregue aos colonos americanos. Não conseguiu, mas as 13 Colônias dobraram o tamanho de seu território.

INVASÃO DA ITÁLIA

    Em 1943, sob o comando do marechal Bernard Montgomery, o 8º Exército Britânico, cruza da ilha da Sicília para o território continental da Itália, iniciando a invasão aliada da Europa ocupada pelas potências do Eixo (Alemanha e Itália) durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O governo que derrubara o regime fascista de Benito Mussolini se rende imediatamente, mas a rendição fica em segredo até 8 de setembro. Mussolini sonhava em reconstruir o poder e a glória do Império Romano, mas uma série de derrotas o deixou totalmente dependente da Alemanha Nazista de Adolf Hitler.

Em 10 de julho de 1943, os aliados invadem a Sicília. Quando a notícia chega a Roma, em 25 de julho, Grande Conselho Fascista depõe Mussolini. No dia seguinte, assume o poder o marechal Pietro Badoglio, que negocia em segredo com os aliados.

No fim de setembro, os alemães libertam Mussolini e vão à guerra contra o governo Badoglio. Roma cai de novo em junho de 1944, quando os aliados se concentram na invasão da Normandia, no Norte da França.

Uma nova ofensiva aliada começa em abril de 1945. Mussolini é capturado e executado em 28 de abril, dias antes da rendição da Alemanha e do fim da guerra na Europa, em 8 de maio. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 14 de Janeiro

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1784, o Congresso Continental ratifica o Segundo Tratado de Paris, negociado no fim da Guerra da Independência (1775-83), em que a França e o Reino Unido reconhecem os Estados Unidos como um país independente e soberano.

O Primeiro Tratado de Paris é assinado no fim da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando o Império Britânico conquista possessões do Império Francês na América do Norte e na Índia. Esta guerra é causa tanto da independência dos EUA (1776) quanto da Revolução Francesa (1789).

Os dois impérios ficam em situação difícil para financiar a guerra. O rei George III resolve aumentar os impostos e as 13 colônias norte-americanas se rebelam e formam os EUA. Na França, a insatisfação popular é agravada por invernos rigorosos e quebras de safra que causaram fome.

O Segundo Tratado de Paris fixa a fronteira entre os EUA, na época apenas as 13 colônias da costa do Oceano Atlântico, e as possessões britânicas no resto da América do Norte, que viriam a formar o Canadá. Todos os prisioneiros de guerra são libertados. Os pescadores dos EUA ganham o direito de pescar ao largo da Terra Nova e no Golfo de São Lourenço.

"ESTRANGEIROS INIMIGOS"

    Em 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta que todos os cidadãos de países inimigos na Segunda Guerra Mundial (1939-45) - alemães, italianos e japoneses - residentes nos Estados Unidos precisam se registrar no Departamento da Justiça.

O país ainda está sob choque, depois do bombardeio japonês à Frota do Oceano Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que levou os EUA à guerra. O decreto regulamenta a Lei de Registro de Estrangeiros, de 1940. Serve de base legal para a internação em massa de 120 mil japoneses-americanos em campos de concentração durante a guerra, decretada em 19 de fevereiro de 1942.