terça-feira, 16 de março de 2010

Lula entra na luta pela libertação da Palestina

Em sua viagem pelo Oriente Médio, depois de ir a Israel, o presidente Lula visita a Cisjordânia como o profeta do diálogo, como o descreveu o jornal liberal israelense Haaretz.

A  Organização das Nações Unidas aprovou a partilha da Palestina em 1947. Mas o Estado árabe nunca foi criado. Os países árabes rejeitaram a criação de Israel e entraram em guerra assim que Israel nasceu, em 1948, criando um estado de guerra que persiste até hoje no Oriente Médio.

Na Palestina, onde estive em 1996, minha impressão foi de território ocupado, sem estradas, ruas, águas e esgotos, coisas fundamental da vida que a potência ocupante negligencia, mas não para si. As estradas onde circulam os tanques de Israel são de Primeiro Mundo. São Primeiro Mundo. A revolta é inevitável.

Com a morte do líder histórico da causa palestina, Yasser Arafat, em 2004, subiu Mahmoud Abbas, hoje presidente da Autoridade Nacional Palestina, considerado pelo governo Bush como “um parceiro confiável para negociar a paz”.

Arafat fundou seu partido e grupo armado Fatah (Luta) em 1959. O líder histórico do nacionalismo pan-árabe, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, criou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1964. Só depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, Arafat unificou o movimento palestino sob a OLP, em 1969.

Originalmente, seu objetivo era destruir Israel. Mas, em 1988, para ser reconhecido pelos EUA, Arafat concordou em banir da Carta da OLP a cláusula prevendo a destruição de Israel.

Um ano antes, surgira o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), filho da Irmandade Muçulmana do Egito, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, fundado por Hassan al-Bana em 1928 para reislamizar a Umma, o conjunto de todos os muçulmanos. Israel apoiou o Hamas no seu começo para dividir o movimento nacional palestino.

As negociações de paz começaram na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, com a OLP enfraquecida porque Arafat apoiou Saddam Hussein na Guerra do Kuwait. No último minuto, para livrar a cara, Saddam admitiu sair do Kuwait se Israel devolvesse os territórios árabes. O blefe não colou.

Quando todos perceberam que os delegados palestinos saíam das reuniões para consultar Arafat e a OLP por telefone, a OLP entrou diretamente no jogo.

Como essas negociações públicas não avançavam, foram organizadas pela Noruega negociações secretas em Oslo. Israelenses e palestinos foram convidados para uma casa. Tomavam café da manhã juntos, almoçavam juntos, jantavam e tomavam drinques juntos.

Depois que se conhceram, começou a negociação. “Agora, vocês tem de se entender. Se der briga, a gente entra e aparta, mas não vamos nos meter no conteúdo da negociação, que é com vocês. Esqueçam as brigas do passado, se não nunca vão se entender. Pensem em construir o futuro.”

Em setembro de 1983, Arafat apertou a mão do relutante primeiro-ministro Yitzhak Rabin no jardim da Casa Branca. Saiu a Declaração de Princípios. No ano seguinte, foram assinados os acordos de Oslo: a opção Gaza e Jericó, primeiro.

Gaza é uma faixa de areia de 41 quilômetros de comprimento por 6 a 12 km de largura. Tem 1,1 milhão de habitantes, uma das maiores senão a maior densidade populacional do planeta. Não tem água no subsolo nem maior interesse para Israel, que ainda controla mar e ar, apesar do território estar sob administração.

Na Cisjordânia, o processo avançou além de Jericó, a cidade histórica, e inclui parte do território, Ramalá, onde está a sede da OLP, Belém. Há pelo menos três status legais diferentes para as cidades da Cisjordânia, a margem ocidental do Rio Jordão.

Há cidades sob total controle palestino; áreas em transição, ainda sob controle militar israelense; e áreas sob o controle de Israel.

A construção de uma barreira isolando partes da Cisjordânia dividiu famílias e palestinos. É uma das questões importantes no momento, comparado pelos palestinos ao Muro de Berlim.

O processo de paz criou esperança e até crescimento econômico em Israel no início dos anos 90, mas a vida dos palestinos certamente não melhorou. Em Gaza, o desemprego chega a 70%.

Em novembro de 1995, Rabin foi morto por um extremista israelense por devolver parte dos territórios ocupados aos palestinos. Em fevereiro do ano seguinte, Israel matou o engenheiro do Hamas, que deveria estar sendo procurado há muito tempo, com uma bomba no telefone celular.

Foi mais uma operação bem-sucedida do serviço secreto israelense Mossad, mas a reação foi violenta. Acabou levando à primeira eleição de Netanyahu, em 1996, apesar de Shimon Peres, hoje presidente, ter invadido o Líbano na Operação Vinhas da Ira e matado mais de cem palestinos num ataque com avião não tripulado a um campo de refugiados em Caná, onde, reza a Bíblia, Cristo transformou a água em vinho.

Com a morte de Rabin e a derrota dos trabalhista, o processo de paz entrou numa fase de relativa estagnação. Netanyahu reconheceu os acordos firmados pelo governo anterior e negociou pelo menos mais um. Mas a tentativa de chegar a um acordo definitivo só foi retomada com a volta dos trabalhistas ao poder, com Ehud Barak, em 1999.

Barak era contra o gradualismo do processo, que achava desgantante para Israel, além de acusar os palestinos de sempre quererem mais e mais. Tentou, no último suspiro do governo Clinton, chegar a um acordo definitivo nas negociações de 2000 em Camp David, nos EUA. Arafat preferiu esperar Bush, apostando, mais uma vez erradamente, que um governo republicano na Casa Branca seria melhor para o mundo árabe.

Na verdade, nenhum dos lados tinha força política para fazer as concessões necessárias para uma paz aceitável para o outro.

Uma visita de Sharon ao Muro das Lamentações, no Monte do Templo, em 28 de setembro de 2000, deflagrou a segunda intifada (revolta das pedras), acabando mais uma vez com o processo de paz.

Bush só percebeu a importância do problema palestino depois de 11 de setembro, como maneira de melhorar um pouco a imagem dos EUA no mundo árabe. Mais uma vez, Arafat fez a avaliação errada: com o crescimento da direita religiosa, que venera Israel como um local bíblico, a terra do povo judeu, o Partido Republicano criou uma aliança com a direita israelense.

Dentro da política de mudança de regime e democratização do Oriente Médio, parte da estratégia da guerra contra o terror, os palestinos foram pressionados a realizar eleições para dar legitimidade democrática ao processo.

Abbas foi eleito sucessor de Arafat em 2005. Mas, nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2006, os palestinos deram maioria ao Hamas, um partido considerado um grupo terrorista pelos EUA e a Europa.

Nova crise: a ajuda internacional, de que muitas entidades e o próprio governo palestinos dependem foi cortada. Foi formado um governo do primeiro-ministro Ismail Haniya, isolado internacionalmente e de convivência difícil com a Fatah de Abbas.

Haniya foi demitido em junho de 2007, quando o Hamas tomou o poder na Faixa de Gaza, derrotando as forças da Autoridade Nacional Palestina, leais Abbas e à OLP, numa guerra civil palestina.

É assim que os palestinos se apresentam, divididos em pelo menos dois grupos principais, a Fatah, que governa parte da Cisjordânia, e o Hamas, que governa Gaza.

Como o Hamas não renuncia à luta armada nem reconhece Israel, não participa de negociações, a não ser indiretamente, sob a mediação do Egito. Mas que garantia tem Israel de assinar a paz com Abbas se o Hamas não concordar?

O Hamas exige a retirada incondicional de Israel dos territórios árabes ocupados em 1967, o que implica o reconhecimento do direito de existência de Israel. Está em trégua desde a ofensiva israelense do fim de 2008 e início de 2009, que matou 1,4 mil palestinos e 13 israelenses. A liderança do Hamas exilada em Damasco está sempre sob influência da Síria e especialmente do Irã, que é contra reconhecer Israel. 

O processo de paz ainda tem de andar muito para chegar no Hamas. Se o Brasil conseguisse atrair o Hamas para as negociações através de seu bom relacionalmento com o Irã, prestaria um enorme serviço ao processo de paz.

Só os EUA têm poder para convencer Israel a fazer as concessões necessárias para chegar à paz porque os EUA são o único parceiro confiável para Israel. Só os EUA poderiam liderar uma força de paz para se interpor entre Israel e a Palestina independente. Mas os EUA não fazem isso porque, como disse Biden depois de ser esnobado, “os EUA não têm aliado melhor do que Israel”.

Lula tenta ganhar pontos para o novo status de potência ascendente do Brasil com sua proposta de diálogo. Mas, como os noruegueses avisaram, são israelenses e palestinos que precisam se entender.

A relação é muito desequilibrada, com o poder de Israel sendo infinitamente superior ao dos palestinos. Israel está preocupado com o Irã, não com a questão nacional palestina.

Chineses devem rejeitar sobretaxas em restaurantes

Enquanto aqui no Brasil o senador Bispo Marcelo Crivela consegue aprovar no Senado um projeto para que o consumidor tenha de dar gorjetas de 20% quando servido entre 23h a 6h, a Associação dos Consumidores da China orienta os chineses a rejeitarem cobranças abusivas em restaurantes.

Num país obcecado com a saúde, os restaurantes de 22 cidades, inclusive Xangai e Beijim, as maiores do país, estavam cobrando um a dois iuãs (15 a 30 centavos de dólar) pela sanitização de pratos e talheres. Naturalmente, essa é uma obrigação dos restaurantes.

A cobrança começou em 2007, diante da pressão das autoridades sanitárias para melhorar as condições de higiene. Antigamente, os estrangeiros iam em restaurantes para estrangeiros e, nos restaurantes chineses, o comum era sujeira e falta de educação, como se higiene e bons modos fosse hábitos decadentes burgueses.

Antes da Olimpíada de Beijim, em 2008, o governo resolveu tomar providências para garantir uma boa imagem durante os Jogos.

Guerras das drogas mata 70 no México

Pelo menos 70 pessoas foram mortas no fim de semana na guerra das drogas do México, inclusive quatro pessoas ligadas ao consulado dos Estados Unidos em Cidade Juárez, hoje a cidade mais violenta do mundo. 


Só em Acapulco, um dos principais destinos turísticos do México, foram 28 mortes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Coca destroi Floresta Amazônica na Colômbia

A plantação de folhas de coca para fabricação de cocaína na Colômbia é uma das causas da destruição da Floresta Amazônica no país, conclui uma comissão da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

"Ficamos horrorizados ao saber que para que algumas linhas sejam cheiradas num clube noturno de Londres, quatro metros quadrados da floresta são destruídos", declarou o deputado Keith Vaz, presidente da comissão.

UE oferece apoio à Grécia

Os ministros das Finanças da União Europeia se reuniram hoje para discutir formas de apoiar o esforço da Grécia para evitar uma moratória de sua dívida pública.

Hamas pede suspensão total de negociações com Israel

Diante da ampliação das colônias judaicas em Jerusalém, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, convocou em Damasco, na Síria, "todos os palestinos, de dentro e de fora da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, e os árabes e muçulmanos do mundo inteiro" a suspender as negociações de paz com Israel.

Países do euro tem queda no número de empregos

Pela primeira vez em 14 anos, desde o início da pesquisa, o número de trabalhadores empregados na zona do euro caiu em 2009.

Brasil, China e a Governança Global

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) realiza nesta quarta-feira, 17 de março, de 9h às 18h, na sede da Fecomércio, na Rua Marques de Abrantes 99, no Flamengo, o seminário internacional Brasil, China e a Arquitetura da Governança Global.

Mais detalhes podem ser obtidos no site do Cebri www.cebri.org.br ou pelo telefone 21-2219 4468.

domingo, 14 de março de 2010

Hillary dá bronca em Israel

Em um duro recado ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu que as relações entre os Estados Unidos e Israel estarão em risco se o atual governo israelense não mostrar interesse em retomar as negociações de paz com os palestinos.

O governo Barack Obama ficou profundamente irritado com a notícia de que Israel planeja construir 1,6 mil casas no setor árabe de Jerusalém, divulgada no dia que o vice-presidente Joe Biden chegou a Jerusalém para promover as negociações.

Depois disso, foi noticiado um outro palno para construção de 50 mil moradores no lado oriental de Jerusalém, o que consolidaria a anexação do setor árabe da cidade, onde a Autoridade Nacional Palestina pretende instalar a capital do futuro Estado Nacional palestino.

O presidente Lula chegou neste domingo a Israel com uma proposta de diálogo para resolver não apenas a questão nacional palestina, mas também a problema gerado pelo programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas nucleares.

Chávez quer censura à Internet

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu hoje a regulamentação da Internet e a censura a um sítio de oposição que acusa de divulgar notícias falsas.

"A Internet não pode ser um lugar totalmente livre, onde tudo possa ser feito ou dito", reclamou o caudilho. "Não, cada país deve impor suas regras e regulamentações."

Seu principal alvo é o sítio Noticiero Digital. Chávez persegue sistematicamente rádios, TVs e jornais que fazem oposição a seu governo.

Dissidentes cubanos pedem apoio da região

"¿Por qué la mayoría de los gobiernos de América Latina guarda silencio sobre lo que está ocurriendo en Cuba? Necesitamos de su solidaridad."  (Yoani Sánchez, blogueira)

China rejeita pressão para valorizar iuã

Em tom agressivo, o primeiro-ministro Wen Jiabao rejeitou hoje mais uma vez as pressões dos Estados Unidos para valorizar a moeda chinesa, alegando que a tentativa de diminuir o saldo comercial com a desvalorização do dólar é "protecionismo econômico".

França tem abstenção recorde

As eleições regionais deste domingo na França registraram uma abstenção recorde de 52%. Em 2005, a abstenção no primeiro turno foi de 39%.

O Partido Socialista, o maior da oposição, ganhou o primeiro turno com 30%. A União pelo Movimento Popular, do presidente Nicolas Sarkozy, ficou em segundo, com 26,7%. Em seguida, vieram os verdes da Europa Ecologia, com 12,3%, e a ultradireitista Frente Nacinoal, com 12%.

Nacionalmente, a esquerda teve 53% dos votos contra 38% para a direita.

sábado, 13 de março de 2010

Primeiro-ministro Malik lidera apuração em Bagdá

A lista liderada pelo primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki está em primeiro lugar na apuração dos votos das eleições de domingo passado, 7 de março de 2010.

O comparecimento às urnas foi de 62%, em contraste com 75% em 2005, mas a participação dos sunitas aumentou, o que é essencial para a reconciliação nacional.

Mais de 75 morrem em combates na Somália

Mais de 75 pessoas morreram nos últimos quatro em Mogadíscio, a capital da Somália, em combates entre as forças do governo privisório, que não controla a maior parte do país, e a milícia fundamentalista Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda.

Série explosões mata 35 no Afeganistão

Uma série de ataques atigiu hoje a província de Kandahar, no Afeganistão, principal base da milícia fundamentalista dos Talebã. Pelo menos 35 pessoas morreram e outras 47 ficaram feridas.

Israel fecha Cisjordânia mas não impede protesto

Israel decidiu fechar as fronteiras com a Cisjordânia ocupada na sexta-feira e neste sábado para evitar violentos choques como os registrados uma semana antes em Jerusalém, num protesto contra a possível declaração de que dois lugares sagrados do território palestinos sejam considerados patrimônio histórico israelense.

A tensão se agravou durante a semana, com o anúncio da construção de mais de 50 mil moradias no setor árabe de Jerusalém, num avanço da colonização dos territórios árabes ocupados. Na prática, isso consolidaria a ocupação da parte oriental de Jerusalém, conquistada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"Foi um tapa na cara dos Estados Unidos", exclamou a secretária de Estado, Hillary Clinton, ao comentar a notícia, divulgada no dia da chegada do vice-presidente Joe Biden, que foi tentar relançar as negociações de paz no Oriente Médio.

Hoje Israel bloqueou o acesso de homens de até 50 anos à Esplanada das Mesquitas. Não impediu os protestos e empurra-empurra com os palestinos indignados com a proibição.

Houve passeata do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na cidade de Gaza e marcha até a barreira da discórdia, que divide áreas da Cisjordânia, onde os palestinos enfrentaram os soldados israelenses e foram contra-atacados com gás lacrimogênio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Suicidas matam 45 no Paquistão

Um ataque com dois terroristas suicidas matou 45 em Lahore, a segunda maior cidade do Paquistão. Outras cem pessoas saíram feridas.

As principais suspeitas recaem sobre os talebã paquistaneses, em guerra contra o Estado há quase três anos.

Endividamento dos chineses é de 17% do PIB

O endividamento pessoal na China corresponde a apenas 17% do PIB, em contraste com 62% na Eurozona e 96% nos EUA.

Na média, cada americano deve US$ 44 mil, mas a dívida caiu 1,7% em 2009.

Diretoria do Lehman Brothers escondeu prejuízo

A investigação oficial dos Estados Unidos sobre o agravamento da crise financeira internacional acusa a diretoria do Lehman Brothers e da empresa de auditoria Ernst & Young de maquiar os problemas meses antes do colapso do banco, em 15 de setembro de 2008, marco do aprofundamento da crise.

O relatório de 2,2 mil páginas do procurador Anton Valutas aponta a "prática regular de irregularidades contábeis" e a supressão de dívidas de US$ 50 bilhões do balanço do Lehman Brothers. As provas incriminam diretamente o ex-diretor-presidente do banco, Richard Fuld, e três diretores financeiros, Chris O'Meara, Erin Callan e Ian Lowitt, além da E&Y.

Um artigo no jornal americano The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, elogiou a eficiência da investigação ao denunciar as práticas ilícitas do mercado e admitiu que isso só foi possível porque a falência expôs as vísceras do Lehman Bros.

É provável que o mundo nunca fique sabendo exatamente o que aconteceu nas empresas salvas pelo Tesouro dos Estados Unidos, como a seguradora A-I-G, as companhias de crédito imobiliário Freddie Mac e Fannie Mae, e os bancos Bear Stearn e Merrill Lynch.