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quarta-feira, 22 de julho de 2015

EUA mataram comandante d'al Caeda na Síria

Um bombardeio dos Estados Unidos matou tem 8 de julho de 2014 o comandante do Grupo Khorassan, um dos braços da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, anunciou hoje o Departamento de Estado.

Muhsin al-Fadhli foi morto durante uma viagem, quando estava perto da cidade de Sarmada, no Norte do país.

O Grupo Khorassan seria formado por guerreiros veteranos d'al Caeda enviados à Síria pelo líder máximo da rede, Ayman al-Zawahiri, para planejar atentados contra o Ocidente. Seu objetivo seria recrutar voluntários com passaportes que permitam entrar sem maiores problemas em países da Europa e nos EUA

Al-Fadhli faria parte da alta cúpula da rede Al Caeda. Seria um dos poucos membros da organizados avisados com antecedência dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

domingo, 15 de agosto de 2010

EUA advertem Turquia

O presidente Barack Obama advertiu hoje o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, a mudar de posição em relação a Israel e Irã, se estiver realmente interessado em comprar armas dos Estados Unidos.

A Turquia é aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas se afastou do Ocidente durante o atual governo, que é islamita moderado. O parlamento turco negou autorização para as tropas americanas cruzarem o país para invadir o Iraque, em 2003.

Maior aliada de Israel no mundo muçulmano, a Turquia mediava negociações de paz entre o governo israelense e a Síria, mas se revoltou com a ofensiva israelense contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Erdogan saiu acintosamente de uma mesa redonda no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, de que também participava o presidente israelense, Shimon Peres.

Em 31 de maio de 2010, a Marinha de Israel atacou uma flotilha de navios organizada por uma organização não governamental turca para tentar furar o bloqueio israelense a Gaza, uma punição ao Hamas. Pelo menos nove turcos morreram na ação.


Hoje, em mensagem divulgada na Internet, o segundo homem na hierarquia da rede terrorista Al Caeda, o médico egípcio Ayman al Zawahiri, pede à Turquia que rompa relações com Israel.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Al Caeda acusa Obama de traição e servilismo

Em gravação de som distribuída via Internet, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, lugar-tenente de Ossama ben Laden na rede terrorista Al Caeda, acusou ontem o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de traição por ter um pai negro e muçulmano e ter se transformando num "negro servil" que estaria fazendo o jogo dos brancos americanos.

Zawahiri advertiu Obama para não enviar mais soldados para o Afeganistão, sob pena de sofrer uma humilhante derrota, como aconteceu com a União Soviética nos anos 80, quando os mujahedin (guerrilheiros muçulmanos) tinham o apoio dos EUA, da China, da Arábia Saudita e do Paquistão.

sábado, 3 de novembro de 2007

Al Caeda ameaça atacar Líbia e Kadafi

Em uma gravação de 28 minutos divulgada na Internet, o vice-líder da rede terrorista Al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, acusou o ditador da Líbia, coronel Muamar Kadafi, de se aliar aos Estados Unidos e ameaçou lançar uma onde de ataques contra o país do Norte da África.

O lugar-tenente de Ossama ben Laden pediu a união dos jihadistas e anunciou a criação do Grupo de Luta Islâmica Líbio.

"A nação islâmica testemunha um passo abençoado", declarou Zawahiri. "Os irmãos estão escalando a confrontação contra os inimigos do Islã: Kadafi e seus mestres, os cruzados de Washington."

Um comandante líbio da al Caeda no Afeganistão, Abu Laith al-Libi, também mandou mensagem acusando Kadafi: "Ele é um tirano e está arrastando a Líbia para o pântano. Depois de muitos anos, ele descobriu de repente que os EUA não são inimigos. Está tornando a Líbia em outra base das cruzadas."

Durante décadas, desde que deu um golpe militar em 1969 e se voltou contra o Ocidente na Guerra Fria, Kadafi foi considerado pelos EUA um pária que apoiava o terrorismo. Em abril de 1986, depois de um atentado a bomba contra uma boate freqüentada por soldados americanos na Alemanha, o presidente Ronald Reagan (1981-89) mandou bombardear sua residência, matando uma filha do ditador.

Com o avanço do fundamentalismo muçulmano e a invasão americana ao Iraque, Kadafi optou por abrir mão de seus programas de armas de destruição em massa e se reaproximar do Ocidente, em busca de segurança e negócios no setor de petróleo. Tornou-se um aliado dos EUA na guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.

Em 2003, Kadafi anunciou a decisão de desmontar seu programa nuclear clandestino e fez um acordo para pagar indenizações de US$ 2,7 bilhões às parentes dos 270 mortos no atentado contra um Boeing 747 da companhia aérea americana PanAm em Lockerbie, na Escócia.

No ano seguinte, pagou US$ 170 milhões às famílias das 170 vítimas do atentado contra um avião da companhia francesa UTA derrubado na África em 1989.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Al Caeda declara apoio ao Hamas

A rede terrorista Al Caeda anunciou seu apoio ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Em gravação divulgada hoje na Internet, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, lugar-tenente de Ossama ben Laden, advertiu que está sendo preparada uma "ofensiva" contra o partido fundamentalista palestino, com a participação do Egito e da Arábia Saudita, os dois maiores aliados dos Estados Unidos no mundo árabe.

O alerta coincide com uma reunião de cúpula árabe-israelense em Charm al-Cheik, um balneário egípcio no Mar Vermelho, para dar apoio ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, da Fatah, derrotada pelo Hamas na Faixa de Gaza em combates que deixaram 115 mortos.

Israel prometeu liberar os impostos arrecadados de palestinos, retidos desde a vitória eleitoral do Hamas nas eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2006, sob o argumento de que o dinheiro seria usado em atividades terroristas, e os militantes da Fatah presos não-acusados por crimes de sangue.

"Temos de apoiar hoje os mujahedin da Palestina, inclusive os mujahedin do Hamas, apesar dos erros de sua direção", afirmou Zawahiri, conhecido por criticar a participação do movimento islamita nas eleições do ano passado.

"Dizemos a nossos irmãos, os mujahedin do Hamas, que ficaremos, como toda a nação muçulmana, a seu lado, mas devem retificar sua linha política", prosseguiu o segundo homem na hierarquia d'al Caeda, dizendo que "chegar ao poder não é um fim em si, é para fazer valer a lei divina na Terra, e, segundo, o que foi conquistado não está garantido porque prepara-se o terreno para uma invasão de Gaza".

"Tenemos que apoyar hoy a los muyahidín en Palestina, incluidos los muyahidín de Hamas a pesar de todos los errores de su dirección", declaró Zawahiri, conocido por sus vivas críticas contra Hamas desde su participación en las elecciones de enero 2006 que lo llevaron al poder.

"Unam-se a vossos irmãos, os mujahedin da Palestina. Não criem problemas com eles e unam suas filas com todos os mujahedin do mundo diante de uma ofensiva que se preparar, na qual os egípcios e sauditas jogarão, como de costume, um papel grave e ingrato".

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Al Caeda renasceu na areia da Mesopotâmia

Em novembro de 2001, depois da queda do regime dos Talebã no Afeganistão, a rede terrorista liderada por Ossama ben Laden estava derrotada, acuada e em fuga; 80% de seus militantes foram presos ou mortos. Uma ofensiva global antiterrorista desarticulou suas células do Marrocos à Malásia. Durante três anos, sua liderança lutou para sobreviver na fronteira incerta entre o Afeganistão e o Paquistão.

A desastrada invasão do Iraque ressuscitou o grupo terrorista responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001. O caos provocado pelos EUA no Iraque permitiu recrutar uma nova geração de jihadistas, ocupar grandes áreas – Al Caeda proclamou uma república islâmica na província de Anbar – e criar centros de treinamento de terroristas. Na análise da revista Foreign Policy, Al Caeda é o terceiro maior ganhador com a invasão do Iraque.

As técnicas desenvolvidas no Iraque, sobretudo o terrorismo suicida, começam a ser usadas no Afeganistão, onde se espera uma ofensiva dos Talebã na primavera no Hemisfério Norte, e devem ser levadas para outras ‘jihads’, na Caxemira, na Chechênia, na Somália.

Antes, não havia terrorismo suicida no Iraque e no Afeganistão. Com a revolta dos muçulmanos pela invasão do Iraque, houve atentados em Madri e Londres por causa de governos aliados dos EUA.

Al Caeda está ativa no Iraque, no Afeganistão, na Europa e se infiltra rapidamente no Norte da África, ampliando, como prega seu subcomandante, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, as frentes de batalha na sua “guerra santa” contra o Ocidente.

Os jihadistas estão se tornando mais letais. Acabam de introduzir no Iraque a arma química suja, com uma descarga de cloro associada a uma explosão convencional, no primeiro uso de armas químicas nesta guerra, embora elas tenham servido de pretexto para a invasão americana.

A ditadura de Saddam Hussein esmagou o fundamentalismo no Iraque. Não tinha qualquer aliança com Al Caeda, como foi alegado pelo governo Bush para justificar a guerra. Hoje, a insurgência sunita, constituída principalmente pelos antigos partidários de Saddam Hussein deserdados com a desbaathificação do Iraque, luta ao lado dos jihadistas da Caeda contra os americanos e a nova ordem que consideram dominada pelos xiitas.

Se os EUA se retirarem do Iraque como a União Soviética fez no Afeganistão, provavelmente haverá uma longa guerra civil capaz de envolver outros países do Oriente Médio, ao colocar sunitas contra xiitas. No vácuo de um Estado em colapso, haveria ainda mais espaço para os terroristas instalarem suas bases. Como no Afeganistão, uma nova geração de jihadistas está sendo temperada a ferro e fogo no Iraque. Logo, estará de volta a seus países de origem, espalhando a centelha revolucionária.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Bush pede a americanos apoio para plano de guerra

Ao fazer sua prestação de contas anual ao Congresso dos Estados Unidos e apresentar seus planos de governo para este ano, na madrugada de hoje, o presidente George Walker Bush pediu a deputados e senadores, e ao povo americano em geral, uma chance para sua nova estratégia para a guerra no Iraque.

No seu primeiro discurso diante de um Congresso com maioria do Partido Democrata, o presidente foi conciliatório. Pela primeira vez, admitiu que o aquecimento global é "um desafio sério". Também revelou planos para reduzir o consumo de gasolina em 20%.

O álcool seria responsável por 75% da substituição, o que cria boas oportunidades de negócios para o Brasil, que tem um programa de álcool combustível há 30 anos. Isto não resolve o problema do aquecimento global mas reduziria a dependência americana de petróleo importado de países potencialmente hostis.

Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA propôs acabar com o déficit orçamentário federal em cinco anos, o que limitaria a capacidade do Congresso de maioria democrata de aumentar despesas.

Mas a questão central era a Guerra do Iraque. Bush anunciou há duas semanas a decisão de enviar mais 21 mil soldados americanos para o país invadido em 2003, apesar da oposição dentro de seu próprio partido, da maioria democrata na Câmara e no Senado, e de 65% do eleitorado dos EUA.

Na opinião do jornal francês Le Monde, o presidente americano é um "cowboy obstinado" que se julga capaz de evitar o que ele mesmo definiu como "um pesadelo", um Iraque em guerra civil que seria terreno fértil para o terrorismo da rede Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden. Numa provocação, em gravação divulgada na véspera, o segundo homem na hierarquia da rede terrorista, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, perguntou por que 20 mil soldados e não 100 mil, afirmando que "os cães do Iraque estão prontos para atacar os cadáveres dos soldados americanos".

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Al Caeda é contra eleição antecipada na Palestina

O subcomandante da rede terrorista Al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, rejeitou em gravação em vídeo divulgada ontem a convocação de eleições antecipadas pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Para o lugar-tenente de Ben Laden, só a "guerra santa" é capaz de acabar com a ocupação israelense, e não eleições.

Abbas anunciou a convocação de eleições por causa do fracasso nas negociações para formar um governo de união nacional entre seu partido, a Fatah, e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla o governo palestino desde sua vitória nas eleições parlamentares de 25 de janeiro deste ano. Este resultado provocou um boicote internacional contra a Autoridade Nacional Palestina porque o Hamas não abandonou a luta armada nem reconhece Israel.

Acuado, o Hamas pediu ajuda ao Irã e agora recebe o apoio d'al Caeda, num processo que acirra ainda mais o conflito entre o Ocidente e os fundamentalistas muçulmanos.