Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Democratas vencem obstrução à reforma da saúde
Por 60 votos a 40, numa Washington coberta de neve, a bancada do Partido Democrata no Senado dos Estados Unidos conseguiu superar a obstrução sistemática da oposição republicana e encaminhou a votação da reforma de saúde do governo Barack Obama, que deve ser aprovada na véspera do Natal.
EUA limitam tempo de espera em aviões
O governo dos Estados Unidos decidiu limitar em três horas o tempo máximo que os passageiros podem ficar dentro de um avião estacionado na pista.
Depois deste período, as empresas terão de pagar multa.
Depois deste período, as empresas terão de pagar multa.
Pórtico de Auschwitz é recuperado
A polícia da Polônia recuperou o letreiro do portão de entrada do campo de concentração nazista de Auschwitz, que diz: "O trabalho liberta". Mais de 1,5 milhão de pessoas que passaram por ali foram mortas.
Cinco suspeitos do roubo, ocorrido na sexta-feira, 18 de dezembro de 2009, estão sendo interrogados na cidade de Cracóvia, que fica a 70 quilômetros de Auschwitz, hoje convertido em Museu do Holocausto.
Cinco suspeitos do roubo, ocorrido na sexta-feira, 18 de dezembro de 2009, estão sendo interrogados na cidade de Cracóvia, que fica a 70 quilômetros de Auschwitz, hoje convertido em Museu do Holocausto.
Deflação volta a amedrontar o Japão
O índice de preços ao consumidor do Japão caiu 2,2% nos últimos 12 meses até outubro, na oitava queda mensal consecutiva, trazendo de volta a deflação que marcou a estagnação da segunda maior economia do mundo nos anos 90 e no início desta década.
A deflação é uma queda consistente de preços que desestimula o consumo, a produção e o investimento.
A deflação é uma queda consistente de preços que desestimula o consumo, a produção e o investimento.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Morte de grão-aiatolá deflagra protestos no Irã
A morte do grão-aiatolá oposicionista Hussein Ali Montazeri, de 87 anos, anunciada ontem à noite, provocou protestos espontâneos em diversas cidades e campi universitários, recriando um clima para confrontos entre o regime fundamentalista do Irã e a oposição.
Montazeri era um dos maiores críticos dos presidente Mahmoud Ahmadinejad, cuja reeleição fraudulenta, em 12 de junho de 2009, gerou a maior onda de protestos populares contra o regime em 30 anos de revolução islâmica.
Ele chegou a ser apontado como o sucessor do aiatolá Ruhollah Khomeini, o líder da revoluçcão islâmica, como Supremo Líder Espiritual do Irã. Mas rompeu com Khomeini nos anos 80 e passou a defender uma democratização do regime, o que o converteu em herói da oposição.
Já circulam na Internet mensagens de condolências: "Ao nosso verde Montazeri, congratulações pela sua liberdade" ou "Montazeri, vamos continuar na sua trilha". Verde é a cor do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi, o candidato que a oposição acredita que ganhou a eleição presidencial de junho.
Na Universidade Elmo Sanaat, em Teerã, jovens marcharam levando cartazes com a foto de Montazeri. Eles proclamavam: "O povo verde do Irã está de luto."
Montazeri era um dos maiores críticos dos presidente Mahmoud Ahmadinejad, cuja reeleição fraudulenta, em 12 de junho de 2009, gerou a maior onda de protestos populares contra o regime em 30 anos de revolução islâmica.
Ele chegou a ser apontado como o sucessor do aiatolá Ruhollah Khomeini, o líder da revoluçcão islâmica, como Supremo Líder Espiritual do Irã. Mas rompeu com Khomeini nos anos 80 e passou a defender uma democratização do regime, o que o converteu em herói da oposição.
Já circulam na Internet mensagens de condolências: "Ao nosso verde Montazeri, congratulações pela sua liberdade" ou "Montazeri, vamos continuar na sua trilha". Verde é a cor do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi, o candidato que a oposição acredita que ganhou a eleição presidencial de junho.
Na Universidade Elmo Sanaat, em Teerã, jovens marcharam levando cartazes com a foto de Montazeri. Eles proclamavam: "O povo verde do Irã está de luto."
Senado dos EUA faz acordo para reformar saúde
A bancada do Partido Democrata no Senados dos Estados Unidos anunciou hoje ter chegado a um acordo para aprovar a reforma do sistema de saúde proposta pelo governo Barack Obama.
Para reunir os 60 votos necessários para vencer a obstrução da oposição republicana, foi preciso fazer várias mudanças que desfiguraram o projeto.
Para convencer o senador independente Joe Lieberman, os democratas descartaram a opção de um seguro-saúde estatal. Lieberman foi o primeiro judeu a participar de uma chapa que concorreu à Presidência dos EUA. Foi candidato a vice-presidente de Al Gore, em 2000.
Depois de não obter a candidatura do partido à reeleição em 2004, concorreu como independente e ganhou. No ano passado, apoiou a candidatura republicana do senador John McCain à Casa Branca, mas costuma votar com a bancada democrata.
O último passo foi convencer o senador Bob Nelson, do grupo antiaborto. Ele terminou aceitando que os estados decidam se aceitam ou não que os seguros de saúde cubram intervenções para acabar com gravidezes indesejadas.
Para reunir os 60 votos necessários para vencer a obstrução da oposição republicana, foi preciso fazer várias mudanças que desfiguraram o projeto.
Para convencer o senador independente Joe Lieberman, os democratas descartaram a opção de um seguro-saúde estatal. Lieberman foi o primeiro judeu a participar de uma chapa que concorreu à Presidência dos EUA. Foi candidato a vice-presidente de Al Gore, em 2000.
Depois de não obter a candidatura do partido à reeleição em 2004, concorreu como independente e ganhou. No ano passado, apoiou a candidatura republicana do senador John McCain à Casa Branca, mas costuma votar com a bancada democrata.
O último passo foi convencer o senador Bob Nelson, do grupo antiaborto. Ele terminou aceitando que os estados decidam se aceitam ou não que os seguros de saúde cubram intervenções para acabar com gravidezes indesejadas.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Senado aprova orçamento de defesa dos EUA
O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje um orçamento de defesa de US$ 635 bilhões para os últimos dez meses do ano fiscal, que termina em setembro, alocando US$ 130 bilhões para as guerras no Afeganistão e no Iraque.
Piñera lidera pesquisa no Chile
Na primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial do Chile, o biolionário Sebastián Piñera, candidato da direita, tem 48% das preferências, contra 43% para o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle, da coligação de centro-esquerda Concertación, que governa o país desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet.
Cerca de 9% dos chilenos não pretendem votar em nenhum dos dois.
Cerca de 9% dos chilenos não pretendem votar em nenhum dos dois.
Pórtico de Auschwitz é roubado
A frase inscrita no pórtico do campo de concentração em Auschwitz, na Polônia, com os dizeres "O trabalho liberta", foi roubado ontem.
Auschwitz-Birkenau foi o maior e pior campo de concentração nazista na Segunda Guerra Mundial, onde 1,5 milhão de pessoas foram mortas. É o maior símbolo do Holocausto.
A frase era mais uma mentira. A maioria morreu em câmaras de gás logo depois de chegar a Auschwitz, e os outros de fome e doenças causadas por um regime de trabalho de escravidão.
Auschwitz-Birkenau foi o maior e pior campo de concentração nazista na Segunda Guerra Mundial, onde 1,5 milhão de pessoas foram mortas. É o maior símbolo do Holocausto.
A frase era mais uma mentira. A maioria morreu em câmaras de gás logo depois de chegar a Auschwitz, e os outros de fome e doenças causadas por um regime de trabalho de escravidão.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Conferência de Copenhague chega a um acordo
Depois de muitas divergências e adiamentos, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca, chegou a um acordo de última hora para prorrogar indefinidamente as negociações sobre um tratado com valor legal para reduzir as emissões dos gases que agravam o efeito estufa. Um fundo de US$ 30 bilhões será criado para financiar ações imediatas de mitigação.
O resultado está de acordo com o que anticipei neste blog na madrugada de hoje, ao comentar a possibilidade de um acordo de última hora.
Em entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a meta é manter o aumento da temperatura média da Terra em dois graus centígrados.
Obama defendeu o acordo como um primeiro passo, admitindo que será difícil acabar com as divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para negociar um tratado com valor legal e metas obrigatórias de cortes de emissões de gases carbônicos.
Talvez o mais importante nesta conferência tenha sido envolver os Estados Unidos e outros grandes países como a China, a Índia e o Brasil no processo multilateral de combate à mudança do clima.
Era legítimo aspirar muito mais, mas irrealista esperar muito mais. Obama não tinha margem de manobra. Não poderia melhorar a proposta americana porque não teria aprovação do Congresso. E o resto do mundo precisa dos EUA para conter o aquecimento global.
O resultado está de acordo com o que anticipei neste blog na madrugada de hoje, ao comentar a possibilidade de um acordo de última hora.
Em entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a meta é manter o aumento da temperatura média da Terra em dois graus centígrados.
Obama defendeu o acordo como um primeiro passo, admitindo que será difícil acabar com as divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para negociar um tratado com valor legal e metas obrigatórias de cortes de emissões de gases carbônicos.
Talvez o mais importante nesta conferência tenha sido envolver os Estados Unidos e outros grandes países como a China, a Índia e o Brasil no processo multilateral de combate à mudança do clima.
Era legítimo aspirar muito mais, mas irrealista esperar muito mais. Obama não tinha margem de manobra. Não poderia melhorar a proposta americana porque não teria aprovação do Congresso. E o resto do mundo precisa dos EUA para conter o aquecimento global.
Venezuela bombardeia nuvens
A Força Aérea da Venezuela está bombardeando as nuvens com produtos químicos para provocar chuva e combater uma seca.
Depois de pedir à população que tome banhos de no máximo três minutos para economizar água, o presidente Hugo Chávez revelou que ordenou um bombardeio diário das nuvens.
O país sofre com falta de água e energia por causa de uma seca atribuída ao fenômeno climático El Niño, que esquenta a superfície da água do Oceano Pacífico.
Depois de pedir à população que tome banhos de no máximo três minutos para economizar água, o presidente Hugo Chávez revelou que ordenou um bombardeio diário das nuvens.
O país sofre com falta de água e energia por causa de uma seca atribuída ao fenômeno climático El Niño, que esquenta a superfície da água do Oceano Pacífico.
Alemanha aprova novo plano de estímulo
Em uma vitória da primeira-ministra Angela Merkel, o Senado da Alemanha aprovou hoje um novo plano de incentivo para 2010 no valor de 8,5 bilhões de euros, cerca de US$ 12,2 bilhões.
Com as medidas anunciadas anteriormente, o total dos programas de estímulo alemães em 2009 e 2010 chegou a 80 bilhões de euros, cerca de US$ 114 bilhões.
Com as medidas anunciadas anteriormente, o total dos programas de estímulo alemães em 2009 e 2010 chegou a 80 bilhões de euros, cerca de US$ 114 bilhões.
Dívida pública dos EUA estoura o limite
A dívida pública federal dos Estados Unidos chegou a US$ 12,135 trilhões, superando o limite máximo de US$ 12,104 estabelecido em fevereiro pela Lei de Reinvestimento e Recuperação Econômica.
Copenhague fará o acordo possível
O acordo de última hora que está sendo negociado na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para conter o aquecimento global tem uma limitação: precisa passar pelo Congresso dos Estados Unidos.
A chegada do presidente Barack Obama no momento decisivo aumenta a chance de um acordo. Ele está limitado pelas regras da democracia americana, mas não vai a Copenhague passear. Algo terá de ser aprovado.
Caso contrário, será uma grande derrota política, no momento em que sua popularidade cai abaixo de 50%.
Desde o início, o plano dos EUA é fechar a Conferência de Copenhague com grande declaração política do tipo "estamos todos juntos na luta" e criar um fundo para iniciar ações práticas, deixando para negociar as metas de cortes de emissões para 2010.
Ontem, a secretária de Estado, Hillary Clinton, chegou propondo a criação de um fundo de US$ 100 bilhão por ano até 2020 para financiar a transição dos países em desenvolvimento para um mundo com menos queima de carvão e petróleo. É assim que os ricos resolvem seus problemas, jogando muito dinheiro em cima.
A China, que lidera o bloco dos países em desenvolvimento, logo começou a estudar a tal "transparência" cobrada pelos EUA. Os americanos querem metas verificáveis para os países terem acesso ao fundo.
O projeto aprovado na Câmara dos EUA prevê corte de 17% nas emissões até 2020, em relação a 2005. Isso dá apenas 3% a 4% em relação a 1990, que era o marco de referência do Protocolo de Quioto, ao qual os EUA nunca aderiram.
Há outro projeto no Senado que chega a 20%. Mais do que isso, não tem a menor chance de aprovação e, sem os EUA, o maior poluidor per capita e historicamente do mundo, não vai haver acordo para cortar as emissões dos gases de efeito estufa.
É isto o que está na mesa. É pegar ou largar. No fim das contas, EUA e China decidem. É o Grupo dos Dois (G-2) informal que governa o mundo.
O Brasil ainda não assumiu o papel de protagonista como deveria. Como não quer ingerência na Amazônia, adota uma postura defensiva. Mas está no grupo de 15 países que tentam salvar a conferência nas últimas horas.
A chegada do presidente Barack Obama no momento decisivo aumenta a chance de um acordo. Ele está limitado pelas regras da democracia americana, mas não vai a Copenhague passear. Algo terá de ser aprovado.
Caso contrário, será uma grande derrota política, no momento em que sua popularidade cai abaixo de 50%.
Obama só tem o apoio de 45% dos americanos na questão do clima e o apoio geral de apenas 36% dos independentes; em abril, eram 62%. Mais de 60% dos americanos e 80% dos republicanos duvidam da contribuição humana para o aquecimento global, aceita por 55% dos democratas.
Desde o início, o plano dos EUA é fechar a Conferência de Copenhague com grande declaração política do tipo "estamos todos juntos na luta" e criar um fundo para iniciar ações práticas, deixando para negociar as metas de cortes de emissões para 2010.
Ontem, a secretária de Estado, Hillary Clinton, chegou propondo a criação de um fundo de US$ 100 bilhão por ano até 2020 para financiar a transição dos países em desenvolvimento para um mundo com menos queima de carvão e petróleo. É assim que os ricos resolvem seus problemas, jogando muito dinheiro em cima.
A China, que lidera o bloco dos países em desenvolvimento, logo começou a estudar a tal "transparência" cobrada pelos EUA. Os americanos querem metas verificáveis para os países terem acesso ao fundo.
O projeto aprovado na Câmara dos EUA prevê corte de 17% nas emissões até 2020, em relação a 2005. Isso dá apenas 3% a 4% em relação a 1990, que era o marco de referência do Protocolo de Quioto, ao qual os EUA nunca aderiram.
Há outro projeto no Senado que chega a 20%. Mais do que isso, não tem a menor chance de aprovação e, sem os EUA, o maior poluidor per capita e historicamente do mundo, não vai haver acordo para cortar as emissões dos gases de efeito estufa.
É isto o que está na mesa. É pegar ou largar. No fim das contas, EUA e China decidem. É o Grupo dos Dois (G-2) informal que governa o mundo.
O Brasil ainda não assumiu o papel de protagonista como deveria. Como não quer ingerência na Amazônia, adota uma postura defensiva. Mas está no grupo de 15 países que tentam salvar a conferência nas últimas horas.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Grécia e desemprego nos EUA derrubam bolsas
O número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentaram na semana passada nos Estados Unidos pela segunda semana seguida, indicando mais uma vez que o desemprego é o maior obstáculo à recuperação econômica.
Depois da Fitch, agora a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixa a nota de crédito da Grécia, sinalizando que o país terá dificuldade para honrar suas dívidas.
A central sindical ligada ao Partido Comunista da Grécia liderou hoje uma greve de 24 horas no setor´privado em protesto contra as medidas anunciadas pelo governo para reduzir o déficit orçamentário.
Nesta semana, o governo socialista grego congelou salários, pensões e contratações, e aumentou impostos.
Na Suíça, o Comitê de Supervisão Bancária do Banco de Compensações Internacionais, chamado de banco central dos bancos centrais, propôs que os bancos sejam proibidos de pagar bônus e dividendos quando as reservas de capital ficarem abaixo de um limite a ser fixado pelos órgãos reguladores.
No Reino Unido, as vendas no varejo caíram 0,3% em novembro.
As bolsas de valores caíram no mundo inteiro por causa do desemprego nos EUA e do medo de um calote da Grécia.
Depois da Fitch, agora a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixa a nota de crédito da Grécia, sinalizando que o país terá dificuldade para honrar suas dívidas.
A central sindical ligada ao Partido Comunista da Grécia liderou hoje uma greve de 24 horas no setor´privado em protesto contra as medidas anunciadas pelo governo para reduzir o déficit orçamentário.
Nesta semana, o governo socialista grego congelou salários, pensões e contratações, e aumentou impostos.
Na Suíça, o Comitê de Supervisão Bancária do Banco de Compensações Internacionais, chamado de banco central dos bancos centrais, propôs que os bancos sejam proibidos de pagar bônus e dividendos quando as reservas de capital ficarem abaixo de um limite a ser fixado pelos órgãos reguladores.
No Reino Unido, as vendas no varejo caíram 0,3% em novembro.
As bolsas de valores caíram no mundo inteiro por causa do desemprego nos EUA e do medo de um calote da Grécia.
Berlusconi sai do hospital em Milão
Depois de passar bem a noite, sem sentir dor, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, saiu hoje do manhã do hospital de Milão onde estava internado desde domingo, quando foi atacado no fim de um comício, quebrando um nariz e dois dentes.
O primeiro-ministro deixou o hospital com o rosto parcialmente coberto por um curativo e foi até uma clínica odontológica restaurar os dentes quebrados. Seus médicos recomendaram duas semanas de repouso, mas assessores do chefe de governo italiano disseram que ele está impaciente para voltar ao trabalho.
Berlusconi declarou que sai mais fortalecido e mais determinado. Em nota, disse que vai se lembrar desses dias "pelo ódio de alguns poucos e o amor da imensa maioria dos italianos".
O primeiro-ministro deixou o hospital com o rosto parcialmente coberto por um curativo e foi até uma clínica odontológica restaurar os dentes quebrados. Seus médicos recomendaram duas semanas de repouso, mas assessores do chefe de governo italiano disseram que ele está impaciente para voltar ao trabalho.
Berlusconi declarou que sai mais fortalecido e mais determinado. Em nota, disse que vai se lembrar desses dias "pelo ódio de alguns poucos e o amor da imensa maioria dos italianos".
Acordo em Copenhague está difícil
Um acordo internacional para combater o aquecimento do planeta parece difícil na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Copenhague, por causa das divergências entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, e sobretudo entre os Estados Unidos e a China.
A China rejeita a proposta que está sobre a mesa no momento, enquanto os EUA acenam com a possibilidade de dar uma ajuda substancial para criar um fundo de combate à mudança do clima de US$ 100 bilhões por ano, para salvar a conferência. Mas a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que esses recursos só serão dados a países que mostrarem "transparência" no corte das emissões de gases de carbono, que agravam o efeito estufa.
A China rejeita a proposta que está sobre a mesa no momento, enquanto os EUA acenam com a possibilidade de dar uma ajuda substancial para criar um fundo de combate à mudança do clima de US$ 100 bilhões por ano, para salvar a conferência. Mas a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que esses recursos só serão dados a países que mostrarem "transparência" no corte das emissões de gases de carbono, que agravam o efeito estufa.
Essa proposta é coerente com a promessa do presidente Barack Obama de chegar a um acordo que deflagre ações práticas. Obama chega amanhã, mas sua margem de manobra é muito estreita por causa da dificuldade de aprovação de medidas mais duras no Congresso dos EUA.
A Câmara aprovou uma lei para reduzir as emissões em 17% até 2020 em relação a 2005. Isso equivaleria a 3% a 4% das emissões de 1990, referência do Protocolo de Quioto, a que os EUA nunca aderiram.
Diante da resistência dos EUA de fazer cortes drásticos nas suas emissões, os países em desenvolvimento, liderados pela China, se negam a assumir um compromisso obrigatório com uma redução efetiva nas suas. Só aceitam medidas voluntárias.
Obama diz à China que não pode impedir ataque ao Irã
Durante sua visita à China, o presidente Barack Obama advertiu o colega chinês, Hu Jintao, de que não pode impedir indefinidamente um ataque de Israel contra as instalações nucleares do Irã.
Obama tentava persuadir Hu a apoiar sanções mais duras para dissuadir a república islâmica de fazer a bomba atômica.
A China investiu bilhões de dólares no setor de energia no Irã. Reluta em aceitar sanções capazes de prejudicar os negócios.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Funcionários do Equador eram ligados às FARC
Vários ex-funcionários do governo do Equador tinham ligações com a guerrilha colombiana, concluiu uma investigação sobre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) pedida pelo presidente Rafael Correa.
O relatório adverte que o país poderia virar uma “narcodemocracia”.
Irã teste míssil de médio alcance
Em mais um desafio à sociedade internacional, a república islâmica do Irã testou hoje o míssil Sejil-2, capaz de atingir Israel, com alcance de mais de 2 mil km.
O teste provocou repúdio internacional. No início do próximo ano, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve voltar a discutir sanções contra o regime fundamentalista iraniano.
Nos EUA, a Câmara autorizou novas sanções contra o Irã, mas é difícil que a China, que investiu bilhões no setor petrolífero iraniano, concorde.
Depois de supervisionar o teste de mísseis, o ministro da Defesa iraniano, Ahmed Vadidi, que tem prisão pedida na Argentina por atentados terroristas nos anos 90, insistiu em que a arma tem unicamente fins pacífico. Mas advertiu que pode ser usada numa retaliação contras as usinas nucleares israelense, caso Israel bombardeie as iranianas.
O teste provocou repúdio internacional. No início do próximo ano, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve voltar a discutir sanções contra o regime fundamentalista iraniano.
Nos EUA, a Câmara autorizou novas sanções contra o Irã, mas é difícil que a China, que investiu bilhões no setor petrolífero iraniano, concorde.
Depois de supervisionar o teste de mísseis, o ministro da Defesa iraniano, Ahmed Vadidi, que tem prisão pedida na Argentina por atentados terroristas nos anos 90, insistiu em que a arma tem unicamente fins pacífico. Mas advertiu que pode ser usada numa retaliação contras as usinas nucleares israelense, caso Israel bombardeie as iranianas.
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