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domingo, 22 de julho de 2012

Ricos têm US$ 21 trilhões em paraísos fiscais

LONDRES - A elite global tem cerca de US$ 21 trilhões, mais de R$ 42 trilhões, o equivalente à toda a riqueza produzida num ano nos Estados Unidos e no Japão, em paraísos fiscais, revela uma investigação feita pela organização não governamental Rede pela Justiça Fiscal.

O relatório feito pelo economista James Henry, ex-funcionário da empresa de consultoria McKinsey, se baseou em informações obtidas do Fundo Monetário Internacional e do Banco de Compensações Internacionais (BIS), considerado o banco central dos bancos centrais. Henry acusa bancos privados de ajudar indivíduos muito ricos a esconder suas fortunas das autoridades fiscais.

Desde o início dos anos 90, diz o estudo, mais de US$ 1,6 trilhão saíram da Rússia. Desde a crise do petróleo dos anos 70, mais de US$ 600 bilhões saíram da Arábia Saudita, maior porodutor mundial, e quase isso da Nigéria, maior produtor da África, noticia o jornal inglês The Observer.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ação global contra paraísos fiscais fracassa

Apesar de uma ação sem precedentes de líderes políticos, os esforços anunciados durante a Grande Recessão (2008-9) para acabar com os paraísos fiscais não deram resultado. O total de dinheiro depositado em lugares distantes do alcance das autoridades fiscais somava US$ 2,7 trilhões no fim de 2011, o mesmo valor de 2007.

"Até agora, o combate do Grupo dos 20 aos paraísos fiscais fracassou", concluíram os pesquisadores Nils Johanessen e Gabriel Zucman, que tiveram acesso aos dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o chamado banco central dos bancos centrais, com sede em Basileia, na Suíça, por sinal um paraíso fiscal.

Na sua opinião, "os tratados levaram a uma modesta realocação de depósitos bancários entre os paraísos fiscais, mas não deflagraram um fluxo de saída significativo dos paraísos fiscais", reporta o jornal inglês The Guardian.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Grécia e desemprego nos EUA derrubam bolsas

O número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentaram na semana passada nos Estados Unidos pela segunda semana seguida, indicando mais uma vez que o desemprego é o maior obstáculo à recuperação econômica.

Depois da Fitch, agora a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixa a nota de crédito da Grécia, sinalizando que o país terá dificuldade para honrar suas dívidas.

A central sindical ligada ao Partido Comunista da Grécia liderou hoje uma greve de 24 horas no setor´privado em protesto contra as medidas anunciadas pelo governo para reduzir o déficit orçamentário.

Nesta semana, o governo socialista grego congelou salários, pensões e contratações, e aumentou impostos.

Na Suíça, o Comitê de Supervisão Bancária do Banco de Compensações Internacionais, chamado de banco central dos bancos centrais, propôs que os bancos sejam proibidos de pagar bônus e dividendos quando as reservas de capital ficarem abaixo de um limite a ser fixado pelos órgãos reguladores.

No Reino Unido, as vendas no varejo caíram 0,3% em novembro.

As bolsas de valores caíram no mundo inteiro por causa do desemprego nos EUA e do medo de um calote da Grécia.

segunda-feira, 9 de março de 2009

G-10 vê sinais de recuperação

O Grupo dos Dez (G-10), formado por diretores de bancos centrais, reunido em Basiléia, na Suíça,na sede do Banco Compensações Internacionais (BIS), em Genebra, na Suíça, começa a ver sinais de recuperação da economia mundial.

Como porta-voz do grupo, o presidente do Banco Central da Europa, Jean-Claude Trichet, comentou que há "um número de elementos sugerindo que estamos nos aproximando do momento em que a curva vai virar para cima".

Entre os sinais de recuperação apontados por Trichet, estão:
- a queda nos preços do petróleo e de produtos primários;
- o lançamento de programas de gastos públicos para estimular o crescimento; e
- o compromisso de impedir a falência de grandes instituições financeiras para não causar um abalo ainda maior ao sistema.