As Nações Unidas recomendam aos países-membros que revisem a metodologia do cálculo do PIB a cada cinco anos para refletir a evolução da produção e do consumo.
Como a Nigéria não mudava desde 1990, houve alterações significativas. Surgiram novos setores importantes, como telecomunicações e a indústria nacional de cinema, Nollywood, que ainda faz produções de baixa qualidade e baixo custo. A Nigéria é hoje o país que mais faz filmes por ano, mais de mil.
Com população muito menor, de 51,2 milhões de habitantes no fim de 2012 pela estimativa do Banco Mundial, em contraste com os 167 milhões da Nigéria, a África do Sul tem renda per capita, infraestrutura e governança muito melhores.
A Nigéria é o único país do mundo com uma população negra maior do que o Brasil. Tem fortes relações culturais com a Bahia, para onde muitos membros de tribos que hoje formam a Nigéria foram trazidos como escravos.
Hauçás e iorubás, inimigos mortais na Nigéria, rivalidade que persiste até hoje, tornaram-se
aliados no Brasil para lutar contra a escravidão. A cultura iorubá deu ao
Brasil a religião do candomblé graças a Martiniano Elyseu do Bonfim. Seu nome
iorubá era Òjélàdé.
Filho de escravos que tinham comprado sua liberdade,
Martiniano nasceu livre na Bahia em 1859. Em 1875, ele foi enviado pelo pai
para estudar em Lagos, onde ficou 11 anos, aprendeu inglês e iorubá, a estudou
a religião dos orixás.
De volta a Salvador, Martiniano fundou em 1910 com a
ialorixá (mãe de santo) Mãe Aninha o Axé Opô Afonjá, primeiro terreiro de
candomblé do Brasil.
Quando intelectuais como o escritor Jorge Amado, o escultor Carybé e o cineaste Pierre Verger começaram a
frequentar o terreiro, o candomblé deixou de ser visto como uma crendice de
negros tolos e ignorantes. Passou a ser considerado uma contribuição africana
importante para a cultura brasileira.