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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Uruguai exige fim de bloqueio em Gualeguaychú

O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, cobrou hoje da Argentina a suspensão do bloqueio à ponte entre Gualeguaychú e Fray Bentos, imposto por ambientalistas argentinos há mais de três anos em protesto contra a instalação de uma fábrica de celulose na margem oriental do Rio Uruguai.

Na semana passada, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, conclui que o Uruguai violou procedimentos do Estatuto do Rio Uruguai, mas não o espírito do tratado, ao autorizar a instalação de da fábrica de celulose da companhia finlandesa Botnia em Fray Bentos, na margem leste do rio.

Mesmo assim, os moradores de Gualeguaychú mantêm o bloqueio à ponte internacional. Os presidentes José Mujica e Cristina Kirchner discutem a questão nesta quarta-feira.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Corte da ONU rejeita pedido de fechar Botnia

O Tribunal Internacional das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, conclui que o Uruguai não violou fundamentalmente o Estatuto do Rio Uruguai, um acordo assinado com a Argentina em 1975 sobre o uso compartilhado do rio, quando autorizou a instalação de fábricas de celulose na sua margem oriental.

A Corte Internacional de Justiça rejeitou assim o pedido argentino para fechar a fábrica instalada pela empresa finlandesa Botnia em Fray Bentos, no Uruguai. Mas concluiu que o Uruguai não seguiu os procedimentos do tratado ao não consultar a Argentina sobre a instalação das fábricas de papel e celulose. E propôs um monitoramento conjunto do impacto ambiental.

Já dura quase cinco anos esse conflito conhecido nos países vizinhos como a "guerra das papeleiras". Duas fábricas, uma finlandesa e outra do grupo espanhol Ence, do lado uruguaio do Rio, num investimento de US$ 2 bilhões, equivalentes a 15% do produto interno bruto da República Oriental do Uruguai.

Na Argentina, os moradores da cidade de Gualeguaychú prometem manter o bloqueio da ponte internacional, iniciado há três anos e meio, com o apoio, na época, do então presidente Néstor Kirchner. Eles insistem que a Botnia está contaminando o Rio Uruguai e exalando mau cheiro.

Como o acordo entre os dois países não há referências a mau cheiro nem a queda no turismo, o tribunal de Haia ignorou essas demandas argentinas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Fábrica de papel volta a feder no Uruguai


A fábrica de papel e celulose finlandesa Botnia em Fray Bentos, no Uruguai, voltou a exalar mau cheiro ontem pela manhã, aumentando a revolta dos vizinhos argentinos que denunciam a poluição do Rio Uruguai, no conflito chamado de guerra das papeleiras.

Um erro involuntário de um técnico da fábrica apagou as caldeiras encarregada de processar da Botnia e um cheiro forte de couve cozida demais espalhou-se no ar.

A empresa atribuiu o problema a "um corte inesperado de energia". Isso teria acionado um sistema de emergência que desligou as caldeiras para poupar energia.

Depois de três anos de conflito entre Argentina e Uruguai em torno deste fábrica e de outra da empresa espanhola Ence, que está estudando a relocalização de seu projeto, a Botnia entrou em operação em 9 de novembro, acirrando ainda mais as tensões na guerras das papeleiras.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Uruguai fecha pontes e impede protesto

O governo do Uruguai fechou ontem as três pontes que ligam o país à Argentina para impedir a manifestação de protesto contra a instalação de uma fábrica de papel e celulose em Fray Bentos, na margem oriental do Rio Uruguai. Ecologistas e moradores da cidade argentina vizinha de Gualeguaychú pretendiam denunciar os riscos do projeto para o meio ambiente.

Duas pontes foram reabertas hoje.

A presidente eleita da Argentina, senadora Cristina Fernández de Kirchner, previu que o conflito, conhecido como guerra das papeleiras vai continuar até que a Corte Internacional de Justiça, a quem seu país recorreu, tome uma decisão, o que deve acontecer dentro de um ano.

domingo, 25 de novembro de 2007

Argentinos tentam protestar no Uruguai


Os moradores da cidade argentina de Gualeguaychú pretendem fazer hoje uma grande manifestação na praia de Las Cañas, em Fray Bentos, no Uruguai, contra a fábrica de papel e celulose da Botnia.

Como o governo uruguaio fechou a ponte entre as duas cidades para evitar protestos, os manifestantes terão de ir à cidade argentina de Colón e, de lá, cruzar para Paysandú, no Uruguai. Eles afirmam que é bom aproveitar a praia porque logo estará poluída.

A fábrica entrou em funcionamento no início do mês, aumentando a tensão entre os dois países na chamada guerra das papeleiras. Com um investimento de US$ 1,2 bilhão, é o maior projeto industrial da História do Uruguai.

Na tentativa de impedir sua instalação, a Argentina recorreu à Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia, na Holanda, denunciando a violação do Estatuto do Rio Uruguai. O veredito sai dentro de um ano.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Fábrica da Botnia começa a exalar mau cheiro


A fábrica de papel e celulose da companhia finlandesa Botnia que entrou em funcionamento sábado em Fray Bentos, no Uruguai, apesar dos protestos da Argentina, começa a feder. Sua chaminé joga no ar um cheiro de couve-flor cozida demais.

Quem morou em Porto Alegre nos anos 60 e 70, e foi obrigado a conviver com a fábrica da companhia norueguesa Royal Borregaard, sabe do que os argentinos estão se queixando. Mas a Secretaria do Meio Ambiente do Uruguai insiste em que "a Botnia segue padrões ambientais aceitos internacionalmente".

O maior projeto industrial da históría uruguaia deflagrou o conflito entre Argentina e Uruguai conhecido como 'guerra das papeleiras.

A Argentina recorreu à Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia, na Holanda, denunciando a violação do Estatuto do Rio Uruguai, de 1975. Dentro de um ano, a Corte de Haia deve dar seu veredito.

domingo, 11 de novembro de 2007

Início de operações da Botnia aumenta tensão entre Argentina e Uruguai na 'guerra das papeleiras'


O início das operações da fábrica de papel e celulose da companhia finlandesa Botnia (foto) em Fray Bentos, no Uruguai, no sábado, levou ao momento de maior tensão o conflito entre Argentina e Uruguai chamado de 'guerra das papeleiras', que já dura três anos.

A decisão do presidente uruguaio, Tabaré Vázques, de autorizar o funcionamento da fábrica sem consultar a Argentina e a Espanha, causou um enorme mal-estar.

Em Santiago, no Chile, no final da Conferência de Cúpula Ibero-Americana, o presidente argentino, Néstor Kirchner, agradeceu à mediação do rei Juan Carlos, da Espanha, num sinal de que as negociações com o Uruguai estão encerradas: “Sua Majestade, realmente quero lhe pedir desculpas porque fui um dos que lhe pediram que mediasse este problema que temos com a república irmã do Uruguai. Você faz um esforço tremendo, mas houve incompreensão de alguns".

O presidente uruguaio respondeu reclamando do bloqueio das pontes sobre o Rio Uruguai que ligam os dois países, bloqueadas diversas vezes por manifestantes argentinos: "O bloqueio de pontes nos causa um dano enorme. Já temos na região a experiencia do que causam os bloqueios que sofre Cuba há 40 anos".

Antes de saber que o Uruguai fechara a passagem de Gualeguaychú para Fray Bentos e do espaço aéreo sobre a fábrica, o chefe da Casa Civil do governo argentino, Alberto Fernández, declarou que "as relações estão muito danificadas".

Kirchner ficou especialmente irritado porque Vázquez o abraçara na noite anterior, sem fazer qualquer referência ao início das operações da Botnia.

A delegação uruguaia alegou que Vázquez tomou a decisão ao saber que Kirchner recebera um grupo de representantes da Assembléia dos Moradores de Gualeguaychú que fora a Santiago protestar dizendo-lhes: "Sempre estarei com a causa".

Surpreso, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, declarou: "Vamos ver qual é a explicação do Uruguai".

Pouco depois, Tabaré Vázquez disse ao rei Juan Carlos: "Considerei encerrado o compasso de espera quando o governo argentino deu apoio aos que bloqueiam estradas".

Para o Uruguai, o conflito virou uma questão de soberania nacional; para a Argentina, a fábrica representa uma ameaça ao meio ambiente, violando o Estatuto do Rio Uruguai, de 1975, um tratado bilateral sobre o uso compartilhado do rio que marca a fronteira entre os dois países.

A Argentina recorreu à Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia, na Holanda, denunciando a violação do tratado. O tribunal deve tomar sua decisão dentro de um ano.

"Somos racionais, pacíficos e estamos abertos ao diálogo", comentou um alto funcionário argentino. "Buscamos uma solução do século 21, não do século 16".

Com a fábrica funcionando, o governo argentino vai monitorar as condições ambientais na busca de provas da poluição que reforcem sua causa na Corte de Haia.

Outra empresa, a espanhola Ence, abandonou seu projeto original e estuda a relocalização de sua fábrica.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Argentina protesta contra autorização a papeleira

O embaixador do Uruguai em Buenos Aires recebeu hoje uma carta de protesto do governo Néstor Kirchner. A Argentina denuncia uma "conduta ilegítima do governo uruguaio e expressa seu "mais enérgico protesto" pela autorização para que a fábrica de papel e celulose da companhia finlandesa Botnia comece a funcionar neste sábado, em Fray Bentos, na margem oriental do Rio Uruguai. A questão provocou o conflito conhecido como 'guerra das papeleiras".

Em Santiago do Chile, na abertura da Conferência de Cúpula Ibero-Americana, os presidentes da Argentina, Néstor Kirchner, e do Uruguai, Tabaré Vázquez, trocaram farpas.

A Espanha, mediadora das negociações entre os dois países, pedira ao Uruguai que adiasse a autorização para o funcionamento da fábrica para fazer uma última tentativa de chegar a um acordo.

Na carta, “a Argentina expressa seu mais formal e enérgico protesto diante desta decisão unilateral", que la “lesa gravemente os direitos da Argentina previstos no Estatuto do Rio Uruguai, de 1975”.

Mais adiante, acrescenta que “a colocação em marcha do Projeto Orión [nome oficial da fábrica da Botnia] decidida pelo Uruguai sem esperar a sentença que deve pronunciar a Corte Internacional de Justiça, constitui uma evidência adicional da conduta ilegítima do Uruguai, que vem se manifestando desde que decidiu não respeitar o Estatuto de 1975, o tratado bilateral que regulamenta um recurso fluvial compartilhado entre ambos os países”.

Para os argentinos, a grande preocupação é com a poluição do rio. O Uruguai fechou uma ponte para impedir uma manifestação de protesto e garante que a Botnia opera com as mais modernas tecnologia para não contaminar a água.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Uruguai recua na 'guerra das papeleiras'

A pedido da Espanha, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, adiou a autorização para que a fábrica de papel e celulose construída pela companhia finlandesa Botnia em Fray Bentos, na margem oriental do Rio Uruguai, entre em funcionamento.

Na última hora, ontem de manhã, quando já havia uma entrevista preparada para fazer o anúncio oficial, o presidente uruguaio atendeu a um apelo do ministro do Exterior da Espanha, Miguel Ángel Moratinos. Como mediador, o governo espanhol quer facilitar as negociações entre Argentina e Uruguai para resolver o conflito conhecido como 'guerras das papeleiras'.

Uma empresa espanhola, a Ence, está estudando a "relocalização" de sua fábrica. A Botnia terminou a obra e agora aguarda a licença do governo uruguaio para entrar em operações.

O chanceler espanhol pediu que o Uruguai espere até a Reunião de Cúpula Ibero-Americana a ser realizada na próxima semana em Santiago do Chile.

Leia mais no jornal argentino La Nación.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Inauguração da fábrica da Botnia é iminente

Um dia depois da eleição presidencial na Argentina, a empresa finlandesa Botnia pediu a autorização final ao governo do Uruguai para colocar em funcionamento sua fábrica de papel e celulose em Fray Bentos, na margem oriental do Rio Uruguai. A reação dos moradores na cidade argentina de Gualeguaychú, do outro lado do rio, apoiados pelo presidente Néstor Kirchner, provocou o conflito conhecido como 'guerra das papeleiras'.

É uma das heranças indigestas que o presidente deixa para sua mulher, Cristina Fernández de Kirchner, eleita presidente da Argentina no último domingo, 28 de outubro.

Em abril do ano passado, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ameaçou abandonar o Mercosul, diante da incapacidade do bloco regional de resolver o problema. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a falar sobre o assunto com a presidente da Finlândia, Tarja Halonen. Mas Kirchner vetou a mediação do Mercosul, preferindo apelar para o rei Juan Carlos II, da Espanha, a antiga potência.

A presidente eleita, Cristina Kirchner, pretende esperar a decisão da Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia, na Holanda. O governo Néstor Kirchner recorreu ao tribunal internacional alegando violação do Estatuto do Rio Uruguai, que dispõe sobre o uso compartilhado do rio que divide os dois países.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Uruguai proíbe protestos de argentinos

O governo do Uruguai invocou uma lei de 1897 para proibir protestos no país dos manifestantes argentinos contrários à instalação de uma fábrica de papel celulose na cidade uruguaia de Fray Bentos, o que gerou o conflito chamado de 'guerra das papaleiras'.

Diante da iminência da entrada em operações da fábrica da companhia finlandesa Botnia, o que deve ocorrer dentro de um mês, os moradores de Gualeguaychú, cidade argentina que fica em frente, na outra margem do Rio Uruguai, intensificaram as manifestações. Eles denunciam ter sido atacados, agredidos e ameaçados no Uruguai.

No governo anterior, em 2002 e 2003, o presidente Jorge Battle usou a lei para impedir manifestações destinadas a importunar os argentinos que freqüentam o balneário uruguaio de Punta del Este. Na época, a Frente Ampla, liderada pelo atual presidente, Tabaré Vázquez, criticou o uso de uma lei tão antiga.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Botnia inicia operação num mês no Uruguai

A fábrica de papel e celulose da companhia finlandesa Botnia que deflagrou a chamada 'guerra das papeleiras' entre Argentina e Uruguai começa a funcionar dentro de um mês, anunciou hoje o governo uruguaio, provocando mal-estar na Casa Rosada.

O conflito, que já dura dois anos, teve início quando duas empresas européias decidiram instalar fábricas de papel e celulose na margem oriental do Rio Uruguai, com investimentos de US$ 2 bilhões, equivalentes a 15% do produto interno bruto uruguaio. A Argentina alegou que as indústrias trariam poluição, violando o Estatuto do Rio Uruguai.

Imediatamente, uma assembléia de moradores da cidade argentina de Gualeguaychú, que fica diante de Fray Bentos, no Uruguai, onde a Botnia fez sua fábrica, se mobilizou para tentar paralisar a obra. Uma companhia espanhola desistiu do projeto inicial e estuda a possibilidade de se instalar em outro lugar.

Em abril do ano passado, o Uruguai apelou ao Mercosul e ameaçou deixar o bloco comercial liderado por Brasil e Argentina, se não servisse de fórum para negociar o conflito. Mas o presidente argentino, Néstor Kirchner, rejeitou a mediação que o presidente Lula tentou fazer junto à presidente da Finlândia, alegando tratar-se de uma questão bilateral.

O caso chegou à Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia, na Holanda.

Nos últimos dias, os assembleístas de Gualeguaychú prometeram marchar até a Praça de Maio, onde fica a Casa Rosada, sede do governo argentino, antes da eleição presidencial de 28 de outubro, depois que notícias de que Kirchner teria admitido em Nova Iorque que a localização da fábrica da Botnia é irreversível. Depois, voltou atrás e desmentiu a notícia.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Moradores de Gualeguaychú vão à Praça de Maio

Em mais uma batalha da 'guerra das papeleiras', os moradores da cidade de Gualeguaychú, que estão em assembléia geral permanente, planejam marchar até a Praça de Maio, em Buenos Aires, onde fica a Casa Rosada, antes da eleição presidencial de 28 de outubro na Argentina.

Os assembleístas exigem uma definição do governo argentino sobre o local da fábrica de papel e celulose da companhia finlandesa Botnia. Aparentemente, o presidente Néstor Kirchner concordou que a fábrica começará a funcionar mesmo em Fray Bentos, no Uruguai, que fica diante de Gualeguaychú, do outro lado do Rio Uruguai.

"Queremos que o presidente deixe bem claro se continua defendendo a bandeira da relocalização ou se vai deixar de lutar por nossa reivindicação", declarou José Pouler, um dos líderes do movimento. Se o que disse em Nova Iorque é certo, então o governo já não é mais nosso aliado. Temos de assumi-lo e buscar novos apoios, reconheceu que o governo nos deixou sós."

Depois de encontro com o governador da província de Entrerríos, Kirchner negou ter dito que "a fábrica está lá e não há nada a fazer". Alegou ter dito que "não se pode gerar a expectativa da relocalização porque o Uruguai não aceita".

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Uruguai aceita área verde ao redor de papeleiras

A proposta da Espanha de criação de cinturões verdes ao redor das fábricas de papel e celulose pode ser a saída para a chamada 'guerra das papeleiras', o conflito entre Argentina e Uruguai por causa da instalação de duas indústrias de papel na margem oriental do Rio Uruguai.

O governo uruguaio não se pronunciou oficialmente, mas o ministro do Exterior, Reinaldo Gargan, admitiu que é "um caminho possível".

Sem entrar em detalhes nem assumir a paternidade do projeto em nome de seu país, o embaixador espanhol em Buenos Aires, Rafael Estrella, disse que há possibilidade de ser criada "uma zona de responsabilidade compartilhada" entre Fray Bentos, no Uruguai, onde está a fábrica da empresa finlandesa Botnia, e Gualeguaychú, na Argentina, a cidade do outro lado do rio que centraliza os protestos. Também existe chance de envolver uma instituição multilateral no monitoramento ambiental da região.

Outra fábrica, da companhia espanhola Ence, foi relocalizada em Conchillas, no departamento de Colônia, no Uruguai.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Abraço ao Rio Uruguai reúne 130 mil

Na maior manifestação da chamada 'guerra das papeleiras', 130 mil pessoas se reuniram ontem na cidade argentina de Gualeguaychú e na ponte que a liga ao Uruguai para protestar contra a instalação de uma fábrica de papel e celulose da empresa finlandesa Botnia na margem oriental do Rio Uruguai. A marcha foi convocada como um "abraço do Rio Uruguai".

"Primeiro, a Botnia se relocaliza. Depois, discutimos o resto", afirmou o vice-governador da província argentina de Entre Ríos, Pedro Guastavino.

O conflito provoca sucessos bloqueios das passagens na fronteira entre os dois países, irritando o governo uruguaio, favorável à instalação das papeleiras. Mas o locutor argentino que animava a manifestação foi claro: "A Botnia é ilegal e não tem nem terá a licença social de nossos povos. Exigimos que a Botnia e a Finlândia se retirem da bacia do Rio Uruguai. Não qeremos fábricas de celulose no Rio Uruguai. Defenderemos o rio, seus arroios e suas terras de qualquer tipo de contaminação presente e futura. Responsabilizaremos o governo uruguaio por permitir que estas empresas avancem com seus projetos".

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Argentina e Uruguai negociam guerra das papeleiras

A Argentina e o Uruguai decidiram hoje prosseguir com o diálogo iniciado nesta semana em Madri, com o apoio do rei Juan Carlos II, da Espanha, para tentar resolver o conflito em torno da instalação de fábricas de papel e celulose na margem oriental do Rio Uruguai, conhecido como 'guerra das papeleiras'.

Os quatro eixos da negociação serão:
- a localização da fábrica da empresa finlandesa Botnia;
- os bloqueios de estradas do lado argentino;
- o estatuto do Rio Uruguai; e
- a proteção do meio ambiente.

A próxima reunião será convocada pelo rei da Espanha dentro de um mês, informa o jornal argentino La Nación.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Argentina e Uruguai abrem diálogo sobre papeleiras

Os governos da Argentina e do Uruguai concordaram em iniciar em diálogo mediado pela Espanha para negociar o fim do conflito gerado pela instalação de duas fábricas de celulose na margem oriental do Rio Uruguai, a chamada 'guerra das papeleiras'. Não foi marcada a data nem quem representará os dois países.

Apesar do anúncio, ecologistas e moradores das cidades ribeirinhas argentinas mantiveram a decisão de bloquear as três pontes que ligam os três países hoje das 17h às 22h.

Até agora, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, se nega a negociar enquanto as fronteiras não forem liberadas. Um porta-voz do Uruguai ressalvou que conversar não é negociar. Os investimentos, de US$ 2 bilhões, equivalem a 15% do produto interno bruto uruguaio.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Uruguai não negocia com fronteira bloqueada

O Uruguai nega-se a negociar com a Argentina a instalação de duas fábricas de papel e celulose na margem oriental do Rio Uruguai enquanto não foram suspensos os bloqueios na fronteira entre os dois países, no conflito chamado de 'guerra das papeleiras'.

Por 14 votos a 1, a Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, não obrigou o governo argentino a intervir para impedir os bloqueios, alegando que é uma questão bilateral que deve ser negociada entre os dois países.

Diante desta decisão, o ministro do Exterior uruguaio, Reinaldo Gargano, admitiu a retomada das conversações mas advertiu: "Uma coisa é falar, outra é negociar, e com pontes bloqueadas o Uruguai não negocia".

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Corte de Haia não proíbe bloqueio da fronteira do Uruguai na chamada guerra das papeleiras

Por 14 a 1, Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, não obrigou o governo da Argentina a impedir os bloqueios de pontes que ligam o país com o Uruguai, feitos por moradores que protestam contra a construção de uma fábrica de papel e celulose na margem oriental do Rio Uruguai, na chamada 'guerra das papeleiras'. O Uruguai apelara ao tribunal pedindo o desbloqueio de estradas e pontes com base no direito de ir e vir.

Na verdade, o tribunal de Haia declarou-se incompetente para decidir a questão, sob a alegação de que não há danos irreparáveis ao Uruguai, recomendando que ela seja resolvida por negociações bilaterais entre os dois países, ambos membros do Mercosul, que até agora se mostrou incapaz de mediar o conflito. "A Corte decidiu que, nas atuais circunstâncias, não podem exigir o exercício do poder deste tribunal para indicar medidas cautelares", diz o parecer da presidente, juíza Rosalyn Higgins.

Diante da decisão, o governo argentino pediu a abertura de negociações e os moradores de Gualeguaychú, cidade argentina que fica diante da fábrica da Botnia, em construção em Fray Bentos, no Uruguai, festejaram.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Argentina faz novas acusações ao Uruguai

A Argentina apresentou ontem novos argumentos à Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia, na Holanda, no processo em que acusa o Uruguai de violar o tratado bilateral sobre o Rio Uruguai ao permitir a instalação de duas fábricas de papel e celulose na margem oriental do rio.

"O Uruguai não cumpriu as normas de procedimento previstas no estatuto, como os mecanismos de informação e consultas prévias quando uma obra possa afetar a navegação, a qualidade das águas ou o regime do rio como recurso compartilhado", diz o documento de oito volumes e cerca de 3 mil páginas entregue pela Argentina.

No conflito, conhecido como 'guerra das papeleiras', ecologistas e moradores das cidades argentinas que podem ser afetadas pela poluição bloquearam estradas e pontes que ligam o Uruguai e a Argentina por sobre o Rio Uruguai.

O bloqueio permanente continua em Gualeguaychú, que fica do outro lado da cidade uruguaia de Fray Bentos, onde a empresa finlandesa Botnia está construindo uma das fábricas. Em Colón, que fica diante da cidade uruguaia de Paysandú, o bloqueio foi suspenso mas haverá interrupções temporárias de seis horas por dia no tráfego entre os dois países pela Ponte José Artigas.

Agora, o Uruguai tem seis meses para apresentar sua contra-argumentação. A ação foi iniciada pelo governo argentino em 4 de maio passado.

Por sua vez, o Uruguai alega que o bloqueio das estradas e pontes viola o direito de ir e vir e o livre comércio. Já tentou recorrer ao Mercosul, sem sucesso.

A 'guerra das papeleiras' é um problema sério para o Mercosul, que se mostra incapaz de resolver um conflito entre seus países-membros, o que incomoda sobretudo os sócios menores do bloco. O investimento previsto nas duas fábricas, de US$ 2 bilhões, equivale a 15% do produto interno bruto uruguaio.