O presidente da Colômbia, o conservador Álvaro Uribe, pediu o ingresso de seu país no Banco do Sul, criado na quinta-feira, 11 de outubro, na sede do Itamaraty no Rio de Janeiro por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela, por iniciativa do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Uribe fez o apelo neste sábado, 13 de agosto, diante dos presidentes Chávez e Rafael Correa, do Equador, durante a inauguração de um gasoduto transoceânico ligando a região colombiana de Guajira a Maracaibo, na Venezuela. A obra, contratada pelas companhias petrolíferas estatais da Colômbia e da Venezuela, custou US$ 467 milhões.
"Não podemos de modo algum ficar fora do Banco do Sul", declarou o presidente colombiano, maior aliado dos Estados Unidos na América do Sul e conseqüentemente adversário político de Chávez.
A proposta chavista visa a criar uma alternativa ao Fundo Monetário Internacional, ao Banco Mundial e ao Banco Intermaericano de Desenvolvimento (BID), dominados pelos EUA. O Banco do Sul terá um capital inicial de US$ 7 bilhões e deve entrar em funcionamento em 2008.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Correa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Correa. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de outubro de 2007
Colômbia quer entrar no Banco do Sul
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Correa tem vitória esmagadora no Equador
Mais de 80% dos eleitores aprovaram ontem em plebiscito a proposta do presidente Rafael Correa de convocar uma Assembléia Constituinte com amplos poderes para refundar o Estado no Equador. Ele ameaçara renunciar, se fosse derrotado.
Com a nova Constituição, seguindo o exemplo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Correa quer implantar no Equador uma "revolução bolivarista" e o "socialismo do século 21".
A estratégia é colocar os recursos naturais sob o controle do Estado para promover a inclusão social das camadas mais pobres da população, o que, nos casos da Bolívia e do Equador, significa sobretudo integrar os povos indígenas.
Com a nova Constituição, seguindo o exemplo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Correa quer implantar no Equador uma "revolução bolivarista" e o "socialismo do século 21".
A estratégia é colocar os recursos naturais sob o controle do Estado para promover a inclusão social das camadas mais pobres da população, o que, nos casos da Bolívia e do Equador, significa sobretudo integrar os povos indígenas.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Correa ameaça anular contrato da Petrobrás
Enquanto o presidente Evo Morales recusa-se a vir ao Brasil se o país não pagar o "preço político" que exige pelo gás da Bolívia, o recém-empossado presidente do Equador, Rafael Correa, ameaça romper um contrato que permite à estatal brasileira explorar petróleo em seu país, se for confirmado que a empresa violou a legislação ambiental equatoriana.
"Se foram cometidas graves irregularidades, seja pela Petrobrás ou quem quer que seja, se poderá declarar a caducidade do contrato", advertiu o novo presidente equatoriano, alinhado ideologicamente com o caudilho venezuelano Hugo Chávez, no programa de rádio O Presidente Dialoga com o Povo, que vai ao ar todos os sábados.
"Qualquer empresa", acrescentou Correa, "seja do Brasil, China, privada ou pública, que comete um atentado contra o meio ambiente no Equador, desnecessário porque sempre a exploração petrolífera terá um impacto ambiental, sofrerá as sanções da lei. A pátria não está a venda".
"Se foram cometidas graves irregularidades, seja pela Petrobrás ou quem quer que seja, se poderá declarar a caducidade do contrato", advertiu o novo presidente equatoriano, alinhado ideologicamente com o caudilho venezuelano Hugo Chávez, no programa de rádio O Presidente Dialoga com o Povo, que vai ao ar todos os sábados.
"Qualquer empresa", acrescentou Correa, "seja do Brasil, China, privada ou pública, que comete um atentado contra o meio ambiente no Equador, desnecessário porque sempre a exploração petrolífera terá um impacto ambiental, sofrerá as sanções da lei. A pátria não está a venda".
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Correa convoca plebiscito constitucional
Num de seus primeiros atos, o novo presidente do Equador, Rafael Correa, empossado na terça-feira, convocou um plebiscito para 18 de março para que os equatorianos decidam se querem uma Assembléia Nacional Constituinte com "plenos poderes".
Em seu discurso de posse, anunciou uma "revolução radical" para mudar o perfil socioeconômico do Equador, a renegociação da dívida externa e disse que vai adotar um modelo econômico "socialista".
Durante a campanha, Correa, apoiado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu convocar uma Constituinte para refundar o Estado equatoriano. Agora, o eleitorado terá a chance de dar sua aprovação à proposta.
Em seu discurso de posse, anunciou uma "revolução radical" para mudar o perfil socioeconômico do Equador, a renegociação da dívida externa e disse que vai adotar um modelo econômico "socialista".
Durante a campanha, Correa, apoiado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu convocar uma Constituinte para refundar o Estado equatoriano. Agora, o eleitorado terá a chance de dar sua aprovação à proposta.
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Correa vê nova era para América Latina
Ao tomar posse oficialmente na segunda-feira como novo presidente do Equador, o economista Rafael Correa disse que a América Latina não vive numa época de mudanças mas uma mudança de época, marcada na sua opinião pelo fim das políticas econômicas neoliberais do chamado Consenso de Washington, que dominaram a região nos anos 90.
Eleito com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Correa criticou os Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional (FMI), as privatizações, a autonomia do banco central e a dolarização da economia equatoriana. Prometeu não renovar o acordo que permite aos EUA ter uma base militar americana em Manta, que termina em 2009. É o sétimo presidente do Equador a tomar posse nos últimos 10 anos. Neste período, nenhum presidente eleito concluiu o mandato.
"Ao contrário dos neoliberais, acredito que o mercado é um grande servidor mas um mau mestre", declarou Correa. "O Estado assumirá de agora em diante um papel crescente na economia e no desenvolvimento".
O novo presidente equatoriano não excluiu a possibilidade de decretar a moratória da dívida externa do país, "se as condições econômicas o exigirem. Façam saber à Moody's [agência de classificação de risco que rebaixou a nota do Equador em 8 de janeiro] e aos especuladores financeiros que seu satânico risco país não nos interessa. O único risco-país que e inquieta é o da pobreza que obriga as crianças a trabalhar e nossos compatriotas a emigrar para sobreviver."
Eleito com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Correa criticou os Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional (FMI), as privatizações, a autonomia do banco central e a dolarização da economia equatoriana. Prometeu não renovar o acordo que permite aos EUA ter uma base militar americana em Manta, que termina em 2009. É o sétimo presidente do Equador a tomar posse nos últimos 10 anos. Neste período, nenhum presidente eleito concluiu o mandato.
"Ao contrário dos neoliberais, acredito que o mercado é um grande servidor mas um mau mestre", declarou Correa. "O Estado assumirá de agora em diante um papel crescente na economia e no desenvolvimento".
O novo presidente equatoriano não excluiu a possibilidade de decretar a moratória da dívida externa do país, "se as condições econômicas o exigirem. Façam saber à Moody's [agência de classificação de risco que rebaixou a nota do Equador em 8 de janeiro] e aos especuladores financeiros que seu satânico risco país não nos interessa. O único risco-país que e inquieta é o da pobreza que obriga as crianças a trabalhar e nossos compatriotas a emigrar para sobreviver."
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Vitória de Chávez encerra ciclo de eleições dominadas pela esquerda na América Latina
Com a reeleição de Hugo Chávez Frías para um terceiro mandato como presidente da Venezuela em 3 de dezembro de 2006, encerra-se um ciclo de 13 meses em que houve 12 eleições presidenciais e eleições legislativas em 13 países da América Latina.
Apurados 78% dos votos, Chávez tinha 61% contra 38% do principal candidato de oposição, Manuel Rosales, ex-governador do estado de Zúlia, o mais rico da Venezuela. É a nona vitória nas urnas do ex-coronel de pára-quedistas que liderou uma tentativa de golpe em 1992 e que já fala em se reeleger indefinidamente.
Rosales, por sua vez, apoiou o fracassado golpe contra Chávez de 12 de abril de 2002. Então, na origem, os dois lados são golpistas. Mas talvez a melhor novidade desta eleição venezuelana seja o ressurgimento de uma oposição forte, do retorno da política, depois das eleições legislativas do ano passado, boicotadas pela oposição, em que a abstenção superou 75% e foi eleita uma Assembléia Nacional 100% chavista.
Duas constatações imediatas sobre este ciclo de eleições: a democracia está se consolidando no continente, e a voz dos pobres e excluídos cobrando políticas sociais mais ativas começa a ser ouvida nas urnas.
A esquerda não ganhou em todos os países; perdeu no México, na Colômbia e no Peru. E nem todas as esquerdas são iguais.
Há uma esquerda que fez a transição do socialismo revolucionário e da luta armada para uma postura mais pragmática e moderada, social-democrata, que aceita a economia de mercado e dá ênfase às políticas sociais, numa espécie de terceira via. Neste grupo, estariam os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva; Tabaré Vázquez, do Uruguai; e Michelle Bachelet, do Chile.
No Chile, que adotou uma política econômica liberal desde Pinochet, pela primeira vez o Partido Socialista é maioria dentro da Concertación, a ampla aliança que derrubou a ditadura, a pressiona por maior ação social.
Do outro lado, estão líderes que estavam fora do sistema político, os chamados outsiders, que vêm para revolucionar, convocando Assembléias Constituinte para refundar o Estado, como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela; Evo Morales, da Bolívia; os candidatos derrotados no Peru, Ollanta Humala; e no México, Andrés Manuel López Obrador; e o presidente eleito do Equador, Rafael Correa.
Entre os dois grupos, estaria o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, que faz superávit primário para controlar a dívida pública mas impõe controles de preços e outras medidas não-ortodoxas, numa tentativa de governar politicamente a economia de mercado.
De modo geral, mesmo onde presidentes foram derrubados, como na Bolívia e no Equador, a eleição é vista como única forma legítima de acesso ao poder, o que é positivo para a América Latina, sempre ameaçada pelo autoritarismo e pelo caudilhismo.
Só no México López Obrador recusou-se a aceitar o resultado oficial, a vitória do conservador Felipe Calderón, denunciando fraude e declarando-se o presidente legítimo.
Chávez tentou interferir em todas as eleições. Perdeu com Humala, no Peru, mas ganhou na Bolívia, com Morales; na Nicarágua, com a volta de Daniel Ortega; e em 26 de novembro, no Equador, com Correa.
Ortega ainda é uma incógnita. Pelos acordos que fez com partidos de direita e com a Igreja, tudo indica que governará mais como Lula do que como Chávez.
Leia a íntegra em minha coluna de política internacional em www.baguete.com.br
Apurados 78% dos votos, Chávez tinha 61% contra 38% do principal candidato de oposição, Manuel Rosales, ex-governador do estado de Zúlia, o mais rico da Venezuela. É a nona vitória nas urnas do ex-coronel de pára-quedistas que liderou uma tentativa de golpe em 1992 e que já fala em se reeleger indefinidamente.
Rosales, por sua vez, apoiou o fracassado golpe contra Chávez de 12 de abril de 2002. Então, na origem, os dois lados são golpistas. Mas talvez a melhor novidade desta eleição venezuelana seja o ressurgimento de uma oposição forte, do retorno da política, depois das eleições legislativas do ano passado, boicotadas pela oposição, em que a abstenção superou 75% e foi eleita uma Assembléia Nacional 100% chavista.
Duas constatações imediatas sobre este ciclo de eleições: a democracia está se consolidando no continente, e a voz dos pobres e excluídos cobrando políticas sociais mais ativas começa a ser ouvida nas urnas.
A esquerda não ganhou em todos os países; perdeu no México, na Colômbia e no Peru. E nem todas as esquerdas são iguais.
Há uma esquerda que fez a transição do socialismo revolucionário e da luta armada para uma postura mais pragmática e moderada, social-democrata, que aceita a economia de mercado e dá ênfase às políticas sociais, numa espécie de terceira via. Neste grupo, estariam os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva; Tabaré Vázquez, do Uruguai; e Michelle Bachelet, do Chile.
No Chile, que adotou uma política econômica liberal desde Pinochet, pela primeira vez o Partido Socialista é maioria dentro da Concertación, a ampla aliança que derrubou a ditadura, a pressiona por maior ação social.
Do outro lado, estão líderes que estavam fora do sistema político, os chamados outsiders, que vêm para revolucionar, convocando Assembléias Constituinte para refundar o Estado, como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela; Evo Morales, da Bolívia; os candidatos derrotados no Peru, Ollanta Humala; e no México, Andrés Manuel López Obrador; e o presidente eleito do Equador, Rafael Correa.
Entre os dois grupos, estaria o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, que faz superávit primário para controlar a dívida pública mas impõe controles de preços e outras medidas não-ortodoxas, numa tentativa de governar politicamente a economia de mercado.
De modo geral, mesmo onde presidentes foram derrubados, como na Bolívia e no Equador, a eleição é vista como única forma legítima de acesso ao poder, o que é positivo para a América Latina, sempre ameaçada pelo autoritarismo e pelo caudilhismo.
Só no México López Obrador recusou-se a aceitar o resultado oficial, a vitória do conservador Felipe Calderón, denunciando fraude e declarando-se o presidente legítimo.
Chávez tentou interferir em todas as eleições. Perdeu com Humala, no Peru, mas ganhou na Bolívia, com Morales; na Nicarágua, com a volta de Daniel Ortega; e em 26 de novembro, no Equador, com Correa.
Ortega ainda é uma incógnita. Pelos acordos que fez com partidos de direita e com a Igreja, tudo indica que governará mais como Lula do que como Chávez.
Leia a íntegra em minha coluna de política internacional em www.baguete.com.br
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Chavista Rafael Correa vence no Equador
O economista nacionalista de esquerda Rafael Correa ganhou a eleição presidencial no Equador. A apuração inicial e três pesquisas de boca-de-urna lhe dão a vitória sobre o homem mais rico do país, o magnata da banana Álvaro Noboa, no segundo turno, realizado neste domingo.
Apurados 50% dos votos, Correa, que moderou o discurso no segundo turno e evitou comparações com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tinha 68% dos votos válidos. Noboa, que no final da campanha usou um discurso anticomunista acusando Correa de dividir o país, teve 32% mas vai pedir à Justiça a recontagem dos votos.
Correa prometeu acabar com a base militar americana de Manta, a única na América do Sul, suspender as negociações de livre comércio com os Estados Unidos e se aproximar do Mercosul. Na linha de Chávez, entende que a Comunidade Andina de Nações acabou por causa dos acordos de livre comércio com os EUA firmados pela Colômbia e pelo Peru.
Apurados 50% dos votos, Correa, que moderou o discurso no segundo turno e evitou comparações com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tinha 68% dos votos válidos. Noboa, que no final da campanha usou um discurso anticomunista acusando Correa de dividir o país, teve 32% mas vai pedir à Justiça a recontagem dos votos.
Correa prometeu acabar com a base militar americana de Manta, a única na América do Sul, suspender as negociações de livre comércio com os Estados Unidos e se aproximar do Mercosul. Na linha de Chávez, entende que a Comunidade Andina de Nações acabou por causa dos acordos de livre comércio com os EUA firmados pela Colômbia e pelo Peru.
sábado, 25 de novembro de 2006
Pesquisas dão vantagem a chavista no Equador
Um Equador dividido escolhe neste domingo o próximo presidente da república. As últimas pesquisas indicam uma pequena vantagem do candidato nacionalista Rafael Correa, apoiado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sobre o bilionário Álvaro Noboa, o "rei da banana", homem mais rico do país.
Na última sondagem do instituto Cedatos-Gallup, Correa tem 42% das preferências contra 40% para Noboa, com 17% de indecisos. Em outra, considerando apenas os votos válidos, o chavista tem 52% contra 48% do magnata.
Cerca de 9,1 milhões estão aptos a votar neste país andino de 13,4 milhões de habitantes onde nenhum presidente eleito chegou ao fim do mandato nos últimos 10 anos.
"Tudo pode acontecer", disse Polibio Córdoba, diretor do Cedatos-Gallup. O maior temor é que o perdedor não reconheça a derrota e proclame a formação de um governo paralelo como fez no México o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, vencido por pouco mais de 200 mil votos na eleição de 2 de julho passado.
Na reta final da campanha, Noboa tratou de amedrontar o eleitorado. De Bíblia na mão, no comício de encerramento de sua campanha em Guaiaquil, a maior e mais rica cidade do Equador, afirmou que "Correa pretende formar um ministério com terroristas e chavistas - a esquerda mais extremista -, comunistas que querem uma insurreição", pintando seu adversário como "um diabo comunista, mentiroso, vicioso e com problemas psicológicos".
Dirigindo-se a Correa, declarou: "Que pensas: que os pobres são brutos? Sabemos que es comunista e que queres que corra o sangue do povo, recessão e desemprego, governar como um ditador". Ainda acusou o adversário de acabar com a dolarização adotada em 1999 para acabar com a hiperinflação.
Por sua vez, Correa tratou de se afastar de Chávez na campanha do segundo turno. Negou que pretenda acabar com a dolarização mas assustou o mercado ameaçando não pagar a dívida equatoriana para atender às necessidades dos mais pobres. Prometeu também construir 300 mil casas populares por ano, o que é considerado inviável pelos analistas.
Correa acusou os partidos tradicionais, que chamou de "máfias", de conspiração para fraudar a eleição em conluio com o Tribunal Supremo Eleitoral, que disse ser controlado por eles: "Junto com os canais de televisão ligados a banqueiros corruptos, vão fraudar a eleição".
Na última sondagem do instituto Cedatos-Gallup, Correa tem 42% das preferências contra 40% para Noboa, com 17% de indecisos. Em outra, considerando apenas os votos válidos, o chavista tem 52% contra 48% do magnata.
Cerca de 9,1 milhões estão aptos a votar neste país andino de 13,4 milhões de habitantes onde nenhum presidente eleito chegou ao fim do mandato nos últimos 10 anos.
"Tudo pode acontecer", disse Polibio Córdoba, diretor do Cedatos-Gallup. O maior temor é que o perdedor não reconheça a derrota e proclame a formação de um governo paralelo como fez no México o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, vencido por pouco mais de 200 mil votos na eleição de 2 de julho passado.
Na reta final da campanha, Noboa tratou de amedrontar o eleitorado. De Bíblia na mão, no comício de encerramento de sua campanha em Guaiaquil, a maior e mais rica cidade do Equador, afirmou que "Correa pretende formar um ministério com terroristas e chavistas - a esquerda mais extremista -, comunistas que querem uma insurreição", pintando seu adversário como "um diabo comunista, mentiroso, vicioso e com problemas psicológicos".
Dirigindo-se a Correa, declarou: "Que pensas: que os pobres são brutos? Sabemos que es comunista e que queres que corra o sangue do povo, recessão e desemprego, governar como um ditador". Ainda acusou o adversário de acabar com a dolarização adotada em 1999 para acabar com a hiperinflação.
Por sua vez, Correa tratou de se afastar de Chávez na campanha do segundo turno. Negou que pretenda acabar com a dolarização mas assustou o mercado ameaçando não pagar a dívida equatoriana para atender às necessidades dos mais pobres. Prometeu também construir 300 mil casas populares por ano, o que é considerado inviável pelos analistas.
Correa acusou os partidos tradicionais, que chamou de "máfias", de conspiração para fraudar a eleição em conluio com o Tribunal Supremo Eleitoral, que disse ser controlado por eles: "Junto com os canais de televisão ligados a banqueiros corruptos, vão fraudar a eleição".
Assinar:
Postagens (Atom)