Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela e Uruguai criaram no domingo, 9 de dezembro de 2007, em Buenos Aires, o Banco do Sul, uma agência de desenvolvimento regional para financiar projetos sem passar por instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.
O capital inicial do banco, uma proposta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, será de US$ 7 bilhões. Seu objetivo é financiar projetos "de desenvolvimento crucial da economia, orientados a melhorar a competitividade e o desenvolvimento científico e tecnológico, agregando valor e priorizando o uso de matérias-primas dos países-membros".
Para o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, "não tem nada a ver com o FMI", será um banco de crédito como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Colômbia quer entrar no Banco do Sul
O presidente da Colômbia, o conservador Álvaro Uribe, pediu o ingresso de seu país no Banco do Sul, criado na quinta-feira, 11 de outubro, na sede do Itamaraty no Rio de Janeiro por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela, por iniciativa do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Uribe fez o apelo neste sábado, 13 de agosto, diante dos presidentes Chávez e Rafael Correa, do Equador, durante a inauguração de um gasoduto transoceânico ligando a região colombiana de Guajira a Maracaibo, na Venezuela. A obra, contratada pelas companhias petrolíferas estatais da Colômbia e da Venezuela, custou US$ 467 milhões.
"Não podemos de modo algum ficar fora do Banco do Sul", declarou o presidente colombiano, maior aliado dos Estados Unidos na América do Sul e conseqüentemente adversário político de Chávez.
A proposta chavista visa a criar uma alternativa ao Fundo Monetário Internacional, ao Banco Mundial e ao Banco Intermaericano de Desenvolvimento (BID), dominados pelos EUA. O Banco do Sul terá um capital inicial de US$ 7 bilhões e deve entrar em funcionamento em 2008.
Uribe fez o apelo neste sábado, 13 de agosto, diante dos presidentes Chávez e Rafael Correa, do Equador, durante a inauguração de um gasoduto transoceânico ligando a região colombiana de Guajira a Maracaibo, na Venezuela. A obra, contratada pelas companhias petrolíferas estatais da Colômbia e da Venezuela, custou US$ 467 milhões.
"Não podemos de modo algum ficar fora do Banco do Sul", declarou o presidente colombiano, maior aliado dos Estados Unidos na América do Sul e conseqüentemente adversário político de Chávez.
A proposta chavista visa a criar uma alternativa ao Fundo Monetário Internacional, ao Banco Mundial e ao Banco Intermaericano de Desenvolvimento (BID), dominados pelos EUA. O Banco do Sul terá um capital inicial de US$ 7 bilhões e deve entrar em funcionamento em 2008.
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