segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Exército do Egito promete referendo em dois meses

Depois de falar com os militares que tomaram o poder no Egito, Wael Ghonim, o diretor de marketing do Google que se tornou um dos líderes da revolução jovem, disse que eles prometeram apresentar um projeto de Constituição em 10 dias e submetê-lo a um referendo dentro de dois meses.

O Conselho Supremo das Forças Armadas deu um ultimato hoje para que os manifestantes deixem a praça e os grevistas voltem ao trabalho para normalizar a situação do país.

Na Praça da Libertação, policiais militares e soldados convenceram os manifestantes remanescentes dos protestos da semana passada. As lojas ao redor da praça foram reabertas.

Uma marcha tardia de policiais chegou até um canto da praça para aderir à revolução. Mas bancos e o setor de transportes estão em greve, enquanto a falta de estrangeiros paralisa o turismo.

A exemplo da Suíça, a Eurozona admite congelar os bens do clã Mubarak e outros membros do antigo regime

• Um dia depois que a Itália ameaçou acionar as Forças Armadas para conter a imigração de tunisianos, a primeira-ministra daAlemanha, Angela Merkel, declara que quem estiver insatisfeito no 

Obama propõe orçamento de US$ 3,7 trilhões

O presidente Barack Obama está propondo um orçamento de US$ 3,7 trilhões para o próximo ano fiscal nos Estados Unidos, que começa em outubro.

Neste ano, o déficit público federal dos EUA deve atingir o recorde de US$ 1,65 trilhão.

China confirma que ultrapassou Japão

Os números do crescimento de 2010 confirmam que a China superou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo, com produto interno bruto de US$ 5,9 trilhões, contra US$ 5,5 trilhões do Japão, que cresceu 3,9% no ano passado, apesar de registrar uma contração de 1,1% no último trimestre, na comparação com o ano passado.

Como a população chinesa é dez vezes maior, renda per capita japonesa, de US$ 40 mil, é quase nove vezes maior do que a chinesa, de US$ 4,5 mil.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cuba liberta dois presos contra sua vontade

O regime comunista de Cuba libertou ontem dois presos políticos que se recusavam a sair da cadeia enquanto seus companheiros continuarem presos.

Héctor Maseda Gutiérrez é marido de Laura Pollán, líder das Damas de Branco, que todos os domingos marcham pelas ruas de Havana depois da missa pedindo a libertação de maridos, filhos e irmãos presos.

Ángel Moyá Acosta também foi solto ontem. Sua mulher, Berta Soler, é outra líder das Damas de Branco.

Ambos fazem parte de um grupo de 52 dissidentes presos desde a chamada Primavera Negra de 2003 que o presidente Raúl Castro decidiu soltar em julho do ano passado, depois de negociar com a Igreja Católica com o apoio da Espanha.

Mulheres pedem saída de Berlusconi

Dezenas de milhares de mulheres protestaram hoje em mais de 230 cidade italianas e mais 28 no resto do mundo, de Paris a Tóquio, contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, denunciado criminalmente na semana passada por prostituição de menores e abuso de poder.

Os cartazes diziam "Basta!" e "A Itália não é um bordel".

Iemenitas marcham para pressionar governo

Centenas de pessoas marcharam hoje nas ruas de Saná para pedir a renúncia imediata do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos. Foi o segundo dia seguido de protestos.

Sob pressão popular desde a revolta que derrubou a ditadura de Zine Ben Ali na Tunísia, há um mês, Saleh anunciou que não será candidato à reeleição, em 2013, nem indicará o filho como sucessor. Mas a oposição exige que saída já.

Militares dissolvem parlamento do Egito

O Conselho Superior das Forças Armadas do Egito, que tomou o poder na sexta-feita, afastando o ditador Hosni Mubarak, dissolveu hoje o parlamento e suspendeu a vigência da Constituição, No mesmo comunicado, prometeu entregar o poder aos civis em seis meses ou até a realização de eleições legislativas e presidencial livres.

As massas que derrubaram o governo em 18 dias de protesto, numa rara vitória do poder popular no Egito, estão deixando a Praça da Libertação, no centro do Cairo, onde a situação ainda é tensa por receio de algum tipo de retaliação dos setores mais duros da ditadura militar.

É tão grande a presença do Exército na republica egípcia que os militares têm amplos interesses econômicos, e não só no setor de defesa. Esta oligarquia militar e empresarial tende a resistir, assim como o aparelho repressivo do Ministério do Interior.

Os jovens que ainda ocupam a praça exigem a revogação do estado de emergência em vigor há 30 anos como garantia de que não serão punidos por sua rebeldia.

Para o primeiro-ministro Ahmed Chafik, a prioridade agora é "restabelecer a segurança". É desse discurso que os jovens têm medo, especialmente vindo de um ex-comandante da Força Aérea.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Manifestantes enfrentam polícia na Argélia

A exemplo do Egito e da vizinha Tunísia, cerca de 3 mil pessoas protestaram hoje em Argel contra o regime político da Argélia, a inflação, a corrupção e o desemprego e entraram em conflito com uma tropa de choque de mais de 30 mil policiais. Pelo menos cem pessoas foram presas.

O presidente da Liga Argeliana pelos Direitos Humanos, Mustafá Boushashi, acusou a polícia de iniciar o confronto.

Ex-ministros são proibidos de deixar o Egito

Três ex-ministros do ditador deposto Hosni Mubarak foram proibidos de deixar o Egito, inclusive o da Informação, Anas el-Fiki.

Governo militar do Egito reafirma compromisso com paz

O regime militar do Egito, desde ontem sob controle direto do Conselho Supremo das Forças Armadas, pediu hoje à população apoio ao governo provisório e reafirmou o compromisso com o acordo de paz assinado com Israel em 1979.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu, comentando que o acordo é a base da estabilidade política do Oriente Médio.

ANP anuncia eleições palestinas até setembro

A Autoridade Nacional Palestina vai realizar eleições legislativas até setembro, revelou hoje Yasser Abed Raddo, conselheiro do presidente Mahmoud Abbas.

Não está claro se vai haver eleições na Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Mubarak foi presidente acidental

Mohamed Hosni Mubarak foi o comandante que reconstruiu a Força Aérea do Egito, destruída por israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Isso o levou à vice-presidência de Anuar Sadat, que rompeu com a União Soviética, se aproximou dos Estados Unidos e negociou a paz com Israel para receber de volta a Península do Sinai, tomada por Israel em 1967.

A paz com Israel lhe custou a vida. Em 6 de outubro de 1981, durante um desfile militar, Sadat foi metralhado por militantes do grupo Jihad Islâmica, uma dissidência da Irmandade Muçulmana.

Mubarak sobreviveu, virou presidente e restabeleceu o estado de emergência em vigor até hoje. Manteve o acordo de paz com Israel e se tornou o principal mediador árabe nas negociações entre israelenses e palestinos.

Os extremistas muçulmanos lançaram uma onda de ataques terroristas contra lugares turísticos para boicotar a economia do país. De 1992 a 1997, mais de 1,2 mil foram mortos pelas forças de segurança.

Em 2005, pela primeira vez, Mubarak que a oposição apresentasse candidatos à eleição presidencial. Ganhou com 87%, numa votação suspeita.

A fraude generalizada nas eleições parlamentares de 28 de novembro de 2010, que levou islamitas e liberais a abandonar o segundo turno, enterrou de vez a esperança de mudança com Mubarak no poder.

Mercado reage positivamente

A maioria das bolsas da Ásia fechou em queda hoje, antes da renúncia do ditador do Egito, Hosni Mubarak. Mas as bolsas da Europa e dos Estados Unidos se beneficiaram com a notícia, que retira um fator de instabilidade no Oriente Médio.

O preço do barril de petróleo caiu cerca de um dólar e meio na Bolsa Mercantil de Nova York, um pouco acima dos US$ 85.

Merkel pede respeito a paz e segurança de Israel

Ao oferecer o apoio da Alemanha à transição do Egito para a democracia, a primeira-ministra Angela Merkel pediu respeito aos acordos de paz do Oriente Médio e à segurança de Israel.

Poder real vira poder popular no Egito

Foram os jovens da era da informação que conspiraram silenciosamente via Internet contra um ditador que se aferrava ao poder há 30 e queria fazer do filho o sucessor.

Dia após dia, desde 25 de janeiro de 2011, eles se reuniram numa praça chamada Libertação.

No primeiro dia, eram apenas 20 mil. O governo reagiu com jatos d'água, gás lacrimogênio e mais de 500 prisões. Quando bloqueou a Internet, os manifestantes tocaram fogo na sede do Partido Nacional Democrático (PND).

Mubarak nomeou um vice-presidente. O Egito não tinha vice desde que ele tinha passado de vice a presidente depois do assassinato de Anuar Sadat, em 1981. Mas escolheu Omar Suleiman, um general reformado, ex-chefe do serviço secreto, uma figura política odiada no país.

No fim de janeiro, já havia cem mortos. Em 1º de fevereiro, um milhão saíram à rua. Mubarak prometeu na televisão estatal que não seria candidato à reeleição, em setembro. Era tarde.

O dia seguinte foi o mais violento. A tropa de choque do governo invadiu a praça com cavalos e camelos. Mas a multidão ficou firme. Mubarak tinha perdido as rédeas do poder.

Sua queda é um alerta para todos os ditadores: seus inimigos conspiram, no Facebook e no Twitter, pela vitória da liberdade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Obama promete apoio total à transição no Egito

Em discurso na Casa Branca hoje à tarde, o presidente Barack Obama prometeu apoio total à transição no Egito.

Obama saudou o "momento histórico", dizendo que "o povo do Egito falou, suas vozes foram ouvidas e o Egito nunca mais será o mesmo". Ele comparou a renúncia de Mubarak à queda do muro de Berlim.

EUA tiveram déficit de meio trilhão de dólares

Os EUA tiveram um déficit comercial de US$ 498 bilhões em 2010, sendo US$ 273 bilhões só com a China.

O aumento de 32,8% no déficit foi o maior em dez anos.

Nokia anuncia parceria com a Microsoft

A Nokia fez um acordo com a Microsoft. 


As duas empresas, líderes nos seus setores, perderam espaço com a ascensão da Apple e novidades tecnológicas como os telefones inteligentes e os leitores eletrônicos.

Álcool mata mais do que aids e violência

O consumo de bebidas com álcool mata 2,5 milhões por ano, mais do que a aids, a tuberculose e a violência, adverte a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mubarak finalmente renuncia à presidência do Egito

No 18º dia de revolta popular, depois de mais de 300 mortes, o ditador Hosni Mubarak decidiu renunciar e transferir a administração do Egito ao Conselho Supremo das Forças Armadas, informou agora há pouco o vice-presidente Omar Suleiman.

Mubarak caiu, anunciou o vice-presidente Omar Suleiman, com poucas palavras, na TV estatal. O agora ex-ditador e a família teriam deixado o Cairo, informou a agência de notícias France Presse, citando fontes próximas ao governo. Ele teria ido para sua casa em Charm al-Cheikh. Constitucionalmente, ele deve ser substituído pelo presidente do parlamento.

Antes, no Comunicado nº 2, o Conselho Supremo das Forças Armadas prometeu:
• suspender o estado de emergência assim que a situação do país voltar ao normal;
• promover reformas constitucionais e legais, e submeter as reformas a um referendo;
• realizar eleições livres e justas;
• transferir o poder pacificamente para o presidente eleito; e
• não perseguir os manifestantes.

 Como os mlitares fizeram promessas à nação que indicaram que Mubarak renunciaria ontem e o ditador não citou o Exército no seu pronunciamento, isso foi visto como uma divisão interna no regime.

Diante da resistência do ditador, as Forças Armadas decidiram assumir diretamente o poder, afastando também o vice-presidente Omar Suleiman.

O ministro da Defesa, marechal Mohamed Hussein Tantawi, presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas é o novo líder do país. Ex-chefe de segurança da família Mubarak, ele virou ministro por sua lealdade ao presidente e não é considerado um pensador estratégico.

Só hoje os militares se pronunciaram endossaram o discurso de ontem, depois de afastarem Mubarak definitivamente.

Centenas de milhares de manifestantes festejaram na Praça da Libertação, onde o Exército tinha reforçado sua presença.

Hoje, além da praça e do Parlamento, os manifestantes cercaram o palácio presidencial. Alguns chegaram a romper a barreira de arame farpado, mas recuaram para não criar atrito com os soldados do Exército.

Os soldados cercam a TV estatal.

Também houve protestos em Ismaília e Alexandria. Em Porto Said, um prédio público foi incendiado. Pelo menos mais quatro pessoas foram mortas, elevando para mais de 350 o total de mortos.