quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Brasil tem mais de 200 mil casos novos num dia pela primeira vez

 Em plena onda da variante ômicron, que deve chegar ao pico em duas a três semanas, o Brasil notificou nesta quarta-feira 349 mortes e um recorde de 205.310 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 num dia. O país soma agora 23.420.861 casos confirmados e 621.927 vidas perdidas na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 487% em duas semanas para um recorde de 100.322. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 114% em duas semanas para 215. Em quatro estados, a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva passa de 80%. Onze estão em alerta intermediário, com 60% a 80% de ocupação.

No mundo, o total de casos confirmados está em 338.048.531 com 5.566.249 mortes. Mais de 272,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 59 milhões enfrentam casos leves ou médios e 96.816 estão em estado grave.

A Alemanha relatou um recorde de 139 mil casos num dia. Na França, foram mais 436 mil, depois de um recorde de 464.769 na terça-feira.

Os Estados Unidos registraram mais de 931.483 casos e 2.947 mortes nesta quarta-feira. Têm os maiores números de casos confirmados (68.569.958) e de mortes (857.778) na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 29% em duas semanas nos EUA para 753.990. O total de hospitalizações cresceu 40% em duas semanas para 156.833. A média diária de mortes dos últimos sete dias avançou 48% em duas semanas para 1.967.

O presidente Joe Biden anunciou a distribuição gratuita de 1 bilhão de kits de testes caseiros de covid-19 e de 400 milhões de máscaras N95 de alta qualidade. Aqui, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu ao governo uma política pública para aprovar os testes rápidos caseiros.

Biden está com a popularidade em queda. Só 41% aprovam o governo e 54% reprovam o presidente dos EUA. A promessa de livrar o país do vírus até 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, não foi cumprida. Os norte-americanos enfrentam novas ondas de contaminação, com impacto sobre a economia e aumento da inflação.

Quem teve covid-19 e completou a vacinação teve maior imunidade com a variante delta, concluiu um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Mais de 9,75 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,73 bilhões de pessoas, 60,1% da humanidade tomaram ao menos uma dose, mas só 9,6% nos países pobres. Mais de 52% completaram a vacinação e 11% tomaram a dose de reforço. 

A China lidera a vacinação com 2,95 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia com 1,58 bilhão. Nos EUA, 249,7 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, 209,5 milhões (63% da população norte-americana) e 82,9 milhões receberam a dose extra.

O Brasil deu a primeira dose a 162,4 milhões de pessoas, 147,75 milhões (69,27% da população brasileira) completaram a vacinação e 37,6 milhões (17,64%) tomaram a dose de reforço, num total de quase 348 milhões de doses aplicadas.

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