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sábado, 1 de agosto de 2009

Mensagem das FARC aponta ajuda a Correa

Uma mensagem do subcomandante Raúl Reyes, morto por em território equatoriano por um ataque aéreo colombiano em 1º de março de 2008, indica que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) deram US$ 400 mil, em outubro de 2006, para a campanha eleitoral do atual presidente do Equador, Rafael Correa.

É a terceira vez que a acusação se repete. Os primeiros indícios estava num computador apreendido no acampamento onde Reyes morreu. Depois, foi divulgado um vídeo em que o comandante militar das FARC, Mono Jojoy, contava que o grupo ajudou a financiar a campanha de Correa.

Nas duas oportunidades, o líder equatoriano repudiou com veemência as acusações. Recentemente, chegou a ameaçar a Colômbia com uma resposta militar, caso o território do Equador seja invadido outra vez.

Agora, a informação estaria num diário pessoal de Reyes.

Sem a ajuda do aliado e padrinho político Hugo Chávez, presidente da Venezuela, Correa não tem a menor condição de enfrentar a Colômbia, que na última década recebeu US$ 7 bilhões de ajuda dos Estados Unidos dentro do Plano Colômbia, destinado a combater a guerrilha e o tráfico de drogas.

Correa, que daqui a 10 dias começa um segundo mandato, sugeriu que alguém pode ter usado seu nome para tomar dinheiro da guerrilha colombiana, que movimenta centenas de milhões de dólares por ano graças a suas ligações com o tráfico de drogas.

Uma das promessas da campanha de Correa que atraiu a ajuda das FARC foi fechar a base militar americana em Manta. Em troca, a Colômbia ofereceu três bases militares aos EUA em território colombiano, irritando Chávez, Correa e até mesmo o governo brasileiro, que cobrou explicações através do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O presidente Álvaro Uribe respondeu que foi uma decisão soberana da Colômbia e resolveu não ir à reunião de cúpula da União das Nações da América do Sul (Unasul), um dos projetos mais importantes da política externa do governo Lula.

sábado, 24 de maio de 2008

Colômbia anuncia morte de comandante das FARC

O governo colombiano confirmou neste sábado a morte do fundador e comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Pedro Antonio Marín usava o nome de guerra de Manuel Marulanda e era conhecido como Tirocerteiro. Era a ele que o presidente Álvaro Uribe se referia ao negar legitimidade para "uma pessoa que está há 40 anos escondido no meio do mato dando tiros".

Em entrevista à revista colombiana "Semana" deste sábado, o ministro Juan Manuel Santos declarou que Marulanda morrera no dia 26 de março. "Houve três bombardeios fortes nestas datas em locais em que se pensava estar Tirofijo. A guerrilha diz que ele morreu de parada cardíaca", disse Santos à Semana.

O ministro da Defesa colombiano disse ainda que Marulanda "anda no inferno, para onde vão os criminosos quando morrem". Ele deve ser substituído por Guillermo Sáenz, mais conhecido como Alfonso Cano.

Se a morte de Marulanda for confirmada, será mais um duro golpe nas FARC, que perderam o subcomandante Raúl Reyes num ataque colombiano no Equador em 1º de março. Dias depois, outro membro do secretariado, o mais jovem, Iván Rios, foi morto um guarda-costas. Os computadores encontrados no acampamento de Reyes revelaram ligações da guerrilha com políticos colombianos, equatorianos e venezuelanos. E Nelly Ávila Moreno, a comandante Karina, se rendeu às autoridades colombianas em troca da anistia, depois de ser cercada pelo Exército e supostamente de estar passando fome.

As FARC estão em processo de desintegração.

Colômbia pede a Supremo que investigue políticos

Começou o Farcgate. O procurador-geral da Colômbia , Mario Iguarán, pediu ao Supremo Tribunal que investigue três congressistas suspeitos de ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), inclusive a senadora Piedad Córdoba, principal aliada do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no país e freqüente interlocutora das FARC.

Também foram denunciados dois jornalistas colombianos e cinco estrangeiros, entre eles a deputada constituinte equatoriana María Augusta Calle, outro equatoriano, Iván Larrea, o venezuelano Amílcar Figueroa, membro do Parlamento Latino-Americano, o professor universitário americano James Jones. Os outros políticos colombianos acusados de ligação com a guerrilha esquerdista são o deputado Wilson Borja e a senadora Gloria Inés Ramírez.

Iguarán revelou que a denúncia se baseia em informações obtidas nos computadores apreendidos no acampamento das FARC no Equador onde, em 1 º de março, um ataque colombiano matou o subcomandante Raúl Reyes e outros 21 rebeldes, provocando uma crise internacional.

sábado, 15 de março de 2008

Chávez telefone para Uribe e consolidar a paz

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, telefonou para seu colega colombiano, Álvaro Uribe, para consolidar a paz entre os dois países depois da agressiva troca de acusações que se seguiu ao bombardeio que matou em 1º de março, em território do Equador, o subcomandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes.

Eles ficaram de se encontrar na próxima semana e prometeram colaborar para que "nenhum grupo armado ameace qualquer dos dois países", informou o governo da Colômbia ao jornal espanhol El País.

Reyes era o principal contato de Chávez nas negociações para libertar reféns seqüestrados pela guerrilha colombiana. Sua morte provocou a indignação do presidente do Equador, Rafael Correa, um aliado de Chávez que ameaçou ir às "últimas conseqüências".

Dada a fragilidade das Forças Armadas do Equador, essa bravata só faria sentido se Correa pudesse contar com o apoio de Chávez. A Venezuela e o Equador mobilizaram tropas rumo à fronteira da Colômbia.

A crise foi desarmada, com mediação brasileira, numa sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) e na reunião de cúpula do Grupo do Rio em São Domingos, na República Dominicana, em 7 de março. Tanto Chávez quanto Correa apertaram a mão de Uribe na ocasião.

Ontem, parentes de cinco estudantes mortos no ataque ao acampamento das FARC receberam os corpos. Eles denunciaram o bombardeio como "um massacre" e afirmaram que os universitários não eram guerrilheiros.

O presidente Correa reagiu com indignação às críticas do presidente George W. Bush sobre a falta de patrulhamento na fronteira. Isso permitiu às FARC instalar ali um acampamento permanente, como concluiu a missão liderada pelo secretário-geral da OEA, o ex-ministro das Relações Exteriores do Chile José Miguel Insulza: "Por que não manda soldados americanos para patrulhar a fronteira? Ou cala a boca."

Seria pior se Bush aceitasse a provocação.

terça-feira, 11 de março de 2008

Exército da Colômbia encurralou as FARC

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estão se desintegrando. Perdem 200 guerrilheiros a cada mês.

O grande golpe foi a morte do subcomandante Raúl Reyes, segundo homem na hierarquia do grupo terrorista, durante um bombardeio a seu acampamento, situado no Equador, em 1º de março. Esse bombardeio gerou uma crise internacional, superada com a intermediação brasileira, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Grupo do Rio.

Mais grave ainda, do ponto de vista militar, foi a morte do comandante Iván Ríos. Ele foi morto por um companheiro interessado em obter a recompensa oferecida pelo governo colombiano pela sua morte, um sinal de quebra da disciplina e da hierarquia militar que é fatal para uma força armada.

Pablo Montoya vai receber US$ 2,5 milhões pela traição.

Quando o presidente Álvaro Uribe tomou posse, em 2002, as FARC tinham 19 mil guerrilheiros, lutavam em 70 frentes de combate e controlavam uma área duas vezes maior do que o estado de Sergipe. Em menos de seis anos, perderam 8 mil homens e pararam de atuar em pelo menos 20 frentes.

O número de seqüestros caiu 83% e o de atentados, 80%.

Leia mais no jornal espanhol El País.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Chávez e Correa apertam mão de Uribe

Mais uma crise latino-americana termina como uma ópera bufa.

Depois de esbravejarem, romperem relações diplomáticas e ameaçarem usar a força contra a Colômbia por causa do ataque que matou o subcomandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raúl Reyes, há uma semana em território equatoriano, surpreendentemente, os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez, apertaram a mão de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, na reunião do Grupo do Rio realizada em São Domingos, na República Dominicana.

Antes, eles bateram boca. Correa acusou Uribe de mentir sobre o episódio. O líder colombiano respondeu que não avisou Correa sobre a operação porque o governo equatoriano não coopera no "combate ao terrorismo".

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, o mais novo pivete do chavismo, chegou a chamar a ação militar colombiana de "terrorismo".

quarta-feira, 5 de março de 2008

Equador pede à OEA que condene Colômbia

O Equador pediu na quarta-feira, 4 de março de 2008, que a Organização dos Estados Americanos condene formalmente a Colômbia. Este país matou no sábado, 1º de março, em território equatoriano, o porta-voz internacional e segundo homem na hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Luis Devía, mais conhecido pelo nome de guerra, Raúl Reyes.

Em resposta, o embaixador colombiano na OEA pediu desculpas formalmente, mas exigiu explicações da Colômbia e do Equador, acusando-os de apoiar as FARC. Alegou ainda que os bombardeios aéreos foram realizados do espaço aéreo colombiano e descreveu Reyes como um delinqüente internacional com mais de 20 condenações, procurado pela Interpol e diversos países.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Colômbia acusa vizinhos de apoiar terrorismo

Enquanto o Equador e a Venezuela enviavam tropas para suas fronteiras com a Colômbia, o governo colombiano denunciava que documentos encontrados em dois computadores apreendidos num acampamento guerrilheiro no Equador revelam que os dois países vizinhos apóiam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O presidente venezualano, Hugo Chávez, teria dado US$ 300 milhões à guerrilha. A Colômbia pretende denunciar o apoio ao grupo terrorista às Nações Unidas e à Organização dos Estados Americanos (OEA).

A crise internacional foi causada por um bombardeio colombiano que matou na madrugada de sábado o subcomandante e porta-voz internacional do grupo guerrilheiro, Luis Devía, que adotou o nome de guerra de Raúl Reyes, em território equatoriano.

No domingo, os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez, acusaram seu colega colombiano, Álvaro Uribe, de mentir sobre o ataque, alegando que Reyes e outros 16 rebeldes morreram em combate.

Hoje, o chefe de polícia da Colômbia, general Naranjo, declarou ter encontrado documentos que comprovariam que as FARC deram US$ 50 mil a Chávez quando o presidente da Venezuela estava preso, em 1992, após sua tentativa de golpe contra o então presidente, Carlos Andrés Pérez. Recentemente, Chávez teria retribuindo com US$ 300 milhões.

Outros documentos incluiriam contatos com o governo Correa para que o Equador reconhecesse as FARC e o envio de drogas para o México.

O ministro do Exterior equatoriano negou peremptoriamente as acusações. A Colômbia prometeu enviar os documentos à ONU para comprovação de sua autenticidade.

domingo, 2 de março de 2008

Equador e Venezuela ameaçam a Colômbia

Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçaram hoje a Colômbia, acusando-a de violar o espaço aéreo equatoriano para matar o segundo homem na hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e porta-voz internacional da guerrilha, Raúl Reyes.

Como o acampamento dos guerrilheiros ficava a dois quilômetros da fronteira, Correa alegou que não pode ter havido engano. Ele acusou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de ter mentido quando disse que Reyes havia morrido em combate: "Os 15 corpos encontrados estavam de pijama. Foram mortos dormindo, depois de ser localizados por equipamentos de alta tecnologia, provavelmente de uma potência estrangeiro."

Se Uribe não se desculpar publicamente, Correa ameaça levar o caso às "últimas conseqüências". O líder equatoriano conta com o apoio de seu aliado, Hugo Chávez, que foi ainda mais ameaçador, embora sua ameaça não seja levada à sério.

"Sr. ministro da Defesa, envie 10 batalhões para a fronteira com a Colômbia, batalhões de tanques, e mobilize a Força Aérea", vociferou o caudilho venezuelano em seu programa de rádio.

Chávez fechou a embaixada venezuelana em Bogotá e alertou: "Não queremos guerra, mas não vamos permitir que o império norte-americano, seu cachorrinho, o presidente Uribe e a oligarquia colombiana nos dividam. (...) Se fosse em território da Venezuela, eu mandaria aviões de guerra."

Simpatizante das FARC, o presidente venezuelano estava negociando a libertação de reféns seqüestrados pelo grupo terrorista. Reyes era seu principal interlocutor.

Nos últimos dois meses, as FARC libertaram seis ex-parlamentares colombianos. Chávez pediu publicamente que a guerrilha deixasse de ser considerada um grupo terrorista, argumentando que é uma força política legítima com um "projeto bolivarista".

Em resposta, mais de um milhão de colombianos se mobilizaram pela Internet e organizaram manifestações de protesto em todo o mundo. Mas Chávez é um bonapartista que só ouve sua própria voz.

A morte de Reyes complica a libertação da ex-senadora e ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, que tem dupla nacionalidade. É também francesa. Também atinge o projeto chavista para legitimar as FARC e lhes dar participação no governo.

Uribe, cujo pai foi morto pela guerrilha, chegou ao poder em 2002 com a intenção de derrotar militarmente os grupos rebeldes colombianos.

Seus dois antecessores, Ernesto Samper e Andrés Pastrana, abriram negociações com os rebeldes, sem sucesso. Como as FARC ganham centenas de milhões de dólares anualmente com o tráfico de cocaína e a Colômbia tem um histórico de matar ex-guerrilheiros convertidos à vida política civil, o diálogo fracassou.

Assim, Uribe nega-se a negociar diretamente com as FARC para não legitimá-las como força política. Vai contra seu projeto de "segurança democrática".

sábado, 1 de março de 2008

Colômbia mata segundo homem das FARC

O comandante Raúl Reyes, porta-voz e segundo homem na hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi morto num bombardeio no Equador, anunciou hoje de manhã o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos.

"Foi o maior golpe que demos até hoje neste grupo terrorista", declarou o ministro em Bogotá.

Para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, simpatizante das FARC, foi um ato de guerra contra o Equador. Se fosse realizado em território venezuelano, seria uma declaração de guerra, acrescentou Chávez.

Na véspera, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, dera um ultimato ao grupo guerrilheiro de esquerda, exigindo a libertação da ex-presidente e ex-senadora Ingrid Betancourt, seqüestrada há seis anos.