Diante do fracasso do diálogo proposto pelo papa Francisco, a oposição da Venezuela volta a tentar abrir um processo de impeachment do presidente Nicolás Maduro. Depois de dois meses, não houve nenhum resultado positivo, na análise da oposição.
"O diálogo está morto porque não produziu nenhum resultado", afirmou nesta semana o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup. "Nada foi conseguido, então cada um deve retomar sua própria agenda
A oposição nem participou da última reunião, na terça-feira passada. A próxima está marcada para 13 de janeiro, mas a oposição adiantou que só vai falar com os mediadores, não com os representantes do regime chavista.
Na prática, a principal consequência é que Maduro conseguiu evitar a convocação de um referendo revogatório neste ano. Se for realizado no próximo ano e o presidente perder, assume o vice-presidente nomeado por Maduro.
Seis presos políticos detidos desde os conflitos de rua de 2014, quando 43 pessoas morreram, foram soltos, mas ainda há pelo menos 100 presos políticos no país, de acordo com a organização não governamental Foro Penal. Um dos politicos mais populares da Venezuela, Leopoldo López, foi condenado a 14 anos de prisão por incitar à violência "subliminarmente".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Oposição suspende marcha até o palácio na Venezuela
Diante do diálogo mediado pelo Vaticano, a Mesa da Unidade Democrática, a aliança das oposições da Venezuela, decidiu suspender a marcha até o Palácio de Miraflores convocada para 3 de novembro de 2016, informou hoje o presidente da Assembleia Nacional, deputado Henry Ramos Allup, citado pelo jornal El Nacional.
É um sinal de esperança no sucesso do diálogo, mas as posições são muito distantes para qualquer acordo viável, talvez impossível em meio a uma crise econômica com recessão de 18%, inflação de 720% ao ano e desabastecimento de mais de 80% dos produtos básicos.
A oposição aposta numa pressão internacional para a convocação de um referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.
Ao suspender a coleta de assinaturas para realizar o referendo, o Conselho Nacional Eleitoral e a Justiça mostraram mais uma vez que as instituições venezuelanas são subservientes ao regime chavista.
É um sinal de esperança no sucesso do diálogo, mas as posições são muito distantes para qualquer acordo viável, talvez impossível em meio a uma crise econômica com recessão de 18%, inflação de 720% ao ano e desabastecimento de mais de 80% dos produtos básicos.
A oposição aposta numa pressão internacional para a convocação de um referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.
Ao suspender a coleta de assinaturas para realizar o referendo, o Conselho Nacional Eleitoral e a Justiça mostraram mais uma vez que as instituições venezuelanas são subservientes ao regime chavista.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Regime chavista pede dissolução da Assembleia Nacional
Os partidos da aliança Grande Polo Patriótico, inclusive o Partido Socialista Unido da Venezuela, vão pedir à Corte Suprema o afastamento do presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, a dissolução do parlamento e a convocação de novas eleições, noticiou hoje o jornal venezuelano El Nacional.
A ação alega que Ramos Allup agiu de maneira antidemocrática e usurpou poderes do Ministério do Exterior.
Seis meses depois das eleições que deram maioria no parlamento à oposição pela primeira vez desde a ascensão de Hugo Chávez, em 1998, o principal objetivo da oposição, convocar um referendo para revogar o mandato do atual presidente, Nicolás Maduro, fica prejudicado.
Se o referendo for realizado ainda neste ano e Maduro for afastado, haverá nova eleição. Se for no próximo ano, o substituto será o vice-presidente. O chavismo continuaria no poder.
O líder da oposição, Henrique Capriles, derrotado nas duas eleições presidenciais, avisou o governo que, se houver novas eleições parlamentares, a oposição fará uma maioria ainda maior.
A ação alega que Ramos Allup agiu de maneira antidemocrática e usurpou poderes do Ministério do Exterior.
Seis meses depois das eleições que deram maioria no parlamento à oposição pela primeira vez desde a ascensão de Hugo Chávez, em 1998, o principal objetivo da oposição, convocar um referendo para revogar o mandato do atual presidente, Nicolás Maduro, fica prejudicado.
Se o referendo for realizado ainda neste ano e Maduro for afastado, haverá nova eleição. Se for no próximo ano, o substituto será o vice-presidente. O chavismo continuaria no poder.
O líder da oposição, Henrique Capriles, derrotado nas duas eleições presidenciais, avisou o governo que, se houver novas eleições parlamentares, a oposição fará uma maioria ainda maior.
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
Supremo da Venezuela pode dissolver direção da Assembleia Nacional
Num golpe contra a democracia, a pedido do presidente Nicolás Maduro, o Tribunal Supremo da Venezuela pode destituir a mesa diretora da Assembleia Nacional, dominada pela oposição deste o início de 2016, alegando violação da Constituição.
Em mensagem divulgada ontem no Twitter, Maduro argumentou que o presidente da Assembleia, Henry Ramos Allup, desrespeitou a Constituição ao desobedecer uma ordem do Supremo para cancelar a sessão legislativa de 26 de abril.
Depois da ampla vitória nas eleições legislativas de 6 de dezembro de 2015, no momento, a oposição coleta assinaturas para convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro, que apela para o TSV, totalmente subserviente ao regime chavista para se defender. A pedido do governo, o Supremo já afastou deputados para negar maioria de dois terços à oposição.
A Venezuela vive uma crise econômica sem precedentes, com inflação prevista para chegar a 720% ao ano em 2016, queda acumulada do produto interno bruto de 20% em dois anos, desabastecimento generalizado e um índice de homicídios de país em guerra. Mas o regime não cede, não negocia e não aceita mudar as ruinosas políticas econômicas do "socialismo do século 21" pregado pelo finado caudilho Hugo Chávez.
Em mensagem divulgada ontem no Twitter, Maduro argumentou que o presidente da Assembleia, Henry Ramos Allup, desrespeitou a Constituição ao desobedecer uma ordem do Supremo para cancelar a sessão legislativa de 26 de abril.
Depois da ampla vitória nas eleições legislativas de 6 de dezembro de 2015, no momento, a oposição coleta assinaturas para convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro, que apela para o TSV, totalmente subserviente ao regime chavista para se defender. A pedido do governo, o Supremo já afastou deputados para negar maioria de dois terços à oposição.
A Venezuela vive uma crise econômica sem precedentes, com inflação prevista para chegar a 720% ao ano em 2016, queda acumulada do produto interno bruto de 20% em dois anos, desabastecimento generalizado e um índice de homicídios de país em guerra. Mas o regime não cede, não negocia e não aceita mudar as ruinosas políticas econômicas do "socialismo do século 21" pregado pelo finado caudilho Hugo Chávez.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Presidente do parlamento da Venezuela denuncia ameaça de golpe
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Henry Ramos Allup, alertou ontem que uma parte das Forças Armadas está tramando um golpe contra o presidente Nicolás Maduro, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.
Ramos Allup acusou o governo de tentar adiar a convocação de um referendo revogatório do mandato presidencial de Maduro e as eleições para governadores estaduais.
Com a economia em recessão profunda, inflação acima de 200% ao ano e desabastecimento generalizado, há fissuras na sociedade, no partido e no governo.
Ramos Allup acusou o governo de tentar adiar a convocação de um referendo revogatório do mandato presidencial de Maduro e as eleições para governadores estaduais.
Com a economia em recessão profunda, inflação acima de 200% ao ano e desabastecimento generalizado, há fissuras na sociedade, no partido e no governo.
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