Em meio à pior crise em dois anos e meio de governo, o presidente Mauricio Macri anunciou hoje um pedido de empréstimo de US$ 30 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para conter a desvalorização do peso e evitar problemas de financiamento. O ministro da Fazenda da Argentina, Nicolás Dujovne, viajou para Washington para discutir as condições e o valor da linha de crédito.
O dólar passava de 23 pesos quando o presidente revelou o acordo de "financiamento preventivo" acertado hoje de manhã num telefonema de Dujovne e Macri à diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças da França.
"Isto vai nos permitir avançar neste plano de crescimento e desenvolvimento, dando-nos apoio para enfrentar este cenário global e evitar a crise", declarou Macri na Casa Rosada.
Na noite anterior, diante de nova queda do peso, o ministro das Finanças, Luis Caputo, alertara para a dificuldade de obter financiamento externo neste momento difícil. Com o FMI, pode tomar empréstimo a juros de 4% ao ano, observou a deputada governista Elisa Carrió.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 8 de maio de 2018
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Banco Central da Argentina eleva taxa básica de juros para 40%
O Banco Central da Argentina surpreendeu hoje o mercado financeiro, elevando a taxa básica de juros pela terceira vez em uma semana para 40% ao ano para tentar conter a desvalorização do peso.
Sob o impacto da medida, a moeda argentina subiu 5% para 21,238 pesos por dólar, mas depois caiu 2,3% e chegou a 22,25 por dólar. A moeda americana terminou o dia valendo 22,17 pesos em Buenos Aires.
Várias economias em desenvolvimento estão sob pressão com a alta do dólar diante da expectativa de mais três altas na taxa básica de juros neste ano nos Estados Unidos: Argentina, Brasil, México, Polônia e Turquia, entre outras. Como aqui, o BC argentino entrou no mercado vendendo US$ 5 bilhões das reservas cambiais do país.
Desde o início do ano, o peso perdeu 15% do valor, o real 13% e a lira turca também caiu mais de 10%. Para o jornal inglês Financial Times, é o primeiro grande teste do mercado à política de reformas do presidente Mauricio Macri, eleito há dois anos e meio com a promessa de tornar a Argentina num país normal depois de 12 anos de governos de Néstor e Cristina Kirchner.
Néstor Kirchner (2003-7) chegou ao poder em meio a uma depressão econômica, depois do fim da dolarização da era Carlos Menem (1989-99), de uma megadesvalorização do peso e de todos os ativos e de um calote de US$ 100 bilhões na dívida do país.
A crise sem precedentes numa economia razoavelmente desenvolvida, superada agora pelo colapso econômico da Venezuela, jogou 58% dos argentinos para baixa da linha de pobreza e levou Kirchner a adotar uma série de subsídios a alimentos, transportes e energia.
Quando veio a Grande Recessão de 2008-9, no início do governo Cristina Kirchner (2007-15), com a escassez de dólares, a saída foi sobretaxar as exportações agrícolas, o que provocou uma greve de produtores rurais. A greve do campo esvaziou as prateleiras dos supermercados e afetou o comércio exterior de uma grande potência agrícola mundial.
Sem o apoio dos ruralistas, Cristina deu uma guinada à esquerda e manteve os subsídios para garantir o apoio de sua base política, sindicalista e peronista, aumentando com isso o déficit orçamentário e a dívida pública.
Hoje o ministro da Economia, Nicolás Dujovne, anunciou uma redução do superávit primário de 3,2% para 2,7% do produto interno bruto e defendeu a alta nos juros: "A convergência para o equilíbrio fiscal não é negociável", declarou, prometendo resistir às "pressões populistas".
Com a redução do superávit primário (saldo nas contas públicas sem computar o pagamento de juros), o governo da Argentina deixará de tomar emprestado US$ 3 bilhões e já garantiu os recursos para 80% de sua necessidade de financiamento em 2018.
Apesar dos problemas econômicos, Macri ainda tem o apoio de mais de 50% dos argentinos.
Sob o impacto da medida, a moeda argentina subiu 5% para 21,238 pesos por dólar, mas depois caiu 2,3% e chegou a 22,25 por dólar. A moeda americana terminou o dia valendo 22,17 pesos em Buenos Aires.
Várias economias em desenvolvimento estão sob pressão com a alta do dólar diante da expectativa de mais três altas na taxa básica de juros neste ano nos Estados Unidos: Argentina, Brasil, México, Polônia e Turquia, entre outras. Como aqui, o BC argentino entrou no mercado vendendo US$ 5 bilhões das reservas cambiais do país.
Desde o início do ano, o peso perdeu 15% do valor, o real 13% e a lira turca também caiu mais de 10%. Para o jornal inglês Financial Times, é o primeiro grande teste do mercado à política de reformas do presidente Mauricio Macri, eleito há dois anos e meio com a promessa de tornar a Argentina num país normal depois de 12 anos de governos de Néstor e Cristina Kirchner.
Néstor Kirchner (2003-7) chegou ao poder em meio a uma depressão econômica, depois do fim da dolarização da era Carlos Menem (1989-99), de uma megadesvalorização do peso e de todos os ativos e de um calote de US$ 100 bilhões na dívida do país.
A crise sem precedentes numa economia razoavelmente desenvolvida, superada agora pelo colapso econômico da Venezuela, jogou 58% dos argentinos para baixa da linha de pobreza e levou Kirchner a adotar uma série de subsídios a alimentos, transportes e energia.
Quando veio a Grande Recessão de 2008-9, no início do governo Cristina Kirchner (2007-15), com a escassez de dólares, a saída foi sobretaxar as exportações agrícolas, o que provocou uma greve de produtores rurais. A greve do campo esvaziou as prateleiras dos supermercados e afetou o comércio exterior de uma grande potência agrícola mundial.
Sem o apoio dos ruralistas, Cristina deu uma guinada à esquerda e manteve os subsídios para garantir o apoio de sua base política, sindicalista e peronista, aumentando com isso o déficit orçamentário e a dívida pública.
Hoje o ministro da Economia, Nicolás Dujovne, anunciou uma redução do superávit primário de 3,2% para 2,7% do produto interno bruto e defendeu a alta nos juros: "A convergência para o equilíbrio fiscal não é negociável", declarou, prometendo resistir às "pressões populistas".
Com a redução do superávit primário (saldo nas contas públicas sem computar o pagamento de juros), o governo da Argentina deixará de tomar emprestado US$ 3 bilhões e já garantiu os recursos para 80% de sua necessidade de financiamento em 2018.
Apesar dos problemas econômicos, Macri ainda tem o apoio de mais de 50% dos argentinos.
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Peso argentino perde 14% do valor em dois dias
Sob pressão da inflação e da escassez de divisas, depois de dez anos de intervenção no câmbio, a Argentina adotou uma nova política monetária e deixou o peso se desvalorizar 14% em dois dias. Foi a maior queda desde o colapso da dolarização na crise de 2001-2.
No câmbio oficial, o dólar rompeu a barreira psicológica dos sete pesos, chegou a 8,34, mas recuou no fechamento para oito pesos; no mercado paralelo, foi a 13 pesos.
Em apenas três semanas de 2014, a moeda argentina perdeu 18,6% do valor, em contraste com 24% em todo o ano passado. A inflação oficial de 2013 ficou em 10,9%, enquanto institutos de pesquisas privados calculam que foi de 28% e os sindicatos pedem reajustes salariais correspondentes. O fantasma da inflação elevada, que atormentou o país nos últimos 40 anos, com a exceção do período de polarização (1991-2001), está de volta.
Desde 2011, as reservas cambiais argentinas em moedas fortes caíram de US$ 52 bilhões para US$ 29 bilhões. Só para comparar, o Brasil acumulava anteontem US$ 376 bilhões em reservas internacionais, uma sólida garantia para enfrentar crises.
Até hoje, a Argentina não saldou todas as suas dívidas do calote de 2001, de US$ 100 bilhões. Por isso, não consegue financiamento no mercado internacional.
Nos últimos meses, o governo começou a controlar o câmbio, impedindo os argentinos de comprar dólares como fazem historicamente em momentos de crise. A Secretaria de Comércio Exterior faz um microgerenciamento das importações. À espera da desvalorização, nas últimas semanas, os exportadores atrasaram a venda de soja na expectativa de obter uma cotação melhor pelo dólar.
No câmbio oficial, o dólar rompeu a barreira psicológica dos sete pesos, chegou a 8,34, mas recuou no fechamento para oito pesos; no mercado paralelo, foi a 13 pesos.
Em apenas três semanas de 2014, a moeda argentina perdeu 18,6% do valor, em contraste com 24% em todo o ano passado. A inflação oficial de 2013 ficou em 10,9%, enquanto institutos de pesquisas privados calculam que foi de 28% e os sindicatos pedem reajustes salariais correspondentes. O fantasma da inflação elevada, que atormentou o país nos últimos 40 anos, com a exceção do período de polarização (1991-2001), está de volta.
Desde 2011, as reservas cambiais argentinas em moedas fortes caíram de US$ 52 bilhões para US$ 29 bilhões. Só para comparar, o Brasil acumulava anteontem US$ 376 bilhões em reservas internacionais, uma sólida garantia para enfrentar crises.
Até hoje, a Argentina não saldou todas as suas dívidas do calote de 2001, de US$ 100 bilhões. Por isso, não consegue financiamento no mercado internacional.
Nos últimos meses, o governo começou a controlar o câmbio, impedindo os argentinos de comprar dólares como fazem historicamente em momentos de crise. A Secretaria de Comércio Exterior faz um microgerenciamento das importações. À espera da desvalorização, nas últimas semanas, os exportadores atrasaram a venda de soja na expectativa de obter uma cotação melhor pelo dólar.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Argentinos batem panelas contra Cristina Kirchner
Mais de 700 mil argentinos participaram ontem à noite de um panelaço no centro de Buenos Aires e nas principais cidades do país contra o governo Cristina Kirchner, cada vez mais impopular. A Casa Rosada ignorou o protesto e o guru do kirchnerismo, o filósofo Ernesto Laclau, o descreveu como "o último grito de uma Argentina que está morrendo".
Num país onde a política ainda transforma adversários e inimigos, numa guerra felizmente travada hoje sem sangue, a classe média argentina bateu panelas contra a inflação, a corrupção, o aumento da criminalidade e da violência, o protecionismo que isola cada vez mais o país internacionalmente e contra a campanha para mudar a Constituição e dar um terceiro mandato a Cristina.
A presidente ironizou, comentando que o grande acontecimento político do dia era o Congresso do Partido Comunista da China. Cristina Kirchner criticou o "formidável aparato cultural para que os argentinos tenham uma visão distorcida do seu própria país" e acusou a oposição de não ter um "projeto alternativo".
O governo mantém o discurso de palanque de proteção aos excluídos que elegeu Néstor Kirchner em 2003, depois da pior crise de uma economia moderna, comparada ao que está acontecendo agora com a Grécia. Quando a dolarização da era Carlos Menem (1989-99) entrou em colapso, em 2001, 58% dos argentinos caíram abaixo da linha de pobreza.
As poupanças em dólares foram confiscadas e transformadas em pesos, com perda de 70% do valor. O dinheiro sumiu. A economia ficou paralisada. Depois do governo de transição do peronista Eduardo Duhalde, vice do primeiro governo Menem e candidato derrotado pelo radical Fernando de la Rúa em 1999, Kirchner venceu Menem em 2003 com um discurso antiliberal e antimercado.
No poder, o kirchnerismo congelou tarifas e adotou uma política de desvalorização do peso para aumentar a competitividade dos produtos argentinos. Isso gera uma inflação que o instituto oficial de estatísticas manipula a tal ponto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) já advertiu que não vai mais usar os dados do governo. Este, por sua vez, processa os institutos independentes que chegam a números diferentes.
De uma base muito baixa, muito inferior ao potencial de geração de riqueza de um país como a Argentina, a economia cresceu a uma média de 8% ao ano até a crise de 2008, que na Argentina começou com uma greve de produtores rurais contrariados com os aumentos de impostos sobre as exportações de grãos.
No conflito com o campo, o jornal Clarín, o mais vendido no país, apoiou os ruralistas. Em uma verdadeira guerra contra o maior grupo de mídia argentino, o governo aprovou uma Lei de Meios de Comunicação Social que obriga o Clarín a se desfazer, em 7 de dezembro, de mais de 200 licenças de telerradiodifusão. Se o monopólio da mídia deve ser combatido, nenhuma nova licença foi dada até hoje com a nova lei, preparada para punir e negar legitimidade aos críticos do governo.
Ao renegociar sua dívida caloteada de US$ 100 bilhões, a Argentina rejeitou as propostas dos credores que exigiam pagamento de 100% do valor dos títulos. Fez acordo com mais de 80%. Os outros entraram na Justiça. Até hoje, o país não voltou totalmente ao mercado financeiro internacional, sempre demonizado no discurso kirchnerista.
Sem dólares nem acesso ao mercado, o governo Cristina Kirchner privatizou a previdência social, alegando que a poupança para aposentadoria não poderia correr os riscos do sistema financeiro, estatizou a antiga estatal do petróleo YPF, passou a controlar e burocratizar a importação, aumentou as barreiras protecionistas e, por fim, proibiu a compra e venda de dólares, que circulavam como moeda corrente na Argentina.
Para a classe média argentina, o dólar era o refúgio natural contra a inflação. Agora, é preciso dar explicações até para viajar ao exterior. Nas ruas do centro de Buenos Aires, os doleiros estão ativos. Com a cotação oficial em 4,70 pesos, no mercado negro consegue-se até 6,50 pesos por dólares. As lojas de importados e algumas grifes de luxo começam a sair do país por causa das dificuldades para importar mercadorias e remeter lucros ao exterior.
Há pouco mais de um ano, num momento de crescimento da economia, a presidente se reelegeu no primeiro turno com 54% dos votos. Hoje sua popularidade caiu para 32%.
A economia argentina se deteriora rapidamente e só Cristina Kirchner não vê. Está mais preocupada em destruir o Clarín. Até quando?
Num país onde a política ainda transforma adversários e inimigos, numa guerra felizmente travada hoje sem sangue, a classe média argentina bateu panelas contra a inflação, a corrupção, o aumento da criminalidade e da violência, o protecionismo que isola cada vez mais o país internacionalmente e contra a campanha para mudar a Constituição e dar um terceiro mandato a Cristina.
A presidente ironizou, comentando que o grande acontecimento político do dia era o Congresso do Partido Comunista da China. Cristina Kirchner criticou o "formidável aparato cultural para que os argentinos tenham uma visão distorcida do seu própria país" e acusou a oposição de não ter um "projeto alternativo".
O governo mantém o discurso de palanque de proteção aos excluídos que elegeu Néstor Kirchner em 2003, depois da pior crise de uma economia moderna, comparada ao que está acontecendo agora com a Grécia. Quando a dolarização da era Carlos Menem (1989-99) entrou em colapso, em 2001, 58% dos argentinos caíram abaixo da linha de pobreza.
As poupanças em dólares foram confiscadas e transformadas em pesos, com perda de 70% do valor. O dinheiro sumiu. A economia ficou paralisada. Depois do governo de transição do peronista Eduardo Duhalde, vice do primeiro governo Menem e candidato derrotado pelo radical Fernando de la Rúa em 1999, Kirchner venceu Menem em 2003 com um discurso antiliberal e antimercado.
No poder, o kirchnerismo congelou tarifas e adotou uma política de desvalorização do peso para aumentar a competitividade dos produtos argentinos. Isso gera uma inflação que o instituto oficial de estatísticas manipula a tal ponto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) já advertiu que não vai mais usar os dados do governo. Este, por sua vez, processa os institutos independentes que chegam a números diferentes.
De uma base muito baixa, muito inferior ao potencial de geração de riqueza de um país como a Argentina, a economia cresceu a uma média de 8% ao ano até a crise de 2008, que na Argentina começou com uma greve de produtores rurais contrariados com os aumentos de impostos sobre as exportações de grãos.
No conflito com o campo, o jornal Clarín, o mais vendido no país, apoiou os ruralistas. Em uma verdadeira guerra contra o maior grupo de mídia argentino, o governo aprovou uma Lei de Meios de Comunicação Social que obriga o Clarín a se desfazer, em 7 de dezembro, de mais de 200 licenças de telerradiodifusão. Se o monopólio da mídia deve ser combatido, nenhuma nova licença foi dada até hoje com a nova lei, preparada para punir e negar legitimidade aos críticos do governo.
Ao renegociar sua dívida caloteada de US$ 100 bilhões, a Argentina rejeitou as propostas dos credores que exigiam pagamento de 100% do valor dos títulos. Fez acordo com mais de 80%. Os outros entraram na Justiça. Até hoje, o país não voltou totalmente ao mercado financeiro internacional, sempre demonizado no discurso kirchnerista.
Sem dólares nem acesso ao mercado, o governo Cristina Kirchner privatizou a previdência social, alegando que a poupança para aposentadoria não poderia correr os riscos do sistema financeiro, estatizou a antiga estatal do petróleo YPF, passou a controlar e burocratizar a importação, aumentou as barreiras protecionistas e, por fim, proibiu a compra e venda de dólares, que circulavam como moeda corrente na Argentina.
Para a classe média argentina, o dólar era o refúgio natural contra a inflação. Agora, é preciso dar explicações até para viajar ao exterior. Nas ruas do centro de Buenos Aires, os doleiros estão ativos. Com a cotação oficial em 4,70 pesos, no mercado negro consegue-se até 6,50 pesos por dólares. As lojas de importados e algumas grifes de luxo começam a sair do país por causa das dificuldades para importar mercadorias e remeter lucros ao exterior.
Há pouco mais de um ano, num momento de crescimento da economia, a presidente se reelegeu no primeiro turno com 54% dos votos. Hoje sua popularidade caiu para 32%.
A economia argentina se deteriora rapidamente e só Cristina Kirchner não vê. Está mais preocupada em destruir o Clarín. Até quando?
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Cristina Kirchner promete parar de poupar em dólares
Em meio a uma séria crise econômica que levou o governo a restringir a compra de dólares na Argentina, a presidente Cristina Kirchner promete converter toda sua poupança em dólares para pesos argentinos.
Ao explicar sua decisão, Cristina declarou que está na hora de mudar essa cultura. Os argentinos usam o dólar há décadas para se proteger da inflação. Com as manipulações do índice oficial de inflação, ele perdeu a credibilidade. Economistas independentes estimam o crescimento dos preços em 25% ao ano.
A presidente argentina declara uma fortuna pessoal de US$ 15 milhões. Uma parte da poupança está em dólares. Para defender sua operação, Cristina alegou que o peso é mais rentável. Nem todos os argentinos pensam assim. No ano passado, US$ 23 bilhões saíram da Argentina, informa o jornal Miami Herald.
Ao explicar sua decisão, Cristina declarou que está na hora de mudar essa cultura. Os argentinos usam o dólar há décadas para se proteger da inflação. Com as manipulações do índice oficial de inflação, ele perdeu a credibilidade. Economistas independentes estimam o crescimento dos preços em 25% ao ano.
A presidente argentina declara uma fortuna pessoal de US$ 15 milhões. Uma parte da poupança está em dólares. Para defender sua operação, Cristina alegou que o peso é mais rentável. Nem todos os argentinos pensam assim. No ano passado, US$ 23 bilhões saíram da Argentina, informa o jornal Miami Herald.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Cristina Kirchner toma posse elogiando Brasil
A presidente Cristina Kirchner tomou posse ontem para um segundo mandato de quatro na Argentina fazendo elogios à integração da América Latina e ao Brasil, que chamou de "um dos países mais importantes do mundo".
Aos 58 anos, Cristina invocou o marido a antecessor Néstor Kirchner, falecido em outubro de 2010 de um ataque cardíaco, e recebeu a faixa presidencial da filha Florencia.
"Hoje, como todos podem imaginar, não é um dia fácil para esta presidente", declarou a líder argentina, sob aplausos do Congresso e de uma multidão reunida na praça em frente.
Em seu discurso, deixou clara a intenção de manter a política econômica de subsídio à indústria nacional e ao consumo interno, desvalorização competitiva do peso e protecionismo comercial, às vezes camuflado, o que cria diversos atritos comerciais com o Brasil.
Ela comparou a crise das dívidas públicas da Zona do Euro à crise da dolarização da era Menem, que levou a um calote de US$ 100 bilhões em 2001 e ao virtual colapso da economia argentina. O país desvalorizou a moeda e renegociou sua dívida em bases que não comprometessem a retomada do crescimento
A popularidade do casal Kirchner vem da percepção da maioria do eleitorado de que sua política econômica ajudou a superar a crise e retomar o crescimento. Com taxas de crescimento de 8% ao ano, Néstor não teve dificuldades para eleger sua mulher em 2007. Estaria decidido a voltar à Presidência quando morreu.
O crescimento de 9,2% no ano passado e a comoção com a morte do marido garantiram uma fácil reeleição, com 54% dos votos, em 23 de outubro de 2011. Cristina "começa o segundo mandato mais forte politicamente, mas com uma perspectiva econômia mais complexa", observa o cientista político Rosendo Fraga. "A crise mundial é uma ameaça tão grande aqui quanto em qualquer lugar".
Aos 58 anos, Cristina invocou o marido a antecessor Néstor Kirchner, falecido em outubro de 2010 de um ataque cardíaco, e recebeu a faixa presidencial da filha Florencia.
"Hoje, como todos podem imaginar, não é um dia fácil para esta presidente", declarou a líder argentina, sob aplausos do Congresso e de uma multidão reunida na praça em frente.
Em seu discurso, deixou clara a intenção de manter a política econômica de subsídio à indústria nacional e ao consumo interno, desvalorização competitiva do peso e protecionismo comercial, às vezes camuflado, o que cria diversos atritos comerciais com o Brasil.
Ela comparou a crise das dívidas públicas da Zona do Euro à crise da dolarização da era Menem, que levou a um calote de US$ 100 bilhões em 2001 e ao virtual colapso da economia argentina. O país desvalorizou a moeda e renegociou sua dívida em bases que não comprometessem a retomada do crescimento
A popularidade do casal Kirchner vem da percepção da maioria do eleitorado de que sua política econômica ajudou a superar a crise e retomar o crescimento. Com taxas de crescimento de 8% ao ano, Néstor não teve dificuldades para eleger sua mulher em 2007. Estaria decidido a voltar à Presidência quando morreu.
O crescimento de 9,2% no ano passado e a comoção com a morte do marido garantiram uma fácil reeleição, com 54% dos votos, em 23 de outubro de 2011. Cristina "começa o segundo mandato mais forte politicamente, mas com uma perspectiva econômia mais complexa", observa o cientista político Rosendo Fraga. "A crise mundial é uma ameaça tão grande aqui quanto em qualquer lugar".
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